Geologia


222 – ESTUDO DA ANÁLISE DE PALINOFÁCIES EM SEDIMENTOS RECENTES DA BACIA DO CEARÁ


Autor(es): Theo Alves Cerqueira

Orientação: Joao Graciano Mendonca Filho, Antonio Donizeti de Oliveira, Jaqueline Torres de Souza

Resumo:
O presente trabalho refere-se á Bacia do Ceará que se localiza na plataforma continental da margem equatorial brasileira, tem seu
limite leste no Alto de Fortaleza, que a separa da Bacia Potiguar, e seu limite oeste no Alto de Tutóia, que a separa da Bacia de
Barreirinhas. Ocupa uma área total de 61.180 km², sendo 30.950 km² até a batimetria de 400m e 30.230 km2 entre 400m e 3.000m..
Ao longo da área em questão, foram coletados diversos testemunhos de piston-core onde em cada um, é fornecido amostras de
topo, meio e base, e dentro dessa área de estudo em questão, foi traçado um perfil e nele foram encontrados 15 pistões cores e
submetidos a análises de carbono orgânico total (COT%), enxofre (S%) e resíduo insolúvel (RI%) e essas amostras apresentam
valores de RI (%) bem variáveis, indo de valores mais baixos (6%) a valores mais altos (86%) sendo caracterizadas como
carbonáticas, para valores de RI(%)<50% e silicáticas, para valores de RI(%)>50%, e logo após tais resultados, foram selecionados
7 pistões cores para o processamento para análise em palinofácies O objetivo principal deste trabalho é a caracterização
paleoambiental, sendo utilizadas as técnicas de palinofácies, que é estudo palinológico do total de componentes da matéria orgânica
contida em um sedimento após a remoção da matriz sedimentar (mineral) pela acidificação com HCl (acido clorídrico) e HF (acido
fluorídrico), e a técnica de palinologia com recuperação de dinocistos que é uma ferramenta organopalinofaciológica, usualmente,
utilizada nos estudos de exploração de hidrocarbonetos, voltada para a bioestratigrafia, por fornecer informações valiosas sobre a
datação e correlação de rochas sedimentares, aplicável tanto em seções continentais quanto em marinhas, podendo se trabalhar
com material autóctone e alóctone.


223 – CARACTERIZAÇÃO DOS BIOMARCADORES GERADOS DURANTE A HIDROPIRÓLISE DE UMA AMOSTRA DE ESTEIRA MICROBIANA DA LAGOA VERMELHA, RIO DE JANEIRO


Autor(es): Livia Borges Pessanha

Orientação: Joao Graciano Mendonca Filho, Noelia Del Valle Franco Rondon

Resumo:
Esteiras microbianas são comunidades laminadas formadas por populações coesas de microrganismos como cianobactérias,
bactérias heterotróficas e quimiolitotróficas que crescem na interface sedimento-água e ocasionalmente na interface sedimento-ar.
No Brasil, as esteiras são abundantemente encontradas nas lagunas fluminenses, que por serem costeiras, são hipersalinas devido
a diversos fatores climáticos e regionais. O objetivo deste trabalho foi estabelecer as mudanças, produzidas pela maturação artificial,
nos hidrocarbonetos presentes na matéria orgânica de uma amostra de esteira microbiana. Para atingir este objetivo foram
realizados experimentos de hidropirólise, uma técnica laboratorial na qual amostras imaturas são aquecidas na presença de água a
temperaturas subcríticas simulando assim o processo geológico de geração e expulsão de óleo. Os produtos gerados nestes
experimentos permitem estudar e compreender melhor as alterações na composição química que ocorrem no betume e no óleo,
causadas pelo aumento da temperatura. A amostra selecionada para este estudo foi uma esteira microbiana coletada na Lagoa
Vermelha, RJ. Os experimentos de hidropirólise foram realizados num autoclave com capacidade de 300 ml nas temperaturas de
280°C e 330°C, ambas por um período de 20 horas. Os hidrocarbonetos líquidos gerados durante os experimentos foram analisados
por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas para identificação dos biomarcadores presentes. O aumento no
nível de maturação térmica da matéria orgânica contida na amostra nas condições experimentais utilizadas foi evidenciado pela
geração de betume e pela geração e expulsão de quantidades importantes de óleo. Por outra parte, os resultados da caracterização
geoquímica dos hidrocarbonetos líquidos gerados sugerem que com o aumento da temperatura foi promovida a liberação de
compostos orgânicos a partir da matéria orgânica assim como a transformação dos compostos livres no betume da amostra não
aquecida para as configurações mais estáveis nas condições experimentais empregadas.
Substituir na segunda frase o termo por lagunas fluminenses, em minúsculas.
” têm grande influência do oceano Atlântico o que as tornam hipersalinas” – substituir por “são hipersalinas devido a diversos fatores
climáticos e regionais”


224 – ESTUDO DOS PALINOMORFOS INTEGRADOS A PALINOFÁCIES EM SEDIMENTOS RECENTES DA BACIA DO CEARÁ


Autor(es): Fernanda Ferreira de Souza

Orientação: Joao Graciano Mendonca Filho, Antonio Donizeti de Oliveira, Jaqueline Torres de Souza

Resumo:
A Bacia do Ceará se localiza na plataforma continental da margem equatorial brasileira, ocupando uma área total de 61.180 km²,
com 30.950 km² até a batimetria de 400m e 30.230 km2 entre 400m e 3.000m.. Ao longo da área em questão, foram coletados
diversos pistões-cores onde em cada um, é fornecido amostras de topo, meio e base, e dentro dessa área de estudo em questão, foi
traçado um perfil e nele foram encontrados 15 pistões cores e submetidos a análises de carbono orgânico total (COT%), enxofre
(S%) e resíduo insolúvel (RI%) e essas amostras apresentam valores de RI (%) bem variáveis, indo de valores mais baixos (6%) a
valores mais altos (86%) sendo caracterizadas como carbonáticas, para valores de RI(%)<50% e silicáticas, para valores de RI(%)>50%, e logo após tais resultados, foram selecionados 7 pistões cores para o processamento para análise palinológica com
concentração de dinocistos. O objetivo principal deste trabalho é auxiliar o estudo dos principais grupos da matéria orgânica
particulada (fitoclasto, matéria orgânica amorfa e palinomorfo) com a ocorrência de dinocistos na bacia do Ceará. A remoção da
matriz sedimentar (mineral) pela acidificação com HCl (acido clorídrico) e HF (acido fluorídrico), uso de detergente, aparelho de
ultrasom, peneiramento em malha de abertura de 5µm para recuperação de dinocistos vem sendo utilizada nos estudos ambientais
com eficácia. Tal técnica palinológica vem sendo aplicada com êxito para melhor se determinar o ambiente de deposição através das
espécies de dinocistos recuperadas e outras assembleias de microfósseis (esporomorfos, microfósseis de parede orgânica de água
doce e zoomorfos). Determinadas espécies de dinocistos podem nos fornecer a direção deposicional do ambiente (desde ambientes
estuarinos à oceânicos).


225 – ESTUDOS ORGANOPALINOLÓGICOS E PALINOLÓGICOS (CONCENTRAÇÃO DE DINOCISTOS) DA SEÇÃO GUARIBAS, CRETÁCEO DA BACIA DO ARARIPE ? CE / BRASIL


Autor(es): Lorrana Roriz Faria

Orientação: Joao Graciano Mendonca Filho, Antonio Donizeti de Oliveira, Jaqueline Torres de Souza

Resumo:
A Bacia do Araripe está inserida no contexto geológico das bacias interiores do Nordeste do Brasil. O Membro Crato da Formação
Santana, de idade Neoaptiana, constitui-se de uma intercalação entre calcários micríticos laminados e folhelhos de cor esverdeada.
O registro fossilífero é abundante e muito diversificado e é caracterizado pela ausência de componentes marinhos, indicando
ambiente de sedimentação lacustre. A reconstituição paleoambiental do Membro Crato é ainda um assunto controverso em relação
ao momento exato da influência marinha. Dessa forma, um dos objetivos desse trabalho é auxiliar o estudo de Palinofácies num
trabalho de mestrado na constatação da ocorrência de microfósseis de parede orgânica do grupo dos dinocistos na Seção Guaribas.
Tendo constatado a presença de dinocistos na análise de palinofácies, fez-se necessário a realização do processamento
palinológico em 13 amostras da Seção Guaribas para concentração de dinocistos com o objetivo de identificar a exata ocorrência
marinha nessas seções. Técnicas de microscopia (luz branca transmitida e luz azul incidente ? fluorescência) são utilizadas para a
análise palinológica mas, uma das vantagens aqui é o uso do modo de fluorescência para a observação dos dinocistos caso estejam
envolvidos por matéria orgânica amorfa (MOA) ou até mesmo em estado de amorfização. Para a análise de Palinofácies foram
obtidos dados de COT (carbono, enxofre e resíduo orgânico) em termos percentuais. O grupo fitoclasto é o dominante ao longo da
seção onde os valores ultrapassam 50% (amostras 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8, 11 e 12); a MOA apresenta picos maiores do que 50% apenas
em duas amostras (5 e 13) e os valores de palinomorfos não ultrapassam 50%. Dentro do grupo fitoclasto o tipo não opaco
prevalece sobre o do tipo opaco; em relação ao subgrupo da MOA, podemos afirmar que a maior parte é do tipo fitoplanctônica ao
invés de MOA bacteriana e MOA derivada de vegetais superiores. A variedade de microplâncton de água doce dos gêneros
Botryococcus, Pediastrum, Scenedesmus e Tetraedron encontrada no processamento de palinofácies revela uma deposição
lacustre. Foi identificada a ocorrência de dinocistos na Formação Santana (Membro Crato) próximo ao contato com a Formação
Barbalha. Como há dinocistos de água doce e marinhos, tais dinocistos encontrados requerem uma análise mais aprofundada para a
confirmação de uma incursão marinha. Para uma melhor constatação da incursão marinha foi realizado o processamento para
concentração de dinocistos. Alguns autores consideram estes gêneros de microfósseis como indicativos de ambiente lacustre
eutróficos, tendo ocorrência em pequenos lagos ou lagoas. Tais resultados fornecerão informações relevantes para interpretação
paleoambiental da região contribuindo, desta forma, para o Projeto Lagoas.


226 – ANÁLISE PALINOFACIOLÓGICA DE UM TESTEMUNHO LONGO DA LAGOA VERMELHA, RJ, BRASIL


Autor(es): Renan da Silva Ramos

Orientação: Joao Graciano Mendonca Filho, Sinda Beatriz Vianna Carvalhal Gomes

Resumo:
A lagoa Vermelha é uma laguna localizada a aproximadamente 100 km à leste do Rio de Janeiro, entre os municípios de Saquarema
e Araruama e faz parte do sistema lagunar de Araruama. Esta lagoa caracteriza-se por ser um ambiente raso, hipersalino,
carbonático com ocorrência de estromatólitos e esteiras microbianas. O reconhecimento dos ambientes carbonáticos como de
provável valor econômico na exploração de petróleo (pré-sal) impulsionou a busca por análogos modernos no aspecto sedimentar,
diagenético e geoquímico. Este trabalho faz parte do projeto Estudos geoquímicos, biogeoquímicos e geomicrobiológicos nas lagoas
fluminenses e sua correlação com seções carbonático-evaporíticas em bacias sedimentares (ANPETRO 14777) e tem como objetivo
caracterizar a matéria orgânica particulada em dezesseis amostras de um testemunho da lagoa Vermelha (LV3) através da técnica
de palinofácies associada a técnicas de geoquímica orgânica a fim de melhorar a compreensão da formação desses depósitos. A
técnica de palinofácies consiste na identificação e análise qualitativa e quantitativa dos componentes da matéria orgânica
particulada, como: fitoclastos, matéria orgânica amorfa e palinomorfos, através de microscopia sob luz branca transmitida e luz
azul/ultravioleta incidente (fluorescência).
As amostras apresentam a predominância da matéria orgânica amorfa em relação aos demais componentes da matéria orgânica.
Dois tipos de Matéria Orgânica Amorfa são encontrados: o tipo Homogênea Densa e o tipo Homogênea Pelicular. A Matéria
Orgânica Amorfa Densa (MOA Densa) apresenta-se como grumos espessos, de coloração castanho escuro com presença de
pequenas inclusões que podem ser de pirita e/ou fragmentos de fitoclastos; a fluorescência deste tipo de MOA varia de amarela
esverdeada à alaranjada homogênea. A Matéria Orgânica Amorfa Pelicular (MOA Pelicular) apresenta-se com coloração castanho
claro, presença de pequenas inclusões e fluorescência esverdeada baixa. Na base do testemunho são encontrados dinocistos
indicando influência marinha. O tipo de matéria orgânica encontrada no testemunho da lagoa corrobora com a tipicamente associada
aos sedimentos carbonáticos, concordando que a lagoa Vermelha é um ambiente de tal natureza, podendo ser tratado como análogo
destes depósitos.


227 – PALINOFÁCIES E PALINOLOGIA COM CONCENTRAÇÃO DE DINOCISTOS MOSTRANDO A OCORRÊNCIA DE OPERCULODINIUM CENTROCARPUM NO TESTEMUNHO LV04 HOLOCÊNICO PROVENIENTE DA LAGOA VERMELHA ?


Autor(es): Débora Vieira Martins Gonçalves

Orientação: Joao Graciano Mendonca Filho, Antonio Donizeti de Oliveira, Jaqueline Torres de Souza

Resumo:
Devido às recentes descobertas de reservas comerciais de hidrocarbonetos em rochas carbonáticas o interesse em compreender a
gênese desses depósitos é crescente, e para isso utiliza-se de análogos modernos no aspecto sedimentar, diagenético e
geoquímico, como por exemplo as as rochas carbonáticas. A Lagoa Vermelha, localizada no Sudeste do Brasil, que se localiza 100
km a leste do Rio de Janeiro, uma pequena laguna hipersalina rasa que faz parte de um grande sistema lagunar situado na borda do
Oceano Atlântico, é um ambiente carbonático, apresentando características relevantes para o estudo da formação e diagênese de
carbonatos, presença de estruturas organo-sedimentares e processos atuais de dolomitização. O presente trabalho teve por objetivo
a caracterização do conteúdo orgânico de sedimentos através do emprego de ferramentas da geoquímica orgânica, pelas análises
de Palinofácies e Palinologia para a interpretação das condições deposicionais, a fim de contribuir com os estudos realizados pelas
indústrias petrolíferas. A análise de palinofácies baseia-se na caracterização qualitativa e quantitativa da assembleia total de matéria
orgânica palinológica [fitoclasto, matéria orgânica amorfa (MOA) e palinomorfos] presente nos sedimentos. Sendo assim, ao analisar
a palinofácies, define-se uma assembleia distinta de matéria orgânica particulada que reflete condições ambientais específicas e que
pode ser associada a um potencial de geração de hidrocarboneto característico. Para isso aplicam-se técnicas de microscopia de luz
branca transmitida e fluorescência como principal ferramenta para aquisição de dados para a sua interpretação. Para este trabalho
foram analisadas 16 amostras, das quais foram confeccionadas 16 lâminas organoplinológicas e 16 lâminas palinológicas de um
testemunho holocênico com 1,66m de comprimento. As amostras apresentaram um predomínio da MOA entre 98 a 100% ao longo
do testemunho. A MOA em sua grande maioria em dados relativos é do tipo bacteriana; sendo rara a ocorrência de MOA proveniente
de vegetais superiores e derivadas de fitoplâncton. Aqui classificamos a MOA bacteriana em dois subgrupos, a ?MOA do tipo densa?
e a ?MOA do tipo pelicular?. Notamos um predomínio da MOA tipo densa ao longo do testemunho exceto nas amostras 10 11, 12,
onde predomina a MOA pelicular. A MOA do tipo densa parece ter uma relação direta com o teor de carbono elevado. A análise
palinológica com concentração de dinocistos mostrou a ocorrência de tal grupo de microfósseis marinho na base do testemunho,
assim com o microplâncton de água doce do gênero Botryococcus. A identificação das espécies de dinocistos nos fornecerá pistas
da salinidade já que determinadas espécies respondem melhor a tal fator ambiental (e.g. Operculodinium centrocarpum, Spiniferites
bulloideus). Porém, é preciso realizar estudos mais detalhados nesta área a fim de se obter um maior
número de informações a respeito das condições deposicionais.


228 – DETERMINAÇÃO DE INCURSÃO MARINHA A PARTIR DA OCORRÊNCIA DE CISTOS DE DINOFLAGELADOS (DINOCISTOS) EM AMOSTRAS DA SEÇÃO SOBRADINHO, BACIA DO ARARIPE, NORDESTE DO BRASIL


Autor(es): Jéssica Brito Gonçalves

Orientação: Joao Graciano Mendonca Filho, Antonio Donizeti de Oliveira, Jaqueline Torres de Souza

Resumo:
As Bacias interiores do Nordeste do Brasil constituem um conjunto de pequenas Bacias e sua origem e evolução foi controlada pela
reativação de estruturas tectônicas pré-existentes sobre embasamento pré-cambriano. Essa reativação está relacionada com a
abertura do Oceano Atlântico Sul. Dentre estas, a Bacia do Araripe é a que apresenta evolução tectono-sedimentar mais complexa.
Conhecida por seu diversificado conteúdo paleontológico do período Cretáceo, está situada na região de fronteira dos estados do
Ceará, Pernambuco, Piauí e Parnaíba sobre a Província da Borborema. O objetivo desse trabalho é entender onde se inicia a
incursão marinha na Bacia a partir da ocorrência de Dinocistos (Cistos de Dinoflagelados – protistas microscópicos) pertencentes ao
grupo Palinomorfo. Esse grupo refere-se a todo componente de parede orgânica resistente ao ataque de HCl e HF, podendo ser
subdividido em subgrupos aquáticos (marinho e água doce) e terrestres (esporomorfos ? grãos de pólen e esporos). Foram
encontrados cistos de dinoflagelados na análise de palinofácies em algumas amostras; sendo assim, foi necessário realizar o
processamento para concentração de dinocistos em todas as amostras para se conhecer o exato momento da incursão marinha. Foi
aplicado o processamento palinológico por peneiramento/bateamento em 15 amostras da seção Sobradinho (Formação Santana)
para concentração dos Palinomorfos, onde se recuperou e concentrou principalmente cistos de dinoflagelados. Através do uso de
técnica de microscopia sob luz branca transmitida e azul/ultravioleta incidente (fluorescência), foi possível observar e identificar os
cistos de dinoflagelados, em especial, dinocistos do gênero Subtilisphaera. Sua ocorrência nos permite então sugerir o ambiente de
deposição, compreender as primeiras incursões marinhas nesta bacia, além da caracterização de possíveis horizontes geradores e
seu potencial de geração de hidrocarbonetos. Futuramente, a Palinologia com ênfase na concentração de dinocistos, irá auxiliar os
estudos de Palinofácies do Projeto Biogeoquímica.


231 – ANÁLISE ORGANOFACIOLÓGICA DA SUCESSÃO CARBONATADA DA BASE DA FORMAÇÃO DO CABO CARVOEIRO (TOARCIANO INFERIOR) DA REGIÃO DE PENICHE, BACIA LUSITÂNICA, PORTUGAL


Autor(es): Fernanda Pessanha Alvarenga Costa

Orientação: Joao Graciano Mendonca Filho, Antonio Donizeti de Oliveira, Jaqueline Torres de Souza

Resumo:
Em Portugal, os principais registros terrestres do Mesozóico estão localizados em dois contextos geostruturais muito distintos, uma
para o oeste (Bacia Lusitânica) e outro para o sul (Bacia Algarve) do Maciço Hespério. A bacia Lusitânica é uma bacia estreita e
alongada no eixo norte-sul, limitada ao oeste pelo Horst de Berlenga (rochas graníticas e metamórficas) e, a leste, pela zona de
cisalhamento Porto-Tomar, que restringe o limite leste real desta bacia. O Jurássico Inferior é particularmente bem representado na
Bacia Lusitânica, localizada no setor ocidental da Península Ibérica e, principalmente, correspondente a uma série marinha
carbonatada de grande espessura. De acordo com o esquema litoestratigráfico proposto por Duarte e Soares (2002), para o setor
Central / Norte da bacia, este período inclui as Formações de Coimbra, Água de Madeiros, Vale das Fontes, Lemede, S. Gião e seus
equivalentes laterais, Cabo Carvoeiro e Prado. Esse intervalo é caracterizado pela deposição significativa de calcários, localmente,
com um padrão rítmico claro e ricos em macrofósseis bentônicos e nectônicos. A variação lateral de fácies observado em todo a
bacia sugere que esses sedimentos foram depositados em um sistema de rampa carbonática marinha, mergulhando em direção ao
oeste / noroeste e controlada por trends tectônicos NS e NE- SW. Apesar dessa sedimentação hemipelagica geral, alguns aspectos
sedimentares específicos e diferenciados podem ser reconhecidos em vários locais da metade sul da bacia, como na Arrábida
(Formação Meia Velha), Tomar (Formação Prado) e Peniche (Formação Cabo Carvoeiro ). O Toarciano inferior da região de Peniche
(Portugal) está inserido na Formação do Cabo Carvoeiro, unidade margo-calcária alternante, de origem marinha, que mostra em
grande parte da Zona Levisoni uma importante intercalação siliciclástica (Duarte, 1997; Duarte & Soares, 2002), sedimentação que
se diferencia no contexto da Bacia Lusitânica (Duarte, 1997). Para este trabalho, foram escolhidas 20 amostras para análise de
fácies orgânica. As amostras foram preparadas seguindo os métodos-padrão de isolamento do querogênio para análise de
palinofácies e análise de carbono orgânico total (COT) e enxofre (S). A análise organopalinofaciológica mostrou um predomínio dos
componentes do Grupo Fitoclasto com teor de carbono orgânico total variando de 0,23 a 0,76% e enxofre total de 0,14 a 0,50% em
rochas com teores de CaCO3 de 18 a 71%.. As amostras apresentam fragmentos macroscocópicos de partículas carbonizadas do
tipo charcoal.
Duarte, L.V., 1997. Facies analysis and sequential evolution of the Toarcian-Lower Aalenian series in the Lusitanian Basin (Portugal).
Comunicações do Instituto Geológico e Mineiro, 83, 65?94.
Duarte, L.V., Soares, A.F., 2002. Litostratigrafia das series margo-calcárias do Jurássico Inferior da Bacia Lusitânica (Portugal).
Comunicações do Instituto Geológico e Mineiro, 89, 135?154.


2484 – INCLUSÕES SÓLIDAS E COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA GAHNITA DOS PEGMATITOS DA PROVÍNCIA PEGMATÍTICA DE SÃO JOÃO DEL REI, MINAS GERAIS


Autor(es): Viktor Souto Louback Silveira

Orientação: Reiner Neumann, Ciro Alexandre Avila

Resumo:
A sequência metavulcanossedimentar Rio das Mortes é intrudida por diversos corpos plutônicos, que cristalizaram entre 2,19 e 2,10
Ga, destacando-se dentre estes o granitóide Ritápolis, que é um dos plutons mais jovem da região, com idade entre 2123 ± 33 Ma
(LA-ICPMS) e 2121 ± 7 Ma (evaporação de Pb em zircão). Vários trabalhos desenvolvidos na região propuseram que o granitóide
Ritápolis corresponderia ao precursor de um enxame de pegmatitos mineralizados em Sn-Nb-Ta, os quais foram reunidos na
Província Pegmatítica de São João del Rei. Essa província ocupa uma área de cerca de 2700 km2 (90 km de comprimento por 30
km de largura) na porção sul do estado de Minas Gerais, abrangendo os municípios de Nazareno, Cassiterita, São João Del Rei,
Ritápolis, São Tiago, Resende Costa e Coronel Xavier Chaves. No presente trabalho é apresentada a súmula mineralógica da
Província Pegmatítica de São João del Rei, com enfoque para o estudo por MEV-EDS de grãos de gahnita de diversos pegmatitos,
no intuito de se determinar a sua composição química, suas substituições estruturais e suas principais inclusões sólidas.
A metodologia de amostragem consistiu na coleta e pesagem de aproximadamente 20 kg de material saprolítico de diversos corpos
pegmatíticos, os quais foram deslamados em água corrente, peneirados a 2 mm e concentrados em bateia em leito ativo. No
laboratório cada concentrado obtido foi processado no ultrassom, visando à retirada de partículas finas e a liberação das crostas
limoníticas e argilosas. A partir dessa etapa o concentrado foi posto para secar em estufa e foram retirados os minerais magnéticos
com um imã de mão, seguido pela separação dos minerais leves dos pesados em bromofórmio. No final os minerais pesados foram
processados no separador isomagnético Frantz objetivando a separação das seguintes frações: 0,3A; 0,5A; 0,6A; 0,8A; 1,0A; 2,0A
ou máxima; e não atraível. Posteriormente, cada fração foi descrita em estereomicroscópio, tendo sido identificados magnetita,
ilmenita, granada, xenotímio, óxidos-hidróxidos de Mn e de Fe, columbita-tantalita, anfibólio, pirita limonitizada, turmalina, limonita,
clinozoisita, epidoto, gahnita, microlita, biotita, monazita, muscovita, rutilo, anatásio, brookita, estaurolita, andalusita, ixiolita,
cassiterita, zircão, apatita, quartzo e feldspato.
A gahnita é um mineral da família dos espinélios com composição XY2O4, onde o sítio X é ocupado principalmente pelo Zn+2 e o Y
pelo Al+3, sendo muito comum nos pegmatitos da região estudada, estando presente em pelo menos 50% dos corpos amostrados.
Esta apresenta coloração verde clara a levemente azulada, brilho vítreo, seus grãos estão normalmente em fragmentos com fratura
desde conchoidal até irregular e, mais raramente com forma octaédrica. As análises apontaram para a presença entre 6 e 13% de
FeO substituindo o Zn no sítio X, enquanto Mg e Mn ocorrem normalmente com proporção inferior a 1%. Rb, Ba, Ga e Ti são muito
raros e quando presentes apresentam proporção inferior a 0,1%. As inclusões sólidas são raras e representadas por quartzo,
feldspato potássico, muscovita, plagioclásio, zircão e esfalerita, denotando que a gahnita seria um mineral precoce na formação dos
pegmatitos. Sugere-se que o Zn necessário para a formação da gahnita estaria associado as rochas da sequência
metavulcanossedimentar Rio das Mortes.


377 – VARIAÇÃO DA POROSIDADE EM COQUINAS DA FORMAÇÃO MORRO DO CHAVES, BACIA DE SERGIPE-ALAGOAS.


Autor(es): Rayana Rosa Estrella de Pinho

Orientação: Leonardo Fonseca Borghi de Almeida

Resumo:
O estudo das rochas carbonáticas vem crescendo em importância no Brasil com a descoberta de novos reservatórios petrolíferos no
intervalo Pré-sal, constituído sobretudo de reservatórios carbonáticos, entre os quais, coquinas. Coquinas são extremamente
heterogêneas sendo difícil a modelagem de suas características petrofísicas, que apresentam grande variação espacial da
porosidade e permeabilidade. Por isso, é necessário o estudo espacial detalhado destas rochas, para um melhor entendimento de
aspectos petrofísicos e dos fatores geológicos que os controlam. O objetivo principal deste trabalho é o de analisar a variação da
porosidade de coquinas ao longo de um conjunto de camadas específico, selecionado em trabalho de campo realizado na Pedreira
Atol (Município de São Miguel dos Campos, Estado de Alagoas), onde afloram as coquinas intercaladas com lamitos da Formação
Morro do Chaves, Bacia de Sergipe-Alagoas. O conjunto de camadas selecionado é composto essencialmente de coquinas que
apresentavam em inspeção visual grande variação horizontal e alguma variação vertical da porosidade aparente. O conjunto de
camadas escolhido tem dimensões de aproximadamente 1 metro de espessura e 10 metros de extensão lateral. Deste conjunto
foram coletados 55 plugues de 1,5?, sendo 35 destes na direção horizontal e 20 na direção vertical. A partir dos plugues foram
confeccionadas lâminas delgadas, nas quais foi realizada análise petrográfica para melhor caracterização do seu sistema poroso
através de ADI (software ImageJ). As coquinas são formadas por conchas de moluscos bivalves com traços de matriz siliciclástica do
tamanho areia e intraclastos de argila. Foram identificadas porosidades móldicas, vugulares, intercristalina e em fraturas. Foram
observados cinco domínios distintos de porosidade ao longo do intervalo, divididos horizontalmente, com porosidades variando de
5% a 25%. Essa variação se dá por uma associação de fatores diagenéticos e deposicionais. O tamanho da concha e seu grau de
fragmentação e a intensidade da dissolução, gerando sobretudo porosidades móldicas, interferem diretamente na variação da
porosidade.


2793 – ANÁLISE E DISCUSSÃO DA INVASÃO DO FILTRADO DE LAMA E SUA INFLUÊNCIA NOS PARÂMETROS PETROFÍSICOS DE ARCHIE E NO CÁLCULO DA SATURAÇÃO DE ÁGUA PARA ROCHAS CARBONÁTICAS.


Autor(es): Marilea Gomes dos Santos Ribeiro, Paula Ribeiro Dias Mascarenhas

Orientação: Marilea Gomes dos Santos Ribeiro

Resumo:
Durante a perfuração de um poço de petróleo é formado um ambiente diferenciado na região radial ao poço proveniente da invasão
do filtrado do fluido de perfuração (lama de perfuração) utilizado na etapa de perfuração. O diferencial de pressão entre os fluidos de
perfuração e os fluidos da formação define a taxa volumétrica da invasão controlada entre outros fatores pela formação do reboco na
parede do poço, porosidade e permeabilidade do meio rochoso. O diâmetro de invasão do filtrado de lama é definido eletricamente
por meio da leitura de diferentes perfis elétricos obtidos pela ferramenta geofísica de indução. O raio de invasão se torna, portanto,
mais um registro de perfil que distingue formações com diferentes características. Metodologicamente foi utilizado o programa de
modelagem (LogModel) para se obter registros de resistividade que se associavam a vários modelos geológicos com diferentes
características mineralógicas e saturação de fluidos (água, óleo e gás). O propósito deste trabalho reside na necessidade da
obtenção de novas e diferenciadas informações acerca do caráter da invasão do filtrado de lama e de sua influência na leitura de
ferramentas de perfilagem, assim como as condições de fluxo dos fluidos em reservatórios potenciais, com foco em reservatórios
carbonáticos. Os resultados obtidos podem ser utilizados na correlação de poços, além de contribuir para identificar vários
parâmetros petrofísicos das camadas e, principalmente, na descoberta do conteúdo de hidrocarbonetos. Os nossos resultados
mostraram que a presença de hidrocarbonetos acontece quando é identificado o efeito annulus e que a invasão ocorre devido à
saturação e tipo de fluido existente no reservatório, além de ser limitada pelo reboco e condições de garganta de poro, já que todos
estes parâmetros influenciam nos registros de resistividade e, num caso particular de rocha limpa, influencia também os parâmetros
de Archie.


2815 – UMA ANÁLISE QUALITATIVA DOS PARÂMETROS PETROFÍSICOS DAS AMOSTRAS DA BACIA DE SERGIPE/ALAGOAS COMO DADOS PARA A ESTIMATIVA DA SATURAÇÃO DE ÁGUA IRREDUTÍVEL DE UM RESERVATÓRIO


Autor(es): Marilea Gomes dos Santos Ribeiro, Raissa Maria Siqueira da Silva

Orientação: Marilea Gomes dos Santos Ribeiro

Resumo:
A análise petrofísica realizada para avaliar as potencialidades e as características de um reservatório passa por diversos tipos de
ensaios laboratoriais para que se obtenha dados paramétricos e volumétricos que contribuem para as análises necessárias à tomada
de decisão. Neste sentido, a partir de estudos laboratoriais realizados em 27 amostras de coquinas obtidas da Formação Morro do
Chaves, afloramento da região da Bacia de Sergipe-Alagoas; Raphael Nóbraga (2013) obteve pela utilização de algum métodos
laboratoriais, parâmetros petrofísicos que foram utilizados para a realização do presente trabalho. Este tem por objetivo traçar e
analisar curvas que respondam qualitativamente a condição de saturação de água irredutível em um reservatório e suas condições
de reserva. Assim, metodologicamente tomou-se os dados de porosidade obtidos por Raphael através da técnica de
micro-tomografia, dos ensaios de injeção de mercúrio e das medidas do expoente de cimentação m para as 27 amostras, além das
medidas de permeabilidade. Do uso destes dados pode-se calcular valores de saturação segundo o intervalo do expoente de
saturação n para os carbonatos. Assim, traçou-se as curvas de porosidade x permeabilidade, porosidade x saturação,
permeabilidade x saturação e porosidade x permeabilidade. Dos resultados parciais obtidos destas curvas e da integração dos dados
pode-se inferir dados que permitam analisar e avaliar as condições de reservas de fluidos comerciais destes carbonatos e suas
possíveis condições de deslocamento.


3227 – ESTUDO EXPERIMENTAL DO EFEITO DA ARGILOSIDADE SOBRE AS PROPRIEDADES FÍSICAS DE SOLOS ATRAVÉS DA TÉCNICA DE RESSONANCIA MAGNÉTICA NUCLEAR (RMN)


Autor(es): Calvin Tamanqueira do Couto

Orientação: Gleide Alencar do Nascimento Dias

Resumo:
Neste trabalho foi avaliado o efeito da argilosidade sobre as propriedades físicas de solos argilosos com ênfase na porosidade do
meio. Para isto foi utilizado o equipamento Ressonância Magnética Nuclear (RMN) (Maran Ultra 23 MHz – Oxford Instruments, UK).
A Ressonância Magnética Nuclear (RMN) tem sido extensivamente usada na indústria do petróleo para determinar vários
parâmetros petrofísicos. A RMN se refere à resposta dos núcleos a um campo magnético induzido. Alguns núcleos têm um momento
magnético que se comportam como se fossem barras de spins magnéticos. Estes spins podem interagir com o campo magnético
induzido produzindo um sinal que se pode medir: o campo magnético estático dos imãs permanentes, o campo oscilante associado
com os pulsos de Rádio Freqüência (RF) e flutuações do campo magnético local por elétrons desemparelhados dos núcleos
vizinhos. O hidrogênio tem um momento magnético relativamente alto e é abundante tanto em água como nas moléculas de
hidrocarbonetos que se encontram meio poroso. As quantidades medidas são amplitudes dos sinais e taxas de relaxação. A
amplitude do sinal é calibrada para dar a porosidade e os tempos de relaxação, Longitudinal (tempo de recuperação do campo
longitudinal – T1) e Transversal, (tempo de decaimento do sinal na bobina – T2) dão informação acerca do tamanho dos poros e das
propriedades do fluido. No procedimento foram utilizadas 10 amostras sintéticas, usando diferentes proporções de quantidades de
esferas de vidro e argila, com a intenção de criar um padrão granulométrico das amostras a serem analisadas. Pode-se verificar que
a técnica de RMN responde satisfatoriamente a medição da propriedade petrofísica (porosidade) de solos tanto arenosos como
argilosos. Os valores de porosidade tanto para 100% de argila quanto para 100% de areia apresentam alta porosidade e em valores
de 50 % argila e 50% areia apresenta baixa porosidade, este fato está relacionado à granulometria e a seleção dos grãos.


1149 – INFLUÊNCIA DE SAIS SOLÚVEIS NO COMPORTAMENTO GEOTÉCNICO DE SOLOS


Autor(es): Gabriel Ramiro Mesquita, Lorena Pastana Martins

Orientação: Helena Polivanov

Resumo:
Os limites de Atterberg são amplamente usados por pesquisadores em todo o mundo, e é importante para a classificação de solos.
Esses limites consistem em valores de umidade do solo, que delimitam o comportamento líquido, plástico e rígido do solo. A
alternância entre os demais estados físicos do solo ocorre de forma gradual, e seu limite é arbitrário, porém é importante, pois
permite a obtenção de índices comparativos. Os poros do solo muitas vezes estão preenchidos por fluidos, e a sua composição tem
influência direta no comportamento dos materiais. Esse projeto visa compreender a variação do comportamento geotécnico de
solos, após esses serem tratados com soluções ricas em NaCl dissolvidos em água. Solos com diferentes composições
mineralógicas serão estudados, e suas propriedades físicas (Limites de Atterberg, granulometria), morfológicas (caracterização
morfológica) e mineralógicas (difração de raios x) serão analisadas antes e depois do tratamento com sais solúveis. Para simular as
condições puras do ambiente, realizou-se ensaios em latossolo em seu estado natural utilizando água destilada. E para simular solos
com influência de sais foram separadas quatro sacos, cada um com 2kg de amostra de solo misturado com quatro soluções salinas
com concentrações de 3%, 6%, 17,5% e 75%. As amostras reagiram com a solução por 3 dias, e então foram feitos os ensaios nas
amostras salinas com as proporções citadas. Os resultados obtidos apontam que há diferença de resultados nas analises realizada
em ambiente não salino e salino, o que permite concluir que o comportamento geotécnicos desses materiais são influenciados pelo
ambiente.


2260 – AVALIAÇÃO DO PAPEL DAS QUEBRAS DE RELEVO NO ALCANCE DE BLOCOS ROCHOSOS EM ENCOSTAS


Autor(es): Caíque Lima Cabral

Orientação: Emilio Velloso Barroso

Resumo:
O movimento de massa do tipo queda e rolamento de blocos é aquele que envolve blocos de rocha, com volume e litologia variados,
em condições de alta velocidade. É o tipo de movimento de massa menos estudado e o de mais difícil previsão, tanto no que diz
respeito ao início do processo, como à trajetória e ao alcance dos blocos. Define-se a queda/rolamento de blocos como o movimento
de massa onde um ou mais blocos desconexos do maciço rochoso caem ao longo de um declive por queda livre, saltação ou
rolamento. Esse trabalho irá tratar apenas de quedas de blocos simples, cuja característica marcante é a ausência ou insignificante
interação entre blocos durante o processo de movimentação dos mesmos
A previsão de quando irá ocorrer queda/rolamento de blocos é uma tarefa difícil já que raramente se têm sinais premonitórios. Além
disso o comportamento dos fragmentos de rocha gerados é afetado por parâmetros, que, ainda hoje, se tem um elevado grau de
incerteza. Isso se deve em parte ao fato da maioria dos parâmetros relevantes na análise desse tipo de problema serem de difícil
medição e terem uma grande variação no espaço.
Do ponto de partida até o fim de sua movimentação o bloco vai perdendo energia. A magnitude da energia perdida irá depender da
rugosidade da topografia, das propriedades geotécnicas do material que compõe a superfície do talude, da presença e densidade de
vegetação e da forma do bloco. O coeficiente de restituição (e) é o parâmetro de entrada mais importante em simulações de
computador envolvendo a queda/rolamento de blocos. O coeficiente de restituição (e) corresponde à energia cinética dissipada em
sucessivos choques entre corpos sólidos. A forma mais frequente de definição do coeficiente de restituição se dá pela razão entre as
velocidades depois (Vpost) e antes (Vpre) do impacto.
O objetivo deste trabalho foi avaliar o papel das quebras de relevo no alcance de blocos. A quebra de relevo é aqui definida como a
variação no ângulo de inclinação entre dois segmentos consecutivos de uma encosta. Estas quebras são feições geomorfológicas
notáveis e, em geral, estão ligadas a feições geológicas como fraturas, falhas ou contatos entre diferentes materiais (e.g rocha e
solo).
O método de análise envolveu a construção de seções topográficas de mesmo comprimento horizontal e com segmentos
constituídos por rocha e solo com os mesmo parâmetros físicos. A diferença estre as seções estava no ângulo entre o segmento de
rocha e o de solo. As simulações dos lançamentos dos blocos foram feitas com o software RocFall, que usa as equações de balística
para calcular a posição do bloco de rocha após os sucessivos impactos. As velocidades após cada impacto são atualizadas pelos
valores dos coeficientes de restituição normal e tangencial.
Os resultados preliminares mostram que as quebras de relevo exercem um importante papel no alcance dos blocos. Quanto maior a
descontinuidade dos ângulos entre trechos consecutivos da encosta, maior o alcance dos blocos.


2427 – COMPORTAMENTO VISCOPLÁSTICO DE ROCHA CARBONÁTICA E SEU IMPACTO NA PREVISÃO DA COMPACTAÇÃO DE RESERVATÓRIOS


Autor(es): Daniel Monteiro Machado

Orientação: Emilio Velloso Barroso

Resumo:
O estudo e a modelagem do comportamento geomecânico de reservatórios em produção (depleção), tanto nas proximidades dos
poços injetores e/ou produtores quanto nas regiões afastadas dos mesmos, e os consequentes efeitos físicos nas formações
geológicas que abrigam fluidos em seu interior (reservatórios), revestem-se de grande importância para a indústria do petróleo. A
produção e a consequente depleção podem ter impactos positivos e negativos sobre o desempenho de reservatórios. Um dos
impactos negativos mais importantes é a redução do volume de poros no interior da rocha em função do aumento das tensões
efetivas, o que pode levar a redução da permeabilidade e a consequente redução da produtividade (volume de fluido produzido por
unidade de tempo).
Este trabalho enfoca especificamente o comportamento viscoplástico, caracterizado por deformações em função do tempo como
resposta à aplicação de uma tensão fixa (?creep?). Este comportamento é observado quando a tensão efetiva no interior de uma
rocha alcança valores ainda não experimentados (o que é possível durante a produção de fluidos).
O estudo justifica-se porque a não consideração deste tipo de comportamento de longo prazo das rochas pode levar a erros de
previsão da compactação de reservatórios, com implicações na produtividade. O comportamento viscoplástico está bem descrito na
literatura para rochas pelíticas (folhelhos) e arenitos não cimentados. O material de estudo nesta pesquisa são rochas carbonáticas,
motivado pelo fato que aproximadamente 60% das reservas de hidrocarbonetos e 40% das reservas de gás no mundo estão
alojadas em rochas carbonáticas, caso do intervalo pré-sal no Brasil. A rocha estudada é um calcário travertino italiano, rocha de
origem continental e formada por precipitação próxima a águas termais. Via de regra, esta rocha apresenta uma relevante
heterogeneidade na distribuição de vazios (poros).
O método de trabalho nesta pesquisa envolveu a caracterização da mineraologia, textura e espaço poroso da rocha, bem como o
comportamento geomecânico. Os ensaios mecânicos foram realizados em um sistema triaxial cúbico, com medidas de deformação.
O programa de ensaios foi executado de forma a se aplicar carregamentos crescentes à rocha e assim potencializar o efeito
viscoplástico das deformações.
Conclui-se que as deformações totais são dependentes da porosidade da rocha, o que permite inferir deformações não homogêneas
em reservatórios reais constituídos por rochas desta natureza. Outro aspecto importante e ainda pouco pouco descrito na literatura é
que as deformações viscoplástica estão presentes neste tipo de rocha.


973 – ESTUDOS GEOLÓGICOS E HIDROGEOLÓGICOS PARA CARACTERIZAÇÃO DO MANGUE DE PEDRA, ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, RJ


Autor(es): Cheyenne Campos da Silva

Orientação: Vivian de Avelar Las Casas Rebelo, Kátia Leite Mansur, Gerson Cardoso da Silva Junior

Resumo:
A área de estudo está localizada no município de Armação dos Búzios, Estado do Rio de Janeiro, na Praia Gorda, entre a Ponta do
Pai Vitório e a Praia Rasa. Possui grande importância ambiental devido à contribuição da água subterrânea doce para o
desenvolvimento de manguezal em substrato rochoso, sem a presença de rios adjacentes. Tais fatos mostram a singularidade da
área estudada, além da necessidade de sua preservação, pois é fundamental para o equilíbrio do ecossistema, que as áreas de
recarga e descarga do aquífero estejam livres de interferências humanas. Este projeto está sendo desenvolvido desde 2012, e seus
estudos comprovaram com análises químicas e estudos hidrodinâmicos, a existência na região de um aquífero livre na Formação
Barreiras que foi denominado Aquífero Mangue de Pedra. Os resultados indicam um fluxo de água do continente para o mar, onde
as águas pluviais recarregam o aquífero que oferece o aporte de água doce necessária para o equilíbrio do ecossistema,
promovendo o desenvolvimento da vegetação do manguezal sobre uma base composta por conglomerados. Os estudos geológicos
e hidrogeológicos realizados e em realização estão sendo utilizados para a conscientização da população / visitantes e no
convencimento das autoridades para que o mangue seja preservado e usufruído de maneira sustentável. Os objetivos do presente
trabalho são: (a) caracterização sedimentológica das rochas que constituem as paleofalésias e falésias ativas onde foi identificada a
existência do aquífero; (b) produção de mapa geológico detalhado da região; (c) quantificação da descarga de água doce do aquífero
para o mar; (d) caracterização do ambiente sedimentar e das influências da água doce sobre o mesmo; e (e) elaboração de painel
interpretativo para implantação no local. Trabalhos de campo realizados ampliaram o inventário de pontos d´água, com a
identificação de uma nascente e de um poço nas proximidades do mangue, com medições in situ de pH, Eh, condutividade elétrica,
% de NaCl e totais de sólidos dissolvidos, que confirmam as características redutoras e mais ácidas das nascentes em relação aos
poços. Do ponto de vista da hidroquímica, foram calculadas as razões iônicas Mg/Ca e Na/Cl, cujos resultados confirmam a
assinatura continental para as águas dos poços e nascentes. Estudos sobre a variação da condutividade elétrica da água nas poças
de maré, em comparação com a água do mar, mostram que elas tornam-se cada vez menos salinas conforme a maré fica mais
baixa, comprovando a diluição provocada pela descarga de água doce na praia. Também, está sendo estudado, com o apoio do
Laboratório de Geoquímica Orgânica do Departamento de Geologia, material orgânico encontrado sobre os conglomerados
mapeados no piso da praia para identificação de possível atividade microbiana. Indicativos de variação relativa no nível do mar
também foram mapeados na praia na forma de níveis de conchas e a presença de uma rocha de praia. Reuniões com a população,
professores, estudantes e autoridades locais evoluem para a criação de uma Unidade de Conservação para proteção do Mangue de
Pedra no curto prazo, sendo que os resultados do presente projeto são fundamentais para delimitação e justificativa da criação.


1975 – CONTAMINAÇÃO POR HIDROCARBONETOS EM SOLOS E ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO


Autor(es): Ana Cristina de Jesus da Silva, Mariana La Pasta

Orientação: Gerson Cardoso da Silva Junior

Resumo:
A crescente preocupação com os danos causados ao meio ambiente devido às atividades industriais e à urbanização têm causado
um aumento da relevância de estudos geoambientais e hidrogeológicos de áreas contaminadas. Teores elevados de elementos
orgânicos e inorgânicos na água e no solo são responsáveis por alterações ambientais e nos organismos dos seres vivos. Com base
no cadastro de áreas contaminadas, divulgado pelo INEA (Instituto Estadual do Ambiente) em 2013, o presente trabalho apresenta
um estudo de caso de uma área contaminada por hidrocarbonetos localizada na região metropolitana do estado do Rio de Janeiro.
Foram instalados 13 (treze) pontos de monitoramento na área externa ao empreendimento, incluindo poços e lagos, 29 (vinte e
nove) poços de monitoramento em área interna, e 4 (quatro) pontos de monitoramento na pequena lagoa sem nome presente na
área de estudo, a partir dos quais foram coletadas amostras de água superficial, subterrânea e solo. As amostras foram analisadas
em laboratório, os dados foram processados e interpretados utilizando os parâmetros legislativos vigentes (CONAMA e CETESB). A
delimitação das áreas contaminadas por cada tipo de hidrocarboneto analisado (BTEX e TPH) possibilitou a correlação dos
poluentes encontrados e suas fontes pretéritas bem como a sugestão de possíveis procedimentos para a remediação da área de
estudo.
INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE, Gerenciamento de Áreas Contaminadas do Estado do Rio Janeiro Cadastro de Áreas
Contaminadas e Reabilitadas ? 1ª Edição. Rio de Janeiro, Brasil, 2013.
MOURA, H. L. de, ROCH O. R. S. da, CAVALCANTI D. E. de S., SILVA V. L. da. Avaliação de HPA na remediação de borra de
petróleo utilizando processos oxidativos avançados. VIII Congresso Brasileiro de Engenharia Química em Iniciação Científica.
Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. 27 a 30 de julho de 2009.
SILVA, A. L., Gerenciamento de áreas contaminadas no estado do Rio de Janeiro. Instituto Estadual do Ambiente. Rio de Janeiro,
Brasil, 2003.


2167 – AVALIAÇÃO DE ALGUNS PARÂMETROS DE QUALIDADE DA ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA E CONSIDERAÇÕES SOBRE ESPELHO D´ÁGUA DA LAGOA SALGADA, ESTADO DO RIO DE JANEIRO.


Autor(es): Vinicius Egidio Lamego

Orientação: Kátia Leite Mansur, Gerson Cardoso da Silva Junior

Resumo:
A lagoa Salgada, localizada no litoral de município de Campos dos Goytacazes e São João da Barra, próximo ao Cabo de São
Tomé, é um dos dois sítios que abriga ocorrência de estromatólitos recentes do Brasil. Possui eixo principal NW-NE e apresenta
comprimento máximo de 8,6 km e largura de 1,9 km. Apesar da lagoa não possuir conexão direta com o mar, distante 1,8 km da
mesma, é um corpo de água hipersalino , que possui oscilação de nível de água, podendo, quando cheia, apresentar lâmina d?água
em torno de 1 m. Ao redor da lagoa são situados sítios agropecuários que utilizam fertilizantes e defensivos agrícolas. Também foi
identificada a introdução de água doce na Lagoa pelas manobras de comportas artificiais. Tudo isto gera perigo ao equilíbrio
hidroquímico da lagoa. Outra importante fonte de preocupação é a construção do Porto do Açu nas imediações e a prática antiga dos
moradores de retirada dos estromatólitos para construção de cercas, por exemplo. O objetivo do presente estudo é avaliar alguns
parâmetros de qualidade da água superficial e subterrânea na área da Lagoa Salgada, a partir de dados já existentes (análises
químicas e levantamento potenciométrico realizado durante o EIA-RIMA para construção do Porto do Açu) e da coleta de outros
dados (como pH, Eh e condutividade elétrica) ao longo de um ano, pelo menos, de forma a avaliar possíveis danos pelas atividades
humanas a este importante ecossistema.Foram realizados os seguintes estudos: (a) levantamento sobre o clima com estudo de
precipitação relativo a 22 anos de dados e hidrografia da área; ;(b) estudo de variação do espelho d´água da Lagoa ao longo do
tempo com base em imagens de satélite fotografias aéreas; (c)A análise da evolução das plantações em torno da Lagoa ao longo do
tempo com base em imagens de satélite e fotografias aéreas; (d) Análise dos resultados dos parâmetros físico-químicos para a
Lagoa Salgada obtidos a partir do EIA-RIMA do Porto do Açu; (e) levantamento periódico de alguns parâmetros de qualidade da
água da lagoa; (f) investigação da ação antrópica nas imediações da lagoa.A metodologia utilizada englobou as seguintes atividades:
levantamento bibliográfico sobre clima, hidrografia e geologia da área, além de obtenção de imagens de satélite e fotografias aéreas
de várias datas de aquisição; tratamento dos dados sobre hidroquímico superficial e subterrânea; levantamentos in situ de
parâmetros físico-químicos (pH, potencial de óxido-redução e condutividade elétrica ? CE), através de sensores portáteis; e
tabelamento e tratamento dos dados. Os resultados já obtidos apontam para uma grande modificação do espelho d´água e do uso
das terras no entorno. Observa-se uma redução da salinidade da água da Lagoa Salgada em algumas épocas do ano (épocas de
menor precipitação) por ações antrópicas e a presença acima do padrão da resolução CONAMA 420/2008 para alguns elementos
como: Arsênio, Boro, Manganês e Ferro, para água subterrânea na área da Lagoa e de Boro, Ferro, Cobre dissolvido para água
superficial. Os resultados preliminares apontam para condições de grande alteração antrópica na área.


3943 – INVESTIGAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA NÉVOA SALINA NA MIGRAÇÃO DE DUNAS COSTEIRAS


Autor(es): Pedro Henrique Calçada de Medeiros

Orientação: Andrea Ferreira Borges

Resumo:
A migração de dunas é um fenômeno natural, resultante dos processos de erosão, transporte e deposição de sedimentos pelo vento.
Este fenômeno, no entanto, pode ser deflagrado ou acentuado por modificações artificiais no ambiente das dunas, como a remoção
da vegetação nativa ou construções rígidas com o objetivo de desviar ou conter seu avanço. Além disto, pode ser considerado um
desastre ambiental quando atinge construções, vias e corpos d’água, ocasionando soterramento e/ou assoreamento e levando à
perda de patrimônio. Dunas costeiras estão sujeitas a variações nas condições de umidade e de salinidade, condicionadas pela
velocidade do vento, umidade relativa do ar, temperatura, pluviosidade e exposição à névoa salina, fatores que influenciam na
erodibilidade dos sedimentos.
A sucção osmótica é uma parcela da sucção total no solo (composta pela sucção mátrica e pela sucção osmótica), e resulta da
presença de sais no fluido dos poros. A sucção mátrica atua em solos não saturados, em função da tensão superficial da água e da
curvatura dos meniscos formados entre os grãos sólidos, enquanto osmótica pode atuar em solos saturados ou não saturados. Uma
variação na sucção osmótica em solos tem efeito no comportamento mecânico dos mesmos; se variar a concentração de sais no
fluido dos poros, ocorrerá uma variação de volume e na resistência ao cisalhamento do solo. Este trabalho pretende contribuir com
as pesquisas brasileiras sobre migração de dunas estudando-se a influência da sucção osmótica provocada pela presença de sais
em meio aos sedimentos.
Será feito uso de um túnel de vento de pequenas dimensões desenvolvido como parte da tese de doutorado de René Sena García,
em fase de finalização.
Estudos que utilizam tubos de vento avaliam, por exemplo, a influência de sais na velocidade limite do vento para iniciar o arrasto, o
que mostra a relevância do estudo proposto. Os tubos de vento são úteis para pesquisas de erosão eólica quando são destinados a
quantificar parâmetros que controlam a erosão em uma escala de campo, e também podem ser usados para estudar processos
individuais que ocorrem simultaneamente no campo, que é o caso deste trabalho.
O objetivo geral deste projeto é avaliar o efeito da presença de sais trazidos pela névoa salina na estabilidade de dunas costeiras,
visando contribuir para a elaboração de modelos de migração. Para isso, a metodologia do trabalho se dará na seguinte sequência:
pesquisa sobre a geologia costeira e migração de dunas; seleção de uma área de estudo onde sejam registrados processos de
migração de dunas; testes de sucção utilizando a técnica do papel filtro para avaliação da sucção osmótica em uma amostra
selecionada; criação de modelos de dunas para serem submetidas a experimentos no túnel de vento; medida da areia deslocada e
da evolução da duna dentro do túnel de vento; aplicação de um modelo de erosão eólica que leva em consideração a presença de
sais nos poros.


1126 – CRIAÇÃO DE BANCO DE DADOS ONLINE DO ACERVO MINERALÓGICO JOSÉ BONIFÁCIO/DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA/IGEO/UFRJ


Autor(es): Renata do Valle Reis Rocha, Bruna Rabelo de Miranda, Pedro Miloski Guimarães, João Vitor Rebouças Vieira da Costa

Orientação: Cicera Neysi de Almeida, Kátia Leite Mansur, Ismar de Souza Carvalho, Silvia Regina de Medeiros

Resumo:
Este trabalho trata da criação de um banco de dados para o Acervo Mineralógico José Bonifácio, o qual faz parte do Departamento
de Geologia/UFRJ. Ele busca consolidar e guardar com segurança informações sobre os minerais e proporcionar pesquisas práticas
e fidedignas ao usuário. Desta maneira, será possível realizar buscas de informações mais detalhadas e precisas acerca dos
minerais elencados no acervo. A importância deste projeto se mostra evidente na medida em que proporcionará um conhecimento
mais amplo de maneira rápida aos pesquisadores dos dados em questão, bem como facilitar a divulgação da coleção para a
pesquisa e educação não formal, através de sua disponibilização pública online. Para criar o banco de dados, foi utilizado o sistema
de gerenciamento de banco de dados MySQL por ser uma ferramenta gratuita de código aberto e a ferramenta utilizada atualmente
nos servidores do Departamento de Geologia. O banco de dados será o responsável por manter os dados de todos os minerais do
acervo desse departamento de maneira precisa e consistente e otimizar o acesso aos dados facilitando o acesso à localização e
informações técnicas das amostras. Sua estrutura consiste em uma tabela de minerais e outra de usuários: a tabela de usuários será
utilizada para definir as pessoas autorizadas a consultar a localização dos minerais no acervo e adicionar novas entradas ou editar
entradas existentes. A tabela de minerais contém todos os dados referentes a algum mineral do acervo. Na tabela de minerais
constam os seguintes dados: nome, número de registro do mineral, variedade, fórmula, procedência, coletor, data da coleta, origem
histórica do mineral no acervo, dimensões da amostra, observações, identificação do usuário que o adicionou ao banco de dados,
número de acessos pelo site, três campos para fotos, localização no acervo e a data em que foi inserido no banco de dados. Já na
tabela de usuários, os dados são: Nome do usuário, registro do usuário, username (para login), email e sua senha criptografada.
Todas as amostras forma fotografadas em três visões diferentes. Além do banco de dados, o acervo contará com um site que
disponibilizará as fotos e dados das amostras online publicamente, usando uma conexão com o banco de dados do acervo. O site
utiliza as tecnologias HTML, PHP, CSS e JavaScript. O design do site segue a tendência da web atual com um template minimalista
que utiliza Bootstrap. No total são 7 páginas, são elas: o index (página principal), pagina de contato, equipe, explorar, busca de
minerais, sobre o acervo, e página de erro 404. Os minerais estão atualmente sendo adicionados ao banco de dados e o site
encontra-se na fase final de desenvolvimento, cuja previsão de término é junho de 2014 Até o dia 23 de maio o banco de dados terá
no mínimo 50 entradas, que é uma quantidade aceitável para que o site possa ir ao ar. A previsão é que em agosto haja, no mínimo,
500 minerais cadastrados no banco de dados.


3255 – ESPELEOLOGIA DA GRUTA DOS MORCEGOS, MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO (RJ).


Autor(es): Paula Pinel Godoy, Leticia Correa de Moura, Janis Ivars Valença Ritins, Marina Meloni da Silva Rodrigues, Pamella Regina Santos da Silva

Orientação: Luís Henrique Sapiensa Almeida, Renato Rodriguez Cabral Ramos

Resumo:
Área Temática: Geoconservação e Patrimônio Geológico
A cidade do Rio de Janeiro abriga a maior floresta urbana do mundo, incluída no Parque Nacional da Tijuca (PNT), criado em 6 de
julho de 1961. No século XVIII e XIX, as florestas que recobriam a Serra da Carioca e o Maciço da Tijuca foram praticamente
erradicadas pela extração de lenha e a cultura pioneira de café no Brasil. A redução dos mananciais de água da Floresta em meados
do século XIX levou o Imperador D. Pedro II a promover o primeiro reflorestamento na história do Brasil, comandado pelo Major
Archer e seis escravos entre 1861 e 1874. Os primeiros trabalhos técnicos de espeleologia na Floresta da Tijuca foram realizados
pelo Centro Técnico de Espeleologia da Fundação Brasileira para Conservação da Natureza (CTE/FBCN) nos anos 1980, liderados
pelo arqueólogo e naturalista Carlos Manes Bandeira, que identificou dezenas de cavidades na área do PNT. Atualmente, o
Espeleogrupo Rio de Janeiro (EspeleoRio) vem elaborando o levantamento dessas cavidades, sendo a primeira destas a gruta do
Morcegos. O presente trabalho tem como objetivo o levantamento espeleométrico desta cavidade através do método denominado
?trena e bússola? e a caracterização das feições espeleológicas e sedimentares da gruta, com suas implicações para a gênese da
mesma. A gruta dos Morcegos (22º57´10,30?S/43º17´20,80?W, WGS84) apresenta facilidade de acesso e um desenvolvimento
importante se comparadas às outras cavidades em gnaisse da área, sendo a maior gruta do PNT. A cavidade desenvolveu-se em
um biotita-gnaisse bastante foliado, apresentando um desenvolvimento linear na direção NE-SW, sendo composta por um único
salão de aproximadamente 60 m de comprimento, 5 m de largura e 27 m de altura, que afunila no teto. O fundo da gruta, a NE,
apresenta grande acúmulo de fragmentos de rocha tamanho seixo até matacão. Acredita-se que grande parte destes fragmentos
tenha origem no colapso do teto e do fundo da gruta, a medida que a abertura da fenda progredia e o intemperismo atuava no
desplacamento dos gnaisses. A forma retilínea indica forte controle estrutural condicionando esses processos, sendo a abertura no
teto e as fraturas de direção NE-SW os condutos para a água que vem removendo o material do interior da cavidade. O acúmulo de
sedimentos no fundo da cavidade indica que esta evoluiu de SW para NE.


3201 – MAPEAMENTO DO PATRIMÔNIO GEOMINEIRO IDENTIFICADO NA ILHA DO CATALÃO, CIDADE UNIVERSITÁRIA / UFRJ


Autor(es): Mariana Sathler Mozart, Maria Daniele da Silva Carvalho

Orientação: Amanda Menezes Ricardo, Kátia Leite Mansur, Angela Iaffe, Renato Rodriguez Cabral Ramos

Resumo:
A Ilha do Catalão é uma das oito ilhas que foram unidas por aterro, a partir de 1951, para compor a Cidade Universitária. É, também,
uma das poucas áreas onde um fragmento da vegetação de Mata Atlântica está sendo preservada no campus da Universidade.
Constitui o Parque do Catalão, uma reserva ambiental administrada pela UFRJ. Possui cerca de 540 m na direção NE-SW e 330 m
na direção NW-SE, e altitude máxima de 18 m acima do nível médio do mar e está ligada à Cidade Universitária por um tômbolo
artificial. No Catalão existem ruínas de edificações do século XIX e XX, bem como depósitos de conchas atribuídos a acampamentos
de antigos caçadores-coletores. O presente projeto iniciou-se com objetivo de conhecer a geologia do Catalão, como parte de um
projeto do Museu da Geodiversidade – MGeo para sinalizar com painéis interpretativos os afloramentos rochosos da Cidade
Universitária, de forma a incorporá-los a sua visitação. Posteriormente, por solicitação de representantes do Horto da Prefeitura
Universitária, foram realizadas visitas ao Catalão que, finalmente, deram origem a um projeto que integra a Prefeitura Universitária
(Horto), o IGEO (Departamento de Geologia), o Museu Nacional (Departamento de Geologia e Paleontologia) e o CCMN (curso
Bacharelado em Ciências Matemáticas e da Terra). Recentemente, foi identificado no setor norte da ilha (coordenadas
22º50´37,4?S; 43º13´15,4?W) uma antiga lavra a céu aberto de pedra-de-cantaria, provavelmente do final do século XIX e/ou do
início do século XX, cuja descrição é objetivo deste trabalho. A ilha é formada principalmente por biotita gnaisse, cortado por diques
métricos de granito fino rosado. Possui foliação bem marcada na direção regional NE-SW, com mergulho médio de 30o para SSE.
Compreende um ortognaisse que apresenta enclaves deformados de biotita. Foram identificadas feições relacionadas ao antigo
método de corte dos blocos rochosos. Os setores levantados estão sendo mapeados para identificação das dimensões da lavra. O
método de corte utilizado consistia na perfuração manual de afloramentos e matacões do gnaisse através de uma sequência linear
de orifícios espaçados cerca de 5 a 15 cm uns dos outros. Cada orifício possui cerca de 6-7 cm de comprimento na superfície e 2 cm
na base; largura de 3 a 4 cm e profundidades entre 7 e 8 cm. Em cada uma dessas perfurações eram introduzidas cunhas de
madeira que, após serem abundantemente molhadas, sofriam expansão e provocavam a ruptura da rocha. As cunhas eram
inseridas paralelamente à foliação da rocha. Trata-se de um método de corte de rocha em grande escala registrado em diversas
civilizações e utilizado desde a Antiguidade. Foi registrado sobre o costão rochoso, na margem da Baía de Guanabara, um bloco
rochoso trabalhado com a borda boleada, indicando que nesta lavra processava-se o ciclo completo de beneficiamento da rocha
voltado para a construção civil e que era escoado através de embarcações. Dezenas de cortes acabados ou iniciados já foram
mapeados. A antiga lavra da Ilha do Catalão constitui um patrimônio geomineiro extremamente relevante, sendo o único com estas
caraterísticas, grau de preservação e dimensões descrito na cidade do Rio de Janeiro. Ele também permite seu uso didático, uma
vez que o Parque do Catalão é utilizado em aulas tanto para alunos da UFRJ quanto para alunos de escolas visitantes em projetos
de extensão (ver https://pt-br.facebook.com/pages/Parque-Catal%C3%A3o-na-UFRJ/310200255776519).


3268 – A PRESERVAÇÃO DE FÓSSEIS EX-SITU DO ACERVO GEOLOGIA UFRJ


Autor(es): Pamella Regina Santos da Silva

Orientação: Flavia Alessandra da Silva Figueiredo, Ismar de Souza Carvalho

Resumo:
As coleções de fósseis do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro remontam a 1920, quando foi
criada a Universidade do Rio de Janeiro. O Departamento de Geologia da UFRJ apresenta atualmente em seu acervo cerca de 12
mil exemplares de fósseis adquiridos através de atividades de seus docentes e discentes a campo, doações e permutas. Todo este
acervo encontra-se catalogado e atualmente organizado em mobiliário específico (compactadores/deslizantes). As etapas de
organização desse acervo incluem a separação por grupos de paleoinvertebrados, paleovertebrados e paleobotânica; higienização;
acondicionamento em caixas especiais de diversas dimensões; organização em gavetas (para amostras de pequeno porte) e
prateleiras (amostras de grande porte); registro e documentação de amostras; levantamento e conferência total do acervo,
estabelecendo-se um inventário; e em andamento a organização informacional através de um sistema de dados, com a
reestruturação de campos informacionais das fichas técnicas. Esta ação tem por objetivo a preservação e recuperação do acervo de
fósseis da UFRJ e sua disponibilização ao público, de modo a divulgar as Geociências, facilitando o entendimento da diversidade da
vida no transcorrer do tempo geológico, assim como possibilitar maior eficiência em análises comparativas voltadas para estudos
paleontológicos.


3438 – LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E ASPECTOS ESPELEOGENÉTICOS DA GRUTA DA PEDRA SANTA, MUNICÍPIO DE CANTAGALO (RJ).


Autor(es): Leticia Correa de Moura, Marina Meloni da Silva Rodrigues, Pamella Regina Santos da Silva

Orientação: Luís Henrique Sapiensa Almeida, Artur Iró Rodrigues, Renato Rodriguez Cabral Ramos

Resumo:
A gruta da Pedra Santa, localizada na Serra das Águas Quentes (coords. 21º56′ 15″S; 42º15’13″W), distrito de Euclidelândia,
município de Cantagalo (RJ), é a segunda maior cavidade natural subterrânea do estado do Rio de Janeiro. A cavidade
desenvolveu-se em mármores sacaroidais de idade proterozoica pertencentes à Unidade São Joaquim. Em 1998, a Sociedade
Carioca de Pesquisas Espeleológicas (SPEC) realizou o primeiro levantamento topográfico parcial desta cavidade. Atualmente, a
cavidade está situada em terras pertencentes à Lafarge Brasil S/A e só pode ser visitada mediante autorização desta empresa e do
IBAMA. O presente trabalho tem como objetivo a complementação do levantamento espeleométrico realizado em 2012 pelo projeto
?Espeleologia Fluminense?, além de aspectos relativos à gênese da cavidade. A espeleometria será executada através do método
denominado ?trena e bússola?, visando a obtenção da planta baixa da cavidade, bem como seções longitudinais e transversais dos
seus salões e condutos. A cavidade apresenta oito salões, desenvolvidos predominantemente com orientação NE-SW, paralela ao
strike dos mármores. As alturas variam de 0,5 a 3,0 m e, o maior destes, possui desenvolvimento máximo de 26 m. São registrados
espeleotemas do tipo coluna, estalactites, estalagmites, helictites, cortinas, crostas de calcita e calcita dente-de-cão. As crostas de
calcita observadas próximas às três colunas indicam que a gruta teve uma fase inicial de desenvolvimento freático e, sua espessura
em torno de 40 cm, sugere que a cavidade tenha iniciado seu desenvolvimento no Pleistoceno. Os espeleotemas do tipo calcita
dente-de-cão encontrados na extremidade do salão leste, ainda não topografado, são de grandes proporções, e indicam que este
setor da cavidade esteve inundado por período de tempo significativo. A gruta da Pedra Santa encontra-se sob risco devido à
expansão da mineração do mármore para a fabricação de cimento. Esta constitui um dos mais notáveis patrimônios geológicos do
território fluminense.


3635 – CRIAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO ACERVO DE AMOSTRAS DE ROCHAS E MINERAIS DO LABORATÓRIO DE GEOLOGIA DO PARQUE PALEONTOLÓGICO DE SÃO JOSÉ DE ITABORAÍ, RJ


Autor(es): Danielle Martins de Siqueira, Leonardo Guerra Veiga de Oliveira

Orientação: Ana Maria Netto, Kátia Leite Mansur, Lilian Paglarelli Bergqvist

Resumo:
A Bacia de Itaboraí representa uma das menores bacias sedimentares brasileiras, mas, devido à abundância, qualidade, diversidade
e importância dos seus fósseis para o entendimento da evolução dos mamíferos sul-americanos, é a única região do Brasil que
contribuiu com seu nome para a coluna estratigráfica internacional (Itaboraiense é uma das Idades Mamífero-Terrestres
Sul-Americanas -SALMA). Em 1995 a Prefeitura Municipal de Itaboraí criou o Parque Paleontológico de São José de Itaboraí ?
PPSJI. Pesquisadores têm buscado uma solução para a manutenção das dependências e o uso do parque como área de ensino de
geologia, paleontologia e arqueologia, de educação ambiental e patrimonial. Dessa forma, diante do grande potencial científico da
região e da necessidade de se ter um laboratório de geologia do parque, despertou-se o interesse de alunos e professores em
desenvolver o presente estudo na região. O objetivo do projeto é criar e organizar o acervo de rochas e minerais do Laboratório de
Geologia do PPSJI. Para isto estão sendo realizadas: (a) Coleta de amostras, confecção de lâminas delgadas e análise petrográfica
de rochas; (b) Análise de alguns parâmetros de qualidade da água da lagoa; (c) Organização do acervo de amostras e bibliografias
que vai compor o Laboratório de Geologia; (d) Elaboração de um mapa geológico detalhado; e (e) Análise de minerais pesados a
partir da coleta de solos in situ. Todo o material está sendo organizado na forma de coleção de amostras, painéis e publicações, para
ser usado como referência para pesquisadores, estudantes e visitantes do parque, buscando resgatar, à semelhança dos anos
60/70, sua condição de Bacia Escola. Foram descritos seis afloramentos e cinco amostras já estão com as lâminas prontas que
estão sendo analisadas em microscópio. Vinte amostras (metade permanece no Parque e a outra metade é utilizada para estudo) de
diversas litologias já foram coletadas, dentre elas: ankaramito, calcário-travertino, calcário-argiloso com gastrópodes, brecha
sedimentar fossilífera com cimento carbonático, e amostras do calcário com presença de sílex na área de ocorrência de falha.
Quatro outras amostras já foram encaminhadas para o laboratório de preparação de lâminas. Como primeiros resultados mais
relevantes citam-se a localização de uma mandíbula de mamífero Astrapotheria numa unidade calcária argilosa com material
siliciclástico. Além disso, foi encontrado um novo afloramento de ankaramito do qual, apesar do alto grau de intemperismo, pôde ser
coletada uma amostra que já foi laminada e uma amostra de solo, da qual foi preparado um concentrado de minerais pesados que
se encontra sob análise para descrição desta rara rocha ígnea.


982 – HISTÓRIA E CONSERVAÇÃO DO ACERVO MINERALÓGICO DO DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA/IGEO/UFRJ


Autor(es): Renata do Valle Reis Rocha, Bruna Rabelo de Miranda, Pedro Miloski Guimarães, João Vitor Rebouças Vieira da Costa, Carlos Estevão Banal Cruzick Filho

Orientação: Cicera Neysi de Almeida, Kátia Leite Mansur, Ismar de Souza Carvalho, Silvia Regina de Medeiros

Resumo:
Todo acervo ou museu, devido à importância de sua coleção para a instituição, e principalmente para sociedade pela qual seu
conteúdo cultural se insere, deve possuir condições próprias e adequadas de organização, manuseio e armazenamento deste
conteúdo em suas dependências, para que toda informação nele contido, seja preservada e toda a bagagem histórica e científica
não seja perdida. Devido a isso, procedeu-se a restauração da sala J1-07 (DGl/IGEo) onde está armazenado o acervo mineralógico
e o levantamento da história dessa coleção, haja vista, a sua preservação, como também de todo o documentário a ela associado,
faz parte da memória dessa instituição e, remontando mais no tempo, provavelmente a chegada da Família Real ao Brasil em 1808.
A restauração da sala J1-07 abrangeu as seguintes etapas: a) retirada de todos os minerais e respectivos armários da sala, para que
estes pudessem ser limpos, restaurados e envernizados, e as amostras, organizadas, identificadas e catalogadas; b) obras que
incluíram aposição de novo piso em granito, pintura das paredes, consertos e trocas de luminárias, cortinas e ar-condicionado; c)
restauração dos armários. Essas ações objetivaram a facilidade de higienização, redução de porosidade, luminosidade e
aclimatação adequadas que reduzem a propagação de fungos e bactérias. Condições de um armazenamento bem estruturado e
organizado são fatores determinantes para a preservação futura desse acervo, e, segundo Bachmann & Rushfield (2001) esta etapa
do trabalho de curadoria, proporcionando o melhor armazenamento e acondicionamento possível, é o primeiro e mais importante
passo para a preservação de nossos bens culturais. No que se refere ao levantamento histórico da coleção, procedeu-se a
investigação através de consulta a catálogos antigos, em destaque, o catálogo da Escola Politécnica, fichários e registros de antigas
etiquetas que ainda se encontravam coladas nas amostras de minerais. As amostras estão sendo limpas, reorganizadas e
recatalogadas, enquanto novas fichas de identificação estão sendo confeccionadas e adicionadas às caixas organizadoras,
substituindo as antigas que se encontravam totalmente inadequadas, estando concluídas as etapas referentes às amostras dos
armários de parede e parte dos armários centrais. As analises documentais permitiram identificar amostras advindas da antiga
Escola Nacional de Engenharia datando do século XIX. Segundo Leonardos (1976) a coleção de minerais da Escola Nacional de
Engenharia, e atualmente parte do acervo do DGl, era a coleção do Imperador D. Pedro II. Contudo registros mostrando
ENE/Museu Nacional e mineralogistas de antigas escolas europeias podem indicar uma história ainda mais antiga, necessitando
maior investigação. Todas essas modificações visam facilitar o acesso do público visitante e também do meio acadêmico às
amostras minerais que antes estavam guardadas, mas que agora, podem ser expostas com maior exatidão, beleza e respeito que
merecem, pois refletem locais, pessoas e fatos históricos relevantes ao estudo das geociências, principalmente da Mineralogia.


492 – MODELAGEM DE DADOS DE ELETRORRESISTIVIDADE USANDO O PROGRAMA IPI2WIN


Autor(es): Monah Azevedo Quintaes Beraldini

Orientação: Gleide Alencar do Nascimento Dias

Resumo:
Neste trabalho foi utilizado o programa livre IPI2Win para modelagem de dados de eletrorresistividade a fim de ser verificado a sua
funcionalidade através de dados disponíveis na internet. Os dados são da porção oriental da Bacia Sedimentar do Araripe,
localizada na região sul do Estado do Ceará (Convênio CPRM). A caracterização geológica da área compreende diversas litologias
tais como estrutura do solo, topo rochoso e perfil geológico de certa região, que inclui área e profundidade, constituída de arenito,
folhelho e cobertura diversas. O estudo integra as Formações Rio da Batateira, Abaiara, Missão Velha e Brejo Santo, englobando
maior parte do local. O método geofísico utilizado pelo autor foi o da Eletrorresistividade, sendo a técnica de aquisição dos dados
implementada a Sondagem Elétrica Vertical (SEV). A eletrorresistividade é fundamentada a partir de injeções de corrente elétrica
artificial em pontos da área investigada (por eletrodos metálicos), onde se determina a resistividade elétrica aparente dos materiais
em pontos da subsuperfície. O arranjo consistiu da técnica Schlumberger cujo o espaçamento entre os eletrodos externos é
aumentado progressivamente, sendo a profundidade de investigação diretamente proporcional. Deste modo, é possível medir as
variações de resistividade aparente do subsolo em diversos níveis de profundidade. Foram adquiridas 10 estações de SEV
distribuídas sobre a região. No programa utilizado foram elaborados dois modelos geológicos com respectivos gráficos e
modelagem de dados. O IPI2Win usou como base 2 perfis, sendo o primeiro perfil com 3 estações SEV e o segundo perfil com 6
estações SEV ambas direcionadas leste-sudeste da região, no programa é possível facilmente manipular os valores de resistividade,
espessura, profundidades das camadas geoelétricas na tentativa de diminuir a estimativa de erro entre os dados observados (curva
de campo) e calculados (curva teórica) através do ajuste dos mínimos quadrados, afim de melhorar a qualidade da inversão dos
dados. Resultado – Foi observado que a Bacia Sedimentar do Araripe possui uma variedade significativa dos valores de
resistividade sendo isto facilmente mostrado no programa IPI2Win. Com base nos modelos de resistividade eléctrica (1D) foi
permitido definir 3 tipos de horizontes geoelétricos (condutivo, muito condutivo e resistivo) associado diferentemente para cada tipo
litológico nos dois perfis. Nas duas pseudo-seções geoelétricas foram observadas duas anomalias uma resistiva e outra condutiva
que estariam associados aos arenitos grosseiros e os folhelhos presentes no local respectivamente. Através do programa e devido
ao seu fácil entendimento e manuseio é possível obter o modelo geológico final que mais se caracterize com a região e que está de
acordo com a interpretação já obtida da área.


1304 – ANÁLISE DO EFEITO DA ARGILOSIDADE ATRAVÉS DA TÉCNICA DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NUCLEAR (RMN)


Autor(es): Ingrid Albino Ribeiro

Orientação: Gleide Alencar do Nascimento Dias

Resumo:
Este estudo tem por objetivo analisar as propriedades petrofísicas em solos com variação da quantidade de areia e argila através
técnica de RMNcom ênfase nos tempos de relaxação, longitudinal (T1) e transversal (T2). A RMN é um fenômeno físico
fundamentado nas propriedades magnéticas quânticas do núcleo de um átomo, e trata da interação de uma fonte de energia (onda
eletromagnética em forma de pulso de radiofreqüência) com a matéria ( núcleos atômicos). Para estudos sobre mobilidade iônica,
molecular e atômica utilizando o RMN, são utilizados os tempos de relaxação transversal e longitudinal que resultam da modulação
das interações de spin (movimento de giro do próton em torno de seu próprio eixo). A RMN se consolidou como uma das principais
técnicas para estimativa de propriedades petrofisicas. Sabe-se que as propriedades petrofisicas dos solos como porosidade,
permeabilidade, superfície esférica, entre outras, são afetadas diretamente pela presença de argila (caulinita) nos solos. Para análise
dos valores das curvas de T1 e T2 e da porosidade foi utilizado o equipamento Maran Ultra II (Oxford Instruments), a uma frequência
de 13 MHz. No procedimento foram utilizadas cinco amostras sintéticas com água destilada usando diferentes proporções de esferas
de vidro e argila (caulinita) com a intenção de criar um padrão granulométrico das amostras analisadas, sendo: 0% argila e 100%
esfera de vidro (amostra 00), 25% argila e 75 % esfera de vidro (amostra 01), 50% argila e 50% esfera de vidro (amostra 02), 75%
argila e 25% esfera de vidro (amostra 03) e 100% argila e 0% esfera de vidro (amostra 04). De modo geral, as amostras analisadas
demonstram um comportamento parabólico dos valores das curvas, e refletem o teor de argila na porosidade, onde a porosidade é
maior tanto na amostra 00 sem nenhuma argila, quanto na amostra 04 sem esferas de vidro, e a porosidade é baixa para amostras
com teores intermediários de argila. Na amostra 00, o alto valor de porosidade é devido ao grau de seleção do material enquanto na
amostra 04 é relacionado a própria porosidade da argila. Nas amostras 01 e 03, as quedas nos valores de porosidade estão
relacionadas ao aumento de material arenoso e aumento da quantidade de argila respectivamente. Foi possível observar através do
experimento que a porosidade é elevada tanto nas amostras sintéticas com grande e pequenas quantidades de argila. Procuro-se
assim contribuir para o melhor entendimento da presença dos argilominerais em solos.


2639 – ESTIMATIVA DE POROSIDADE A PARTIR DA ANÁLISE DE MICROTOMOGRAFIA EM AMOSTRA SINTÉTICA


Autor(es): Fabiana Priscila Matos

Orientação: Gleide Alencar do Nascimento Dias

Resumo:
A microtomografia é uma técnica não destrutiva que reconstrói e modela interiores de amostras na escala micrométrica, com
resolução e contraste aplicáveis a vários problemas atuais na área da Geofísica e Petrofísica. O objetivo deste trabalho foi estimar a
porosidade de uma amostra sintética composta por pequenas esferas de vidro, que possuem características granulométricas dos
sedimentos siliciclásticos, e com isso simular um padrão granulométrico das amostras a serem analisadas. A porosidade é uma
propriedade petrofísica das rochas sedimentares, que no caso dos carbonatos tem-se por dificuldade a não sequencia de um
padrão, e está relacionada com a capacidade de armazenamento de fluídos, expressando a fração do volume total de uma rocha
que pode ser ocupada por fluido. As esferas foram acondicionadas num recipiente plástico cilíndrico e analisadas a partir da técnica
de microtomografia computadorizada por transmissão de raios x, desenvolvida por Godfrey N. Hounsfield em 1972. A amostra foi
aquisitada pelo scanner SkyScan1173, que possui um tubo de raios x microfocado com anodo de tungstênio, ponto focal menor que
5 µm e potência de 8W, podendo ser operado com energia variando entre 40kV e 130 kV e corrente de 0 a 100µA. Esse
equipamento é um microtomógrafo de bancada em que o porta amostra e a câmara de raios x são móveis o que permite uma
combinação de imagem com alta resolução e velocidade de aquisição. A partir dos dados obtidos do escaneamento foi possível
quantificar a porosidade da amostra, usando o software de tratamento de imagem CT- Analyser, cujo valor encontrado foi de
37,37%, e construir modelos tridimensionais, que refletem bem a geometria dos grãos das amostras selecionadas. Foi calculado o
valor da densidade das esferas e posteriormente ponderado seu valor pela porosidade, sendo encontrado o valor de 0,4704kg/m³.
Dessa forma, concluiu-se que a microtomografia é uma técnica rápida que fornece, dentre outras possibilidades, informações sobre
a estrutura porosa da amostra e a microestrutura interna. Trata-se de uma adequada ferramenta para caracterização e por ser não
destrutiva excelente como ponto de partida para análises mais detalhadas e complementares, podendo auxiliar muito os trabalhos na
área de exploração de hidrocarbonetos, possibilitando o melhor entendimento do meio poroso e das relações entre as diferentes
fases.


3002 – USO DO GPR EM ESTUDO DE CARBONATOS DE ORIGEM SILICICLÁSTICOS DA BACIA DE SÃO JOSÉ DE ITABORAÍ ? RJ


Autor(es): Gleide Alencar do Nascimento Dias, Rômulo Albuquerque Miranda

Orientação: Gleide Alencar do Nascimento Dias

Resumo:
O método geofísico Radar de Penetração de Solo (GPR) foi utilizado em terreno formado por carbonatos de origem siliciclástico, a
fim de ser observada a resposta quanto a propagação das ondas eletromagnéticas nesse meio. O GPR utiliza antenas transmissoras
e receptoras no qual a onda é emitida para o meio, onde ao encontrar contraste de permissividade dielétrica nas camadas este
retornará superfície onde será registrado, permitindo que se estimem as profundidades das interfaces refletoras, desde que seja
conhecida a velocidade de propagação das ondas no meio. As interfaces refletoras são definidas sempre que há variações nas
propriedades eletromagnéticas do meio (condutividade elétrica, permissividade elétrica e permeabilidade ou susceptibilidade
magnética). O GPR já vem sendo utilizado em pesquisas sobre carbonatos, tais como nas Bacias do Araripe e de Sergipe-Alagoas.
A região da Bacia de Itaboraí apresenta em sua geologia três litofácies principais: calcários fitados, cortados por canais de
dissolução preenchidos por argilas, calcários travertino de origem inorgânica, que possui um arranjo bandado lembrando estruturas
estromatolíticas, e calcários fitados intercalados por calcário argiloso, quartzo, feldspato e gnaisses. 03 (três) linhas de aquisição de
dados de GPR foram obtidas próximas a um poço, que possui descrição de testemunhos com a seguinte intercalação de rochas: 0-3
m ? material areno-argiloso inconsolidado, cinza. 3-7 m ? intercalações de níveis delgados de calcário travertino fitado, com
laminação estromatolítica com vugs preenchidos por carbonatos e níveis de margas cinza escuras. 7-14 m ? marga cinza média com
fragmentos de travertino calcário duro. Diamectito com matriz marga com intercalações de carbonato róseo. Travertino fitado
creme-róseo, com vugs preenchidos por calcita. Intervalos brechados e níveis de marga. Nas seções radargramas, a interface
areno-argilosa/calcária-marga variando de 3 a 4 m de profundidade pôde ser identificada; entretanto, a interface
calcária-marga/marga a 7 m de profundidade não pôde ser caracterizada. O GPR fornece uma boa resposta ao estudo de
carbonatos siliciclásticos com sobreposição de depósitos sedimentares. Contudo, não fornece uma reposta para identificar variações
de interface dentro do próprio carbonato com marga. Esse estudo de carbonatos através do método GPR procura colaborar no
entendimento ao estudo de análogos de reservatórios carbonáticos de petróleo e gás.


3215 – MODELAGEM DOS DADOS DE RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) ATRAVÉS DA TÉCNICA DE DIFERENÇAS FINITAS NO DOMÍNIO DO TEMPO (FDTD) EM TUBULAÇÕES


Autor(es): Calvin Tamanqueira do Couto

Orientação: Gleide Alencar do Nascimento Dias

Resumo:
Neste estudo é verificada a aplicação de modelos sintéticos para a definição de parâmetros geofísicos importantes, através do
método geofísico Radar de Penetração no Solo (GPR), sendo nestes simulados geometria, polarização e parâmetros construtivos,
como a permissividade dielétrica e a condutividade elétrica. Utilizou-se o programa Reflex2w, o qual faz modelagem numérica, com
base nas FDTD (Diferenças Finitas no Domínio do Tempo), que acaba sendo um ferramenta eficaz na modelagem devido a sua
precisão, flexibilidade e visualização de resultados. Conforme desejado buscou-se aplicar o módulo de modelagem para frente, o
qual permite a simulação da propagação de ondas eletromagnéticas ou sísmica em um meio de subsuperfície 2D (bidimensional)
permitindo-lhe, por exemplo, otimizar a geometria de aquisição para a obtenção de dados reais. Assim ao introduzir o método FDTD;
que permite o estudo da onda em todo o seu espectro de freqüências e em ambientes complexos, sendo baseado em diferenças
centradas, permitindo uma exatidão classificada de segunda ordem tanto no espaço como no tempo; obteve-se uma boa viabilidade
no entendimento dos modelos, simulações e análises, já que acabou por fornecer respostas mais acuradas e eficientes. Foram
realizadas duas simulações de aquisições de dados no modo common offset (COS) com antenas biestáticas de 100 MHz. Um dos
modelos foi construído variando-se a profundidade das tubulações e mantendo-se o diâmetro, e o outro modelo foi construído
variando-se o diâmetro das tubulações em uma mesma profundidade.Com este estudo foi possível observar a utilidade de dados
sintéticos no processo de seleção dos melhores parâmetros de aquisição a serem utilizados nos trabalhos de campo. Com os dados
do perfil, a migração da imagem dos dados de radar pôde ser feita para reconstruir o aspecto do alvo, recuperando sua geometria
original.


3353 – AVALIAÇÃO DE DEPÓSITOS TECNÓGENOS NA ILHA DO CATALÃO (CIDADE UNIVERSITÁRIA-RJ) ATRAVÉS DO GPR


Autor(es): Fellipe Jordão Magliano Soares das Mercês, Ingrid Albino Ribeiro, Leonardo Pinto Moreira

Orientação: Gleide Alencar do Nascimento Dias

Resumo:
Michel Junio Barbosa da Silva – Bolsa: Sem Bolsa
Foi utilizado neste trabalho Pinho – Bolsa: Sem Bolsa
Pedro Sá Freire Ferreira deo método geofísico Radar de Penetração no Solo (GPR) para a verificação da eficácia desse método na
investigação de ambientes Petrofísica
Área Temática: Geofísica etecnógenos. A área de estudo está localizada na Ilha do Fundão no Estado do Rio de Janeiro (RJ), onde
esta região é caracterizada por um antigo arquipélago composto por oito ilhas que foram entre elas aterradas criando uma única ilha
que é hoje a cidade universitária (UFRJ). Sua formação é resultante do Rifte da Guanabara e as rochas ali presentes têm sua origem
associada ao Ciclo Brasiliano que teve início com a fissão do supercontinente Rodínia e término com a aglutinação do Gondwana. O
depósitos tecnógenos são ambientes formados pela utilização de técnicas criadas pelo homem seja de forma direta (aterros), como
de forma indireta (deslizamentos provocados pela retirada de cobertura vegetal). Nas trilhas de acesso à Ilha nota-se uma
homogeneidade de feições geomorfológicas, na bifurcação da trilha onde foram realizadas as aquisições dos dados é visível a
presença de afloramentos, estes são basicamente granitóides. A presença destas rochas evidencia a proximidade do contato entre
feições de alterações antropogênicas e a formação original do local. O GPR é um método geofísico utilizado na superfície do solo
fundamentado no princípio de propagação de ondas eletromagnéticas em altas frequências, de 10 MHz a 2.500 MHz, emitidas para
a subsuperfície, com aplicação no estudo de mapeamento de estruturas rasas, localização de objetos enterrados e etc. O
equipamento utilizado na aquisição dos dados foi o GSSI (Geophysical Survey Systems, Inc) com antena de 200 MHz, blindada, no
modo common-offset. A linha de aquisição possui 57 metros de extensão cruzando a interface embasamento e depósito tecnógeno.
Na seção radargrama obtida sobre a área pode ser verificado parcialmente o contraste entre a interface do embasamento e o
depósito tecnógeno, com base neste resultado pode ser verificado que o GPR pode ser utilizado para análise de profundidade do
aterro presente na linha de aquisição.


1930 – GEOTURISMO URBANO- ESTROMATÓLITOS DE SÃO JOÃO DEL REI


Autor(es): Lucas dos Anjos Correa do Espirito Santo

Orientação: Kátia Leite Mansur

Resumo:
O trabalho refere-se à elaboração de um painel informativo sobre um ponto de interesse geológico localizado próximo ao córrego do
Lenheiro, em São João Del Rei, MG, no bairro do Tejuco. Para elaboração do painel foi realizada pesquisa bibliográfica e obtidas
informações com professores do Departamento de Geologia envolvidos com mapeamento desta área. Foram produzidas várias
versões para o texto para que o tema fosse ?traduzido? para uma linguagem simples, mas sem perder o rigor do conteúdo científico,
inclusive quanto à escolha das figuras e legendas. Foi escrito em linguagem direta e visou explicar a presença de estromatólitos em
Minas Gerais para leigos em geologia. Para isso a placa foi dividida em cinco partes. Na primeira foi apresentado o conceito de
estromatólitos, as mais antigas evidências macroscópicas de vida conhecidas e os responsáveis pela oxigenação da atmosfera
terrestre. A segunda parte tratou da formação das bioconstruções pela ação de micro-organismos em mares rasos ou lagos
hipersalinos. A terceira parte abordou a importância econômica dos estromatólitos, inclusive para o estudo dos depósitos petrolíferos
da camada do pré-sal. A quarta parte trás uma explicação de sua presença no local em Minas Gerais, indicando uma grande
diferença entre o paleoambiente de mares rasos no mesoproterozoico e o ambiente atual. O quinto elemento informativo
apresentado é o mapa geológico mostrando sua localização e rochas adjacentes, o que permite identificar um ambiente marinho
pretérito. O objetivo do painel é promover o turismo geológico na região e foi elaborado a pedido de empresários da hotelaria local.


3156 – ELABORAÇÃO DE MATERIAL DE APOIO A DIVULGAÇÃO DAS GEOCIÊNCIAS ATRAVÉS DA SISMICIDADE


Autor(es): Fabio Feler Pacheco

Orientação: Gleide Alencar do Nascimento Dias

Resumo:
O objetivo do trabalho é a utilização de jogos (quebra-cabeça e icosaedro) e experimento (sismógrafo) de baixo custo buscando a
integração dessas diferentes atividades na área das geociências como forma de correlacionar o cotidiano com as disciplinas do
ensino médio. Cada um terá um papel diferente para que possa ser explicada a sismologia aos alunos. O icosaedro da Terra (que
será recortado e montado pelos estudantes) e o quebra-cabeças das placas tectônicas tem a finalidade de apresentar através de
atividades interativas a estrutura do nosso planeta, as placas tectônicas e suas interações com o planeta para que possam entender
como é formado um sismo. Já o sismógrafo será apresentado para que eles possam aprender como funciona tal equipamento e
como é analisado e classificado um sismograma. A sismologia estuda a energia mecânica liberada em um evento sísmico. Tal
evento costuma ocorrer em falhas ativas, onde as rochas estão enfraquecidas pelos deslocamentos constantes. Cada lado da falha
sofre tensão em sentidos opostos, e quando a tensão passa do limite de resistência da rocha, ocorre ruptura e a energia é liberada
em forma de ondas sísmicas. O ponto aonde a energia é liberada é conhecido como hipocentro e o ponto diretamente localizado
sobre o hipocentro na superfície é o epicentro. Essa energia é liberada através da propagação de ondas. As ondas se diferenciam
por algumas características, como velocidade e local de propagação. A área de ocorrência é em sua maioria vinculada à tectônica de
placas, onde foram elaborados um jogo de quebra cabeça e um icosaedro com o desenho das placas, sendo uma forma prática de
se fixar os conceitos sobre fatores que estão vinculados a sismicidade. O aparelho utilizado para registrar as ondas sísmicas é
conhecido como sismógrafo e o registro feito chama-se sismograma. Com um sismograma é possível descobrir as características de
um sismo, como magnitude e localização do epicentro. Esse sismógrafo de baixo custo pode ser utilizado em sala de aula como
apoio nas aulas de física que ensinam a teoria sobre ondas mecânicas. Ele segue o modelo do sismógrafo de Lehman, utilizando
materiais de fácil obtenção e também está associado ao software livre AmaSeis que mostra o registro das ondas sísmicas, no qual o
equipamento pode ser conectado à internet através de um website e compartilhar todos os seus registros. O sismógrafo elaborado
pela UNB é de fácil manuseio e poderá ser usado pelo professor em sala de aula onde se poderá discutir a teoria das ondas
mecânicas e conceitos de placas tectônicas vinculados ao jogo de quebra-cabeça e ao icosaedro tornando o aprendizado mais
dinâmico e compreensível .


3651 – CURADORIA PALEONTOLÓGICA: RELEVÂNCIA PARA A DIFUSÃO DAS GEOCIÊNCIAS


Autor(es): Ana Luiza Gazineu Abdenur

Orientação: Flavia Alessandra da Silva Figueiredo, Ismar de Souza Carvalho

Resumo:
As atividades de curadoria de coleções paleontológicas e a preparação dos fósseis do acervo da coleção do Departamento de
Geologia ? UFRJ possibilitam ações voltadas para a difusão pública acerca da história geológica da vida. Os aspectos de
conservação, documentação e disponibilização mostram-se como elementos complementares às atividades de campo e laboratorial
relacionada ao estudo dos fósseis das bacias sedimentares brasileiras. A partir do trabalho de curadoria tem sido possível ações
educativas para alunos do ensino fundamental e médio, com a exposição dos fósseis no Museu da Geodiversidade, Semana
Nacional de Ciência e Tecnologia e feiras de ciência. Tratam-se de exemplares de paleoinvertebrados, paleovertebrados e
paleobotânica, os quais demandam preparação no laboratório. Sendo assim, a primeira etapa ocorre após a triagem do material de
campo, onde o material selecionado é separado para compor diferentes coleções de acordo com o grau de relevância científica,
didática, ou destinadas à atividades educativas. Na sequência, o material é levado ao laboratório para haver uma preparação
mecânica (através da utilização de canetas pneumáticas, instrumentos odontológicos e demais ferramentas) ou química (utilizando
diferentes e adequados reagentes para cada composição química do sedimento e fóssil inserido nele), para que ressaltem suas
estruturas e facilite sua visualização na matriz rocha que os envolvem. A terceira etapa consiste no registro do material
(tombamento). Inicialmente é colocado o lastro, com tinta óleo branca, para posteriormente adicionar o número de registro, feito com
tinta nanquim preta. Após esse processo, é feita uma ficha de guarda, que fica junto com o fóssil, contendo nela o número do
registro, número de exemplares, identificação do fóssil, a bacia onde foi encontrado, unidade estratigráfica, a idade geológica,
coordenadas geográficas, o nome do coletor e outras informações pertinentes. Finalizando o processo, todas as identificações
referentes ao fóssil são passadas para a ficha catalográfica no livro de registros (controle interno). Em seguida o fóssil é
acondicionado em caixas com espuma para sua proteção e guardados em gavetas e estantes apropriadas de acordo com a sua
classificação e dimensão, podendo encontrar as seguintes coleções: ave, mamífero, réptil, inseto, icnofóssil, paleobotânica,
crustácea, gastropoda, entre tantas outras. O uso dos fósseis, como elemento na educação ambiental possibilita o entendimento do
tempo geológico e da diversidade da vida ao longo da história da Terra. Além disso, preserva e divulga as geociências, ampliando a
qualificação da comunidade acadêmica.


3684 – COLEÇÕES DE FÓSSEIS DA UFRJ: PROCEDIMENTOS CURADORIAIS


Autor(es): João Gilberto Dias Lima

Orientação: Flavia Alessandra da Silva Figueiredo, Ismar de Souza Carvalho

Resumo:
A curadoria em paleontologia compreende um conjunto de procedimentos que visam resguardar o material fóssil, investigado ou não,
e que abrange a proteção física (conservação), documentação e disponibilização pública (comunicação). O conhecimento dos
agentes físicos e químicos ambientais (extrínsecos), distintos do contexto original em que o fóssil se inseria, tais como luminosidade,
umidade, temperatura e poluição, e dos fatores intrínsecos, ou seja, das características materiais específicas de cada fóssil e da
rocha que o compõe e o tempo de exposição a que está sujeito aos agentes ambientais são determinantes para a busca adequada
de soluções que visam a conservação desses materiais. Uma coleção de fósseis é o registro documental da diversidade
paleobiológica e da história geológica da Terra, e seu manejo adequado é fundamental para sua preservação destinada às gerações
futuras. A primeira fase de trabalho consiste na identificação do material coletado em campo, realizado por pesquisadores
especializados, e a designação de cada exemplar à coleção a que pertence. Em seguida, havendo necessidade, é realizada uma
preparação laboratorial nos exemplares que se mostrarem necessários. Esta preparação pode ser mecânica (com o uso de canetas
pneumáticas e/ou pincéis) e/ou química (através de reagentes apropriados à composição rochosa), com o objetivo de melhor
evidenciar o fóssil para investigação e conservação. Em seguida, realiza-se o tombamento (registro) dos exemplares e sua inserção
(preservação) na coleção. Junto a cada fóssil é colocado uma ficha de identificação contendo informações, como o nome científico,
número de peças do exemplar, sua origem (bacia sedimentar de onde foi extraído), idade geológica, localização por coordenadas
geográficas, coletor e contexto estratigráfico. Todo conteúdo informacional dos fósseis tombados é registrado em livros específicos,
denominados livros de tombo, que também são preservados junto a coleção. A adequada conservação desses materiais torna-se
possível com o uso de equipamentos e materiais específicos para tais fins, como arquivos deslizantes e suportes especias de
acondicionamento. A coleção possui aproximadamente 12.000 registros fósseis que devem ser conservados, documentados e
difundidos. Deste total, 9.000 já estão preservados em seus locais definitivos e disponíveis a pesquisa. Como última etapa, será
realizada a revisão documental de toda a coleção.


3597 – CARACTERIZAÇÃO SEDIMENTOLÓGICA DOS CORDÕES ARENOSOS DO DELTA DO RIO PARAÍBA DO SUL, REGIÃO NORTE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.


Autor(es): Marcelo Reitor de Castro Faria

Orientação: Thiago Gonçalves Carelli, Leonardo Fonseca Borghi de Almeida

Resumo:
O Delta do rio Paraíba do Sul, localizado na região norte do Estado do Rio de Janeiro, tem sido desde a década de 1970, alvo de
estudos que buscam entender sua evolução ao longo do tempo. Embora muitas pesquisas e trabalhos tenham sido executados na
região, a maioria dos modelos evolutivos propostos são conflitantes e baseiam-se apenas em informações advindas de amostragens
superficiais, datações por radiocarbono, reconstruções paleogeográficas, e principalmente da influência da variação do nível relativo
do mar durante o quaternário na sedimentação litorânea, fato atestado pelos inúmeros truncamentos que isolam grupos de antigos
cordões arenosos. Além disso, sua própria classificação tida como um ?típico delta dominado por ondas? é questionada por alguns
autores que atribuem às correntes de deriva litorânea um importante papel na sedimentação e evolução da parte sul, enquanto que a
sedimentação na parte norte, seria influenciada por sedimentos fluviais incorporados a costa pela ação de ondas a partir da
formação de ilhas barreiras. O objetivo deste trabalho é a caracterização textural (sedimentológica) e composicional (mineralógica)
de 60 amostras de areias coletadas nos conjuntos de cordões arenosos da porção sul (parte holocênica) do delta do rio Paraíba do
Sul com a finalidade de reavaliar o papel efetivo de processos litorâneos na sedimentação e evolução da parte sul do delta, além de
estabelecer uma possível correlação com possíveis áreas fonte. Resultados preliminares apontam texturalmente para areias de
granulometria média, variando de subangulosas a subarredondadas, cuja seleção varia de moderada a mal e, em termos
composicionais, são essencialmente quartzosas, não apresentando variação mineralógica expressiva. As características texturais
apresentadas, sugerem uma contribuição mista (fluvial e litorânea), não abordada anteriormente.


4343 – CARACTERIZAÇÃO BIOSSEDIMENTOLÓGICA DA LAGOA PITANGUINHA (REGIÃO DO LAGOS, RJ)


Autor(es): Lucas da Rocha Pinto

Orientação: Leonardo Fonseca Borghi de Almeida

Resumo:
A ocorrência de microbialitos em diversas das lagoas (lagunas) fluminenses vem se revelando extremamente importante para o
estudo de processos e fácies carbonáticas de origem microbiana, as quais ganharam evidência depois das descobertas de petróleo
na “camada Pré-sal”, dessa natureza. Dentre essas lagunas, a Lagoa Pitanguinha apresenta não só esteiras microbianas contendo
partículas carbonáticas, mas também estromatólitos, trombólitos e oncólitos. O estudo busca caracterizar tais microbialitos que nela
ocorrem, em termos biossedimentológicos, tanto morfologicamente, em campo, quanto em termos de suas texturas e
microestruturas carbonáticas presentes, através de microscopia (microscópio petrográfico), com a finalidade futura de se estabelecer
um esquema de classificação de microbiofácies. A Lagoa Pitanguinha formou-se durante o Holoceno, como resultado de uma
regressão marinha, que a isolou do mar por um conjunto cordões praiais estreito, tendo ela desenvolvido condições de
hipersalinidade em suas águas devido a condições de aridez local. Nesse contexto, as esteiras microbianas que aí se proliferaram
produziram um registro carbonático característico tanto nessa quanto em lagunas vizinhas. Morfologicamente identificaram-se em
campo estromatólitos laminares, oncoides e trombólitos, estes desenvolvidos sobre concheiros (coquinas) sob ação de diversos
organismos perfurantes (bioerosões); já em termos microscópicos, identificaram-se nesses microbialitos micrita, peloides diversos,
oncoides/oncólitos, bioclastos (bivalves, gastrópodos e foraminíferos), tubos de serpulídeos e grãos de quartzo. A cimentação por
micrita ocorre frequentemente, particularmente cimentando grãos de quartzo e bioclastos. A ação bioerosiva microbiana parece ser
um agente importante na formação dessa micrita, pela ação de biofilmes. Já as texturas micrítica e peloidal que ocorrem nos
estromatólitos, deposicionais, formam-se a partir das esteiras microbianas.


2206 – DESCRIÇÃO HISTOLÓGICA DE OSTEODERMO DE OCNOTHERIUM GIGANTEUM (TARDIGRADA, XENARTHRA) E INFERÊNCIAS NA IDENTIFICAÇÃO DE OSTEODERMOS DE MYLODONTIDAE INDET. DO TANQUE DO JIRAU, ITAPIPOCA/CE


Autor(es): Luiza Bomfim Melki, Luiza Oliveira Beltrame

Orientação: Paulo Victor Luiz Gomes da Costa Pereira, Lilian Paglarelli Bergqvist

Resumo:
Assim como os cingulados, alguns membros terrícolas do grupo Tardigrada pertencentes à família Mylodontidae também possuíram
osteodermos. Estes são eventualmente encontrados no registro fossilífero, sendo bastante comuns no Tanque do Jirau 1 (TJ1), em
Itapipoca/CE. O uso da análise histológica em Xenarthra tem crescido nos últimos anos e nos permite, entre outros aspectos,
identificar características próprias de cada grupo e com isso elucidar relações filogenéticas. No TJ1 foram reconhecidos materiais de
três espécies de Mylodontidae: Ocnotherium giganteum, Glossotherium sp. e Catonyx cuvieri. O objetivo deste trabalho é descrever
a microestrutura de osteodermos de Ocnotherium giganteum e Glossotherium sp. (Mylodontidae), provenientes da Gruta dos Ossos,
em Ouro Branco/BA, e comparar com a dos osteodermos do TJ1, já descritos previamente, na tentativa de classificá-los. A técnica
histológica consiste em impregnar o material em resina, cortá-lo e desbastá-lo até alcançar espessura adequada à observação em
microscópio petrográfico. O osteodermo de O. giganteum é composto de osso compacto com feixes de fibras dispersos
aleatoriamente no corte. Algumas fibras estão próximas do córtex, paralelas à superfície, e existem também poucas fibras de
Sharpey. No centro do corte são visíveis alguns ósteons e canais de Havers. Lacunas que continham osteócitos estão presentes por
todo o osteodermo. O osteodermo de Glossotherium sp. também é composto apenas por osso compacto, possuindo alguns
pequenos feixes de fibras pelo osteodermo, principalmente no córtex. Podem ser observadas algumas fibras de Sharpey
espaçadas. Existem muitos ósteons, a maioria próxima ao córtex. Poucas lacunas de osteócitos podem ser identificadas.
Comparando este último com Glossotherium chapadmalense, já descrito na literatura, a microestrutura se mostra bastante similar.
As lâminas dos Mylodontidae indet. do TJ1 revelaram estrutura similar entre si, de osso compacto e sem evidência de osso
esponjoso. Na região do córtex observam-se linhas de crescimento delgadas, paralelas à superfície, e também algumas fibras
delgadas e sem orientação específica. Existem poucos ósteons dispersos pelo corte e não foram identificadas fibras de Sharpey. Tal
microestrutura se diferencia de Glossotherium sp. por não possuir uma quantidade representativa de ósteons nem fibras de Sharpey,
além de apresentar feixes de fibras mais finos. Assemelha-se a O. giganteum pela pequena quantidade de ósteons e feixes de fibras
dispersos, porém diferencia-se pela ausência de lacunas de osteócitos visíveis. Dessa forma, não é possível afirmar a espécie, pois
os mesmos ainda não foram comparados com exemplares de C. cuvieri. No entanto, é possível excluir Glossotherium das opções
disponíveis, uma vez que ambas as microestruturas de Glossotherium sp. e G. chapadmalense se diferenciam do Mylodontidae
indet. Mais análises histológicas precisam ser realizadas para concluir a identificação dos osteodermos dissociados do TJ1.


2138 – ESTUDO DAS VARIAÇÕES MORFOLÓGICAS EM VÉRTEBRAS PERTENCENTES À CLASSE MAMMALIA PROVENIENTES DA BACIA DE SÃO JOSÉ DE ITABORAÍ, RJ E SUAS INFERÊNCIAS FILOGENÉTICAS


Autor(es): Ana Carolina Ribeiro e Ribeiro

Orientação: Lilian Paglarelli Bergqvist

Resumo:
A Bacia de São José de Itaboraí preservou a mais diversificada assembleia fossilífera de mamíferos paleógenos do Brasil. Essa
bacia é datada do Paleoceno Final e é considerada uma das menores bacias sedimentares brasileiras. Grande parte dos fósseis
provenientes da Bacia de Itaboraí tem sido estudados em termos taxonômicos, porém a maioria dos trabalhos foram baseados em
elementos dentários. Elementos pós-craniais têm sido amplamente utilizado no estudo de alguns grupos de mamíferos, como
primatas, carnívoros, marsupiais, alguns roedores e quirópteros, resultando em significantes contribuições taxonômicas e
filogenéticas. No entanto, a classificação de mamíferos fósseis utilizando vértebras é menos frequente. Os padrões de variação
vertebral entre os mamíferos raramente têm sido quantificados, tornando-o difícil de testar hipóteses de covariação dentro do
esqueleto axial por se tratar de um mecanismo de alto nível conservativo evidenciando a importância de um estudo com os
elementos vertebrais. O presente trabalho apresenta os resultados preliminares da identificação e classificação das vértebras de
mamíferos encontradas na ?Fenda 1968? da Bacia de Itaboraí, buscando o refinamento na identificação ao menor nível taxonômico
possível das vértebras fósseis preservadas isoladas na bacia. O material de estudo está depositado na Coleção de Mamíferos
Fósseis do Departamento Nacional de Produção Mineral/RJ. Primeiramente, foi feito um levantamento na quantidade de vértebras
presentes nas 9 gavetas da coleção. Cerca de 700 espécimes foram encontrados e separados de acordo com as regiões anatômicas
da coluna vertebral, a saber: cervical, torácica, lombar, sacral, caudal. Até o presente momento pode-se constatar que o maior
número de vértebras presentes são as caudais com 371 espécimes (51%), seguido por 168 vértebras lombares (23%), 80 corpos
vertebrais (11%), 42 cervicais (6%), 40 torácicas (6%) e 20 sacrais (3%). Paralelamente foi iniciado o estudo da morfologia vertebral
em mamíferos recentes, a priori em espécies de da ordem Carnivora e Rodentia por apresentarem morfologia do esqueleto axial que
se assemelha a morfologia primitiva dos mamíferos fósseis da bacia. Posteriormente, serão também estudados materiais recentes
de Marsupialia, Xenarthra e Ungulados. A grande maioria dos representantes fósseis presentes na bacia se encontram dentro desse
último grupo citado. Este estudo com material recente terá o foco nas singularidades morfológicas de cada grupo de modo que se
possa ter uma visão geral da variabilidade morfológica e biométrica das vértebras de mamíferos recentes e esses dados serviram
como guia para quantificar a variabilidade existente nas vértebras fósseis, o que irá contribuir para a posterior identificação
taxonômica dos morfotipos fósseis no nível hierárquico mais inclusivo possível.


1926 – ESTUDO DE MICROFÓSSEIS E PALINOMORFOS APLICADOS A PALEOECOLOGIA DA LAGUNA PIRES.


Autor(es): Renato Villela Mafra Alves da Silva

Orientação: Claudia Gutterres Vilela, Norma Maria da Costa Cruz, Mariana Cardoso Macedo

Resumo:
O projeto concentra estudos de microfósseis e palinomorfos presentes em amostras provenientes de um testemunho da Laguna
Pires, localizada no Parque Nacional de Jurubatiba, Macaé, Estado do Rio de Janeiro. Foram selecionadas amostras do topo, meio e
base do testemunho. As lagunas podem ser definidas como corpos de água rasa podendo ser salobra ou salgada. São separadas do
mar aberto por bancos arenosos ou ilhas-barreiras, embora mantenham comunicação por meio de canais, chamados canais de
comunicação. Os componentes microfossilíferos (palinomorfos, ostracodes, algas entre outros) são analisados qualitativa e
quantitativamente para a obtenção de dados a serem utilizados em estudos sobre a paleoecologia do local. Os microfósseis
estudados são obtidos através de preparações específicas para cada grupo, de acordo com a composição de sua carapaça.
Lâminas são confeccionadas de acordo com o grupo estudado. Após a devida identificação da lâmina, o estudo é realizado em
microscópio com aumentos variáveis de acordo com as dimensões do exemplar que está sendo examinado. A preparação específica
para palinomorfos consiste na maceração da amostra seguido de um ataque com ácido fluorídrico (HF). Após a diluição dos
materiais vulneráveis ao ataque, são realizadas sessões de lavagem, para retirada por completo do HF da amostra. Após, os
palinomorfos são contados e classificados. Com o uso do microscópio, os palinomorfos são classificados e identificados, a fim de
determinar seus indicadores paleoambientas e paleoecológicos. O conhecimento do conteúdo fossilífero e das diversas associações
obtidas permite a identificação de indicadores paleoecológicos e paleoambientais. A comparação de diferentes assembleias
fossilíferas permite utilizar os indicadores paleoecológicos observados, reconstruindo o paleoambiente e a paleoecologia do local. Já
foram identificados alguns ostracodes, gastrópodes e carófitas (girogonites), além de exemplares macroscópicos de Bivalvia. Os
palinomorfos estão sendo analisados a partir do ataque com ácidos. A assembleia encontrada permite a identificação de influência
marinha e continental, sendo que pode haver uma maior influência marinha devido a proximidade com o mar aberto.


4354 – MICROPREPARAÇÃO DOS MEMBROS DE COLBERTIA LUMBRERENSE BOND, 1981 (MAMMALIA: NOTOUNGULATA: OLDFIELDTHOMASIIDAE)


Autor(es): Luiza Bomfim Melki

Orientação: Bárbara da Silva Maciel

Resumo:
O fóssil de Colbertia lumbrerense Bond 1981 foi coletado na Formação Lumbrera (Eoceno inferior), na província de Salta, Argentina.
O pós-crânio do espécime foi trazido ao Laboratório de Macrofósseis da Universidade Federal do Rio de Janeiro para preparação,
que foi realizada em duas partes. Primeiramente, o fóssil foi retirado da matriz de arenito, passando por uma preparação superficial
que envolveu o uso extensivo de soluções adesivas como poliacrilato e paralóide B-72 para manter a integridade do fóssil durante
essa etapa. Para a descrição do fóssil, foi necessário retirar o excesso de poliacrilato e sedimento que estivessem encobrindo suas
feições anatômicas. Duas peças, a mão e o pé esquerdos, foram o foco principal dessa segunda preparação. Nessa etapa, foram
confeccionadas bases de Carbowax 4000 (polietilenoglicol) e TNT individuais para cada peça, para manter sua estabilidade durante
o manuseio. Esse trabalho foi realizado sob a lupa macrobinocular, aplicando acetona P.A com o auxílio de pincéis e cotonetes,
limpando as partes desejadas com uma agulha de carbeto de tungstênio. Outras ferramentas mais finas também foram utilizadas,
como uma seringa hipodérmica. Na mão, a preparação revelou ossos carpais e metacarpais antes encobertos pelo sedimento,
possibilitando a descrição completa da peça. Nos pés, a preparação foi fundamental para a descoberta da faceta dorsolateral do
cubóide, que indicou a existência do quinto dígito em C. lumbrerense. Esta técnica possibilita uma descrição mais completa de
fósseis em pobre estado de conservação, retirando o máximo de informação possível da peça. A técnica continuará sendo utilizada
para a preparação do restante do fóssil, auxiliando a descrição pós-craniana completa de C. lumbrerense.


1533 – DESCRIÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE MORFÓTIPOS DENTÁRIOS DE DINOSAURIA DA FORMAÇÃO ADAMANTINA (CRETÁCEO SUPERIOR, GRUPO BAURU), SÃO PAULO, BRASIL.


Autor(es): Lucas Nascimento Ferreira Lopes

Orientação: Paulo Victor Luiz Gomes da Costa Pereira, Lilian Paglarelli Bergqvist

Resumo:
A Formação Adamantina, datada do Cretáceo Superior (Maastrichtiano) apresenta numerosos materiais fósseis de Dinosauria, em
grande parte materiais isolados, com sete espécies formalmente descritas (Adamantisaurus mezzalirai, Aelosaurus maximus,
Antarctosaurus brasiliensis, Brasilotitan nemophagus, Gondwanatitan faustoi, Pycnonemosaurus nevesi, Maxakalisaurus topai).
Entre os materiais comumente encontrados destacam-se dentes isolados, classificados apenas como Dinosauria. Um total de 20
dentes foi analisado, fruto de trabalhos de campo realizados entre 2010 ? 2012 na região Sudoeste do Estado de São Paulo
(municípios de Alfredo Marcondes e Flórida Paulista), pelo Laboratório de Macrofósseis do Departamento de Geologia/UFRJ. Esses
materiais dentários estão depositados na Coleção Répteis-Dentes do DEGEO/UFRJ. A análise desses dentes baseou-se em
determinadas medições (comprimento basal anteroposterior, altura total, altura relativa, espessura total, densidade de dentículos) e
na observação de características variáveis consideradas taxonômicas (presença; forma e tamanho de dentículos, ornamentações na
coroa, fendas interdenticulares, curvatura e seção transversal basal). Ao fim das análises oito morfótipos foram propostos e assim
classificados: Morfótipo 1 (dois dentes), Morfótipo 2 (dois dentes) e Morfótipo 3 (um dente) foram atribuídos à Sauropoda ?
Titanosauria, com base no formato cilíndrico da coroa, com ausência de curvatura e dentículos; Morfótipo 4 (quatro dentes) foi
atribuído à Abelisauridae ? Brachyrostra, devido a seus dentículos serem sub-quadrangulares, ausência de ornamentações e alta
compressão basal; Morfótipo 5 (quatro dentes) identificado como Carcharodontosauridae, devido a presença de fortes enrugamentos
na coroa, dentículos retangulares e fendas interdenticulares profundas e marcadas; Morfótipo 6 (cinco dentes) classificado como
Dromaeosauridae, devido ao acentuado recurvamento da coroa, dentículos em forma de cinzel e fendas interdenticulares visíveis e
rasas; sendo possivelmente um Velociraptorinae pela grande diferença de tamanhos entre dentículos posteriores e anteriores;
Morfótipo 7 (um dente) atribuído a Abelisauridae, com possível afinidade a táxons africanos, devido a dentículos em forma de gancho
bem pronunciados, e fendas interdenticulares delimitados e com clara orientação para a base, e Morfótipo 8 (um dente) classificado
como Dromaeosauridae ? Unenlagiinae, com maior afinidade a Austroraptor cabazai, devido a coroa recurvada e presença de
carena sem dentículos. Esse estudo permite uma maior amostragem da paleofauna do local, demonstrando que a diversidade de
Dinosauria no Grupo Bauru seria maior que previamente estipulada com base em elementos esqueletais. Com a base taxonômica
desses materiais aqui descritos, novos estudos focados nos dentes poderão ser realizados, tais como de biomecânica e de
estimativa de temperatura corporal. Futuros achados fósseis poderão ratificar a classificação aqui proposta.


1630 – ANÁLISE TAFONÔMICA PRELIMINAR DA TAFOCENOSE DE MAMÍFEROS DA ?FENDA 1948/1949? DA BACIA DE ITABORAÍ, ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL


Autor(es): Lorena Passos Figueiredo Barbosa

Orientação: Hermínio Ismael de Araújo Júnior, Lilian Paglarelli Bergqvist

Resumo:
A Bacia de Itaboraí (Paleoceno final) destaca-se como o único registro brasileiro da irradiação dos mamíferos após o limite
Cretáceo/Paleógeno. O depósito da ?Fenda 1948/1949? é um dos mais importantes devido a sua alta diversidade, no entanto, seus
aspectos tafonômicos são pouco compreendidos. Este trabalho apresenta uma análise tafonômica preliminar dessa tafocenose,
contribuindo para a interpretação dos processos tafonômicos que controlaram a preservação de vertebrados na bacia; e uma
comparação com os resultados obtidos para a tafocenose da ?Fenda 1968?, assembleia previamente estudada em termos
tafonômicos. Até o momento, 457 espécimes foram avaliados, incluindo 385 dentes isolados, 56 mandíbulas e 16 maxilas. O material
estudado está depositado na coleção de Paleovertebrados do Museu Nacional, Rio de Janeiro. As seguintes feições tafonômicas
foram avaliadas: representatividade taxonômica, marcas de dessecação (usando a classificação de Behrensmeyer para ossos e uma
classificação paralela para dentes), marcas de desgaste, tipos de quebras, coloração, estágios ontogenéticos, e modificações
ósseas superficiais (marcas de insetos e de raízes, pisoteio e corrosão). O material foi atribuído a 20 táxons, porém as espécies
Colbertia magellanica (47,26%) e Tetragonostylops apthomasi (31,29%) são as mais abundantes. Indivíduos adultos (83,67%) e
subadultos (28,88%) estão representados. Para ossos, os estágios de intemperismo 0 (69,11%), 1 (29,41%) e 2 (1,48%) foram
observados. Para dentes, os estágios A (17,24%), B (37,93%), C (34,48%) e D (10,35%) estão presentes. Espécimes sem marcas
de desgaste são predominantes (72%), no entanto aqueles com desgaste moderado também ocorrem (28%). O padrão de quebras
inclui: fraturas irregulares, 71,42%; fraturas lisas, 26,19%; e fraturas paralelas, 2,39%. Evidências da ação de pisoteio, raízes, insetos
e corrosão estão ausentes. Ocre foi a única coloração observada, impregnando 65% dos fósseis. O perfil ontogenético observado
sugere uma morte não-catastrófica. O padrão de quebras indica que os espécimes foram fraturados tanto antes quanto após a
fossilização. Os padrões de intemperismo e abrasão sugerem que a tanatocenose experimentou curtos períodos de exposição
subaérea e de transporte, respectivamente. Essas interpretações, associadas à ausência de outras assinaturas bioestratinômicas e à
ocorrência de uma única coloração, sugere que a tafocenose da ?Fenda 1948/1949? representa uma assembleia fossilífera com
baixo grau de mistura temporal. Assim, a representatividade taxonômica observada pode ser similar ao espectro de diversidade em
Itaboraí durante o Paleoceno final. Por fim, as interpretações tafonômicas para a ?Fenda 1948/1949? são similares àquelas da
?Fenda 1968?. Levando em consideração a assincronia dessas fendas com base na diferença taxonômica de ambas, tal
semelhança tafonômica sugere uma constância dos processos tafonômicos em Itaboraí ao longo do tempo.


2219 – DESCRIÇÃO DOS MEMBROS DE COLBERTIA LUMBRERENSE BOND, 1981 (MAMMALIA: NOTOUNGULATA: OLDFIELDTHOMASIIDAE)


Autor(es): Luiza Bomfim Melki

Orientação: Lilian Paglarelli Bergqvist

Resumo:
Colbertia lumbrerense Bond, 1981 foi coletado na Formação Lumbrera, Eoceno Inferior da Argentina. Essa espécie foi proposta
baseada somente na morfologia dentária e craniana, ainda que o esqueleto pós-craniano, quase completo, tenha sido encontrado
associado. Ainda há pouca informação sobre os elementos pós-cranianos, que foram encontrados articulados entre si, exceto pelas
costelas e os membros do lado direito, que não ficaram preservados. O material foi preparado no Laboratório de Macrofósseis da
UFRJ. A fragilidade do espécime impediu uma preparação mais completa, e alguns ossos apenas se tornaram visíveis com o auxílio
de técnicas 3D. O objetivo deste trabalho é realizar uma descrição das extremidades dos membros escapular e pélvico utilizando
imagens tridimensionais como complemento. Os membros anterior e posterior esquerdos foram analisados com o microtomógrafo
Skyscan 1173, e as imagens reconstruídas com o software Avizo 7.0. A mão possui quatro dígitos, mas apenas o MC III está
completo. MC II-III-IV estão articulados corretamente, mas MC V está deslocado, atrás de MC IV. MC II-III possuem tamanho
equivalente, enquanto MC IV-V são menores. O trapezoide e a série proximal dos ossos carpais estão deslocados medialmente de
sua localização original, enquanto os outros estão articulados corretamente. O cuneiforme é o maior dos ossos da série proximal,
enquanto o lunar é o menor. O trapezoide é um osso chato, maior que o escafoide. O trapézio está quebrado, mas a parte
preservada está firmemente articulada à porção proximal de MC II. O magno é um osso pequeno e não possui articulação com o
trapezoide, diferindo, nesse aspecto, de todos os notoungulados com membro anterior conhecido. O unciforme é o maior osso da
série distal e similar ao de Protypotherium, articulando-se com os mesmos ossos que nessa espécie. O pisciforme está presente,
deslocado de sua posição original. Um único sesamóide está preservado, ao nível da articulação proximal de MC III. Apenas a
falange proximal do MC III está preservada in situ e possui comprimento equivalente à metade do MC III. Partes de outras três
falanges também estão preservadas. O pé apresenta três dígitos preservados, com MT II-III completos. A porção central de MT IV
está ausente. Sua porção distal preservada sugere que ele tenha o mesmo tamanho do MT III, como em outros Typotheria. Nota-se
uma torção no pé ao nível da articulação tarso-metatarso, além de outras feições tafonômicas peculiares. O astrágalo e o navicular
estão corretamente articulados, mas o calcâneo está firmemente pressionado à uma das falanges proximais, bastante deslocado de
sua posição original. O cuboide também está fora do lugar, no nível do terço proximal de MT IV. Apesar de achatado
transversalmente, a presença de uma faceta distolateral indica a existência de um quinto dígito, que não foi preservado. É provável
que C. lumbrerense não possuísse o dedo I, pois Colbertia magellanica, da Bacia de Itaboraí, possui faceta para o entocuneiforme
bem reduzida, também sugerindo um dedo I muito reduzido ou ausente.


406 – MAPA GEOLÓGICO E ANÁLISE DE SEDIMENTOS FLUVIAIS NA PARTE NORDESTE DA SERRA DO LENHEIRO, SÃO JOÃO DEL REI, MINAS GERAIS


Autor(es): Juliana Ferreira Godot Souza

Orientação: Andre Ribeiro, Silvia Regina de Medeiros

Resumo:
O trabalho, ainda em andamento, mostra o mapa geológico em escala 1:5.000 de uma área de 6km2 na parte nordeste da Serra do
Lenheiro e análise de minerais detríticos em duas drenagens da área, corrégos do Cunha e São Francisco Xavier. Na parte norte da
área ocorrem clorita filitos e clorita xistos, sericita filitos, ortognaisses e pegmatitos do embasamento Paleoproterozóico. A foliação
regional paralela aos contatos litológicos mergulha íngreme, em torno de 70° para sudeste. Na parte sul da área, separados do
embasamento por uma falha oblíqua, ocorrem sucessões quartzíticas mesoproterozóicas da Formação Tiradentes e pelitos
neoproterozóicos da Formação Prados. Os quartzitos são finos a grossos seixosos, maciços ou com estratificação cruzada.
Localmente ocorrem bancos delgados (1-10cm) de formação ferrífera bandada. Os pelitos Prados aparecem em sucessões de
lâminas e camadas delgadas cinzentas ou esverdeadas em discordância angular sobre os quartzitos. Quartzitos e pelitos mostram
mergulhos baixos de até cerca de 20° para nordeste e clivagem íngreme para sudeste. Amostras de sedimentos foram coletadas em
dois pontos, um no Córrego do Cunha que corta o embasamento e outro no Ribeirão São Francisco Xavier encaixado nos quartzitos
mesoproterozóicos. No campo as amostras foram peneiradas e concentradas por bateia manual. No laboratório foi feita separação
mineral por densidade utilizando bromofórmio e com imã de mão foi retirada a magnetita. Depois foi feito tratamento com solução
quente de ácido oxálico para retirada de capas de alteração. Em seguida os minerais foram tratados no separador isomagnético
Frantz, com variadas amperagens. Procedeu-se então a fase de identificação dos minerais em lupa binocular. Até o presente foram
reconhecidos na amostra do Corrégo do Cunha, hematita, pirita, granada provavelmente espessartita, epidoto, limonita, ilmenita,
rutilo, magnetita, zircão, xenotímio. No Ribeirão São Francisco Xavier foram identificados, por enquanto, hematita, epidoto, magnetita
e zircão.


412 – MAPEAMENTO GEOLÓGICO, GEOLOGIA ESTRUTURAL E METAMORFISMO DA MEGASSEQUÊNCIA ANDRELÂNDIA NAS SERRAS DO TURVO E SANTO ANTÔNIO.


Autor(es): Klaus Kuster, Macarena Roca Benedek, Gabriel Figueiredo Cellier Vieira

Orientação: Andre Ribeiro

Resumo:
Área Temática: Geologia Regional
O trabalho tem como objetivo apresentar as litologias, geologia estrutural e metamorfismo da Megassequência Andrelândia (Paciullo,
2000) na área das Serras do Turvo e Santo Antônio em Andrelândia, sul de Minas Gerais. Nesta área a Megassequência
Andrelândia inclui três sucessões litoestratigráficas mapeáveis em escala 1:25.000: 1 – quartzitos grossos micáceos transicionais a
quartzo xistos, 2- uma sucessão de muscovita biotita xistos/gnaisses com intercalações de anfibolitos e rochas calcissilicáticas nos
quais se encaixam corpos de pegmatitos e rochas metaultramáficas e 3- plagioclásio biotita xistos homogêneos. As duas primeiras
sucessões fazem parte da Unidade Arantina, a terceira sucessão constitui a Unidade Santo Antônio. A presença de muscovita,
estaurolita, cianita e, localmente, lentes centimétricas de leucossomas anatéticos indicam que as rochas se encotram em fácies
anfibolito, no início da zona de antexia. As três sucessões, quartzitos e quartzo xistos basais, xistos do intervalo médio e biotita xisto
do topo, aparecem empurradas sobre o próprio biotita xisto o que caracteriza uma repetição tectônica. Na zona do empurrão ocorre
um banco de anfibolito fino, provavelmente milonítico. Lineação de estiramento e mineral (cianita) com baixo caimento para nordeste
e indicadores cinemáticos tais como veios de quartzo sigmóidais mostram transporte tectônico para nordeste, compatível com a
evolução tectônica da Faixa Brasília na região sul de Minas Gerais. O empurrão, as sucessões de rochas metassedimentares e sua
foliação principal estão deformados em uma sequência de dobras com eixos aproximadamente nordeste-sudoeste de baixo caimento
ora para nordeste, ora para sudoeste. Os planos axiais variam de alto ângulo para noroeste ou sudeste na parte norte da área, até
cerca de 45 graus para sudeste no sul da área. Esta estruturação pode ser relacionada a um encurtamento noroeste-sudeste,
provavelmente relacionado com a evolução tectônica da Faixa Ribeira.


424 – MAPA GEOLÓGICO E ANÁLISE DE SEDIMENTOS DE CORRENTE DA ÁREA DO CORRÉGO DO CUNHA, SERRA DO LENHEIRO, SÃO JOÃO DEL REI, MINAS GERAIS


Autor(es): Júlia Mathias Obermüller Carvalho da Silva

Orientação: Andre Ribeiro, Silvia Regina de Medeiros

Resumo:
O objetivo é mostrar o mapa geológico em escala 1:5.000 de uma área de 6km2 na Serra do Lenheiro e correlacionar os minerais
detríticos de sedimentos dos córregos do Cunha e Água Limpa com as unidades litológicas da área. O trabalho encontra-se em
andamento. Na área mapeada uma falha oblíqua, a Falha do Lenheiro, separa dois conjuntos litológicos: a) quartzitos
Mesoproterozóicos da Formação Tiradentes no bloco abatido e b) embasamento Paleoproterozóico no bloco alto. Os quartzitos do
bloco abatido são finos até grossos seixosos, mergulham em torno de 30° para NE e tem clivagem com mergulho íngreme para SE.
O embasamento apresenta mergulho para SE em torno de 70° e inclui ortognaisse, clorita xisto, clorita filito, sericita filito e quartzito.
O ortognaisse tem quartzo, feldspato e biotita e, localmente, encaixa corpos de pegmatito. O clorita xisto grada para clorita filito,
ambos localmente com magnetita. O sericita filito grada para quartzo filito e quartzito micáceo. Amostras de sedimentos foram
coletadas em dois pontos, um no Córrego do Cunha e outro no Córrego da Água Limpa, peneiradas e concentradas por bateia
manual. No laboratório foi feita separação mineral por densidade utilizando bromofórmio e com imã de mão foi retirada parte dos
minerais magnéticos. Depois foi feito tratamento com solução quente de ácido oxálico para retirada de capas de alteração. Em
seguida os minerais foram separados por sua susceptibilidade magnética, porém no equipamento Frantz com variadas amperagens.
Procedeu-se então a fase de identificação dos minerais em lupa binocular. Até o presente foram reconhecidos rutilo, pirita, limonita,
hematita, epidoto, magnetita e turmalina.


509 – CARACTERIZAÇÃO DE CAMPO, PETROGRÁFICA E GEOQUÍMICA DE LITOTIPOS DO COMPLEXO EMBU


Autor(es): Taísa Santana dos Santos

Orientação: Julio Cezar Mendes, Patrícia Anselmo Duffles Teixeira

Resumo:
Este resumo descreve dados geológicos, mineralógicos e geoquímicos de amostras coletadas em quatro pedreiras que contém
rochas associadas ao Complexo Embu e localizadas na folha topográfica 1:50.000 Lorena. Esta unidade tectônica está inserida na
zona de interferência entre as Faixas Brasília e Ribeira e caracteriza-se por um embasamento Paleoproterozoico e cobertura
Neoproterozoica.
O estudo detalhado destes afloramentos permitiu individualizar uma sequência paragnáissica que mostra um contato brusco com
seu embasamento, representado por um migmatito anfibolítico.
Observa-se a predominância de um biotita gnaisse em espessas camadas que podem atingir até 50cm, localmente apresentando
níveis oftálmicos com porfiroblastos de K-feldspato cujo tamanho diminui gradativamente. Intercalam-se a este camadas boudinadas
de composição quartzo-feldspática com cerca de 20 cm de espessura, lentes de biotita xisto com cerca de 10cm de espessura,
corpos tabulares de anfibolito, fitas quartzo-feldspáticas com espessura média de 5 cm, biotita-anfibólio gnaisse com dobras suaves
e foliação bem marcada, ortognaisse com até 1m de espessura e biotitito em corpo tabular de 6cm de espessura. Também ocorrem
biotita-tremolita xisto e ortognaisse anfibolítico. Cavalgamentos, boudins seccionados, dobras isoclinais, falhas e tension gashes são
feições estruturais comuns.
Observa-se ainda ortognaisse com duas fácies bem definidas, de composição granítica e granodiorítica, respectivamente, localmente
porfiríticas e separadas por um nível anfibolítico de espessura centimétrica. A fácies mesocrática apresenta diminuição de
granulação, enquanto a fácies leucocrática tem feições de deformação mais evidentes. Tais diferenças faciológicas quase não são
observadas ao microscópio. Análises geoquímicas de elementos maiores e menores foram realizadas nas amostras do ortognaisse,
revelando tratar-se de conjunto litológico cálcio-alcalino a álcali-cálcico fracamente peraluminoso.
Uma detalhada descrição microscópica e macroscópica desses litotipos, bem a caracterização geoquímica das rochas ortoderivadas,
contribuirá na elucidação da natureza dos litotipos do Complexo Embu.


1031 – MAPEAMENTO GEOLÓGICO E PETROGRAFIA DOS CORPOS PLUTÔNICOS FÉLSICOS DA REGIÃO PRÓXIMA A MACUCO DE MINAS, MINAS GERAIS


Autor(es): Tomas Nunes Arona

Orientação: Ciro Alexandre Avila

Resumo:
A região de Macuco de Minas está geologicamente situada na borda meridional do Cratón São Francisco e pode ser considerada
como fazendo parte do Cinturão Mineiro, que situa-se geograficamente entre as cidades de Lavras, Conselheiro Lafaiete e Barroso.
Segundo as propostas mais recentes, o Cinturão Mineiro corresponde a uma faixa móvel paleoproterozoica formada a partir da
aglutinação de diferentes arcos magmáticos a um paleo continente Arqueano durante o transcorrer do Sideriano – Riaciano.
Destaca-se, ainda, que na porção sul da área estudada os litótipos Paleoproterozoicos e Arqueanos são recobertos por quartzitos
puros, quartzitos intercalados com filitos e filitos da Bacia Andrelândia, os quais estão associados a uma frente de nappe
neoproterozoica. Neste contexto, o presente trabalho objetiva a descrição das principais feições de campo e petrográficas dos
granitóide presentes entre a região de Macuco de Minas e a frente da nappe neoproterozoica.
A área estudada tem aproximadamente 60km² e envolve diversos tipos de granitóides, que foram subdivididos a partir das suas
feições de campo e petrográficas em: 1) granitóides de granulação fina, que são hololeucocráticos, equigranulares, compostos de
quartzo, plagioclásio saussuritizado, microclina, biotita, muscovita e minerais opacos. Apresentam textura primária preservada,
enclaves graníticos e máficos, incipiente foliação marcada pelo alinhamento dos grãos de biotita e, localmente, zonas de
cisalhamento destrais com espessuras centimétricas; 2) granitóides de granulação grossa, que variam de holeucocráticos a
leucocráticos, são inequigranulares e compostos de quartzo, plagioclásio saussuritizado, microclina pertitica, biotita, zircão,
muscovita e magnetita. Apresentam enclaves graníticos e máficos, foliação marcada pela orientação da biotita e pela presença de
níveis de quartzo achatados; 3) granitóides porfiríticos, que são hololeucocráticos, possuem textura porfirítica caracterizada pela
presença de fenocristais de microclina (3cm de comprimento por 1cm de largura) imersos em uma matriz fina a média. Estas rochas
são compostas de quartzo, plagioclásio saussuritizado, biotita, microclina, zircão, biotita e minerais opacos; 4) Os enclaves máficos
apresentam foliação muito bem marcada, textura ineequigranular que pode variar de fina até média e são marcados pela presença
de hornblenda verde, plagioclásio alterado, allanita e epidoto em textura ovo frito.


1181 – MILONITOS DA ZONA DE CISALHAMENTO OURO FINO NA ÁREA DE ALBERTINA, SUL DE MINAS GERAIS


Autor(es): Gabriela Boonen Ferreira

Orientação: Andre Ribeiro

Resumo:
A Zona de Cisalhamento de Ouro Fino-Jacutinga é uma estrutura regional formada durante ajuste de blocos crustais nos estágios
finais da Orogenese Brasiliana. Aparece em imagens de satélite como um lineamento nordeste-sudoeste mais ou menos definido. É
uma estrutura subvertical destral de rumo nordeste-sudoeste que trunca unidades da Nappe Guaxapé e unidades sotopostas do
sistema de nappes Andrelândia e do embasamento Paleoproterozóico. Em alguns trabalhos é considerada também a rampa lateral
no sul da Nappe Guaxupé. A estrutura está bem exposta ao longo de cortes da rodovia BR-146 entre Albertina e Jacutinga no sul de
Minas Gerais. Nesta área atinge cerca de 500 metros de expessura mínima. Este trabalho, ainda em andamento, consiste em
caracterizar as rochas miloníticas e seus protólitos no trecho considerado acima. No campo foram identificados ultramilonitos e
milonitos derivados de ortognaisses granitóides, pegmatitos, gnaisses bandados cinzentos, quartzo xistos e quartzitos micáceos. Foi
feito uma mapa detalhado, seção geológica e coletadas amostras orientadas para estudos petrográficos. Este últimos estudos estão
sendo realizados no momento. O objetivo é identificar com mais rigor os protólitos, e caracterizar as texturas e o grau metamórfico
dos milonitos. O trabalho será uma contribuição ao entendimento da Zona de Cisalhamento Ouro Fino-Jacutinga.


1348 – MAPA GEOLÓGICO E ANALISE DE SEDIMENTOS DE CORRENTE NA REGIÃO DA SERRA DO LENHEIRO, SÃO JOÃO DEL REI, MINAS GERAIS


Autor(es): João Victor E. Benfeita

Orientação: Andre Ribeiro, Everton Marques Bongiolo, Silvia Regina de Medeiros

Resumo:
Esse trabalho foi dividido em duas etapas, ambas em andamento, e tem por objetivo a elaboração de mapa geológico de detalhe e
caracterização dos sedimentos detríticos nas principais drenagens da área. As etapas são:1- Elaboração de um mapa geológico de
6km2 em escala 1:5.000 na região do flanco norte da Serra do Lenheiro; 2 ? Analise dos sedimentos de corrente coletados em dois
pontos do córrego do Capão. Foram observados, ortognaisses, clorita filito, sericita filito, quartizito, pegmatitos e rochas sub
vulcânicas que devido a complexidade serão melhores estudadas. Esse conjunto forma o embasamento Paleoproterozóico.
Separados do embasamento por uma falha obliqua temos quartzitos mesoproterozoicos da formação Tiradentes que são finos a
grossos e, ainda localmente ricos em seixos. A foliação regional observada foi por volta de 50° para sudeste. Os sedimentos
coletados passaram por um processo de peneiramento e batiamento manual em campo, após, essa etapa os sedimentos passaram
por uma série de processos laboratoriais, sendo eles, a) bromoformio que separou os sedimentos pesados dos leves, b)imã de mão
que revelou a presença de magnetita , c) limpeza em solução quente de acido oxálico para retirar a capa de alteração dos minerais
e d) equipamento isomagnetíco ?Frantz? que separa minerais magnéticos pela sua susceptibilidade com campo magnético
conhecido. Após esses processos conseguimos um pré-resultado com auxílio de lupa binocular que permitiu a identificação de
minerais como, cianita, granada, pirita, magnetita, epidoto, e limonita.


1381 – MAPEAMENTO GEOLÓGICO E PROSPECÇÃO ALUVIONAR NAS ADJACÊNCAIS DA FALHA DO LENHEIRO, NOROESTE DE SÃO JOÃO DEL REI, MINAS GERAIS


Autor(es): Raísa Costa Paiva

Orientação: Andre Ribeiro, Silvia Regina de Medeiros

Resumo:
O trabalho, ainda não finalizado, se trata da elaboração de um mapa geológico com escala 1:5.000 de uma área da Serra do
Lenheiro com 6km² e prospecção aluvionar de um afluente da margem esquerda do córrego da Água Limpa. Na área ocorrem
ortognaisses, clorita e sericita filitos e quartzito no embasamento que são separados da parte sul pela Serra do Lenheiro, constituída
por quartzitos mesoproterozoicos da Formação Tiradentes. Os quartzitos da Serra são seixosos em sua base e médios ao seguir
para o topo, com presença de estratificação cruzada. A foliação do embasamento mede aproximadamente 50° para sudeste. Na
parte sul da área, encontra-se ainda clorita filito, felsito e intrusão granítica, além de rochas ultramáficas e novamente sericita filito.
Para a prospecção aluvionar, amostras de sedimentos foram coletadas em dois pontos do afluente, que corta o embasamento na
parte norte da Serra. As amostras, em campo, foram peneiradas e concentradas por bateia manual. Uma separação mineral por
densidade utilizando bromofórmio foi realizada já no laboratório. Em seguida foi feito um tratamento com solução quente de ácido
oxálico para retirada de capas de alteração. Por fim, os minerais foram tratados no separador isomagnético Frantz, em diversas
amperagens com sequência da etapa de reconhecimento dos minerais em lupa binocular. Até o presente foram reconhecidos na
amostra mais próxima à Serra hematita, cianita e magnetita.


1497 – MAPA GEOLÓGICO E ANÁLISE DE SEDIMENTOS DE CORRENTE DA ÁREA DO CORRÉGO DO BRUMADO, SERRA DO LENHEIRO, SÃO JOÃO DEL REI, MINAS GERAIS.


Autor(es): Erlon de Oliveira Baltazar

Orientação: Andre Ribeiro, Silvia Regina de Medeiros

Resumo:
O projeto tem por objetivo o mapeamento geológico na escala 1:5.000 do Flanco Norte da Serra do Lenheiro, situada na cidade de
São João del Rei, Minas Gerais; a coleta de sedimento detríticos e correlação conforme a área em que se situa o leito do Córrego do
Brumados. Na área mapeada uma falha oblíqua – Falha do Lenheiro separa dois conjuntos litológicos: a) quartzitos
mesoproterozóicosda Formação Tiradentes no bloco abatido; e b) embasamento Paleoproterozóico no bloco alto.
Os quartzitos Tiradentes são finos até grossos seixosos, mergulham em torno de 30° para nordeste e tem clivagem íngreme para SE
ou NW. O embasamento incluiu ortognaisse, clorita xisto, clorita filito, sericita filito e quartzito. O ortognaisse tem quartzo, feldspato
caolinizado e biotita e, localmente, encaixa-se pegmatito. O clorita xisto grada para clorita filito localmente com magnetita. O sericita
filito é rico em mica branca fina e quartzo, grada para quartzo filito e quartzito.
A segunda etapa do projeto é a coleta e análise de amostras de sedimentos do córrego do Brumado, separando-se os minerais
pesados em um tamanho menor de 0,5mm . As amostras foram peneiradas e bateadas manualmente em campo, para reduzir os
sedimentos à fração desejada; em laboratório, bateou-se novamente para um melhor desempenho de seleção, separou-se por
densidade, em bromofórmio e retirou-se os magnéticos manualmente, com um imã. O próximo procedimento é a separação por
indução magnética no aparelho Frantz. Os minerais identificados até o momento, com auxílio de uma lupa binocular
(esteromicroscópio) foram zircão, apatita, pirita, rutilo, hematita.


1909 – COMPILAÇÃO DE MAPAS GEOLÓGICOS DA REGIÃO SUL DE MINAS GERAIS


Autor(es): Thelson Julius dos Santos Silva

Orientação: Everton Marques Bongiolo

Resumo:
Na região sul do Estado de Minas Gerais é observada a justaposição de rochas metamórficas associadas ao (i) cráton do São
Francisco (Arqueano), (ii) a bacia marginal do Supergrupo Minas (Neoarqueano-Paleoproterozoico), (iii) segmentos de rochas
plutônicas-vulcânicas associadas a arcos de ilha e fundo oceânico (cinturão Mineiro, Paleoproterozoico) e (iv) bacias
mesoproterozoicas. Tendo como objetivo a obtenção de um mapa geológico integrado na escala 1:25.000, a principio foi realizada a
compilação de mapas geológicos disponíveis em teses, dissertações, trabalhos de final de curso, estágios de campo da UFRJ,
publicações em artigos e mapas do mapeamento da COMIG. O produto final foi digitalizado, vetorizado e georreferenciado (Corrego
Alegre, Zona UTM 23S) no software ArcGis 10. Em seguida foram gerados dois shapefiles com união e acerto dos contatos,
ajustando as sobreposições e escolhidos os polígonos de acordo com os mapeamentos mais recentes. Após finalizado o desenho do
novo mapa, em comparação ao mapas desenvolvidos pela COMIG nota-se diferenças no contornos e ocorrência/detalhamento de
algumas unidades litológicas. A próxima etapa consiste em trabalhos de campo para verificação de contatos ou estruturas em áreas
específicas.


1964 – MAPEAMENTO GEOLÓGICO 1:25.000 E PETROGRAFIA DE ROCHAS DA REGIÃO DE RIO BONITO – RJ


Autor(es): Pedro Costa Furtado

Orientação: Julio Cezar Mendes, Silvia Regina de Medeiros

Resumo:
O presente trabalho consiste no mapeamento geológico de detalhe e petrografia das unidades de uma área localizada nas
imediações do Município de Rio Bonito, no sudeste do estado do Rio de Janeiro, tendo como principal acesso a rodovia BR-101. A
metodologia utilizada envolveu trabalho de campo, descrição de lâminas delgadas, elaboração de um mapa geológico no software
Arcgis 10 e estudos bibliográficos. No contexto geológico regional a região está situada no Terreno Oriental (Domínio Costeiro),
pertencente ao segmento central da Faixa Móvel Ribeira que possui um trend NE-SW, formado por um evento compressivo que teve
início no Neoproterozóico e término no Ordoviciano com magmatismo pós tectônico de composição granítica. Este estudo tem o
objetivo de detalhar litotipos específicos e desta maneira contribuir na compreensão do contexto tectonoestratigráfico do Domínio
Costeiro. Até o momento foram identificadas as seguintes Unidades: Unidade Cassorotiba, que corresponde a um biotita gnaisse
porfirítico, com fenocristais de feldspato tabulares a arredondados, com matriz composta por biotita, feldspato em sua maior parte
amendoado, e quartzo. Esta unidade possui uma fácies migmatítica que origina agregados cristalinos quartzo-feldspáticos resultados
de segregação anatética; Unidade Silva Jardim, caracterizada por um Granito Porfirítico, com fenocristais de feldspato tabulares,
matriz média a grossa composta por quartzo, feldspato, biotita e magnetita. O corpo possui variação quanto ao acúmulo de
fenocristais e também possui estrutura de fluxo marcada pela orientação dos fenocristais; Unidade Cesário Alvim caracterizada por
um granito equigranular hololeucocrático com granulação variando de fina a grossa, composta por quartzo, feldspato, biotita e
magnetita, representando juntamente com o granito Silva Jardim o magmatismo pós tectônico; Unidade Maciço Alcalino Rio Bonito
(fase rifte) representado por nefelina sienito e diques de fonolito e traquito. O mapeamento geológico e detalhamento petrográfico
estão em andamento.


3154 – ANÁLISE DE MINERAIS PESADOS EM SEDIMENTOS PRESENTES NO CORTE DE ESTRADA DO KM 51 DA VIALAGOS, IGUABA GRANDE, RJ


Autor(es): Daniel Carvalho West, Calvin Cesar Ferreira

Orientação: Kátia Leite Mansur, Silvia Regina de Medeiros

Resumo:
Alunos: Daniel Carvalho West e Calvin Cesar Ferreira
Orientadoras: Kátia Leite Mansur e Silvia Regina de Medeiros
Na região entre São Pedro da Aldeia e o rio Una, em Cabo Frio, têm sido realizados estudos para identificação de minerais detríticos
pesados, com o intuito de compreender a contribuição das diversas litologias mapeadas na área para a composição mineralógica da
Formação Barreiras. No levantamento realizado, identificou-se a possibilidade de estudo em um sítio geológico cadastrado para
compor o inventário de geossítios do Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro pela presença de estrutura atribuída a
eventos neotectônicos e outra relacionada a um canal fluvial. Trata-se de um afloramento de sedimentos areno-argilosos
inconsolidados atribuídos à Formação Barreiras recobertos por sequências de cascalhos fluviais e “stone lines”. Fica localizado no
quilômetro 51 da Vialagos (Rodovia RJ 124). Amostras foram coletadas na porção inferior e superior das estruturas, para
identificação da mineralogia, morfoscopia e análise mineralógica semi-quantitativa. Foram coletados 4 litros de material de cada
amostra, que foi deslamada e posteriormente bateada. A metodologia para coleta e estudo do material consiste nas seguintes
etapas: 1) separação com líquido denso (Bromofórmio); 2) peneiramento nas frações 0,5 mm, 0,250 mm e 0,125 mm; 3) pesagem
em balança de precisão; 4) separação magnética com imã de mão (retirada da magnetita presente); 5) tratamento com ácido oxálico
para eliminação do óxido de ferro presente nas amostras; 6) separação magnética com imã embuchado e eletromagnética com
auxílio do separador hidrodinâmico Frantz (amperagens: 0.4A, 0.5A, 0.7A e 1.0A); 7) ao término de cada procedimento foi feita
pesagem das frações em balança de precisão; e 8) análise em lupa binocular. Os resultados obtidos mostram diferenças entre as
duas amostras. Ambas as amostras apresentaram os minerais: apatita, granada, hornblenda , ilmenita, leucoxênio, magnetita,
monazita, óxido de ferro , rutilo e zircão. A amostra da porção superior apresentou dois minerais não encontrados na inferior:
turmalina e cianita. Os grãos da porção superior são subangulosos a arredondados, enquanto os da porção inferior são
arredondados a angulosos. Nova coleta está prevista para aumentar a quantidade de material a ser analisado para que se possa
melhor comparar os dois grupos. Agradecimentos: Laboratório de Sedimentologia ? LAGESED e Laboratório de Preparação de
Amostras do Departamento de Geologia da UFRJ e à Pró Reitoria de Extensão pela bolsa PIBEX aos dois alunos.


4356 – AMÉRICA DO SUL ? UM CONTINENTE CHAVE NA EVOLUÇÃO DO GONDWANA


Autor(es): Rafael de Araújo Fragoso, Macarena Roca Benedek

Orientação: Renata da Silva Schmitt

Resumo:
O Gondwana foi um dos maiores e mais duradouros supercontinentes na história do planeta Terra, abrangendo cinco grandes
continentes atuais (África, América do Sul, Antártica, Austrália e Índia), além de massas continentais menores atualmente
espalhadas pelo globo (Madagascar, Sri Lanka, Nova Zelândia, Ilhas Falklands/Malvinas) e os terrenos hoje incorporados à Ásia,
América do Norte e Europa. O amalgamento do Gondwana terminou há aproximadamente 500 milhões de anos e os processos de
fragmentação tiveram início há cerca de 200 milhões de anos.
O continente Sul-Americano é uma peça central para o entendimento da evolução do Gondwana, registrando os três principais
eventos tectônicos de sua história: Amalgamento (800-450 Ma), Desenvolvimento (450-180 Ma) e Fragmentação (180-80 Ma). Os
maiores crátons (Pre-Neoproterozóico) foram amalgamados pelas faixas móveis Brasilianas e juntos eles formam a grande e estável
Plataforma Sul-Americana. A fase de desenvolvimento do Gondwana é registrada tanto nas bacias intracratônicas, quanto nas
regiões da Patagônia e dos Andes. Por fim, o estágio de ruptura do paleocontinente é bem documentado na atual margem leste da
América do Sul.
Será apresentado o atual estágio do mapa geológico da América do Sul dentro do projeto: ?Revisão do Mapa Geológico do
Gondwana? (CENPES-UFRJ). O objetivo principal é atualizar o mapa geológico do Gondwana de De Wit et al. (1988) com as
tecnologias do século XXI, na escala 1:5M. Para que tal objetivo seja atingido, novas interpretações e dados estão sendo revisados e
novas tecnologias estão sendo empregadas como uma base em SIG, através do ArcGIS, software utilizado para a formatação dos
mapas. Outro alvo do projeto é a criação de um banco de dados de publicações e mapas referentes às áreas gondwânicas na
América do Sul, utilizando-se para a criação da biblioteca de artigos, o software EndNote.
A atualização do mapa geológico da América do Sul iniciou-se em setembro de 2013 e continuará até dezembro de 2014. Num
primeiro momento foi feita a correção de erros na base SIG, tais quais sobreposições de polígonos e preenchimento de espaços
vazios no mapa. Em seguida houve a padronização da tabela de atributos do mapa base para a tabela compatível e coerente com o
mapa do Gondwana. Com a base cartográfica pronta, os trabalhos de harmonização e atualização de geologia assumiram o foco dos
esforços. Mapas geológicos mais recentes dos países sul-americanos foram comparados com o mapa geológico da América do Sul
(2001) e, assumindo-os corretos, o último foi modificado com base no mapa comparado. O mapa geológico do Gondwana irá mostrar
como era esse paleocontinente há 150 milhões de anos, portanto, as unidades litológicas e coberturas sedimentares da Era
Cenozóica foram unificadas em polígonos de rochas sedimentares, em polígonos de rochas ígneas e, em polígonos de rochas
metamórficas, o que irá facilitar na sua posterior remoção para o mapa final.


4360 – MICROTERMOMETRIA E ESPECTROSCOPIA RAMAN DE INCLUSÕES FLUIDAS EM CRISTAIS DE QUARTZO PROVENIENTES DE PEGMATITOS DE PONTA NEGRA, RJ


Autor(es): Flávio Pires Constantino da Silva

Orientação: Everton Marques Bongiolo

Resumo:
Os pegmatitos de Ponta Negra (RJ) são considerados como uma das últimas manifestações magmáticas associadas à colisão do
Terreno Cabo Frio contra o Terreno Oriental durante a aglutinação do supercontinente Gondwana. Inclusões fluidas são cavidades
preenchidas por fluidos que ficaram selados dentro de minerais tanto durante a sua formação quanto durante eventos posteriores.
Elas contêm informações sobre temperatura, pressão e composição destes fluidos.
Com base na análise petrográfica de luz transmitida, foram descritas assembleias de inclusões fluidas (Fluid Inclusion Assemblage ?
FIA) relacionados ao evento de cristalização primária (inclusões primárias e pseudo-secundárias) e pelo menos um evento de
cristalização posterior (inclusões secundárias). As FIAs primárias são compostas por inclusões (i) monofásicas aquosas, gasosas e
carbônicas, (ii) bifásicas aquosas e (iii) trifásicas aquocarbônicas alinhadas ou aleatórias dentro do cristal; suas formas são ovaladas
a arredondadas, de até 25 ?m de diâmetro. As FIAs pseudo-secundárias são compostas por inclusões (i) monofásicas aquosas e
carbônicas, (ii) bifásicas aquosas e (iii) trifásicas aquocarbônicas, todas situadas em trilhas contidas em cristal de quartzo, diâmetro
de até 20 ?m e formas variadas. As FIAs secundárias são compostas por inclusões pouco maiores que 10 ?m, (i) monofásicas
aquosas ou carbônicas e (ii) bifásicas aquosas, situadas em trilhas que atravessam os cristais de quartzo.
A partir da petrografia, análises microtermométricas e espectroscopia Raman foi possível obter informações sobre a origem,
composição do líquido que ficou aprisionado e condições de cristalização dos cristais de quartzo dos pegmatitos. As temperaturas de
cristalização obtidas foram de 143 °C a 227 °C para as inclusões bifásicas aquosas e de 218 °C a 360 °C para as inclusões trifásicas
aquocarbônicas. As do evento posterior foram de 154 °C a 312°C para as inclusões bifásicas aquosas. A espectroscopia Raman
mostrou a ocorrência de N2 nas inclusões estudadas.


823 – ECOLOGIA E DEPOSIÇÃO SEDIMENTAR EM TESTEMUNHO DA LAGOA PIRES, JURUBATIBA, RJ


Autor(es): Mariana Christensen Lourenço, Nathalia dos Santos Labre

Orientação: Claudia Gutterres Vilela, Mariana Cardoso Macedo

Resumo:
A região do PARNA de Jurubatiba, no norte fluminense, é caracterizada por um conjunto de pequenas lagunas que constituem
corpos d?água formados entre os cordões arenosos. Estes cordões formaram-se paralelos à linha de costa durante o Pleistoceno e
o Holoceno, sob a influência das oscilações locais do nível do mar. Em novembro de 2012, foram coletados testemunhos nas
lagunas Pires, Maria Menina, Garças, Robalo, Visgueiro e Catingosa. No presente trabalho o testemunho da lagoa Pires foi
analisado para estudo dos foraminíferos bentônicos, sendo relacionado ao seu perfil granulométrico a fim de se conhecer padrões
ecológicos, paleoecológicos e de deposição sedimentar. Foraminíferos são microorganismos protistas marinhos, bentônicos ou
planctônicos, constituídos por uma carapaça rígida de carbonato de cálcio e de frações minerais ou, ocasionalmente, orgânica ou de
sílica, que fica preservada nos sedimentos. Foraminíferos bentônicos são importantes indicadores ambientais, pois caracterizam
aspectos físicos e químicos do ambiente onde vivem, como energia do meio, profundidade da lâmina d’água, substrato, teor de
oxigênio, teor de matéria orgânica, salinidade e temperatura. Em laboratório o testemunho da lagoa Pires foi aberto e subamostrado
a cada 2 cm. As amostras foram padronizadas em 20 ml e lavadas individualmente em peneiras de 63 e 500 µm e, logo após, foram
colocadas para secar em estufa a 50º C. Em seguida, as mesmas foram guardadas em potes individuais identificados. Em cada
amostra foram triados em torno de 100 indivíduos e, após a triagem, os foraminíferos foram classificados em espécies. Índices
ecológicos e resultados de COT complementaram as análises. Destaca-se a abundância de Ammonia parkinsoniana e A. tepida e,
considerando a abundância relativa, foram as únicas espécies dominantes. A primeira foi dominante durante todo o testemunho,
enquanto A. tepida foi dominante apenas no topo e na base. No testemunho Pires foi observada uma diminuição da riqueza e da
diversidade da base para o topo. Espécies marinhas de plataforma, dos gêneros Bolivina, Discorbis, Pseudononion,
Globocassidulina, Pararotalia, Lagena, Cassidulina, Cancrise Rosalina estão presentes ao longo do testemunho, provavelmente
tendo sido transportadas devido a tempestades e ondas de maré. A associação Ammonia/Elphidium sugere um ambiente mais
restrito, lagunar porém com influência marinha. Ao longo de todo o testemunho os indivíduos encontram-se piritizados, o que
caracteriza um ambiente redutor, corroborando a coloração cinza observada nos sedimentos, que é característica desse tipo de
ambiente. O valor de COT foi baixo por todo o testemunho não tendo relação com a granulometria e a microfauna. Em todo o
testemunho, os dados analisados sugerem um ambiente restrito, com pouco oxigênio e mixohalino com influência marinha.


2391 – CARACTERIZAÇÃO DOS FORAMINÍFEROS DE UM TESTEMUNHO E SUA RELAÇÃO AMBIENTAL NA REGIÃO DE ABROLHOS


Autor(es): Fernanda Cristina Martins do Nascimento

Orientação: Claudia Gutterres Vilela, Danielle Peron D’Agostine

Resumo:
O Complexo Recifal de Abrolhos localiza-se no litoral sul da Bahia, sendo constituído de recifes de corais, ilhas vulcânicas, bancos
rasos e canais, e ocupando uma área de aproximadamente 6.000 km ². A região dos recifes guarda particularidades de depósitos
carbonático-siliciclásticos. Constituindo a microfauna existente nessa região, destacam-se os foraminíferos, protistas marinhos
formados por uma carapaça aglutinada ou calcária que permanece no sedimento após a sua morte. São ótimos na interpretação de
depósitos marinhos em relação às oscilações do nível do mar, à influência antropogênica e às mudanças climáticas. O
reconhecimento das espécies e a assembleias de foraminíferos das regiões estudadas caracterizando espécies indicadoras, permite
a distinção entre os dois tipos de depósito existentes na região. O estudo de um testemunho localizado na região próxima ao recife
de Coroa Vermelha no arco costeiro objetivou a determinação de assembleias de foraminíferos e sua relação com a evolução da
ecologia no Holoceno Final. A metodologia de tratamento das amostras seguiu as etapas usuais para a análise de foraminíferos,
constando de padronização por volume, lavagem em peneiras > 0,063 mm, secagem e triagem de 300 indivíduos de foraminíferos
por amostra. Quando necessário as amostras foram quarteadas e devido ao tamanho dos indivíduos, houve um peneiramento a
seco na fração > 0,500 mm. Os resultados encontrados sugerem um ambiente carbonático, devido a presença de espécies que
caracterizam este tipo de ambiente, como as dos gêneros Archaias e Peneroplis. Foram encontrados na maioria dos intervalos um
número significativo de indivíduos escuros, de tonalidade amarela à marrom, preenchidos com sedimentos, quebrados ou
desgastados, que caracterizam uma assembleia relíquia, que podem ter sido retrabalhados, ou depositados em idades mais antigas.
Da base do testemunho para o topo houve um decréscimo de indivíduos recentes nas frações > 0,50 mm. A assembleia de
indivíduos grandes encontrada nestas pode indicar um ambiente de plataforma ou recifal em nível de mar alto, com pouca influência
continental. Sendo assim, o decréscimo (da base para o topo) destes indivíduos indicam uma constante descida de nível do mar, já
identificada em estudos anteriores. Dois intervalos no testemunho, respectivamente 30 cm e 64 cm, foram datados por C14 em 2.140
anos AP e 3.010 anos AP. O crescimento do recife de Coroa Vermelha deu-se após os 8.000 anos AP, comprovando um nível de
mar alto. Havendo variação, diminuição ou extinção da assembleia, podemos concluir que houve alguma mudança ambiental.


2749 – ANÁLISE FACIOLÓGICA E INTERPRETAÇÃO PALEOAMBIENTAL EM UM TESTEMUNHO DE SONDAGEM DO COMPLEXO DELTAICO DO RIO PARAÍBA DO SUL.


Autor(es): Josiane Branco Plantz

Orientação: Thiago Gonçalves Carelli, Leonardo Fonseca Borghi de Almeida

Resumo:
A planície costeira do complexo deltaico do rio Paraíba do Sul, tem sido alvo de estudos desde a década de 1970, sendo recorrente
por diversos autores, tentativas de correlacionar feições geológicas observadas em superfície no complexo deltaico com as
variações do nível do mar durante o Quaternário. Embora muitas pesquisas e trabalhos tenham sido executados na região, a maioria
dos modelos evolutivos propostos para esta ampla planície de idade Quaternária, são baseados principalmente em depósitos
superficiais, devido à ausência de amostragens de subsuperfície. O presente trabalho objetiva a análise faciológica e interpretação
paleoambiental de um testemunho de sondagem (poço UFRJ 2-Canyon-1-RJ) localizado complexo deltaico do rio Paraíba do Sul
(coordenadas 7573378,88 / 278961,84 WGS 84), distrito de Santo Amaro, região norte do Estado do Rio de Janeiro. O testemunho
alcançou a profundidade final de 200 m (sem atingir o embasamento) e apresenta baixa recuperação, principalmente na parte basal,
devido à natureza friável do material. O testemunho foi descrito em escala de 1:40, e para a análise de fácies observou-se a
granulometria, estruturas sedimentares, cores e fósseis (bioclastos). Os bioclastos (bivalves, ostracodes, briozoários, equinoides
etc.) foram identificados microscopicamente. Como resultado foram identificadas fácies areníticas, fácies híbridas (grãos
siliciclásticos e carbonáticos), fácies heterolíticas e fácies lutíticas, bem como quatro intervalos distintos, intervalos relacionados a
diferentes estágios de sedimentação. O intervalo 1, ocorre da profundidade de 200 m a 68 m, sendo interpretado como depósitos
fluviais meandrantes de baixa sinuosidade. O intervalo 2, ocorre de profundidade entre 68 m a 42 m, é interpretado como um
ambiente de planície de maré. O intervalo 3, ocorre da profundidade de 42 m a 12 m, sendo interpretado como um ambiente
marinho/lagunar. O intervalo 4, ocorre da profundidade de 12 m a 0 m, é interpretado como um ambiente fluvial recente. A análise
dos dados e o padrão de sucessão dos intervalos, aponta para deposição em um possível ambiente estuarino. O intervalo 1, estaria
relacionado ao preenchimento de um vale inciso ou tectônico, formado durante o rebaixamento do nível relativo do mar, enquanto os
intervalos 2 e 3 estariam relacionados a fase transgressiva, com sucessivo aumento da lâmina d?água e diminuição do aporte fluvial.
Já o intervalo 4, representa a instalação de um sistema fluvial recente.


3185 – ASPECTOS GEOMORFOLÓGICOS ASSOCIADOS À DEFORMAÇÃO TECTÔNICA DA FORMAÇÃO BARREIRAS NA REGIÃO NORTE-FLUMINENSE


Autor(es): Lucas de Oliveira Moura Rodrigues

Orientação: Claudio Limeira Mello

Resumo:
O presente estudo tem como objetivo caracterizar a influência da deformação tectônica nas características geomorfológicas dos
tabuleiros da Formação Barreiras na região norte do estado do Rio de Janeiro, entre Campos dos Goytacazes e São Francisco do
Itabapoana. A metodologia do trabalho consistiu em atividades de geoprocessamento, utilizando imagens de satélite e o software
ArcGis 9.3, e atividades de campo, envolvendo as seguintes etapas: a) confecção de mapa de lineamentos, a partir de modelo digital
de elevação, analisado com duas direções de iluminação diferentes (045° e 315°) e ângulo de iluminação de 45°; b) elaboração de
perfis topográficos e em varredura, também a partir dos modelos digitais de elevação; c)análise da organização da rede de
drenagem; e d) análise estrutural de pares falhas/estrias afetando os depósitos da Formação Barreiras, coberturas sedimentares
mais recentes e saprolitos de rochas do embasamento. A partir da análise de lineamentos, foi identificado um forte controle de
direção NW-SE, com maior densidade de lineamentos com essa orientação. Lineamentos com direção NNW-SSE e NE-SW também
ocorrem de forma representativa, embora menos importante. A análise da rede de drenagem mostrou resultados semelhantes aos
do mapa de lineamentos, observando-se um padrão paralelo dos canais, com direção principal NW-SE. Os perfis topográficos
indicam a compartimentação do relevo em vários blocos e superfícies escalonadas, associando-se à configuração de bacias
hidrográficas assimétricas. Em relação à análise dos dados estruturais, foram identificados dois conjuntos de falhas: 1) falhas
normais NW a NNW, falhas dextrais NW e WNW a ENE, e falhas sinistrais NNW a NNE; e 2) falhas normais NE a ENE. Fazendo-se
a correlação dos dados obtidos com outros estudos realizados na região Sudeste do Brasil, atribui-se o primeiro conjunto de falhas a
um regime de transcorrência dextral E-W, de idade pleistocênica-holocênica; o segundo conjunto de falhas é associado a um regime
distensivo NW-SE, holocênico. A integração entre os aspectos geomorfológicos e os padrões estruturais observados evidencia um
expressivo controle neotectônico, especialmente relacionado à fase de transcorrência dextral E-W. Discute-se a correlação entre os
conjuntos de estruturas neotectônicas identificados e os padrões estruturais do embasamento adjacente, destacando-se a
continuidade, para a área do embasamento, dos feixes de lineamentos NW-SE associados à porção de maior deformação dos
tabuleiros da Formação Barreiras.


3258 – ANÁLISE LITOFACIOLÓGICA DE DEPÓSITO CARBONÁTICO-EPICLÁSTICO DA BACIA DE SÃO JOSÉ DE ITABORAÍ (PALEOCENO), ITABORAÍ (RJ).


Autor(es): Leticia Correa de Moura, Marina Meloni da Silva Rodrigues, Pamella Regina Santos da Silva

Orientação: Kátia Leite Mansur, Renato Rodriguez Cabral Ramos

Resumo:
A bacia de São José de Itaboraí localiza-se no município de Itaboraí/RJ e foi descoberta em 1928, tendo sido explorada até 1985
para extração de calcário. Após o abandono da lavra, a cava foi inundada, tornando difícil o acesso aos afloramentos
remanescentes. Constitui uma pequena depressão tectônica com cerca de 1,5 km de comprimento e 0,5 km de largura, orientada
segundo a direção NE-SW. A bacia é limitada a SE pela falha de São José (com direção N62E), primeiramente normal e com
reativações posteriores que mostram transcorrência sinistral e dextral, adjacente a qual foram encontradas as maiores espessuras
sedimentares, alcançando cerca de 140 m. A bacia destaca-se por possuir um riquíssimo acervo de fósseis de moluscos
(gastrópodes), vegetais, anfíbios, aves e mamíferos de idade paleocênica. O modelo para a evolução do preenchimento da bacia de
de São José de Itaboraí considera três sequências sedimentares distintas. A Sequência Inferior, de idade paleocênica, constitui uma
intercalação de calcários químicos (calcários travertinos e oolíticos-pisolíticos) e clásticos (calcário cinzento), associada a processos
de fluxos hidrodinâmicos e gravitacionais dentro um lago tectônico raso, em cuja borda sudeste havia uma falha ativa de onde
emanavam águas termais ricas em CaCO3. A Sequência Intermediária, também paleocênica, é representada por margas e brechas
ricas em conteúdo fossilífero, que preenchem cavidades produzidas pela carstificação dos calcários da Sequência Inferior. Na
Sequência Superior predominam lamitos. O objetivo do presente trabalho é a análise litofaciológica de um afloramento da sequência
Inferior da bacia, através da elaboração de perfis faciológicos e painéis arquiteturais. O afloramento selecionado situa-se nas
coordenadas 22º50´24,37?S/42º52´40,83?W (WGS84) e constitui uma intercalação de brechas sustentadas pelos clastos e pela
matriz, arenitos líticos e vaques cimentados por CaCO3, calcários travertinos e lentes de conglomerados estratificados com clastos
angulosos. A sucessão representa uma superposição de fluxos de detritos provenientes da borda oposta a borda principal ? que
deveria ser bastante íngreme – com abundante sedimentação química carbonática proveniente de fontes hidrotermais, bem como
leitos fluviais retrabalhando os depósitos gravitacionais.
PALAVRAS-CHAVE: Bacia de São José de Itaboraí, Paleoceno, Calcário.


3401 – REVISÃO DO MAPEAMENTO GEOLÓGICO DA REGIÃO DO CLUBE NÁUTICO, SETOR SUDOESTE DA BACIA DE RESENDE, MUNICÍPIO DE ITATIAIA (RJ).


Autor(es): Leticia Correa de Moura, Janis Ivars Valença Ritins, Marina Meloni da Silva Rodrigues

Orientação: Renato Rodriguez Cabral Ramos

Resumo:
Pamella Regina Santos da Silva – Bolsa: Sem Bolsa
A bacia sedimentar de Resende, de idade
Área Temática: Geologia do Cenozóico eocênica, constitui um hemi-gráben assimétrico com cerca de 42 km de comprimento no
sentido ENE-WSW e largura média de 4,5 km, tendo sua borda ativa ao norte. Sua profundidade alcança cerca de 500 m no principal
depocentro, localizado no município de Porto Real. A bacia foi preenchida por sedimentos clásticos aluviais, reunidos na Formação
Resende e na Formação Floriano. As fácies marginais da primeira são representadas por depósitos de leques aluviais
(fanglomerados, vaques) adjacentes à borda principal. Em sua borda flexural, predominam vaques e vaques seixosas. As fácies
axiais, volumetricamente mais importantes, constituem camadas de conglomerados e arenitos arcoseanos estratificados,
intercaladas com lamitos verdes, relacionados a um sistema entrelaçado com planície de inundação lamosa. As três áreas-fonte
principais da bacia são o maciço alcalino do Itatiaia, a oeste; a região da borda norte, cujos detritos penetravam na bacia através dos
leques aluviais; e a região ao sul da bacia, que drenava uma vasta área correspondente ao reverso da Serra da Bocaina. Acredita-se
que a partir dessa última área-fonte, desaguavam na bacia de Resende drenagens tributárias pela sua borda sul. O presente
trabalho objetiva a revisão do mapeamento geológico de um ?apêndice? da bacia de Resende, localizado na região do Clube
Náutico, a leste da represa do Funil, cujos depósitos foram incluídos por Ramos (2003) no Membro Acácias da Formação Resende.
Esta ocorrência poderia representar, segundo o mesmo autor, os depósitos fluviais de uma dessas drenagens tributárias que
penetravam pelo sul da bacia. Além do novo mapeamento, serão elaborados novos perfis faciológicos e painéis arquiteturais visando
confirmar as afirmações de Ramos (2003) no que se refere ao posicionamento estratigráfico destas sucessões sedimentares.
Resultados preliminares indicam que os depósitos da região do Clube Náutico, ao menos parcialmente, não apresentam as mesmas
características faciológicas, texturais e cromáticas dos depósitos mais típicos da Formação Resende.


3850 – ANÁLISE FACIOLÓGICA E PETROGRAFIA DE ARENITOS DA FORMAÇÃO MACACU (BACIA DO MACACU, RJ)


Autor(es): Bernardo Oliveira Fiuza

Orientação: Claudio Limeira Mello

Resumo:
A Bacia do Macacu (Paleógeno), inserida no contexto do Gráben da Guanabara (Segmento Oriental do Rift Continental do Sudeste
do Brasil), é uma das principais áreas de ocorrência da sedimentação cenozoica no estado do Rio de Janeiro. Seu preenchimento
sedimentar é composto por sedimentos clásticos continentais associados a sistemas deposicionais fluviais entrelaçados, de leques
aluviais e lacustres. O presente trabalho tem como objetivo realizar a análise faciológica da Formação Macacu e a caracterização
petrográfica das litofácies areníticas. Busca-se, em especial, contribuir para as discussões sobre a evolução sedimentar da bacia,
através de informações sobre a composição e proveniência dos sedimentos. Para o desenvolvimento deste trabalho foram
realizadas, inicialmente, atividades de campo para o reconhecimento da área e seleção de afloramentos para a análise faciológica.
Foram selecionados quatro afloramentos, nos quais foram coletadas nove amostras das litofácies areníticas, distribuídas de forma a
representar a variedade do registro aflorante da Formação Macacu, caracterizado por: arenitos maciços e estratificados, localmente
conglomeráticos; arenitos lamosos; e lamitos arenosos. Estes depósitos apresentam cores avermelhadas a amareladas, de origem
intempérica, indicando ferruginização; quando menos alterados, possuem cor esverdeada a cinza. Os arenitos apresentam baixas
maturidades textural e composicional, evidenciadas pela angulosidade dos grãos e pela composição arcosiana, respectivamente.
Pode-se interpretar uma proximidade das áreas-fonte, além de rápida deposição em uma bacia com elevada taxa de subsidência. A
caracterização petrográfica dos arenitos encontra-se em fase inicial, tendo sido confeccionadas lâminas delgadas das amostras
coletadas, após terem sido impregnadas. Os aspectos em análise são: granulometria; seleção; arredondamento e esfericidade dos
grãos; matriz; cimento; contato entre os grãos; porosidade; e composição mineralógica.


4307 – MAPEAMENTO SEMI-AUTOMÁTICO DA FORMAÇÃO BARREIRAS NA REGIÃO NORTE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


Autor(es): Hugo Neves Macedo

Orientação: Sonia Maria Lima Silva, Claudio Limeira Mello

Resumo:
A Formação Barreiras é uma unidade estratigráfica que ocupa uma expressiva faixa do litoral brasileiro, desde o estado do Amapá
até o Rio de Janeiro. A área de estudo está localizada na região norte do estado do Rio de Janeiro, entre a divisa com o Espírito
Santo (rio Itabapoana) e a cidade de Campos dos Goytacazes, sendo a área de ocorrência mais expressiva da Formação Barreiras
no estado do Rio de Janeiro, apresentando as características típicas de tabuleiros e falésias, com amplos vales fluviais, contrastando
com o relevo colinoso e mais dissecado do embasamento e com a área plana e de cordões arenosos da planície quaternária. O
principal objetivo deste trabalho é o mapeamento semi-automático da Formação Barreiras através da análise de variáveis
geomorfométricas, como declividade, curvatura e altimetria, dentre outras, extraídas a partir de modelo digital de elevação
proveniente da SRTM/NASA. Buscou-se promover uma comparação e discussão entre os mapas já existentes para a área de
estudo, bem como a metodologia empregada em cada trabalho e os dados utilizados por seus autores, além de fomentar e
aprofundar a discussão a respeito da utilização destas variáveis na identificação e mapeamento de feições que tenham uma
assinatura geomorfológica bem definida, em específico a Formação Barreiras. A metodologia envolveu diversas etapas, como as
sucessivas suavizações aplicadas nos MDEs, com o objetivo de eliminar imperfeições que pudessem interferir na classificação das
variáveis, e posteriormente a extração, classificação e combinação das variáveis, chegando então ao mapa final. O modelo
resultante de cada uma das variáveis geomorfométricas foi analisado primeiramente de forma separada, analisando-se o modo como
cada variável contribuiria para o resultado final, verificando também as características, a importância e as limitações de cada
variável. O mapa final não apresentou grandes diferenças, em termos de contornos gerais, em relação aos mapas já existentes para
a Formação Barreiras na área de estudo. No entanto, é de fácil percepção as vantagens em relação à economia de tempo e a um
maior detalhamento proporcionados pelo método semi-automático utilizado, frente ao método visual.


596 – MAPA GEOLÓGICO DO FLANCO NORTE DA SERRA DO LENHEIRO, SÃO JOÃO DEL REI, MINAS GERAIS


Autor(es): Douglas Renato Lima da Silva

Orientação: Andre Ribeiro, Everton Marques Bongiolo

Resumo:
O trabalho mostra o mapa em escala de detalhe, 1: 6.250, de uma área com cerca de 25km² que inclui um segmento da Falha do
Lenheiro exposto na Serra do Lenheiro. A finalidade é entender a Falha do Lenheiro nesta área. Os trabalhos ainda estão em
andamento. A falha é subvertical de traço NE-SW e provavelmente tem rejeito destrógiro oblíquo. Na zona de falha ocorrem muitos
veios de quartzo, paralelos ou discordantes da atitude da falha. Ocorre também mudança de mergulho nos quartzitos e pelitos,
inclusive formando possível dobra de arrasto e, em um local, brecha tectônica. Estas feições sugerem um caracter ruptil dúctil e/ou
processos de reativação. Estas feições ainda irão ser mais estudas no campo. A falha separa um embasamento Paleoproterozóico,
a norte, de uma sucessão de quartzitos mesoproterozóicos da Formação Tiradentes e outra de metapelitos filíticos neoproterozóicos
da Formação Prados. No embasamento ocorrem magnetita clorita filito e sericita filito com intercalações milimétricas até métricas de
quartzito micáceo. O contato entre os filitos pode ser brusco ou transicional e os filitos podem se intercalar. O quartzito forma um
banco mapeável encostado na zona de falha. Intercalado em ambos filitos ocorre um biotita gnaisse fino a médio, muito deformado,
provavelmente um ortognaisse. A foliação no gnaisse e no filitos tem traço NE-SW paralelo aos contatos litológicos e mergulho geral
íngreme, cerca de 60°, para sudeste. Os contatos interdigitados de gnaisse e filitos podem ser interpretados como dobras apertadas
isoclinais cuja foliação plano axial é a foliação geral no embasamento. Dobras semelhantes de menor escala ocorrem em diversos
afloramentos. Em contraste com o embasamento as sucessões quartzíticas e pelíticas a sul da falha mergulham cerca de 20° para
NE e são cortadas por clivagem ardosiana de mergulho íngreme, cerca de 70°, para SE. A lineação de interseção acamamento x
clivagem tem caimento de cerca de 10° para NE e é paralela a eixos de dobras abertas encontradas nos quartzitos e pelitos. Em
filitos do embasamento sotoposto ocorre clivagem de crenulação com a mesma atitude da clivagem ardosiana nos quartzitos.


2938 – CARACTERIZAÇÃO DA DEFORMAÇÃO CAMBRIANA NO DOMINIO TECTÔNICO DO CABO FRIO ? ESTUDO DE DIQUES PEGMATÍTICOS SIN-CINEMÁTICOS


Autor(es): Rafael de Araújo Fragoso

Orientação: Renata da Silva Schmitt

Resumo:
Os eventos orogênicos brasiliano-pan-africano se estenderam até o início do Paleozóico registrados em fases metamórficas,
intrusões magmáticas e estruturas deformacionais que datam até o Siluriano. Apresentamos aqui um exemplo de uma área onde
foram descritos e datados diques pegmatíticos sin-cinemáticos a um regime transpressional durante o Cambriano. O afloramento
estudado localiza-se no Forte de São Mateus, Cabo Frio, Rio de Janeiro, onde se observa o nítido contato tectônico entre duas
unidades litológicas bem distintas: ortognaisses graníticos paleoproterozóicos com paleodiques anfibolíticos (Complexo Região dos
Lagos – unidade inferior) e Granulitos máficos neoproterozóicos (Unidade Forte de São Mateus – unidade superior). Ambas são
constituintes do Domínio Tectônico do Cabo Frio, um terreno geológico aflorante na porção leste do Estado do Rio de Janeiro. As
duas unidades rochosas foram justapostas tectonicamente, tendo seu contato marcado por estruturas de deformação tais como
foliação tectônica de baixo ângulo e uma lineação de estiramento NW-SE, além de veios leucossomáticos localizados, cuja
orientação é paralela à foliação penetrativa de caráter dúctil. Além destes, os granulitos máficos são intrudidos por diques
pegmatíticos subverticais que cortam esta foliação dúctil.
O foco é o estudo dos diques hololeucocráticos, sin-cinemáticos a zonas de cisalhamento de direção NW-SE. Estruturas de arraste
de foliação na encaixante sugerem que o movimento das zonas de cisalhamento transpressivas tem um componente destral. Os
diques de pegmatito são compostos essencialmente por quartzo e plagioclásio havendo concentrações locais de biotita. São corpos
subverticais de espessura entre 5 e 30 cm e de rumo NNW-SSE. Nos níveis mais ricos em biotita apresentam uma foliação
incipiente. Além disso, os agregados de feldspato possuem forma sigmoidal. Esses indícios sugerem que os pegmatitos não
somente intrudiram a zona de cisalhamento como também foram deformados. A datação U-Pb de domínios ígneos de zircões de um
dos diques forneceu a idade de 521 ± 8 Ma. Sendo essa idade interpretada como a época da fase deformacional D3 da Orogenia
Búzios. O valor é bem próximo ao obtido anteriormente para as fases deformacionais D1/D2 (ca. 526 Ma), reforçando que são fases
progressivas e relativas ao ambiente de colisão continental mais jovem da amalgamação do Gondwana.
Neste trabalho serão apresentados novos dados petrológicos e estruturais obtidos a partir de descrições microscópicas em lâminas
delgadas e dos estudos detalhados dos indicadores cinemáticos das zonas de cisalhamento em que os diques se colocaram, para a
caracterização dos esforços deformacionais sob os quais os pegmatitos foram submetidos.


387 – ROCHAS DE PRAIA “BEACHROCK” DA ILHA DO CABO FRIO, ARRAIAL DO CABO, RIO DE JANEIRO


Autor(es): Jean Braga Bueno Reis

Orientação: Joao Wagner de Alencar Castro, Julia Varella Malta

Resumo:
Objetiva-se estudar do ponto de vista petrográfico 4 (quatro) afloramentos de rocha de praia “beachrocks”, sendo 2 (dois) emersos e
2 (dois) submersos na ilha do Cabo Frio. Os afloramentos dispõem-se paralelamente a linha de praia, entre as cotas + 1,5m a – 4,5m
de profundidade. Como procedimento metodológico foi realizado mergulho autônomo para a coleta das amostras submersas.
Descreveu-se 8 (oito) lâminas delgadas utilizando microscópio Zeiss® Axioskop 40 de luz polarizada. De acordo com as informações
microscópicas, as rochas de praia apresentam predominância de bioclastos de biválvios, muitas vezes arredondados, rodophytas,
cristaloclastos, variando de angulosos a subangulosos, pobremente selecionados, quartzo, feldspatos apresentando alteração para
calcita, cristais de biotita cloritizados e de nefelina alterados. O cimento encontrado apresentou morfologias de franjas prismáticas
isópacas com cristais de calcita alongado perpendiculares a superfície dos grãos. Verificou-se também morfologia de espato
equante, com cristais equigranulares, anédricos a subédricos, envolvendo a maioria dos grãos. Os bivalvios encontrados em todas
as lâminas apresentam linhas de crescimento que possibilitaram datações ao radiocarbono. As rodophytas foram reconhecidas como
do gênero ?Spogites?, sugerindo deposição em águas tropicais acima de 23ºC. De acordo com a literatura as rochas submersas
representam a transição Pleistoceno – Holoceno no Estado do Rio de Janeiro. Dados obtidos através de rodophytas, sugerem que a
ressurgência atual, encontrava-se durante esse periodo de transição em posição mais off shore.


1506 – EROSÃO COSTEIRA EM CURTO PRAZO “SHORT TERM” NO SEGMENTO COSTEIRO BARRA DA TIJUCA – RECREIO DOS BANDEIRANTES, RIO DE JANEIRO: APLICAÇÃO DO PROGRAMA DIGITAL SHORELINE ANALYSIS SYSTEM –


Autor(es): Júlia Sales Serrano

Orientação: Joao Wagner de Alencar Castro, Julia Varella Malta

Resumo:
A erosão costeira é um processo natural e/ou antrópico, ao longo da linha de costa, atingindo costões rochosos, falésias, barreiras
arenosas, dunas e praias. No litoral do Estado do Rio de Janeiro o processo de erosão costeira é decorrente da interferência entre
ondas de tempestade e a ocupação inadequada da faixa de pós-praia “backshore” e face da praia “shoreface”. Soma-se a essa
constatação, outros fatores, tais como, a mobilização de sedimentos da praia pela ação dos ventos para formação de dunas e
também a implantação de estruturas de engenharia, entre estas, a construções de barragens e de guias correntes “jetty” que
potencializam esse processo. O presente trabalho tem como objetivo estudar as causas dos processos erosivos e identificar os
setores de risco geológico na área correspondente ao segmento Barra da Tijuca – Recreio dos Bandeirantes, município do Rio de
Janeiro. A metodologia constou de cálculo da variação da linha de costa através da ferramenta Digital Shoreline Analysis System,
georreferenciamento de fotos aéreas de diferentes datas, coleta de sedimentos e análise em laboratório. Os resultados sugerem
transporte de sedimento predominante de oeste-leste, aumento do padrão granulométrico de leste-oeste e maior processo erosivo
no segmento central da área estudada (Praia da Reserva). A metodologia aplicada mostrou-se eficiente tendo em vista a área de
estudo ser uma das mais valorizadas e de maior crescimento urbano da cidade do Rio de Janeiro.


1559 – MAPEAMENTO GEOLÓGICO – SEDIMENTOLÓGICO DA FAZENDA CAMPOS NOVOS, MUNICÍPIO DE CABO FRIO, RIO DE JANEIRO.


Autor(es): Felipe de Melo Barreto Pereira

Orientação: Aline Meneguci da Cunha, Joao Wagner de Alencar Castro

Resumo:
A Fazenda Campos Novos, localiza-se no distrito de Campos Novos, município de Cabo Frio. Caracteriza-se por ser um local de
grande importância histórica e científica. Fundada em 1630 pelos Jesuítas, foi um importante centro do império português. Por ter
uma posição estratégica teve papel importante no combate as invasões holandesas na costa brasileira. Essa fazenda foi visitada
pelo naturalista Charles Darwin, que relatou sua passagem pela mesma em seu diário. Do ponto de vista geológico verifica-se nesse
segmento de terreno a ocorrência de registros transgressivos das variações do nível relativo do mar ocorridas a 5000 anos A.P.
Esse registro está documentado em depósitos arenosos e lamosos de origem marinha. Verifica-se também a ocorrência de uma
camada de conchas de moluscos de origem marinha e material arqueológicos constituído por sambaquis. Objetiva-se identificar os
registros geológicos presentes na propriedade da Fazenda Campos Novos a partir de dados sedimentológicos e estratigráficos. O
procedimento metodológico envolveu: mapeamento campo, imagens de satélite para a interpretação e delineações das feições
morfológicas encontradas na área de interesse, descrição dos sedimentos, confecção de perfis estratigráficos e elaboração de
tabelas de fácies sedimentares contendo os atributos: diagnose, cor, geometria, contato, estrutura sedimentar e conteúdo fossilífero.
Verificou-se através de observações de imagens de satélite registros transgressivos de elevação do nível do mar. Tais informações
foram observadas em cordões litorâneos, paleocanais do Rio Una, paleolagoas, meandros abandonados e paleofalésias que limitou
a área de inundação durante transgressão máxima holocênica. Na borda desses depósitos verifica-se a ocorrências principalmente
de sedimentos da Formação Barreira. A partir desses procedimentos foi possível produzir um mapa geológico detalhado da Fazenda
Campos Novos, com depósitos sedimentares demarcados e feições morfológicas associadas.


3241 – MODELO DE GERAÇÃO DE BRECHAS INTRAFORMACIONAIS EM DEPÓSITOS FLUVIAIS NAS BACIAS DE RESENDE E DE VOLTA REDONDA (RJ)


Autor(es): Pamella Regina Santos da Silva

Orientação: Renato Rodriguez Cabral Ramos

Resumo:
As bacias de Resende e Volta Redonda, localizadas na extremidade oeste do estado do Rio de Janeiro, constituem bacias de rifte
formadas no Eoceno e que foram preenchidas por abundante aporte de detritos siliciclásticos transportados e distribuídos em
ambientes de leques aluviais e rios do tipo entrelaçado. A maior parte do preenchimento sedimentar em ambas as bacias foi reunido
na Formação Resende, caracterizada por espessas sucessões de conglomerados, arenitos arcoseanos e lamitos verdes, além de
fanglomerados e vaques restritos aos setores marginais destas. Na bacia de Volta Redonda, foram reconhecidos espessos
depósitos fluviais dispostos em discordância erosiva sobre os da Formação Resende, reunidos na Formação Pinheiral. Em ambas as
unidades, é comum na base dos paleocanais fluviais o registro de brechas intraformacionais, cujo arcabouço é formado por
intraclastos pelíticos de tamanho grânulo até matacão fino, bem como seixos de quartzo e feldspato, com matriz de areia arcoseana
média a muito grossa. O objetivo deste trabalho é a caracterização de um modelo para a formação de brechas intraformacionais a
partir de afloramentos notáveis em ambas as bacias. Na bacia de Resende, foram selecionados dois afloramentos relacionados à
Formação Resende, ambos no município de Quatis: um localizado no corte da Ferrovia do Aço (22º24´31,13?S/44º13´18,20?W,
WGS84) e outro na margem da RJ-143, em frente ao antigo acampamento da CBPO (22º23´36,5?S/44º 13´27,13?W). Na bacia de
Volta Redonda, foi selecionado um afloramento no corte da Rodovia do Contorno relacionado à Formação Pinheiral
(22º31´12,6?S/44º03´10,26?W). As brechas intraformacionais são formadas pela erosão de camadas pelíticas semi-consolidadas por
correntes hidrodinâmicas vigorosas, sendo os clastos pelíticos (intraclastos) fragmentados e retrabalhados durante o transporte
como carga de fundo. Um dos aspectos mais importantes relativo ao processo de formação desta litofácies é a erosão das camadas
pelíticas. O diagrama de Hjulströn (1939) mostra a relação entre erosão, transporte e deposição das partículas sedimentares,
enfatizando que cada partícula, dependendo do seu tamanho, possui uma velocidade crítica em que esta é movimentada.
Entretanto, devido às forças de coesão em sedimentos finos (? 0,1mm), essa relação é quebrada, e a energia necessária para
colocar as partículas em movimento crescem com o decréscimo da granulometria, sendo este fenômeno mais acentuado nas argilas.
Em todos os afloramentos estudados, foi registrado que a incorporação dos intraclastos pelíticos à carga de fundo trativa e a
formação das brechas intraformacionais deveu-se, principalmente, ao colapso de camadas argilosas que formavam as margens dos
antigos canais fluviais, e que foram erodidas pela base por correntes hidrodinâmicas, sendo fragmentadas durante o transporte.
Estes afloramentos constituem geossítios relevantes por seu didatismo no ensino de processos de sedimentação fluvial.


3300 – COQUINAS DO PÂNTANO DA MALHADA


Autor(es): Gabriel Mello de Oliveira

Orientação: Leonardo Fonseca Borghi de Almeida

Resumo:
Os depósitos de conchas de moluscos marinhos são importantes para o entendimento da formação das coquinas (rochas formadas
pela bioacumulação de carapaças de invertebrados), que representam uma elevada importância no estudo das rochas reservatório
da camada Pré-sal.
No estado do Rio de Janeiro, na Região dos Lagos Fluminenses, ocorrem depósitos de conchas importantes pelo grau de
preservação dos fragmentos biogênicos encontrados, dentre eles, a área estudada, que está localizada no interior da Reserva Tauá,
na região do pântano da Malhada.
A camada de conchas teve sua formação associada a um evento transgressivo-regressivo marinho ocorrido durante o holoceno,
onde uma paleolaguna se formou, possibilitando o crescimento desta malacofauna singular com predominância da espécie de
bivalve Anomalocardia Brasiliana.
Até o momento foi feita a separação granulométrica e os sedimentos da fração superior à lama provenientes desta camada foram
separados em 4 classes: (1) Fragmentos de conchas, (2) carapaças de ostracodes, (3) grãos terrígenos e (4) conchas articuladas e
não articuladas de bivalves. Foi realizada uma microtomografia nas amostras com o intuito de realizar estudos tafonômicos e
observação da trama dos bioclastos.
Com o decorrer dos trabalhos, serão criadas lâminas petrográficas assim como modelos de coquinas artificiais utilizando-se como
arcabouço as amostras coletadas em campo, com a finalidade de estudar a porosidade, permeabilidade e argilosidade das coquinas.


3435 – ESTUDO BIOSSEDIMENTOLÓGICO DE CONCHEIROS EM UMA ANTIGA LAGUNA FLUMINENSE


Autor(es): Pietro Zardini Lisboa

Orientação: Leonardo Fonseca Borghi de Almeida

Resumo:
Coquina é uma rocha sedimentar carbonática composta pelas carapaças de organismos ou fragmentos delas que se acumularam
como concheiros em ambientes geralmente costeiros, sob grande energia, o que resulta frequentemente em alta abrasão dos
bioclastos que a compõem. Possui importância nos estudos da Geologia, por exemplo, evidenciando mudanças no nível do mar e,
em termos aplicados, na compreensão de reservatórios dessa natureza, como no intervalo Pré-sal nas bacias de Campos, Santos e
Espírito Santo. Na região das lagoas fluminenses, encontram-se depósitos expressivos de conchas (concheiros), de idade Holoceno
(ca. 5.100 anos A.P.), que podem ser usados em estudo de casos análogos de coquinas pretéritas. Destacam-se, entre esses
concheiros, os da reserva Tauá, na borda leste do Pântano da Malhada, e do Pântano do Ramalho. O objetivo do estudo é a
caracterização e classificação dos diferentes tipos de bioclastos encontrados em um concheiro arenoso encontrado no Município de
Cabo Frio, RJ, bem como sua organização espacial, para compreensão bioestratinômica dessa acumulação de conchas. Para tanto
coletou-se uma amostra indeformada em campo, com a qual se realizou um imageamento microtomográfico seguido de análise
granulométrica e classificação dos bioclastos. A análise de microtomografia foi feita com o microtomógrafo Skyscan 1173HE para
observação da trama dos bioclastos e entendimento dos processos de transporte e acumulação. A análise granulométrica foi feita
através de peneiramento/pipetagem, com a separação das frações granulométricas argila, silte, areia e cascalho. Cada fração foi,
então, analisada individualmente quanto aos diferentes componentes (mineralógicos e e bioclásticos) encontrados. A porção
cascalho destaca-se por uma grande quantidade de conchas que sofreram abrasão pelo seu transporte até a localidade encontrada;
já a fração areia, por grãos de quartzo, fragmentos de conchas, microorganismos (p.ex., foraminíferos e ostracodes); enquanto que a
fração de finos é muito pouco expressiva. Os resultados da microtomografia apontam para um transporte rápido, acumulando-se ao
mesmo tempo organismos que estavam ainda vivos (p.ex., bivalves) e mortos, com diversos graus de abrasão, sem uma
organização espacial bem marcada. Na classificação dos bioclastos encontram-se dominantemente conchas de bivalves e
gastrópodes, muitos dos quais micritizados por ação microbiana.


3679 – CARACTERIZAÇÃO GEOLÓGICA DE DEPÓSITOS INATIVOS DE TUFA CALCÁRIA NA SERRA DO CÂNDIDO, MUNICÍPIO DE ITAOCARA (RJ)


Autor(es): Nicollas de Oliveira Ferreira Santos

Orientação: Luís Henrique Sapiensa Almeida, Thiago Roulien Pires Fagundes, Renato Rodriguez Cabral Ramos

Resumo:
As tufas constituem rochas carbonáticas formadas por águas superficiais e não-termais em ambientes continentais, geralmente
associados a terrenos cársticos, e tipicamente contém micrófitas, macrófitas, invertebrados e bactérias. Os únicos depósitos de tufas
do Estado estão associados às lentes de mármores calcíticos de idade proterozóica e direção NE-SW, localizadas nos municípios de
Cantagalo e Itaocara, compondo as serras das Águas Quentes e do Cândido. As tufas da região são do Quaternário tardio até o
recente, com deposição ativa de tufas nas drenagens que escoam pelas vertentes das serras. Este trabalho tem como objetivo a
caracterização geológica, estratigráfica e sedimentar de depósitos inativos, com ênfase no depósito Dezoito de Março (UTM
791739/7587067), que apresenta maior dimensão e representatividade de variação faciológica ocorrente na área. O depósito Dezoito
de Março ocorre na vertente sudeste da serra, e apresenta ocorrências de tufas desde a média vertente até o sopé da mesma. Os
depósitos ocorrem de forma escalonada, com desníveis abruptos que auxiliam a perda de CO2 das águas superficiais e a
consequente precipitação de tufas atuais na forma de cascatas. Quanto aos depósitos antigos e inativos, situados nas margens do
leito fluvial atual, as tufas são muito mais rígidas, menos friáveis e com menor porosidade que as tufas ativas, dada a sua exposição
a processos de dissolução e recristalização do carbonato de cálcio por águas circulantes. Nos diversos degraus da vertente, os
depósitos de tufas tipicamente apresentam clastos de mármore, anfibolito e quartzito, cimentados por carbonato de cálcio,
caracterizando a fácies ruditos cimentados, que ocorrem predominantemente na base do depósito. Sobrepostos aos ruditos, ocorrem
tufas estratificadas com forma convexa, que prograda à medida que a deposição e formação das cascatas evoluem. Essas tufas são
ricas em moldes de folhas e galhos, apresentando alta porosidade, e estão intercaladas com níveis menos porosos, constituídos por
crostas cristalinas laminares que podem ter processos deposicionais bioinduzidos. Também são reconhecidos espeleotemas, que
por analogia aos depósitos atuais, compreendem a base das cascatas, onde são comuns a ocorrência de abrigos sob-rocha. Locais
como este são importantes e muito didáticos para a compreensão dos processos formadores deste tipo de depósito carbonático,
visto que os processos atuais de sedimentação podem ser correlacionados e servir de analogia aos depósitos mais antigos e inativos
que ocorrem na Serra do Cândido.