2327 – O CLIMA DA BACIA DO ESPÍRITO SANTO
Autor(es): Italo dos Reis Lopes, Loan Hilário Marques Souza
Orientação: Claudine Pereira Dereczynski, Andrea Gallo Xavier, Renato Parkinson Martins
Resumo:
Neste trabalho dados observacionais e dados gerados por modelagem numérica (reanálises) são utilizados para descrever o clima
na Bacia do Espírito Santo, localizada ao longo do litoral centro-norte do Espírito Santo e o litoral do extremo sul da Bahia. A região é
de grande importância econômica para o Brasil, pois reúne campos com grande produção de óleo leve e gás, tendo grande
contribuição no fornecimento de gás para o mercado nacional. Nesta fase inicial do projeto, os dados das Reanálises ERA-Interim do
European Centre for Medium-Range Weather Forecast (ECMWF), com resolução de 1,5º de latitude x 1,5º de longitude e duas
outras do National Centers for Enviromental Prediction (NCEP), a primeira com resolução espacial de 2,5º de latitude x 2,5º de
longitude, denominada NCEP/NCAR – National Center for Atmospheric Research e a outra denominada de Climate Forecast System
Reanalysis (CFSR), com resolução de 0,5º de latitude x 0,5º de longitude, são confrontadas com dados observacionais coletados em
3 plataformas da Petrobras e também em Vitória, na estação do Instituto Nacional de Meteorologia. O objetivo do trabalho é
selecionar a fonte de dados que melhor representa o clima na região da Bacia do Espírito Santo. A metodologia envolve a
elaboração de campos sazonais climatológicos do período de janeiro de 1990 a dezembro de 2009 (20 anos) das variáveis: pressão
ao nível médio do mar (PNMM), ventos a 10 m e temperatura do ar a 2 m. A seguir, a partir dos dados dos pontos de grade mais
próximos à estação Vitória do INMET e às plataformas da Petrobras, elaboram-se gráficos dos ciclos anuais e diurnos para
comparação com dados observacionais. Os resultados preliminares mostram que a climatologia sazonal das 3 reanálises apesar de
similares considerando-se toda a América do Sul e oceanos adjacentes, exibem diferenças regionais. Nas quatro estações do ano,
mas principalmente no verão e inverno, nota-se que a borda do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) penetra mais para o
interior do continente nas Reanálises ERA-Interim e CFSR do que na Reanálise NCEP/NCAR, deixando a PNMM sobre a área em
estudo mais baixa na última Reanálise do que nas outras duas. Para o campo de vento a 10 m verifica-se que existem 2 regiões de
máxima intensidade do vento sobre o Atlântico Sul, uma a leste do Nordeste do Brasil e outra a aproximadamente 50ºS/0ºW. Nestes
dois centros, durante todo o ano, a velocidade do vento é sempre mais intensa (cerca de 1 m/s) na Reanálise do NCEP/NCAR do
que no ERA-Interim. Devido à proximidade da área em estudo do centro de máxima intensidade dos ventos localizada a leste da
Região Nordeste, os ventos na área da Bacia do ES são mais intensos na Reanálise NCEP/NCAR do que no ERA-Interim. Com
relação a temperatura do ar a 2 m nota-se que na costa do Espírito Santo, as temperaturas do NCEP/NCAR são cerca de 1ºC
inferiores à Reanálise ERA-Interim. A comparação dos ciclos anuais e diurnos das Reanálises com os dados observacionais revela
que de forma geral a Reanálise ERA-Interim apresenta melhores resultados, se aproximando mais dos dados observacionais do que
as demais reanálises, sendo esta portanto a fonte de dados selecionada para elaboração das próximas etapas deste estudo.
577 – ESTIMATIVA DO BALANÇO DE ENERGIA NA RMRJ UTILIZANDO DADOS DE SENSORIAMENTO REMOTO
Autor(es): Vitor Fonseca Vieira Vasconcelos de Miranda
Orientação: Andrews Jose de Lucena, Leonardo de Faria Peres, Otto Correa Rotunno Filho, Jose Ricardo de Almeida Franca
Resumo:
Materiais de construção urbanos possuem diferentes capacidades e condutividades térmicas; e as estruturas de engenharia podem
remover água da superfície e modificar redes naturais de drenagem e a topografia natural, alterando os regimes de escoamento e
umidade. O efeito líquido é uma mudança nas características radiativas, térmicas, aerodinâmicas e de umidade das superfícies
pré-existentes, resultando em alterações no balanço natural de energia, massa e momento. O conhecimento do balanço de energia é
fundamental para o entendimento do fenômeno ilha de calor e o comportamento térmico urbano. Neste contexto, o presente trabalho
tem como objetivo investigar a variabilidade sazonal e espacial dos fluxos de calor à superfície da Região Metropolitana do Rio de
Janeiro (RMRJ) com base em dados de sensoriamento remoto, nomeadamente imagens Landsat. Os diferentes fluxos de calor
foram obtidos com base no algoritmo Surface Energy Balance Algorithm for Land (SEBAL) que utiliza como dados de entrada
informações de sensoriamento remoto e meteorológicas de superfície. Imagens das estações inverno/verão, nas décadas de 80, 90
e 2000, foram selecionadas para a comparação e o acompanhamento da evolução dos fluxos de calor. Adicionalmente, foram
coletados dados meteorológicos de temperatura, umidade relativa e velocidade do vento nas respectivas datas das imagens
referentes às seguintes estações: Afonsos, Bangu, Jacarépagua, Maricá, Rio Bonito, Praça XV, Rio, Galeão, Santos Dumont,
Ecologia, Santa Cruz Aeroporto, Santa Cruz, Marambaia e Xerém. Os dados meteorológicos foram obtidos através do INMET
(Instituto Nacional de Meteorologia). O algoritmo SEBAL foi implementado em linguagem MATLAB juntamente com um método
estatístico baseado em percentis para a escolha do pixel frio e quente, os quais são requeridos pelo SEBAL.
Os resultados preliminares são consistentes mostrando que o fluxo de calor latente, no verão ou inverno, sempre se apresenta
menor na região urbana do que em áreas com vegetação. Em contrapartida, os fluxos de calor sensível e para o solo são maiores na
área urbana. Em relação às estações de inverno e verão, verificamos que todos os fluxos são maiores nas imagens de verão e que
as diferenças entre urbano e vegetação são mais intensas no verão.
3913 – OS FENÔMENOS DE TEMPO SIGNIFICATIVOS: COMPARAÇÃO ENTRE MACAÉ E RIO DE JANEIRO
Autor(es): Ricardo Henrique dos Santos Souza, Alessandra Júlio Carbonel
Orientação: Alfredo Silveira da Silva, Maria Gertrudes Alvarez Justi da Silva
Resumo:
Em anos anteriores foram apresentadas as características climáticas da cidade do Rio de Janeiro através das análises dos dados
horários do Aeroporto do Galeão.
Este trabalho tem por objetivo comparar as características do clima em Macaé com o do Rio de Janeiro, mostrando que cidades
situadas ambas na costa e relativamente próximas têm características climáticas bem distintas no que se refere às características
das variáveis contínuas como temperatura, umidade, pressão e velocidade do vento, como em relação a frequência de ocorrência de
tempo significativo, como chuva, chuvisco, névoa úmida, nevoeiro e trovoadas.
Embora ambas imersas nos mesmos sistemas sinóticos de grande escala e sujeitas aos mesmos sistemas transientes que muito
frequentemente as atingem, principalmente no inverno, as características diferenciadas do relevo, da orientação da linha da costa e
da temperatura da superfície do mar diferencia o clima resultante em cada uma das cidades.
Essas diferenças são mostradas nas distribuições probabilísticas das variáveis meteorológicas contínuas calculadas, nas
distribuições de frequências de fenômenos significativos e nas rosas do vento estabelecidas em cada caso.
4302 – MANEJO DA IRRIGAÇÃO COM BASE EM ESTUDO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO
Autor(es): Vitor dos Santos Costa
Orientação: Andre de Souza Avelar, Celia Maria Paiva
Resumo:
O consumo de água por uma dada cultura é denominado de evapotranspiração, sendo a soma da evaporação da água do solo mais
a transpiração da cultura. Na agricultura irrigada, o objetivo é o uso racional da água de forma a atender às necessidades hídricas
das culturas, indispensável para uma boa produtividade, evitando o desperdício ou o estresse hídrico devido a um suprimento de
água inadequado. O manejo eficiente da irrigação maximiza a produção agrícola racionalizando o uso da água, da mão-de-obra e de
energia, tendo em vista o alto consumo de água do setor agrícola (em torno de 70% da demanda). Uma forma de quantificar a
lamina de água a ser aplicada por irrigação é a utilização de equações ou métodos de estimativa que se valem de dados que
incluem a medida das variáveis meteorológicas que governam o fenômeno da evapotranspiração, a saber: radiação solar,
temperatura e umidade do ar e intensidade do vento. Nesse sentido, o presente estudo foi realizado baseado em dados da Estação
Meteorológica Automática do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(CPTEC/INPE) localizada na bacia do Córrego Sujo, situada em Teresópolis, na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. O
método de estimativa utilizado foi o FAO-56 Penman-Monteith, recomendado como padrão pela Organização das Nações Unidas
para Agricultura e Alimentação (FAO). Os valores de evapotranspiração obtidos na estação no período de janeiro de 2008 a
dezembro de 2012 variam entre 0,50 mm (julho de 2009) e 9,15 mm (dezembro de 2012) com valor médio de 3,12 mm, segundo o
método de Penmam Monteith. Nessa bacia, a atividade agrícola utiliza a irrigação de forma indiscriminada para produção de
olericultura. Contudo, objetiva-se apontar possíveis alternativas para otimizar o uso da água na agricultura presente nessa região.
Para tanto, estão sendo contabilizadas as aplicações de água por irrigação junto aos agricultores para avaliação de eventuais
desperdícios ou déficit hídrico.
3897 – CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS DO NORTE FLUMINENSE: DADOS OBSERVADOS VERSUS REANÁLISES
Autor(es): Ricardo Henrique dos Santos Souza, Alessandra Júlio Carbonel
Orientação: Isimar de Azevedo Santos, Alfredo Silveira da Silva, Maria Gertrudes Alvarez Justi da Silva
Resumo:
O entendimento do clima e de suas variações em todas as escalas muitas vezes é crucial para o planejamento das atividades
humanas, sejam produtivas ou de lazer. As séries de observações meteorológicas no Brasil ou são muito curtas ou apresentam
falhas que muitas vezes dificultam ou até mesmo inviabilizam esses estudos climáticos. Uma alternativa tem sido o uso dos produtos
das reanálises que disponibilizam informações assimiladas em modelos numéricos robustos que são integrados de forma
homogênea por períodos suficientemente longos no tempo.
O objetivo deste trabalho foi comparar séries de dados observados em estações meteorológicas localizadas no Norte Fluminense
(Macaé e Campos) com os dados do CFSR (Climate Forecast System Reanalysis). Essencialmente, as comparações foram feitas
entre os valores médios mensais das temperaturas máximas e mínimas diárias e dos totais mensais de precipitação, obtidos nas
estações meteorológicas com os valores obtidos nos respectivos pontos de grade do modelo. Os dados de Macaé são oriundos da
estação meteorológica localizada no Campus da UENF de Macaé e cobrem o período de 2004 a 2014. Já os dados da estação de
Campos estão disponíveis no Banco de Dados Meteorológicos para o Ensino e Pesquisa (BDMEP) do INMET desde 1961, onde foi
tomado o período desde 1979 para coincidir com o período disponível dos dados das reanálises.
Embora tenham sido encontradas diferenças entre os dados de cada fonte, observação versus reanálises, foi possível verificar a
semelhança entre as variações sazonais e interanuais nos dados de Campos, mostrando a validade e conveniência do uso das
reanálises do CFS para os estudos climáticos. Foram calculados os erros absolutos médios para cada variável meteorológica
analisada em cada estação do ano podendo ser usados sobre os dados das reanálises em Macaé para uma correção local em
função de necessidades da aplicação pretendida.
2947 – ESTUDO DOS PROCESSOS MICROFÍSICOS DAS NUVENS NO ECOSSISTEMA AMAZÔNICO – ESTUDO PRELIMINAR PARA COMPARAÇÃO COM OS DADOS DO EXPERIMENTO GOAMAZON
Autor(es): Rafael Lopes de Andrade
Orientação: Jose Ricardo de Almeida Franca
Resumo:
O conhecimento da estrutura microfísica das nuvens é muito importante para a determinação do seu efeito no balanço de energia e
no ciclo hidrológico nas diferentes escalas espaciais e temporais. Entretanto o objeto de estudo, as nuvens, é de difícil acesso à
medições locais. Com isso, o uso da ferramenta do sensoriamento remoto passa a ser uma das únicas formas para o estudo mais
detalhado das nuvens.
O processo de formação da precipitação, apesar de parecer simples, envolve mecanismos físicos e microfísicos bastante complexos.
A presença massiva de vapor d´água na atmosfera não garante a formação imediata de nuvens na atmosfera, uma vez que o vapor
para se condensar necessita da presença de partículas na atmosfera, chamadas de núcleos de condensação. É da interação entre
estas partículas, o vapor d´água e a dinâmica local que se formarão as nuvens e nelas se desenvolverão os processos de formação
da precipitação.
Recentemente, o Brasil engajou-se num projeto de cooperação internacional, ?Observations and Modeling of the Green Ocean
Amazon- GO AMAZON?, juntamente com cientistas americanos (Martin, 2013) com o objetivo de estudar todas estas interações
através de medidas de satélites, aviões, radares e outro equipamentos, na região amazônica.
Assim sendo, neste primeiro momento, o objetivo deste trabalho foi iniciar uma caracterização da estrutura microfísica de alguns
tipos de nuvens através dos parâmetros: raio efetivo da partícula de nuvem, espessura óptica da nuvem, fase termodinâmica da
partícula da nuvem (água líquida, gelo ou fase mista) e temperatura do topo da nuvem, na região da floresta amazônica, com os
dados do radiômetro MODIS (Moderate-Resolution Imaging Spectroradiometer).
Foram estudados 16 casos de detecção de nuvens em imagens do MODIS na região de estudo, sendo quatro em cada estação do
ano, por um período de 10 anos (desde 2000).
Na análise da distribuição sazonal do raio efetivo da partícula de nuvem observou-se que no caso da primavera foram destacados 3
picos de concentração com raios entre 10 e 30 microns. A primavera encontra-se no final da estação menos chuvosa e com menor
ocorrência de nuvens (inverno) e início da estação chuvosa (verão) onde foi observada a maior ocorrência de nuvens com um
espectro de gotas maiores, que possivelmente acarretarão em processos de precipitação. O outono também apresentou 2 picos um
com gotas menores e outro com gotas maiores. No caso do inverno destaca-se dois picos, um de gotas menores entre 20 e 30
micros e um segundo pico com um espectro mais largo de gotas entre 40 e 45 micros, mas com menor número de ocorrências do
que no verão.
Uma grande parte dos casos observados está associada à convecção profunda, o que é verificado pela grande quantidade de casos
com altos valores de espessura óptica principalmente no verão e outono.
Na análise da relação entre o raio efetivo e a temperatura do topo da nuvem para diferentes fases termodinâmicas, observou-se
claramente um limiar entre partículas de água líquida e sólida (gelo) entre -10°C e -30°C. Além disso, a fase mista (quando aparece)
está sempre contida entre -20 e -40°C. Em geral o raio cresce na medida em que a temperatura decai. Entretanto na Amazônia, a
partir de valores entre 20 e 25 ?m de raio, as temperaturas voltam a aumentar.
As distribuições de raio efetivo da partícula nas porções de nuvens dos eventos analisados apresentaram variações entre dois
formatos extremos: espectros estreitos confinados em raios com variação de 2 a 3 ?m e espectros bastante largos, com valores
variando em até 35 ?m dentro da mesma área. Os espectros estreitos mostraram-se estarem sempre associados à fase
termodinâmica gelo, provenientes de nuvens de convecção profunda em áreas de baixa pressão atmosférica. Os espectros largos
apresentam forte relação com sistemas frontais com raio e espessura óptica variando bastante na porção analisada, sugerindo a
presença de mais de um tipo de nuvem.
3727 – ANÁLISE CLIMATOLÓGICA DO VERÃO 2013/2014
Autor(es): Izabella Oliveira da Costa, Thamires Raquel Marinho e Silva, Milleny Nunes, Alessandra Júlio Carbonel
Orientação: Nilton de Oliveira Moraes, Edilson Marton, William Cossich Marcial de Farias, Luiz Claudio Gomes Pimentel
Resumo:
Em um sentido mais restrito, o clima pode ser definido como ‘tempo meteorológico médio’, ou como a descrição estatística de
quantidades relevantes de mudanças do tempo meteorológico num período de tempo. O período clássico para definir o clima,
estabelecido pela Organização Mundial de Meteorologia – OMM, é de 30 anos. O clima de uma determinada região influência
diversos setores da sociedade, entre eles, podem-se destacar os setores: elétrico, agrícola, defesa civil, meio ambiente, recursos
hídricos entre diversos outros.
Durante o verão 2013/2014 foram observados diversos problemas que afetaram o Brasil, como o baixo volume de água em diversos
reservatórios, afetando o abastecimento de água e o planejamento da operação eletroenergética. Com isso fica evidenciada a
necessidade de realização de estudos que auxiliem na melhor compreensão dos fatores atmosféricos que se estabeleceram neste
período, para subsidiar órgãos competentes na tomada de decisões estratégicas.
Com o exposto, o presente trabalho tem o objetivo analisar as anomalias atmosféricas referentes ao verão 2013/2014. Para isso,
foram coletados dados de Pressão Atmosférica, Temperatura e Umidade Relativa do Ar, Altura Geopotencial e Vento em diferentes
níveis da atmosfera provenientes do projeto Reanalysis ? Reanalysis1/NCEP/NCAR. A partir destes dados foi realizada uma análise
climatológica das variáveis, permitindo quantificar seus comportamentos anômalos. Para melhor destacar o comportamento
diferenciado do verão 2013/2014, também foram feitas análises destas variáveis para o verão 2012/2013. Tais análises foram feitas
através de imagens geradas no programa computacional GrADS – The Grid Analysis and Display System.
A análise dos resultados indica que nos meses de janeiro e fevereiro ocorreram as maiores anomalias de todas as variáveis, com a
Temperatura do Ar se apresentando até 2°C maior que a média e a Umidade Relativa decrescendo em todo período na maior parte
do Centro-Sul do país. Também é possível observar um aumento da pressão atmosférica na região do posicionamento climatológico
do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul, comprovando a sua intensificação durante este período, e contribuindo para o longo
período de estiagem no Centro-sul do país. A Altura Geopotencial também ficou elevada durante o verão, porém, no mês de março,
ela decresceu na região Sul assim como a Temperatura.
3876 – UM ESTUDO SOBRE A INFLUÊNCIA DA CIRCULAÇÃO AGEOSTRÓFICA NA FORMAÇÃO DE COMPLEXOS CONVECTIVOS NO SUDESTE DA AMÉRICA DO SUL
Autor(es): Geraldo Deniro Gomes
Orientação: Suzanna Maria Bonnet de Oliveira Martins, Ana Maria Bueno Nunes
Resumo:
Vários estudos têm discutido sobre a relevância da contribuição dos complexos convectivos de mesoescala (CCMs) na variabilidade
da precipitação da região sudeste da América do Sul. Nesse estudo, a circulação sobre América do Sul é avaliada de forma conjunta
a partir da interação do Jato de Baixos Níveis (JBN) e do jato subtropical encontrado na troposfera superior. Tal interação tem sido
associada com a presença de circulações ageostróficas transversas o que favorece a evolução da convecção profunda, a qual é
alimentada pelo transporte de umidade feito principalmente pelo JBN. Essa análise tem como objetivo uma avaliação da
variabilidade sazonal e interanual da precipitação, e se propõe a estabelecer, a partir da reanálise global do NCEP, Climate Forecast
System Reanalysis (CFSR), conjuntamente com as estimativas de precipitação por satélite fornecidas pelo NOAA Climate Prediction
Center, os efeitos da circulação de grande-escala sobre a organização da convecção profunda na região foco, que engloba o norte
da Argentina, o sul do Paraguai e do Brasil. Foram também utilizadas imagens de satélites, no canal visível e no infravermelho, do
GOES para determinar a formação e o deslocamento dos CCMs. Resultados preliminares indicam a importância da interação entre
os jatos na presença dos CCMs e na sua manutenção.
3483 – ESTUDO DAS CARACTERÍSTICAS MICROFÍSICAS DOS AEROSSÓIS E NUVENS EM DOIS CENTROS URBANOS UTILIZANDO DADOS DOS SATÉLITES CLOUDSAT E CALIPSO
Autor(es): Caio Atila Pereira Sena, Filipe Pungirum Onofre
Orientação: Leonardo Abreu Jorge Justo, Jose Ricardo de Almeida Franca
Resumo:
O processo de formação da precipitação, apesar de parecer simples, envolve mecanismos físicos e microfísicos bastante
complexos. A presença massiva de vapor d´água na atmosfera não garante a formação imediata de nuvens na atmosfera, uma vez
que o vapor para se condensar necessita da presença de partículas na atmosfera, chamadas de núcleos de condensação. É da
interação entre estas partículas, o vapor d´água e a dinâmica local que se formarão as nuvens e nelas se desenvolverão os
processos de formação da precipitação.
Um dos principais processos envolvidos na formação de uma nuvem é a nucleação, que atua na formação das gotículas de nuvem.
Em teoria, este processo pode ser homogêneo ou heterogêneo. O processo homogêneo leva em consideração a condensação
espontânea do vapor d?água, sem a presença de partículas externas, chamadas núcleos de condensação (Cotton, 2005). Este
processo, no entanto requer uma supersaturação do ambiente muito acima do encontrado naturalmente na atmosfera, o que leva a
conclusão de que a formação de nuvens em um ambiente real se dá basicamente por nucleação heterogênea.
Este trabalho tem como objetivo preliminar, caracterizar a estrutura física dos aerossóis, comparando os resultados sobre dois
centros urbanos localizados em diferentes biomas. O primeiro é a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, localizada numa região
costeira e o segundo a região Metropolitana de Manaus localizada na região amazônica, área escolhida por ser comum a um estudo
do projeto internacional GoAmazon(experimento que visa entender a interação dos aerossóis e ciclo de vida das nuvens).
Para o estudo dos aerossóis, foram utilizados os dados de profundidade ótica e de retroespalhamento do lidar do ?Cloud-Aerosol
Lidar and Infrared Pathfinder Satellite Observation? (CALIPSO)em dois diferentes comprimentos de onda(532nm e 1064nm), e para
os dados de microfísica de nuvens foram utilizados os dados do Cloud Profiling Radar do satélite CloudSat que opera em 94 GHz.
Os resultados parciais mostraram uma discrepância entre os valores de espessura óptica nos dois comprimentos de onda
diferentes, que pode ser explicada através do fato de que o canal de 1064 nm apresenta forte contribuição pelas partículas de água
suspensas na atmosfera. Isto é, em períodos mais úmidos do ano, verificou-se que o canal vermelho possui, em média, valores mais
altos que os do canal azul. Também é possível notar a inversão de valores entre os canais nas estações de Primavera e Outono.
Nas imagens de totais de retroespalhamento atenuado, verificou-se a presença de partículas em altos níveis reagindo ao LIDAR.
Pode-se perceber também, a posição dos aerossóis em condições climáticas diferentes.
3351 – ESTIMATIVA DE PRECIPITAÇÃO VIA SENSORIAMENTO REMOTO NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO: ANÁLISE PRELIMINAR
Autor(es): Jefferson Xavier de Mello, Igor Cunha França do Amaral
Orientação: Leonardo de Faria Peres, Gutemberg Borges Franca
Resumo:
A precipitação é um dos mais importantes elementos do tempo para as atividades econômicas e de planejamento no mundo. A
Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) apresenta um regime de precipitação que tem características intermitentes e de
grande variabilidade no espaço e no tempo. Tanto a topografia local como as demais condições do meio ambiente desempenham
um importante papel na distribuição da precipitação. O monitoramento da precipitação é feito convencionalmente através de
pluviômetro, que por ser uma medida pontual não reproduz com fidelidade o campo de precipitação que ocorre sobre uma área,
mesmo que exista uma boa densidade de instrumentos. Neste contexto, uma previsão direta de quantidade de precipitação, ou
mesmo a probabilidade de sua ocorrência, feita através de modelos numéricos ainda é difícil, particularmente para a região tropical.
Uma das soluções adotadas é a utilização de sensoriamento remoto para melhor representar a distribuição da precipitação. O
objetivo deste trabalho é implementar e validar os algoritmos de estimativa de precipitação Deep Convective Activity (DCA) e o
Auto-estimador sobre a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Os dados utilizados correspondem: (a) dados de eventos
significativos de precipitação no período de janeiro de 2012 a junho de 2014, (b) valores de temperatura de brilho do canal IR10.8 do
Meteosat-10 a cada 15 minutos, e (c) registro de precipitação das 33 estações pluviométricas da rede do sistema de alerta do
Município do Rio de Janeiro, as quais são usados para a avaliação e calibração dos métodos.
3158 – ESTIMATIVA BAYESIANA DO RISCO HIDROMETEOROLÓGICO DE DESLIZAMENTO DE TERRA
Autor(es): Suellen Araújo Franco dos Santos
Orientação: Hugo Abi Karam
Resumo:
Titulo do trabalho:
Estimativa bayesiana do risco hidrometeorológico de deslizamento de terra
Este trabalho tem como objetivo investigar o risco de deslizamentos de terra induzidos por precipitação em áreas vulneráveis de
terrenos complexos sobre a Serra do Mar a partir da aplicação de probabilidade condicional baseada na regra de Bayes (Box &
Tiau, 1973; Wilks, 2011). As estimativas da probabilidade a priori serão obtidas a partir da distribuição de riscos de deslizamento
considerados por Tatizana et al. (1987a,b), em função da taxa de precipitação e de seu valor acumulado no período da precipitação,
como amostra de aprendizado. A meta a ser alcançada é um maior entendimento da distribuição da probabilidade do
risco hidrometeorológico do ponto de vista causal bayesiano. Os resultados obtidos podem ser úteis aos gestores de crises
ambientais, para avaliação e atualização do grau do risco.
Referências
WILKS, D. S., Statistical Methods in the Atmospheric Sciences. Elsevier: International Geophysiscs Series, 2011, 676 p.
BOX, G. E. P.; TIAO, G. C. (1973). Bayesian Inference in Statistical Analysis. Wiley.
TATIZANA, C.; OGURA, A. T.; CERRI, L. E. S.; ROCHA, M. C. M. Análise de correlação entre chuvas e escorregamentos ? Serra do
Mar, município de Cubatão. In: 5o Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia. São Paulo: ABGE, 1987 a. v. 2, p. 225-236.
TATIZANA, C.; OGURA, A. T.; CERRI, L. E. S.; ROCHA, M. C. M. Modelamento numérico da análise de correlação entre chuvas e
escorregamentos aplicado às encostas da Serra do Mar no município de Cubatão. In: 5o Congresso Brasileiro de Geologia de
Engenharia. São Paulo: ABGE, 1987 b. v. 2, p. 237-248.
1158 – INVESTIGAÇÃO DOS MICROCLIMAS OBSERVADOS NA RMRJ
Autor(es): Wallace Pereira da Silva
Orientação: Edson Pereira Marques Filho
Resumo:
O objetivo principal deste trabalho é identificar os diferentes microclimas atuantes na RMRJ por meio de suas características
termodinâmicas em superfície. A evolução horária e sazonal da temperatura do ar (T) e da umidade relativa (UR) serão estimadas e
suas funções densidades de probabilidade (FDP) determinadas (Wilks, 2006). Para uma FDP representar adequadamente um
conjunto de dados é necessário quantificar os parâmetros de ajuste por meio de estimadores de máxima verossímilhança (EMV) e
de momentos (EM) (Degroot e Schervish, 2012).
O campo de T apresentou uma FDP aproximadamente normal, enquanto UR ajustou-se melhor a FDP gama. Uma vez conhecida as
FDPs, a evolução horária e sazonal das variáveis termodinâmicas conservativas de uma Camada Limite Atmosférica adiabática e
não-saturada (Bohren e Albrecht, 1998) foram estimadas para cada estação automática de superfície. Técnicas de interpolação
espacial dos campos resultantes de temperatura potencial e umidade específica foram investigadas (Hastie et al., 2008).
Referências:
Bohren, C.F., Albrecht, B.A., 1998. Atmospheric thermodynamics. Oxford University Press, New York, 402 p.
Degroot, M.H., Schervish, M.J., 2012. Probability and Statistics. Pearson, 4 nd, 417-425.
Hastie, T., Tibshirani, R., Friedman, J.,2008: The Elements of Statistical Learning ? Data Mining, Inference, and Prediction, second
Edition
Wilks, D. S., 2006. Statistical Methods in the Atmospheric Sciences. International Geophysics Series 2nd, 648 pp.
1073 – ESTIMATIVAS DA ALTURA DA CAMADA LIMITE ATMOSFÉRICA DURANTE O EXPERIMENTO MCITY
Autor(es): Willian Azevedo Vita, Renan Cruz Tielas Barcia
Orientação: Edson Pereira Marques Filho
Resumo:
A Camada Limite Atmosférica (CLA) pode ser definida como a camada inferior da troposfera que está sobre a influência direta da
superfície e é caracterizada por turbilhões em um amplo intervalo de escalas temporais e espaciais (Stull, 1988). A altura da CLA é
um parâmetro importante nos estudos de poluição do ar e de previsão do tempo (Seibert et al., 2000). Em condições diurnas, a altura
da CLA (zi) pode ser considerada como nível no qual o gradiente vertical de temperatura potencial virtual torna-se positivo. O
objetivo deste trabalho é estimar zi sobre a Região Metropolitana do Rio de Janeiro a partir de dados obtidos durante as campanhas
intensivas do Experimento MCity, e confrontá-las com medidas de LIDAR (Light Detection and Ranging). Os métodos usados são
baseados nas condições de estabilidade estática não-local (Holzworth, 1972; Beljaars e Betts, 1992) e no perfil vertical do número
de Richardson (Vogelezang e Holtslag, 1996). As estimativas zi ficaram em torno de 1 km durante os períodos de forte atividade
convectiva. Em alguns dias, a ocorrência de nuvens estratocumulus gerou intensos gradientes das variáveis termodinâmicas e
dificultou a aplicação dos métodos. As medidas de zi pelo LIDAR concordam com as estimativas obtidas pelo método da parcela
avançado.
Referências:
Beljaars, A.C.M., Betts, A.K., 1992. Validation of the boundary layer representation in the ECMWF model. ECMWF Seminar
Proceedings: Validation of Models over Europe, Vol. II. Reading, UK, 7-11.
Holzworth, C.G., 1972. Mixing depths, wind speeds and potential for urban pollution throughout the contiguous United States. EPA,
Office of air Programs Publ. AP101, 118p.
Seibert, P., Beyrich, F., et al., 2000. Review and intercomparison of operational methods for the determination of the mixing height.
Atmospheric Enviroment, 34, 1001-1027.
Stull, R.B., 1988. An Introduction to Boundary Layer Meteorology. Dordrecht: Kluwer, 666p.
Vogelezang, D.H.P., Holtslag, A.A.M, 1996. Evolution and model impacts of alternative boundary layer formulations. Boundary-layer
Meteorology, 37,129-148.
3377 – MODELAGEM COMPUTACIONAL DA EVOLUÇÃO DA CAMADA LIMITE ATMOSFÉRICA COM O CICLO DIÁRIO
Autor(es): Bruno Pires Dumas
Orientação: Francisco Leite de Albuquerque Neto, Luiz Claudio Gomes Pimentel
Resumo:
A altura da camada de mistura é um parâmetro importante para se determinar as condições atmosféricas para a dispersão de
poluentes de uma região em um determinado instante, uma vez que indica o espaço da atmosfera no qual é possível ocorrer a
dispersão vertical dos poluentes (Stull, 1988). Baseando-se no método descrito por Beyrich (1994), a evolução da altura da Camada
Limite Atmosférica (CLA) ao longo da manhã foi modelada a partir de perfis de temperatura potencial virtual e parametrizações do
fluxo de calor sensível, velocidade de fricção e comprimento de Monin-Obukhov. A equação diferencial ordinária representativa da
variação da altura da CLA com o tempo foi resolvida utilizando os métodos de diferenças finitas e o software de matemática
simbólica conhecido como MATHEMATICA. Os resultados numéricos foram comparados entre si e os valores observados obtidos a
partir do SODAR instalado em Itaboraí, a fim de discutir a acurácia dos métodos e avaliar a representatividade do modelo
matemático para reproduzir o comportamento físico da evolução da CLA com o tempo. Concluiu-se que o modelo apresenta
habilidade para acompanhar a evolução da CLA.
3930 – AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO VENTO EM SUPERFÍCIE NA FORMAÇÃO DO FENÔMENO DA RESSURGÊNCIA.
Autor(es): Caio Pereira de Souza
Orientação: Luiz Landau
Resumo:
A ressurgência é essencialmente um fenômeno relacionado à processos de interação oceano-atmosfera no qual a tensão de
cisalhamento do vento na superfície oceânica ao proporcionar divergência do transporte em camadas superficiais do oceano gerar
movimentos verticais na coluna d?água. Tais movimentos são capazes de bombear águas mais profundas à superfície. Entretanto, a
ressurgência não ocorre apenas pelo afloramento de águas profundas, é preciso que essas águas sejam ricas em nutrientes
(matéria orgânica) que ao atingir a camada fótica aumentam a produtividade primária. Na costa brasileira essas águas carregadas de
nutrientes são representadas pela Água Central do Atlântico Sul (ACAS). Existem diferentes metodologias utilizadas para a
identificação da ocorrência de processos de ressurgência. Uma delas baseia-se na utilização do índice de ressurgência. O Índice de
Ressurgência (IR) é estimado a partir do conhecimento do campo de rotacional da tensão de cisalhamento do vento na região de
interesse.
Esse estudo tem como propósito avaliar a influência do campo sinótico de vento na ocorrência desse fenômeno, utilizando o cálculo
do IR para tal. Dessa forma, foram utilizados dados oriundos de uma bóia meteoceanográfica pertencente ao Instituto de Estudos do
Mar Comandante Paulo Moreira (IEAPM) que se localiza na região costeira do Município de Arraial do Cabo. A partir da análise dos
dados dessa bóia, foram considerados eventos de Ressurgência dias em que a temperatura do mar à 10 metros atingia valores
inferiores a 15°C e com persistência igual ou superior a 3 dias. Dessa forma, foram selecionados 4 períodos para análise: de
11/11/2013 até 13/11/2013, de 19/11/2013 até 22/11/2013, de 27/11/2013 até 30/11/2013 e de 13/03/2014 até 17/03/2014. Para a
análise da situação sinótica nos períodos selecionados, foram analisadas imagens de satélite do campo Infravermelho. Os dados de
vento serão extraídos do modelo global de previsão do tempo Global Forecast System (GFS) e a partir das componentes zonal e
meridional o IR será calculado. A partir da análise dos resultados do IR espera-se encontrar valores positivos do IR, que indicam que
há de ocorrência de ressurgência, uma vez que tais valores apontam movimentos ascendentes no oceano. O contrário acontece
quando valores negativos do índice são observados.
2369 – ESTUDO E COMPARAÇÃO DA ESTRUTURA DE CICLONES INTENSOS E DE DIFERENTES ÁREAS DE ORIGEM
Autor(es): Mayara Villela de Oliveira, Raphael Fontenele Rabello
Orientação: Wallace Figueiredo Menezes
Resumo:
Diversos sistemas e fenômenos atmosféricos são capazes de influenciar significativamente nas condições de tempo das Regiões Sul
e Sudeste do Brasil, principalmente alguns fenômenos sinóticos que se deslocam e atuam sobre o oceano Atlântico Sul. Dentre
estes, os ciclones são alguns dos que produzem impactos mais significativos nas atividades humanas, principalmente em termos de
ventos e chuvas, intensos. Com base nos estudos de Gan e Rao (1991), Palmeira (2003) e Reboita (2008), sabe-se que no Oceano
Atlântico Sul existem 3 áreas de maior frequência de ocorrência de Ciclogêneses (processo de formação do ciclone), sendo todas as
3 sobre oceano próximas à costa do Continente Sulamericano. Não raramente, alguns desses ciclones são intensos, associados a
um grande aumento do gradiente de pressão associado, e podem produzir eventos extremos, principalmente em termos de chuvas e
ventos, provocando impactos significativos nas atividades humanas.
Neste trabalho foram identificados 3 casos de ciclones intensos que tenham se iniciado em cada uma das 3 áreas (Reboita, 2008),
tal busca foi efetuada utilizando-se as publicações CLIMANÁLISE (CPTEC/INPE), cartas sinóticas e dados das Reanálises do
NCEP.
Aqui, ciclones são classificados como ?intensos?, quando: (a) Tiveram uma queda de pressão em seu centro de, pelo menos, 10
hPa em 24h e/ou (b) Tiverem produzido algum impacto significativo nas atividades humanas. Nesta primeira etapa, utilizou-se no
estudo, 1 caso de ciclone para cada uma das 3 áreas.
Estudou-se cada um dos casos, através dos dados das Reanálises do NCEP, visando a compreensão do ambiente atmosférico, em
escala sinótica, associado a estes ciclones. Para tal, foram confeccionados, para o continente Sulamericano e Oceano Atlântico Sul,
campos das variáveis:
a) Pressão ao nível médio do Mar,
b) Ventos em diversos níveis atmosféricos;
c) Altura geopotencial para os mesmos níveis, visando avaliar o grau de baroclinia da atmosfera nos locais dos ciclones;
d) Temperatura do ar em diversos níveis atmosféricos – Visando estudar a estrutura térmica dos ciclones;
e) Umidade específica para os mesmos níveis – Visando avaliar a estrutura termodinâmica dos ciclones estudados, uma vez que a
liberação de calor latente é outro dos mecanismos mais importantes para intensificação de um ciclone.
Foi elaborada uma comparação entre os ambientes associados ao desenvolvimento dos ciclones dessas 3 áreas, visando identificar
semelhanças, peculiaridades e, principalmente, diferenças entre eles.
Os resultados do estudo mostram que o ciclone formado na região de latitude mais alta teve um papel importante da baroclinia
atmosférica em sua intensificação, enquanto que os resultados sugerem que o ciclone formado na área de latitude mais baixa,
próxima a costa de Santa Catarina, teve um papel fundamental da liberação de calor latente na sua intensificação. O Ciclone
formado na área intermediária não mostrou um padrão bem definido em termos da principal forçante que influenciou em sua
evolução.
1596 – ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DAS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS SOBRE OS NÍVEIS DE CONCENTRAÇÃO DO OZÔNIO E SEUS PRECURSORES NO ENTORNO DO PARQUE NACIONAL DA TIJUCA
Autor(es): Karina Karim Gomes, Alessandra Júlio Carbonel
Orientação: William Cossich Marcial de Farias, Luiz Claudio Gomes Pimentel
Resumo:
A campanha de monitoramento meteorológico e da qualidade do ar no Parque Nacional da Tijuca (PNT), em conjunto com as
observações realizadas com as estações das redes de monitoramento da Secretaria de Meio Ambiente (SMAC) e do Instituto
Estadual de Meio Ambiente (INEA), possibilitou avaliar uma possível relação dos compostos orgânicos voláteis biogênicos e a
formação de Ozônio nas proximidades do PNT. O experimento foi realizado pelo Núcleo Computacional de Estudos da Qualidade do
Ar (NCQAr/UFRJ) durante os meses de Dezembro de 2012 a Abril de 2013. A avaliação conjunta dos dados indicou uma possível
associação das violações do poluente ozônio com os ventos de direção Sul na estação Tijuca ? ventos provenientes da face norte do
PNT.
Busca-se no presente trabalho estudar a relação entre as condições atmosféricas e os níveis de concentração do poluente ozônio e
seus precursores, principalmente para os dias de ocorrência de violação do padrão de qualidade do ar. A análise será realizada com
auxílio dos dados meteorológicos e de qualidade do ar da rede da SMAC, INEA, METAR e imagens de satélites.
Como resultados preliminares foram identificados os dias de violação da concentração do ozônio nas estações do entorno do PNT
(Centro, Copacabana, São Cristóvão, Tijuca e Lagoa) e no próprio Sumaré. Verificou-se no mês de Dezembro a ocorrência de
violações em todas as estações da rede de monitoramento e, nos meses de Janeiro a Abril, as violações nas estações de São
Cristóvão, Lagoa e Sumaré, com destaque para o maior número de ocorrência no Sumaré durante o mês de Março. A concentração
na estação do Sumaré destaca-se ainda com uma maior taxa de variação da concentração de ozônio para os períodos em torno dos
horários de violação, quando comparado com os dados das estações de Copacabana, São Cristovão e Tijuca.
2900 – AVALIAÇÃO DAS PREVISÕES SAZONAIS DO MODELO ETA PARA O PERÍODO CHUVOSO DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL
Autor(es): Ana Luisa Souza Castanheira da Cruz
Orientação: Josiane Ferreira Bustamante, Claudine Pereira Dereczynski
Resumo:
O objetivo deste trabalho é avaliar a performance do modelo regional operacional do Centro de Previsão do Tempo e Estudos
Climáticos (CPTEC) em prever, na escala de tempo sazonal, a precipitação na estação chuvosa do Nordeste do Brasil, que
compreende os meses de fevereiro a maio. Nesta etapa do trabalho, a comparação é elaborada confrontando-se as simulações do
modelo Eta na versão operacional com dados observacionais, dados de precipitação do Global Precipitation Climatology Project,
Reanálise do European Center for Medium Range Weather Forecast e Reanálise do National Centers for Environmental Prediction –
Climate Forecast System Reanalysis (NCEP/CFSR). As simulações do modelo Eta, aqui denominadas Eta-REAN, foram elaboradas
utilizando como dados de entrada e de contorno lateral os dados da Reanálise NCEP/CFSR e como dados de contorno inferior
valores de temperatura da superfície do mar disponibilizados pelo NCEP.
Os campos médios mensais das variáveis precipitação, temperatura a 2 metros e ventos em 850 e 250 hPa da simulação Eta-REAN
e também dos dados observacionais e Reanálises são elaboradas para o período de 2001 a 2009. A avaliação da precipitação indica
que as simulações apresentam uma subestimativa sobre parte da Bahia e Ceará e uma superestimativa sobre o oceano próximo ao
litoral leste. Os campos de temperatura do ar a 2 metros mostram valores subestimados sobre o Nordeste do Brasil e o oceano
Atlântico tropical no mês de fevereiro, enquanto que os demais meses estão em média de acordo com a Reanálise. Com relação ao
vento, a análise feita para o nível de 850 hPa indica que os sistemas Alta Subtropical do Atlântico Sul, Alta Subtropical do Pacífico
Sul e os ventos alíseos são em média bem representados em todos os meses. No nível de 250 hPa a Alta da Bolívia, o Vórtice
Ciclônico do Nordeste e o Jato Subtropical são em média simulados de acordo com a Reanálise e o jato subtropical no hemisfério sul
é em média deslocado para sul em fevereiro e março. Nas próximas etapas do trabalho serão confrontadas as simulações com o
experimento controle, já analisado em etapas anteriores do trabalho.
2344 – ANALISE DA PRECIPITAÇÃO DO PERÍODO DE 1997-2013 NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
Autor(es): Bruno Justen da Silveira Machado, Karina Karim Gomes
Orientação: William Cossich Marcial de Farias, Luiz Claudio Gomes Pimentel
Resumo:
É notável a importância do ciclo hidrológico para sobrevivência das espécies, sendo extremamente importante o entendimento do
regime de precipitação no balanço hídrico. A precipitação influi diretamente na problemática dos deslizamentos de encostas,
enchentes e alagamentos, com desdobramentos na proliferação de doenças infecciosas. Embora seja uma situação natural, os
problemas associados aos eventos severos de precipitação são cada vez mais observados em áreas ocupadas devido aos
problemas de infraestrutura das Megacidades. Outra marcante influência do regime de precipitação é relativo ao mecanismo natural
de remoção úmida de poluentes da atmosfera e seus efeitos sobre a emissão de compostos orgânicos voláteis biogênicos (BCOV`s),
que por sua vez, como descrito na literatura científica, apresenta altos índices de reatividade para a formação de ozônio. Assim o
entendimento do regime de precipitação pode auxiliar no planejamento das cidades e servir de base para diversos estudos.
Dessa forma, o objetivo do estudo é organizar uma base de dados de precipitação para a cidade do Rio de Janeiro considerando o
período de 1997 ? 2013 que permita caracterizar o regime de precipitação, identificar os períodos de anomalias de precipitação
negativas e positivas referentes a esse período, bem como os períodos mensais, sazonais e anuais do número de dias corridos e
consecutivos sem chuva.
No estudo foram utilizados dados pluviométricos observacionais com frequência de 15 minutos de 37 estações pluviométricas do
Sistema Alerta Rio. Os resultados evidenciam, em todas as estações, que os meses mais chuvosos (dezembro a março)
correspondem ao verão, e os menos chuvosos (junho a setembro) estão associados ao inverno. O banco de dados foi organizado
com auxílio do software Excel e, para melhor visualização, foram elaborados mapas no software SURFER. Os mapas gerados
permitem identificar que as estações no entorno da região da Tijuca correspondem aos maiores volumes de chuva na cidade,
possivelmente intensificado pelo efeito orográfico. Entre outras aplicações, podemos destacar que a partir da organização dessa
base de dados pode-se relacionar a influência dos dias consecutivos sem chuva sobre os níveis de concentração de ozônio e seus
precursores, além de contribuir para identificar o efeito do ciclo hidrológico sobre as taxas de emissões de compostos orgânicos
voláteis biogênicos (BCOV’s).
3666 – CLIMATOLOGIA DE CICLONES NO ATLÂNTICO SUL: AVALIAÇÃO DOS MODELOS HADGEM2-ES E MIROC NO CLIMA PRESENTE
Autor(es): Ana Carolina Rosas Reis, Ricardo Henrique dos Santos Souza
Orientação: Ana Cristina Pinto de Almeida Palmeira, Ronaldo Maia de Jesus Palmeira, Claudine Pereira Dereczynski
Resumo:
O conhecimento da climatologia dos sistemas meteorológicos extremos, tais como os ciclones, frequentemente acompanhados por
chuva e ventos fortes, é útil no sentido de prevenir e mitigar seus efeitos. Neste trabalho avalia-se a performance dos modelos
globais: Model for Interdisciplinary Research on Climate (MIROC) do Center for Climate Systems Research (CCSR) da Universidade
de Tokyo (Japão) e Hadley Centre Global Environment Model version 2, Earth System (HadGEM2-ES) para configurar ciclones no
Atlântico Sul no clima presente (1986-2005). Tais integrações, aqui denominadas Eta-HadGEM2 e Eta-MIROC, utilizam cenário
Representative Concentration Pathway (RCP) 4.5 do IPCC AR5. Neste trabalho, a performance de tais modelos para configurar
ciclones sobre o Oceano Atlântico é investigado utilizando-se o esquema CYCLOC. O objetivo final do projeto é investigar possíveis
tendências de aumento ou redução na quantidade de ciclones e possíveis mudanças em suas trajetórias no clima futuro (até 2100).
Inicialmente são avaliados os campos de pressão ao nível médio do mar (PNMM), ventos a 10 m e temperatura do ar a 2 m dos dois
modelos, confrontando-os com a Reanálise do National Centers for Enviromental Prediction (NCEP) – National Center for
Atmospheric Research (NCEP/NCAR), cuja resolução espacial é de 2,5º de latitude x 2,5º de longitude. Os resultados indicam que o
MIROC e HadGEM2-ES, apesar de configurarem os centros anticiclônicos do Atlântico e do Pacífico em suas posições
climatológicas, superestimam (subestimam) a PNMM nos dois sistemas (no interior do continente), o que acarreta intensificação dos
ventos à superfície, principalmente sobre o Atlântico, a leste do Nordeste do Brasil e a oeste da costa do Chile. A temperatura do ar
a 2 m é superestimada no interior do continente nos dois modelos. Com relação a performance dos modelos para configurar os
ciclones no Atlântico Sul, nota-se que ambos os modelos representam adequadamente o núcleo de máxima ciclogênese sobre o
Uruguai, apesar da quantidade de sistemas ser subestimada nas quatro estações do ano. Nas próximas etapas do trabalho será
investigado o comportamento dos ciclones nas simulações futuras (até 2100).
2672 – ESTUDO PRELIMINAR DA RELAÇÃO ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE OZÔNIO E ANOMALIAS DE PRECIPITAÇÃO NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Autor(es): Izabella Oliveira da Costa, Thamires Raquel Marinho e Silva, Milleny Nunes, Alessandra Júlio Carbonel
Orientação: William Cossich Marcial de Farias, Luiz Claudio Gomes Pimentel
Resumo:
A Região Sudeste do Brasil apresenta um ciclo de precipitação bem definido, com uma estação chuvosa (verão) e uma estação seca
(inverno). Durante os meses de verão, os principais sistemas meteorológicos que provocam precipitação nesta região são as frentes
frias, as Zonas de Convergência de Umidade ? ZCOU e do Atlântico Sul – ZCAS, além de sistemas formados pelo aquecimento da
superfície e pelo transporte de umidade do oceano para o continente. O verão 2013/2014 foi caracterizado, no entanto, por baixos
volumes de precipitação em todo centro-sul do país. As anomalias negativas de precipitação neste período favoreceram o aumento
de concentração de poluentes em grandes cidades, como cidade do Rio de Janeiro.
Devido a esta problemática o presente trabalho tem a finalidade de verificar os sinais e intensidades das anomalias de precipitação
na cidade do Rio de Janeiro no decorrer do verão de 2013/2014 e suas relações com os dias de violações do padrão primário de
qualidade do ar para o poluente ozônio.
Para isso, foram coletados e analisados dados de precipitação do sistema Alerta Rio/Georio e de concentrações médias horárias de
ozônio, provenientes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente ? SMAC.
Com os dados de precipitação, foram calculadas as anomalias mensais para o verão 2013/2014, e pode-se constatar que para o
mês de dezembro houve tanto anomalias negativas, em diversos bairros da zona oeste da cidade, quanto positivas, destacando-se a
zona norte e pontos isolados da zona oeste. Nos meses de janeiro e fevereiro foi observada anomalia negativa de precipitação em
todo município. Adicionalmente, foi observada anomalia negativa de precipitação em todo verão na maior parte das estações.
A análise das concentrações de ozônio evidenciou um menor número de violações no mês de dezembro, aumentando
significativamente em janeiro e fevereiro nos bairros da zona oeste, confirmando que nos meses com menor volume de chuvas há
um maior número de violações.
2982 – UM ESTUDO SOBRE A VARIABILIDADE DA PRECIPITAÇÃO NO SUDESTE DA AMÉRICA DO SUL A PARTIR DE REANÁLISE GLOBAL E DE DADOS E ESTIMATIVAS DE PRECIPITAÇÃO
Autor(es): Iago Alvarenga e Silva
Orientação: Beatriz da Silva Bernardino, Ana Maria Bueno Nunes
Resumo:
Entre os vários produtos disponíveis para avaliação dos campos de precipitação sobre a América do Sul, foram utilizados neste
estudo os seguintes: uma análise em grade regular de 0,5 grau, sobre o continente, feita a partir das observações provenientes do
“Global Telecommunication System”; e estimativas de precipitação por satélite que variam da baixa resolução de 2,5 graus até a
resolução de 0,25 grau. As estimativas de precipitação por satélites são na sua maioria obtidas através do NOAA “Climate
Prediction Center”. Com base em análises que indicam a existência de uma relação entre o posicionamento do transporte de
umidade na região central da América do Sul e a variabilidade interanual da precipitação em regiões adjacentes, foram identificados
padrões persistentes nos campos de fluxo de umidade verticalmente integrado, calculados a partir dos campos de umidade e vento
disponíveis através da reanálise global do NCEP, “Climate Forecast System Reanalysis”, sobre a América do Sul. Dessa forma, o
comportamento da precipitação sobre a região sudeste da América do Sul foi avaliado, utilizando os dados de precipitação das
observações e de estimativas por satélite, na tentativa de estabelecer um padrão, assim como a frequência de ocorrência de
máximos de precipitação, em associação com a variabilidade encontrada nos campos de fluxo de umidade verticalmente integrado
da reanálise global.
2643 – CARACTERIZAÇÃO DA QUALIDADE DO AR NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO NOS VERÕES DE 2013 E 2014
Autor(es): Izabella Oliveira da Costa, Thamires Raquel Marinho e Silva, Milleny Nunes, Alessandra Júlio Carbonel
Orientação: William Cossich Marcial de Farias, Luiz Claudio Gomes Pimentel
Resumo:
Os Centros Operacionais de meteorologia de todo o país rotineiramente caracterizam o comportamento da atmosfera ao final de
cada estação do ano. Continuamente são feitos estudos objetivando explicar os possíveis comportamentos anômalos que possam
ocorrer em diferentes regiões. Entretanto, são mais raros os estudos que focam na forma como o comportamento das variáveis
meteorológicas em uma dada estação afetam os níveis de concentração de poluentes atmosféricos.
O presente estudo tem como objetivo analisar o comportamento das concentrações de poluentes atmosféricos na cidade do Rio de
Janeiro durante os verões de 2013 e 2014. Utilizando dados da rede de monitoramento da qualidade do ar da Secretaria Municipal
de Meio Ambiente ? SMAC, foram analisadas as concentrações médias horárias de todos os poluentes monitorados e suas
variações entre os dois verões supracitados.
Análises preliminares permitiram constatar a forma como as condições atmosféricas afetaram as concentrações médias horárias,
destacando principalmente sua variabilidade intrasazonal. Foi evidenciado que o aumento na precipitação mensal acumulada
acarreta no decréscimo das concentrações médias de determinados poluentes. Também foi avaliado como as concentrações dos
poluentes variaram entre si, buscando destacar suas relações com os compostos precursores. Assim, o presente trabalho permitiu
quantificar, para cidade do Rio de Janeiro, relações conceitualmente conhecidas.
1595 – APLICAÇÃO DE TÉCNICAS DE MINERAÇÃO DE DADOS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO AR NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Autor(es): Karina Karim Gomes, Alessandra Júlio Carbonel
Orientação: William Cossich Marcial de Farias, Luiz Claudio Gomes Pimentel
Resumo:
O Ozônio é um poluente secundário formado na troposfera por reações fotoquímicas entre os óxidos de nitrogênio e compostos
orgânicos voláteis. A exposição a altas concentrações acarretam prejuízos tanto à saúde humana quanto à vegetação e ao meio
ambiente em geral.
A fim de melhor compreender a formação do Ozônio troposférico na cidade do Rio de Janeiro, foram conjugadas informações
meteorológicas e de qualidade do ar, principalmente sobre os precursores do Ozônio, nas estações da rede de monitoramento de
qualidade do ar da Secretaria Municipal de Meio Ambiente ? SMAC.
No presente trabalho é feita uma avaliação de similaridades considerando as concentrações médias horárias do Ozônio e seus
principais precursores em todas as estações da rede, utilizando técnicas de mineração de dados disponíveis no programa
computacional Sirius®.
Os resultados dos Dendrogramas e análise de componentes principais indicaram o agrupamento em pares de estações como Centro
e Copacabana, São Cristóvão e Tijuca, Irajá e Campo Grande e Bangu e Pedra de Guaratiba, identificando-as como regiões de
comportamentos semelhantes com relação a qualidade do ar, enquanto a análise da matriz de correlação permitiu observar altas
correlações positivas entre as concentrações de ozônio nas diversas estações da rede, e negativas entre ozônio e óxido nítrico,
evidenciando as possíveis relações de influência entre os poluentes monitorados.
1403 – MODELAGEM DO IMPACTO DAS EMISSÕES VEICULARES VIA CALROADS ? IMPLEMENTAÇÃO COMPUTACIONAL E REVISÃO DA BIBLIOGRAFIA
Autor(es): Renan Martins Pizzochero
Orientação: Anselmo de Souza Pontes, Edilson Marton, Luiz Claudio Gomes Pimentel
Resumo:
Entende-se como poluente atmosférico qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade,
concentração, tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos, e que tornem ou possam tornar o ar impróprio,
nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem-estar público, danoso aos materiais, à fauna e flora, ser prejudicial à segurança,
ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade. (CONAMA, 1990).
A qualidade do ar é diretamente influenciada pela distribuição e intensidade das emissões de poluentes atmosféricos de
origem veicular e industrial. Exercem papel fundamental a topografia e as condições meteorológicas, que se alteram de modo
significativo nas várias regiões. As emissões veiculares desempenham um papel de destaque nos níveis de poluição do ar dos
grandes centros urbanos, ao passo que as emissões industriais afetam significativamente a qualidade do ar em regiões mais
específicas. (CETESB, 2011).
No Brasil existe uma maior exigência para o licenciamento de instalações industriais, com relação ao estudo da dispersão de
poluentes atmosféricos, e não há uma regulamentação específica para avaliar o impacto das emissões veiculares sobre a qualidade
do ar. Para esse controle e licenciamento existe um sistema computacional recomendado pela agência ambiental dos Estados
Unidos (USEPA), denominado CALRoads, que possibilita o dimensionamento da dispersão das emissões veiculares. No Rio de
Janeiro, por exemplo, as principais grandes vias estão próximas a grandes áreas de moradia, e ainda há novas vias em construção,
sem que tenhamos a definição do sistema de modelagem a ser utilizado para a avaliação do impacto dessas emissões na qualidade
do ar.
O CALRoads é um software que utiliza três modelos de dispersão o CALINE4, CAL3QHC e o CAL3QHCR, que permitem
estimar a concentração de poluentes e seus impactos no entorno das rodovias, usando como dados de entrada a geometria da
rodovia, dados de emissões veiculares, a localização do receptor, as condições meteorológicas e a topografia local.
Com todo o panorama observado nas grandes capitais do país, este estudo tem como objetivo fazer uma revisão bibliográfica
dos estudos científicos desenvolvidos no mundo com relação a dispersão de poluentes via emissões veiculares e, com o CALRoads,
além de implementar esse sistema de modelagem em plataforma computacional disponibilizada no NCQAR para futura aplicação em
estudos adequados para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
4222 – DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA ATMOSFERA EM MACAÉ: UM ESTUDO DE DADOS DIÁRIOS SUPERFÍCIE
Autor(es): Ricardo Henrique dos Santos Souza, Alessandra Júlio Carbonel
Orientação: Isimar de Azevedo Santos, Alfredo Silveira da Silva, Maria Gertrudes Alvarez Justi da Silva
Resumo:
A região de Macaé no Norte do Estado do Rio de Janeiro tem uma importância econômica que justifica o investimento no
conhecimento de suas características de tempo e clima, já que estas características impactam muitas vezes as atividades
produtivas.
Os dados das reanálises do CFS estão disponíveis cobrindo um período que se inicia em 1979, permitindo análises climáticas até
mesmo em regiões onde não se tem observações provenientes de estações meteorológicas. É importante que o uso das reanálises
seja precedido, sempre que possível, por trabalhos de pesquisa que validem estes dados localmente.
O objetivo final da pesquisa do Laboratório de Meteorologia (LAMET/UENF) é analisar as características do tempo e do clima em
Macaé usando para tanto os dados de reanálises. Nesta primeira etapa do trabalho os dados das 12UTC tomados na estação do
Aeroporto de Macaé, que incluem observações desde 2007 de temperatura do ar, umidade e vento, foram usados para comparações
com os dados das 12 UTC obtidos dos campos das reanálises do CFS.
Como esperado os resultados das comparações mostram diferenças entre as observações no Aeroporto e os valores obtidos no
ponto de grade do modelo correspondente à cidade de Macaé, mas são diferenças facilmente explicadas pelas diferentes fontes de
dados. Observou-se a habilidade que tem os dados das reanálises em acompanhar as variações do tempo na escala sinótica, como
as entradas de sistemas frontais ou a permanência de anticiclones na região e, até mesmo, uma certa sensibilidade a algumas
características regionais do clima como o estabelecimento de sistemas de brisas.
Os resultados das análises comparativas destes sete anos de dados diários permitem concluir que os 30 anos de dados disponíveis
de reanálises do CSF são adequados para uma caracterização do tempo e do clima da região do Norte Fluminense nas escalas
sinótica e sub-sinótica.
546 – IMPACTOS DO COMPERJ NO LESTE DA RMRJ UTILIZANDO DADOS DE SENSORIAMENTO REMOTO
Autor(es): Liz Barreto Coelho Belém
Orientação: Andrews Jose de Lucena, Leonardo de Faria Peres, Otto Correa Rotunno Filho, Jose Ricardo de Almeida Franca
Resumo:
O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), um dos principais empreendimentos da história da Petrobras, está sendo
construído em uma área de 45 quilômetros quadrados no Município de Itaboraí. Estão previstos vários programas ambientais de
suporte e apoio ao desenvolvimento local sustentável. Apesar dos programas planejados, espera-se que a construção do COMPERJ
aumente a pressão sobre as áreas urbanas e urbanizáveis fruto da atração de novos grupos populacionais em busca de trabalho.
Este impacto sobre o uso do solo e a infra-estrutura disponível poderá ser ainda maior se não houver medidas governamentais
adequadas para absorver mão-de-obra, ampliar a infraestrutura e controlar o uso do solo. De fato, para a 2ª Promotoria de Justiça de
Tutela Coletiva de Itaboraí e Magé, onde tramitam nove inquéritos sobre o COMPERJ, o processo de licenciamento dos
empreendimentos que compõem a refinaria apresenta ?omissões, inconsistências e incorreções?, que impedem a correta avaliação
dos impactos no meio ambiente.
Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo utilizar dados de sensoriamento remoto, nomeadamente imagens dos
satélites Landsat-5, Landsat-7 e Landsat-8, para investigar o impacto do COMPERJ no meio ambiente. As imagens foram agrupadas
em dois períodos com o mesmo número de anos, 2002 a 2007 e 2008 a 2013, com o intuito de representar as condições ambientais
antes à construção e após a construção do COMPERJ, respectivamente, permitindo analisar inicialmente a evolução temporal dos
seguintes parâmetros: 1) temperatura da superfície continental (TSC); 2) índice de vegetação por diferença normalizada (NDVI) e 3)
índice de área construída (IBI).
A análise temporal dos parâmetros gerados foi realizada com base no teste de hipótese paramétrico t de Student para o nível de
significância de 5%. Os resultados preliminares mostram que, dentro do intervalo de confiança estabelecido, o NDVI (IBI) diminuiu
(aumentou) após a construção do COMPERJ. Por outro lado, não foi possível afirmar com base em teste estatístico que a TSC se
tornou maior após à construção do COMPERJ. Na tentativa de contornar tal resultado, os dados foram divididos sazonalmente para
os períodos de inverno e verão com o intuito de diminuir a variabilidade da TSC. Entretanto, apesar da variabilidade da TSC diminuir,
a divisão sazonal originou numa redução considerável do número de imagens fazendo com que os resultados fossem ainda piores
daqueles encontrados para todo período. Como resultados finais pretende-se empregar novos índices que utilizem a TSC, como o
soil moisture index (SMI) ou vegetation health index (VHI) ou urban index (UI) para tentar evidenciar as mudanças de temperatura
entre os dois períodos.
3008 – CARACTERIZAÇÃO DO REGIME DE VENTO EM SUPERFÍCIE E ALTITUDE PARA AS BACIAS AÉREAS I, III E IV
Autor(es): Daniel Correia de Oliveira, Renan Martins Pizzochero
Orientação: Edilson Marton, Mauricio Soares da Silva, Luiz Claudio Gomes Pimentel
Resumo:
O conhecimento do regime de vento possibilita avaliar o transporte de poluentes a partir das fontes emissoras e auxilia na
identificação da área de influência e nos locais onde podem ocorrer as máximas concentrações associados a essas emissões
atmosféricas. Essa informação permite estabelecer estratégias para a mitigação do impacto ambiental e no dimensionamento da
rede de monitoramento da qualidade do ar. Podemos ainda destacar que a caracterização do regime de vento pode auxiliar na
avaliação e adequação de modelos computacionais da atmosfera e da qualidade do ar para uma região de estudo.
Segundo o relatório do INEA (2009) o Estado do Rio de Janeiro, em termos de poluição do ar, apresenta como área mais crítica a
Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), onde destacam-se principalmente a Bacia Aérea III, localizada na porção oeste da
Baía de Guanabara e a Bacia Aérea I, localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com a entrada em operação de novos
empreendimentos, como o Pólo de refino do COMPERJ em Itaboraí e principalmente o futuro incremento da atividade de exploração
de petróleo na camada do Pré-sal e o crescimento do industrual do Leste Fluminense, esse problema deve se estender para a outras
regiões como chamada Bacia Aérea IV, que envolve municípios como São Gonçalo, Niterói e Itaboraí. Dessa forma, o objetivo do
estudo é caracterizar o regime de vento em superfície e altitude para as regiões das Bacias Aéreas I,III e IV da RMRJ. A base de
dados para o estudo será constituida de informações meteorológicas de superfície dos aeroportos do Galeão, Santos Dumont,
Afonsos e Santa Cruz, além das observações das estações meteorológicas instaladas nas proximidades do COMPERJ. Para a
análise do regime de ventos em altitude utilizaremos os dados do SODAR instalados na zona oeste do Rio de Janeiro e em Itaboraí,
além das informações da radiossondagem do Galeão.
4188 – DESCRIÇÃO DE NEVOEIROS NA COSTA LESTE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autor(es): Ana Luisa Souza Castanheira da Cruz, Natasha Oliveira de Carvalho
Orientação: Alfredo Silveira da Silva, Maria Gertrudes Alvarez Justi da Silva, Nivaldo Silveira Ferreira
Resumo:
Este trabalho tem como objetivo analisar os dados METAR provenientes dos aeroportos de Macaé e do Galeão no estado do Rio de
Janeiro para descrever a ocorrência de nevoeiros sobre a costa leste do estado. Os dados obtidos possuem frequência horária,
sendo o período analisado de 2007-2013 para o aeródromo de Macaé e de 1997-2013 para o aeródromo do Galeão.
Os meses de junho, julho e agosto são aqueles onde a frequência de nevoeiros encontrada foi maior, embora se tenha observado a
ocorrência de alguns casos em maio e até mesmo em meses de verão, principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Os casos mais
extensos em Macaé tem duração em torno de 6 horas, mas foram apenas 8 casos nos últimos 7 anos. No Rio de Janeiro os casos
mais extensos de nevoeiros chegam a perdurar por períodos de 12 a 15 horas consecutivas.
Um fato que merece destaque neste trabalho é a divergência entre o que entendemos teoricamente por nevoeiros, onde para tal
classificação exige-se que a visibilidade fique igual ou abaixo de 1 km, e o que tem sido praticado em termos de registro nas
observações dos aeroportos. Na coluna reservada para o tempo presente nas mensagens METAR muitas vezes foram encontrados
registros de nevoeiro em horários onde a visibilidade era até de 5 km. Um levantamento da frequência de tais ocorrências foi feito.
Uma distinção entre nevoeiros de radiação e de advecção ainda está sendo feita, usando-se como base principalmente os dados de
vento observados nas horas onde os nevoeiros foram reportados.
2741 – MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Autor(es): Bruno Justen da Silveira Machado, Pedro Regoto de Souza, Lucas Henrique Vieira dos Santos
Orientação: Wanderson Luiz Silva, Claudine Pereira Dereczynski
Resumo:
Num mundo mais aquecido, com aumento da concentração dos gases de efeito estufa, poderíamos supor que o risco de ocorrência
de eventos extremos tais como ondas de calor poderia aumentar. Com relação a frequência de ocorrência de eventos extremos
relacionados a precipitação, responsáveis por deflagrar enchentes e deslizamentos, os estudos para o Brasil mostram resultados
divergentes, ou seja, aumento em algumas regiões e redução em outras. O objetivo desta pesquisa é, através da detecção de
extremos climáticos no Estado do Espírito Santo, apoiar estudos de vulnerabilidade e adaptação aos cenários de mudanças
climáticas no Estado. Dados observacionais de temperaturas máximas e mínimas de duas estações meteorológicas do Instituto
Nacional de Meteorologia (INMET): Vitória (83648) e São Mateus (83550) e da estação Aeroporto de Goiabeiras (SBVT ? 83649) da
INFRAERO extraídas do METAR, assim como totais pluviométricos diários de 235 postos pluviométricos da Agência Nacional de
Águas (ANA), são utilizados neste trabalho. O software RClimdex, desenvolvido pelo Serviço Meteorológico Canadense, é usado
para gerar os indicadores de extremos climáticos. Inicialmente a climatologia mensal da precipitação sobre o Estado é revisitada,
indicando que nos meses mais secos (de abril a setembro), os maiores totais pluviométricos localizam-se no litoral e a chuva é
reduzida em direção ao oeste do Estado, influenciada pela escassez de chuvas observada no interior do continente no período seco.
Em julho, por exemplo, a precipitação oscila entre 30 mm no oeste e 80 mm no leste do Estado. No período chuvoso, a presença da
Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) impõe padrões pluviométricos mensais diferenciados, com máximos que podem
ocorrer no norte ou no sul do Estado, dependendo da localização média deste sistema. No trimestre mais chuvoso
(dezembro-janeiro-fevereiro), por exemplo, registra-se em média 200 mm/mês em todo o Estado. Em Vitória, a precipitação oscila
entre 55 mm em agosto e 195 mm em dezembro. Uma análise preliminar nas tendências dos indicadores de extremos climáticos na
estação Vitória no período de 01/01/1961 a 31/12/2013 mostra que os maiores totais pluviométricos diários a cada ano estão
sofrendo um aumento estatisticamente significativo em torno de +1,0 mm ao ano, e que o máximo observado foi de 182,2 mm no dia
06/01/2004. Os totais pluviométricos das chuvas mais intensas do ano também apresentam elevação significativa por volta de +7,1
mm ao ano. Para ambas as estações Vitória e São Mateus, verifica-se aumento nas temperaturas máxima, mínima, nos dias e noites
quentes, assim como declínio nos dias e noites frias. A temperatura mínima média está se elevando a uma taxa média de 0,04°C ao
ano, assim como o número de noites quentes (+0,7 dia/ano). Conclui-se que o clima no Espírito Santo está se tornando mais quente
e os eventos de chuvas intensas estão associados com maior quantidade de precipitação.
3694 – A INFLUÊNCIA DOS MODOS DE VARIABILIDADE NATURAL DO CLIMA EM REGIÕES CONTRASTANTES DA AMÉRICA DO SUL: AMAZÔNIA E BACIA DO PRATA
Autor(es): Raphael Moura Rocha
Orientação: Ana Maria Bueno Nunes
Resumo:
Vários estudos tratam da influência dos modos de variabilidade natural do clima na variabilidade da precipitação sobre a América do
Sul. Entre os principais modos de variabilidade natural do clima que atuam na América do Sul estão o El Niño/La Niña-Oscilação Sul
e a Oscilação Antártica. Nesse estudo, reanálises globais foram utilizadas na determinação dos indices associados à Oscilação
Antártica e ao El Niño/La Niña-Oscilação Sul. O Índice de Oscilação Antártica foi obtido a partir dos campos de pressão reduzida ao
nível médio do mar; e do El Niño/La Niña-Oscilação Sul, a partir das anomalias de temperatura da superfície mar na região Niño 3.4.
Tendo como base os campos de precipitação estimada por satélite do Climate Prediction Center (CPC), especificamente o CPC
Merged Analysis of Precipitation (CMAP) e o CPC Morphing Technique (CMORPH), procurou-se avaliar a atuação combinada
daqueles índices na variabilidade da precipitação sobre regiões com regimes distintos, a saber: Amazônia e da bacia do Prata. A
menor escala considerada na preparação desse estudo foi a mensal, no entanto menores escalas de tempo podem ser igualmente
relevantes aos modos de variabilidade investigados. Observou-se que parte da variabilidade da precipitação sobre a Amazônia e
bacia do Prata tem relação com os modos de variabilidade de baixa frequência analisados, e que a combinação deles atua de forma
oposta nas duas bacias. De forma que, como esperado, a fase quente do Niño 3.4 induz a anomalias negativas na Amazônia e
positivas na bacia do Prata e vice-versa. No caso da Oscilação Antártica, verificou-se que a fase positiva leva a anomalias também
positivas na Amazônia e negativas na bacia do Prata, sendo que o efeito combinado e oposto do Niño 3.4 com a Oscilação Antártica
pode interferir no resultado final.
409 – ESTUDO DA PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA DO BIOMA CERRADO VIA SENSORIAMENTO REMOTO
Autor(es): Ana Carolina Ferreira da Costa, Karine Chevalier Santos Bulhoes
Orientação: Celia Maria Paiva
Resumo:
O termo bioma pode ser conceituado como um conjunto de ecossistemas que funcionam de forma estável. Por sua vez um
ecossistema pode ser definido como um conjunto de comunidades de diferentes espécies que interagem entre si, de forma
equilibrada, dentro do seu meio físico, e também pelos fatores abióticos que atuam sobre essas comunidades.
Os ecossistemas estabilizam o clima, protegem espécies vegetais e animais, contêm habitats para muitas espécies de interesse
econômico, podem sequestrar grandes quantidades de carbono pela conversão em biomassa vegetal, transpiram grandes
quantidades de vapor de água, criando condições favoráveis de umidade para a precipitação. Os dosséis de vegetação nativa
interceptam a chuva e facilitam a penetração da água no solo e no lençol freático, evitando ou diminuindo o escoamento superficial,
a erosão do solo e a perda desse recurso natural. No entanto, as evidências de drásticas mudanças ambientais colocam em risco a
sustentabilidade e os serviços prestados por esses ambientes naturais.
Devido à considerável extensão territorial dos biomas e ecossistemas brasileiros, identificou-se as técnicas de sensoriamento remoto
como medidas e métodos passíveis de aplicabilidade para o estudo desses sistemas ambientais. Dessa forma, pode-se implementar
a abordagem multiespacial e multitemporal necessária ao entendimento de um conjunto de processos e interações percebidas em
diferentes escalas de espaço e tempo.
Esta proposta tem como objetivo estudar a produtividade primária do bioma Cerrado por meio da análise de seus padrões em suas
diferentes escalas espacial e temporal (sazonal, anual e interanual), via técnicas de sensoriamento remoto. Adicionalmente,
pretende-se investigar uma possível relação entre a variação temporal dessa propriedade biofísica e a ocorrência do fenômeno El
Niño e La Niña. Para tanto, foram processados dados do sensor MODIS a bordo do satélite TERRA e os resultados estão sendo
analisados.
3404 – PREVISÃO DE FORMAÇÃO E DISSIPAÇÃO DE NEVOEIRO USANDO REDES NEURAIS ARTIFICIAS PARA O AEROPORTO DE GUARULHOS-SP
Autor(es): Rafael Maiocchi Alves Costa, Luiz Felipe Rodrigues do Carmo
Orientação: Manoel Valdonel de Almeida, Gutemberg Borges Franca
Resumo:
A presença de nevoeiro é um evento meteorológico restritivo as atividades de pouso e decolagem nos aeródromos em geral.
Técnicas preditivas de formação e dissipação de nevoeiro são de extrema importância na otimização dos procedimentos de
segurança do controle de tráfego aéreo. Neste trabalho são utilizadas técnicas de redes neurais artificiais para construir regras
preditivas de curto prazo (nowcasting), de até 3 horas, para surgimento e dissipação dos eventos de nevoeiro, no aeroporto de
Guarulhos-SP. Os dados que caracterizam o quadro termodinâmico dos diversos estágios do nevoeiro e treinamento do algoritmo
são oriundos do SODAR (Energia cinética de turbulência,perfil de vento de 10 minutos e perfil de retroespalhamento caracterizando
a inversão térmica) e da estação meteorológica de superfície (temperatura, umidade, pressão e visibilidade) e outras informações
derivadas. À partir dos resultados encontrados, futuramente será analisada a estatística da rede neural e posteriormente será feita
uma nova configuração da mesma .