Geografia


157 – PROPOSTA DE ROTEIROS GEOTURÍSTICOS PARA O MUNICÍPIO DE ANGRA DOS REIS (RJ)


Autor(es): Juliana Guidicini Penedos

Orientação: Eluan Alan Lemos Pocidonio, Telma Mendes da Silva

Resumo:
O geoturismo, em linhas gerais, é uma atividade que tem por base a exploração deelementos da natureza, em especial abióticos ou
?físicos?, tais quais a geologia e geomorfologia de uma dado local, sendo necessário para sua realização que o geoturistaem sua
visita tenha acesso, mesmo que de forma simplória, à informações dos aspectos mencionados. A presente pesquisa vislumbra
ressaltar a propriedade geoturística do município de Angra dos Reis, localizado no sul do Rio de Janeiro, na denominada ?Costa
Verde?, dado seu grande potencial gerado por conta de uma geomorfologia ímpar, formada a partir de processos
geológico-geomorfológicos de grande expressividade. Os recursos naturais vinculados à paisagem local, como as praias, ilhas e
serras, são os pontos mais atrativos ao turismo do município de Angra dos Reis/RJ. Verificando tal valorização do turismo sol e mar
em detrimento aos aspectos geoturísticos, havendo a possibilidade de cobrir esta lacuna, procurou-se com esse trabalho realizar um
levantamento metódico de sítios geomorfológicos do município, com potencialidade para o aprimoramento de roteiros geoturísticos.
Além de procurar divulgar e demonstrar sua importância para o planejamento territorial, conscientizando e contribuindo para políticas
de manejo e uso de solo, diminuindo os fatores negativos como uma ocupação desordenada e, com isso, a própria perda de
propriedades importantes para o turismo. Para a realização da pesquisa, foi realizado um levantamento bibliográfico tendo como
base os trabalhos de García-Cortés e Carcavilla (2009), que apresentaram uma proposta de inventário para pontos geoturísticos,
somado ao trabalho de Mansur (2010), que realizou um estudo voltado para geoconservação, e, ainda, as estratégias de Brilha
(2005) associadas à pesquisa de Pocidonio (2011), que realizou um amplo diagnóstico turístico para a área de modo a sugerir eixos
geoturísticos para Angra dos Reis. Assim, foram inicialmente propostos os seguintes eixos geoturísticos: Eixo Sul, Centro, Leste,
Oeste e Noroeste que foram devidamente checados em campo para seu reconhecimento, preenchimento de planilhas de
informações para cada local visitado e realização de registros fotográficos. Ressalta-se que o Geoturismo e os conceitos envolvidos
na sua discussão, estão em voga no atual contexto mundial e os estudos que abordam essa temática são relevantes e, mesmo,
necessários para um planejamento turístico mais eficaz de forma a assegurar atividades vinculadas ao Geoturismo e seus elementos
constituintes.


175 – LINEAMENTOS DE DRENAGEM E ORGANIZAÇÃO DA REDE HIDROGRÁFICA NO MUNICÍPIO DE ANGRA DOS REIS (RJ)


Autor(es): Vanessa Gomes de Almeida

Orientação: Telma Mendes da Silva

Resumo:
Os cursos d?água possuem importância fundamental na modelagem do relevo, propiciando sob a ação gravitacional a esculturação
dos vales e a formação de depósitos aluviais, eles também transportam carga sedimentar de montante para a jusante e,
posteriormente, para o mar (Christofoletti, 1980). Deste modo, os sistemas de drenagem possuem uma interferência nas formas do
relevo e são reflexos das condições climáticas, da geologia e das formas do relevo e podem estar ligados ao controle estrutural e
tectônico. Este trabalho tem por objetivo principal sistematizar os estudos sobre a influência do controle estrutural nas bacias de
drenagem localizadas no município de Angra dos Reis (RJ), a partir da análise de lineamentos da drenagem. Tendo como objetivos
específicos: a) traçar lineamentos da rede de drenagem, a partir da interpretação de imagens GeoEye; b) avaliar as direções
preferenciais da rede de drenagem, através da elaboração de diagramas de rosas; c) compartimentar a área de estudo, segundo
diferenciações das orientações preferenciais dos sistemas de drenagem. Ressalta-se que a identificação dos lineamentos de
drenagem é de fundamental importância para a apreensão dos controles estruturais na evolução dos sistemas de drenagem, bem
como sobre a morfologia da área. Esta informação servirá para a análise e interpretação das principais direções, permitindo verificar
a maior influência das estruturas geológicas na conformação da rede de drenagem, bem como indicar possíveis direções para a
atuação de processos atuais nas bacias de drenagem. Deste modo, já foram realizadas as atividades de revisão bibliográfica sobre a
temática abordada (geomorfologia estrutural e evolução dos sistemas de drenagem) e sobre a área de estudo, treinamento do
software ArcGis para realização dos traçados dos lineamentos e trabalhos de campo para reconhecimento das feições
geológico-geomorfológicas. Atualmente, está sendo finalizado o mapeamento de lineamentos de drenagem em layers separados
para cada quadrante de direção da drenagem (NW-SE, N-S, NE-SW e E-W), que é realizado a partir do traçado retilíneo sobre todas
as linhas dos cursos fluviais da imagem GeoEye do ano de 2011 e que cobre todas as bacias hidrográficas que deságuam na baía
de Angra, bem como o traçado dos segmentos extraídos através do adensamento da drenagem que incluem todos os canais de zero
ordem, além do prolongamento para montante dos canais de primeira ordem até o segmento côncavo ser mantido, utilizando?se o
software ArcGis 9.0. Após o término desta etapa os dados serão exportados para uma planilha em Excel, e em seguida será
efetuada a construção dos diagramas de rosetas para facilitar a visualização dos padrões e direcionamento preferencial da
drenagem. Estas informações servirão para a análise e interpretação das principais direções da drenagem, que quando cruzadas
com as direções estruturais mapeadas (informação esta extraída dos mapas geológicos existentes) permitirá verificar a influência
das estruturas geológicas na compartimentação morfoestrutural da área de estudo. De modo geral, as análises preliminares mostram
que os lineamentos coincidem com as orientações das estruturas rúpteis já identificadas em mapas geológicos e em trabalhos
anteriores, com direções preferenciais para NE e NW, demonstrando que há uma forte influência do substrato geológico na
orientação dos fluxos d?água na área.


2637 – ANÁLISE DE FATORES TOPOGRÁFICOS E LITOLÓGICOS NA DEFLAGRACÁO DE MOVIMENTOS DE MASSA NA BACIA DO PRÍNCIPE – TERESÓPOLIS (RJ)


Autor(es): Kathelyn Nunes da Silva Santos

Orientação: João Paulo de Carvalho Araújo, Lúcia Maria da Silva, Nelson Ferreira Fernandes

Resumo:
As evoluções pretéritas e atuais das encostas da Serra do Mar são amplamente controladas pelos movimentos de massa. Estes
movimentos atuam como importantes agentes na evolução das formas do relevo e ocorrem, geralmente, após chuvas intensas. Em
janeiro de 2011, entre os dias 11 e 12, ocorreu um grande evento na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, quando fortes
chuvas provocaram enchentes e deslizamentos em sete cidades da região, afetando principalmente as cidades de Nova Friburgo,
Teresópolis e Petrópolis. Esse evento foi considerado um dos maiores eventos de movimentos de massa generalizados do Brasil.
Deste modo, se torna importante, cada vez mais, entender os fatores de deflagração dos movimentos de massa a fim de mitigar
seus efeitos.
A bacia escolhida para o desenvolvimento do trabalho foi a bacia do rio Príncipe, no município de Teresópolis, localizado na Região
Serrana do Estado do Rio de Janeiro. Esta área foi selecionada por ter sido uma das regiões mais afetadas pelas chuvas e
escorregamentos em janeiro de 2011.
O objetivo deste trabalho é avaliar a importância e a influência dos fatores condicionantes litologia e topografia na distribuição
espacial dos escorregamentos por meio de análises correlativas. As análises feitas em uma etapa anterior serão refeitas a partir de
um novo Modelo Digital de Elevação (MDE) que está sendo elaborado com uma resolução que proporcionará uma melhor acurácia
dos dados.
O mapeamento das cicatrizes de escorregamentos foi feito a partir da análise e interpretação de imagens do Google Earth, através
do software Elshayal Smart Gis. Com o ArcGis foram delimitados os limites da bacia e os polígonos correspondentes às cicatrizes.
Após a realização do mapeamento em campo, os dados foram processados para a obtenção de resultados estatísticos referentes às
cicatrizes, como o cálculo de área e total efetivo de cicatrizes mapeadas.
Com estes dados, foram comparadas as áreas das cicatrizes e suas características com as litologias encontradas para então serem
identificadas as regiões onde os processos se desenvolveram com maior ou menor intensidade.
A unidade litológica Rio Negro apresentou o maior potencial de escorregamento (PE) (aproximadamente 1,1) e aflora nas porções
superiores da bacia, nas maiores elevações e declividades. Observando o intervalo de elevação (859-982 m), não há ocorrência de
cicatrizes, visto que são áreas de menor ângulo de encosta. Em áreas mais úmidas, portanto mais saturadas, e em áreas de maior
elevação são observados os maiores potenciais de elevação, que podem chegar próximo a 8, apesar de possuírem baixa frequência
(1,3%). A área de contribuição demonstra uma relação direta entre a forma da encosta e os processos hidrológicos e erosivos. Onde
as áreas são mais secas e mais convexas, a elevação faz com que dispersem a saturação.
Estes dados confirmam a hipótese de que a topografia e a geologia exercem um controle de grande importância sobre os
movimentos de massa.


2985 – CARACTERIZAÇÃO HIDROGEOMORFOLÓGICA E ESTUDOS DA CONECTIVIDADE DA PAISAGEM EM SUB-BACIAS DO RIO MACAÉ (RJ).


Autor(es): Christina Barbara Giesebart, Livia Bersot de Souza, Rodrigo Correia dos Santos

Orientação: Nathalia Silva Duarte, Monica dos Santos Marcal

Resumo:
Estudos hidrogeomorfológicos englobam importantes análises para realização de qualquer programa de planejamento e gestão de
recursos hídricos, pois envolve a busca pelo conhecimento do transporte sedimentar tanto pelas características dos fluxos
representados por parâmetros hidrológicos, como dos sedimentos que são transportados e relevo associados. Tais estudos tornam
possível a observação de padrões de comportamento, tendências e anomalias geradas na dinâmica de evolução de um sistema
fluvial.
A pesquisa insere-se no contexto do estudo da conectividade da paisagem, aplicando técnicas de análises hidrogeomorfológicas e
associando-as com a metodologia de análise da conectividade entre ambientes fluviais proposta por Fryirs et. al, (2007) e utilizada
por Amadeu (2012) para o Canal Macaé.
O objetivo da pesquisa é apresentar as características hidrogeomorfológicas do vale do rio Sana, afluente pela margem esquerda do
rio Macaé, e contribuir para a avaliação das respostas na interação com o canal Macaé. Busca-se através da identificação dos
padrões das formas do vale e do comportamento dos processos fluviais contribuir para análise das interações de transferências de
energia e matéria entre os setores dos canais analisados.
A metodologia envolve mapeamento geomorfológico de detalhe identificando áreas de deposições de sedimentos como: terraços,
colúvios e depósitos de tálus, onde serão utilizadas imagens Rapideye de alta resolução e as disponibilizadas pelo programa Google
Earth; dados de monitoramento semestral das seções transversais do canal do Macaé à montante e à jusante da confluência do rio
Sana; vazão no canal; granulometria dos sedimentos fluviais; além dos dados pluviométricos referentes à pluviosidade diária, mensal
e anual, de estações pluviométricas, que perfazem a série histórica de 41 anos compreendida entre o período de 1968 a 2008,
obtidos através do acervo digital do Sistema de Informações Hidrológicas, disponíveis no site da Agência Nacional de Águas. O
tratamento e análise das informações serão realizadas nos softwares ENVI, ArcGis 9.3 e Excel.
O mapeamento geomorfológico está em desenvolvimento e as informações serão apresentadas na forma de mapa e tabelas
constando as características das feições principais. Os dados do monitoramento da seção transversal ao canal e os dados de vazão
estão sendo coletados semestralmente, tabelados e analisados com dados anteriormente alcançados. As características
hidrogeomorfológicas do rio Sana ainda não são conclusivas, entretanto pode-se afirmar que será importante a continuidade da
pesquisa, uma vez que os sedimentos oriundos da sub-bacia do rio Sana possuem importante papel frente aos ajustes que o canal
principal vem sofrendo ao longo do tempo.


3036 – O PAPEL DA ANGULARIDADE DOS GRÃOS NA EROSÃO MECÂNICA SUPERFICIAL: BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO SANTANA, MÉDIO VALE DO RIO PARAÍBA DO SUL (RJ/MG)


Autor(es): Raíza Fernandes da Silva

Orientação: Emilio Velloso Barroso, Thiago de Souza Coelho Monico, Ana Luiza Coelho Netto

Resumo:
A bacia hidrográfica do ribeirão Santana (268 km²) está localizada no Médio Vale do Rio Paraíba do Sul (RJ/MG), sendo embasada
sob litologias de quartzitos. É ainda caracterizada pela predominância de feições tipicamente cársticas, de dissolução química dos
minerais, tais como dolinas de dissolução em divisores, dolinas de abatimento nas encostas, lapiás, cavernas e sumidouros.
Entretanto, não se pode omitir a relevância de formas erosivas mecânicas de diferentes tamanhos e posições na encosta. Neste
sentido, apresenta-se parte dos resultados de pesquisas sob a gênese e dinâmicas envolvidas na erosão mecânica, na forma de
ravinas, com foco no papel da angularidade dos grãos sobre as propriedades mecânicas dos solos que ocasionam o destacamento
dos mesmos. Esse estudo integra a dissertação de mestrado de Thiago de Souza Coelho Monico, vinculada ao programa de
Pós-Graduação em Geologia (PPGl/UFRJ). O material coletado em perfis confeccionados em campo é composto por solos
quartizíticos com teores de areia que variam de aproximadamente de 55% a 80%. O respectivo material será submetido ao
Aggregate Imaging System (AIMS) que é um sistema de obtenção e Processamento Digital de Imagens (PDI) que possui a finalidade
de quantificar dados relativos às propriedades de forma e angularidade, dentre outros. Para essas análises, foi utilizado o material do
topo dos solos, nos primeiros 10 cm, uma vez que o objetivo é o de compreender os mecanismos do processo erosivo superficial.
Como etapa prévia, o material foi quarteado e separado em amostras de aproximadamente 50g, levando-se em consideração os
tamanhos granulométricos operados pelo AIMS (2,4mm; 1,2mm; 0,6mm; 0,3mm; 0,15mm e 0,075mm). A partir das imagens obtidas,
o software do AIMS executa os algoritmos de cálculo para os parâmetros solicitados, finalizando com a apresentação das tabelas
com os valores para cada tamanho de grão e produz um arquivo com os dados e gráficos. De maneira geral, 90% dos grãos acima
de 0,3mm, apresentam angularidade nas classes moderada, alta e extrema. De 40 a 60% dos grãos abaixo de 0,3mm estão situados
nas classes moderada e superiores. Por outro lado, 60% dos grãos de maior tamanho (1,2 e 2,4mm) pertencem à classe de
angularidade alta a extrema, enquanto que os grãos de tamanho médio (0,3 e 0,6mm) apresentam de 30 a 45% na mesma classe.
Esses resultados permitem concluir que as altas angularidades obtidas pressupõe um alto valor para o ângulo de atrito interno dos
grãos, um dos parâmetros do critério de ruptura, sendo necessário a existência de uma energia do fluxo hídrico superficial capaz de
sobrepor a resistência ao tracionamento e posterior destacamento e carreamento dos grãos, causando o fenômeno erosivo.


3059 – APLICAÇÃO DO MÉTODO AHP PARA IDENTIFICAÇÃO DE SUSCETIBILIDADE AOS MOVIMENTOS DE MASSA A PARTIR DE INDICADORES GEO-HIDROECOLÓGICOS ? BACIA DO CÓRREGO DANTAS ? NOVA FRIBURGO – RJ.


Autor(es): Vinicius Ervatti Silva, Guilherme Dias Machado Bertassoni Gomes

Orientação: Bruno Henriques Coutinho, Ana Luiza Coelho Netto

Resumo:
Diversas metodologias têm sido desenvolvidas para classificação e zoneamento de áreas de riscos com a finalidade de evitar
desastres como o da Região Serrana do Rio de Janeiro em 2011 (COELHO NETTO et al., 2011; LACERDA ET AL., 2012), existe a
necessidade iminente de substituir os métodos semafóricos de classificação de risco em campo e utilizar ferramentas que consigam
abranger áreas mais extensas, incluindo àquelas não afetadas por este último evento.
Em estudo publicado em 2011, Coelho Netto et al. mostraram que fatores de natureza geo-hidroecológica podem explicar a
variabilidade espacial da instabilidade de encostas em eventos chuvosos. O estudo comparou os condicionantes locais e intensidade
de precipitação com a distribuição espacial dos movimentos de massa, em escala de 1:50.000 no município de Nova Friburgo.
Para identificação de condicionantes locais, FELL et al. (2008) consideram apropriadas escalas entre 1:25.000 e 1:5.000. Este
trabalho apresenta desdobramentos de estudo realizado em escala 1:25.000 (Bertassoni et al., 2013 – JICTAC UFRJ 2013): 1 –
ampliação da escala da cartografia básica para análises (1:5.000 ? a partir de aerofotogrametria) e 2 – aplicação do método Analytic
Hierarchy Process – AHP (SAATY, 1980) que auxilia na tomada de decisões a partir de sínteses de conjuntos temáticos complexos.
Nesse método o conhecimento empírico do pesquisador é utilizado para atribuir pesos às diversas variáveis envolvidas e determinar
a relevância no conjunto (inter-classes por tema e inter-temas). Neste estudo, o método foi utilizado para hierarquizar os seguintes
indicadores geo-hidroecológicos frente à uma amostra de cicatrizes de deslizamentos na Bacia do Córrego Dantas ? Nova Friburgo –
RJ: Índice de Eficiência de Drenagem (IED), Índice de Posicionamento Topográfico (TPI), Declividades e Vegetação e Uso do Solo.
Mapeamento Geológico-Geotécnico estão em curso por atividades de equipes associadas e futuramente integrará as análises.
Os resultados indicam alta correlação espacial entre as classes de maior suscetibilidade e a ocorrência de cicatrizes; porém torna-se
necessária a verificação em outras áreas com outras amostragens de cicatrizes que não tenham sido utilizadas para balizar pesos
de classes temáticas e temas. Além disso, é relevante a aplicação em escala de 1:25.000 e comparações com os resultados com
este trabalho, visto a necessidade de ampliação da abrangência espacial destas predições. Neste sentido, este trabalho representa
importante contribuição na sistematização de metodologias para identificação de áreas suscetíveis aos movimentos de massa em
regiões montanhosas tropicais úmidas.


3619 – ANÁLISE HIDROSSEDIMENTOLÓGICA EM SEGMENTOS DE CANAIS EMBREJADOS NO MÉDIO VALE DO RIO PARAÍBA DO SUL


Autor(es): Juliana Consolação Dias, Viviane Lima Silva

Orientação: Anderson de Souza Ribeiro, Fernando Vieira Cesário, Maria Naise de Oliveira Peixoto

Resumo:
O tema do presente estudo insere-se no contexto de transformações pelas quais vêm passando grande parte dos sistemas de
drenagem do Médio Vale do Paraíba do Sul, região marcada por forte degradação da qualidade e quantidade das águas, devido a
alterações no regime hídrico, mudanças no uso da terra, aumento do aporte de sedimentos e lançamento de efluentes, entre outros
fatores, os quais promovem transformações significativas na estrutura e funcionamento dos sistemas hídricos.
O objetivo central do trabalho é analisar os segmentos embrejados nos sistemas fluviais nas bacias hidrográficas do córrego Santa
Rita e ribeirão dos Três Poços, afluentes do Médio Vale do Paraíba do Sul situadas nos municípios de Volta Redonda e Pinheiral
(RJ), buscando identificar arranjos espaciais que apresentem padrão diferenciado de conectividade hidrossedimentar. Esta proposta
de trabalho se justifica pela necessidade de entendimento da dinâmica hidrossedimentar associada às condições de estrutura e
funcionamento dos canais fluviais, e de aplicação destes conhecimentos nas estratégias de recuperação e reabilitação de rios da
região. Espera-se, também, que o estudo possa contribuir com informações e dados relevantes não só para os organismos gestores
de bacia, como para as comunidades que fazem uso das águas das bacias afluentes do rio Paraíba do Sul.
A abordagem conceitual da pesquisa envolve o quadro de análise de Brierley & Fryirs (1999), denominado ?estilos de rios? (River
Styles), que vem sendo aplicado na região em estudo (Mello, 2006; Peixoto et al., 2010), consistindo no reconhecimento de padrões
de caráter e comportamento dos canais fluviais articulados com a estrutura física e a vegetação ripária. Estes padrões associam-se à
conectividade da paisagem em bacias hidrográficas, que consiste no intercâmbio entre os elementos da paisagem, cuja dinâmica
pode sofrer interrupções, variações quantitativas e de intensidade em escalas espaciais e temporais diversas, e baseia-se no estudo
realizado por Del Pozo nas bacias em análise (2011).
Serão selecionados trechos embrejados para detalhamento das características morfológicas, hidrológicas e da vegetação presente,
utilizando-se também os mapeamentos de feições erosivas e movimentos gravitacionais de massa, feições deposicionais
quaternárias e tecnogênicas e de uso e cobertura da terra elaborados pelo grupo de pesquisa. Além disso, será efetuado um
monitoramento de entrada e saída de sedimentos através da mensuração das taxas de turbidez e carga de fundo.
Como resultados parciais, obtivemos uma caracterização preliminar de 2 sub-bacias de 2ª ordem afluentes do córrego Santa Rita,
que permitiu identificar diferentes tipos de vegetação nos trechos embrejados da drenagem, podendo condicionar variações na
retenção de sedimentos.


3802 – SIMULAÇÃO DA INFILTRAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BONFIM ATRAVÉS DO HYDRUS 1D.


Autor(es): Alisson Junior Oliveira Ferreira

Orientação: Sarah Lawall, Ana Camila da Silva, Nelson Ferreira Fernandes

Resumo:
A infiltração é um importante processo hidrológico que consiste na entrada de água da precipitação no topo do solo. A ocorrência da
infiltração está condicionada as variáveis-controle, tais como, as propriedades da matriz do solo, ao volume e intensidade da
precipitação e, também, do tipo de uso e cobertura vegetal na superfície. Os diferentes tipos de uso e cobertura do solo podem agir
de formas distintas e influenciar na distribuição do volume da precipitação para a infiltração ou escoamento superficial. Por ser um
importante processo na dinâmica hidrológica dos ambientes, diversos são os mecanismos para aferir a entrada da água no solo. O
mais comum é o uso do infiltrômetro de anel simples e/ou duplo, no entanto, este método apresenta algumas limitações com relação
à avaliação da infiltração ao longo do perfil do solo, uma vez que ele capta o processo em superfície. Tal procedimento foi realizado
a fim de se obter a taxa de infiltração em diferentes pontos da bacia experimental do rio Bonfim, que possui marcantes delimitações
quanto ao uso e cobertura do solo. Esta bacia está localizada na região serrana, onde são desenvolvidos trabalhos ligados aos
processos hidrológicos, dentre eles, a mensuração da infiltração. Na tentativa de utilizar outros recursos que otimize tempo, reduza
custos e seja eficaz na compreensão da infiltração, a modelagem pode ser uma boa ferramenta. A simulação da infiltração pode
representar a passagem da água no perfil indo além da produção do dado pontual extraído do monitoramento. Sendo assim, o
presente trabalho tem como objetivo avaliar a infiltração da água no solo, através da modelagem, em diferentes tipos de uso e
cobertura (floresta, agricultura e pastagem) na bacia do rio Bonfim. A modelagem da infiltração é feita pelo software Hydrus, que
simula processos como precipitação, infiltração, irrigação, evapotranspiração, além de trabalhar com o fluxo de água, transporte de
solutos e movimento de calor ao decorrer do perfil do solo. O modelo tem como base esquemas numéricos lineares, como por
exemplo, a equação de Richard sobre fluxos saturados e insaturados, e modelos como o de Van Genutchen, tendo como variáveis a
curva de retenção, função de condutividade hidráulica e as propriedades hidráulicas do solo insaturados obtidas em campo e
trabalhadas em laboratório. Sendo assim, os dados de campo permitem a entrada de dados no modelo, a simulação da infiltração,
calibração e validação dos dados simulados. Cinco perfis de solos serão simulados, dois contendo cobertura florestal, dois com
agricultura e um com pastagem. Nos dados mensurados percebeu-se que a floresta possui taxa de infiltração de até 55% superior a
agricultura e pastagem. A compilação dos dados mensurados e estimados permitem a comparação dos métodos, avaliação dos
mesmos e representação espacial da infiltração, que auxilia o entendimento acerca dos processos de recarga e manutenção da
água nos canais de drenagem.


720 – USO DO ÍNDICE DE PRECIPITAÇÃO PADRONIZADO NA ANÁLISE CLIMATOLÓGICA DO PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA


Autor(es): Marlon Thiago de Oliveira Nunes

Orientação: Manoel do Couto Fernandes, Gustavo Mota de Sousa, Gustavo Wanderley Tomzhinski, José Francisco de Oliveira Júnior

Resumo:
A identificação dos períodos secos e úmidos de uma determinada área é fundamental no que concerne a questão de ocorrência de
incêndios florestais, assim como analisar e compreender o papel que a geomorfologia exerce na ocorrência desses incêndios. O
Parque Nacional do Itatiaia (PNI), localizado na serra da Mantiqueira, é a unidade de conservação mais antiga do país, e sofre
constantemente com inúmeros incêndios que ocorrem todos os anos, principalmente no inverno quando ocorre a diminuição da
temperatura do ar e da umidade, deixando o clima local mais seco.
Buscando entender a dinâmica temporal dos incêndios florestais no PNI, o presente trabalho tem como objetivo analisar o SPI ou
Standardized Precipitation Index (Índice de Precipitação Padronizado), alguns parâmetros geomorfológicos presente na região
(Forma da encosta, Declividade, Exposição à radiação solar e Altitude) e compará-los com o relatório de ocorrência de incêndios
(ROI).
O SPI consiste na utilização de valores mensais de precipitação e quantifica o déficit ou o excesso de precipitação em diferentes
escalas de tempo para um determinado período. Este índice foi usado como indicativo dos períodos úmidos e secos que atuam na
região e, consequentemente no prognóstico de períodos de ocorrência de incêndio. A informações como Curvas de Nível,
Hidrografia e Pontos Cotados foram extraídas de cartas topográficas 1:50.000 e trabalhadas o software ArcGis, onde foi possível
calcular as variáveis geomorfológicas desejadas.
O levantamento de ocorrência de incêndios do PNI foi obtido a partir dos registros de ocorrência de incêndios (ROIs) disponibilizados
pelo Parque. Estes relatórios datam com regularidade de informações de início, fim e área queimada dos incêndios, dentre outras a
partir de 2001.
O SPI possibilitou o diagnóstico de períodos secos e úmidos e da sua interação com a ocorrência de incêndios no PNI no período de
estudo. O índice criou subsídios importantes no entendimento desta interação e serve com instrumento de monitoramento em
relação ao trabalho relacionado à Brigada de Incêndio existente nesta UC. Estes resultados, juntamente com as variáveis
geomorfológicas analisadas, geraram elementos de grande importância para o entendimento da ocorrência dos incêndios no Parque
Nacional do Itatiaia.


4339 – PROPOSIÇÃO METODOLÓGICA PARA ESTUDOS SOBRE FORMAS DE HÚMUS


Autor(es): Pedro Berruezo Marques, Tiago Paradela Gurgel, Nathalia Pombo Gil

Orientação: Fernando Vieira Cesário, Fernando Amaro Pessoa, Evaristo de Castro Junior

Resumo:
As mudanças ambientais podem ser consideradas como uma das questões mais importantes do mundo atual, em que se destaca a
transformação da cobertura vegetal pelo uso do solo. Neste contexto, destacam-se as regiões tropicais, por abrigarem as maiores
taxas de biodiversidade e ao mesmo tempo serem as mais afetadas pelo processo de desflorestamento. No intuito de entender
melhor os processos internos dos fragmentos remanescentes de Mata Atlântica, as formas de húmus se mostram uma alternativa
eficaz. As formas de húmus compreendem a matéria orgânica pouco decomposta sobreposta ao solo mineral,bem como o material
orgânico misturado às partículas minerais do horizonte A. Sua estrutura é o reflexo das interações entre os componentes bióticos
(vegetação e organismos decompositores) e abióticos (tipos de solo, relevo, clima etc.), o que permite entender o papel da
vegetação e do ambiente físico no processo de decomposição e, assim, no funcionamento do ecossistema. As formas de húmus
como indicador funcional vêm se mostrando eficaz para caracterizar fragmentos florestais, evidenciando a heterogeneidade do seu
funcionamento. Porém, ao se observar estudos sobre o tema, percebe-se algumas incoerências e falta de padronização na triagem
das amostras. Assim, para sua utilização como indicador torna-se importante o estudo de uma metodologia eficiente para a triagem
deste material, para que os resultados das análises possam se dar com maior acurácia. No presente trabalho foram feitas coletas
deste material em ambiente florestal de Mata Atlântica, utilizando quadrados de 25×25 cm. Após a coleta as amostras foram levadas
a laboratório e submetidas a diferentes formas de triagem, abrangendo o método manual, e com a utillização de agitador magnético,
fazendo uso de peneiras granulométrias com diferentes diâmetros. As amostras ainda foram submetidas a tempos diferentes no
agitador. Com isso, o objetivo do presente trabalho é apresentar uma metodologia capaz de separar as diferentes camadas das
formas de húmus de forma mais prática, a fim de propor uma padronização, o que será importante em termos de comparação de
dados publicados sobre essa linha de pesquisa.


4302 – MANEJO DA IRRIGAÇÃO COM BASE EM ESTUDO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO


Autor(es): Vitor dos Santos Costa

Orientação: Andre de Souza Avelar, Celia Maria Paiva

Resumo:
O consumo de água por uma dada cultura é denominado de evapotranspiração, sendo a soma da evaporação da água do solo mais
a transpiração da cultura. Na agricultura irrigada, o objetivo é o uso racional da água de forma a atender às necessidades hídricas
das culturas, indispensável para uma boa produtividade, evitando o desperdício ou o estresse hídrico devido a um suprimento de
água inadequado. O manejo eficiente da irrigação maximiza a produção agrícola racionalizando o uso da água, da mão-de-obra e de
energia, tendo em vista o alto consumo de água do setor agrícola (em torno de 70% da demanda). Uma forma de quantificar a
lamina de água a ser aplicada por irrigação é a utilização de equações ou métodos de estimativa que se valem de dados que
incluem a medida das variáveis meteorológicas que governam o fenômeno da evapotranspiração, a saber: radiação solar,
temperatura e umidade do ar e intensidade do vento. Nesse sentido, o presente estudo foi realizado baseado em dados da Estação
Meteorológica Automática do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(CPTEC/INPE) localizada na bacia do Córrego Sujo, situada em Teresópolis, na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. O
método de estimativa utilizado foi o FAO-56 Penman-Monteith, recomendado como padrão pela Organização das Nações Unidas
para Agricultura e Alimentação (FAO). Os valores de evapotranspiração obtidos na estação no período de janeiro de 2008 a
dezembro de 2012 variam entre 0,50 mm (julho de 2009) e 9,15 mm (dezembro de 2012) com valor médio de 3,12 mm, segundo o
método de Penmam Monteith. Nessa bacia, a atividade agrícola utiliza a irrigação de forma indiscriminada para produção de
olericultura. Contudo, objetiva-se apontar possíveis alternativas para otimizar o uso da água na agricultura presente nessa região.
Para tanto, estão sendo contabilizadas as aplicações de água por irrigação junto aos agricultores para avaliação de eventuais
desperdícios ou déficit hídrico.


3554 – AVALIAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO EM BACIA HIDROGRÁFICA DE AMBIENTE SERRANO E SUAS RELAÇÕES COM A TOPOGRAFIA: UM ESTUDO DE CASO NA BACIA DO RIO BONFIM


Autor(es): Weslley Pinheiro da Silva Lima

Orientação: Sarah Lawall, Ana Camila da Silva, Nelson Ferreira Fernandes

Resumo:
A precipitação é uma das etapas mais importante no estudo da hidrologia, pois é um fenômeno contínuo que ativa e alimenta os
processos hidrológicos das bacias hidrográficas, dentre eles, a infiltração a o escoamento superficial. Assim a análise do
comportamento e da distribuição da precipitação em diferentes pontos de uma mesma bacia, tomando como base o volume total,
intensidade e frequência, podem ser preponderantes para o entendimento dos processos hidrológicos. Dentre as variáveis que
influenciam a precipitação o fator orográfico tem destaque principalmente em áreas de topografia acidentada. A topografia cria uma
barreira, o barlavento, responsável pela retenção da umidade e formação das chuvas orográficas, que podem potencializar o volume
e a concentração da precipitação em determinados pontos da bacia hidrográfica e, por conseguinte, proporcionar respostas
hidrológicas distintas em sua área. De tal modo, a região serrana do Rio de Janeiro, na Serra do Mar, constitui uma barreira
orográfica que participa da distribuição e concentração da precipitação em determinadas bacias hidrográficas e municípios, que
deflagram, por vezes, desastres naturais, como os movimentos de massa. Sendo assim, inserida neste contexto de topografia
acidentada, no domínio serrano do estado, está a bacia experimental do rio do Bonfim, a qual é marcada pela presença de
afloramentos rochosos, que delimitam os divisores de drenagem e ainda representam 33% da sua área total, sendo esta com
aproximadamente 30 km². Desta forma, a pesquisa tem como objetivo analisar o comportamento da precipitação de diferentes
pontos de monitoramento e mensuração na bacia do rio Bonfim e arredores, buscando relacionar a influencia da topografia no
volume total e distribuição espacial. Para isto, a bacia do Bonfim conta duas estações de medição da precipitação, cada uma
contendo um pluviógrafo (leituras automáticas) e pluviômetro (observações anotadas) com registros contínuos iniciados no ano de
2007, os quais são produzidos pela CPRM-Serviço Geológico Brasileiro. Próximo a bacia do rio Bonfim, na confluência com o
Piabanha, principal rio da região serrana, está instalada uma estação meteorológica completa, mantida pelo mesmo órgão
institucional, que gera dados automáticos de precipitação. Das três fontes, os dados serão tabulados e retrabalhados para geração
do volume total anual, volume total mensal, seleção de eventos de maior intensidade e frequência das precipitações no período de
cinco anos (2007 a 2011) o que permite identificar semelhanças e diferenças nos comportamentos, os quais são discutidos com
base na variável topografia local. Contudo, espera-se que o estudo seja satisfatório para apresentar as diferenças na distribuição da
precipitação e suas relações com a topografia, sendo este uma boa ferramenta para desencadear outros estudos que envolvam a
dinâmica hidrológica da bacia, os quais tem como base a precipitação.


4183 – METODOLOGIA PARA ANÁLISE DE METAIS LIXIVIADOS DA SERAPILHEIRA DE AMBIENTE FLORESTAL DE MATA ATLÂNTICA, FLORESTA DA TIJUCA SOB A PERSPECTIVA DAS FORMAS DE HÚMUS


Autor(es): Nathalia Pombo Gil

Orientação: Fernando Vieira Cesário, Fernando Amaro Pessoa, Evaristo de Castro Junior

Resumo:
A ciclagem de nutrientes compreende a trajetória cíclica dos elementos essenciais à vida dentro dos ecossistemas. Este processo
serve como indicador do funcionamento dos ecossistemas, o que permite o entendimento do todo considerado. Permite sobretudo,
diagnosticar seu estado funcional, bem como sua relação com variáveis ambientais internas e externas. Na Mata Atlântica a
ciclagem de nutrientes se dá principalmente pela decomposição da serapilheira, a partir da ação do subsistema decompositor que é
responsável pela transferência de carbono, nitrogênio e fósforo. Outros elementos como o potássio e sódio são introduzidos por
meio da precipitação interna. A lixiviação é a lavagem e remoção de elementos químicos solúveis do solo para o lençol freático, mas
pode atuar ainda na remoção de tais nutrientes. O presente estudo busca entender qual é o potencial de liberação dos metais K, Ca
e Fe, Na, Mg e P pela serapilheira, a partir de seu conteúdo nutricional contido na biomassa e o quanto é liberado via lixiviação. Para
tal são recolhidas 10 amostras da serapilheira com um quadrado de 25 x 25 cm em uma área de 400 m2 no Parque Nacional da
Tijuca (RJ). Com as 5 amostras é executada a moagem de todas sua partes para determinar seu conteúdo nutricional, as outras 5
amostras são submetidas a ação da chuva em ambiente florestal por meio de pluviômetros experimentais que medem a cada evento
de precipitação a altura da chuva, retenção e liberação de água da serapilheira. Este método experimental permite a coleta da água
com os nutrientes lixiviados. As amostras resultantes são levadas ao laboratório onde são submetidas a análise quantitativa através
de espectofometria de absorção atômica e forno de grafite (FAAS).


3383 – AVALIAÇÃO DE FATORES CONDICIONANTES E MECANISMOS DE RUPTURA EM MOVIMENTO DE MASSA DO TIPO ?PARROCA? NA PEDRA DO CALEMBÁ (RJ).


Autor(es): Beatriz Diniz Braga

Orientação: Nelson Ferreira Fernandes

Resumo:
Dentre as diversas tipologias de movimento de massa, destaca-se o deslizamento ?parroca? que é caracterizado por ser um
deslizamento translacional raso cuja ruptura se inicia no topo plano da escarpa rochosa. Em função da brusca diferença de
declividade entre o topo e a escarpa rochosa vertical, a massa de solo deslocada ganha energia suficiente para remobilizar e
escavar os depósitos ao pé da escarpa, podendo gerar grande destruição
No presente trabalho estão sendo levantadas, através de revisões bibliográficas e trabalhos de campo, evidências de quais
fatores condicionantes e mecanismos de ruptura agem na deflagração desse tipo de movimento, a fim de estimar o possível alcance
de uma massa rompida nessas condições na vertente sul da Pedra do Calembá, em Vargem Pequena. A área de estudo se trata de
uma elevação em forma de domo com altitude máxima de 315 metros pertencente ao maciço da Pedra Branca no município do Rio
de Janeiro. Nas porções superiores da encosta predomina uma capa fina de solo e afloramentos rochosos (granito porfiróide
homogêneo), enquanto que nas inferiores depósitos transportados (tálus/colúvios) e solos residuais . A ocupação se encontra a
menos de 30 metros do paredão rochoso, com casas localizadas sobre o depósito de tálus/colúvio e deslizamentos já atingiram
essas áreas no passado recente.
Em revisão bibliográfica foi levantado que a geomorfologia, a geometria da encosta, o volume do material mobilizado e as
características desse material são fatores fundamentais a serem levantados para estimar o alcance do material mobilizado. Assim, já
foi feito um breve levantamento geomorfológico/geológico da área, assim como foi gerado um modelo digital de elevação a partir de
base topográfica de 1:10.000 do município do Rio de Janeiro. Em uma próxima etapa será levantado, utilizando um penetrômetro
portátil, a espessura do solo formado sobre o topo da encosta.
As análises preliminares, extraídas a partir da análise do modelo digital de elevação, apontam duas áreas críticas. A primeira se
trata de uma sessão vertical ao extremo sudeste da vertente onde o topo varia de 0 a 4º, seguido pela escarpa vertical com um
ângulo máximo de 60º e pelo depósito da encosta com uma declividade média de 15º onde há a presença de casas. A segunda
área se trata de uma área de confluência de fluxos localizada ao centro da vertente, há também ocupação e uma importante via de
trânsito a poucos metros de distância dessa sessão da escarpa. Os valores de espessura de solo vão complementar essas
informações a fim de compor um quadro mais sólido sobre o possível alcance desses movimentos.


1247 – DECIFRANDO O PARLAMENTO: ANÁLISE DO HISTÓRICO DE MILITÂNCIA POLÍTICA DOS DEPUTADOS FEDERAIS E SUA RELAÇÃO COM O TERRITÓRIO.


Autor(es): Guilherme Felix Machado Filho

Orientação: Iná Elias de Castro

Resumo:
O presente trabalho busca dar continuidade às pesquisas realizadas desde 2012 sobre a temática da representação política. Dessa
forma, o trabalho tem por objetivo geral a análise da representação política tomando como referência a militância política, encarada
como expressão da interface entre representantes e representados. Ainda assim, como questão de fundo, busca-se responder se a
presença de histórico de militância política dos deputados federais enquanto ainda cidadãos ativos na sociedade é um critério
diferenciador e/ou qualificador para a representação política no Brasil.
O prosseguimento com a pesquisas implica, nessa nova fase, novas questões a serem respondidas. Para tanto, dar-se-á
continuidade a análise dos perfis dos deputados federais analisando a variável da renda, remanescente da proposta da fase anterior
da pesquisa, no intuito de traçar, comparativamente, a composição social dos deputados e da sociedade. Como escolha de análise
desta problemática, serão privilegiados como categorias de análise um grupo correspondente à classe laboral e um outro
correspondente à classe patronal.Outro ponto que será desenvolvido é a mensuração do alcance da militância, isto é, quais as
escalas de influência que cada deputado atingiu com a sua precedente militância. Tributário a isso, mas de peso maior na ênfase do
trabalho, como objetivo específico, será analisado de que forma o fator da militância até aqui destacado interfere na construção da
carreira política de cada deputado, o que significa apurar se houve interferência ou não na trajetória política seguida pelo deputado,
sobretudo quanto à ocupação de cargos no executivo.
Como metodologia subjacente à pesquisa está o preliminar levantamento bibliográfico, avançando com os estudos sobre a
democracia representativa sua relação e reflexos na sociedade. Ademais, tomaremos como a base de dados o Portal Excelências
Brasil, Portal da Câmara, sites dos próprios deputados, bem como uma base de dados constituída pelo GEOPPOL sobre o perfil dos
deputados federais. Estes serão operacionalizados segundo a formulação de tabelas, gráficos e mapas, visando destacar a sua
distribuição espacial e a formação de diferentes territórios.


3325 – GOVERNANÇA TERRITORIAL NO MÉDIO VALE DO PARAÍBA: FORMAS DE COOPERAÇÃO NA GRANDE RESENDE


Autor(es): Verônica Maria Oliveira Vasconcellos

Orientação: Paulo Pereira de Gusmao

Resumo:
O objetivo do trabalho é analisar territorialmente os arranjos político-institucionais mais recentes na microrregião do Médio Vale do
Paraíba Fluminense, considerados como respostas às demandas da reestruturação produtiva que estão em curso na microrregião.
No contexto sobre os novos papéis desempenhados pelas cidades médias enquanto intermediadoras nos processos espaciais sob o
comando das metrópoles, a aglomeração de Resende, Itatiaia e Porto Real (a Grande Resende) envolve diferentes agentes e
escalas no espaço intra-urbano. Para essa análise, pretende-se investigar novas iniciativas de governança territorial na
aglomeração. Governança esta, entendida como ?o exercício do poder e autoridade para gerenciar um país, território ou região,
compreendendo os mecanismos, processos e instituições através das quais os cidadãos e grupos articulam seus interesses?
(DALLABRIDA, 2005:53). Dentre as várias mudanças ocorridas desde a década de 1980, o processo produtivo se dinamiza com o
aporte de grandes investimentos industriais. Desejando-se avaliar o real desenvolvimento regional, a governança territorial é tomada
como instrumento de superação de dificuldades relacionadas à oferta de serviços coletivos, e a principal delas é a dificuldade de
barganha para investimentos.
Duas das mais recentes iniciativas serão analisadas: o Projeto CERCANIAS e o Consórcio de Emprego e Renda. Ambos estão em
fase de implantação, já que a elaboração de seus respectivos Estatutos ainda não foi finalizada. Inseridos na lógica de cooperação
mútua entre os diferentes municípios que os compõe, o Projeto e o Consórcio visam conjugar um desenvolvimento local e coletivo,
ou seja, garantir recursos para realização de serviços de infraestrutura que beneficiem tanto . O Projeto CERCANIAS é um caso
interessante de consórcio público intermunicipal devido ao grande número de municípios participantes. Sobre ele, são fatores a
serem observados: as soluções encontradas para driblar os problemas decorrentes das disparidades sócio-econômicas, a
diversidade de partidos políticos na roda de discussões, o real comprometimento dos municípios para com o consórcio, se as
propostas iniciais foram mantidas até o momento, as lideranças atuantes no processo e a existência de patrocínio da festa que é
promovida pela iniciativa.
Contrastando com o anterior, o consórcio intermunicipal de Emprego e Renda conta com a participação de apenas quatro
municípios, também apresentando peculiaridades. Idealizado por lideranças de Resende, tal consórcio visa promover a capacitação
profissional dos munícipes e descentralizar políticas públicas de emprego, trabalho e renda, motivadas pela reestruturação produtiva
representada pela chegada de novas indústrias e serviços na microrregião a partir da década de 1990.
A metodologia consiste em duas etapas: identificação das iniciativas e posterior aprofundamento dos estudos de caso; e tratamento
de dados secundários sobre os municípios dos consórcios, buscando interseções/disparidades econômicas e sociais entre eles. Os
trabalhos de campo e entrevistas são fundamentais pois abordam a gênese dos arranjos, temáticas que os mobilizaram, os
questionamentos pertinentes e indicadores de outros consórcios. O roteiro de questionamentos teve como base entender os
mecanismos de gestão, articulação, coordenação/cooperação e competitividade das mesmas. Nesse caso, observou-se um cenário
promissor baseado na vontade dos municípios em deixar a competição entre si e começarem um processo de
cooperação/coordenação, visando a geração de ganhos para todos.
Este trabalho foi desenvolvido no âmbito do projeto Reestruturação Urbana no Estado do Rio de Janeiro: Governança e
desenvolvimento territorial do Vale Médio Paraíba, que conta com o apoio da Fundação de apoio à pesquisa do Estado do Rio de
Janeiro (FAPERJ).
Referência Bibliográfica:
GUSMÃO, Paulo Pereira de. Governança e Desenvolvimento territorial na área de influência de Resende (RJ). Universidade Federal
do Rio de Janeiro. XII Workshop Recime. Dourados, 2013.
DALLABRIDA, V. R. A dinâmica territorial do desenvolvimento: sua compreensão a partir da análise da trajetória de um âmbito
espacial periférico. Santa Cruz do Sul (RS): UNISC, 2005. (Tese de Doutorado, apresentada no Programa de Pós-Graduação em
Desenvolvimento Regional ? Mestrado – Doutorado da Universidade de Santa Cruz do Sul)


3370 – POLÍTICAS PÚBLICAS DE PATRIMÔNIO E ORDENAMENTO TERRITORIAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO: O CASO DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO AO AMBIENTE CULTURAL (APACS)


Autor(es): Beatriz Velloso da Cruz Domingues

Orientação: Rafael Winter Ribeiro, Paula Azevedo da Silva

Resumo:
Há 30 anos a cidade do Rio de Janeiro vem desenvolvendo políticas públicas com o objetivo de proteger o patrimônio cultural de
seus bairros da descaracterização, contribuindo assim para a formação da memória de uma cidade contemporânea. Entre elas, o
presente trabalho aborda as APACs ? Áreas de Proteção do Ambiente Cultural. Exclusiva do Rio de Janeiro, esse tipo de proteção
teve como embasamento o Plano Diretor Decenal em 1992, quando começou a ser idealizada. Além disso, o planejamento dessa
política pública acabou por sofrer influências de documentos internacionais como a Carta de Veneza (1964), o Manifesto de
Amsterdã (1975) e das Recomendações de Nairobi (1976), onde se destacava o valor cultural de monumentos históricos e a
necessidade de proteção contra transformações e utilização inadequada, além da preservação do solo com relação à especulação
financeira e a melhoria da qualidade de vida dos tecidos mais carentes da sociedade. Nesse sentido, as APACs se propõem a
preservar conjuntos arquitetônicos e a ambiência constituída em diferentes áreas da cidade. Hoje existem quinze áreas reconhecidas
como APACs que correspondem a conjuntos bastante heterogêneos, tanto morfologicamente, quanto na sua forma de implantação,
aceitação e resultados.
O objetivo deste trabalho é compreender as lógicas de implantação e gestão das APACs no município do Rio de Janeiro, suas
justificativas e sua relação com os moradores e usuários das áreas. Como modelo metodológico de análise será adotado aquele
proposto por Rossi e Vanolo (2012) para quem uma geografia política urbana pode ser tratada a partir da tríade representação,
governo e contestação. Assim, no seu aspecto mais amplo, o projeto procura entender as representações que dirigem o
estabelecimento das APACs, ou sua governamentabilidade; a forma como essas ações são implantadas e as respostas dos setores
impactados. Assim, o projeto se divide em três momentos interconectados: na primeira fase será analisada a forma como as APACs
são constituídas, bem como os conjuntos de representação e ideias a ela associadas. As fontes serão os documentos produzidos,
processos de inscrição, e entrevistas com técnicos responsáveis. Compreender a governamentabilidade que rege essas ações é
importante para os dois momentos seguintes: mapear e compreender as ações que são empreendidas e a forma como estas são
recebidas por diferentes grupos uma vez que estão associadas ao processo do fazer política do espaço urbano.
No momento atual, o trabalho encontra-se em uma fase inicial de identificação do objeto e das representações que sustentam essas
ações.


3488 – GENTRIFICAÇÃO DO ESPAÇO URBANO E DIVISÃO TERRITORIAL DO TRABALHO EM NOVA IGUAÇU


Autor(es): Gabrielle de Souza Frade

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
O presente trabalho integra as atividades do Programa de Educação Tutorial ? PET/Geografia/UFRJ, e tem como objetivo a
reflexão sobre o processo de gentrificação que tem ocorrido na cidade de Nova Iguaçu, onde por conta de investimentos públicos e
principalmente privados a sua área central tem passado por um intenso processo de valorização imobiliária com a chegada de novos
empreendimentos e consequentemente a atração da classe média e de agentes econômicos para áreas que antes eram ocupadas
por uma população menos abastada. Ressalta-se que tal fato compõem o processo de reestruturação urbana da metrópole do Rio
de Janeiro e de uma nova espacialidade dos capitais e da divisão territorial do trabalho metropolitano.
O rápido crescimento imobiliário além da mudança de perfil do morador tem enobrecido certas áreas da cidade, e com isso
transformando os preços praticados no mercado. Locais antes ocupados por trabalhadores ambulantes informais agora abrigam um
comércio de alto padrão, com venda de produtos sofisticados. Assim, a utilização do sistema tributário sobre o território tem atuado
como mecanismo segregador, impulsionando a produção capitalista. Segundo Smith ?A gentrificação é, assim, no contexto da
globalização, uma estratégia urbana generalizada do capital.?
É de interesse também um aprofundamento acerca da expansão do Top Shopping, onde o principal empreendedor é o grupo
Marcellino Martins Imobiliária S/A e sua influência no choque de ordem sofrido no entorno da região para remoção dos trabalhadores
informais.
Como metodologia serão realizados levantamentos bibliográficos, trabalhos de campo para obtenção de informações acerca do
processo, entrevistas com comerciantes novos e antigos para que se compreenda os atrativos locais, quais seriam os motivos pela
escolha da área e mapeamento das áreas identificadas como fazendo parte do processo de gentrificação.
A pesquisa ainda não se encontra-se em estágio de conclusão, mas como resultados parciais preliminares, nota-se um interesse
na área, principalmente pela distância do principal Centro da Metrópole, sendo clara a intenção da formação de um subcentro que
atenderia municípios vizinhos da Baixada Fluminense, como já ocorre, mas agora pretendendo prestar um serviço de mais alto
padrão, voltado para camadas mais abastadas da população que ali vive.
Quanto a expansão do Top Shopping, foi podido analisar a ligação do grupo Marcellino Martins com grandes empresários locais do
ramo de serviços e com a prefeitura que vem autorizando obras indevidas, que tem causado transtornos frequentes e mudanças no
trânsito da cidade.


3458 – ARCO METROPOLITANO E SEUS IMPACTOS SÓCIO-ECONÔMICOS EM NOVA IGUAÇU


Autor(es): Humberto Miranda de Carvalho

Orientação: Paulo Pereira de Gusmao

Resumo:
O estado do Rio de Janeiro passou por um período de estagnação econômica depois que a cidade do Rio de Janeiro perdeu a
condição de capital brasileira transferida para Brasília. Dentre as formas de compensar o resultante enfraquecimento econômico do
antigo DF foram criados vários Distritos Industriais, assim como construído o Porto de Sepetiba (hoje porto de Itaguaí) e projetada a
então rodovia RJ-109, que conectaria a Baixada Fluminense ao referido porto. O projeto da rodovia foi deixado de lado e só veio a
ser retomado em 2006, agora sob a forma do Arco Rodoviário Metropolitano que fará a ligação entre Itaboraí (localização do
COMPERJ) e Itaguaí (localização do porto). A presente pesquisa se encontra em um segundo estágio de análise das
transformações que o Arco Metropolitano exerce sobre o município de Nova Iguaçu. Antes procurei investigar em que medida esse
empreendimento está modificando o cotidiano da população, particularmente aquela residente em: Santa Rita; Geneciano; Barão de
Guandu; Figueira 1 e 2; Vila de Cava e Bairro Amaral. Nessa nova fase da pesquisa, procurarei analisar as políticas da prefeitura de
Nova Iguaçu no âmbito de um planejamento de desenvolvimento econômico face à presença do Arco e as pressões territoriais das
áreas marginais ao trajeto. Apesar de inaugurada essa nova fase dos trabalhos atenção seguirá sendo dada às investigação sobre
as possíveis interferências do empreendimento sobre as comunidades diretamente atingidas. Para desenvolver o presente trabalho,
a metodologia empregada continuará com a análise de conteúdos entre três fontes bibliográficas principais [(i) o Plano Diretor do
Arco Metropolitano (Consórcio Tecnosolo e ARCADIS Tetraplan,); (ii) Estudo de Impacto Ambiental ? EIA/RIMA (elaborado pelo
Consórcio Concremat ? Tecnosolo Ltda.); e (iii) a publicação ?Arco Metropolitano: Integração e fragmentação da paisagem
metropolitana? (TÂNGARI; RÊGO; MONTEZUMA-2012)] acrescida de novas entrevistas como os moradores afetados e com
membros da equipe da prefeitura a respeito do empreendimento. Diante dos resultados já obtidos da primeira fase da pesquisa e da
leitura e confronto dos conteúdos das fontes bibliográficos, ficou evidente que o empreendimento provocou um reordenamento
territorial dos moradores. Conforme a ida a campo e a leitura bibliográfica avançaram, notou-se que grande parte do trajeto da
rodovia passava por áreas consideradas pelo EIA-RIMA como ?vazios urbanos? e de baixa utilização econômica no território
iguaçuano.Recentemente representantes da prefeitura de Nova Iguaçu se reuniram com representantes do governo para traçarem
investimento em função da presença do Arco, gerando novas consequências especulativas passíveis de análise neste trabalho.
Além das entrevistas será feito um levantamento documental buscando-se identificar as políticas e outras respostas formais das
autoridades locais face às pressões e oportunidades que o Arco oferece.


3429 – ARQUITETURA E PRESERVAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DE DISCURSOS SOBRE O RIO DE JANEIRO


Autor(es): Ludmila Oliveira Chaves

Orientação: Rafael Winter Ribeiro, Guilherme do Nascimento Rodrigues

Resumo:
A arquitetura, tendo como matéria formas duráveis, apresenta de modo concreto em nossas cidades a produção de uma estética
predominante, cujo seu reconhecimento encontra-se no cotidiano da sociedade urbana que ao compreender estas formas através de
princípios internalizantes, acaba por naturalizá-los como parte de sua paisagem. Porém, como um determinado estilo arquitetônico
interfere no imaginário social? Será apenas um processo natural? Ou podemos dizer que aparições destas formas duráveis
encontram-se relacionadas à formação de grupos culturais influentes em uma determinada sociedade?
Ao analisar a constituição da arquitetura moderno no Brasil ? tanto as edificações quanto nos textos que os fundamentam ?, é
notável a convergência de duas ações fundamentais para o seu alastramento: primeiro, a articulação de nossos intelectuais, junto a
um ideário vanguardista internacional de se construir uma sociedade moderna, igualitária e, potencialmente, industrializada na qual a
?estética da máquina? deveria substituir a exaurida estética arquitetônica classicizante e histórica; e , segundo, o reforço involuntário
dado a esta iniciativa pelo empenho estatal em levar a cabo um projeto de construção de uma identidade nacional, a fim de se gerar
uma sociedade igualitária e economicamente, forte.
Porém, dentro deste contexto, questiona-se como o discurso modernista e a construção da identidade embasam os discursos sobre
a paisagem do Rio de Janeiro?
Considerando, portanto, que a política urbana se completa pela inter-relação das esferas de representação, governo e movimento de
contestação (ROSSI; VANOLO, 2011), a presente pesquisa procura identificar quais discursos retóricos foram utilizados para
justificar o estilo arquitetônico modernistas como símbolo de uma cidade moderna, em detrimento de outros estilos arquitetônicos
contemporâneos ao modernismo. Para tanto, adota-se como metodologia o levantamento e mapeamento dos bens nomeados ao
título de patrimônio, em escala federal, a fim de se identificar quais os critérios e discursos legitimaram a patrimonialização dos bens
patrimoniais, selecionados para simbolizar, representar e salvaguardar a história do Rio de Janeiro moderno.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ROSSI, U.; VANOLO, A. Urban political geographies: a global perspective. 1st ed/ Thousand Oaks, CA: SAGE Publications, 2011.


201 – A PIRATARIA MARÍTIMA NO CHIFRE DA ÁFRICA: ATORES, ESCALAS E TERRITÓRIOS.


Autor(es): Luana Alves Lessa

Orientação: Frederic Jean Marie Monie

Resumo:
A pirataria marítima é um fenômeno global e antigo que passou por fases de ascensões e declínios ao longo da história. Nos séculos
XVII e XVIII, a pirataria acompanhou a expansão do capitalismo mercantil. Recentemente, os ataques de piratas se intensificaram,
num contexto de crescimento das trocas comerciais e do transporte marítimo (responsável por 90% do comércio internacional de
mercadorias). Passamos de 100 ataques em 1990 para 445 em 2010. Além de se intensificar, a pirataria passa por mudanças na
distribuição geográfica das ocorrências. Nas duas últimas décadas, o Estreito de Malacca e o Chifre da África despontaram como
espaços de ação privilegiados. A segurança da circulação marítima sendo considerada estratégica na luta contra o terrorismo e para
o abastecimento em matérias primas, energia e insumos industriais do espaço econômico mundial, a questão da pirataria adquire
então uma grande relevância na atualidade. É no Chifre da África, que constitui nosso recorte espacial, que a pirataria mais se
desenvolveu nos últimos anos. Através de uma abordagem multiescalar privilegiando a identificação dos atores e de suas estratégias
espaciais objetivamos analisar as redes e os territórios da pirataria marítima no Chifre da África desde o início dos anos 1990.
Perguntas mais específicas dizem respeito à: quais dinâmicas territoriais estimularam a emergência e a consolidação da pirataria no
Chifre da África? Como a geopolítica regional e interna da Somália contribuíram para o fenômeno? Quais são os atores mais
envolvidos na atividade? Como evoluiu a espacialidade da pirataria? Para responder precisamos em primeiro lugar definir a pirataria
a partir da literatura dos órgãos internacionais. Em seguida, estabeleceremos um marco conceitual. Utilizaremos conceitos como:
Espaço geográfico, definido por Santos (1985) como um sistema de objetos e ações, viabilizando um entendimento dinâmico dos
atores e das ações dentro de nosso recorte espacial; conceito de escalas de ação (Cox) facilita a compreensão das estratégias
espaciais dos piratas. A noção de Estado falido (failed state) é também considerada central para a análise das causa da emergência
e do crescimento da pirataria nas águas do Chifre da África. Enfim, o conceito de rede permite apreender e articular as diversas
formas de circulação, formal e informal, legal e ilegal, de pessoas, mercadorias e dinheiro no nosso recorte espacial.
A análise de um fenômeno geopolítico requer uma abordagem multiescalar que permita identificar elementos próprios a cada escala
que contribuem para a compreensão do problema na sua totalidade (LACOSTE, 2008). Portanto, o estudo das interações entre as
diversas ordens de grandeza complementa a análise espacial da pirataria marítima, sendo assim, esperamos encontrar trunfos da
geopolítica para melhor compreensão do fenômeno.


132 – AGORA, NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA?: PADRÕES ESPACIAIS DE SOCIABILIDADE NOS ESPAÇOS PÚBLICOS DE CABO FRIO (RJ).


Autor(es): Nikolas Zanette Muricy

Orientação: Leticia Parente Ribeiro, Paulo Cesar da Costa Gomes

Resumo:
O presente trabalho é parte de um projeto mais amplo que visa analisar a espacialidade do fenômeno da sociabilidade nos espaços
públicos do estado do Rio de Janeiro. Trata-se de compreender como certos espaços se ativam e se transformam em lugares
centrais da sociabilidade urbana, verdadeiros pontos de encontro e diálogo social.
Desde Simmel (1907), a sociabilidade é vista como forma autônoma de convívio social. O mesmo autor assim como outros
estudiosos da sociologia urbana (N. Elias, E. Goffman, R. Park, L. Wirth, por exemplo) reconhecem a espacialidade como um dos
principais elementos na constituição da rede de indivíduos que operam relações que caracterizam a sociabilidade. Neste sentido, o
fenômeno pode ser pensado geograficamente.
O recorte espacial utilizado nesta pesquisa é o município de Cabo Frio, localizado na Região dos Lagos (RJ), que é uma das áreas
mais importantes para o turismo de veraneio do estado. A hipótese deste trabalho é que o fenômeno da sociabilidade em Cabo Frio
é fortemente marcado pela sazonalidade, tendo em vista o expressivo incremento populacional observado na cidade nos finais de
semana, assim como nos feriados e nos períodos de férias escolares. É possível, portanto, supor que haja variações significativas de
magnitude, frequência e nas formas pelas quais se manifesta esse fenômeno.
Um conjunto de questões norteia a pesquisa: Quando e como os espaços de sociabilidade de Cabo Frio se ativam? Trata-se sempre
dos mesmos espaços, na baixa e na alta temporada? Há modificações na centralidade e nas formas de sociabilidade dos espaços
públicos com a chegada de turistas e visitantes? Há mudanças na hierarquia entre esses espaços de sociabilidade? Qual o perfil dos
usuários que se apropriam dos espaços, em diferentes horários e em variados ritmos? Há conflitos espaciais? São produzidas novas
significações a partir dos usos e apropriações nos espaços públicos centrais dessa cidade?
A pesquisa se fundamenta em uma abordagem geográfica da sociabilidade que enfatiza a relação indissociável entre as dimensões
morfológica, comportamental e dos significados associadas ao fenômeno. Os instrumentos de pesquisa utilizados foram: observação
direta, com auxílio de registros fotográfico e fílmico, questionários fechados e entrevistas. Como fontes secundárias, foram utilizados
dados estatísticos e fontes documentais de jornais e revistas. As informações coletadas em nove trabalhos de campo foram
sistematizadas sob a forma de uma matriz descritiva que constitui a base da análise da sociabilidade e sua espacialidade no
município de Cabo Frio.
Os resultados permitiram identificar três polos de maior atração, configurando-se assim como lugares centrais da sociabilidade na
cidade de Cabo Frio: a Praia do Forte, a Praia do Peró e a Rua do Canal. É possível afirmar que há diferentes públicos, ritmos e
formas de ocupação desses espaços e que a sazonalidade é um elemento que potencializa e diferencia as formas de sociabilidade.


1152 – POLÍTICAS DE IMIGRAÇÃO NO BRASIL: DEBATES E DESENVOLVIMENTOS RECENTES


Autor(es): Anna Maria Pereira Stauffer

Orientação: Helion Póvoa Neto

Resumo:
O presente trabalho limita-se a apresentar a primeira etapa de um projeto maior intitulado ?Políticas de imigração no Brasil: debates
e desenvolvimentos recentes? inserido no campo de estudo das políticas públicas e do planejamento de estado. O interesse do
projeto abarca tanto os processos históricos recentes de formação da população brasileira e da organização territorial do país,
quanto os mecanismos e finalidades da intervenção estatal nos processos de formação do mercado de trabalho e de
desenvolvimento nacional. Sendo assim, o objetivo central da pesquisa consiste em avaliar as políticas voltadas para os imigrantes
no Brasil a partir da década de 1990 até o momento atual, acompanhando a atuação do Estado face ao novo caráter da inserção
brasileira no contexto migratório mundial.
A avaliação das grandes tendências históricas da imigração brasileira, e das políticas relacionadas, já mereceu significativa literatura
da parte dos estudiosos das ciências humanas. Todavia, o período histórico recente para o qual o presente projeto pretende
contribuir, merece a atenção de nossos estudos por ser o marco da chegada de novos grupos de imigrantes, enquanto vigora a
defasada Lei do Estrangeiro, formulada em 1980, ainda no período militar. Além disso, trata-se do contexto de criação do Mercosul ?
responsável por uma série de mudanças na regularização migratória dos seus países membros ? e de aumento significativo do
ingresso de imigrantes em condição irregular no Brasil. Faz-se necessário repensar as representações ligadas à imigração e às
correspondentes políticas, afim de adequar a legislação brasileira as demandas atuais.
A metodologia utilizada, em linhas gerais, consistirá no levantamento, leitura e organização da literatura existente no que se refere a
política e as tendências da imigração no Brasil durante o período histórico analisado, com a elaboração de um quadro sintético que
apresente as modificações recentes dos processos de imigração e da atuação do Estado frente às mesmas. Dessa maneira,
buscamos realizar uma análise historicamente contextualizada das políticas de imigração com o intuito de compreender como o país
vem definindo suas prioridades nacionais no que diz respeito aos trabalhadores estrangeiros e aos desafios postos pelo cenário
internacional.


1188 – ASSOCIAÇÃO DE MORADORES, ESPAÇO POLÍTICO E DEMOCRACIA


Autor(es): Eduardo Nogueira dos Santos de Souza

Orientação: Iná Elias de Castro

Resumo:
A pesquisa busca identificar as dinâmicas de cinco associações de moradores da cidade do Rio de Janeiro para que se possa
discutir como se dá o associativismo e a apropriação dos espaços políticos por diferentes classes sociais da sociedade. A pesquisa
parte da premissa que a democracia precisa de materialidade. Sendo importante para a geografia debruçar-se sobre o tema e
fornecer dados empíricos para o debate. As cinco associações escolhidas foram a Associação de Moradores e Amigos de Botafogo
(AMAB), a Associação de Moradores do Parque Proletário (AMPP), que acompanho há mais tempo o vinculo com o Estado e a
dinâmica interna das associações, as outras três são a AMALeblon, Associação de Moradores do Santa Marta (AMSM) e Associação
de Moradores de Vila Kennedy. Esta ultima demonstra um vinculo institucional com o Estado, importante para ser pesquisado. Em
relação à metodologia utilizada foram feitas: visitas às associações; entrevistas com os seus presidentes; aplicação de questionários;
participação nas reuniões de revisão das atas e encontro com antigos membros. Através disto foi possível obter informações que
foram reunidas em gráficos que revelaram as diferentes demandas das associações, como: a percepção da democracia, itens
melhor avaliados pelos moradores, a percepção que uma associação tem da outra, a importância do espaço físico para as
associações, o diálogo com a sociedade, como elas se articulam com o Estado suas instituições e a iniciativa privada, e por fim um
índice de representatividade das associações. Com estas informações foi possível concluir que os problemas tratados nas
associações de moradores são na escala do bairro, que o associativismo pressiona para uma democracia mais participativa, que não
nasce aliado à ideologia partidária, que o espaço é fundamental mesmo na era da internet e que mesmo com realidades desiguais a
desigualdade não inviabiliza o processo associativo só o modifica. Como no caso do registro de logradouros e entrega de cartas e
contas na comunidade do Parque Proletário, em que a própria associação cumpre o papel que deveria ser o do Estado. E também
na associação da Vila Kennedy onde existe diálogo diretamente com o gerente da COMLURB através de mídias sociais para retratar
problemas do bairro. A pesquisa visa agora amadurecer as comparações da dinâmica interna destas associações, aprofundar sobre
a ligação da associação de moradores e Estado, além de ampliar o leque de comparações visando melhorar os resultados e fornecer
novas questões para o amadurecimento do debate a respeito de associação de moradores, espaço político e a democracia, além de
entender melhor a relação de vinculo institucional entre os setores do estado e as associações de moradores.


1466 – DESAPROPRIAÇÃO DOS PRODUTORES RURAIS DE SÃO JOÃO DA BARRA/RJ: UM CASO DE REASSENTAMENTO E RESISTÊNCIA


Autor(es): Danielle Faria Peixoto

Orientação: Olga Maria Schild Becker

Resumo:
A cultura de remoções da população como contrapartida do ?desenvolvimento? e crescimento econômico constitui-se historicamente
como prática no Brasil, e no estado do Rio de Janeiro, tem sido pautada pela instauração de grandes projetos. O estado vem
recebendo na última década importantes investimentos estruturantes, especialmente na Região do Norte Fluminense, destacando-se
o Complexo Portuário do Açu (São João da Barra), cuja implantação vem causando intensos impactos sócio espaciais e ambientais,
com reflexos na mobilidade e imobilidade espacial da população.
Como proposta para suprir parte do entrave infraestrutural logístico brasileiro, o Complexo Portuário do Açu configura-se como um
dos maiores porto-indústria do país, contando com terminais offshore e onshore e uma retroárea que tem por objetivo abrigar
diferentes indústrias. Entretanto, para sua implantação foram deflagradas políticas de desapropriações e deslocamentos
compulsórios da população local, composta principalmente por produtores rurais que tiveram seus modos de vida e trabalho
comprometidos com a expropriação.
Neste sentido, este estudo objetiva analisar de que forma a população atingida reagiu aos processos de desapropriação,
considerando-se tanto as ações de reassentamento quanto às de resistência.
Para operacionalização deste estudo, considerou-se a população atingida em dois grupos principais, segundo a forma que estes
lidaram com a percepção da perda do lugar e ?relugarização? (SOUZA, 2013). O primeiro grupo engloba os agricultores que já
sofreram a desapropriação e posteriormente foram reassentados e o segundo, os agricultores que estão na resistência à
expropriação, configurando-se como um caso de ?imobilidade? (GAUDEMAR,1974).
No primeiro grupo, nota-se que houve um processo de mudança abrupta dos modos de vida e trabalho, visto que no local onde
foram reassentados (Vila da Terra), não conseguem exercer sua atividade anterior de maneira plena, uma vez que as condições do
solo e água não permitem. Além disso, a percepção dos moradores quanto a esta mudança ultrapassa o limite do palpável, visto que
a moradia anterior carregava em si uma bagagem histórica e de experiências de vivência únicas.
Em relação ao segundo grupo – produtores que representam o processo de resistência ? organizaram-se criando a Associação de
Produtores Rurais e Imóveis do Município de São João da Barra (ASPRIM), composta de pequenos e médios agricultores, cujo
objetivo consiste em resistir por meios legais à desapropriação. É válido salientar que esta Associação não abrange a totalidade da
população resistente.
Como primeiros resultados, observou-se que a implantação do Complexo Portuário do Açu modificou de forma significativa os modos
de vida e trabalho dos dois grupos destacados. Convém ainda registrar que significativa parcela das terras dos produtores atingidos
foi alvo de um processo de salinização dos solos e das águas decorrente da implantação do referido complexo.


1428 – A GEOGRAFIA DA MALÁRIA NA FAIXA DE FRONTEIRA BRASILEIRA


Autor(es): Renata Duarte Marques

Orientação: Rebeca Steiman, Paulo Cesar Peiter

Resumo:
A Faixa de Fronteira é uma região que vem ganhando destaque nos últimos anos, por suas dinâmicas que se diferenciam do resto
do país e devido à influência dos países lindeiros em suas particularidades.
Os problemas na área de saúde são reconhecidamente interdisciplinares, uma vez que o que se busca na realidade são os
determinantes de cada enfermidade e não mais somente os agentes etiológicos causadores de cada doença. A Geografia se insere
no campo da saúde através de sua tradição de estudos sobre as relações entre a sociedade e o ambiente.
A escolha da malária como doença parasitária a ser estudada se dá por sua relevância em âmbito nacional, inserida no Programa
Nacional de Controle da Malária – PNCM. Esta doença, em números atuais, atinge quase 200 mil pessoas no Brasil. A população
indígena da Amazônia é uma das populações mais vulneráveis à doença. A malária é uma doença endêmica e de difícil controle,
com surtos periódicos nas áreas endêmicas.
Já o recorte espacial ? a Faixa de Fronteira brasileira foi escolhida por suas particularidades e, sobretudo, porque a incidência da
doença tem ganhado bastante destaque ao longo desta, sobretudo no Arco Norte, estando em processo de crescimento enquanto
nas demais áreas do país este processo se encontra em declínio. Esta tendência tem sido percebida nos levantamentos dos últimos
anos. O objetivo da pesquisa é verificar se essa tendência é a mesma nas populações indígenas da faixa de fronteira. Para isso
serão mapeados indicadores de incidência de malaria na população indígena e não indígena nos municípios da fronteira, utilizando
os bancos de dados do SIVEP-Malária.


221 – DOMINGO NO PARQUE?: ANÁLISE GEOGRÁFICA DA SOCIABILIDADE NA QUINTA DA BOA VISTA (RJ).


Autor(es): Paula Barbosa Estevam Trojan

Orientação: Leticia Parente Ribeiro, Paulo Cesar da Costa Gomes

Resumo:
Os espaços públicos da contemporaneidade são locais privilegiados para a construção cotidiana da sociabilidade urbana, entendida
como uma forma de convívio social que possui autonomia em relação aos seus conteúdos (SIMMEL, 2006). Este trabalho faz parte
de um projeto mais amplo que visa compreender a espacialidade do fenômeno da sociabilidade nos espaços públicos do estado do
Rio de Janeiro. Para tal realizamos um estudo de caso na Quinta da Boa Vista, um dos maiores parques urbanos da cidade. A
escolha desta área como objeto de estudo deve-se ao expressivo afluxo de pessoas e às fortes interações sócio-espaciais que nela
ocorrem, sobretudo, nos finais de semana. Sua área é composta por uma grande extensão de áreas verdes, corpos hídricos, além
de diversos equipamentos com destaque para o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e o Museu Nacional da Universidade Federal do
Rio de Janeiro. O objetivo geral desta pesquisa é analisar os padrões espaciais de organização da sociabilidade neste parque. As
questões que orientam a pesquisa são: Como as pessoas/atividades estão distribuídas no lugar? Como as pessoas circulam no
lugar? Como se caracteriza a frequência ao lugar? Qual o grau de atratividade é exercido pelo Parque da Quinta da Boa Vista no
quadro espacial da cidade do Rio de Janeiro, isto é, sua área de influência? Metodologicamente, a pesquisa se fundamenta na ideia
de que no fenômeno da sociabilidade há uma relação indissociável entre as dimensões morfológica, comportamental e dos
significados. Os instrumentos de pesquisa utilizados foram a observação direta, com auxílio de fichas de observação, registros
fotográficos e fílmicos, questionários fechados e entrevistas. Como fontes secundárias, foram utilizados dados estatísticos e fontes
documentais de jornais e revistas.
O resultado geral da pesquisa gerou uma base para reconhecer os padrões espaciais da sociabilidade na Quinta da Boa Vista.
Especificamente, foi medido o grau de centralidade deste logradouro para onde afluem pessoas oriundas de diferentes bairros do
estado do Rio de Janeiro, da Região Metropolitana e de outros municípios fluminenses, o que também é demonstrado pelo
levantamento das placas dos carros nos diferentes estacionamentos do parque. Também foram identificados os principais percursos
desenvolvidos, as áreas mais frequentadas no parque, o tipo de público e as principais formas de interação entre as pessoas. Esses
resultados serão apresentados em forma de croquis, mapas e tabelas, acompanhados por fotos.


89 – ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS E DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA PLUVIOSIDADE NO MUNICÍPIO DE ANGRA DOS REIS (RJ)


Autor(es): Vinicius Costa de Mattos

Orientação: Telma Mendes da Silva

Resumo:
Estudos sobre a região sudeste do Brasil são inúmeros, devido sua complexidade geológico-geomorfológica e climática, bem como
por sua relevância político-econômica, que a torna foco de inúmeras questões e conflitos socioambientais. Um bom exemplo desta
região geográfica está localizado ao sul do estado do Rio de Janeiro, conhecido como ?Costa Verde?, e que carece de estudos mais
refinados que permitam a compreensão dos fenômenos, processos e dinâmicas evolutivas da paisagem em escalas mais adequadas
à gestão ambiental. A avaliação de riscos naturais, definição de áreas com necessidade de preservação ambiental, bem como
estudos que subsidiem políticas de planejamento ambiental são temas de interesse para as prefeituras municipais locais. No
município em que se realiza este trabalho, Angra dos Reis, todas estas questões ainda estão associadas a fragilidades ambientais
que levam ao desencadeamento de processos erosivos acentuados em suas encostas e fenômenos de enchentes, por possuir uma
conformação geomorfológica associada a grande umidade do ar e a interação desta com frentes e linhas de instabilidade
atmosférica que geram elevados índices pluviométricos. Desta forma, se faz necessário um estudo mais detalhado de como essa
pluviosidade se distribui sobre o município e, para tanto, está sendo utilizada uma metodologia de análise com base na interpolação
de dados pluviométricos disponibilizados por órgãos como o INMET, ANA e Defesa Civil. A elaboração de gráficos com a distribuição
espaço-temporal da pluviosidade, também se faz necessária. Os resultados alcançados até o presente momento apontam como um
dos locais de maior pluviometria a bacia do rio Bracuí com uma média de 2267,8 mm anuais, sendo os meses de dezembro, janeiro,
fevereiro e março os mais chuvosos. Estes dados serão ainda cruzados com informações relativas a eventos geomorfológicos
devidamente espacializados, tais como movimentos gravitacionais de massa e enchentes, disponibilizados pela Defesa Civil,
objetivando-se o entendimento de como esses fenômenos são espacialmente distribuído ao longo do município, e estando estes
associados a recortes espaciais de bacias de drenagem, de forma a contribuir efetivamente com um plano de informação básico e
que possam estar associados à localização e previsão de eventos de natureza geomorfológica catastróficos.


97 – ASPECTOS MORFDINÂMICOS DAS BACIAS DE DRENAGEM NO MUNICÍPIO DE ANGRA DOS REIS (RJ)


Autor(es): Luana Zumpichiatti Piacesi

Orientação: Telma Mendes da Silva

Resumo:
As características fisiográficas da região sul-fluminense que apresenta um modelado de relevo contrastante, caracterizado por
predomínio de compartimentos serranos em contato abrupto com feições morfológicas quaternárias de planícies flúvio-marinhas,
somados aos elevados índices pluviométricos, levam além da existência de uma rede de drenagem bem hierarquizada, elementos
de fragilidade em relação às condições de risco e de instabilidade ambiental. Dentro deste contexto, o presente trabalho tem por
objetivo reunir informações sobre a estruturação da rede de drenagem, através da investigação tanto de aspectos geomorfológicos
quanto da análise de padrões de drenagem e do cálculo de parâmetros morfométricos de bacias de drenagem, que procurem
identificar bacias com maior tendência à dinâmica erosiva, e onde haja uma maior ou menor influência do condicionamento
estrutural. Além destes condicionantes voltados à dinâmica evolutiva geológico-geomorfológica, pretende-se integrar informações de
caráter físico-ambientais como informações de uso do solo e cobertura vegetal, de modo que se possa subsidiar o diagnóstico de
áreas mais suscetíveis ao desencadeamento de processos erosivos. Até o presente momento foram realizadas as seguintes
atividades de investigação: revisão bibliográfica sobre a área de estudo e sobre a temática abordada pelo trabalho (geomorfologia de
bacias de drenagem, mapeamento geomorfológico, dentre outros); aprendizado e treinamento de uso do software ArcGis 9.0 para o
tratamento de informações coligidas e atividades de campo para reconhecimento da área. Análises preliminares demonstram a
existência de dinâmicas diferenciadas para as bacias de drenagem que ocupam os terrenos do município, associadas principalmente
a forma geométrica da bacia e a presença de feições morfológicas distintas, informações estas básicas para um primeiro
entendimento de comportamentos morfodinâmicos diferenciados. Encontram-se em andamento etapas relacionadas a análise dos
padrões de drenagem, cálculo percentual das diferentes classes de compartimentos geomorfológicos reconhecidos por Silva (2002)
para cada bacia de drenagem, análise percentual das diferentes classes de uso do solo identificadas pela Empresa Science (2000) e
avaliação das litologias e de estruturas geológicas de mapeamentos já realizados para a área de estudo; além do cálculo de
parâmetros morfométricos, referentes a Densidade de drenagem (Dd), Índice de forma (If) e Assimetria de bacias de drenagem na
investigação da morfodinâmica das bacias em estudo.


3082 – COMPARAÇÃO DA INFILTRAÇÃO ENTRE PASTAGENS E PLANTIOS DE EUCALIPTO NA BACIA DO RIO SESMARIA, MÉDIO VALE DO RIO PARAÍBA DO SUL.


Autor(es): Leonardo David da Silva Corrêa Júnior

Orientação: Anderson Mululo Sato, Ana Carolina Facadio Campello, Ana Luiza Coelho Netto

Resumo:
A expansão da silvicultura do eucalipto fomenta inúmeras discussões em relação aos impactos decorrentes desta atividade. O
presente trabalho foi desenvolvido no Médio Vale do Rio Paraíba do Sul, na bacia experimental do rio Sesmaria (149 Km²), onde
observa-se a expansão de plantios de eucaliptos em um padrão espacial de manchas sobre uma matriz de pastagem degradada por
sucessivas queimadas e pisoteio de gado. Estudos anteriores concluíram que o atravessamento de água nos plantios de eucalipto
ocorre de forma concentrada junto aos troncos e com reduzidas taxas de escoamento superficial, o que resulta em um ambiente
favorável à infiltração da água no solo. Atualmente existem estudos em curso buscando definir a relação entre a implantação destes
plantios com a reativação e desenvolvimento de erosões por voçorocamento. Observações de campo durante um evento de chuva
mostraram que a pastagem apresenta altas taxas de escoamento superficial, proporcionando um claro avanço remontante das
cabeças dos canais das voçorocas. O objetivo desse trabalho é mensurar e comparar a velocidade de infiltração básica (VIB) da
água nas pastagens e nos plantios de eucalipto. Para tal foi utilizada a equação descrita por Horton (1939) – adaptada – com o intuito
de tratar os dados obtidos e compará-los a partir de ensaio de campo com o infiltrômetro de duplo anel em áreas de pastagem e no
interior dos plantios de eucalipto. Para subsidiar os resultados, foram levantados também dados como umidade antecedente,
estoque de serrapilheira e total de poros no solo. Os primeiros resultados indicam uma VIB média de 239 e 275 mm/h na pastagem e
no eucalipto, respectivamente, que corroboram os estudos anteriores feitos com parcela de erosão que demostraram que a taxa de
infiltração é maior no eucalipto em comparação com a pastagem.


3749 – ANÁLISE DOS ÍNDICES PLUVIOMÉTRICOS E SUAS SÉRIES TEMPORAIS NA BACIA DO RIO MACAÉ (RJ).


Autor(es): Bruno Felipe Cordeiro de Albuquerque

Orientação: Monica dos Santos Marcal

Resumo:
Os índices pluviométricos de uma bacia hidrográfica, quando analisados através de séries históricas, permitem a observação do
comportamento e a dinâmica do seu sistema fluvial. A análise dos processos de erosão e deposição permitem a compreensão dos
(auto) ajustes que os canais adquirem ao longo do tempo e ajudam na observação das respostas aos eventos de grande magnitude
relacionados às enchentes e assoreamentos.
O sistema hidrográfico de uma bacia hidrográfica reage em resultado às enchentes no seu baixo curso, provocando desgastes
sociais através de impactos ambientais de magnitudes variadas. Entretanto, do ponto de vista da ciência geomorfológica, a
geomorfologia fluvial através dos conhecimentos acerca da evolução dos processos e formas associadas, se destaca pelo seu
caráter condicionante da vida e atividade antrópica.
A pesquisa esta sendo desenvolvida na Bacia do rio Macaé, localizada na região norte fluminense e possui área aproximada de
1.800Km2, apresenta histórico de enchentes no seu baixo e médio curso que causaram prejuízos financeiros diversos e
consequências negativas às atividades agropastoris, importantes à região.
Nesse sentido, a pesquisa visa analisar a variabilidade do regime de chuva e vazões ocorridas na bacia do rio Macaé, objetivando
identificar padrões e fatores de influência do regime hidrológico, delimitando suas respostas aos tempos de recorrência de cada
evento pluviométrico. Tais estudos têm como objeto os índices de outubro de 2008. Destaca-se que através da análise da
variabilidade do regime de chuva da bacia do Rio Macaé é possível destacar, através de gráficos, suas séries temporais e o tempo
de recorrência das chuvas e as probabilidades de recorrência desses eventos.
Serão analisados os dados das duas estações pluviométricas localizadas na bacia do rio Macaé, referentes à pluviosidade diária,
mensal e anual. Os dados correspondem à série histórica de 41 anos, compreendida entre o período de 1968 a 2008, obtidos
através do acervo digital do Sistema de Informações Hidrológicas (HIDROWEB), disponíveis no site da Agência Nacional de Águas
(ANA). Com os dados de pluviosidade torna-se possível a análise da frequência dos eventos que proporcionaram enchentes na
região, apontando também a escassez e limitações dos recursos hídricos. Dessa forma, as séries temporais trarão resultados para
análise e o tempo de recorrência de cada evento pluviométrico,possibilitando a análise de um modelo antes de apontar qualquer
resultado ou conclusão.


3929 – ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL DAS PROPRIEDADES FÍSICO-HÍDRICAS COMO BASE PARA OS ESTUDOS DA DINÂMICA HIDROLÓGICA DA BACIA DO RIO BONFIM


Autor(es): Heloisa helena Camelo da Silva, Ricardo Maia de Almeida Junior

Orientação: Sarah Lawall, Ana Camila da Silva, Nelson Ferreira Fernandes

Resumo:
Os processos de infiltração e escoamento superficial estão diretamente relacionados às variáveis-controle, tais como, as condições
de superfície, uso e cobertura dos solos e as propriedades físico-hídricas. Com relação às propriedades elas contribuem para a
formação do arranjo poroso que determina a movimentação da água no solo, responsável pelo abastecimento de água para as
plantas, recarga do lençol freático, manutenção dos canais de drenagem e evolução da paisagem. Além disso, elas são sensíveis
as quaisquer mudanças corridas na paisagem, sendo muito utilizadas para o estudo da qualidade física dos solos. Por isso, a
mensuração e avaliação das propriedades físicas tornam-se importantes etapas para o entendimento dos processos hidrológicos,
que regem a passagem da água desde a precipitação aos canais de drenagem. A bacia do rio Bonfim, localizada na região serrana,
é considerada como experimental aos estudos de hidrologia de bacia sendo que algumas propriedades físico-hidricas, tais como, a
taxa de infiltração, condutividade hidráulica, curva de retenção e ainda, a textura, porosidade e densidade do solo foram inicialmente
avaliadas em 29 pontos distribuídos entre três tipos de cobertura, floresta, pastagem e agricultura, no ano de 2010. No entanto, a
variabilidade espacial e temporal destas propriedades e as mudanças de cobertura ocorridas na bacia do rio Bonfim demandam
novas frentes de mensuração dos dados e atualização com comparação dos existentes. Assim, o objetivo do trabalho é avaliar a
qualidade física dos solos através das propriedades físico-hídricas por mensurações e monitoramentos de campo em novos e
pretéritos perfis (pontos na bacia) seguindo as mudanças do tipo de uso e cobertura do solo. Para isto, propriedades como textura,
porosidade total e densidade do solo são avaliadas por amostragem e analise laboratorial e, paralelamente, a permeabilidade é
aferida com uso do permeâmetro de Guelph e a taxa de infiltração, por meio do infiltrômetro de tensão. Estes procedimentos
ocorrem em diferentes profundidades dos perfis com limite de um metro, média de profundidade dos solos da bacia. Tomando como
base a influencia do tipo de uso cobertura existente em 2010 e a evolução para o ano de 2014, espera-se que, nas áreas de
agricultura as alterações pelo manejo dos solos provoquem a redução da infiltração e percolação da água no solo e,
consequentemente, nas áreas onde houve manutenção e expansão florestal, aumente a infiltração e percolação.


4245 – CARACTERIZAÇÃO DA VEGETAÇÃO E DO SISTEMA RADICULAR EM FLORESTAS SECUNDÁRIAS EM DIFERENTES ESTÁGIOS SUCESSIONAIS NO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO/RJ


Autor(es): Annita Vicente Neves, Anna Luiza Faya de Britto Costa

Orientação: Anderson Mululo Sato, Joana Stingel Fraga, Rogério Ribeiro de Oliveira, Ana Luiza Coelho Netto

Resumo:
Estudos realizados na região serrana do Estado do Rio de Janeiro apontaram a ocorrência de 3.622 deslizamentos em uma área de
420 km², com cerca de 60% destas cicatrizes mapeadas em áreas de vegetação florestal. Investigações de campo indicaram que
muitos fragmentos florestais existentes na área de estudo são resultantes da regeneração espontânea por processo de sucessão
ecológica que geralmente não ultrapassa os cem anos. Questiona-se sobre o papel desta vegetação secundária no controle de
processos hidrológicos e mecânicos de encosta, como o atravessamento da chuva, a infiltração e no aumento da resistência ao
cisalhamento dos solos em função dos sistemas radiculares. Neste contexto, objetiva-se caracterizar dois fragmentos florestais de
Mata Atlântica em diferentes fases sucessionais, sendo um fragmento de aproximadamente 50 anos (Área #1) e outro de
aproximadamente 20 anos (Área #2) próximos a cicatrizes de deslizamento, considerando a fitossociologia e a densidade e estrutura
dos seus sistemas radiculares. As áreas de estudo se encontram em bacias hidrográficas vizinhas, sendo a Área #1 localizada na
bacia do Córrego Dantas (54 Km²) e a Área #2 na bacia do Rio Roncador (24 Km²), ambas em Nova Friburgo/RJ. Foram realizados
levantamentos fitossociológicos (estrutura da comunidade, porcentagem de árvores mortas e identificação dos indivíduos) a partir de
mensurações do perímetro a altura do peito (PAP) e altura dos indivíduos em seis parcelas de 10 m x 10 m em cada uma das áreas
nas quais foram amostrados os indivíduos com o PAP ? a 15 cm. O material botânico coletado foi analisado e identificado em
laboratório especializado da PUC-RJ. Uma trincheira de 1 m x 1 m x 1 m foi aberta em cada área de estudo e as raízes grossas (>2
mm) e finas (<2 mm) foram coletadas em 7 profundidades (0 - 10 cm, 10 - 20 cm, 20 - 30 cm, 30 - 40 cm, 40 - 50 cm, 50 - 75 cm, 75 - 100 cm), para obter a densidade e o comprimento total destas por classes de diâmetro. As raízes grossas foram amostradas através da separação do material escavado e as raízes finas foram coletadas em cinco réplicas com anéis de Kopec. Os dados indicam que a Área #1 apresenta dois estratos arbóreos, menos indivíduos mortos (8,3 %), área basal de 31,6 m²/ha e uma densidade de 2200 ind./ha, enquanto na Área #2 foi detectado apenas um estrato, mais indivíduos mortos (12,9%), área basal de 26,9 m²/ha e densidade de 5033 ind./ha. Há uma maior biomassa de raízes grossas na Área #2 e esta biomassa está em concentrada em poucas raízes com diâmetro > 20 mm. As raízes finas apresentam um decréscimo exponencial da biomassa, com
valores em torno de 2,7 kg/m³ nos primeiros 10 cm para menos de 0,2 kg/m³ a 1 m de profundidade, não sendo observadas
diferenças significativas entre as Áreas #1 e #2. Conclui-se que embora a porção aérea das áreas de estudo apresentem grandes
diferenças, não foi possível correlacionar estas diferenças com as características quantitativas e qualitativas dos sistemas
radiculares.


4334 – DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E HIDRÁULICAS DO SOLO EM DOIS FRAGMENTOS SECUNDÁRIOS DE MATA ATLÂNTICA NO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO/RJ


Autor(es): Annita Vicente Neves, Anna Luiza Faya de Britto Costa

Orientação: Anderson Mululo Sato, Joana Stingel Fraga, Ana Luiza Coelho Netto

Resumo:
Em Janeiro de 2011 chuvas extremas atingiram a região serrana fluminense causando milhares de deslizamentos que resultaram em
centenas de óbitos e bilhões de reais em perdas materiais. A sobreposição destas cicatrizes de deslizamentos sobre um
mapeamento de vegetação na escala 1:100.000 indicou que mais de 60% das cicatrizes ocorreram em encostas com vegetação
florestal. Observações de campo indicam que a maioria destes fragmentos florestais encontra-se degradado e, provavelmente, com
perda de suas funções reguladoras da hidrologia de encosta e propriedades mecânicas de adição de resistência ao cisalhamento
pelos sistemas radiculares. Neste contexto, os objetivos deste trabalho são realizar a caracterização física e avaliar a condutividade
hidráulica dos solos em dois fragmentos florestais de Mata Atlântica no município de Nova Friburgo/RJ. As áreas de estudo
apresentam aproximadamente 50 anos (Área #1) e 20 anos (Área #2), com área basal de 31,6 e 26,9 e m²/ha e a densidade de
indivíduos 2200 e 5033 ind./ha, respectivamente. Foram abertas trincheiras de 1 m x 1 m x 1 m em cada área e coletadas amostras
de solo em sete profundidades (0 – 10 cm, 10 – 20 cm, 20 – 30 cm, 30 – 40 cm, 40 – 50 cm, 50 – 75 cm, 75 – 100 cm), para caracterizar
os solos a partir de ensaios de agregados (em peneiras de > 2 mm, 2 – 1 mm, 1 ? 0,5 mm e 0,5 ? 0,25 mm), de porosidade total e de
granulometria sem a utilização de defloculante, com três réplicas em cada ensaio. Para os ensaios de condutividade hidráulica
saturada foi utilizado o permeâmetro de Guelph em três profundidades (15 cm, 30 cm e 75 cm) com duas cargas hidráulicas (5 e 10
cm) e cinco réplicas, totalizando trinta ensaios em cada área. Estas profundidades foram escolhidas baseadas na quantificação de
raízes grossas e finas no perfil do solo. As análises granulométricas de ambas as áreas indicaram uma predominância de areia (>
85% em todas as profundidades) e teores de argila inferiores a 1% em todas as profundidades e em ambas as áreas, o que
demonstra que as argilas encontram-se agregadas. A porosidade média dos solos na Área #1 (64%) é superior a encontrada na
Área #2 (59%) na superfície do solo (0 ? 10 cm), não apresentando diferenciação nas demais profundidades. Os teores de
agregados > 2 mm mantiveram-se superiores a 95% em todas as profundidades na Área #1, enquanto este mesmo comportamento
não foi observado na Área #2. Estas diferenças estão provavelmente relacionadas a uma ciclagem mais eficiente dos nutrientes no
solo na Área #1, que se relaciona a uma menor densidade de raízes de absorção na superfície do solo. A condutividade hidráulica
das duas áreas não difere significativamente, tendo como média os resultados de 15 cm, 30 cm e 75 cm respectivamente na Área
#1: 3,77E-03, 4,11E-04 e 0,98E-04. E na Área #2: 3,69E-03, 9,56E-04 e 1,79E-03.


4400 – A UTILIZAÇÃO DAS FORMAS DE HÚMUS COMO INDICADORES ECOLÓGICOS


Autor(es): Pedro Berruezo Marques, Nathalia Pombo Gil

Orientação: Fernando Vieira Cesário, Fernando Amaro Pessoa, Evaristo de Castro Junior

Resumo:
As Formas de Húmus resultam da interação entre vegetação (adicionando folhedo, galhos, frutos, sementes, flores, raízes finas ao
topo do solo servindo a sua nutrição), fauna decompositora (responsável pela transformação desse material em húmus coloidal) e os
elementos abióticos locais (microclima, topografia, tipo de solo, etc.) apresentando padrões de decomposição para cada ambiente
que servem como indicadores de integridade ecológica. As áreas tropicais úmidas são as que de maneira geral apresentam maior
velocidade de decomposição de matéria orgânica edáfica. No entanto, desvios dessa tendência ocorrem devido às variações locais
dos elementos do clima, que podem afetar o processo de maneira direta ou indireta, promovendo variações na decomposição sob
diferentes condições microambietais, como as condições microclimáticas (DELITTI, 1985).
Nos domínios tropicais a análise da integridade de fragmentos florestais por meio do modelo de Formas de Húmus (modelo no qual
se analisa as taxas de decomposição da matéria orgânica do solo) , enquanto ?indicadora global de síntese? do status funcional do
processo de decomposição, tem sido negligenciada pela excessiva simplificação ao húmus resultante de uma decomposição rápida,
com escassa acumulação superficial de camadas orgânicas no perfil húmico.
Na avaliação da diversidade no nível de ecossistemas pode-se utilizar os chamados Indicadores Funcionais Globais, variáveis que
refletem ou modulam o funcionamentos dos processos de produção e decomposição da matéria orgânica no solo e nos
ecossistemas florestais. Desta maneira, na realização de diagnósticos geobiofísicos através de indicadores funcionais globais,
estudos relativos a estrutura vegetal, estoque de matéria orgânica de superfície, características químicas e físicas, topo do solo,
assim como relacionados a condições climáticas são essenciais para a realização das relações necessárias à compreensão da
dinâmica da matéria orgânica, que acaba por refletir no grau de integridade de um fragmento florestal(PEREIRA,2005; PESSOA,
2013; CESÁRIO, 2014).


158 – VARIAÇÃO DE ASPECTOS MORFOLÓGICOS DE LEITO FLUVIAL NA BACIA DO RIO JAPUÍBA – ANGRA DOS REIS (RJ)


Autor(es): Matheus Souza Belem Pimenta Dos Santos

Orientação: Telma Mendes da Silva

Resumo:
A bacia do rio Japuíba está localizada no município de Angra dos Reis e tem passado, nos últimos anos, por um processo acentuado
de formação e erosão de feições morfológicas em seu leito fluvial. Diante deste fato, o presente trabalho tem por objetivo
compreender os processos erosivos e deposicionais ocorridos na bacia através da análise comparativa de mapeamento das feições
morfológicas realizados para diferentes datas. Justifica-se o estudo para esta bacia devido a importância deste rio como fonte de
abastecimento de água do município, onde se encontram postos de captação da CEDAE e SAAE e, assim, tornado a compreensão
da dinâmica evolutiva indispensável para identificar e mitigar a influência de impactos negativos à área. Para tanto, será aplicada a
metodologia dos estilos fluviais (River Styles®) desenvolvida por Brierley e Fryirs (2003), que consta na classificação de segmentos
do rio a partir de um conjunto de características geomorfológicas e hidrodinâmicas, básicas para apreensão do caráter,
comportamento e mudanças morfológicas ao longo do tempo em um trecho do canal fluvial e sua relação com a planície e a
susceptibilidade erosiva. Além disso, procurar-se-á associar às datas mapeadas dados pluviométricos, de modo a investigar a
participação do papel das chuvas na dinâmica da bacia. Para a identificação das mudanças morfológicas do rio ao longo do tempo
foi realizado o reconhecimento de feições em um trecho do rio em imagem GeoEye de 2010 e comparada com o mapeamento em
imagens Google Earth para outras datas. Estão sendo mapeadas em leito fluviais as seguintes feições: ilhas fluviais, depósitos
laminares arenosos, barras de pontal, barras laterais e barras de confluência. Apesar do trabalho se encontrar em fase inicial, no
trecho do rio mapeado constatou-se um aumento da deposição pelo incremento de barras laterais e de pontal na série de imagens
de 2010; enquanto na série de imagen Google Earth de 2012 observa-se uma diminuição dessas feições de deposição, apontando
para uma diminuição do processo de assoreamento do leito fluvial. Foram realizadas também duas visitas a campo para checar os
mapeamentos realizados em gabinete e visualização dos processos atuais e reconhecimento da área. Atualmente, encontra-se em
continuidade os mapeamentos de outros trechos do rio Japuíba e futuramente será traçado um paralelo dos períodos mapeados com
os dados pluviométricos da área; estes já levantados por outro integrante do grupo de trabalho.


494 – RELAÇÃO ENTRE ÍNDICES GEOMORFOLÓGICOS A PARTIR DE OBSERVAÇÕES EM SUPERFÍCIEPLANIMÉTRICA E MODELADA NA BACIA DO RIO CUIABÁ – PETRÓPOLIS (RJ)


Autor(es): Igor Vieira Vargas Colares, Julia Abrantes Rodrigues, Luis Felipe Barreto de Oliveira

Orientação: Manoel do Couto Fernandes, Rodrigo Sá de Araujo

Resumo:
Existe uma série de alternativas para trabalhar com a dimensionalidade dos elementos de uma paisagem, como a utilização de
modelos digitais de elevação (MDE), e mesmo assim o geoprocessamento possui uma limitação estabelecida pela não consideração
da irregularidade do espaço a ser analisado. Neste sentido, a análise em superfície modelada apresenta uma acuracidade maior no
que tange mensurações na paisagem, como é o caso de analises geomorfológicas, a medida que, este tipo de análise tem como
principais técnicas metodológicas a mensuração de feições da morfologia do relevo. Com o intuito de entender como as diferentes
observações em superfície planimétrica e modelada podem se comportar mediante a mensurações morfológicas, o presente trabalho
busca comparar resultados de índices geomorfológicos obtidos a partir destes dois tipos de observações na bacia do rio Cuiabá,
localizada no município de Petrópolis (RJ).
Buscando comparar a utilização de observações em superfície modelada e planimétrica para leituras geomorfológicas, foi
desenvolvida uma análise para o índice de eficiência de drenagem (IED) na bacia do rio Cuiabá. Esse índice, apresentado por
COELHO NETTO et al. (2007), define um valor proporcional à capacidade do relevo em drenar a água de superfície de uma bacia e,
por envolver parâmetros morfométricos de área e comprimento de drenagem possui respostas diferentes quando são adotadas as
análises em superfície modelada e planimétrica.
Todo estudo foi desenvolvido na escala de 1:10.000 compilada das bases topográficas cedidas pelo município de Petrópolis (RJ). A
partir desta base foram construídos os índices geomorfológicos em superfície planimétrica. Os índices trabalhos são: Gradiente
Topográfico (Gt), Densidade de Drenagem (Dd) e Índice de Eficiência de Drenagem (IED). Estes índices foram extraídos para as 41
bacias de segunda ordem do vale do Rio Cuiabá, segundo a classificação de STRALHER (1952).
Na comparação realizada, constatou-se um significativo incremento nos valores obtidos para as mensurações em superfície
modelada nas observações de área e comprimento de drenagem, que influenciaram nos valores obtidos de Densidade de Drenagem
e Índice de Eficiência de Drenagem. Estes resultados corroboram comportamentos observados em área de relevo bastante
acentuado como o da bacia do rio Cuiabá. Assim, é aberta a perspectiva da utilização deste tipo de observações em áreas de
comportamento morfológico semelhante, visando criar leituras mais próximas da realidade, evitando com isso problemas de
interpretação da estrutura e funcionalidade geomorfológica da paisagem.


1311 – O ESTUDO DOS TOPÔNIMOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA


Autor(es): Kairo da Silva Santos, Amanda Biondino Sardella

Orientação: Paulo Marcio Leal de Menezes, Beatriz Cristina Pereira de Souza

Resumo:
O Rio de Janeiro sofreu um processo de ocupação significativo ao longo dos anos e essa ocupação foi responsável não só pela
organização espacial do Estado, como também pela criação dos topônimos que podemos encontrar. Vale evidenciar que a análise
da toponímia do estado do Rio de Janeiro indica os traços do processo de ocupação desta área. Como objetivo, tem-se uma análise
comparativa das toponímias extraídas dos mapas históricos do Estado do Rio de Janeiro dos anos de 1840 e 1850, onde serão
analisados os tipos e origens dos topônimos encontrados. Toma-se como justificativa o fato de que a dinâmica toponímica permitirá
a verificação de tendências de ocupação estabelecidas à época, além de poder também evidenciar alterações nos nomes
geográficos de determinados lugares.
Ambos os mapas escolhidos serviram como base para a extração dos topônimos e, juntamente com isso, foi utilizado também uma
lista de classificação taxionômica, que auxilia na compreensão dos tipos de nomes levantados. Tendo isso em vista, a metodologia a
ser utilizada se inicia com a exportação dos mapas em .TIFF para o software ArcGIS 10.1, e após esse processo, começou-se a
extração dos pontos no ArcGIS com a ferramenta point, plotando pontos ao lado dos nomes escritos nos mapas. Depois disso,
cria-se a tabela de atributos, que será exportada para o software Excel, onde será tratada e organizada em ordem alfabética e então,
será feita a análise comparativa das tabelas referentes aos anos selecionados.
Como resultados iniciais, foram encontrados 584 topônimos no mapa histórico de 1840 e 369 topônimos no mapa histórico de 1850.
Identificou-se também que a maior parte desse número, em ambos os mapas, é de topônimos com o tipo não-identificado.
Será apresentada uma radiografia toponímica do Estado no período fixado.
Referências
CUNHA, J.G., Dicionário de palavras de origem tupi, Melhoramentos, São Paulo. 1982.
DICK, M. V.A., A motivação toponímica e a realidade brasileira, Edições Arquivo do Estado de São Paulo, São Paulo. 1990.
FRIDMAN,F., Cartografia Fluminense no Brasil Imperial, Anais do 1º Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica, Paraty, 2011
MENEZES, P.M.L. E SANTOS, C.J.B., Geonímia do Brasil, Pesquisa, Reflexões e Aspectos Relevantes, in Revista Brasileira de
Cartografia, 58/02, agosto 2006, Rio de Janeiro
MENEZES, P. M. L.; Relatório Técnico Projeto FAPERJ ?Involução Cartográfica do Estado do Rio de Janeiro?, Rio de Janeiro, 2003
MENEZES, PML, LEPORE, VMG, DIAS, AC, COSTA, BF, Evolução Política-Administrativa do Estado do Rio de Janeiro: Uma Visão
Histórica-Cartográfica, International Cartographic Conference, La Coruña, Sp, 2005.
MENEZES, P. M. L., SANTOS, C.J.B., SANTOS B.C. P.,SANTOS, F.V., SILVA I.B.D., Nomes Geográficos Como Pesquisa Inter e
Multidisciplinar: Aplicação ao Estado do Rio De Janeiro, XXIV Congresso Brasileiro de Cartografia, Aracajú, SE, 2010
MENEZES, P. M.L., SANTOS, C.J.B., RESENDE, A. C., The Power of the Geographic Names, 32nd International Geographical
Congress UGI/IGU, Proceedings, Colônia, Alemanha, 2012
MENEZES, P. M.L., ALMEIDA, C. V., FREITAS, A. S.F., Toponymy of the Political Administrative Evolution of Rio de Janeiro State, –
Brazil, in Toponyms in Cartography, Proceedings of the Toponymic Sessions at the 25th International Cartographic Conference, Peter
Jordan & Ferjan Ormeling (Eds), Verlag Dr. Kovac, ISBN: 978-3-8300-6700-9, Hamburg, Alemanha, 2013
OLIVEIRA, C. ? As origens psicossociais dos topônimos brasileiros. Boletim Geográfico. v. 29, n. 215 mar/abr. Rio de Janeiro. 1970
SILVA, A. J. C., Chorographia Fluminense, in Revista do IHGB, Tomo LXVII Parte II, Imprensa Nacional, 1906
SILVEIRA, J.. A nossa toponimia e o censo da população. 1960
SOUZA, B. J. Dicionário da Terra e da Gente do Brasil 4 Ed. São Paulo Companhia Editora Nacional (Brasileira V.1 64), 1902,
433pg.
USGS, 2003. Geographic Names Information System Data Users Guide; Geographic Names Information System (GNIS). Disponível
em http://geonames.usgs.gov/GNIS.html. Acesso em março 2004


2699 – MAPEAMENTO GEOMORFOLÓGICO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PAQUEQUER, TERESÓPOLIS (RJ)


Autor(es): Marcus Paulo de Abreu Silva, João Guilherme de Magalhães Casimiro, Fabiano Doutel da Silva

Orientação: Pedro Henrique de Magalhães Casimiro, Maria Naise de Oliveira Peixoto

Resumo:
O trabalho tem como objetivo desenvolver um Mapeamento Geomorfológico para a bacia hidrográfica do rio Paquequer, localizada
no município de Teresópolis (RJ), na escala 1:25.000, buscando contribuir para a apreensão da dinâmica geomorfológica e o
planejamento local e regional. Esta bacia tem em torno de 270 km² de extensão, abrangendo extensas áreas montanhosas e
escarpadas onde se inserem importantes marcos topográficos e Unidades de Conservação da Região Serrana do estado do Rio de
Janeiro, bem como domínios colinosos, estando inserida na área coberta pelas cartas topográficas 1:50.000 (IBGE) Teresópolis,
Itaipava e Anta.
O mapeamento geomorfológico está sendo executado com base inicial na proposta de MEIS et al. (1982), adaptada por SILVA
(2007), que consideram as bacias hidrográficas como unidades básicas para compreensão da atuação dos agentes de dissecação
do relevo, sendo por isso tomadas como recorte espacial para cálculo do desnivelamento altimétrico (?h). Esse cálculo é realizado
para bacias de até 2ª ordem, uma vez que canais com níveis hierárquicos superiores ocorrem também processos deposicionais que
mascaram a dissecação do relevo. Com a mensuração dos valores de desnivelamento altimétrico são reconhecidas e agrupadas as
bacias com mesmo grau de dissecação e separadas as que apresentam valores diferentes, identificando-se áreas com diferentes
classes de dissecação do relevo. Aliada a esta compartimentação são delimitadas as áreas de fundo de vale e identificadas as
feições de relevo presentes, analisados os padrões e as unidades morfológicas documentadas na rede de drenagem, avaliando-se o
grau de confinamento dos vales e a conectividade das sub-bacias.
Foi finalizado até o momento o mapeamento na sub-bacia do rio Príncipe, tributária da margem oeste do rio Paquequer, e parte do
mapeamento das áreas de fundo de vale no entorno desta área. Devido à escala de mapeamento utilizada, os valores para as
classes de desnivelamento altimétrico definidas até o momento foram: 0-20m; 21-100m; 101-200m; 201-300m; 301-400m; >400m;
porém, com a expansão das áreas de mapeamento, estas classes poderão ser modificadas visando a representação mais adequada
dos compartimentos reconhecidos no mapa final.
O estudo em andamento busca fornecer informações mais detalhadas que contribuam para os estudos geomorfológicos, geológicos
e de ordenamento territorial em desenvolvimento no município de Teresópolis e na Região Serrana do Rio de Janeiro.
Apoio: PROEXT/MEC – Programa Mapeamento de Risco e Ordenamento da Paisagem na Região Serrana do Estado do Rio de
Janeiro.


1306 – MEMÓRIAS DO DESASTRE: MAPEAMENTO PARTICIPATIVO DA COMUNIDADE DE VIÇOSO JARDIM (NITERÓI? RJ)


Autor(es): Sara Lemos Pinto Alves

Orientação: Tatiana de Sá Freire Ferreira, Paulo Marcio Leal de Menezes, Pamela Marcia Ferreira Dionisio

Resumo:
O bairro Viçoso Jardim, em Niterói (região metropolitana do RJ), ficou amplamente conhecido após os eventos de chuva extrema
que ocorreram em todo o Estado do Rio de Janeiro em abril de 2010, mais especificamente após o deslizamento da encosta
conhecida então como ?Morro? (ou ?Ladeira?), que foi utilizada como lixão até o ano de 1982 e posteriormente ocupada por
dezenas de famílias. O movimento de massa resultou na morte de quase 50 pessoas, além de deixar muitos desabrigados. O caso
teve ampla repercussão na mídia nos meses que se seguiram, porém, quatro anos após o desastre, as notícias que seguem nos
jornais, na TV e na internet são sobre os conflitos existentes entre os moradores do local e Poder Público. Alguns desses moradores
que perderam suas casas se inscreveram no programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida, cujos prédios
apresentam vários problemas na estrutura como rachaduras. Alguns dos inscritos passaram a receber o aluguel social, mas
continuam a lutar por uma moradia fixa e digna; outros ainda não têm uma residência e deixaram de receber ajuda de custo do
governo para se manter. Há divergência entre os discursos dos agentes envolvidos e, diante desse conflito, este trabalho pretende,
dentro do âmbito de uma Cartografia Social, aplicar a ferramenta do mapeamento participativo, utilizando mapas mentais e de
autorreconhecimento em uma imagem de satélite, para elaborar um mapa temático a partir da visão dos moradores da comunidade
que existia no local na época do desastre, ao entender que este grupo representa os grupos sociais excluídos que modelam o
espaço urbano (CORRÊA, 1989) objetivo principal é elaborar um mapa coletivo, no qual a memória do lugar, de antes do desastre,
possa ser resgatada, relatando e caracterizando o espaço vivido desses moradores, cujos apontamentos demonstrem aquilo que
realmente é importante para eles, e cujo valor simbólico consiga ser apresentado a fim de servir como elemento de empowerment
para o grupo (PINTO, 1998) frente às disputas com os agentes do Estado e como um importante mecanismo de gestão participativa
do território.


2729 – A EVOLUÇÃO HISTÓRICO-CARTOGRÁFICA DOS BAIRROS DO CATUMBI E RIO COMPRIDO


Autor(es): Patrick Roger Loss de Oliveira

Orientação: Paulo Marcio Leal de Menezes

Resumo:
Este trabalho será desenvolvido dada a importância de duas importantes vias de circulação da cidade do Rio de Janeiro que se
encontram sob posse desses bairros: a Av. Paulo de Frontin e a Av. Trinta e Um de Março. Além disso ambos apresentam
diferenças funcionais e estruturais ao longo do tempo, que justificam a apresentação de sua evolução.
Serão empregados como base para a estruturação do trabalho mapas históricos e documentos. Os métodos empregados serão a
análise de mapas que apresentem este recorte espacial, uma análise histórica da área de estudo com o intuito de compreender as
mudanças aqui inferidas e o estudo do processo de ocupação urbana. O recorte temporal da área de estudo será do final do século
XIX até os dias de hoje, dada a maior quantidade de fontes de informação após o século XIX.
Alguns dos resultados de análises parciais demonstram que ambos apresentavam em sua origem a produção e o escoamento de
cana-de-açúcar. A seguir apresentaram uma mudança na sua funcionalidade e passaram a ser bairros “nobres” que concentravam
uma população de uma renda média/alta. Hoje a atual importância é dada por ter a sede do INMETRO, o centro administrativo Jornal
do Brasil e do Cemitério de São Francisco de Paula.


3886 – ANÁLISE TEMPORAL DA EVOLUÇÃO DA CANA NO ESTADO DE GOIÁS DOS ANOS DE 1990 A 2011.


Autor(es): Diego Vicente Sperle da Silva, Romulo Rangel, Felipe Gonçalves Amaral

Orientação: Phillipe Valente Cardoso, Carla Bernadete Madureira Cruz

Resumo:
Goiás é um estado com grande produção agrícola, na qual a cana exerce um importante papel nesse cenário. Para seu plantio são
recomendadas duas épocas no ano, uma menos ampla, no início da primavera, e outra mais longa, no verão, quando as condições
meteorológicas são favoráveis. O tempo de colheita é variável de 11 a 14 meses ou 15 a 20 meses, dependendo do início de plantio.
Levando isso em consideração a presente pesquisa tem como objetivo principal a análise das taxas de velocidade e aceleração das
variáveis rendimento e área plantada da cana de açucar num período de 21 anos em Goiás, além de identificar sua trajetória anual
através da plotagem do ponto médio de produção do estado. Para a coleta de dados da cana no estado de Goiás foi adotada a base
SIDRA (Sistema IBGE de Recuperação Automática), de onde foram extraídos e manipulados em SIG os dados tabulares referentes
a Área Plantada e Rendimento. Como a análise integra dados de diferentes datas, teve-se que compatibilizar limites e atributos
referentes a municípios emancipados no período. Essa situação pode ser exemplificada pelo fato de que a base territorial atual de
Goiás apresenta 246 municípios, enquanto que em 1990 possuía apenas 213. Para a solução desse problema foi adotada a divisão
de 1990, reintegrando-se os limites e atributos dos municípios emancipados durante o período de análise através do ArcGis. A fim de
decidir o quão significativas foram as mudanças no período elaborou-se gráficos com os dados anuais, verificando-se que as
variáveis analisadas apresentam padrões diferentes ao longo do período analisado. Como resultado observou-se para a variável
Rendimento uma estabilidade em torno de 30.000 kg/ha ao longo dos 15 primeiros anos e um aumento de aproximadamente 30%
para os últimos anos; para a variável Área Plantada, uma estabilidade nos primeiros 12 anos em torno de 500 ha, tendo-se um
aumento significativo de 400% para os últimos anos. Ainda foram gerados mapas anuais com os totais municipais de Rendimento e
Área Plantada, a partir dos quais estão sendo elaborados, para cada 3 anos, mapas representativos das taxas de crescimento,
quanto a velocidade e a aceleração de cada variável. Pretende-se ainda definir a trajetória anual do ponto médio das 2 variáveis, a
ser obtida pela interpolação das latitudes e longitudes dos centroides de cada município, ponderados ora pelo rendimento, ora pelo
valor de Área Plantada de cada município. A análise dos resultados possibilitará a compreensão da intensidade e mobilidade do
cultivo de cana no estado no período de estudo, comparando-a com o milho e a soja, alvos de outros estudos.
Picoli, M. C. A. Estimativa da produtividade agrícola da cana-de-açúcar utilizando agregados de redes neurais artificiais: estudo de
caso usina Catanduva ? São José dos Campos: INPE, 2006
IBGE ? INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Sistema IBGE de Recuperação Automática. Disponível em
www.sidra.ibge.gov.br/
HERMUCHE, POTIRA MEIRELLES. Dinâmica espacial da produção de ovinos naturalizados no Brasil no contexto da Paisagem
Genética. 2013


1357 – REPERCUÇÕES DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NO ESTADO DE GOIÁS VINCULADAS AO SETOR SUCROENERGÉTICO


Autor(es): Tuani Cristine Lima de Souza

Orientação: Vítor Pires Vencovsky, Julia Adao Bernardes

Resumo:
Novas perspectivas no aumento da demanda do consumo de etanol vem levando a expansão do setor sucroenergético no eixo
triângulo mineiro, sul e sudoeste goiano a partir de 2004. Elaborando um cenário de expansão, pode-se detectar mudanças,
sobretudo, no uso da terra e nas relações políticas, sociais e econômicas. Este trabalho visa compreender o papel das políticas
públicas e a nova organização imposta pelo capital internacional que vem se inserindo nessa agroindústria, antes dominadas por
grupos regionais. Analisar a influência do capital internacional, nas ações normativas nacionais, municipais e estaduais, como
também os impactos causados por esses atores na sociedade, economia, do setor e do território, são os objetivos dessa proposta. E
serão analisados nesse eixo de expansão. Para dar conta da proposta serão utilizados conceitos como espaço (Santos, 2006),
técnica (Bernardes, 2013), competitividade (Castilho, 2008), seletividade espacial (Lobato, 2002) e rede (Dias, 2002). A
operacionalização consistirá no levantamento de dados secundários, obtidos através do IBGE, UNICA, SEPLAN, SIEG, SIFAEG,
EPE, Ministério da Agricultura, BNDES. Por outro lado é necessário identificar as usinas do estado de Goiás, analisar o perfil de seus
grupos econômicos, o processo de concentração de capital. Políticas públicas são levantadas envolvendo, programas de incentivo
do governo para a produção de bioenergia como PROESCO; O decreto N° 2.607, de 28 de maio de 1988; PAC2; Fomentar e
Produzir Goiás. Como resultados a serem apresentados, pode-se destacar a fusão entre Oderbrecht com a ETH Bioenergia e a
Raízen com Cosan. Selos e certificações adequados aos padrões internacionais como o ISO 22000 E BONSUCRO, impõem novos
parâmetros aos produtos das usinas de cana-de-açúcar. Outro aspecto a ser ressaltado é, que a expansão do setor na região sul e
sudoeste de Goiás vem ocasionando o deslocamento dos produtores de soja e pecuaristas havendo competição de áreas entre a
cana-de-açúcar e culturas já instaladas, principalmente a soja. No que concerne à concentração do capital e a atual crise no setor
sucroenergético, tais fatos abalam pequenos grupos regionais e acaba por favorecer as multinacionais, causando problemas locais
na disputa de áreas historicamente ocupadas pela cultura como a soja, levando a praticas de monoculturas extensivas. Por outro
lado, as políticas públicas possuem papel fundamental na localização e dinâmica das usinas sucroenergéticas, ao atender e facilitar
as necessidades competitivas da agroindústria.


1846 – ANÁLISE DAS MODALIDADES DE INSERÇÃO DO SISTEMA PORTUÁRIO SUL-AFRICANO NAS REDES MARÍTIMAS DE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS


Autor(es): Ana Carolina Alves Carvalho de Oliveira

Orientação: Frederic Jean Marie Monie

Resumo:
O sistema portuário da África do Sul experimenta atualmente relevantes mudanças nas dinâmicas quantitativas e qualitativas. Desde
o início dos anos 2000, a atividade portuária cresce de forma sustentada em todos os segmentos de cargas (petróleo e derivados,
minérios, produtos agrícolas, bens manufaturados). Por sua parte, as reformas portuárias promoveram uma reestruturação
institucional e operacional do sistema portuário. Surgem, então, novos atores definindo estratégias operacionais e espaciais que
contribuem para a reestruturação das lógicas de circulação dentro do cone sul africano e entre essa região e o espaço global dos
fluxos. Em vista disso, nosso objetivo consiste em analisar as modalidades de inserção dos portos da África austral nas redes do
transporte marítimo de mercadorias. Bem como responder a certas questões primordiais, tais como: Como evoluiu a distribuição
espacial dos tráfegos em escala nacional, regional e mundial? Quais portos experimentaram o maior dinamismo comercial? Quais
fatores contribuem para a evolução da hierarquia circulatória regional?
Para responder a essas perguntas precisamos elaborar um arcabouço teórico metodológico a partir de conceitos norteadores da
pesquisa. Como o debate sobre O espaço geográfico definido por Milton Santos (1978; 1996) como um “conjunto indissociável de
sistemas de objetos e de sistemas de ações” é um conceito adequado para estudar a ação dos atores que transforma a dinâmica do
sistema portuário. O conceito de rede, também, é imprescindível para analisar as interações e as modalidades de articulação dos
vetores de circulação (rotas marítimas; corredores terrestres) e nós de processamento dos fluxos (portos marítimos). Os fluxos,
materiais ou imateriais, são alimentados a partir de pontos nodais ? centros de decisão e poder ? que comandam e organizam o
funcionamento desta rede, cuja conectividade, ou seja, a capacidade de ligação ou, simplesmente, o grau de conexão entre os seus
nós constitui-se em importante propriedade de análise (DUPUY, 1984; DIAS, 1995; CASTELLS, 1996). Além disso, os conceitos
clássicos de sítio e posição geográfica (CORRÊA, 2004; GARNIER, 1980) são também uteis para avaliar as mudanças de
posicionamento dos portos sul africanos no jogo mundial e regional das trocas a partir de sua localização geográfica.
Enfim, um trabalho envolvendo sistemas de circulação de mercadorias deve considerar diversas escalas de análise. Segundo
LACOSTE (1976) e Castro (2005), diferentes níveis de observação/concepção apontam para mudanças de conteúdo e de sentido do
próprio fenômeno. Esperamos assim que nosso trabalho conseguirá fornecer elementos de debate para entender as mudanças do
sistema portuário sul africano e suas implicações espaciais em diversas escalas.


2554 – RESPOSTAS E GOVERNANÇA TERRITORIAL NOS MUNICÍPIOS DA GRANDE RESENDE À REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO MÉDIO VALE DO PARAÍBA: OS CASOS DOS CONSÓRCIOS INTERMUNICIPAIS CODIVAP E CERCANIAS.


Autor(es): Bruno Pereira do Nascimento

Orientação: Paulo Pereira de Gusmao

Resumo:
O presente trabalho faz parte do rol de atividades desenvolvidas pelo eixo de políticas públicas, pertencente ao projeto
?Reestruturação urbana no Estado do Rio de Janeiro. Governança e desenvolvimento territorial no Médio Vale do Paraíba?. Os
objetivos principais deste documento são compreender as respostas político-institucionais dos municípios que compõe a Grande
Resende, em função da reestruturação produtiva motivada pela penetração de grandes agentes econômicos industriais para a
região, como Volkswagen/MAN (1996); PSA Peugeot-Citroen (2001); Votorantim Metais (2008); Hyundai (2010); Nissan (2012), entre
outras. Visando entender as respostas do setor público dos municípios da Grande Resende à reestruturação que está em curso na
região, estudamos duas operações de consorciamento intermunicipal: o CODIVAP e o CERCANIAS. O primeiro diz respeito a um
exemplo de consorciamento ocorrido nos anos 1970/80 e sua análise é motivada pela necessidade de notarmos os erros de
governança ocorridos no passado, pois tais dados auxiliam no diagnóstico de políticas públicas, do presente, eficazes ou não. Já o
CERCANIAS é um exemplo da atualidade e seu exame é uma importante ferramenta para compreendermos as atuais respostas das
lideranças políticas locais às modificações sócio-espaciais que estão em curso, como disposição para cooperação por parte das
prefeituras e superação de conflitos partidários.Como metodologia, inicialmente foram selecionados autores que debatem temas
relativos à governança territorial e à consórcios públicos, constituindo as bases teóricas desta pesquisa. Posteriormente partimos
para a pesquisa de campo com objetivo de identificar quais são os interesses compartilhados pelos municípios que justificam a
criação do CERCANIAS, assim como qual o papel de cada prefeitura dentro desta operação. Nesta etapa recorreu-se a entrevistas
com atores da política local de Resende, objetivando a aquisição de dados e resultados metodologicamente confiáveis. Ainda foi
realizada a tabulação de indicadores relevantes dos municípios pertencentes ao CERCANIAS, como população; PIB; IDH; partido
político do prefeito e base econômica. Os resultados preliminares deste estudo apontam que o CERCANIAS possui muitas
singularidades e barreiras a enfrentar, como agrupar todos os prefeitos membros em reuniões do consórcio. Isto ocorre pelo número
extenso de municípios participantes, quinze. A principal estratégia de encontro de tais lideranças é o evento anual do consórcio,
sempre sediado em Resende. Outra barreira enfrentada foi a modificação da secretaria (em Resende) que estava empenhada em
dar segmento ao projeto.


3827 – PLANEJAMENTO URBANO, UMA ANÁLISE DO CENTRO DE NITERÓI-RJ.


Autor(es): João Penido Gama

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
O presente trabalho faz parte do rol de projetos desenvolvidos pelo Programa de Educação Territorial (PET/Geografia/UFRJ)
financiado pelo Ministério da Educação (MEC). O mesmo é uma continuação de um projeto antigo intitulado: ?Planejamento Urbano
e ?(Re)vitalização? do Centro e Subcentros de Niterói-RJ.?, porém agora o projeto terá como recorte espacial o centro da cidade de
Niterói definido pela própria prefeitura. O projeto irá desenvolver mapas do centro, dos ?utensílios? (shoppings, terminal, barcas).
Analisando o centro, percebemos que o principal shopping da cidade se encontra nele e não nas periferias como em outras cidades,
além dele os principais meios de transporte também se encontram disponível no centro. A metodologia será desenvolvida através de
idas a campo para o registro de fotos, registrar dos lugares e assim marcá-los nos mapas que serão feitos. A bibliografia é baseada
em fontes como o livro do Prof. Roberto Lobato: ?Trajetórias Geográficas?; a tese de doutorado do Prof. William Ribeiro: ?Para além
das cidades: centralidade e estruturação urbana: Londrina e Maringá?; imagens e mapas disponíveis do IBGE; o artigo organizado
pelo IBGE: ?A área central da cidade do Rio de Janeiro?.


3874 – AS ESCALAS DE CONSUMO EM RESENDE: UMA ANÁLISE VERTICALIZADA DO SUBCENTRO NO BAIRRO CIDADE ALEGRIA


Autor(es): Monique Deise Guimarães Bastos

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
Levando em consideração a natureza dinâmica dos processos associados á reestruturação urbana, especialmente nos recortes
espaciais das cidades médias, o presente trabalho terá como base a investigação apurada da expressão de centralidade inerente ao
bairro Cidade Alegria, identificado na primeira fase da pesquisa enquanto recente e primeiro subcentro estabelecido no município de
Resende, no Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro.
A justificável atenção dada as cidades médias enquanto objeto de análise, se embasa pela importância exercida por essa
categorização de cidades dentro da rede urbana brasileira, legitimada, inclusive, por projetos da iniciativa pública a partir da década
de 1970. Desta forma, uma vez Resende sendo classificada enquanto tal, e servindo de palco para uma intensa dinâmica produtiva,
é que o estudo da sua reestruturação urbana torna-se importante, já que ambos os processos tendem a interagir de modo denso e
ativo sobre o espaço.
Desta maneira, o objetivo da atual etapa da pesquisa visa mensurar a expressão da centralidade exercida pelo subcentro de
serviços e comércio, localizado no bairro Cidade Alegria, através do estudo das escalas de consumo alcançadas por ele. Sendo
assim, uma vez tendo ele se sujeitado a análises anteriores, que o qualificaram enquanto objeto do processo espacial de
descentralização, ocorrido em Resende, agora se julga importante verticalizar a análise, de modo que seja possível caracterizar o
bairro segundo sua importância dentro do micro-sistema urbano desta cidade.
Para isso, portanto, como metodologia, será realizado um levantamento bibliográfico baseado em debates e exposições teóricas que
tratem a respeito da problemática aqui proposta; além da produção de dados primários, trabalhados a partir de questionários
aplicados aos moradores do bairro, que tracem, através de múltiplas perspectivas, o seu perfil como consumidores, para que seja
possível, então, mapear as escalas de consumo alcançadas pelo Cidade Alegria, identificando suas atribuições, fragilidades e
potencialidades.


3966 – GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS NO MACIÇO DA TIJUCA: DIAGNÓSTICOS, FORMAS E CONFLITOS DE USO DA ÁGUA NA BACIA DO RIO CACHOEIRA.


Autor(es): Izabel Castro de Araujo da Silva

Orientação: Fellipe Rodrigo Souza Silva

Resumo:
Atualmente no Brasil a gestão dos recursos hídricos é regulada pela lei federal 9.433 de 1997, que dentre outras determinações,
preconiza a adoção da bacia de drenagem como unidade de planejamento, coloca à água valor econômico e enfatiza seu uso
múltiplo, compartilhando as decisões entre usuários, setor público e sociedade civil organizada. Apesar desta premissa da lei, há que
se considerar que a água é um elemento necessário para a manutenção da vida, sendo vital para o homem e demais organismos,
além de ser de importância fundamental para adequação das condições básicas de saúde, saneamento, etc. Com o avanço
tecnológico e a consolidação do paradigma do crescimento a qualquer custo, os recursos hídricos chegaram a estágios alarmantes
de degradação em diversos lugares no mundo, acarretando o problema da escassez deste recurso. Na cidade do Rio de janeiro, é
comum a utilização de recursos hídricos advindos de bacias florestadas em contato com áreas de expressivo adensamento urbano,
por vezes associados ainda a áreas com unidades de conservação. Deste modo, o presente estudo objetiva identificar de que
maneira é realizado o uso da água e quais são as relações entre usuários, setor público e a população na bacia do rio Cachoeira,
que se situa na porção oeste do Maciço da Tijuca, no município do Rio de Janeiro (RJ), de modo a subsidiar futuras ações de
gestão. A problemática da pesquisa norteia-se em torno da seguintes questões centrais: quais são os usos da água (doméstico,
comercial, industrial, etc.) predominantes na bacia do Rio Cachoeira, como estes usos nela se distribuem territorialmente e por que
eles assim se territorializam? O reconhecimento preliminar da área de estudo indicou que é predominante o uso consultivo
doméstico, porém há indícios de outros conflitos que estão ainda sendo estudados. A fim de entender melhor tais relações de poder,
foram realizadas campanhas de campo e aplicação de questionários (semi-estruturados) para identificar e mapear os usos mais
característicos da água na Bacia do Rio Cachoeira, segundo os tipos de estabelecimentos existentes no local (residencial, comercial,
industrial, agropecuário, público, entre outros). Como resultado das pesquisas de campo, foram obtidos gráficos e mapas para cada
indicador considerado, tanto na escala dos setores de pesquisa, como na escala da bacia como um todo, os quais serão discutidos e
analisados no trabalho.


3825 – MAPEAMENTO DE ÁREAS DE CULTIVO NO ESTADO DE GOIÁS: UM ESTUDO SOBRE A ANÁLISE ESPECTRAL E TEMPORAL APOIADO EM IMAGENS MODIS


Autor(es): Vitor Teixeira Machado

Orientação: Marcelo Bueno de Abreu, Carla Bernadete Madureira Cruz

Resumo:
No Brasil, há aproximadamente vinte anos, com a chegada da agricultura em área de Cerrado e de recentes tecnologias agrícolas, a
região Centro-Oeste se desenvolveu significativamente e continua crescendo de forma acelerada. Passando a ter gradativo aumento
na produtividade agrícola, destacando-se nesse cenário o agronegócio. Nesse tocante, entre os três estados, Goiás se sobressai na
produção de cana de açúcar, milho e soja, especialmente na sua porção sudoeste. O estado favorece importantes subsídios para o
cultivo, como condições atmosféricas propícias, terreno plano com solo espesso e valor financeiro acessível. Esses produtos têm
grande importância para o movimento da economia, em níveis locais e até internacionais. Desse modo, tornam-se frequentes e
relevantes estudos e pesquisas ambientais que visam analisar o comportamento e o estado dos cultivos em destaque. Porém, os
que pretendem recorrer ao sensoriamento remoto encontram dificuldade para mapear, diferenciar, tipos de vegetação com respostas
espectrais similares, ou em outra palavras, muito parecidas. No entanto, uma possível solução para esse problema está em
consorciar a resolução espectral com a resolução temporal particular de cada cultivo, considerando-se que cada tipo possui um
padrão particular de período favorável ao plantio e propício à colheita. Assim, a presente pesquisa tem por objetivo caracterizar as
respostas espectrais e temporais dos cultivos de cana de açúcar, milho e soja do estado de Goiás através do processamento digital
de imagens composit relativas aos índices de vegetação EVI e NDVI do sensor MODIS, que se encontra a bordo do satélite Terra.
Esse sensor foi projetado para satisfazer aos requerimentos de três campos de estudos diferentes: atmosfera, oceano e terra, com
bandas de resolução espectral e espacial selecionadas para o conhecimento de diferentes necessidades observacionais e para
oferecer uma cobertura global quase diária (Justice, 2002). O MOD 13 (produto do MODIS) possui dois índices de vegetação, o
NDVI, índice da diferença normalizada e o EVI, índice de vegetação melhorado, que são produzidos globalmente e em composições
no período de 16 dias (composit ? para minimizar a influência de nuvens). Enquanto o NDVI é sensível à clorofila, o EVI é mais
sensível à variações na resposta estrutural do dossel, incluindo o índice de área foliar (LAI), a fisionomia da planta e a arquitetura do
dossel (Huete et al., 2002). Apenas uma cena foi necessária para abranger todo o estado de Goiás. Serão usados 42 composits para
o ano de 2013, no momento disponíveis apenas de janeiro a novembro, onde 21 são de NDVI e 21 de EVI. Áreas de treinamento
(amostras) de cada um dos três cultivos foram selecionadas para elaborar e analisar gráficos dos valores médios do EVI e NDVI ao
longo do ano. Assim, essa caracterização pode servir de subsídio à seleção de descritores que apoiem a classificação dessas áreas.


3235 – ANÁLISE COMPARATIVA DO COMPORTAMENTO ESPECTRAL DA DENSIDADE DA COBERTURA VEGETAL EM IMAGENS LANDSAT CORRIGIDAS ATMOSFERICAMENTE COMO SUPORTE A INTEGRAÇÃO DE DADOS DE LONGAS SÉRIES


Autor(es): Raissa Kalaf de Almeida

Orientação: Rafael Silva de Barros, Representação Espacial e Geotecnologias Ana Carolina de Almeida Tavares

Resumo:
O processo de correção atmosférica das imagens orbitais tem sido de grande importância nos estudos de sensoriamento remoto que
tem como objeto a discriminação de alvos na superfície terrestre a partir do fluxo radiante recebido pelo sensor.A presença da
atmosfera, camada composta por gases e particulados de alteração dinâmica, entre o sistema sensor e a superfície terrestre, ao
interagir com radiação eletromagnética sofre alterações no fluxo radiante dos alvos, ocasionando nas imagens a perda de nitidez e a
deformação do brilho superficial, principalmente nos menores comprimentos de onda. Essa interferência é originada pelos
fenômenos de espalhamento, absorção e refração da energia eletromagnética, que podem ser minimizados através da correção
atmosférica (Song et al., 2001).O processo de correção atmosférica de imagens orbitais é uma etapa fundamental e ao mesmo
tempo bastante complexa, dado o alto grau de subjetividade na sua parametrização. Apesar disso, muitos esforços tem sido
desenvolvidos na busca de melhores resultados que minimizem diferenças causadas por tais interferências, possibilitando uma
melhor integração de dados multitemporais. Esse tipo de correção é baseado em modelos personalizados para cada sensor, o que
causa uma complexidade a mais, relacionada a escolha do software a ser utilizado.Outra questão importante é o fato de que em
longas séries temporais de imageamento tem-se diferenças, as vezes significativas, entre as tecnologias adotadas para a aquisição.
No caso específico da série Landsat, adotando-se exclusivamente os sensores dos satélites Landsat 5 (L5) e 8 (L8), é possível se ter
um período de imageamento (praticamente sem interrupções) de 30 anos. Um conjunto de dados com esta característica é
fundamental para diversos estudos ancorados na detecção de mudanças.Comparando-se os sensores do L5 e L8 observa-se
importantes incrementos em algumas de suas resoluções e um ganho altamente significativo na geometria de aquisição, o que vem
garantindo maior precisão de posicionamento.O objetivo do presente trabalho consiste em analisar, comparativamente, o
comportamento espectral de 3 classes de diferentes densidade de vegetação (floresta, vegetação inicial e gramínea) nas imagens
Landsat 5, sensor TM e Landsat 8 sensor OLI, antes e após os processo de correção atmosférica. Busca-se dessa forma avaliar o
quão ajustadas são tais respostas às curvas de assinatura espectral previstas para os mesmo alvos. Para correção atmosférica
serão utilizados os sistemas ATCOR2 do ERDAS IMAGINE 2011 e o PCI, conforme Pimenta et al (2013).


2621 – CARACTERIZAÇÃO E MAPEAMENTO DE FEIÇÕES FLUVIAIS QUATERNÁRIAS NA BACIA DO RIO MACAÉ, RJ.


Autor(es): Lucas dos Santos Leal Costa, Rodrigo Correia dos Santos

Orientação: Juliana Cabral Sessa, Monica dos Santos Marcal

Resumo:
Os canais fluviais são objetos de estudo importantes em pesquisas geográficas, sendo abordados segundo diferentes perspectivas e
enfoques. O entendimento de fenômenos contemporâneos e pretéritos, além do caráter cíclico dos mesmos, ajudam a entender os
processos formadores dos diferentes tipos de ambientes fluviais, bem como o processo de evolução da paisagem, no âmbito da
Bacia Hidrográfica.
Inserido em um projeto mais abrangente sobre o estudo dos processos fluviais atuais e pretéritos na Bacia do Rio Macaé, localizada
na região norte fluminense, o trabalho proposto tem como objetivo apresentar o mapeamento e a descrição de terraços através de
perfis estratigráficos, além das planícies fluviais em uma área de sedimentação fluvial pré-selecionada do canal Macaé, localizada no
alto/médio curso do rio Macaé, na Serra de Macaé de Cima.
A metodologia baseou-se nos estudos de Brierley e Frieys (2005) e Florenzano (2008) para a identificação e o mapeamento da
forma em planta, perfil e bloco diagrama dos depósitos fluviais na área de sedimentação. Utilizaram-se técnicas de fotointerpretação
visual e geoprocessamento, além de idas a campo para reconhecimento e caracterização dos depósitos. Foram utilizados fotografias
aéreas ortorretificadas na escala 1:10.000 e 1:25:000, imagens de satélite Rapideye de alta resolução espacial e as do aplicativo do
Google Earth 6. Para a confecção dos blocos diagramas foi utilizado o sistema de posicionamento global (Differential Global
Positioning System- DGPS), através da marcação de pontos em campo e confeccionado um Modelo Digital de Elevação (MDE), a
partir das curvas de nível obtidas na base do IBGE. O tratamento e análise das informações foram realizadas através dos softwares
ENVI, ArcGis 9.3 e CorelDraw X6. A caracterização dos terraços foi realizada através da descrição das fáceis e fundamentada em
Miall (2006). Foram elaborados perfis estratigráficos verticais em escala 1:20 ao longo dos afloramentos analisados.
Os resultados alcançados mostram a ocorrência de planícies e terraços fluviais distribuída de forma assimétrica no vale. Tem-se a
identificação de quatro níveis topográficos distintos, sendo o inferior a planície de inundação, e os superiores relacionados a terraços
fluviais, aqui denominadas de T1, T2 e T3.
A caracterização dos níveis deposicionais foi realizada, até o momento, para o nível superior T1, que representa uma sucessão de
camadas rudíticas com espessuras entre 20 e 40 cm, cujo arcabouço é formado por seixos até matacões de quartzo e de gnaisses,
com matriz arenosa média a muito grossa, moderadamente selecionada, inconsolidada, contendo grânulos e seixos finos.
Como conclusão, considera-se que há a necessidade de estudos futuros que relacionem os dados alcançados com demais áreas no
canal Macaé e realização de análises litofaciológicas em todos os níveis mapeados.


1277 – MUDANÇAS DO USO E COBERTURA DA TERRA NA BACIA DO RIO MACAÉ E IMPACTOS ANTRÓPICOS ASSOCIADOS.


Autor(es): Christina Barbara Giesebart

Orientação: Guilherme Hissa Villas Boas, Vanessa Ingrid Carvalho Saraiva, Monica dos Santos Marcal

Resumo:
A disponibilidade hídrica de uma bacia hidrográfica pode estar relacionada a diversos componentes de seu sistema, entre eles suas
características geológicas, geomorfológicas, pedológicas, climáticas, ecológicas e antrópicas (Brierley & Fryirs, 2005; Owens, 2005).
Esta última apresenta uma maior dinâmica e pode ser capaz de interferir de forma irreversível no sistema hidrográfico sendo
fundamental sua análise para a identificação das áreas com maiores transformações e interferências no porte de sedimentos.
A pesquisa está inserida em um projeto mais abrangente na Bacia do Rio Macaé, localizada no norte do estado do Rio de Janeiro,
que vem investigando o comportamento e dinâmica de evolução dos processos fluviais atuais e as implicações dos diversos inputs
de energia sobre as formas resultantes, procurando relacionar os processos e estilos fluviais para fins de planejamento.
A bacia possui área aproximada de 1.800 km², abrange a totalidade do município de Macaé e parte do município de Nova Friburgo.
As áreas urbanizadas vêm crescendo muito rapidamente, onde a população urbana aumentou três vezes nos últimos 30 anos.
O objetivo deste trabalho é analisar as mudanças de uso e cobertura da terra na bacia do rio Macaé nos anos de 2005 e 2014,
através de técnicas de geoprocessamento e de dados censitários, para a partir da análise comparativa destes dados apurar como a
dinâmica das atividades antrópicas, que se reflete em mudanças no uso e ocupação da terra e no perfil de população, podem alterar
a suscetibilidade à erosão e sedimentação fluvial.
O mapeamento de uso e cobertura da terra vem sendo realizado através dos SIGs ENVI 5.0, ENVI Classic e ARCGIS 10. As
imagens selecionadas foram a LANDSAT 5 referente ao ano de 2005 e LANDSAT 8 para ano de 2014, ambas possuem resolução
de um pixel para 30 m e compõe a faixa 216 cenas 75 e 76. As imagens são disponibilizadas gratuitamente pelo Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (INPE) e pelo serviço de geologia dos Estados Unidos (USGS). A periodicidade idealizada é a de décadas,
mas a escolha das imagens fica sujeita a disponibilidade de boa qualidade para o mesmo período anual das mesmas. As mudanças
na dinâmica urbana e rural serão mensuradas a partir da construção de indicadores utilizando dados censitários do IBGE de 2000 e
2010 e do censo agropecuário de 2006.
Até o momento têm-se os dados relativos ao período de 2005, que se encontra em período de tabelamento e análise. A identificação
das áreas de maior alteração ainda não é conclusiva, entretanto pode-se afirmar que será importante a continuidade da pesquisa
ampliando a escala temporal de análise para que de fato, sejam identificadas as atividades com maior e menor potencial na
produção de sedimentos.


2869 – ANALISE GEOGRÁFICA DOS RISCOS DE OCORRÊNCIAS DE INCÊNDIOS NA RESERVA BIOLÓGICA DO POÇO DAS ANTAS.


Autor(es): Hugo Sanchez Cardoso

Orientação: Rafael Silva de Barros

Resumo:
Análise geográfica do risco de ocorrência de incêndios na Reserva Biológica do Poço das Antas.
Justificativa:
O Brasil teve em 2010, 15.183 focos de incêndio segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, destruindo muitos hectares
de cobertura vegetal anualmente em função da ocorrência de fogo na vegetação que ocupa o território brasileiro. Os impactos
ambientais causados pelo fogo descontrolado não param por aí, afetam toda a biodiversidade da área atingida e suas redondezas,
incluindo a fauna que habitava a área bem como os serviços ambientais oferecidos pela região atingida. Além disso, os incêndios
emitem gases do efeito estufa e poluem a atmosfera. Sem falar no prejuízo econômico que podem causar.
Observa-se, assim, a necessidade de minimizar os riscos de ocorrências de incêndios não só em Áreas de Proteção Ambiental, mas,
também, em qualquer área de vegetação suscetível a queimadas.
Objetivo geral:
Identificar e hierarquizar as áreas com maior propensão a ocorrência de incêndios na Reserva Biológica do Poço das Antas para
auxiliar as decisões referentes ao combate e a prevenção desses eventos, realizando um mapeamento para apontar as diferentes
susceptibilidades de ocorrência de incêndios para área determinada
Objetivos específicos:
Mapear a cobertura e uso da terra na área de estudo, usando imagens RapidEye cuja exatidão foi verificada no trabalho anterior
(CARDOSO & SANCHEZ, 2013).
Mapear a ocorrência de incêndios pretéritos na área de estudo.
Analisar os dados obtidos mapeando os tipos de coberturas e usos da terra mais suscetíveis as ocorrência de incêndios.
Materiais e Métodos:
Inicialmente, levantar os dados dos Registros de Ocorrências de Incêndios junto à administração da REBIO. Em Seguida, buscar
levantar dados complementares sugeridos por THOMZHINSKI (2012) nas Estações Meteorológicas mais próximas à área de estudo.
Analisar os Dados e processá-los utilizando s Sistema De Informação Geográfica (SIG) ARCGIS®, obtendo assim os mapas
descritos nos objetivos.
Resultados Esperados:
Apresentar os mapas, na escala de 1:25000, de Cobertura e uso da Terra, de incêndios pretéritos e de suscetibilidade a ocorrência
de incêndios, bem como suas respectivas análises.
Referencias Bibliográficas
?Tomzhinski, Gustavo W. Análise Geológica dos Incêndios florestais no Parque nacional do Itatiaia. Dissertação de mestrado
(Programa de Pós-Graduação em Geografia) UFRJ 2012.
?http://www.ibama.gov.br/prevfogo.
?Cardoso, Rafael Telles & Sanchez, Cardoso Hugo. Análise da Exatidão Geométrica das Imagens RapidEye na Escala de
1:100000. Trabalho De iniciação Cientifica (Departamento de Geografia) UFRJ 2013.


32 – PORTOS SECOS, NOVOS ARRANJOS LOGÍSTICOS DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA E ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO REGIONAL. OS CASOS DO MÉDIO VALE DO PARAÍBA E DE JUIZ DE FORA.


Autor(es): Rafaela Dettogni Duarte Paes

Orientação: Frederic Jean Marie Monie, Vivian Santos da Silva

Resumo:
Após ter sido um laboratório de inovações técnicas, organizacionais e sociais no período fordista, a indústria automobilística sofreu
novamente transformações importantes nos anos 1970. As redes de produção multilocalizadas mudam os padrões anteriores de
localização. Os novos arranjos produtivos e logísticos adequam os métodos de produção às exigências dos mercados de consumo
dentro de um universo cada vez mais competitivo que transforma a interação entre as atividades e os territórios (Veltz, Storper). No
Brasil, o setor se reestruturou mais recentemente. A abertura do mercado à produtos estrangeiros, os acordos automotivos, as
políticas infranacionais de atração de investimentos e a reestruturação produtiva transformaram, por exemplo, a geografia da
indústria :apareceram novos espaços produtivos e redes logísticas em regiões que anteriormente não possuíam montadoras em
seus territórios, como o Médio Vale do Paraíba fluminense e zona da mata mineira.
A pesquisa se propõe então á analisar de que forma a reestruturação produtiva mundial transformou as estratégias territoriais das
montadoras automobilísticas e quais foram seus efeitos sobre a organização do espaço no nosso recorte espacial (municípios de
Resende/ Porto Real e Juiz de Fora). Destacaremos o papel dos centros logísticos (centros de distribuição e portos-secos) nesse
processo. O trabalho tem como objetivos específicos: i) Entender como as montadoras automobilísticas organizam em seu espaço
produtivo, ii) Analisar quais são as estratégias logísticas de abastecimento dessas unidades produtivas, iii) Estudar o papel dos
portos-secos nesses processos e na dinâmica de reorganização desses espaços regionais
O arcabouço conceitual está pautado nos seguintes conceitos: Espaço geográfico (Santos), Território-Zona/Território-Rede (VELTZ);
Região logística (Nottebom, Rodrigue; Slack; Hayuth) e Arquipélago produtivo (VELTZ; Storper).
Para a operacionalizarmos a pesquisa valorizaremos uma abordagem multiescalar (Lacoste, Castro), privilegiando a organização
dos fluxos de insumos e componentes que alimentam as montadoras Peugeot-Citroën, localizada em Porto Real e Mercedes-Benz,
instalada em Juiz de Fora e as possíveis relações estabelecidas entre elas e os portos secos que atuam como objetos estratégicos
para a gestão desses fluxos.
Como resultados de pesquisa, pretendemos entender as dinâmicas dos fluxos globais de mercadorias para as montadoras
automobilísticas e suas influências para uma reordenação do território produtivo regional, buscando entender suas relações
estratégicas associadas a esses novos espaços portuários interiorizados (portos secos).
Referências:
ABREU, d. P. A. R. RAMALHO, J.R. A indústria automobilística brasileira e a implantação de novos pólos de desenvolvimento
regional ? o caso do Rio de Janeiro XXIV ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS. Anais…. Petrópolis, RJ, 23 a 27 de outubro de 2000
DOS SANTOS, R.S.P. A construção social da região: Desenvolvimento regional e mobilização sociopolítica no sul fluminense. 2006,
Dissertação, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Disponível em: < http://teses.ufrj.br/IFCS_M/RodrigoSallesPereiraDosSantos.pdf >
NABUCO, M. R. & MENDONÇA, M. P. (2002), ?Estratégias de localização do setor automobilístico no Brasil: o caso da
Mercedes-Benz?, in M. R. Nabuco, M. A. Neves & A. M. C. Neto (orgs.), Indústria Automotiva: a nova geografia do setor produtivo,
Rio de Janeiro, DP&A
STORPER, M. Territories, flows and hierarchies in the global economy. In: BARNES et al. Reading Economic Geography Oxford,
Blackwell, 2004.
VELTZ P. Mundialización, ciudades y territórios. Barcelona: Ariel, 1999.


1317 – EXPANSÃO DA CADEIA CARNE/GRÃOS NO CERRADO MATO-GROSSENSE: IMPACTOS AMBIENTAIS


Autor(es): Simone Oliveira dos Santos

Orientação: Vítor Pires Vencovsky, Julia Adao Bernardes

Resumo:
A expansão da agricultura moderna no estado de Mato Grosso foi estimulada por inovações técnicas, químicas e biológicas,
difundidas de forma rápida pelo território do cerrado mato-grossense, particularmente no conjunto sob influência do eixo da BR-163,
envolvendo a utilização de altas densidades tecnológicas no processo de produção. Nessa cadeia produtiva a soja é considerada o
carro-chefe, levando o estado de Mato Grosso a manter a liderança nacional no cultivo desta oleagionosa, com uma área de 7,8
milhões de hectares o que resultou na produção de 23,5 milhões de toneladas para a safra 2012/13, segundo dados da CONAB. O
aumento da produção de grãos nas últimas décadas e a inserção da cadeia de carnes no processo produtivo, configurando a
chamada cadeia carne/grãos, trouxe novas configurações territoriais à região, criando uma nova dinâmica no processo produtivo a
partir de novas logísticas, necessárias à expansão dessa cadeia produtiva e fundamental para a articulação com o mercado de
commodities. Esse processo de expansão tem como referência a base técnica e a incorporação de novas áreas agrícolas,
detectando-se reorganizações territoriais à medida que se expandem os fronts agrícolas na rodovia Cuiabá ? Santarém (BR-163).
Sendo assim, o objetivo deste artigo é analisar as relações entre expansão da cadeia carne/grãos na área de influência da BR-163
mato-grossense e aumento do desmatamento nessa região, bem como no Pará, para onde se expande a pecuária, empurrada pela
expansão dos grãos. Procuramos identificar também em que medida as políticas públicas ambientais minimizam os efeitos desse
processo de expansão. Para dar conta desta proposta trabalhamos com conceitos chave como espaço e técnica, com base em
Santos (1984) e Bernardes (2005), regiões produtivas (Santos, 1985), para entender o processo de reorganização do território. Para
a compreensão da abordagem ambiental utilizamos Bernardes (2005) e Tomasoni (2005), e no caso das políticas públicas, tivemos
como referência Leite e Delgado (2011). Foram utilizados dados secundários do IBGE, PRODES, IMAZON, FEMA, além de dados
primários obtidos em trabalho de campo realizado no estado de Mato Grosso em 2013. Os dados sobre área, produção de soja e
rendimento revelaram expansão nos últimos anos na área de estudo e aumento do nível técnico. Entretanto, a nova logística de
escoamento da produção na direção norte do país leva a uma expansão desenfreada, mudando os usos da terra, empurrando a
pecuária para o Pará, onde ocorre elevado nível de desmatamento. De acordo com o INPE, o estado de Mato Grosso foi o estado
que o desmatamento mais cresceu no último ano com uma taxa de 52% em relação a 2012. Esta pesquisa se faz necessária para
entender como se dá o constante movimento da fronteira, as repercussões em áreas que abrigam importantes biomas, como o
amazônico e o cerrado, e em que medida as políticas públicas ambientais constituem limites à expansão do processo de
desmatamento.


1329 – BLACK BLOCS: UMA ANÁLISE DE SUAS PRÁTICAS ESPACIAIS


Autor(es): Isabô Moraes Moreira Lauria

Orientação: Marcelo Jose Lopes de Souza

Resumo:
O presente subprojeto de pesquisa propõe-se a analisar as práticas espaciais relacionadas com a tática de protesto conhecida
internacionalmente como Black bloc, tomando como exemplo ações desenvolvidas na cidade do Rio de Janeiro durante e após a
onda de protestos iniciada em junho de 2013 (?Jornadas de Junho?). O subprojeto faz parte do projeto CNPq ?Territórios
Dissidentes: Precarização socioeconômica, movimentos sociais e práticas espaciais insurgentes nas cidades do capitalismo
(semi)periférico?.
O estudo (que consistirá em um estudo de tipo exploratório) se encontra ainda em sua fase inicial, durante a qual está sendo
realizado um amplo investimento em levantamento bibliográfico tanto empírico (a respeito das origens do Black bloc, de sua chegada
ao Brasil, das avaliações hoje já disponíveis a propósito de sua eficácia político-pedagógico e dos aspectos éticos e valorativos
envolvidos) quanto conceitual (conceitos de território, ?lugar?, práticas espaciais, ?ação direta? etc.) e, ainda, metodológico
(metodologia de pesquisa qualitativa, geração de dados primários e levantamento de dados em acervos fotográficos e registros
midiáticos). Na segunda etapa da pesquisa, a ser desenvolvida entre novembro de 2014 e agosto de 2015, será intensificada, então,
a geração de dados primários, mediante entrevistas informais (com diretriz) com ativistas; no entanto, a coleta de depoimentos de
militantes deverá ser iniciada já no segundo semestre de 2014. Os resultados dessa segunda e última fase serão apresentados na
JIC de 2015.
O subprojeto de pesquisa busca conhecer, mais especificamente, a composição social dos aderentes da referida tática (frequência
segundo a classe social, a faixa etária, o gênero etc.), examinar as suas motivações e razões para a utilização dessa modalidade de
?ação direta?, analisar a forma de organização política dos ativistas e, sobretudo, a maneira como se relacionam com a cidade e
seus espaços, tanto no que se refere à sua condição de vida cotidiana (onde vivem, e onde trabalham ou estudam?) quanto no que
diz respeito á sua forma de ?decodificação?/?leitura? e ?apropriação?/instrumentalização do espaço quando de manifestações e
protestos. A observação não será do tipo ?natural? (pois as entrevistas não transcorrerão durante protestos, mas sim antes ou
depois), e tampouco será do tipo participante; a seleção de entrevistados se dará com base em um plano de amostragem não
probabilístico conhecido como ?snow ball?.
Espera-se, com esse trabalho, contribuir para o melhor entendimento de um aspecto importante da dinâmica sócio-espacial
contemporânea dos protestos urbanos no Brasil e no mundo, consistindo em um material textual e visual (fotografias, mapas e
modelos gráficos) que desembocará, na segunda metade de 2015, em uma monografia de bacharelado.


1599 – NARRATIVAS DAS TRANSFORMAÇÕES DE UMA CIDADE EM MUTAÇÃO: O CASO DO CAIS DO VALONGO RIO DE JANEIRO.


Autor(es): Alan Guedes da Cruz

Orientação: Rafael Winter Ribeiro, Paula Azevedo da Silva

Resumo:
As novas intervenções urbanas sofridas na cidade do Rio de Janeiro, justificadas pelos megaeventos, carregam discursos
responsáveis por determinarem as transformações do espaço urbano. Entre essas obras, destacam-se as políticas voltadas para
ressignificação da paisagem, perpassando por uma construção material e simbólica do espaço. O Circuito da Herança Africana
consolida a narrativa da memória africana na zona portuária do Rio. É dentro desse discurso que se insere o Cais do Valongo, objeto
de estudo deste trabalho
A abordagem é feita privilegiando os conceitos de lugar de memória e paisagem cultural. Nora (1993) classifica os lugares de
memória como necessários de três características que coexistam: um espaço concreto, um simbolismo e uma função. Essa memória
coletiva precisa tanto de um espaço como de um grupo que se aproprie dela para existir. Entendo que é através da paisagem como
narrativa (RIBEIRO, 2013) que esta memória será construída.
Neste sentido, o objetivo desse trabalho visa compreender como a produção da memória está envolvida com a produção da
paisagem no Cais do Valongo.
Quem são os agentes responsáveis por essa ressignificação? Quais foram às ações tomadas por esses agentes? Como a paisagem
é transformada, materialmente e simbolicamente nesse processo? Quais são os grupos que se apropriam desse lugar de memória
hoje?
Como base metodológica para abordagem será aplicada aquela desenvolvida por Rossi & Vanolo (2012) que identifica a política
urbana a partir da tríade representação, governo e contestação.
A metodologia do trabalho pretende identificar as matrizes materiais e imateriais na produção da paisagem atual do Cais do Valongo.
Na primeira etapa serão realizadas leituras e fichamentos da bibliografia sobre o tema, com o propósito de fazer dialogar estas com
o objeto do trabalho; identificação dos grupos que produzem e legitima o discurso do Cais do Valongo como lugar de memória negra;
identificar as intervenções realizadas pelos agentes no Cais do Valongo entrevistando seus responsáveis. A segunda etapa buscará
os relatos desses grupos através de entrevistas a fim de descobrir como se consolida a apropriação. Possibilitando por fim um
entrecruzamento entre a produção material e imaterial da paisagem, que consolida (ou não) uma memória através de uma narrativa
sobre a paisagem.
A pesquisa encontra-se na sua segunda etapa ? entrevista com grupos.
NORA, P.Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, v. 10, n. Revista do Programa de Estudos
Pós-Graduados em História e do Departamento de História daPUC-SP, dez 1993 Tradução Yara AunKhoury.
RIBEIRO, R. W. Paisagem, Patrimônio e Democracia: novos desafios para as políticas públicas. In: CASTRO, I. E.;RODRIGUES, J.
N.; RIBEIRO, R.W. Espaços da Democracia: para a agenda de Geografia Política Contemporânea. Rio de Janeiro: Bertrand,2013.
ROSSI, U.; VANOLO, A. Urban political geographies: a global perspective. 1st ed. Thousand Oaks, CA: SAGE Publications, 2011.


2089 – TENSÕES EM TORNO DA EXPANSÃO DA GERAÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NA BACIA DO RIO TAPAJÓS


Autor(es): Filipe Eduardo Piero de Oliveira Borsani, Tomas Pires Amorim

Orientação: Gisela Aquino Pires do Rio

Resumo:
Desde o início da década de 1970 veem sendo realizados investimentos na Amazônia tornando a região produtora de excedentes de
energia elétrica. Nesse contexto teve início em 1975 a usina hidroelétrica de Tucuruí, a maior do norte do país com capacidade de
8.370 MW, sendo um marco para a região. Dessa forma a Amazônia passa a ser tratada como fronteira energética do país, sendo
nos últimos anos a região que mais recebe investimentos públicos para a construção de infraestruturas. Nos últimos anos, a
retomada de investimentos públicos na geração de eletricidade reforçou o papel da região como fronteira energética.
Entendendo fronteira energética como conjunto de possibilidades de exploração de fontes primárias de energia, o objetivo deste
trabalho é analisar o atual papel das redes de transmissão como vetor flexível da integração do sistema energético no país. A área
selecionada foi a bacia do rio Tapajós onde estão planejadas sete Usinas Hidroelétricas (UHE). Ao mesmo tempo, nela estão
localizadas 11 áreas de preservação classificadas em diferentes categorias: APA?S, Parques e Florestas Nacionais, Reservas, além
de Terras Indígenas.
Para atingir o objetivo proposto, partiu-se da realização de cartogramas para localizar as diferentes categorias de áreas de
preservação e a usinas de hidroeletricidade, considerando, neste último caso o estágio atual: em operação, em construção e
planejadas. Além dessa primeira aproximação, foram consideradas a distribuição geográfica das cidades e a rede de transmissão de
eletricidade. Os resultados preliminares indicam que a política de ampliação do parque de geração de eletricidade irá aprofundar a
polarização entre os dois tipos distintos de regulação que incidem sobre os recursos naturais.
Referências Bibliográficas:
COELHO, M.C.N; OSORIO, L.M; TAVARES, M.G. Redes de distribuição de energia e desenvolvimento regional na Amazônia
oriental. Novos cadernos NAEA, São Paulo, v.9, n.2, p.99-134, 2006
Eduado Pegurier, Hidrelétricas do Tapajós – O custo ambiental de 7 barragens. Disponível em:
http://www.oeco.org.br/hidreletricas-do-tapajos/27536-video-as-hidreletricas-do-tapajos, acessado em: 14/05/2014.


2524 – A “COPA DE TODO MUNDO? 2014: CONFLITOS SÓCIO ESPACIAIS NAS FAVELAS DO RIO DE JANEIRO


Autor(es): Daniel Macedo Lopes Vasques Monteiro

Orientação: Ana Maria Lima Daou

Resumo:
A cidade do Rio de Janeiro passa pelo seu maior período de remoção de favelas e intervenções urbanísticas em sua história, tais
práticas vêm se incrementando nos últimos anos, principalmente a partir da confirmação de grandes eventos na cidade. Com os
megaeventos e as remoções vieram também as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPP), com o objetivo de (re)conquistar territórios
do Estado que anteriormente pertenciam a facções criminosas, porém por trás dessa ação se esconde interesses políticos e
imobiliários. A cidade do Rio de Janeiro é marcada por uma dinâmica no que se refere ao crescimento/expansão e remoção de
favelas ao longo de sua história. O presente trabalho consiste em identificar e analisar a recorrência da prática de remoção e
crescimento/expansão das favelas de acordo com o processo da mudança estrutural da cidade do Rio de Janeiro, em diversas
temporalidades, com ênfase para o momento atual da Copa do Mundo de Futebol e das Eleições de 2014. Contudo, foram
analisados cinco períodos: O primeiro é o período entre os anos 1906 e 1930; segundo será o da década de 1940; o terceiro das
décadas da ditadura militar no Brasil; o quarto analisado será o das décadas de 1980 e 1990; e o quinto, do ano de 2002 até o
momento atual. O trabalho enfatiza o último período onde os processos estão sendo mais intensos e rápidos, especificamente, nos
anos de 2013/2014 comparado aos períodos anteriores, pois as práticas utilizadas na cidade devido aos grandes eventos têm um
intuito mercadológico capitalista, na qual novas formas apareceram modificando e aumentando o lucro dos beneficiários, em
contrapartida expulsando os moradores que não têm condições financeiras suficientes para permanecerem no seu local de moradia.
Contudo, para dar conta da proposta foram utilizados conceitos, categorias e noções como espaço com base na obra de Milton
Santos (1996); espaço urbano e segregação residencial de Roberto Lobato Correa (1989); o processo de evolução das favelas a
partir das obras de Andrelino Campos (2005), Fernando Souza Paulo (2008), Maria Laís Pereira da Silva (2005) e Lícia do Prado
Valadares (2007), para a análise atual que envolve os conflitos sociais devido à interferência policial e militar, a obra de Maria Helena
Moreira Alves e Evanson Philip. Foram operacionalizados dados secundários do Instituto Pereira Passos (IPP); reportagens de jornal
impresso, revistas e sites; além de análises bibliográficas de sensos realizados nos períodos analisados, encontrados principalmente
nas obras de Maurício de Abreu (2005), José Alípio Goulart (1957) e no Dossiê do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de
Janeiro (2013). Dados preliminares informam que até maio de 2013 aproximadamente 11 mil famílias foram removidas e/ou
ameaçadas na cidade do Rio de Janeiro, demonstrando a favela carioca como um espaço frágil no sistema econômico que está
inserido, sendo diretamente atingida por interesses externos e históricos.


2003 – TERMOELETRICIDADE NO BRASIL: EXPANSÃO DO GÁS NATURAL E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA


Autor(es): Cândido Grinsztejn Rodrigues d’Almeida

Orientação: Gisela Aquino Pires do Rio

Resumo:
O gás natural é a fonte de energia que foi recentemente incorporada à matriz brasileira. Entre 1980 e 2010 sua participação passou
de 4% a 10,3% do consumo total de energia no país. Essa expansão é correlata ao crescimento da rede de gasodutos, cuja
extensão atinge 9500 km. O gás natural supre 11,1% da demanda energética da indústria, além de ser responsável por cerca de 7,9
% da geração de energia elétrica nacional, segundo dados do Balanço Energético Nacional de 2013.
O aumento da participação da termoeletricidade e a construção de usinas a gás natural refletem dois movimentos combinados: as
limitações da geração de hidroeletricidade e o aumento das reservas desse combustível. No primeiro caso, a redução do nível dos
reservatórios limita a capacidade de geração, enquanto no segundo a criação de mercado impõe-se para uso desse recurso, em
oposição às tendências de redução do uso de energias fósseis.
Parte de um projeto maior, este trabalho tem por objetivo analisar o papel das termoelétricas a gás natural na expansão da indústria
do gás natural assim como também na trajetória de transição energética nacional. Para tal, utilizamos documentos provenientes da
EPE (Empresa de Pesquisa Energética), ANP (Agencia Nacional do Petróleo), BP (British Petroleum) como insumo à análise. O
conceito de escala surge como um trunfo da ciência geográfica para o estudo da política do gás natural no Brasil, pois este contribui
o entendimento de processos multiescalares e as interações entre estes, ou seja, dá base para a compreensão das relações e
interações espaciais, em ultima instância entre áreas de produção e áreas de consumo.


46 – “SEMENTES LIBERTÁRIAS NO DESERTO”: A ESPACIALIDADE E AS LIÇÕES DOS KIBBUTZIM


Autor(es): Eduardo Bayer Knopman

Orientação: Marcelo Jose Lopes de Souza

Resumo:
No planejamento do projeto de pesquisa ??Sementes libertárias no deserto?: a espacialidade e as lições dos kibbutzim?, nós o
estruturamos em três fases, cada qual com objetivos específicos, e as dividimos em três anos de trabalho, concernindo o período
2013-2015. No ano de 2013 concluímos e apresentamos na JICTAC os resultados da primeira fase de nossa pesquisa, onde
tratamos de questões conceituais e metodológicas e adquirimos bibliografia acadêmica e fontes históricas para a reflexão e análise
de dados subsequente. Nessa Jornada de Iniciação Científica, apresentaremos os resultados da segunda fase da pesquisa,
denominada ?o contexto sócio-espacial da Palestina e a gênese dos kibbutzim?.
O objetivo desta fase é apresentar o contexto sócio-espacial da Palestina dos sécs. XIX e XX, além dos principais processos que
engendraram o surgimento dos kibbutzim. Acreditamos que a análise geográfica das regiões da Palestina, observando desde suas
características naturais até os aspectos demográficos, étnicos e econômicos de sua população, é uma necessidade dentro da
pesquisa mais ampla que estamos desenvolvendo, para que possamos compreender o surgimento dos kibbutzim e o seu impacto
nas paisagens e na organização espacial do território, além, sem dúvida, do real papel e influência que tiveram as ideias anarquistas
(aspecto já salientado por outros autores, como James Horrox, mas de modo ainda exploratório e contendo imprecisões e lacunas).
Também se faz mister apresentar a intricada rede de organizações sionistas e o papel que ela desempenhou, através de uma
eficiente política de escalas, na articulação da colonização (imigração + assentamento) judaica da Palestina, da qual os kibbutzim
são uma pequena parte. Esse esforço de contextualização se faz ainda mais necessário tendo em vista o nosso ambiente
acadêmico, que geralmente está pouco familiarizado com a história e os aspectos sócio-espaciais da Palestina no período em
questão. Desse modo, os elementos investigados nessa etapa sâo: a política de escalas do Movimento Sionista e as alliyot (ondas
de imigração judaica para a Palestina); a população judaica e o surgimento da agricultura judaica nos espaços rurais da Palestina; a
gênese dos kibbutzim e a difusão do modelo comunitário de assentamento nos anos posteriores.
Desse modo, esperamos contextualizar o surgimento do kibbutz e seu desenvolvimento em meio aos processos sócio-espaciais
mais amplos em curso na Palestina do início do séc. XX, para que na fase subsequente possamos nos dedicar exclusivamente à
organização espacial interna dos kibbutzim e do caráter federativo das comunidades, onde se pode vislumbrar mais nitidamente as
ligações entre os kibbutzim e o pensamento e a práxis libertários ? o objetivo e motivação central dessa pesquisa.


1099 – TÉCNICA E TRABALHO NO SETOR SUCROENERGÉTICO: DILEMAS E CONTRADIÇÕES


Autor(es): Lívia Domiciano Cunha

Orientação: Nivea Muniz Vieira, Florinda de Souza Torreira Pose, Julia Adao Bernardes

Resumo:
A modernização do campo brasileiro é um processo constante e traz consigo a necessidade de mudanças técnicas, exigindo
mudanças na organização do trabalho e na reorganização do território. É por este viés que se faz necessário (re)pensar as relações
de trabalho no campo como algo em constante mutação. No setor sucroenergético o cenário não se dá de modo diferente. A
manutenção dos níveis de competitividade no mercado pressupõe aumento da produtividade e consequente reestruturação da
produção, significando dotar o espaço de novas formas-conteúdo. Na etapa agrícola da produção de etanol, é nas distintas etapas
do cultivo da cana de açúcar onde intensas mudanças técnicas têm ocorrido, associadas a metamorfoses no âmbito do trabalho. Na
indústria mudanças também estão sendo detectadas. É neste contexto que o presente trabalho busca analisar de que forma a
mudança técnica incide sobre o trabalho, devendo-se responder à seguinte questão: com as novas técnicas, o que muda, por que
muda, como muda e, principalmente, para benefício de quem? Ou seja, se e/ou de que maneira o constante avanço tecnológico do
meio técnico cientifico informacional tem trazido benefícios ao trabalhador do setor sucroenergético. Tomo como recorte o eixo de
expansão Paraná/Mato Grosso do Sul a partir de 2007, quando o setor se torna significativo na região, a variação média percentual
da produção de cana de 2006-2012 no eixo chega a um aumento de 48,5%. O estudo é feito a partir da metodologia de análise do
espaço proposta por SANTOS (1996), a contribuição de MARCUSE (1941) para a busca de um entendimento sobre a não
neutralidade da técnica, ANTUNES (2000) para o entendimento da metamorfose do mercado de trabalho contemporâneo, além de
RIBEIRO (2005), que contribuiu na compreensão do mercado de trabalho socialmente necessário. Os dados secundários da RAIS,
do SIDRA, da ONG Repórter Brasil, dentre outras, possibilitaram a elaboração de mapas e gráficos. O trabalho de campo realizado
em maio de 2013 pelo grupo NUCLAMB na região trouxe ricas reflexões e dados primários, pretendendo-se realizar outro campo em
2014. Como alguns resultados preliminares podemos notar que, a legislação que determina que a queimada da cana como modo
preparatório para o corte deva ser eliminada até 2017 contribuiu fortemente para a aceleração da mecanização do corte, visto que
sem a queimada o corte manual se torna menos produtivo, com cada máquina substituindo de 80-100 cortadores. O avanço do nível
técnico em todas as etapas de produção modifica o perfil do trabalhador, este passa a ter renda e escolaridade maior, a
produtividade no trabalho aumenta (diminuindo a quantidade de mão de obra) e a maioria passa a possuir carteira de trabalho. Os
atores hegemônicos ? aqui entendidos como grandes produtores do setor ? tem se apropriado deste cenário favorável das relações
de trabalho para a adequação de sua produção ao discurso sustentável em cima de uma relativa ?melhoria? nas condições de
trabalho.


1018 – SOCIABILIDADE PÚBLICA: O CASO DAS PRAÇAS AFONSO PENA E SAENS PEÑA, NO BAIRRO DA TIJUCA (RJ).


Autor(es): Amanda Fernandes de Carvalho

Orientação: Leticia Parente Ribeiro, Ana Brasil Machado, Paulo Cesar da Costa Gomes

Resumo:
Este trabalho é parte de um projeto mais amplo, realizado pelo grupo Território e Cidadania e visa compreender a organização
espacial da sociabilidade, tomando como referencia alguns logradouros públicos da cidade do Rio de Janeiro. Nesse subprojeto
foram escolhidas para a análise dos padrões de sociabilidade duas praças localizadas no bairro da Tijuca que distam entre si
aproximadamente 1,5km : a Praça Castilho França, mais conhecida como Praça Afonso Pena, e a Praça Saens Peña, conhecida
como o ?Coração da Tijuca?. Esses espaços públicos foram selecionados para análise por serem importantes espaços urbanos de
mobilidade e lazer dos moradores da Tijuca.
A Praça Saens Peña, exerce um papel central para as atividades comercial e de lazer para os moradores do bairro, tendo sido
conhecida como uma nova Cinelândia devido à concentração de cinemas de rua. Atualmente essa característica do lazer vem se
modificando e a função de ?local de passagem? e de ponto de referência para o transporte tem se sobressaído sobretudo após a
inauguração do Metro. Já a Praça Afonso Pena, desde sua inauguração, se mantém como área de recreação e paisagismo, devido
ao seu entorno predominantemente residencial. Mesmo após a inauguração da estação de Metrô e a intensificação do comércio nas
ruas adjacentes, a função de lazer não apresentou retração, ao contrário foi intensificada.
Para comparar e diferenciar os padrões espaciais de sociabilidade das duas praças e discutir até que ponto a proximidade
geográfica condiciona tais padrões foram abordadas três dimensões de análise, com elaboração de instrumentos específicos para
cada uma delas: a dimensão morfológica, analisada a partir de registros fílmicos e observação direta, a dimensão comportamental,
através de fichas de observação, e a dimensão das significações, explorada a partir da aplicação de questionários e entrevistas
abertas.
A pesquisa encontra-se em seu estágio inicial e seus primeiros resultados apontam diferenças significativas entre os espaços
selecionados. Na dimensão morfológica foi visto que ambas as praças apresentam elementos semelhantes na sua morfologia, dado
a presença de equipamentos e instalações análogas. Já na dimensão comportamental, foi observada grande diferença entre os
momentos de maior afluxo de pessoas e de utilização das praças, nos períodos diurnos e noturnos, e como as atividades ali
praticadas mudam também de acordo com dia da semana. Interessa ainda, como próximos passos da pesquisa, descrever e
comparar o perfil dos frequentadores de ambas as praças e identificar conflitos e negociações gerados pela co-presença de
diferentes indivíduos, grupos e interesses.


2432 – EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS RESIDENCIAIS DE RESENDE: A VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA


Autor(es): Lívia Maria de Souza Magalhães

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
Introdução
O Médio Vale Paraíba é uma área localizada entre as duas principais metrópoles brasileiras: Rio de Janeiro e São Paulo. Essa
vantagem locacional atraiu, estrategicamente, unidades industriais com lógica pós fordista na década de 90, como por exemplo a
Volkswagen (Caminhões e ônibus) e PSA Peugeot-Citröen.
Resumo
O projeto Reestruturação produtiva no Médio Vale Paraíba tem como quadro geral de pesquisa a reestruturação das atividades
tradicionais e a emergência e consolidação de novas atividades de cunho industrial a partir do anos 90 no Médio Vale Paraíba, isto
é, em cidades médias, como por exemplo Resende e Volta Redonda. Os anos 90 trouxeram a entrada de capitais com uma
integração horizontal em locais mais diferenciados, como as cidades médias, o que complementa o que Sposito (2004) falou: que as
cidades médias não só difusores de bens de serviço.
As mudanças no modo de produção geraram novas formas espaciais e sociais de organização do trabalho, além de novos padrões
de localização.
David Harvey (1890) disse considerar razoável que forma espacial e processo social estão em contínua interação dentro do sistema
dinâmico e complexo que é a cidade, logo, trazendo esse ponto de vista para o projeto de pesquisa, é válido refletir sobre a interação
entre as novas formas que as cidades do Médio Vale Paraíba tomaram com os processos sociais decorrentes das mudanças de
caráter produtivo.
Segundo Sposito (1991), a industrialização gera uma cidade capitalista e novos momentos no processo de urbanização. Nessa tese,
a autora também diz que produzir, vender, comprar e consumir um imóvel são ações que se contextualizam no processo mais amplo
que é o de reproduzir a cidade capitalista.
Assim, uma das novas formas nas cidades médias de Resende e Volta Redonda foram os lançamentos de empreendimentos
imobiliários típicos de grandes cidades e metrópoles. Devido à reestruturação produtiva, houve um aumento do preço da terra, o que,
consequentemente, gerou valorização e especulação imobiliária, privilegiando, dessa forma, certas áreas, que são os centros de
investimento de capital, em detrimento de outras, que entraram em processo de marginalização.
Objetivos
Algumas perguntas foram elaboradas para melhor desenvolvimento da pesquisa:
?Como se configurou a relação de empreendimentos imobiliários residenciais em Resende com o processo de valorização
imobiliária?
?De que forma a valorização imobiliária altera o padrão de ocupação urbana?
?Quem são os agentes imobiliários que atuam nas cidades?
?Qual o público alvo desses lançamentos imobiliários?
?Há uma ampliação das diferenças sócio-espaciais?
Metodologia
Foram utilizados dados em anúncios de dois jornais da cidade de Resende, o “Beira-Rio” e o “Lyra”, em dois recortes temporais,
sendo o primeiro 1995/1996/1997, ou seja, antes da chegada da Volkswagen (1996) e o segundo, 2005/2006/2007, já com o
mercado imobiliário sob influência da dinâmica industrial. Foi feita também uma coleta dos dados da Caixa Econômica Federal
referentes aos preços de imóveis em Resende, de acordo com o logradouro num recorte temporal de 2012 a 2013.


2448 – DA PRAÇA PARA O PALÁCIO: QUANDO AS MANIFESTAÇÕES POPULARES TOMARAM AS RUAS CARIOCAS.


Autor(es): Caio Perdomo de Oliveira

Orientação: Iná Elias de Castro

Resumo:
Este trabalho faz parte da pesquisa ?Identificação e análise dos espaços da democracia no Brasil. Limites e possibilidades do
encontro da geografia com a política.?, orientado pela professora Iná Elias de Castro desde maio de 2013. Em 2013 a rejeição das
instituições políticas ganhou corpo e visibilidade nacional, acentuando um processo de distanciamento na relação entre instituído ?
aquilo que está politicamente estabelecido, e o instituinte ? a sociedade e seus e conflitos. Essa clivagem política foi visível nos
diversos protestos que tomaram as ruas e praças para reivindicar atuação nas decisões coletivas/influir nos processos decisórios.
Esses espaços públicos ? lugares acessíveis a todos os indivíduos, de interação entre estranhos ? foram tomados por multidões de
jovens que os ocuparam com suas indignações e demandas. Essas manifestações trouxeram uma nova perspectiva política aos
espaços públicos da cidade, que até então eram espaços de passagem ou simplesmente espaços comuns e passaram a ganhar o
caráter de espaços de reivindicações/espaços políticos ? espaços dos conflitos e dos acordos. Portanto, aqueles atos foram os
responsáveis por chamar a atenção para as decisões das casas legislativas (espaço político institucional), trazendo-os para as ruas
e praças. Entretanto, é necessário compreender se a capacidade política das ruas pode compor com a do Estado, visto que, a
dificuldade de definição de uma agenda dificulta a solução das múltiplas demandas. Afinal, as ruas não têm capacidade de
mobilização permanentemente nem de manter a regularidade que a vida institucional tem. Este trabalho se propõe indagar: 1. quem
são aqueles manifestantes? 2. Quais as diferenças entre as maneiras encontradas para ocupar as ruas com as passeatas e com as
ocupações? 3. Quais os lugares privilegiados por cada uma? A princípio foi levantado onde aconteceram as manifestações em que
se destacou: a centralidade da Praça Floriano (30,12% das manifestações da época) em detrimento de outros centros de
manifestação, como: o Palácio Guanabara (13,25%) e Candelária (10,84%). Atualmente estão sendo apurados: a. quantificação e
análise modo de utilização do espaço de cada tipo de manifestação (ex.: passeata ou ocupação); b. engajamento político dos jovens
entre 16 e 17 anos (que não são obrigados a votar) e o voto, ou seja, quantificar a relação entre o total de jovens entre 16 e 17 anos
no Brasil e jovens na mesma faixa etária que votaram entre 1990 e 2012 e c. alguns indicadores socioeconômicos dos
manifestantes. O levantamento dos dados das manifestações foi feitos em: trabalhos de campo, reportagens e levantamento sobre o
eleitor no TER-RJ. Estes dados foram operacionalizados através da elaboração de gráficos pelo Excel e imagens do banco de dados
do próprio autor ou reportagens da época. Quanto aos dados preliminares: há o avanço do interesse dos jovens (entre 16 e 17 anos)
pelo voto, visto que entre as eleições de 1990 e 2012 a participação deles subiu de 40% para 69%.


4394 – O FUNCIONAMENTO DAS FRANQUIAS E O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO URBANA DAS CIDADES-MÉDIAS: O CASO DE RESENDE


Autor(es): Bruno Barreto dos Santos

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
Esta pesquisa está vinculada ao grupo de pesquisa GRUCE e a grupo PET/Geografia-UFRJ. O sistema de franquias começou a ser
visto no mundo após a Guerra Civil americana, no fim do séc. XIX, e desde então, vem sendo cada vez mais comum no setor do
comércio nos dias atuais. Elas são criadas com o objetivo de expansão do empreendimento mantendo as características
fundamentais da empresa e contribuindo para a difusão da marca.
Desde meados do século passado, a região em estudo vem recebendo grandes investimentos no setor industrial, este é possuidor
de grande influência na atração de outras empresas, que possuem capacidade de alterar a produção nos espaços urbanos, gerando
modificações na dinâmica da oferta de bens e serviços urbanos. Esta nova lógica dos agentes econômicos faz emergir a discussão
dos equipamentos comerciais.
A partir dos resultados primários obtidos até o momento, que comprovaram a presença de um grande número de franquias na cidade
e a capacidade das mesmas em provocar alterações na estrutura urbana do município, esta fase da pesquisa tem como objetivo
analisar o funcionamento e a operação das franquias que estão presentes na cidade de Resende, compreendendo assim as
especialidades operacionais dessas na mesma.
Além de um levantamento bibliográfico acerca do tema, será feito um levantamento de dados em fontes secundárias, como sites das
prefeituras e shopping centers locais. Trabalhos de campo serão realizados para que haja uma observação in locus de como é a
atuação dessas franquias e também para que sejam feitas entrevistas com lojistas e comerciantes a fim de descobrir informações
sobre o funcionamento dessas instituições.
O sistema de franquias vem crescendo continuamente nas principais cidades do mundo, provocando grandes alterações na rede
urbana. Este fenômeno é visto cada vez mais forte na cidade de Resende, que possui ao seu favor uma localização geográfica
privilegiada entre as duas grandes metrópoles nacionais e um setor industrial em ascensão.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. ?Cartilha ? O que é uma franquia??. Brasília-DF. Dez 2006.


1860 – INFLUÊNCIA DA COBERTURA VEGETAL NA ESTABILIDADE DO SOLO E MONITORAMENTO DE ESTAÇÃO EXPERIMENTAL EM ÁREA DEGRADADA NA BACIA DO RIO MARANDUBA – UBATUBA, SÃO PAULO.


Autor(es): Thiago Pereira do Lago

Orientação: Leonardo dos Santos Pereira, Antonio Jose Teixeira Guerra

Resumo:
Diversos pesquisadores ressaltam a importância de conhecer em detalhes os fatores controladores dos processos erosivos para a
compreensão das dinâmicas geomorfológicas em escala local. Nessa perspectiva, a presente pesquisa objetiva diagnosticar os
processos atuantes nos solos expostos em declividades suaves, comparando com outros ambientes de cobertura vegetal.
Especificamente, pretende-se entender as variações pluviométricas da área de estudo temporalmente; analisar e comparar
propriedades físicas e químicas de solo exposto com distintos ambientes de cobertura vegetal e monitorar fluxos de escoamento em
parcelas de erosão sem cobertura vegetal. O presente estudo se desenvolve na bacia hidrográfica do rio Maranduba, no Litoral Norte
do estado de São Paulo, no município de Ubatuba. Ubatuba está inserida em bioma de Mata Atlântica e é dominada pelas massas
tropicais, apresentando atuação constante dos sistemas de frentes frias. Nessa perspectiva, o estudo se pautou no conhecimento
temporal da chuva na área de estudo, assim como foram analisadas propriedades físicas do solo (textura, densidade aparente,
porosidade total, estabilidade dos agregados dos solos) e químicas (pH e carbono orgânico) em três diferentes ambientes: 1 ? Área
degradada (AD), 2 ? Transição com a floresta (TF) e 3 ? Ambiente de floresta (FL). Também foi monitorado a evolução do processo
erosivo em parcelas de erosão sem cobertura vegetal. Foram coletadas amostras deformadas e indeformadas nos horizontes
superficiais em distintos ambientes para comparação de suas características físicas e químicas. Para tanto, três ambientes nas
proximidades da estação experimental foram escolhidos e se caracterizam em: a) área degradada (AD) à 2 metros da estação,
talude com baixo índice de vegetação, apresentando em grande parte solo exposto e vegetação gramínea com 32º declividade; b)
área de transição com a floresta (TF) a 10 metros da estação, talude com vegetação, de meio a um metro de altura, com 41º de
declividade; c) área de floresta (FL) a 20 metros da estação, talude com presença de árvores de grande porte e maior diversidade
vegetal com 40º de declividade. Os solos que estão associados à cobertura vegetal obtiveram maiores taxas de porosidade em
detrimento aos solos degradados (33,1 % solo da estação e 33,6 % de área degradada), onde solo da área de transição para a
floresta e de floresta apresentaram 48,8 e 45,3 % de porosidade total respectivamente. Estes solos também apresentaram maiores
desvio padrão, salientando a complexidade desses sistemas em detrimento dos solos expostos da estação e da área degradada.
Observou-se que áreas degradadas estão perdendo sedimentos através do escoamento superficial e aumentando a quantidade
desses materiais em sistemas fluviais, rompendo o equilíbrio desses sistemas.


3383 – AVALIAÇÃO DE FATORES CONDICIONANTES E MECANISMOS DE RUPTURA EM MOVIMENTO DE MASSA DO TIPO ?PARROCA? NA PEDRA DO CALEMBÁ (RJ).


Autor(es): Beatriz Diniz Braga

Orientação: Nelson Ferreira Fernandes

Resumo:
Dentre as diversas tipologias de movimento de massa, destaca-se o deslizamento ?parroca? que é caracterizado por ser um
deslizamento translacional raso cuja ruptura se inicia no topo plano da escarpa rochosa. Em função da brusca diferença de
declividade entre o topo e a escarpa rochosa vertical, a massa de solo deslocada ganha energia suficiente para remobilizar e
escavar os depósitos ao pé da escarpa, podendo gerar grande destruição
No presente trabalho estão sendo levantadas, através de revisões bibliográficas e trabalhos de campo, evidências de quais
fatores condicionantes e mecanismos de ruptura agem na deflagração desse tipo de movimento, a fim de estimar o possível alcance
de uma massa rompida nessas condições na vertente sul da Pedra do Calembá, em Vargem Pequena. A área de estudo se trata de
uma elevação em forma de domo com altitude máxima de 315 metros pertencente ao maciço da Pedra Branca no município do Rio
de Janeiro. Nas porções superiores da encosta predomina uma capa fina de solo e afloramentos rochosos (granito porfiróide
homogêneo), enquanto que nas inferiores depósitos transportados (tálus/colúvios) e solos residuais . A ocupação se encontra a
menos de 30 metros do paredão rochoso, com casas localizadas sobre o depósito de tálus/colúvio e deslizamentos já atingiram
essas áreas no passado recente.
Em revisão bibliográfica foi levantado que a geomorfologia, a geometria da encosta, o volume do material mobilizado e as
características desse material são fatores fundamentais a serem levantados para estimar o alcance do material mobilizado. Assim, já
foi feito um breve levantamento geomorfológico/geológico da área, assim como foi gerado um modelo digital de elevação a partir de
base topográfica de 1:10.000 do município do Rio de Janeiro. Em uma próxima etapa será levantado, utilizando um penetrômetro
portátil, a espessura do solo formado sobre o topo da encosta.
As análises preliminares, extraídas a partir da análise do modelo digital de elevação, apontam duas áreas críticas. A primeira se
trata de uma sessão vertical ao extremo sudeste da vertente onde o topo varia de 0 a 4º, seguido pela escarpa vertical com um
ângulo máximo de 60º e pelo depósito da encosta com uma declividade média de 15º onde há a presença de casas. A segunda
área se trata de uma área de confluência de fluxos localizada ao centro da vertente, há também ocupação e uma importante via de
trânsito a poucos metros de distância dessa sessão da escarpa. Os valores de espessura de solo vão complementar essas
informações a fim de compor um quadro mais sólido sobre o possível alcance desses movimentos.


1831 – ANÁLISE COMPARATIVA DE TRILHAS SITUADAS NA REGIÃO SUL DO MUNICÍPIO DE UBATUBA, VISANDO O SEU MANEJO E POTENCIALIDADES TURÍSTICAS.


Autor(es): Rafael Pereira Moreira

Orientação: Maria do Carmo Oliveira Jorge, Antonio Jose Teixeira Guerra

Resumo:
A região Sul de Ubatuba no estado de São Paulo possui um grande potencial turístico devido às características de sua paisagem
que atrai um grande contingente de turistas, principalmente na alta temporada. O turismo, principal atividade econômica da região,
ao mesmo tempo que movimenta a economia local, também é responsável pela degradação ambiental de determinados locais.
Dentre os elementos naturais que compõem a paisagem, destacam-se os relacionados à geomorfologia, que constituem a base
sobre a qual se desenvolve as atividades humanas, e que no presente estudo, estão relacionadas ao uso de trilhas, por exercerem
um papel importante no deslocamento de turistas e dos próprios habitantes da região. Dessa forma foi realizada uma análise
comparativa de trilhas situadas na região sul do município de Ubatuba-SP (Trilha Sítio D. Annie, Trilha Sitio Lama Mole e Trilha
Bonete, totalizando 9 pontos de coletas) visando o seu manejo e suas potencialidades, cujas características geomorfológicas e
pedológicas são de suma importância para se determinar a capacidade de suporte dessas trilhas. Foram analisadas as
características da área ( hipsometria e declividade) e as propriedades químicas e físicas dos solos (pH, textura, densidade aparente,
densidade real, porosidade e estabilidade dos agregados). A confecção do mapa de localização das trilhas, hipsométrico e
declividade foi realizada com base nas cartas topográficas do IBGE (1:50 000) utilizando-se o software ArcGIS 10. Os dados das
propriedades químicas e físicas realizadas até o momento foram analisados estatisticamente visando a comparação do nível de
degradação das trilhas. Os valores obtidos da densidade aparente, densidade real, estabilidade dos agregados e textura mostram
para os 9 pontos analisados (trilha e talude), uma grande compactação dos solos nas trilhas, com valores médios de densidade
aparente chegando a 1,74 g/cm e concomitantemente a porosidade 32,03 % para o mesmo ponto. A análise comparativa das trilhas
servirá para identificar quais os impactos ambientais que estão ocorrendo, mostrando quais áreas estão mais propensas a
degradação dos solos, já que os impactos ocasionados pela erosão dos solos geram condições indesejáveis nas trilhas e podem
afetar a experiência do usuário e diminuição da sua própria funcionalidade. Essa análise é importante, pois servirá de base para o
desenvolvimento de um turismo menos exploratório, que atenda não só à conservação do patrimônio da região, mas também às
necessidades da comunidade local e da própria atividade turística.


973 – ESTUDOS GEOLÓGICOS E HIDROGEOLÓGICOS PARA CARACTERIZAÇÃO DO MANGUE DE PEDRA, ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, RJ


Autor(es): Cheyenne Campos da Silva

Orientação: Vivian de Avelar Las Casas Rebelo, Kátia Leite Mansur, Gerson Cardoso da Silva Junior

Resumo:
A área de estudo está localizada no município de Armação dos Búzios, Estado do Rio de Janeiro, na Praia Gorda, entre a Ponta do
Pai Vitório e a Praia Rasa. Possui grande importância ambiental devido à contribuição da água subterrânea doce para o
desenvolvimento de manguezal em substrato rochoso, sem a presença de rios adjacentes. Tais fatos mostram a singularidade da
área estudada, além da necessidade de sua preservação, pois é fundamental para o equilíbrio do ecossistema, que as áreas de
recarga e descarga do aquífero estejam livres de interferências humanas. Este projeto está sendo desenvolvido desde 2012, e seus
estudos comprovaram com análises químicas e estudos hidrodinâmicos, a existência na região de um aquífero livre na Formação
Barreiras que foi denominado Aquífero Mangue de Pedra. Os resultados indicam um fluxo de água do continente para o mar, onde
as águas pluviais recarregam o aquífero que oferece o aporte de água doce necessária para o equilíbrio do ecossistema,
promovendo o desenvolvimento da vegetação do manguezal sobre uma base composta por conglomerados. Os estudos geológicos
e hidrogeológicos realizados e em realização estão sendo utilizados para a conscientização da população / visitantes e no
convencimento das autoridades para que o mangue seja preservado e usufruído de maneira sustentável. Os objetivos do presente
trabalho são: (a) caracterização sedimentológica das rochas que constituem as paleofalésias e falésias ativas onde foi identificada a
existência do aquífero; (b) produção de mapa geológico detalhado da região; (c) quantificação da descarga de água doce do aquífero
para o mar; (d) caracterização do ambiente sedimentar e das influências da água doce sobre o mesmo; e (e) elaboração de painel
interpretativo para implantação no local. Trabalhos de campo realizados ampliaram o inventário de pontos d´água, com a
identificação de uma nascente e de um poço nas proximidades do mangue, com medições in situ de pH, Eh, condutividade elétrica,
% de NaCl e totais de sólidos dissolvidos, que confirmam as características redutoras e mais ácidas das nascentes em relação aos
poços. Do ponto de vista da hidroquímica, foram calculadas as razões iônicas Mg/Ca e Na/Cl, cujos resultados confirmam a
assinatura continental para as águas dos poços e nascentes. Estudos sobre a variação da condutividade elétrica da água nas poças
de maré, em comparação com a água do mar, mostram que elas tornam-se cada vez menos salinas conforme a maré fica mais
baixa, comprovando a diluição provocada pela descarga de água doce na praia. Também, está sendo estudado, com o apoio do
Laboratório de Geoquímica Orgânica do Departamento de Geologia, material orgânico encontrado sobre os conglomerados
mapeados no piso da praia para identificação de possível atividade microbiana. Indicativos de variação relativa no nível do mar
também foram mapeados na praia na forma de níveis de conchas e a presença de uma rocha de praia. Reuniões com a população,
professores, estudantes e autoridades locais evoluem para a criação de uma Unidade de Conservação para proteção do Mangue de
Pedra no curto prazo, sendo que os resultados do presente projeto são fundamentais para delimitação e justificativa da criação.


3454 – ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA TOPOGRAFIA NA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS MOVIMENTOS DE MASSA NA BACIA DO RIO VIEIRA, TERESÓPOLIS-RJ


Autor(es): Marcello Luiz Souza de Alvear

Orientação: João Paulo de Carvalho Araújo, Lúcia Maria da Silva, Nelson Ferreira Fernandes

Resumo:
Os movimentos de massas são fenômenos naturais de dinâmica externa que possuem um importante papel na evolução do relevo.
Porém, quando atingem áreas de ocupação humana causam grandes prejuízos socioeconômicos. Devido ao seu potencial
destrutivo, a questão dos movimentos de massa vem adquirindo cada vez mais importância nos meios políticos, acadêmicos e
sociais. Em Janeiro de 2011 toda Região Serrana do Rio de Janeiro foi atingida, em maior ou menor grau, por fortes precipitações
que desencadearam centenas de escorregamentos e corridas de detritos, reforçando a necessidade de estudos que visam melhorar
o entendimento desses processos. Entretanto, devido à sua enorme complexidade, os movimentos de massa são de difícil previsão
e grande parte das metodologias utilizadas demandam custos elevados, tanto em recursos humanos, financeiros e temporais. Por
esses motivos, apesar de imprescindíveis como suporte ao planejamento da ocupação do solo e mitigação dos danos associados,
estes estudos ainda não são aplicados de forma extensiva.
Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é explorar o papel da topografia como um dos principais fatores condicionantes ao analisar
a influência de alguns parâmetros e índices morfométricos na distribuição espacial dos escorregamentos translacionais rasos em
uma bacia piloto localizada na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. Estes índices se baseiam em parâmetros de fácil
obtenção e foram extraídos a partir de um Modelo Digital de Elevação (MDE) com resolução espacial de 5m, derivado de mapas
topográficos na escala 1:10.000 (AMPLA) e computados por um Sistema de Informação Geográfica (SIG). Os índices e parâmetros
topográficos utilizados foram: Índice Topográfico de Saturação (ITS), ângulo de encosta, área de contribuição e elevação. Os mapas
produzidos permitiram a análise da influência topográfica na distribuição dos escorregamentos a partir da frequência das classes (F),
da concentração de cicatrizes (CC) e do potencial de escorregamento (PE).
Cerca de 0,17% da área total da bacia foi mapeada como zonas de ruptura. Foi observado que em relação aos ângulos de encosta
os maiores PE se encontram no intervalo entre 40-50°, e que para ângulos menores que 20° ou maiores que 60° os valores de PE
não são significativos. Os maiores PE estão relacionados a reduzidos valores de área de contribuição, correspondentes às porções
superiores da encosta que não drenam uma área tão grande, mas sofrem um aumento da poro-pressão positiva. Valores elevados
de área de contribuição tem PE reduzidos ou nulos, pois correspondem aos fundos de vale, canais e áreas adjacentes. As áreas
com menores valores de ITS são as que apresentam maior PE, pois estão associadas a setores com ângulo de encosta elevado e
área de contribuição média ou baixa.
Os resultados confirmam a existência de um controle topográfico sobre o processo analisado. Em análises futuras serão testados
novos índices e espera-se poder definir valores de limites críticos.


413 – CARACTERÍSTICAS DA ESTRUTURA AGRÁRIA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


Autor(es): Jardel Correia da Silva, Filipe Gomes Paulo

Orientação: Ana Maria de Souza Mello Bicalho

Resumo:
O presente estudo tem por objetivo entender a dinâmica social o estado do Rio de Janeiro, com foco na estrutura agrária das
principais áreas produtivas do estado no período de 1995/6 e 2006. O Estado do Rio de Janeiro apresenta áreas especializadas na
produção de produtos agrícolas típicos do estado ? frutas de consumo ?in natura?, pecuária leiteira, horticultura ? que formam
padrões espaciais. Procura-se entender a relação dos padrões espaciais com a estrutura agrária uma vez que produção e relações
sociais são interrelacionadas.
O trabalho foi realizado através da coleta de dados do Censo Agropecuário 1995/6 e 2006 por meio do SIDRA- IBGE. A unidade
espacial de tratamento dos dados é o município. Foram levantados dados de todos os municípios do estado do Rio de Janeiro sobre
estrutura fundiária e condição do produtor de acordo com os padrões espaciais identificados por cada atividade. O tamanho fundiário
dos estabelecimentos foi agrupado considerando o modulo rural de cada município segundo o INCRA. Foi feita a edição de tabelas
e a confecção de mapas visando uma análise comparativa da estrutura espacial rural do estado do Rio de Janeiro e da dinâmica
social.
Os resultados do presente trabalho puderam identificar no estado do Rio de Janeiro os padrões espaciais que são: 1- pecuária
leiteira no vale do Paraíba sul fluminense e norte/noroeste fluminense; 2- horticultura na região serrana e noroeste fluminense e 3-
frutas na região do litoral sul, na região metropolitana e dos lagos e região norte fluminense. Com relação a estrutura agrária não há
variação na condição do produtor por todo estado predominando a categoria de proprietário, mas a estrutura fundiária tem algumas
variações seguindo as diferentes atividades. Nas áreas de pecuária leiteira médias propriedades predominaram nos dois anos
analisados, nas áreas de horticultura sobressaiu à pequena propriedade, com relação a frutas a média propriedade.
O presente trabalho tem apoio da FAPERJ, CNpq, PIBIC UFRJ.


1514 – PERFIL DOS IMIGRANTES INTERNACIONAIS RECENTES NO BRASIL


Autor(es): Maiara Santos Silva

Orientação: Olga Maria Schild Becker, Camila da Silva Vieira

Resumo:
O presente trabalho se insere na linha de pesquisa ?O Rio de Janeiro no contexto das migrações internacionais contemporâneas?,
desenvolvida pelo Grupo de Estudos Espaço e População (GEPOP) do Departamento de Geografia da UFRJ. O movimento de
pessoas que se deslocam cruzando fronteiras nacionais com o objetivo de fixar moradia em país estrangeiro origina diversas
modificações na cultura, política e economia dos países de destino e nos de origem dos migrantes. O estudo dos fluxos migratórios
internacionais é importante para o entendimento de como essas mudanças acontecem e quais as suas consequências. Dessa
maneira, os estudos migratórios no Brasil ganham cada vez mais importância devido à maior inserção do país no quadro das
migrações internacionais, principalmente na América Latina, pela sua posição de destaque como referência regional. Nesse sentido,
este trabalho se propõe a analisar o perfil socioeconômico dos imigrantes internacionais recentes no Brasil, em comparação com os
imigrantes antigos. São considerados como imigrantes recentes aqueles que chegaram ao país no período de 2001 a 2010 e como
antigos os que chegaram ao Brasil até o ano de 2000. Através deste recorte, será possível traçar um panorama a nível nacional dos
fluxos imigratórios internacionais contemporâneos como reflexo das transformações econômicas e sociais que ocorrem tanto no
Brasil como nos países de origem. Para tal, serão analisadas as seguintes variáveis: idade, gênero, ocupação, setor de atividade,
nível de instrução e rendimentos. Para contextualizar tal estudo, faz-se necessário inicialmente verificar as principais nacionalidades
dos imigrantes recentes para o Brasil, bem como caracterizar os principais focos de sua localização no território brasileiro. Será
utilizada como escala de análise as Unidades da Federação (UFs) e como fonte principal de informações os micro dados da amostra
do Censo Demográfico de 2010 obtidos via Banco Multidimensional de Estatísticas (BME) do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Como primeiros resultados, tem-se que São Paulo é a Unidade da Federação com mais imigrantes internacionais
recentes, totalizando 59 868 pessoas (36,4%), seguida por Paraná (11,3%), Rio de Janeiro (8,8%) e Rio Grande do Sul (6,8%).


2411 – CAMPO CONTEMPORÂNEO DE MÚLTIPLAS FUNÇÕES AGRÍCOLAS E NÃO-AGRÍCOLAS. O CASO DE BOM JARDIM NA REGIÃO SERRANA FLUMINENSE.


Autor(es): Rodolpho Jordano Netto, Renato Paiva Rega

Orientação: Scott William Hoefle

Resumo:
Este trabalho tem como objetivo observar e analisar os fatores que venham à influenciar na dinâmica migratória rural-cidade e as
possíveis consequências que esta poderá ter ou tem sobre a produção agrícola e mudança de atividades realizadas pela população
da região da Microbacia do Pito Aceso em Bom Jardim, na Região Serrana Fluminense.
O município de Bom Jardim se localiza na Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro e a área em estudo se encontra dentro da
Microbacia do Pito Aceso, área essa escolhida em parceria com a EMBRAPA.
Para adentrarmos a pesquisa, é realizado um levantamento bibliográfico com estudos parecidos e também atividades de campo;
sendo uma em parceria com a EMBRAPA, na qual nos foi apresentado os diversos projetos de pesquisa realizados por eles no local.
Foi realizada outra ida a campo, e com o apoio dos produtores rurais da região, procuramos remontar a história da estrutura fundiária
local, observando o tipo de posse da terra(proprietário, arrendatário ou parceiro), e como foi realizada esta (através herança, compra,
ou outro meio). Também foi levantado por meio da aplicação dos questionários, informações referentes ao produtor, como por
exemplo, idade, se migrou de outra região, com que atividades consegue sua renda, o que produz, se possui mão de obra
contratada. Além disso, tentaremos através das entrevistas realizadas e a serem realizadas, descobrir quais as atividades que
exercem os filhos desses moradores locais, qual a idade e aonde esses filhos residem atualmente.
A partir desse conjunto de dados obtidos em campo, junto ao levantamento bibliográfico, nos permite realizar uma analise sobre
como essa dinâmica migratória pode ocorrer, e quais fatores influenciam nela. Ainda é possível inferir sobre um provável
envelhecimento da população rural e no que isso pode refletir em termos de produção agrícola e infraestrutura social e econômica da
região.


2757 – MIGRAÇÃO DE RETORNO NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO: PANORAMA EM 2000 E 2010.


Autor(es): Gabriel Pires Gomes Nonato Alves

Orientação: Olga Maria Schild Becker

Resumo:
Este estudo integra a linha de pesquisa ?Urbanização e Áreas Sociais no Rio de Janeiro? em desenvolvimento pelo Grupo de
Estudos Espaço e População (GEPOP) do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O estudo da mobilidade espacial da população vem adquirindo importância crescente na medida em que se relaciona diretamente
com a estrutura e as mudanças que ocorrem na economia e na sociedade. Neste sentido, cabe ressaltar a relação entre urbanização
e migração. A primeira, enquanto reflexo, meio e condição social traduzindo o movimento da sociedade em sua dinâmica espacial
(CORRÊA, 1997); a segunda, entendida como mecanismo de deslocamento populacional que reflete mudanças nas relações entre
as pessoas (relações de produção) e entre essas e o ambiente físico (BECKER, 1997). Em decorrência dessas mudanças, merecem
destaque novas formas de mobilidade como a migração de retorno, refletindo a dinâmica do mercado de trabalho, com períodos de
refluxo e afluxo de mão de obra. Em relação à abordagem teórica da migração de retorno, CASSARINO (2013), numa discussão ao
nível internacional, enfatiza a diversidade de categorias migratórias (variando de migrantes econômicos a refugiados e solicitantes de
asilo) o que exige a desagregação dos vários tipos de retornados, sendo necessário saber quem retorna, quando e por quê. Nesse
sentido, o presente trabalho tem como principal objetivo analisar a importância da migração no processo de urbanização da Região
Metropolitana do Rio de Janeiro no período 2000-2010, dando destaque à migração de retorno, sendo o retornado percebido como
migrante econômico, uma das feições da mobilidade populacional. Como objetivo específico, busca traçar o perfil sócio-demográfico
dos retornados a partir da utilização das variáveis, idade, gênero, escolaridade, ocupação principal e renda.
O recorte espacial é a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e o recorte temporal refere-se à última década. Enquanto categoria de
análise, o migrante retornado é identificado como o indivíduo nascido no município de residência atual que realizou alguma etapa
migratória intermunicipal ao longo da vida e retornou ao município de nascimento. A fonte de dados é o Banco Multidimensional de
Estatísticas (BME/IBGE). Para sua operacionalização considerou-se como indicadores básicos, o município de nascimento igual ao
de retorno, e áreas de origem dos retornados, inicialmente segundo a escala de Unidade da Federação (UF) e a seguir,
identificando-se a importância das Regiões de Governo do estado do Rio de Janeiro como áreas emissoras.
Como primeiros resultados da pesquisa constatou-se que, apesar da diminuição do volume de migrantes totais e retornados para a
Região Metropolitana do Rio de Janeiro, quando comparados os dados censitários de 2000 e 2010, houve um aumento da
participação relativa dos retornados em 2010. Em relação aos principais municípios integrantes da RMRJ detentores de maior
volume de retornados em 2010, destacaram-se Rio de Janeiro, seguido por Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São Gonçalo e Niterói.
Do ponto de vista de sua participação relativa, merecem registro os municípios de Rio de Janeiro, Paracambi e Niterói,
respectivamente.
Em relação ao perfil dos migrantes retornados, observou-se uma predominância das faixas etárias de 25 à 39 e 40 à 59 anos. No
que diz respeito à renda se concentram nas faixas ?sem remuneração? e ?até 5 salários mínimos?.


3690 – ESTUDO SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS SHOPPINGS CENTERS NAS CIDADES URBANAS, TENDO COMO ESTUDO DE CASO: O SHOPPING SÃO GONÇALO


Autor(es): Cindy Martins Rodrigues

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
A linha dessa pesquisa foi realizada através do Programa de Educação Tutorial (Pet-Geografia/UFRJ), e teve como objetivo principal
analisar os ambientes de convivência de jovens na cidade de São Gonçalo, tendo como recorte o Shopping São Gonçalo.
A importância de estudar essa temática é compreender como a falta de áreas destinadas ao lazer na cidade afeta seus jovens,
tendo como única atratividade segura e viável se encontrar nos shoppings centers. Através disso a intenção se pauta em identificar
quais são os jovens que frequentam esse shopping, suas origens, quais as lógicas das utilizações do ambiente e qual a maior
atratividade inerente ao espaço estudado.
A metodologia consiste em dialogar com autores e se baseia em teses e principalmente a partir da leitura de livros relacionados ao
tema e a análise através do trabalho de campo utilizando o recurso da pesquisa de opinião, buscando compreender e identificar os
seus processos relacionados a esse desenvolvimento urbano.
O resultado preliminar é a soma de todos os dados da pesquisa de opinião no trabalho de campo, tendo como paralelo o
embasamento teórico, identificando a motivação real desses jovens no shopping São Gonçalo.


3921 – O ESTADO E O PAPEL DOS SHOPPING CENTERS NA DIVISÃO SOCIAL DO ESPAÇO: O CASO DE GUADALUPE


Autor(es): Antonio Carlos Carvalho Alves Junior

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
O presente trabalho é integrante das atividades do Programa de Educação Tutorial (Geografia/UFRJ), na linha de pesquisa
?políticas públicas e investimentos no espaço metropolitano? e dirige atenção às transformações na divisão social do bairro de
Guadalupe após a construção do shopping center Jardim Guadalupe. Seu objetivo concerne em compreender o papel do Estado
para a construção do empreendimento, bem como os reflexos da sua implantação na divisão social do bairro, entendendo a divisão
social, segundo CORRÊA (2007, p 66), como ?um complexo e instável mosaico de áreas sociais, identificadas a partir da
combinação de atributos indicadores de status socioeconômico, infraestrutura, características familiares, migrações e, onde for o
caso, etnia, língua e religião?. É necessário, portanto, entender a organização dessas diferentes áreas sociais antes da construção
do equipamento comercial em questão e identificar a contribuição do Estado para a construção do shopping Jardim Guadalupe.
Nesse sentido, posteriormente, será possível fazer relações entre a construção do empreendimento e alterações na divisão social do
bairro. Para tal, é de fundamental importância perceber o perfil de uso do empreendimento comercial, para que se possa defini-lo
como responsável ou não pela alocação de novas classes para o bairro. A aferição do uso dessa nova forma espacial como
instrumento de especulação imobiliária é tão relevante quanto a identificação do seu uso por determinada classe e, para isso, serão
feitas visitas ao local, assim como também serão levantados no seu entorno a existência de novos perfis de residências no local a
partir de pesquisas de campo. O Estado é o principal agente social na produção do espaço urbano, como também o detentor do
domínio total sobre o seu território, portanto, através da análise de leis de planejamento urbano da cidade e das políticas públicas
para o bairro, será possível entender sua contribuição para a alocação do empreendimento. Referências: CORRÊA, Roberto Lobato.
Diferenciação sócio-espacial, escala e práticas espaciais. Cidades. v.4, n. 6, 2007, p. 62-72.


4120 – ?A MÚSICA E SUAS DIVERSAS FORMAS DE REPRESENTAÇÃO APLICADAS AO ENSINO DE GEOGRAFIA?


Autor(es): Rafael Moreira Barcellos

Orientação: Roberto Marques, Enio Jose Serra dos Santos

Resumo:
O presente trabalho, realizado no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID/CAPES) de Geografia
da UFRJ e desenvolvido no Colégio Estadual André Maurois, localizado no Leblon, Rio de Janeiro, busca avaliar as contribuições da
utilização da música e de suas variadas formas de representação – letras e recursos áudio-visuais – como ferramentas didáticas em
aulas de Geografia. Tal estudo foi elaborado a partir da análise e avaliação de uma atividade ministrada por um professor-supervisor
do projeto, onde se discutiu questões gerais da geografia, não associadas necessariamente ao conteúdo referente ao bimestre. Em
relação a metodologia de pesquisa, optou-se por lançar mão de uma abordagem qualitativa, através da aplicação de dois
questionários. O primeiro, voltado à docente já mencionada, buscando compreender se e como ela utiliza tal recurso e, segundo sua
percepção, como os alunos reagem a esta utilização. O segundo questionário, em contrapartida, é voltado aos discentes, e nele
pretende-se avaliar questões relacionadas à aprendizagem do conteúdo geográfico, como a leitura dos conceitos de espaço, lugar,
paisagem e território através das letras e a percepção de regionalismos contidos em diversos aspectos. A pesquisa ainda está em
fase inicial, na qual os dados do questionário coletado estão sendo analisados. A música pode ser observada como uma ferramenta
de ensino e um útil recurso didático, permeando o cotidiano do alunado, tendo em vista a sua utilização expressiva em que esta se
dá em suas diversificadas formas de expressão entre os jovens, variando desde seu posicionamento político-ideológico,
comportamental e ao próprio lazer. A próxima etapa seria a utilização deste recurso consoante ao conteúdo dado em sala, ou em
oficinas didáticas no contra-turno do colégio, com o intuito de tornar a experiência do ensino de geografia menos expositiva e
quantitativa. Buscando como se apresentam os conteúdos geográficos na música e o debate em cima deste recurso, abordando os
temas propostos e encontrados nela, é possível afirmar de antemão que as atividades com música são muito indicadas, visto a
grande receptividade dos alunos no que tange ao caráter atrativo e dinâmico destas atividades.


4304 – A PISTA E OS DIAS: APROVEITAMENTO ECONÔMICO DAS SITUAÇÕES DE CONGESTIONAMENTO NO ENTRONCAMENTO DAS LINHAS VERMELHA E AMARELA


Autor(es): Everton Pereira da Silva, Wagner Junior Souza de Andrade, Alex Gomes dos Prazeres

Orientação: Leticia Parente Ribeiro

Resumo:
Miguel Filipe da Costa Silva – Bolsa: Outra
Essa pesquisa Geografia Humana e Regional
Área Temática:tem como objeto o aproveitamento econômico dos congestionamentos urbanos pelo comércio ambulante. As
situações de imobilidade geradas pelo trânsito urbano são uma realidade comum a várias cidades do mundo. Enquanto parte da
iniciativa privada e os governos vêem essa questão de maneira negativa, em virtude dos atrasos e prejuízos gerados para a a
economia, uma parcela da população retira proveito econômico dos engarrafamentos. Trata-se dos vendedores ambulantes. Na
cidade do Rio de Janeiro há muitos lugares onde esse fenômeno ocorre, atraindo milhares de trabalhadores ambulantes dedicados
ao comércio de uma gama de produtos, e que atuam nos transportes coletivos, na orla marítima e nas principais vias da cidade. No
caso do trabalho realizado diretamente nas vias, as situações de imobilidade variam entre mais curtas, até as grandes retenções
ocasionadas por longos congestionamentos, especialmente nos horários de rush.
O presente trabalho enfoca o entroncamento entre duas das principais vias do Rio de Janeiro, que cortam o tecido urbano: a Avenida
Governador Carlos Lacerda (Linha Amarela) e a Via Expressa Presidente João Goulart (Linha Vermelha). O objetivo central é
compreender as práticas espaciais do comércio ambulante nas vias expressas em situação de engarrafamento. Algumas questões
nortearam a pesquisa: Quem são esses ambulantes? Como eles ocupam as vias? Que tipo de organização existe, se é que existe?
Que produtos são vendidos? A fim de responder a essas questões, utilizamos as seguintes técnicas de pesquisa: entrevistas abertas
com os ambulantes e seus fornecedores, observações de campo e registros fotográficos.
Os resultados parciais do trabalho apontam para a forte conexão entre as vias estudadas e o bairro da Maré, área cuja expansão
esteve associada à implantação destas vias. Isso nos ajuda a entender a lógica de proximidade dos ambulantes e fornecedores, que
são oriundos da Maré, com sua área de trabalho. Foi possível constatar que há relações patronais de trabalho, envolvendo
ambulantes que revendem mercadorias e dividem os lucros obtidos. A pesquisa também permitiu compreender os ritmos do
trabalho, as estratégias utilizadas pelos ambulantes e as formas de ocupação da ?pista? (expressão utilizada pelos ambulantes para
designar as vias engarrafadas). A partir da observação da alternância entre o trabalho dos ambulantes e o ritmo dos
engarrafamentos, a pesquisa estabeleceu uma ponte com o conceito de “território da espera?, proposto por Laurent Vidal (2011).


3323 – AVALIAÇÃO DA EXATIDÃO GEOMÉTRICA DA IMAGEM LANDSAT 8 VISANDO ESTUDOS TEMPORAIS E COMPATIBILIZAÇÃO COM SÉRIES HISTÓRICAS LANDSAT


Autor(es): Gabriel dos Santos Duarte, Genilson Estácio da Costa

Orientação: Rafael Silva de Barros, Carla Bernadete Madureira Cruz

Resumo:
Análises temporais constituem uma importante forma de análise em diversos ramos da Geografia e áreas afins, sendo uma tarefa
muitas vezes complexa devido à variação temporal do seu objeto de estudo e dos próprios dados que ficam limitados à tecnologia de
sua época. Segundo Torres (2011), o monitoramento de uma área é essencial para adquirir informações sobre a realidade ambiental
da área de estudo e contribui na busca de soluções de problemas que possam surgir. Considerando que estudos temporais
necessitam de dados referentes a diferentes épocas, associados a tecnologias as vezes muito distintas, é importante que
determinados cuidados sejam tomados de modo a garantir o melhor ajuste entre as imagens. Quanto ao georreferenciamento
adequado a estudos temporais, deve-se considerar tanto a necessidade de ajuste absoluto (relativo a superfície terrestre,
normalmente verificados através de pontos obtidos no terreno) quanto relativo (entre as imagens de diferentes datas). O objetivo
deste trabalho é analisar a precisão geométrica, em termos planimétricos, alcançada através do uso do módulo Autosync, do
software ERDAS, em imagens Landsat 5 e 7, sem correção, tendo-se como base uma imagem Landsat 8 ortorretificada pelo USGS.
Como o processo de correção através desse tipo de modelo é bastante facilitado, busca-se avaliar os erros encontrados para melhor
balizar o método. Como as imagens Landsat 8 vem sendo disponibilizadas já ortorretificadas, essa referência pode facilitar o uso de
uma base temporal de mais de 30 anos de imagens do mundo todo, distribuídao de forma totalmente gratuita. Foram feitas ainda
comparações entre a geometria das imagens corrigidas Landsat 5 e Landsat 7 e a imagem Landsat 8 com uma base cartográfica de
vias rodoviárias do município do Rio de Janeiro na escala 1:2.000, visando classificá-las segundo o Padrão de Exatidão Cartográfica
(PEC) nacional. Resultados iniciais mostram que a imagem Landsat 8, com a ortorretificação oferecida pela USGS, atende com
facilidade a classe A da escala 1:100.000 atingindo até a classe B na escala 1:50.000. As imagens do Landsat 5 e Landsat 7
corrigidas através do georreferenciamento do software ERDAS também atingem a classe A da escala 1:100.000 com pouca
interferência do usuário, mostrando ser uma ótima alternativa para georreferenciamento de séries temporais.


3316 – AVALIAÇÃO DA EQUALIZAÇÃO DE IMAGENS OLI/LANDSAT 8 VISANDO O ESTUDO DA VEGETAÇÃO: MOSAICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


Autor(es): Gabriel dos Santos Duarte, Genilson Estácio da Costa

Orientação: Rafael Silva de Barros, Carla Bernadete Madureira Cruz

Resumo:
O surgimento do Sensoriamento Remoto Orbital a partir da segunda metade do século XX possibilitou o mapeamento de grandes
áreas da superfície terrestre de uma forma mais rápida e com custos menores. Por outro lado, o maior distanciamento do sensor em
relação aos alvos proporcionou maior interferência atmosférica. Essa interferência pode ocorrer nos dois momentos em que a
radiação eletromagnética atravessa a atmosfera, nos trajetos SOL-TERRA e TERRA-SENSOR. Os tipos de interações que podem
ocorrer são causados por diferentes partículas em suspensão na atmosfera (gasosas, líquidas ou sólidas), caracterizados como
espalhamento, absorção e refração da energia eletromagnética. Essas interferências altera a resposta espectral dos diversos objetos
e fenômenos da superfície terrestre, dificultando a integração e comparação de respostas obtidas em diferentes datas. A etapa de
processamento digital de imagens responsável pela minimização dos erros associados à radiância de uma cena é a correção
atmosférica. Essas correções são importantes quando o seu objetivo é realizar uma classificação digital da imagem a partir de cenas
de diferentes datas, para minimizar a influência da atmosfera e deixar seus dados multitemporais na mesma escala radiométrica
(Song, 2011). Porém para se realizar uma correção atmosférica satisfatória são necessários diversos dados e parâmetros
atmosféricos que normalmente não se encontram disponíveis. Outra opção que busca a mitigação dessas interferências é a
Equalização Radiométrica, processo que busca equalizar as respostas espectrais de imagens de diferentes datas para uma mesma
condição de interferência atmosférica no lugar da tentativa de sua eliminação, data a data. Assim todas as cenas passam a ter os
mesmos efeitos atmosféricos, como que obtidas no mesmo instante. O objetivo desse trabalho consiste na equalização de 6 cenas
do satélite Landsat 8, sensor OLI, com abrangência do estado do Rio de Janeiro, visando a geração de um mosaico para o
mapeamento das áreas de florestas do estado. Serão analisadas as respostas espectrais nas diferentes bandas para as áreas
florestadas em todas as 6 cenas, de modo a verificar o ajuste radiométrico realizado. Em uma análise preliminar, verificou-se que as
imagens disponibilizadas ortorretificadas apresentam diferenças radiométricas significativas, comprovando-se que não se pode
ignorar a necessidade de sua correção ou equalização.


3940 – APLICAÇÃO DO MODELO LINEAR DE MISTURA ESPECTRAL E MINERAÇÃO DE DADOS NO MAPEAMENTO DOS MANGUEZAIS DA APA DE GUARATIBA (RJ)


Autor(es): Gabriella Ferreira da Silva

Orientação: Paula Maria Moura de Almeida, Marcus Vinicius Alves de Carvalho, Carla Bernadete Madureira Cruz

Resumo:
O presente trabalho tem como objetivo mapear florestas de mangue na APA de Guaratiba através da aplicação do modelo linear de
mistura espectral (MLME) auxiliado por mineração de dados e análise de imagem baseada em objetos. O modelo de mistura
baseia-se na premissa que o valor do pixel em qualquer banda espectral é considerado como a combinação linear da resposta de
cada componente. Como a classificação foi realizada por meio da análise de imagem baseada em objeto gerou-se uma grande
quantidade de atributos, justificando assim a adoção da mineração de dados, uma vez que nela são aplicados algoritmos para
?compreender? e extrair padrões em grandes quantidades de dados. Este tipo de mapeamento é de relevante importância visto que
o manguezal é um ecossistema que tem um alto valor ecológico e econômico devido à manutenção da biodiversidade. Neste estudo
foram utilizadas imagens TM/Landsat 5 do ano de 2007. Isto porque o Laboratório ESPAÇO/UFRJ através do Projeto ?Prioridade
Rio? já dispõe de um mapeamento prévio. Fez-se uso do AutoSYNC/ERDAS para registrar as imagens segundo uma imagem
OLI/Landsat 8 ortorretificada. No SPRING foram geradas as componentes ?solo?, ?sombra? e ?vegetação?. O uso das imagens TM
se justifica pelo fato do software Spring apresentar modelos aplicáveis a imagens deste sensor e ainda não dispor de modelos para
imagens do Landsat 8. As etapas de segmentação, coleta de amostras, mineração de dados e classificação das imagens foram
realizadas no eCognition 8.9. A coleta de amostras das classes ?Mangue? e ?Não Mangue? baseou-se em interpretação visual.
Optou-se pelo uso da técnica de mineração de dados baseada na indução de árvores de decisão nos dois experimentos realizados:
1º classificação do MLME proveniente de uma imagem do período seco e 2º classificação das seis bandas multiespectrais do TM/L5.
Constatou-se nas classificações que alguns objetos no topo de morros ou no mar estavam sendo classificados erroneamente como
mangue. Desta forma, incluiu-se no projeto o MDE do SRTM 4 para auxiliar a modelagem com mais uma regra que impedia a
classificação como mangue de objetos que estivessem a uma altitude de <= -32m ou >= 8m. O mapeamento das áreas de mangue
realizado no Prioridade Rio, já validado, serviu como verdade terrestre. Nesse mapeamento as áreas de mangue corresponderam a
33 km², enquanto a classificação através das componentes do MLME encontrou 35 km² e a classificação das seis bandas sem o
MLME encontrou 134 km². Observou-se assim, que a classificação apoiada no MLME teve um erro de apenas 1% enquanto que a
classificação sem o MLME apresentou um erro muito superior de 406%. Conclui-se aqui, ainda de modo preliminar, que a
classificação do MLME apresentou o melhor resultado quando comparado com a classificação das bandas espectrais, o que pode
auxiliar na minimização de edições. Para etapas futuras pretende-se aplicar o processo prévio de Correção Atmosférica e verificar a
exatidão das classificações pelo Índice Kappa.


1908 – PETRÓPOLIS E SUA FUNDAÇÃO: UMA ANÁLISE TOPONÍMICA DA PLANTA KOELER


Autor(es): Ingrid Vianna Glindmeier Didier, Tiago Boruchovitch Fonseca

Orientação: Manoel do Couto Fernandes, Paulo Marcio Leal de Menezes, Representação Espacial e Geotecnologias Beatriz Cristina Pereira de Souza

Resumo:
A cidade de Petrópolis está localizada na região serrana do estado do Rio de Janeiro, com 295.917 habitantes em uma área de
795,8 km². Conhecida por seu potencial turístico, possui sua história vinculada diretamente com os planos da Corte Portuguesa no
século XIX e com o fascínio e encantamento que D. Pedro I possuía pela região. A primeira visita do Imperador a localidade ocorreu
ainda em 1822 quando a caminho de Minas Gerais pernoitou em uma fazenda da área. Desde então, começou a adquirir terras em
Petrópolis a fim de construir seu Palácio de Verão. Entretanto, D. Pedro I faleceu em 1834, antes que se iniciasse a construção
efetiva da cidade. Seu projeto foi retomado por seu filho D. Pedro II por volta de 1843 quando nomeou o major alemão Julio
Frederico Koeler para projetar e edificar o plano de ?Povoação-Palácio de Verão?. Assim sendo, o desenho urbanístico de Petrópolis
foi elaborado por Koeler e apresentado em planta datada de 1846, sendo esta a principal fonte de informação para esta pesquisa.
Diante do exposto, o presente trabalho pretende analisar os nomes geográficos atribuídos aos quarteirões da planta Koeler
buscando classificá-los quanto à sua motivação e origem. Sabe-se, que diversos desses nomes foram atribuídos a partir de um
processo de transplantação, ou seja, nomes cuja origem remete a outra localidade sem que haja uma tradução para a língua local. A
partir destes, majoritariamente oriundos de localidades germânicas, se busca relações históricas com os migrantes que habitavam a
região, assim como é pretendido analisar a correlação da disposição geográfica entre ambas as localidades. A metodologia desta
pesquisa consiste no georreferenciamento da referida planta em ambiente SIG digital para posterior extração dos topônimos com
suas respectivas coordenadas geográficas. Além disso, cabe nos procedimentos metodológicos da pesquisa a realização de uma
revisão bibliográfica acerca da história da criação e ocupação do município de Petrópolis. Até o momento foi identificado uma série
de nomes germânicos transplantados, caracterizando assim a forte influencia destes na planta Koeler, cabendo agora entender a
genética do uso destes nomes.


3999 – AVALIAÇÃO ALTIMÉTRICA DO MODELO DIGITAL DE ELEVAÇÃO ASTER – GDEM V.2 COM BASE NO PADRÃO DE EXATIDÃO CARTOGRÁFICA ? PEC


Autor(es): Marcello Luiz Souza de Alvear

Orientação: Elizabeth Maria Feitosa da Rocha de Souza

Resumo:
A gestão dos recursos naturais, assim como o planejamento e o ordenamento territorial, depende de dados e informações referentes
à distribuição dos elementos da paisagem natural. Entre eles a altimetria se destaca por permitir o cálculo da superfície real, auxiliar
na correção geométrica de imagens e controlar os processos geomorfológicos. Porém, é comum que a obtenção destes dados
represente uma das maiores limitações à realização de estudos e projetos devido ao seu custo elevado, demanda de profissionais
qualificados e consumo de tempo. Atualmente é possível obter esses dados a partir de produtos de sensoriamento remoto
disponibilizados gratuitamente.
Contudo, antes do uso destes produtos para a produção e atualização de bases cartográficas bem como para a geração de produtos
derivados, são necessários estudos relacionados à avaliação da qualidade dos mesmos.
Nesse sentido, o presente trabalho pretende avaliar a exatidão altimétrica do ?Global Digital Elevation Model Version 2? (GDEM V2),
gerado a partir de dados do sensor ?Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer? (ASTER) e
disponibilizado gratuitamente na internet em sua segunda versão. Esse modelo foi elaborado a partir de técnicas de estereoscopia e
possui cobertura global, cobrindo toda a região englobada entre as latitudes 83°N a 83°S. Nessa versão mais recente, foram feitos
aperfeiçoamentos ao se utilizar um número maior de imagens para refinamento da precisão dos modelos, bem como, ajustes nos
algoritmos de reconhecimento para delimitação de corpos de água e artefatos.
A avaliação desse produto foi realizada no município do Rio de Janeiro, que apresenta tanto áreas relativamente planas na baixada,
como de topografia bastante acidentada, possuindo grandes variações de altitude devido aos maciços litorâneos.
Para verificar qual a escala máxima que este produto atende, mensurando sua respectiva precisão, foi utilizado como referencia o
Padrão de Exatidão Cartográfica (PEC) instituído pelo Decreto nº 89.817/1984 para a classificação das bases cartográficas
brasileiras.
A metodologia adotada consistiu na extração de pontos cotados oriundos de mapeamento realizado pelo Instituto Pereira Passos
(IPP), na escala de 1:10.000 para serem utilizados como referência. Posteriormente foram extraídos os valores altimétricos do
GDEM para o arquivo de pontos cotados, com base em suas coordenadas e posicionamento sobre o modelo, na área de estudo. Em
seguida foram calculadas as diferenças encontradas entre as elevações, contidas nos pontos cotados (IPP) e as indicadas pelo
GDEM V2. Finalmente foi indicada a melhor classificação do modelo com base no PEC.
Como principal resultado obtido pode-se apontar a indicação do produto adequado a produção de material cartográfico na escala de
1:100.000 classe A. O produto apresentou melhor representação de contornos costeiros, podendo ser adotado para ortorretificação e
geração de produtos derivados e suas análises.


745 – VALIDAÇÃO DO PROCESSO DE ORTORRETIFICAÇÃO DE IMAGEM WORDVIEW II EM ÁREA DE RELEVO ACIDENTADO


Autor(es): Danuzza de Goes Uchôa, Thiago Ramalho Peixoto Colman da Silva, Deivison Ferreira dos Santos

Orientação: Manoel do Couto Fernandes, Danielle Pereira Cintra

Resumo:
Este estudo foi realizado na localidade Vale do Cuiabá, Distrito de Itaipava, Petrópolis, RJ, a qual possui uma bacia hidrográfica
encaixada e do tipo circular sob um forte controle litoestrutural. Esta constituição geomorfológica contribui no aumento dos riscos de
transbordamento dos rios na região após chuvas de grande intensidade. Assim nas áreas de fundo de vale, de concentração de
fluxos d?água, se concentram os maiores problemas de ondas de inundação, riscos a saúde e a vida da população localizada nesta
área do Vale do Cuiabá. No intuito de desenvolver uma série de estudos nesta área, a fim de entender melhor esses problemas, foi
utilizada uma imagem de alta resolução obtida pelo satélite Wordview-2, que possui uma resolução espectral e geométrica que
possibilita realizar esta série de estudos. Para tanto, esta imagem passou, inicialmente, por um processo de ortorretificação. Este
processo deve ser bastante cuidadoso, pois ele influenciará em todos os produtos a serem gerados a partir desta imagem. A
ortorretificação consiste na eliminação de distorções causadas no processo de aquisição da imagem e na correção de distorções
ocasionadas pelo relevo. Ao fim do processo de ortorretificação, a imagem, pode ser considerada fidedignamente geométrica para
utilização de forma mais precisa na geração de documentos cartográficos e para cálculo exato de áreas e distâncias. Quando se
trabalha com imagens de alta resolução e em regiões montanhosas, esse procedimento deve ser realizado com bastante cuidado, já
que estas imagens são geralmente obtidas em visada oblíqua, o que agrava ainda mais a distorção causada pela topografia do
terreno. Para fazer a ortorretificação da imagem, foram pré-selecionados 32 pontos, que seguiram alguns critérios, como, serem
facilmente identificados na própria imagem e em campo. Para a coleta das coordenadas destes pontos foi instalada uma base que
está localizada no Trevo de Bonsucesso, Itaipava, Petrópolis, a aproximadamente 15 km da área de estudo em um ponto SAT do
IBGE. Nesta base fixa foi montado um recpetor GPS, Promark II. Os pontos foram coletados, utilizando receptores Promark II e
Promark III, com as mesmas configurações do aparelho da base, em cada ponto os GPS ficaram instalados entre 30 e 50 minutos,
dependo do PDOP (Dilution of Precision) ? Diluição de Precisão. Para PDOP?s muito altos o ponto era descartado da análise ou era
coletado em outra hora do dia. Após as coletas de pontos, os dados foram processados e corrigidos no programa Ashtec Solutions.
Após tal processo a imagem começou a passar por diversos testes de ortorretificação, a fim de se avaliar a evolução do Erro Médio
Quadrático (EMQ). Desta forma a imagem foi ortorretificada com zero pontos de controle (GCP?s ? Ground Control Points),
utilizando somente os Rational Polynomial Coefficients (RPC?s) fornecidos pela empresa até quantidade total de pontos, para que
fosse validado o melhor método de ortorretificar uma imagem de alta resolução em terreno movimentado que atingisse os melhores
padrões do Padrão de Exatidão Cartográfico (PEC). O valor de EMQ obtido para o modelo utilizando somente o RPC foi de 4,89 m.
Espera-se que este valor diminua conforme a adição de GCP?s até atingir um patamar ótimo, no qual a inserção de novos pontos
seria dispensável.


1920 – MAPEAMENTO DA COBERTURA DA TERRA DO MUNICÍPIO DE PETRÓPOLIS-RJ UTILIZANDO IMAGENS LANDSAT 8 E O SOFTWARE LIVRE INTERIMAGE


Autor(es): Fernando de Souza Antunes

Orientação: Manoel do Couto Fernandes, Gustavo Mota de Sousa

Resumo:
As caraterísticas históricas e ambientais de grande relevância tornaram Petrópolis um dos principais municípios na Região Serrana
do estado do Rio de Janeiro. A ocupação urbana no município ao longo do tempo foi ganhando características diferenciadas de seu
planejamento inicial definido, por solicitação do então imperador Dom Pedro II, pelo engenheiro Julio Frederico Koeler no século XIX.
Assim, nas últimas décadas, a ocupação assumiu muitas vezes um padrão de desordenamento, e por conta deste novo padrão
começa a ocorrer um decréscimo de áreas vegetadas, frente a expansão urbana e de outros usos. Buscando entender a distribuição
espacial da atual ocupação urbana, este trabalho tem o objetivo de promover um mapeamento da cobertura da Terra no município
de Petrópolis, utilizando recursos gratuitos, como as imagens do satélite recém-lançado, LANDSAT 8, e do software livre
InterIMAGE. Com o advento do Sensoriamento Remoto para conhecimento estratégico de recursos espaciais, houve também um
aumento dos recursos comerciais de imagens de satélite e estruturas computacionais de processamento de imagens. A escolha do
InterIMAGE e das imagens LANDSAT 8 neste mapeamento é devido a distribuição gratuita, aliada à necessidade de serem feitos
testes com as imagens do novo satélite, com novos recursos em relação aos seus antecessores, do mesmo programa espacial, e o
intuito de constante incentivo no desenvolvimento do InterIMAGE para pesquisas em Sensoriamento Remoto. Vale ressaltar que, o
InteIMAGE é uma estrutura computacional de código aberto baseada em conhecimento para classificação imagens através da
técnica de análise orientada a objetos geográficos (GEOBIA) . Este software é produto de parceria entre o Laboratório de Visão
Computacional da PUC-Rio (LVC/PUC-Rio) e a Divisão de Processamento de Imagens do INPE (DPI/INPE).


3389 – USO DE ÍNDICES DE DIFERENÇA NORMALIZADA PARA ÁREAS CONSTRUÍDAS NO MUNICÍPIO DE MARICÁ,UTILIZANDO SENSORIAMENTO REMOTO, NO APOIO A MAPEAMENTOS TEMÁTICOS E ESTUDOS URBANOS


Autor(es): Fernando Meneses Marques

Orientação: Elizabeth Maria Feitosa da Rocha de Souza, Julia Silva de Queiroz Lourenço

Resumo:
Os avanços oriundos das geotecnologias e em especial o sensoriamento remoto constituem uma importante ferramenta para o
conhecimento e monitoramento da paisagem. A chave para interpretar uma imagem é entender como as diferentes coberturas
terrestres respondem aos processos de Reflexão, Absorção, Transmissão e como elas são representadas nas imagens. Os estudos
urbanos em especial não possuem um comportamento espectral padrão, já que no ambiente urbano há uma mistura de elementos e
materiais, tanto naturais quanto artificiais, não havendo uma uniformidade dos objetos no espaço analisado, exigindo assim maior
esforço durante a interpretação de imagens e mapeamento. A grande diversidade de materiais, formas e texturas presentes nas
áreas urbanas acabam dificultando o processo de classificação e mapeamento a partir de imagens e ortofotos. Dessa forma, o
presente trabalho pretende avaliar o uso de índices de cobertura urbana a partir de imagens da série Landsat (30m), no município de
Maricá- RJ. Esses índices podem ajudar na melhor definição e demarcação de núcleos e limites apoiando etapas posteriores de
classificação e mapeamento em diversas escalas. Foram utilizadas imagens entre 2010 e 2014 para permitir a análise temporal da
cidade que encontra-se em expansão e adensamento da mancha urbana. A metodologia utilizada aborda 03 etapas principais:
Pré-processamento das imagens, geração do índice Normalized Difference Built-up Index ? NDBI e análise dos resultados. Trata-se
de um índice radiométrico desenvolvido para identificar áreas urbanas e construídas, com base no potencial de resposta espectral
das áreas construídas entre as bandas do infravermelho próximo e infravermelho médio. A equação utilizada no cálculo é: NDBI = (?
ivm?? ivp) / (? ivm + ? ivp), em que ??ivp?, é a reflectância no infravermelho próximo, e ??ivm? a reflectância no infravermelho
médio. Como resultados iniciais foi observada a boa delimitação das áreas descampadas e urbanas, principalmente próximo ao
litoral, bem como, áreas com solo exposto preparadas para receber novas edificações.


3800 – ANÁLISE TEMPORAL DA EVOLUÇÃO DA ÁREA PLANTADA E PRODUÇÃO DE SOJA NO ESTADO DE GOIÁS NO PERÍODO DE 1990 A 2011.


Autor(es): Diego Vicente Sperle da Silva, Romulo Rangel, Felipe Gonçalves Amaral

Orientação: Phillipe Valente Cardoso, Carla Bernadete Madureira Cruz

Resumo:
O cultivo e exploração da soja a partir da década de 70, através de programas federais de desenvolvimento agrícolas, tem a sua
consolidação nas áreas de cerrado, que apresentam condicionantes favoráveis ao cultivo como: topografia plana, chuvas regulares,
altas temperaturas, profundidade dos solos e demanda por terras mais baratas. De modo geral, na região Centro-Oeste, o período
preferencial para a semeadura de soja vai de outubro a janeiro. Entretanto, é no mês de novembro que se obtém as maiores
produtividades. Já para a colheita o período preferencial vai de janeiro a maio e é importante destacar que para a obtenção do
rendimento máximo, a cultura da soja tem necessidade de água, durante todo seu ciclo, variando entre 450mm a 800mm. Vale
destacar que o Brasil é o maior produtor de soja do mundo, e a soja é um dos produtos de maior exportação do país. O objetivo do
presente estudo é analisar a evolução da área plantada e de produção de soja no Estado de Goiás, através da observação das taxas
de velocidade e aceleração de sua produção. Também será analisado a trajetória anual do ponto médio das 2 variáveis, de modo a
possibilitar a compreensão dos vetores de evolução da soja no estado (Hermuche,2013). Foram gerados mapas anuais com os
totais municipais de área plantada e rendimento. Mapas representativos das taxas de crescimento, quanto à velocidade e à
aceleração, estão sendo gerados para intervalos de 3 em 3 anos, cobrindo todo o período de análise. Para manter uma base de
análise homogênea, adotou-se a divisão territorial de 1990, reintegrando-se os limites e atributos dos municípios emancipados ao
longo do período. O total de municípios no ano de 1990 era de aproximadamente 213, e com os dados adquiridos conseguiu-se ver
que esse número aumentou bastante, pois em 2011 o número de municípios já era de aproximadamente 247. A análise dos gráficos
das variáveis área plantada e rendimento apresentou diferentes padrões de evolução ao longo do período analisado. Para área
plantada verificou-se uma certa instabilidade, embora prevaleça um crescimento de 4000ha para aproximadamente 13000ha.
Enquanto que para a variável rendimento, o acréscimo foi mais constante, apresentando um aumento de aproximadamente 500kg/ha
para 2500kg/ha. A busca e coleta de dados sobre a soja em Goiás foi feita através do Sistema IBGE de Recuperação Automática
(SIDRA). A partir desta fonte foram coletadas as tabelas com informações sobre área plantada e rendimento na produção da soja.
Por fim os dados foram refinados para que pudessem ser introduzidos em um SIG. A trajetória do ponto médio das variáveis será
obtida pela interpolação ponderada das latitudes e longitudes dos centroides dos municípios. A análise dos resultados possibilitará a
compreensão de evolução da intensidade e mobilidade do cultivo da soja no estado.
Bibliografia:
Viera, Nair de Moura. CARACTERIZAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA DA SOJA EM GOIÁS (FLORIANÓPOLIS, SC). 2002
http://www.cnpso.embrapa.br/ – Embrapa Soja. Acessado na data 19/05/2014.
IBGE ? Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sistema IBGE de Recuperação Automática. Disponível em

HERMUCHE, Potira Meirelles. Dinâmica Espacial da Produção de Ovinos Naturalizados no Brasil no Contexto da Paisagem
Genética. 2013


2794 – DINÂMICA ESPACIAL DA POPULAÇÃO NO BRASIL ENTRE 1970 E 2010 UTILIZANDO GEOTECNOLOGIAS


Autor(es): Ana Paula de Oliveira

Orientação: Rafael Silva de Barros, Elizabeth Maria Feitosa da Rocha de Souza, Julia Silva de Queiroz Lourenço

Resumo:
O crescimento urbano no Brasil vem se tornando um ponto chave no desenvolvimento social, cultural e ambiental do país. Conhecer
os centros de atração de crescimento urbano nas últimas décadas ajuda a sociedade civil e governos nas ações de planejamento e
gestão de recursos e tomada de decisão. O objetivo desse trabalho é avaliar essa taxa de crescimento e aceleração dos estados
brasileiros conforme o grau de urbanização, identificando a rota do desenvolvimento entre os anos de 1970 a 2010, com base no
total da população existente em cada estado. A metodologia foi realizada incitando pela organização de uma base de dados
georreferenciada dos estados com o total populacional. A trajetória do ponto médio das variáveis foi obtida pela interpolação
ponderada das coordenadas dos centroides nos estados. A análise da variação do ponto médio da produção do país para cada ano
foi feita a partir da espacialização dos dados com o objetivo de avaliar a direção do crescimento da população no país no período de
tempo analisado. Os dados utilizados foram adquiridos junto ao IBGE e editados no software Arcgis 10.2. Posteriormente, visando a
análise do crescimento urbano, foi calculada a taxa de crescimento (%) da população por estado brasileiro, com base na equação:
(total da população do período posterior ? total da população do período anterior) x 100) / (total da população do período anterior).
Finalmente o cálculo da aceleração do crescimento, foi elaborado a partir da subtração do crescimento posterior, pelo crescimento
anterior. Para complementar a pesquisa e favorecer a visualização espacial das áreas de crescimento urbano, foi realizado o
processamento digital de imagens do sensor multiespectral MODIS (em todo o Brasil). , abordo do satélite Terra, suas imagens são
disponibilizadas gratuitamente, com resolução espacial de 250 metros. A análise dos resultados possibilitou a compreensão da
evolução, e direção do centro de atração urbana no Brasil. O estudo confirmou o avanço da expansão urbana a partir do litoral sobre
a região central do Brasil. Em etapas futuras o trabalho pretende realizar uma análise por município para permitir o refinamento
espacial.


2398 – EVOLUÇÃO ADMINISTRATIVA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO NO INÍCIO DO SÉCULO XX


Autor(es): Kairo da Silva Santos, Amanda Biondino Sardella

Orientação: Paulo Marcio Leal de Menezes

Resumo:
A cidade do Rio de Janeiro, desde sua fundação, passou e passa por profundas mudanças em sua organização espacial. As
mudanças ocorridas durante o século XIX foram fundamentais para configurar, ao longo do século posterior e até os dias atuais, a
base desta cidade que guarda em sua história os aspectos do Brasil Imperial e do Brasil Republicano.
Visando a continuação da pesquisa realizada sobre as freguesias da cidade do Rio de Janeiro no século XIX, presentes no artigo
Evolução da paisagem da cidade do Rio de Janeiro, uma visão cartográfica: aspectos socioespaciais das freguesias a partir do
século XIX, este trabalho desenvolverá a evolução da cidade do Rio de Janeiro através de um estudo histórico, geográfico e
cartográfico. O recorte temporal compreende a primeira metade do século XX.
A metodologia aplicada se inicia pelo levantamento bibliográfico da área, contendo o maior número possível de informações sobre a
parte conceitual e a área de estudo. As transformações ocorridas durante o século XX são fortemente influenciadas pela herança
dos aspectos marcantes para o desenvolvimento da cidade durante o período do Império. Ainda neste século, como no anterior,
existem imensas lacunas quanto ao material cartográfico da cidade do Rio de Janeiro quando nos referimos as zonas rurais e mais
afastadas no centro.
Diante deste entrave, o principal meio de elaboração dos mapas será a documentação histórica (livros, cartas, leis, entre outros) que
regista as modificações ocorridas no espaço ao longo dos séculos.
Pretende-se até o momento obter os seguintes mapas, um referente ao recorte administrativo e outro com os principais núcleos de
povoamento. Tais mapas compreendem aos primeiros cinquenta anos do século XX. A partir deles já se torna possível estabelecer
algumas relações entre o processo de ocupação do território, além de possibilitar um análise comparativa com o estudo realizado
sobre o século XIX.
Sendo o mapa um elemento de indiscutível valor para os estudos geográficos, a continuidade do desenvolvimento desta pesquisa
pretende cobrir parte de um buraco deixado nos registros cartográficos da cidade, mais especificamente da periferia desta, lugar de
importantes transformações sociais, políticas e econômicas e de importância ímpar para o funcionamento da metrópole que hoje é a
cidade do Rio de Janeiro.


3512 – OS AGENTES MODELADORES DO ESPAÇO URBANO E SUAS ESTRATÉGIAS NA REFUNCIONALIZAÇÃO DA ZONA PORTUÁRIA DO RIO DE JANEIRO.


Autor(es): Bruno Pereira do Nascimento

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
O presente trabalho faz parte das atividades desenvolvidas pelo Grupo PET Geografia ? UFRJ e possui como objetivos principais
desvendar quais são os agentes modeladores do espaço urbano que estão atuando na refuncionalização da zona portuária do Rio
de Janeiro, através da operação consorciada Porto Maravilha e ainda compreender quais são seus interesses e estratégias. O
consórcio Porto Maravilha possui um recorte de ação urbanística muito amplo, abrangendo mais de 5 milhões de m², englobando a
totalidade dos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, além de parcela do Centro da cidade e dos bairros de Cidade Nova, São
Cristóvão e Caju. Já o recorte deste estudo é menos abarcante, nele estão presentes os bairros de Santo Cristo, Gamboa, Saúde e
parcela do centro, mais especificamente, a Praça Mauá e o Píer Mauá. A escolha deste recorte espacial de análise se justifica por
considerarmos que estas localidades serão as áreas de maior penetração de novos empreendedores. O consórcio Porto Maravilha,
iniciado em 2009, é fruto do planejamento estratégico confeccionado para o município do Rio de Janeiro em 1996. Tal documento,
escrito na administração de César Maia, orientou diretrizes para a gestão da cidade, como empreendedorismo na administração
pública e a institucionalização das parcerias público-privadas. O discurso que defende o empreendedorismo urbano têm suas
origens nas crises sofridas pelos Estados Unidos e pela Europa na década de 1970, já sua disseminação pelo mundo capitalista
ocorreu nos anos 1990. A metodologia utilizada pautou-se, inicialmente, no levantamento de obras que dissertam sobre temáticas
referentes a agentes modeladores do espaço urbano e também às lógicas atuais de gestão das cidades, fazendo delas nossos
arcabouços teóricos. Como segunda etapa, levantamos documentos oficiais, como Leis Complementares e ainda operacionalizamos
trabalhos de campo na área de interesse deste estudo, visando observar, dentre outros processos, quais empreendimentos estão
penetrando à zona portuária e quais estão sendo obrigados a se retirar, devido à especulação imobiliária. Como resultados
preliminares observamos que o Estado, nas suas três esferas de poder ? municipal, estadual e federal ? tem desempenhado o papel
de protagonista na operação de refuncionalização da zona portuária, seja através da criação de leis ou facilitações fiscais. Também
percebemos que empresas de grande porte, tanto nacionais quanto transnacionais, estão se dirigindo para a localidade,
contrastando com pequenos empreendimentos que estão se retirando devido a pressões imobiliárias.


3286 – PRODUÇÃO DO ESPAÇO E GESTÃO URBANA: O CASO DO LEBLON


Autor(es): Jose bernardo da silva junior

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
O presente trabalho tem por objetivo analisar a implantação das estações da linha 4 do metrô no bairro Leblon que ,desde o inicio
das obras, a população se mostrou relutante. Vale aqui ressaltar que se trata do bairro, atualmente, com o metro quadrado mais caro
do Brasil (aproximadamente 22 mil reais/M²), que possui população majoritariamente de camada abastada que não dependerá do
metro para garantir sua locomoção.
Diferentemente de outros cenários onde ocorreram obras relacionadas com as novas vias de transporte público, o bairro foi o único
até o momento a não sofrer com remoções, e os transtornos efetivos com ela, sendo esses reduzidos para que o mínimo possível de
contratempo fosse oferecido a seus moradores. Já para a construção da Transcarioca, via que vai ligar a Barra da Tijuca (onde
estarão localizados muitos dos complexos esportivos) ao aeroporto internacional Tom Jobim, mais moradores de comunidades de
baixa renda serão removidos, uma vez que estão localizados no traçado dessa importante via.
A pesquisa trabalha com dados obtidos através de uma série de entrevistas feitas com moradores e frequentadores do bairro, assim
como com reportagens do jornal O Globo, com recorte temporal de 2012 a 2014, referentes à linha 4 do metrô, além de
levantamento bibliográfico referente a temas como segregação socioespacial, políticas públicas, grupos sociais, planejamento
urbano e direito à cidade, além de um levantamento do histórico do bairro, buscando mostrar como, de pouco mais de meio século
pra cá, ele adquiriu tamanho importância para a cidade.
Ressalta-se a força dos discursos dos grupos de moradores do bairro que atingem a mídia de grande escala e influencia os órgãos
do poder público nos níveis municipal e estadual com forte impacto.


3287 – DINÂMICA URBANA EM CAMPO GRANDE: SHOPPING CENTER E A SEUS IMPACTOS


Autor(es): Thiago Moreira Chagas

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
Vem sendo realizada no Rio de Janeiro uma série de obras de infraestrutura, principalmente para realização da Copa do Mundo e os
Jogos Olímpicos. Os novos equipamentos urbanos, a exemplo dos corredores expressos BRT, estão exercendo impactos
significativos na cidade, como mudança na circulação urbana e especulação imobiliária. O presente estudo visa compreender os
impactos decorrentes dessa nova dinâmica, analisando as mudanças urbanas no bairro de Campo Grande.
Representando as mudanças qualitativas da dinâmica urbana de Campo Grande temos a construção de um grande shopping center
de nome ParkShopping Campo Grande, do grupo Multiplan, que vem promovendo valorização imobiliária no bairro. O
empreendimento possui 42.500 m2 de área bruta locável, 276 lojas, 2 pisos e um estacionamento para 2.985 carros, colocando-o
entre os grandes shoppings do Rio de Janeiro. Um empreendimento desse tamanho justifica as mudanças no bairro, pois o shopping
tem a capacidade de promover a reestruturação na dinâmica urbana, já que ele é um elemento de descentralização na estrutura
interna da cidade, segundo Lopes (2011).
Analisaremos também o corredor expresso Transoeste. O mesmo ligará Campo Grande a Barra da Tijuca através de uma via
expressa, onde passará carros e haverá um corredor único para os ônibus BRT (Bus Rapid Transit) que visa reduzir o tempo de
deslocamento e ligar as áreas periféricas da cidade a localidades centrais. O shopping se encontra próximo ao sistema BRT, sendo
percebida uma relação entre os dois projetos. Como nos mostra Santos (1996), dentro da noção de sistemas de objetos, há uma
racionalização na construção e integração de diferentes objetos visando o aumento produtivo, onde é fundamental a importância da
via expressa para o pleno funcionamento do shopping center.
Ressaltamos que a presença cada vez maior dos shopping centers e dos condomínios residenciais reflete uma sensação de
insegurança por parte da população e, consequentemente, gera o desejo pela auto segregação. Esta situação se mostra presente,
pois, devido à ausência histórica de políticas públicas que promovam a universalização dos equipamentos públicos, como cinemas,
teatros, praças, segurança, que geralmente se localizam em áreas centrais da cidade, a população segregada se vê diante de uma
dinâmica urbana pautada pela lógica de mercado, no qual elementos públicos são substituídos por aparelhos privados, como o
shopping center. Este é aqui entendido como shopping center híbrido (Padilha, 2006) no qual é realizado também, além do consumo,
o lazer e é um espaço que esta inserida nesta lógica de segregação espacial.
Portanto, tentaremos entender a importância do shopping center para as mudanças urbanas em Campo Grande, bem como a
relação entre o corredor expresso BRT e a construção do shopping. Para tal, realizamos entrevistas entre moradores do bairro,
frequentadores do shopping e usuários do BRT. Também efetuamos o levantamento de dados socioeconômicos do bairro, pesquisas
em acervos de jornais e trabalhos de campo.


1554 – O PARQUE DE MADUREIRA NOS DISCURSOS DA PAISAGEM CARIOCA


Autor(es): Pablo de Oliveira Carneiro

Orientação: Rafael Winter Ribeiro, Dirceu Rogério Cadena de Melo Filho

Resumo:
Ultimamente a cidade do Rio de Janeiro tem passado por uma série de obras infraestruturais urbanas movidas por diferentes níveis
de governo, mobilizando ampla discussão na sociedade. À frente das críticas, os diferentes governos têm justificado suas
intervenções, algumas à escala global, mas sempre evidenciando a perspectiva da melhoria de vida do carioca.
Dentro desse contexto o conceito de paisagem cultural tem aparecido como estruturante para trabalhar tais intervenções. Pois ao
entender que a formação da paisagem cultural não é natural, mas fruto de um processo onde grupos disputam a inscrição de
símbolos à paisagem por meio de instrumentos retóricos (DUNCAN, 2004), podemos compreender que a paisagem é uma
construção narrativa, uma interpretação através dos sentidos de um observador (RIBEIRO, 2013). Assim, quando um agente
transforma a paisagem materialmente, transforma também os significados a ela atribuídos e objetivamente seleciona os significados
que considera serem importantes para o espaço urbano. Tendo essas concepções em mente fica mais claro que a construção da
paisagem urbana é antes de tudo política, onde diferentes atores buscam imprimir nela seus próprios discursos.
Assim, será investigado aqui o caso da construção do Parque de Madureira, tendo como questão central: como diferentes discursos
se utilizaram da construção do parque para imprimir novos significados na paisagem cultural da cidade? Mais especificamente
objetivo pensar quais são os dispositivos retóricos utilizados para justificar este parque. Do mesmo modo é interessante investigar
quais os principais atores responsáveis pela sua construção. Assim, entende-se que a política urbana se completa pela inter-relação
das esferas da representação, governo e movimento de contestação (ROSSI; VANOLO, 2011), mas no âmbito dessa pesquisa cabe
melhor investigar a princípio como os agentes da esfera de governo se utilizam da esfera da representação.
A metodologia se utilizada da análise bibliográfica para identificação do contexto arquitetônico e político do projeto. Para tanto, utilizo
como fontes os projetos produzidos para o parque, os discursos expressos pelos arquitetos e atores do governo, assim como a
repercussão do projeto em jornais no período de implantação do parque, de 2010 a 2012.
Referências
DUNCAN, J. A paisagem como sistema de criação de signos. In: CORRÊA, R. L.;
ROSENDAHL, Z. (Org.). Paisagem, Textos e Identidade. Rio de Janeiro: EdUERJ,
2004. p. 91?132.
RIBEIRO, R. W. Paisagem, Patrimônio e Democracia: novos desafios para as políticas
públicas. In: RODRIGUES, J. N.; CASTRO, I. E. DE; RIBEIRO, R. W. Espaços
da Democracia: para a agenda de Geografia Política Contemporânea. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 2013.
ROSSI, U.; VANOLO, A. Urban political geographies: a global perspective. 1st ed.
Thousand Oaks, CA: SAGE Publications, 2011.


393 – PANORAMA DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NA FAIXA DE FRONTEIRA BRASILEIRA: UMA CARACTERIZAÇÃO


Autor(es): Letícia Nascimento Vimeney

Orientação: Rebeca Steiman

Resumo:
A criação de áreas protegidas dedicadas à conservação da natureza intensificou-se à medida que uma gama de questões
ambientais cresceu em importância nas pautas internacionais e na agenda nacional. Sua implantação na região de fronteira
brasileira em particular segue controversa para diversos atores da sociedade civil, dos governos, forças armadas e organizações
ambientalistas. Sua incidência na faixa de fronteira brasileira é continuamente apresentada como um fator de vulnerabilidade para a
soberania nacional entre os setores mais nacionalistas ou como uma interdição de acesso aos recursos naturais por atores locais e
regionais. Mas esse conjunto tão diverso de unidades de conservação é muito pouco conhecido de fato. Assim, o presente trabalho
pretende preencher esta lacuna traçando um panorama das Unidades de Conservação situadas na Faixa de Fronteira brasileira.
Está em curso a construção de uma base de dados com informações relativas à sua localização, extensão, criação, gestão e
categorização, bem como sobre a incidência de pressões e ameaças. Estão sendo pesquisadas diversas fontes de dados, como o
Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), os sites institucionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade, o banco de dados disponibilizado online pelo Instituto Socioambiental, as instituições estaduais e municipais
responsáveis pela gestão das unidades, além de notícias publicadas pela mídia local e nacional. A despeito da dificuldade de
obtenção de dados, os resultados preliminares apontam para a existência de 204 unidades de conservação na Faixa de Fronteira,
que representam cerca de 11% do universo de unidades de conservação no Brasil. Dessas unidades, 57% são de gestão federal,
enquanto 40% são geridas por órgãos estaduais e apenas 3% por órgãos municipais. Em relação aos grupos classificados pelo
SNUC, a maioria das UCs são de Uso Sustentável (64%, enquanto 36% são de Proteção Integral). A Amazônia é protegida por mais
da metade dessas áreas (57% das unidades), enquanto a outra metade abrange unidades no Cerrado, Pantanal, Pampa e Mata
Atlântica. Mais de 70% delas não contam com Plano de Manejo, o que aponta uma falha bastante significativa nas estratégias de
gestão dessas áreas. Em relação às pressões levantadas, o desmatamento é a mais recorrente: mais de 26% das Unidades
apresentaram ocorrências. Em sequência ao desmatamento aparecem incidências de incêndios/queimadas, extração ilegal de
madeira, caça e pesca ilegais e ainda mineração/garimpo.


938 – O FORMAL E O INFORMAL NA PROVISÃO DE SERVIÇOS DE SANEAMENTO: UMA ANÁLISE SOBRE O


Autor(es): ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS, Sarah Almeida de Oliveira, Mariana Aló Rodrigues Araujo da Silva

Orientação: Antonella Maiello, Thiago Gliberti Bersot Gonçalves, Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto

Resumo:
O presente trabalho se insere no projeto de pesquisa «Democratização da governança do abastecimento de água e do esgotamento
sanitário por meio da inovação sócio-técnica», desenvolvido pelo Laboratório de Estudos sobre Águas Urbanas (LEAU / PROURB),
com o objetivo de analisar estratégias que propiciem soluções sustentáveis no tocante ao acesso aos serviços de água e esgoto.
Logo, busca-se nesse contexto investigar a qualidade na provisão dos serviços de saneamento, em especial o abastecimento de
água, para o município de Queimados, localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A escolha do recorte espacial específico vem ao encontro de alguns pontos importantes os quais o estudo se propõe a explorar.
Queimados localiza-se na periferia metropolitana do Rio de Janeiro e, assim como os demais municípios da região, apresenta
elevados níveis de vulnerabilidade socioambiental. Com uma população de 137.962 habitantes (IBGE, 2010), cerca de 40% dos
habitantes não são beneficiados pelo serviço formal de abastecimento de água e grande parte não possui acesso ao esgotamento
sanitário adequado. No tocante ao provimento de água, em muitos casos, a população residente no município recorre às alternativas
ao sistema formal precário, como o uso de poços e minas de água.
O desenvolvimento desse estudo consiste nas seguintes etapas de investigação: (i) conhecimento acerca da história do município no
contexto urbano regional por meio de bibliografia específica, artigos de jornal e documentos de urbanismo (ii) levantamento,
apreciação e mapeamento de dados relativos ao Censo Demográfico para o ano de 2010, à CEDAE e à Fundação Nacional de
Saúde, conjuntamente com a Prefeitura Municipal de Queimados (iii) pesquisa de campo para levantamento fotográfico,
reconhecimento dos métodos alternativos de provimento de água e entrevista com a população local.
As análises preliminares revelam, de modo geral, os limites da pesquisa do IBGE para retratar as condições reais de acesso ao
saneamento básico, uma vez que a pesquisa empírica contrasta com a realidade apresentada através dos dados oficiais. A
precariedade dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário afeta grande parte da população mais pobre do
município. Os métodos alternativos, ao abastecimento de água, bastante difundidos, encontram-se em risco devido à contaminação
crescente do solo e dos lençóis de água subterrâneos.
Portanto, esse estudo se propõe, para além de examinar uma dimensão da realidade de acesso aos serviços de saneamento básico
em Queimados, que pode trazer importantes elementos para a construção de um diagnóstico socioambiental para o município.
Ainda, a análise acerca das alternativas ao abastecimento de água por meio de minas e poços abre espaço para um debate mais
amplo acerca da gestão pública em seus diferentes níveis, levando-se em conta o uso de soluções alternativas e suas
potencialidades e desafios na democratização do acesso à água.


1291 – EXPANSÃO DO SETOR SUCROENERGÉTICO NO EIXO PARANÁ/MATO GROSSO DO SUL: CONFLITOS SÓCIO-ESPACIAIS


Autor(es): Daniel Macedo Lopes Vasques Monteiro

Orientação: Vítor Pires Vencovsky, Julia Adao Bernardes

Resumo:
A energia constitui tema da maior importância no Brasil e o setor sucroenergético, através da produção de etanol e da co-geração de
energia, se destaca nesse âmbito. A expansão desse setor, que vem se incrementando nos últimos anos, principalmente no eixo
Paraná/ Mato Grosso do Sul, constitui o tema central desta pesquisa. O presente trabalho objetiva identificar e analisar as
estratégias territoriais das grandes empresas nesse eixo, no contexto de expansão do setor. A referida expansão envolve conflitos
de disputa do uso da terra com a cadeia de grãos, presente na região, além de conflitos sociais vinculados à apropriação de terras
indígenas. Para dar conta da proposta foram utilizados conceitos, como técnica e espaço (Santos, 1996), território e territorialidade
(Raffestin, 1993), competitividade e diferenciação espacial (Bernardes, 1995), regiões competitivas (Castillo, 2008), além de Sack
(1986), que contribui na análise das estratégias dos agentes hegemônicos, e de Martins (2010), que trabalha a noção de fronteira.
Cabe destacar a importância da utilização das escalas internacional, nacional, regional e local para verificar a situação do Brasil no
mercado internacional em termos da produção de etanol, como o estado se insere no contexto nacional, assim como a importância
da região produtora no cenário regional. Operacionalmente foram empregados dados do IBGE (SIDRA), do Anuário da Cana (2012),
da ÚNICA, do Renewable Fuels Association (RFA) e do CIMI. Os dados envolvem a evolução da área plantada de soja e
cana-de-açúcar entre 2005 e 2013, na escala regional, produção e exportação de etanol na escala nacional. Para análise dos
conflitos sociais far-se-á o levantamento de documentação sobre demarcação de terras indígenas. Neste tipo de pesquisa o trabalho
de campo é essencial, já tendo sido realizado em 2013 na Região da Grande Dourados, devendo ser realizado o próximo no Paraná.
O trabalho de campo é fundamental para identificar os problemas sociais. Dados informam que o Brasil é o segundo produtor
internacional; Mato Grosso do Sul é o quarto maior produtor nacional e Paraná o quinto maior produtor de etanol. A produção de
etanol em Mato Grosso Sul entre 2005 e 2012 apresentou variação em torno de 287% e o Paraná de 25%, havendo grande
concentração de usinas e serviços relacionados ao setor. Como forma de ilustrar a rápida expansão no setor e a disputa do território
com a soja, pode-se destacar os seguintes municípios da Região da Grande Dourados: Nova Alvorada do Sul, que obteve aumento
de 324% da área plantada na cana e diminuição de 28% na área plantada de soja entre 2005 e 2012 e Rio Brilhante, que obteve um
aumento de 308% na área plantada de cana-de-açúcar e uma diminuição de 20% na área plantada de soja.


3858 – PADRÃO ESPACIAL DO CULTIVO DE MILHO NO ESTADO DE GOIÁS NO PERÍODO DE 1990 A 2011


Autor(es): Diego Vicente Sperle da Silva, Romulo Rangel, Felipe Gonçalves Amaral

Orientação: Phillipe Valente Cardoso, Carla Bernadete Madureira Cruz

Resumo:
A região Centro-Oeste do Brasil passou por profundas modificações com o avanço da agricultura em área de Cerrado e com o
desenvolvimento de novas tecnologias de produção e plantio, isso ocorreu no início da década de 1990, quando os países de
industrialização tardia, no qual está inserido o Brasil, começaram a ter acesso a tais técnicas, aumentando progressivamente a
produtividade agrícola. Neste contexto, o agronegócio se tornou uma realidade cada vez mais presente nos estados da Região,
modificando e erguendo cidades e se expandindo rapidamente. O milho está entre as fontes de carboidratos mais consumidas em
todo mundo, tendo seu ciclo entre plantio e colheita de 90 a 140 dias. A área de estudo do presente trabalho abrange o estado de
Goiás e sua divisão territorial municipal entre os anos 1990-2011.Para manter uma base única em todo o período de
análise,adotou-se a malha municipal de 1990, reintegrando-se 33 municípios que foram emancipados no período. Os métodos
aplicados estão sendo desenvolvidos em ambiente SIG (Sistema de Informações Geográficas) sobre dados anuais de área plantada,
rendimento de produção e quantidade produzida no período de 1990 a 2011, obtidos na base SIDRA do IBGE. O objetivo principal é
identificar os vetores de expansão, retração ou estagnação do cultivo de milho nos municípios de Goiás. Para tal, serão
consideradas a velocidade e a aceleração das taxas de crescimento. Buscar-se-á ainda mapear a trajetória do ponto médio anual da
produção de milho ao longo do período, que mostrará a direção preferencial do crescimento (Hermuche, 2013). O presente trabalho
compõe um projeto maior, onde ainda estão previstas as análises dos cultivos de soja e cana. A partir dos resultados, espera-se
perceber o padrão da evolução temporal do plantio de milho em Goiás. A princípio, o rendimento da produção de milho se mostrou
crescente desde 1990, aumentando mais de 3.000Kg/ha nas duas décadas subseqüentes, por outro lado, a área plantada expande e
retrai de forma irregular ao longo destas duas décadas, variando de cerca de 3.000 ha a 4.500 ha.
ERTHAL, Rui. Os Complexos Agroindustriais no Brasil ? Seu Papel na Economia e na Organização do Espaço. 2006
IBGE ? Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sistema IBGE de Recuperação Automática. Disponível em

HERMUCHE, Potira Meirelles. Dinâmica Espacial da Produção de Ovinos Naturalizados no Brasil no Contexto da Paisagem
Genética. 2013


1369 – A GEOGRAFIA DA CIRCULAÇÃO DE GRÃOS EM MATO GROSSO: O PORTO DE MIRITITUBA-PA COMO NOVA ROTA LOGÍSTICA DO AGRONEGÓCIO


Autor(es): Ronaldo Baptista de Oliveira

Orientação: Marcos Vinicius Velozo da Costa, Julia Adao Bernardes

Resumo:
O Brasil apresenta atualmente posição de destaque no cenário econômico mundial. Grande parte deste prestígio vem sendo
conquistado a partir do desempenho do agronegócio brasileiro. A produção de commodities corresponde a aproximadamente 1/3 do
PIB do país, e se transformou em um dos pilares da economia nacional.
Um forte indício da importância do agronegócio para a economia brasileira pode ser verificado diante da participação na balança
comercial brasileira. No ano de 2012 o agronegócio correspondeu a 39,5% (MAPA) das exportações brasileiras, que foram
alavancadas em parte pela demanda chinesa, principal importador de grãos.
Acompanhando o aumento da demanda mundial de soja, o Brasil busca nas terras do Centro-Oeste a solução para o aumento de
sua produção, que antes se concentrava na região sul do país. Porém, o movimento do cultivo de grãos em direção ao Cerrado, não
veio acompanhado de investimentos necessários para disponibilizar adequada infraestrutura de transportes para o escoamento da
crescente produção.
Longe dos principais portos do Brasil, presentes nas regiões Sul e Sudeste, o Centro-Oeste brasileiro torna-se um desafio para os
produtores garantirem boa competitividade frente ao mercado internacional. O deslocamento por, em média, 2000 Km, por rodovia,
encarece o produto final, devido ao alto custo de frete, acarretando em perda de competitividade.
Portanto, a proposta desta pesquisa busca analisar a circulação da produção de grãos em Mato Grosso, com foco no eixo da
BR-163, e suas possibilidades logísticas. Neste contexto será enfatizando a importância atual do porto de Miritituba, município de
Itaituba-PA, a margem do rio Tapajós, como nova rota de escoamento da soja.
A proposta da pesquisa considera os conceitos de logística (Castillo, 2007), redes (Dias, 2005), competitividade (Porter, 1989) e
circuitos espaciais produtivos (Santos, 1986; Castilho, 2010), buscando o entendimento em 3 escalas: verificando a inserção
brasileira no mercado e a competitividade frente aos grandes produtores do mundo; a eficiência logística em território nacional e a
relevância da BR-163 mato-grossense para a circulação de grãos.
Dados de 2013 revelam que a produção de Mato Grosso atingiu cerca de 24,1 milhões de toneladas, tornando-se o maior produtor
brasileiro de soja. Esta marca impulsionou o país para a condição de maior produtor mundial, correspondendo a 31% do celeiro de
grãos do mundo. Neste contexto, o porto de Miritituba, funcionando como uma estação de transbordo de cargas, concedendo
intermodalidade à logística de transporte, surge como uma importante alternativa para a diminuição do custo de frete e como nova
rota de escoamento para o agronegócio brasileiro, podendo movimentar até 20% do total de grãos do país.


1428 – A GEOGRAFIA DA MALÁRIA NA FAIXA DE FRONTEIRA BRASILEIRA


Autor(es): Renata Duarte Marques

Orientação: Rebeca Steiman, Paulo Cesar Peiter

Resumo:
A Faixa de Fronteira é uma região que vem ganhando destaque nos últimos anos, por suas dinâmicas que se diferenciam do resto
do país e devido à influência dos países lindeiros em suas particularidades.
Os problemas na área de saúde são reconhecidamente interdisciplinares, uma vez que o que se busca na realidade são os
determinantes de cada enfermidade e não mais somente os agentes etiológicos causadores de cada doença. A Geografia se insere
no campo da saúde através de sua tradição de estudos sobre as relações entre a sociedade e o ambiente.
A escolha da malária como doença parasitária a ser estudada se dá por sua relevância em âmbito nacional, inserida no Programa
Nacional de Controle da Malária – PNCM. Esta doença, em números atuais, atinge quase 200 mil pessoas no Brasil. A população
indígena da Amazônia é uma das populações mais vulneráveis à doença. A malária é uma doença endêmica e de difícil controle,
com surtos periódicos nas áreas endêmicas.
Já o recorte espacial ? a Faixa de Fronteira brasileira foi escolhida por suas particularidades e, sobretudo, porque a incidência da
doença tem ganhado bastante destaque ao longo desta, sobretudo no Arco Norte, estando em processo de crescimento enquanto
nas demais áreas do país este processo se encontra em declínio. Esta tendência tem sido percebida nos levantamentos dos últimos
anos. O objetivo da pesquisa é verificar se essa tendência é a mesma nas populações indígenas da faixa de fronteira. Para isso
serão mapeados indicadores de incidência de malaria na população indígena e não indígena nos municípios da fronteira, utilizando
os bancos de dados do SIVEP-Malária.


2186 – PERMANÊNCIAS E MUDANÇAS NA PAISAGEM DOS CONJUNTOS HABITACIONAIS: ESTUDO DE CASO DO BAIRRO TREVO DAS MISSÕES (DUQUE DE CAXIAS, RJ)


Autor(es): Rafaela Alcantara da Silva

Orientação: Leticia Parente Ribeiro, Paulo Cesar da Costa Gomes

Resumo:
As políticas de habitação constituem traços marcantes da história do planejamento urbano brasileiro desde o século XIX. Os projetos
de habitação destinados aos migrantes e escravos libertos no século XIX, a Reforma Pereira Passos que, no início do século XX,
eliminou os cortiços e criou novas formas de habitação para a população desalojada, e a criação do Banco Nacional de Habitação
(BNH), em 1964, são marcos importantes do processo de construção destas políticas. Entretanto, ao longo do tempo, observa-se
uma série de tensões entre as concepções dos planejadores para os conjuntos habitacionais e as formas de apropriação dos
moradores, resultando em transformações significativas de seus traçados originais. Em sua paisagem atual estão inscritos os efeitos
da interação entre as práticas dos atores locais, os valores e significados que estes atribuem certos usos e elementos construtivos, e
os condicionantes impostos pelo desenho do projeto.
O objetivo deste trabalho é compreender como se deu a evolução da paisagem urbana do Conjunto Habitacional Trevo das Missões,
localizado no Município de Duque de Caxias, a partir das sucessivas intervenções do poder público e dos moradores em sua
morfologia, desde sua criação, em 1993. Segundo Gomes (2013), as paisagens foram tomadas como portadoras de mensagens
gerais, gravadas em suas formas e composições, onde as morfologias se colocam como testemunhos, registros, o espaço é visto
como uma sequência acumulativa de arquivos-mortos. Diante disso, para a operacionalização da pesquisa, foram empregados
métodos qualitativos como a observação direta dos aspectos morfológicos (como ocupação dos lotes, usos, traçado das vias,
equipamentos e mobiliário urbano, espaços públicos, entre outros), a análise de registros fotográficos e a realização de entrevistas
abertas com moradores do local. A análise dos dados coletados permitirá reconstituir, em suas linhas gerais, os aspectos mais
destacados da evolução da paisagem urbana do bairro.
Como primeiros resultados, observou-se que há no bairro uma mudança significativa no perfil de ocupação dos lotes, visto que
originalmente caracterizavam-se por possuir quatro casas acopladas ao lote, com mínima distância entre os mesmos. Esta mudança
na ocupação constitui uma mudança na morfologia do bairro, evidenciada por mudanças visuais e estruturais nos lotes. Destacam-se
alterações como construção de muros e substituição de elementos como telhas por teto de laje, assim como aumento de cômodos
nas casas. Ressalta-se ainda uma refuncionalização dos espaços públicos a partir do momento em que a rua não se constitui
apenas como espaço de travessia, mas a ampliação das relações sociais ilustradas por festas particulares e comemorações, e a
calçada como ampliação da residência.


2448 – DA PRAÇA PARA O PALÁCIO: QUANDO AS MANIFESTAÇÕES POPULARES TOMARAM AS RUAS CARIOCAS.


Autor(es): Caio Perdomo de Oliveira

Orientação: Iná Elias de Castro

Resumo:
Este trabalho faz parte da pesquisa ?Identificação e análise dos espaços da democracia no Brasil. Limites e possibilidades do
encontro da geografia com a política.?, orientado pela professora Iná Elias de Castro desde maio de 2013. Em 2013 a rejeição das
instituições políticas ganhou corpo e visibilidade nacional, acentuando um processo de distanciamento na relação entre instituído ?
aquilo que está politicamente estabelecido, e o instituinte ? a sociedade e seus e conflitos. Essa clivagem política foi visível nos
diversos protestos que tomaram as ruas e praças para reivindicar atuação nas decisões coletivas/influir nos processos decisórios.
Esses espaços públicos ? lugares acessíveis a todos os indivíduos, de interação entre estranhos ? foram tomados por multidões de
jovens que os ocuparam com suas indignações e demandas. Essas manifestações trouxeram uma nova perspectiva política aos
espaços públicos da cidade, que até então eram espaços de passagem ou simplesmente espaços comuns e passaram a ganhar o
caráter de espaços de reivindicações/espaços políticos ? espaços dos conflitos e dos acordos. Portanto, aqueles atos foram os
responsáveis por chamar a atenção para as decisões das casas legislativas (espaço político institucional), trazendo-os para as ruas
e praças. Entretanto, é necessário compreender se a capacidade política das ruas pode compor com a do Estado, visto que, a
dificuldade de definição de uma agenda dificulta a solução das múltiplas demandas. Afinal, as ruas não têm capacidade de
mobilização permanentemente nem de manter a regularidade que a vida institucional tem. Este trabalho se propõe indagar: 1. quem
são aqueles manifestantes? 2. Quais as diferenças entre as maneiras encontradas para ocupar as ruas com as passeatas e com as
ocupações? 3. Quais os lugares privilegiados por cada uma? A princípio foi levantado onde aconteceram as manifestações em que
se destacou: a centralidade da Praça Floriano (30,12% das manifestações da época) em detrimento de outros centros de
manifestação, como: o Palácio Guanabara (13,25%) e Candelária (10,84%). Atualmente estão sendo apurados: a. quantificação e
análise modo de utilização do espaço de cada tipo de manifestação (ex.: passeata ou ocupação); b. engajamento político dos jovens
entre 16 e 17 anos (que não são obrigados a votar) e o voto, ou seja, quantificar a relação entre o total de jovens entre 16 e 17 anos
no Brasil e jovens na mesma faixa etária que votaram entre 1990 e 2012 e c. alguns indicadores socioeconômicos dos
manifestantes. O levantamento dos dados das manifestações foi feitos em: trabalhos de campo, reportagens e levantamento sobre o
eleitor no TER-RJ. Estes dados foram operacionalizados através da elaboração de gráficos pelo Excel e imagens do banco de dados
do próprio autor ou reportagens da época. Quanto aos dados preliminares: há o avanço do interesse dos jovens (entre 16 e 17 anos)
pelo voto, visto que entre as eleições de 1990 e 2012 a participação deles subiu de 40% para 69%.


2791 – A EVOLUÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO NA FAIXA DE FRONTEIRA DO BRASIL


Autor(es): Pedro Aguiar Tinoco do Amaral

Orientação: Rebeca Steiman

Resumo:
A faixa de fronteira continental brasileira é considerada, pela Constituição Federal, uma região de grande importância para a defesa
do território nacional. Por ser esparsamente povoada e atravessada por inúmeras redes ilegais de contrabando e tráfico de drogas,
ela é também uma fonte constante de preocupação para o governo brasileiro. Além disso, outra preocupação é a condição de pouco
desenvolvimento econômico, que contribuiria com o deslocamento de parte da força de trabalho para os mercados informais, muitas
vezes mais rentáveis, porém de menor controle e estabilidade econômica.
O objetivo do trabalho será investigar as condições para o surgimento e o crescimento do mercado de trabalho informal nos
municípios da faixa de fronteira, produzindo uma estimativa deste setor, e compará-la ao tamanho do seu setor formal. Foi adotado
como referência o período entre 2000 e 2010, pois estes são os anos dos últimos censos demográficos, e em que não houve
alterações na malha municipal.
Para estimar o mercado de trabalho formal foi feito o levantamento dos dados do Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS).
Dessa fonte foram retirados os dados dos totais vínculos empregatícios, para produzir um indicador de estabilidade decorrente da
mudança ao longo dos anos, e dos setores que empregavam a população de cada município, se estimando a diversidade de
serviços e as melhores possibilidades de empregos. As estimativas do setor informal foram retiradas dos dados do tipo de ocupação
da População Economicamente Ativa (PEA), produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses dados
foram utilizadas as seguintes variáveis: população empregada sem carteira assinada; trabalho em ajuda a membro da residência;
trabalho por conta própria; e para próprio consumo. Com isso foi possível mapear os locais que apresentaram as maiores
concentrações de trabalho informal.
Os resultados preliminares indicam que a região norte da faixa de fronteira teria uma forte presença de empregados no setor
informal. Esta é a região com menor estabilidade nos vínculos empregatícios (32,4% dos municípios com baixa estabilidade) e com
menor diversificação dos setores. Além disso, 59,2% dos municípios apresentaram um setor dominante ? mais da metade dos
vínculos empregatícios em um único setor -, sendo eles empregados no setor de administração pública. Em oposição, a região sul
apresenta o maior percentual de municípios com alta estabilidade, 60,5%, além de uma grande diversificação dos setores
empregatícios, com representativa participação de setores como o comércio, a indústria e a agropecuária, que empregam um grande
percentual da população no mercado formal, levando a uma menor propensão ao surgimento do mercado informal.


2902 – O CONSUMO PRODUTIVO EM RESENDE SOB A PERSPECTIVA DE UMA REESTRUTURAÇÃO URBANA E PRODUTIVA INTRODUÇÃO


Autor(es): Gabriela Pujol Silveira Pinto Alves

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
Introdução
Vinculado ao projeto maior ?Reestruturação Urbana no Estado do Rio de Janeiro. Governança e desenvolvimento territorial no
Médio Vale do Paraíba?, está pesquisa tem como objetivo analisar os dos padrões de consumo produtivo locais, tendo como
referência a instalação de empresas multinacionais a partir da década de 1990, que deram uma nova dinâmica à cidade. A chegada
de tais empresas na região dá partida a um processo de reestruturação produtiva em Resende.
Resumo
Resende é um Município do estado do Rio de Janeiro que se localiza entre Rio de Janeiro e São Paulo, situado no Médio Vale do
Rio Paraíba do Sul. Em função de sua localidade, essa região acabou por atrair, a partir da década de 1990, uma quantidade
intensiva de novas unidades industriais, como por exemplo a Volkswagen e PSA Peugeot-Citröen, que acabaram causando um
processo de reestruturação produtiva que altera as demandas e as ofertas gerada pela cidade que se insere nessa dinâmica.
Vale salientar que, diferentemente do consumo consumptivo, que seria aquele destinado ao consumidor final, o produtivo é aquele
que participa de todo o processo de produção; ou seja, está diretamente relacionado com a confecção do produto.
Tendo isso em vista, a partir de uma análise das novas dinâmicas de oferta e procura, tanto por parte das empresas e dos industriais
como por parte dos comerciantes e prestadores de serviço situados em Resende para descobrir como elas são supridas e seus
padrões de localização no espaço, foi possível perceber um novo desenvolvimento na cidade média, que foi previsto por Milton
Santos (SANTOS, 1993.) quando apresentava suas perspectivas para o futuro do processo de urbanização brasileira no que diz
respeito à padrões de centralidades.
Objetivos
Como objetivo geral, propõe-se descobrir as novas dinâmicas dessa reestruturação urbana que Resende vem sofrendo nas duas
últimas décadas, reestruturação essa que se deu em função de agentes econômicos que buscam cidades médias para se
estabelecer em troca das grandes metrópoles e que acabam por afetar toda uma ordem estabelecida anteriormente.
De maneira mais específica, os objetivos são:
?Desvendar o novo padrão de consumo produtivo em Resende;
?Descobrir a relação existente entre essa nova dinâmica e a atração de novas empresas;
?Promover um diálogo entre a sociedade e a Academia no que diz respeito ao processo produtivo da cidade.
Metodologia
A metodologia se baseia primeiramente em uma revisão bibliográfica conceitual e, posteriormente, na obtenção de dados específicos
na Prefeitura Municipal de Resende sobre as indústria sediadas no local e em entrevistas realizadas com representantes de diversas
empresas, assim como a análise dos depoimentos oferecidos e dos prestadores de serviço participantes do processo produtivo.


2913 – UM ESTUDO COMPARATIVO DA SOCIABILIDADE NOS LOGRADOUROS PÚBLICOS CARIOCAS: O CASO DO PARQUE GUINLE E O LARGO DO MACHADO


Autor(es): Thomaz Menezes Leite

Orientação: Leticia Parente Ribeiro, Paulo Cesar da Costa Gomes

Resumo:
A sociabilidade é uma forma de convívio social que possui autonomia em relação aos seus conteúdos e/ou finalidades (Simmel,
1917). Nas sociedades modernas os espaços públicos são os locais onde ocorre a sociabilidade de forma mais intensa. Assim, a
espacialidade deve ser reconhecida como um dos principais elementos na constituição desse fenômeno que, portanto, pode ser
pensado a partir de um ponto de vista geográfico. Este trabalho é parte de um projeto mais amplo que visa compreender a
organização espacial da sociabilidade. Para isso foram selecionados dois casos, o Largo do Machado e o Parque Guinle, que
embora muito próximos espacialmente, apresentam dinâmicas bastante diversas. O objetivo do trabalho é analisar os padrões
espaciais de sociabilidade nessas duas áreas e interpretá-las sob uma ótica geográfica. Assim, a proximidade entre essas duas
áreas que distam menos de 500 metros poderia sugerir uma similaridade que não se confirma a partir das observações já realizadas.
Ao contrário, os ritmos, as atividades, os tipos frequentadores, apontam para uma forte especificidade. A hipótese inicial foi a de que
isso se devia a posição geográfica desses logradouros. Pelo Largo de Machado transitam milhares de pessoas diariamente, devido
ao metrô, terminais de ônibus, vans, bicicletas e taxis. O uso do entorno se caracteriza pela alta densidade de usos comerciais e de
serviços. Já o Parque Guinle, apresenta reduzido afluxo de pessoas, está situado em uma área predominantemente residencial de
média/alta renda, quase sem comércio e serviços e sem nenhum terminal de transporte coletivo. O levantamento bibliográfico já foi
realizado e incluiu tanto os aspectos conceituais quanto os estudos específicos sobre os logradouros. Também foi realizada a
observação direta nos locais selecionados, com o auxílio de recursos imagéticos, como fotos e vídeos. Para identificar os usos e as
formas de interação social foram aplicados questionários e entrevistas com os frequentadores. Essas informações foram
complementadas com levantamento em arquivos de jornais e revistas. A análise dos dados nos permite afirmar que a configuração
espacial é, nesse caso, um elemento mais importante na determinação da frequência e uso desses dois logradouros do que a
proximidade de ambos. A partir do estudo pôde-se concluir que, além de uma diferença dos padrões da sociabilidade entre esses
dois locais, há no Largo do Machado uma magnitude e diversidade muito superior aquela observada no vizinho Parque Guinle. Além
disso, a partir dos questionários, é possível afirmar que a centralidade exercida pelo Largo do Machado é muito superior aquela
exercida pelo Parque Guinle, que possui caráter muito mais local. Essa maior centralidade seria inclusive um fator explicativo para as
diversas manifestações (políticas ou culturais) que ai tiveram lugar no decorrer do ultimo ano. A próxima etapa deste trabalho será a
de comparar os resultados a casos análogos em outros logradouros públicos da cidade.


3092 – SHOPPING CENTERS COMO INSTRUMENTOS DE CENTRALIDADE E TERRITORIALIDADES E SUAS ESTRATÉGIAS DE CONSUMO: O CASO DO CAXIAS SHOPPING CENTER


Autor(es): Marcelo de Castro Silva

Orientação: William Ribeiro da Silva

Resumo:
O presente trabalho faz parte do Grupo PET/Geografia da UFRJ, Programa de Educação Tutorial, voltado à pesquisa, ensino e
extensão, vinculado ao MEC. Esta pesquisa ainda em sua fase inicial, busca analisar, compreender os Shopping Centers como
instrumentos de centralidade e territorialidades, associado as suas estratégias de consumo, no caso o Caxias Shopping localizado
no município de Duque de Caxias, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ).
Os shopping centers, impulsionados por força do capital imobiliário e comercial influenciam na espacialidade cotidiana nas cidades e
demandam novos arranjos espaciais e estruturais que conferem, ao consumo não somente uma distinção social mas também o
aspecto da produção projetado de forma diferenciada no espaço em função do capital.
Tem-se como objetivos da pesquisa a análise das territorialidades internas e externas e também a centralidade oriunda da
implantação do referido shopping e suas implicações ao redor do empreendimento.
A metodologia empregada nesta pesquisa foi dividida em duas etapas. A primeira refere-se à seleção bibliográfica concernente ao
tema proposto e na segunda será dada ênfase a metodologia operacional, como trabalho de campo, observação e levantamentos
dos dados obtidos, além de entrevistas ?formais e informais com comerciantes e trabalhadores do shopping center. Será ainda
aplicado uma análise etnográfica dos comerciantes e trabalhadores visando posterior seleção de grupos focais para realização de
entrevistas.
Os resultados preliminares obtidos são: a valorização dos imóveis no Parque Duque, onde está inserido o empreendimento; a
capacidade de alcance do Caxias shopping no estado do Rio de Janeiro e em outros estados e regiões;o papel do referido shopping
que através do seu perfil,projeta no espaço urbano de forma diferenciada a produção em função do capital.
Percebe-se por inferir, que o Shopping Center é um equipamento urbano que interfere de modo significativo na produção do
espaço urbano e cotidiano das cidades, incluindo a mobilidade urbana e as políticas públicas destinadas às práticas de
planejamento urbano e concentração de investimento público e privado que precisam ser entendida com mais atenção sua inserção
em áreas localizadas nas periferias das metrópoles, como de Duque de Caxias.


3133 – ORGANIZAÇÃO TERRITORIAL NO VALE DO RIO MADEIRA: MUDANÇAS NO GARIMPO E NAS FORMAS DE REGULAÇÃO.


Autor(es): Filipe Eduardo Piero de Oliveira Borsani, Tomas Pires Amorim

Orientação: Maria Celia Nunes Coelho, Gisela Aquino Pires do Rio

Resumo:
No rio Madeira, a atividade econômica do extrativismo mineral, esteve passando por grandes modificações nos últimos anos. Na
parte técnica as evidências apontam para um maior uso de dragas em relação às balsas muito pequenas (escafuzadeiras). Já em
relação à organização laboral, houve o desenvolvimento de muitas cooperativas de garimpeiros; e dessa forma a produção de ouro
vem crescendo na região.
No entanto, o aumento do preço do ouro, que foi um dos fatores preponderantes para esse ?novo? surto garimpeiro no rio Madeira,
já começa a dar sinais de desgaste a mediada que a economia global se recupera da crise de 2008. Além disso, o projeto do novo
marco regulatório da mineração pretende modificar profundamente as regras da atividade mineradora no País. Desse modo, o futuro
do desenvolvimento desta atividade se vê incerto.
Através das análises da evolução do garimpo tradicional, este trabalho pretende examinar como a geografia pode nos ajudar a
compreender as relações de poder presentes nesse contexto de exploração mineral e de organização do vale do rio Madeira. Sendo
assim, já foi observado o fenômeno de territorialização do Madeira que abrange a divisão do rio em áreas de atuação pelas
cooperativas ?garimpeiras? e a atuação do ICMbio no controle das unidades de conservação ao longo deste rio. Estas últimas
funcionam como superfícies de regulação, que tem o objetivo de preservar o bioma amazônico e o estilo de vida ribeirinho.


1499 – A INFLUÊNCIA DE PRÁTICAS DINÂMICAS NO ENSINO DE GEOGRAFIA: EXPERIÊNCIAS E DESAFIOS NO ENSINO MÉDIO


Autor(es): Gleyce Assis da Silva Barbosa

Orientação: Enio Jose Serra dos Santos

Resumo:
Durante muito tempo, a geografia era caracterizada como disciplina restrita a uma didática descritiva e mecanizada. A partir do
movimento crítico, nos anos 70, que dominou o pensamento da ciência geográfica e pedagógica, tem-se um constante exercício de
reflexão sobre o modo com que o professor irá desenvolver o processo ensino-aprendizagem. Nesse sentido nos chama a atenção o
uso de atividades dinâmicas como ferramentas de ensino-aprendizagem, ou seja, atividades que se diferenciam das aulas
expositivas, em geral associadas à escola tradicional. Candau (2000) elucida melhor esta ideia quando afirma que a dinamicidade e
a construção de uma perspectiva crítica plural são ferramentas importantes que podem contribuir com práticas descritivas formais do
ensino de seu conteúdo. Sabe-se que uma das maneiras de ensinar os conteúdos geográficos de uma maneira significativa e
interativa é utilizar aulas lúdicas, com mídias, trabalhos de campo, jogos, o que chamamos neste trabalho de atividades ou práticas
dinâmicas. Entretanto, mais importante do que o recurso que irá se utilizar é o modo e o objetivo com o que o professor propõe tal
atividade. Assim, busca-se aqui compreender até que ponto estas atividades contribuem para a apropriação do conteúdo no
processo de ensino-aprendizagem dos alunos. O campo empírico para observação e análise destas aulas foram duas escolas
públicas na Zona Sul do Rio de Janeiro: o CIEP Ayrton Senna da Silva, localizado na Rocinha/São Conrado, onde atuo desde 2011
como bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), fomentado pela CAPES, e o Colégio de Aplicação
da Universidade Federal do Rio de Janeiro, localizado na Lagoa, onde atuei durante o período de estágio obrigatório desta
graduação. A pesquisa é dividida em três partes: a primeira, a experiência, transcorre através da elaboração da aula e da seleção do
que se enquadraria como atividade dinâmica, que é feita com os bolsistas PIBID e com os licenciandos estagiários juntamente com
os professores de Geografia da escola, sob orientação dada pelos docentes da graduação; a segunda etapa, a influência, que se
define na análise dessas atividades, abrangendo os resultados das avaliações e observações em aula e aplicação do questionário
para os alunos. A terceira etapa, os desafios, propõe-se apresentar os pontos a serem melhorados a fim de levar tais atividades para
uma escala maior, tornando-as aplicáveis em outras escolas, a ser realizada este ano. Nesse sentido, levaram-se em conta aqui
várias aulas dinâmicas planejadas pela equipe PIBID e pelos licenciandos do CAP-UFRJ aplicadas às turmas de Ensino Médio e
Ensino Fundamental (segundo segmento): aula sobre gráfico para leigos, onde os alunos confeccionaram gráficos; aula sobre
impactos ambientais, aula de debate contextualizando com a Rio+20; aula de revisão, jogo de tabuleiro de perguntas e respostas
abordando a matéria do bimestre; trabalho de campo do centro do Rio, onde foram trabalhados os aspectos modeladores do espaço
urbano, entre outros. Como resultado foi feita uma comparação entre as notas das provas, considerando somente as questões
relativas às atividades, e o que se foi observado na execução destas atividades, chegando à conclusão que grande parte dos alunos
teve sim um resultado de compreensão suficiente do conteúdo. Preliminarmente podemos concluir que as práticas dinâmicas influem
na facilitação e absorção do conteúdo, porém ainda não se pode afirmar se ocorre a indução à criticidade do aluno. Nesse sentido,
surge a indagação a se pensar: de que modo esse tipo de aula poderia ajudar na formação de um cidadão crítico?


1572 – DESENVOLVIMENTO DE UMA BASE TEÓRICA PARA APLICAÇÕES MÓVEIS DE LOCALIZAÇÃO PARA PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA.


Autor(es): Rayanne Seidel Correia de Paula Cardoso

Orientação: Paulo Marcio Leal de Menezes

Resumo:
Consequente à evolução e expansão dos dispositivos móveis, surgiram inúmeros aplicativos que se baseiam em mapas
colaborativos para atualizar suas bases de informações e fornecer um produto que atenda a sua finalidade. Percebe-se então uma
interface onde os usuários interagem com os mapas no ambiente virtual para então desenvolver uma percepção da realidade, que os
auxilie no deslocamento.
A presente pesquisa busca desenvolver uma base teórica, adequada, que oriente a produção de aplicativos móveis de localização,
para estudar como esta interação ocorre entre mapas e usuários, bem como as noções espaciais cognitivas são desenvolvidas. Para
tanto, é feita uma revisão bibliográfica de artigos que abordem os temas relacionados aos aplicativos móveis de localização, a leitura
de blogs e a realização de entrevistas para obter a visão do usuário sobre a questão. Como usuários serão considerados os
indivíduos com mobilidade reduzida temporária ou permanente, para os quais as informações sobre as funcionalidades do espaço
adquirem uma relevância em relação aos pontos de acesso e acessibilidade, que os permita utilizar um espaço de forma mais
completa e adequada às suas necessidades.
Os resultados esperados traduzem na obtenção de conceitos para aplicação no desenvolvimento de trabalhos de mobilidade,
ajudando na sua estruturação.


2674 – TECNÓGENO E ENSINO DE GEOGRAFIA – UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE


Autor(es): Simone Magalhães Silva, Gabriel Fumiya Kanazawa Trindade, Barbara Almeida de Carvalho

Orientação: Vânia Nunes Morgado, Maria Naise de Oliveira Peixoto

Resumo:
Este trabalho tem por objetivo o desenvolvimento propostas de ensino de Geografia a partir da observação e análise das formas e
processos tecnogênicos impressos nas paisagens, buscando contribuir para a compreensão prática de processos e conceitos
geográficos, trazendo a geografia contemporânea mais próxima ao cotidiano dos alunos. Fundamenta-se no conhecimento das
alterações nas formas de relevo, nos canais fluviais, nos solos, na erosão e produção de sedimentos em bacias hidrográficas, que
correspondem à materialização da ação geológico-geomorfológica humana.
Tais modificações nas paisagens, pelo uso da técnica, relacionam-se a um novo intervalo de tempo geológico, denominado
Tecnógeno, que tem como característica central o homem como principal agente geológico-geomorfológico modificador da paisagem
(Peloggia 1998, 2005), sendo as feições e depósitos tecnogênicos sua expressão mais significativa no modelado, os quais, em razão
dos processos genéticos e dos tipos de materiais que os compõem, podem ser classificados de diferentes maneiras (Peloggia, 1998;
Oliveira, inédito).
O tratamento do Tecnógeno no ensino de Geografia baseia-se em uma concepção de paisagem dinâmica, como um cenário mutável
e ao mesmo tempo modificador do processos e formas que nela (e através dela) operam. Compreender como a paisagem
geotecnogênica é gerada e se desenvolve permite, assim, uma compreensão sistêmica de elementos e processos diversos que a
compõem. Esta abordagem possibilita, ainda, articular diferentes temas e conteúdos presentes no currículo escolar, que tornam-se
menos abstratos, o que auxilia no entendimento do arranjo espacial local e nas suas relações com o global.
O desenvolvimento de propostas de ensino utilizando o Tecnógeno justifica-se, desta maneira, pelo potencial de contextualização de
diversos temas trabalhados na Geografia dentro da realidade contemporânea, bem como de articulação com outras disciplinas
escolares. Permite, assim, incorporar ao ensino muitas das transformações ocorridas na ciência geográfica ao longo das últimas
décadas, rompendo com o modelo arcaico de ensino ligado à vertente Tradicional da Geografia, ainda maciçamente reproduzido em
âmbito escolar, que a torna tão pouco atraente aos alunos, repetitiva para os professores e redutora de atitudes reflexivas que
conduzam a uma aprendizagem mais significativa.


4086 – IMIGRAÇÃO INTERNACIONAL E INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


Autor(es): Genilson Estácio da Costa

Orientação: Olga Maria Schild Becker

Resumo:
As mudanças econômicas, políticas e culturais que ocorrem na sociedade contemporânea se refletem no cenário da migração
internacional através do aumento de sua magnitude (ONU, 2013) e da criação de novas tendências, tais como a aceleração da
migração e o fortalecimento de categorias como a migração de retorno, migração qualificada, e os trabalhadores transnacionais
(CASTLES e MILLER, 1998). Essa diversificação de possibilidades dá novo enfoque aos estudos sobre o deslocamento
internacional de pessoas, fazendo com que a importância da migração internacional atualmente resida mais nas suas
especificidades e espacialidades, que causam diferenciados impactos, do que na sua magnitude, principalmente quando se utilizam
micro-escalas. No entanto, o mercado de trabalho continua sendo o elemento central do processo de migração (TEDESCO, 2012).
Desta maneira, questiona-se como o fortalecimento da indústria de petróleo e gás no estado do Rio de Janeiro, ocorrido sobretudo
nos últimos anos, se refletiu na migração internacional para o estado. Assim, este trabalho objetiva analisar a influência da indústria
de petróleo e gás na atração de estrangeiros para o estado do Rio de Janeiro. Para isso, busca-se traçar e comparar o perfil dos
estrangeiros que atuam no setor de petróleo e gás em duas cidades fluminenses, Rio de Janeiro e Macaé, a fim de se compreender
os diferentes impactos da atividade petrolífera na imigração internacional para o estado. A escolha das duas cidades se justifica
porque nelas se concentrarem a sede das principais empresas do setor com atuação no Brasil. Os dados obtidos são derivados de
trabalhos de campo realizados nas duas cidades, onde foram feitas entrevistas com funcionários de empresas petrolíferas e de apoio
à extração de petróleo e gás com nacionalidade diferente de brasileira. Dessa maneira, foi possível obter dados demográficos e
relativos ao país de nascimento, nível de instrução e rendimentos dessa população, permitindo-se traçar seu perfil socioeconômico,
assim como a importância de redes sociais para o processo migratório realizado. Além disso, verificou-se, através de entrevistas
realizadas com pessoas responsáveis pelos recursos humanos dessas empresas, suas políticas internas em relação à contratação
de estrangeiros, e como a legislação vigente no Brasil promove ou desencoraja esse tipo de contratação. Os primeiros resultados
mostram os trabalhadores estrangeiros na indústria de petróleo e gás do estado do Rio de Janeiro são, em sua maioria, altamente
qualificados, ou seja, possuem ao menos uma graduação completa. No entanto, enquanto na capital fluminense os estrangeiros
podem ser classificados em sua maioria como imigrantes, de fato, por estabelecerem moradia na cidade, em Macaé essa
categorização deve ser relativizada, uma vez que uma parte considerável desses estrangeiros se mantém na cidade apenas durante
a duração de seus contratos de trabalho, em geral por menos de um ano.


4322 – A REINVENÇÃO DA PAISAGEM: OS MIRANTES E AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO RIO DE JANEIRO


Autor(es): Pedro Henrique dos Santos Fernandes

Orientação: Rafael Winter Ribeiro, Dirceu Rogério Cadena de Melo Filho

Resumo:
A cidade do Rio de Janeiro passa por um momento de profunda transformação em seu espaço a partir de grandes intervenções
urbanísticas, o que representa, para alguns, o próprio projeto de cidade que temos. Dentre essas intervenções, é observado a
incorporação da paisagem como uma importante categoria para a formação de políticas públicas.
(RIBEIRO, 2007).
Na produção de imagens a partir da paisagem da cidade do Rio de Janeiro, historicamente os mirantes possuem um papel
importante, servindo de moldura, um equipamento estrategicamente colocado no espaço diante daquilo que deve ser visto,
possibilitando a construção da paisagem enquanto narrativa (RIBEIRO, 2007)
Será utilizada como metodologia de delimitação dos mirantes a criação ligada a um dos projetos realizados pela esfera pública,
sendo os dados coletados nas fontes de informação dos próprios projetos, utilizando como fonte secundária a esfera jornalística.
A ferramenta metodologia a ser utilizada para a compreensão desse fenômeno é a tríade de políticas urbanas, proposta por ROSSI e
VANOLO(2011), que divide essas políticas em três segmentos: Política como Representação, que dialoga com o trabalho no sentido
da construção da nova narrativa da paisagem carioca com os novos mirantes; Política como Governo, que abrange toda a atuação
do Estado com sua racionalidade, técnicas e procedimentos, no caso as intervenções urbanas na cidade; e a Política como
Contestação, que, dentro da pesquisa é correspondida pelas respostas sociais e contestações locais às reformas.
Nessa fase da pesquisa serão abordados os novos mirantes em sua conjuntura e complexidade, tentaremos entender como as
localidades que receberam essa intervenção específica se encaixam dentro da nova narrativa produzida, quais são os elementos
que compõem essa paisagem, de que forma essa intervenção é feita (já que as diferentes localidades possuem características
ligeiramente distintas na intervenção), bem como alguns rebatimentos específicos.
O trabalho se insere em um contexto que procura identificar a relação entre política pública e a contínua construção da paisagem do
Rio de Janeiro. Na etapa anterior, foram mapeados os mirantes que sofreram intervenções públicas desde 2001. Como resultado,
foram identificados dois grupos de mirantes, associados a duas formas de intervenção. Os mirantes já consagrados, que estão
inseridos em um programa de revitalização, exaltando a relação da cidade com o mar. No segundo grupo estão os novos mirantes,
construídos em áreas de intervenção do poder público, revelando a vontade de valorização de novas narrativas e significados da
paisagem da cidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
RIBEIRO, R. W. Paisagem, Patrimônio e Democracia: novos desafios para as políticas públicas. In: CASTRO, I. E. de; RODRIGUES,
J. N.; RIBEIRO, R. W. Espaços da Democracia: para a agenda de Geografia Política Contemporânea. Rio de Janeiro: Bertrand,
2013.
ROSSI, U.; VANOLO, A. Urban political geographies: a global perspective. 1st ed. Thousand Oaks, CA: SAGE Publications, 2011.


4403 – FESTA DE SÃO JORGE, QUINTINO (RJ): RELAÇÕES ENTRE O ESPAÇO SAGRADO E O ESPAÇO PROFANO.


Autor(es): João Victor Gonçalves Ferreira

Orientação: Rafael Winter Ribeiro

Resumo:
O presente trabalho está em fase inicial e se insere em uma linha de pesquisa relacionada à Geografia da Religião. Seu objetivo
central consiste em uma análise sobre o modo com que o espaço sagrado e o espaço profano se correlacionam, de que forma são
atraídos e divergem entre si, analisando essas relações na festa de São Jorge, em Quintino, Rio de Janeiro através do conceito de
espaços públicos. Segundo Eliade(1922) O Espaço Sagrado é resultado de um processo ritualístico, de construções de hierofanias e
carregado de significados, que se dão em meio ao Espaço Profano, resultado das ações do homem desprovidas de uma
organização comum e delimitada, que não possui a simbologia e a centralização do Sagrado.
Espaço Profano e Espaço Sagrado são quase que antagônicos mas que a todo momento se relacionam. Rosendahl (1996) afirma
que ambos estão sempre vinculados a um espaço social, que nesse caso está sendo analisado a partir da ótica dos espaços
públicos, que como afirma Gomes(2012) além de apresentarem uma dimensão política, apresentam também uma dimensão social,
onde as pessoas se relacionam e tem suas práticas sociais. Toda essa divergência entre Espaço Profano e Sagrado possibilita a
construção de questões que norteiam a pesquisa, tais quais: como se dão essas associações? Até que ponto sagrado e profano
coexistem em um mesmo espaço?
A escolha da Festa de São Jorge consiste em algumas características muito presentes na data que facilitam o desenvolvimento do
objeto de pesquisa. Nessa dada se faz possível constatar a pluralidade de relações que ocorrem no local. Entre as missas que
ocorrem na paróquia, o grande símbolo da espacialidade do sagrado na região e as ruas, que remetem ao espaço profano, diversas
atividades são realizadas em nome da mesma santidade, porém compostas por práticas totalmente diferentes que estimulam a
compreensão dos questionamentos que surgem com o trabalho.
A metodologia baseia-se nas leituras da bibliografia sobre o tema, dialogando com o objeto do trabalho. Além disso um trabalho de
campo foi realizado durante a festa, objetivando a observação direta, com auxílio de registros fotográficos, aplicação de
questionários e entrevistas abertas. Como dados complementares serão utilizados dados referentes às últimas festas e fontes
documentais. As sistematizações desses dados assim como uma representação gráfica da área onde ocorre a festa formam a matriz
descritiva na qual a pesquisa está sendo baseada.
ELIADE, M. O Sagrado e o Profano. A essência das Religiões.Lisboa: Edições Livros do Brasil, 1962.
ROSENDAHL, Z. Espaço e Religião: Uma Abordagem Geográfica. Rio de Janeiro, UERJ, NEPEC, 1992.
CASTRO, I. E. de C.; GOMES, P. C. da C.; CORRÊA, R. (Orgs.). Olhares geográficos: Modos de ver e viver o espaço. Rio de
Janeiro, Bertrand Brasil, 2012.


752 – AVALIAÇÃO DE COGNIÇÕES CARTOGRÁFICAS A PARTIR DE DIFERENTES TIPOS DE MAPEAMENTOS PARA A ILHA DO FUNDÃO / RJ


Autor(es): Matheus da Costa Castro, Igor Vieira Vargas Colares

Orientação: Manoel do Couto Fernandes, Pedro Henrique Ferreira Coura

Resumo:
A ampliação, modernização e disseminação de técnicas cartográficas, associadas ao desenvolvimento técnico-científico das últimas
décadas, têm beneficiado o incremento e o uso de novos instrumentos para a construção de diferentes documentos cartográficos
com diferentes sistemas de comunicação cartográfica. Novas tecnologias de Sensoriamento Remoto e de Geoprocessamento têm
favorecido melhorias significativas tanto para aquisição de imagens, quanto para a construção, o armazenamento, a publicação e
acesso às representações cartográficas diversas (Peterson, 1995). Em consequência desse desenvolvimento da ciência cartográfica
os custos de elaboração e distribuição de representações cartográficas, principalmente nos meios eletrônicos e em websites, têm
sido reduzidos, favorecendo inclusive a distribuição das mesmas de forma gratuita. Isso tem proporcionado o aumento expressivo do
número de usuários que buscam auxílio em meio digitais como alternativas aos mapas impressos (Kraak e Brown, 2001).
Partindo destes princípios o presente trabalho busca construir diferentes documentos cartográficos pautados em diferentes tipos de
comunicação cartográfica. Esses documentos primam pela localização dos diferentes prédios institucionais e serviços prestados
dentro do campus da Ilha do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como restaurantes, bancos, livrarias, entre
outros. Os documentos cartográficos são dois: um analógico, baseado em uma comunicação estática; e um documento web, mapa
?clicável?, pautado em técnicas de Webcartography (Li, 2005), com diferentes links associados aos elementos mapeados,
caracterizando um sistema de comunicação dinâmico.
Para tanto, o trabalho está dividido em três etapas de elaboração, onde a primeira consiste em fazer levantamentos, a segunda em
construir os documentos cartográficos, e o terceiro em avaliar os diferentes níveis de cognição da informação por diferentes grupos
de usuários. Atualmente o trabalho se encontra na primeira fase, onde estão sendo feitos os levantamentos de campo, com a coleta
dos pontos através de receptores GPS (PDA LG, PDA Mio e Garmin) e posterior captura destas informações para um sistema de
informações geográficas com dados gráficos e não gráficos (informações textuais e fotográficas). O trabalho teve início na parte
Norte da Ilha do Fundão, especificamente na área do Alojamento, nos Bombeiros e na Fundação Bio-Rio. Até então foram
levantados 46 pontos e os resultados apontam que a metodologia utilizada para a primeira etapa do trabalho, o levantamento dos
pontos, tem se mostrado satisfatória. Vale ressaltar que os receptores utilizados operam com código C/A que resulta em uma
precisão métrica, satisfatória para o mapeamento que está sendo executado, entretanto, em alguns sítios não foi possível coletar as
coordenadas pela falta de sinal dos aparelhos. Para solucionar este problema alguns pontos foram inferidos por localização
aproximada.


1644 – EVOLUÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (1565-1860)


Autor(es): Danuzza de Goes Uchôa, Juliana Rambaldi do Nascimento

Orientação: Paulo Marcio Leal de Menezes

Resumo:
Este trabalho vincula-se ao Projeto: ?Involução Cartográfica do Estado do Rio de Janeiro?, desenvolvido pelo Laboratório de
Cartografia (GeoCart), do Dep de Geografia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estabelecendo uma cartografia reversa da
divisão político-administrativa, à nível de divisão municipal, desde o momento atual, até a data da fundação da cidade do Rio de
Janeiro em 1565. Procura-se desta forma, apresentar uma visão histórica da cartografia do Estado, estabelecendo-se temporalmente
as suas divisões municipais. Assim o projeto de uma maneira geral será possível retratar os vários momentos de alterações e
mudanças das divisões administrativas do Estado, dentro de sua evolução municipal.
O objetivo principal do trabalho será estruturar as divisões administrativas em diversos momentos, no caso de 1565 à 1860, para se
gerar as bases cartográficas relativas a cada período temporal, bem como um mapa único da evolução administrativa.
Desta forma, além do estudo da criação e implantação dos municípios, serão apresentadas a hierarquia das divisões administrativas,
procurando-se incluir as alterações de nomes, extinções e alterações ortográficas de nomes, em relação à cada um do municípios do
Estado.
Como resultados srão apresentados mapas dos diversos períodos fixados com as alterações de nomes e divisões administrativas.


1655 – EVOLUÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (1860 – 2001)


Autor(es): Danuzza de Goes Uchôa, Juliana Rambaldi do Nascimento

Orientação: Paulo Marcio Leal de Menezes

Resumo:
Este trabalho vincula-se ao Projeto: ?Involução Cartográfica do Estado do Rio de Janeiro?, desenvolvido pelo Laboratório de
Cartografia (GeoCart), do Dep de Geografia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estabelecendo uma cartografia reversa da
divisão político-administrativa, à nível de divisão municipal, desde o momento atual, até a data da fundação da cidade do Rio de
Janeiro em 1565. Procura-se desta forma, apresentar uma visão histórica da cartografia do Estado, estabelecendo-se temporalmente
as suas divisões municipais. Assim o projeto de uma maneira geral será possível retratar os vários momentos de alterações e
mudanças das divisões administrativas do Estado, dentro de sua evolução municipal.
O objetivo principal do trabalho será estruturar as divisões administrativas em diversos momentos, no caso de 1860 a 2001, para se
gerar as bases cartográficas relativas a cada período temporal, bem como um mapa único da evolução administrativa.
Desta forma, além do estudo da criação e implantação dos municípios, serão apresentadas a hierarquia das divisões administrativas,
procurando-se incluir as alterações de nomes, extinções e alterações ortográficas de nomes, em relação à cada um do municípios do
Estado.
Como resultados srão apresentados mapas dos diversos períodos fixados com as alterações de nomes e divisões administrativas.


3485 – ANÁLISE DOS PADRÕES DE USO E COBERTURA DO SOLO URBANO, NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, COM APOIO DE SENSORIAMENTO REMOTO HIPERESPECTRAL


Autor(es): Vandré Soares Viégas

Orientação: Elizabeth Maria Feitosa da Rocha de Souza

Resumo:
Os avanços tecnológicos proporcionados pelas geotecnologias têm trazido significativas melhorias nas análises: temporal e espacial,
em diversos estudos geográficos, sobretudo pela melhoria nas resoluções espacial, radiométrica, espectral e temporal dos dados
orbitais. Seguindo essa tendência o estudo de sensores hiperespectrais vem possibilitando o reconhecimento e diferenciação de
feições com maior detalhamento em estudos ambientais e urbanos. O sensor hiperespectral Hyperion (a bordo do satélite Earth
Observing-1), tem apresentado bons resultados na separação de alvos urbanos e apoio a diversos mapeamentos temáticos, pois
possibilita maior diferenciação dos alvos, que apresentam composições químicas e propriedades físicas específicas. Dessa forma, o
presente trabalho objetiva avaliar a resposta espectral de alvos urbanos em um trecho com disponibilidade de imagem sobre o
município do Rio de Janeiro. A área de estudo escolhida retrata uma boa diversidade e tipos de superfícies construídas, que podem
ser classificadas segundo diferentes níveis de urbano (intenso, médio e rarefeito). A metodologia desenvolvida consistiu na aquisição
e preparo da imagem. Essa primeira fase foi realizada seguindo as seguintes etapas: correção radiométrica (retirada de ruídos),
correção atmosférica (utilizando o software ENVI ? FLAASH), ortorretificação. Posteriormente, foi realizada a seleção de amostras de
diferentes coberturas de construção urbana com apoio do Google Earth. Nessa etapa foram consideradas as principais classes de
áreas construídas, como telhado, asfalto, concreto e foram selecionadas amostras para caracterização de cada classe. As amostras
foram utilizadas na fase seguinte durante a segmentação e classificação da imagem. Deve-se mencionar a dificuldade em obter
amostras significativa das classes, tendo em vista a mistura espectral existente nos pixels da imagem que apresenta resolução
espacial de 30m. A classificação foi realizada no software Ecognition e obteve como resultado um mapa de uso e cobertura da área
urbana com diferenciação dos tipos de superfície dos alvos. A legenda de classificação proposta separa por tipo de uso (intenso,
médio e rarefeito) a presença de alvos com diferentes coberturas (asfalto, telhas, concreto). A validação da classificação foi realizada
em campo com a observação das construções, bem como, com apoio de novas amostras coletadas pelo Google Earth. Com a
necessidade de um maior entendimento sobre diferentes métodos de produção de informações, o presente estudo buscou apoiar a
definição de novas legendas de uso e cobertura em áreas urbanas, definindo respostas espectrais para os alvos analisados na área
de estudo. Em etapas futuras serão analisadas novas áreas e novas coberturas, com a finalidade de consolidar os resultados obtidos
e obter novas análises de alvos diferenciados.


3591 – ANÁLISE DE ÁREAS URBANAS POR MEIO DE ÍNDICES DE ÁREAS VERDES- IAV, UTILIZANDO ORTOFOTOS E IMAGENS ORBITAIS: UM ESTUDO DE CASO NO MUNICÍPIO DE LINHARES-ES


Autor(es): João Vitor Freitas Pereira Abrantes Marques

Orientação: Elizabeth Maria Feitosa da Rocha de Souza

Resumo:
Análise de áreas urbanas por meio de Índices de Áreas Verdes- IAV, utilizando ortofotos e imagens orbitais: um estudo de caso no
município de Linhares-ES.
A avaliação estética, econômica, social e ecológica dos centros urbanos hoje, tem levado cada vez mais em consideração a
presença de áreas verdes contidas nesses perímetros urbanos. A boa distribuição das áreas verdes em centros urbanos é um fator
que pode ser relacionado diretamente com a qualidade de vida da população que reside ou trabalha nesses locais. Esse aspecto
justifica a importância no monitoramento e conservação de cobertura vegetal nas grandes cidades para auxiliar na gestão ambiental
e melhoria da qualidade de vida. Dessa forma, o objetivo desse trabalho e avaliar uma cidade planejada e sua dinâmica temporal no
que se refere a cobertura arbórea e vegetal por meio de índices de cobertura vegetal e crescimento da população. A cidade
escolhida para o desenvolvimento da pesquisa é Linhares, no Espírito Santo, especificamente o seu perímetro urbano. Linhares
possuía em 2010 cerca de 141.306 habitantes (CENSO,2010) distribuídos sobre uma área de 3504.137 km². A metodologia foi
desenvolvida utilizando-se ortofotos e imagens orbitais cedidas pela prefeitura de Linhares para a pesquisa. Foi realizado o
pré-processamento das imagens e ortofotos e posteriormente uma classificação baseada em objetos para permitir a identificação
das áreas verdes. No Software ArcGis 10.1 por meio da função Union foram unificadas as variáveis: total populacional (para os anos
de interesse), as áreas por bairro e destas as áreas com cobertura vegetal. Foram consideradas áreas verdes nesse estudo a
vegetação arbórea, praças e canteiros centrais. O Índice de Áreas Verdes ? IAV foi calculado utilizando a seguinte formulação: ((?
Áreas Verdes(m^2))/(População do bairro(hab))). Como resultado, foi observado que no período entre 2008 a 2012, o bairro de
Nova Betânia se destaca pelo maior IAV apresentando pouco mais de 2000m² de área verde por habitante. Em contrapartida, o
menor IAV pertence ao bairro Juparanã com um valor um pouco maior que 16m² por habitante. Entre o período, como já esperado,
houve uma diminuição da cobertura arbórea e aumento populacional na cidade. O ideal é que os IAV calculados atendam os critérios
estabelecidos pelos órgãos ambientais e pela ONU mantendo os valores mínimos considerados satisfatórios de áreas verdes por
habitantes em: um valor em torno de 8m² a 16m² considerando o uso do solo urbano e o clima da região. Em etapas futuras serão
avaliadas novas cidades nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, visando definir um padrão para a Região Sudeste do Brasil.