Instituto de Química


2096 – IMPACTO DE ELÉTRONS EM COMPOSTOS HETEROCÍCLICOS NITROGENADOS CONDENSADOS: IMPLICAÇÕES ASTROQUÍMICAS


Autor(es): Jessica Barbosa Martins

Orientação: Alexandre Braga da Rocha, Fábio de Almeida Ribeiro, Carlos Eduardo Vieira de Moura, Maria Luiza Rocco Duarte Pereira

Resumo:
A Astroquímica é uma das áreas de vanguarda da ciência que está na interface entre a Astronomia, Física, Química e Biologia. No
Sistema Solar, bem como em regiões circunstelares e interestelares, moléculas na fase gasosa podem condensar na superfície de
grãos de poeira (silicatos e compostos de carbono, como carbeto de silício, SiC), formando mantos de gelo. Estes gelos estão
expostos a agentes ionizantes, tais como fótons, elétrons e íons, os quais induzem uma série de processos físico-químicos, tais
como ionização, dissociação e dessorção de moléculas e espécies carregadas e neutras, reações químicas e mudanças de fase. A
confirmação de derivados pirimidínicos durante a análise de extratos orgânicos do meteorito condrito Murchison sugere que
moléculas orgânicas complexas podem ser processadas no meio interestelar e incorporadas no material de sistemas planetários. O
objetivo deste trabalho consiste no estudo e obtenção de dados provenientes dos processos de excitação, ionização, fragmentação e
dessorção induzidos pelo impacto de elétrons na pirimidina (C4H4N2) condensada na forma de gelo. Para tanto, a técnica de
Dessorção Iônica Estimulada por Elétrons (ESID) acoplada à espectrometria de massas por tempo de voo (TOF-MS) foi empregada
para analisar os íons que dessor-vem da pirimidina condensada na forma de gelo. O gelo é formado no interior de uma câmara de
ultra-alto vácuo, através da condensação do vapor da amostra em um substrato metálico resfriado com nitrogênio líquido. Foram
calculados os rendimentos de dessorção dos fragmentos iônicos gerados e as curvas de rendimento iônico em relação à energia dos
elétrons incidentes, o que fornece o perfil de fragmentação iônica da pirimidina em superfície e informações sobre os processos que
causam a dessorção destes íons. Cálculos preliminares de otimização de geometria em nível DFT com funcional híbrido e cálculos
de estabilidade em nível coupled-cluster para alguns íons dessorvidos serão apresentados.


208 – EFEITO DO SOLVENTE NA EXTRAÇÃO DE COMPOSTOS BIOATIVOS DA SOJA E TRIAGEM DE SAPONINAS EM


Autor(es): Luiza Vettorazzi Lopez

Orientação: Daniel Perrone Moreira, Nívea Dias da Fonseca

Resumo:
As isoflavonas são compostos fenólicos da classe dos flavonoides. Apesar das isoflavonas serem a classe mais investigada de
compostos bioativos da soja, as saponinas também exercem efeitos biológicos e podem estar presentes em teores mais elevados do
que as isoflavonas em alimentos. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do solvente para a extração de saponinas e
determinar os teores de compostos fenólicos, flavonoides e saponinas em produtos brasileiros à base de soja. Além do grão in
natura, foram analisadas sete amostras de fórmulas infantis à base de soja e uma amostra de torta da soja, proveniente da produção
de óleo. A extração foi realizada com metanol aquoso (80%) ou uma mistura ternária de água:etanol:acetato de etila (40:40:20, v/v).
Os teores de saponinas, fenólicos e flavonoides totais foram determinados por espectrofotometria utilizando vanilina/ácido sulfúrico,
Folin-Ciocalteau e cloreto de alumínio como reagentes, respectivamente. A atividade antioxidante (AA) foi medida pelos ensaios
FRAP e TEAC. Não foi observada diferença entre os solventes testados para a extração de saponinas (teste t-pareado). Dessa
maneira, sugere-se o metanol 80%, uma vez que o mesmo é amplamente utilizado na literatura para a extração de compostos
bioativos de soja. Os teores de saponinas variaram de 571 a 2528 mg/100g. Os teores de fenólicos variaram de 62 a 174 mg/100g.
Os teores de flavonoides variaram de 98 a 430 mg/100g. Os valores de FRAP variaram de 0,8 a 3,3 µmol de Fe2+/g e os valores de
TEAC variaram de 1,0 a 10,4 µmol de Trolox/g. Os valores de FRAP e TEAC na mistura de metanol 80% correlacionaram-se entre si
(r=0,9154; p<0,0005, n=9), sugerindo que ambos os métodos são adequados para medir a AA na soja e seus produtos. Os maiores teores de saponinas, fenólicos e flavonoides, assim como a máxima AA foram observados na amostra da torta da soja, provavelmente devido ao seu alto teor protéico. Os teores de saponinas não se correlacionaram com a AA, independentemente do ensaio, sugerindo que estes compostos não estavam conjugados com grupo DDMP (2,3-dihidro-2,5-dihidroxi-6-metil-4H-piran-4-ona). A triagem realizada nesse trabalho reforça a importância de investigação das saponinas, já que essa classe de compostos mostrou-se muito mais abundante do que as demais.


436 – CARACTERIZAÇÃO BIOQUÍMICA DE FOSFATASES ALCALINAS DIGESTIVAS DA LAGARTA DA SOJA E


Autor(es): Luis Felipe Costa Ramos, Gabriela da Silva, Henrique dos Santos Seckler

Orientação: Danielle Maria Perpetua de Oliveira Santos, Ednildo de Alcantara Machado

Resumo:
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de soja e prejuízos relacionados a danos provocados por insetos causam um
impacto expressivo na produção deste grão. A lagarta da soja, Anticarsia gemmatalis (Hübner) (Lepidoptera: Noctuidae) é
considerada uma das principais pragas da soja no Brasil. Diversas estratégias de manejo de pragas visam à diminuição da utilização
de inseticidas convencionais no campo, e o uso de inovações biotecnológicas como a produção de plantas transgênicas
expressando endotoxinas de Bacillus thuringiensis (Bt) no controle de insetos está em crescente desenvolvimento. As toxinas Bt são
ingeridas pelo inseto e se ligam a receptores no intestino médio destes animais, como aminopeptidases-N e fosfatases alcalinas.
Neste sentido, este trabalho tem por objetivo identificar e caracterizar fosfatases alcalinas encontradas no intestino da lagarta,
especificamente a fosfatase alcalina de membrana, e sua possível função como receptora de toxinas Bt. Os resultados obtidos
mostraram a presença de atividade fosfatase alcalina solúvel e associada à membrana no intestino médio, através de ensaios de
centrifugação diferencial e testes de atividade enzimática. A avaliação da atividade em gel de eletroforese (zimograma) destas
amostras mostrou atividades fosfatase alcalina com diferentes massas moleculares. Após cromatografia de troca aniônica das
proteínas de membrana solubilizadas, foram obtidos quatro picos com atividade fosfatásica. Estas frações foram concentradas e as
amostras foram submetidas à zimografia, onde se detectou uma proteína de aproximadamente 60 kDa nas amostras com atividade.
A amostra com maior atividade foi identificada como ALP (Fosfatase alcalina) e utilizada em diversos ensaios de caracterização
bioquímica. A atividade fosfatásica da ALP foi testada contra diferentes moduladores e mostrou inibição por EDTA, zinco, levamisol,
cisteína e fosfato. A ALP se mostrou termoestável após incubação por 2 horas a 60 ºC, e o máximo de atividade fosfatásica foram
detectados em pH 11,0. Em paralelo, uma cepa de B. thuringiensis foi cultivada, e os cristais foram solubilizados em pH alcalino,
produzindo a toxina Bt solúvel. Dados preliminares mostraram uma sutil diminuição na atividade da fosfatase na presença de Bt,
indicando uma possível interferência da toxina na atividade enzimática. A ALP foi bioquimicamente estudada, e a interação do Bt e a
ALP está sob investigação. Estes dados servirão como base para compreender a interação de toxinas Bt no intestino da lagarta da
soja, possibilitando novas aplicações biotecnológicas para o controle deste inseto-praga.


3713 – DETERMINAÇÃO DAS CONCENTRAÇÕES MÍNIMAS DOS NUTRIENTES DO MEIO DE CULTURA F/2 PARA CULTIVO EM GRANDE ESCALA DA MICROALGA MARINHA ISOCHRYSIS GALBANA


Autor(es): Cleiton Felizardo Brito

Orientação: Anita Ferreira da Silva, Ricardo Moreira Chaloub

Resumo:
As microalgas apresentam um potencial de utilização biotecnológica, visto que podem apresentar altas taxas de crescimento e
sintetizar compostos de interesse comercial como lipídeos, por exemplo. O objetivo principal deste trabalho foi o de estabelecer
concentrações mínimas dos nutrientes do meio de cultura f/2, de forma a se estabelecer uma formulação adequada e de baixo custo
para o cultivo de microalgas em grande escala. Neste estudo, a microalga marinha Isochrysis galbana foi cultiva em meio f/2, a 20°C
± 1,0°C, sob irradiância de 50??mol fótons?m-2?s-1 e a taxa específica de crescimento, bem como o rendimento celular final da
microalga foram avaliados. Todos os experimentos foram realizados com um volume final de 60mL de meio de cultura que continha
diferentes concentrações de nitrato (de 23 a 100% – concentração original), fosfato (de 50 a 100% – concentração original), presença
ou ausência de silicato, vitaminas (diluída 60x ou não) e metais traço (não diluído e diluído 50x). A variação da densidade celular foi
acompanhada por dez dias e não foi observada diferença significativa entre o crescimento celular obtido quando as concentrações
de nitrato foram reduzidas a 45,4% da original, sendo a taxa especifica de crescimento (µ) igual a 1,0±0,2 d-1 e o rendimento final
foi cerca de 6,3 x 106 células/mL. Quando a concentração de nitrato no meio de cultura foi de 23%, foi observada uma redução de
30% da taxa específica de crescimento e uma redução de 51% no rendimento celular final quando comparado com os resultados
obtido no cultivo controle (100%). A redução do fosfato a 75% da original não alterou os parâmetros do crescimento (µ = 0,97±0,3
d-1 e rendimento final = 6,5 x 106 células/mL), mas o cultivo em 50% do fosfato inicial causou diminuição da taxa de crescimento (µ
= 0,79 ±0,3 d-1) e do rendimento final de célula (5,5 x 106 células/mL). A remoção do silicato do meio de cultura não alterou os
parâmetros do crescimento celular, indicando que este componente não é um nutriente limitante para o crescimento de I. galbana.
Da mesma forma, a redução de 50x na concentração de metais traço não resultou em diferenças significativas no crescimento
celular com relação ao controle. Por outro lado, a utilização das vitaminas diluídas em diminuiu a taxa específica de crescimento em
30% e o rendimento final da microalga em 51%. Desta forma, 45,5% de nitrato, 75% de fosfato, ausência de silicato de sódio,
redução de 50x na concentração de metais traço sem diluição das vitaminas seria a formulação do meio mínimo para f/2 sem
comprometimento do crescimento da microalga marinha Isochrysis galbana.
Financiamento: Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Cleiton F. Brito é
bolsista Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG), COPPETEC.


288 – ANÁLISE DE COMPOSTOS ORGÂNICOS EM ÁREA INDUSTRIALIZADA DO RIO DE JANEIRO, BRASIL


Autor(es): Bruno Cavalcanti da Cunha Araujo, Bruno Labanca Lopes

Orientação: Celeste Yara dos Santos Siqueira

Resumo:
Volta Redonda é um município da microrregião do Vale do Paraíba, na mesorregião Sul Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, no
Brasil. Também é conhecida como a “Cidade do Aço”, por abrigar a Companhia Siderúrgica Nacional. Localiza-se a 22º31?23? de
latitude sul e 44º06’15” de longitude oeste, a uma altitude de 390 metros. É cortada pelo Rio Paraíba do Sul, sendo a principal fonte
de abastecimento de água. Ocupa uma área de 182,317 km², sendo 54 km² na região urbana e 128 km² na zona rural. A população
estimada em 2011 foi de 259 011 habitantes, o que a torna a maior cidade da região Sul Fluminense e a terceira maior do interior do
estado.
O problema da poluição em Volta Redonda vem sendo trabalhado no campo da saúde pública, com diversos enfoques, em
numerosos estudos sobre os efeitos da poluição na saúde. O principal objetivo desse trabalho é de caracterizar e verificar as
possíveis fontes de poluentes nos sedimentos nas proximidades do Rio Paraíba do Sul.
Segundo Zegouagh et al. 1998, valores de hidrocarbonetos alifáticos totais menores que 50000 ng/g indicam locais sem
contaminação, valores de Índice Preferencial de Carbono (IPC) entre 1,2-5,0 indicam queimadas e IPC entre 6-30 indicam ceras de
plantas vascularizadas. O composto mais abundante (Cmáx) 27, 29, 31 e 33 indica cera de plantas vascularizadas; Cmáx 28 e 25,
queimada; Cmáx 21 e 22, exaustão veicular; Cmáx 10, petróleo cru; Cmáx 19, diesel.
Para a análise dos Compostos Orgânicos foi realizada a extração com solvente orgânico usando ultrassom. A seguir, foi feita a
cromatografia em coluna com objetivo de separar os hidrocarbonetos saturados, aromáticos e compostos polares em três frações.
Cada fração foi injetada na cromatografia gasosa acoplada a detector por ionização em chama (CG/DIC) a fim de quantificar os
compostos e na cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG/EM) a fim de identificar os compostos.
Foram identificados por comparação com espectros de referência, na fração de hidrocarbonetos alifáticos uma série homóloga de
n-alcanos que estão no intervalo de n-C16 até n-C33, variando de 6,46 ng/g até 48,57 ng/g para a amostra AM1F1. A amostra
AM2F1 variou de 19,66 ng/g até 563,13 ng/g, a AM3F1 variou de 17,87 ng/g até 205,04 ng/g e a AM4F1 variou de 17,12 ng/g até
228,04 ng/g de sedimento. Concentrações de hidrocarbonetos alifáticos totais com valores menores que 50000 ng/g de sedimento
seco indicam locais sem contaminação. Em nenhuma amostra foi encontrado valores maiores que 50000 ng/g.
O Índice Preferencial de Carbono (IPC) calculado variou de 2,4 a 6,8 indicando plantas terrestres vascularizadas ou contribuições de
queimadas 3,4. Contudo, devido à baixa concentração de hidrocarbonetos encontrados, a contribuição mais provável é de plantas
terrestres vascularizadas.
Em relação ao Cmáx, as amostras 1 e 2 apresentam uma distribuição bimodal com Cmáx em C21 e C29, demonstrando uma
contribuição de plantas vascularizadas (C29) e veículos automotores (C21). As amostras 2, 3 e 4 apresentam predominância de
C31, indicando cera de plantas vascularizadas.
O estudo realizado mostrou que levando em consideração a fração de hidrocarbonetos alifáticos, existe uma nítida contribuição de
plantas vascularizadas e alguns indícios de contribuição antropogênica.
Zegouagh, Y., Derenne, S., Largeau, C., Bardoux, G., Mariotti, A., ?Organic matter Source and Early Diagenetic Alterations in Artic
Surfaces Sediments (Lena River Delta and Laptev Sea, East Siberia). II. Molecular and Isotopic Studies of Hydrocarbins?. Organic
geochemistry, v.28,pp. 571-583, 1998.


31 – SÍNTESE A PARTIR DA REAÇÃO DE HECK DE NOVAS LACTONAS ANÁLOGAS A PRODUTOS NATURAIS COM POTENCIAL FARMACOLÓGICO.


Autor(es): Claudio Roberto Almeida de Abreu

Orientação: Carlos Roland Kaiser, Sabrina Baptista Ferreira

Resumo:
A procura de métodos, alternativos de preparação de anéis lactônicos de 8 a 11 membros, esta relacionada com uma variedade de
fins, em que estas estruturas podem ser empregadas, principalmente na construção de macrociclos complexos de interesse
farmacológico, isto têm contribuído para que essa classe de compostos se torne cada vez mais utilizada como intermediários
sintéticos, principalmente na síntese de heterociclos. De maneira geral, no desenvolvimento de novos métodos para a preparação de
lactonas de nove membros, observa-se uma preocupação em diminuir o tempo reacional e aumentar os rendimentos, além de utilizar
catalisadores estáveis, acessíveis e menos prejudiciais. O objetivo do trabalho foi a síntese de lactonas inéditas de nove membros,
através de reações consecutivas de esterificação via protocolo de Mitsunobu e reação de Heck intramolecular a partir de brometos
de arila. A estratégia sintética utilizada no presente trabalho resultou na preparação de lactonas de nove membros inéditas.
Inicialmente foi obtido em laboratório uma série de ácidos benzóicos, bromo substituídos na posição orto. Os ácidos benzoícos
contendo o bromo na posição 2 do anel aromático obtidos a partir de derivados benzaldeídos foram realizados a partir da bromação
em seguida da oxidação do grupo aldeído à ácido carboxílico com KMnO4, dando como produto os ácidos benzóicos propostos.
Foram obtidos ácidos benzoícos contendo o bromo na posição 2 do anel aromático a partir de derivados de 2-metil-anilinas
comerciais o qual foi iniciada pela reação de diazotação com substituição do grupamento NH2 por Br utilizando CuBr e em seguida a
oxidação do grupo metila presente na posição orto à ácido carboxílico com KMnO4, dando como produto os ácidos benzóicos
propostos. O intermediário chave que foi utilizado na reação com os derivados ácidos (R)-(-)-5-hexen-2-ol foi sintetizado inicialmente
na forma de seu racemato para realização das reações testes. Foi obtido a partir da redução da 5-hexen-2-ona com NaBH4 em
rendimento de 50%. Na ultima etapa, utilizou-se de ciclização intramolecular de Heck (Pd(AcO)2/PPh3/Et3N/DMF), obtendo-se
lactonas insaturadas com configuração Z. A caracterização estrutural foi feita principalmente com aplicação dos experimentos de
RMN 2D, que comprovaram a ocorrência de rearranjo da ligação dupla durante a reação de Heck. Os produtos obtidos foram obtidos
com rendimentos de moderados a excelente, de 65-85% e suas estruturas foram confirmadas por métodos espectroscópicos, tais
como infravermelho (IV), ressonância magnética nuclear de 1H e 13C. Concluímos que todos os produtos sintetizados foram obtidos
em rendimentos de bons a moderados caracterizando a rota proposta como viável.


195 – ESTUDO FOTOQUÍMICO DE UMA SÉRIE DE 1,4-NAFTOQUINONAS


Autor(es): Rodolfo Inêz Teixeira

Orientação: Rodrigo Jose Correa, Simon John Garden, Nanci Camara de Lucas Garden

Resumo:
Naftoquinonas são amplamente encontradas na natureza e tem grande importância fotobiológica.[1] O interesse nestas estruturas
tem sido intensificado devido às suas diversas atividades biológicas e farmacológicas.[2] Estas atividades estão associadas ao grupo
quinona que pode aceitar um ou dois elétrons para formar, in situ, o ânion ou diânion radical. Este ciclo redox também está
associado com o desencadeamento de estresse oxidativo, que é a maior causa de morte celular em meios biológicos.[3] Em
particular, caminhos que levam a morte celular também podem ser induzidos pelo uso combinado de um fármaco fotoativo, chamado
fotossensibilizador, e de luz. Em uma reação fotossensibilizada, o sensibilizador no estado excitado leva a processos que resultam
em alterações químicas no substrato. Isto pode ocorrer via dois mecanismos conhecidos como fotossensibilização tipo I e tipo II. A
capacidade fotossensibilizadora de 1,4-naftoquinonas tem sido recentemente investigada pelo nosso grupo.[4] Neste sentido, o
objetivo deste trabalho é o estudo fotoquímico das benzo[b]furano-1,4-naftoquinonas 1a-b e das benzo[b]pirrol-1,4-naftoquinonas
2a-d.
O espectro de absorção das 1,4-naftoquinonas releva um efeito solvatocrômico de deslocamento para maior comprimento de onda
em solventes polares para 1a, que é consistente com um caráter pi,pi* da transição S0->S1, e um efeito solvatocrômico de
deslocamento para menor comprimento de onda, que é consistente com um caráter n,pi*, para 1b e 2a-d
Fotólise por pulso de laser (FPL) de soluções desaeradas das naftoquinonas 1a-b e 2a-d, em acetonitrila, resultaram na formação de
um transiente para 1a-b e 2d. Estes transientes foram suprimidos por oxigênio e beta-caroteno, o que é consistente com o estado
excitado triplete. Na presença de doadores de hidrogênio, como 2-propanol (kq<104 L.mol-1.s-1) e 1,4-ciclohexadieno (kq~106 L.mol-1.s-1), houve a formação do radical cetila oriundo da reação de abstração de hidrogênio pelo estado triplete. Os transientes gerados foram também eficientemente suprimidos por fenol, 4-metoxifenol, 4-cianofenol, DABCO, indol e pelo éster metílico do N-acetil-L-triptofano (kq~109 L.mol-1.s-1). O rendimento quântico de geração de oxigênio singlete (RQ) foi determinado via analise de emissão no infravermelho em 1270nm. Os valores obtidos foram: 1a (RQ = 0,74), 1b (RQ = 0,13), 2a (RQ = 0,06), 2b e c (não formam) e 2d (RQ = 0,03). Os experimentos de FPL e de emissão na região do IV demonstraram que 1a-b e 2d podem fotossensibilizar eficientemente a oxidação do éster metílico do N-acetil L-triptofano e gerar oxigênio singlete. Estes resultados indicam que 1a-b e 2d podem atuar como fotossensibilizadores do tipo I e II. [1] Burie, J.-R., et al. J. Phys. Chem., 1995, 99, 4059 [2] Almeida, E.R., et al. J. Ethnopharmacology, 1990, 29, 239 [3] Docampo, R., et al. Biochemical Pharmacology, 1979, 28, 723 [4] de Lucas, N. C.; et al. Photochem. and Photobiol. Science 2012, 11, 1201


398 – MODELAGEM DA REAÇÃO RELÓGIO CLORATO-IODO-ÁCIDO NITROSO


Autor(es): Juliano Ramos Torres Pereira

Orientação: Rafaela Thereza Pereira Sant’Anna, Roberto de Barros Faria

Resumo:
A descoberta de uma nova reação relógio é sempre um fato raro e significativo. Nossos trabalhos em química de halogênios em
solução aquosa nos levaram à descoberta de quatro dessas reações: bromito-iodeto [1], clorato-iodo [2], clorato-iodo-ozônio [3] e
clorato-iodo-ácido nitroso [4]. Este trabalho apresenta a modelagem por integração numérica do mecanismo proposto para a reação
relógio clorato-iodo-ácido nitroso, formado por 14 espécies químicas independentes e 18 reações, que se baseia na reação inicial do
clorato com o ácido nitroso formando clorito (R17). Este, por sua vez, após ser protonado (R13), reage com o iodeto formando HOI
(R2), que é oxidado a HIO2 (R3) que reage então com o clorato (R18), dando início a mesma sequência de reações autocatalíticas
que ocorre nas reações relógio contendo clorato [2, 3], conforme apresentado a seguir.
R1) I2 + H2O ? HOI + I- + H+
R2) HClO2 + I- + H+ ? HOI + HOCl
R3) HClO2 + HOI (+ H+) ? HIO2 + HOCl (+ H+)
R4) HClO2 + HIO2 ? IO3- + HOCl + H+
R5) HOCl + I- ? HOI + Cl-
R6) HOCl + HIO2 ? IO3- + Cl- + 2H+
R7) HIO2 + I- + H+ ? 2HOI
R8) 2HIO2 ? IO3- + HOI + H+
R9) HIO2 + H2IO+ ? IO3- + I- + 3H+
R10) Cl2 + H2O ? HOCl + Cl- + H+
R11) Cl2 + I2 + 2H2O ? 2HOI + 2Cl- + 2H+
R12) Cl2 + HOI + H2O ? HIO2 + 2Cl- + 2H+
R13) HClO2 ? ClO2- + H+
R14) H2IO+ ? HOI + H+
R15) I2 + I- ? I3-
R16) I2 + H2O ? I- + H2OI+
R17) ClO3- + HNO2 + 2H+ ? NO3- + ClO2- + 3H+
R18) ClO3- + HIO2 (+ H+) ? HClO2 + IO3- (+ H+)
Este mecanismo mostrou ser capaz de reproduzir o comportamento experimental observado para diferentes concentrações de iodo,
clorato, ácido nitroso e H+. No caso deste último, o modelo apresenta concordância apenas qualitativa. Apesar da concordância
apenas qualitativa para o efeito da concentração de H+, o modelo acima pode ser considerado como uma descrição válida para a
reação relógio clorato-iodo-ácido nitroso.
Referências:
[1] R.B.Faria, I.R.Epstein, K.Kustin, The Bromite-Iodide Clock Reaction, J. Am. Chem. Soc. 114(18):7164-7171 (1992)
[2] A.P.Oliveira, R.B.Faria, The Chlorate-Iodine Clock Reaction, J. Am. Chem. Soc. 127(51):18022-18023 (2005).
[3] R.T.P.Sant’Anna, E.V.Monteiro, J.R.T.Pereira, R.B.Faria, The Ozone-Iodine-Chlorate Clock Reaction, Plos One 8(12):e83706
(2013).
[4] R.T.P.Sant?Anna, Reação relógio clorato-iodo-ácido nitroso, Dissertação de Mestrado, Instituto de Química, 2014.
FAPERJ, CNPQ, CAPES


2716 – INVESTIGAÇÃO ESPECTROSCÓPICA DE SEMICONDUTORES ORGÂNICOS PARA ELETRÔNICA FLEXÍVEL


Autor(es): Yunier Garcia Basabe, Bruno Gabriel Alves Leite Borges, Matheus Campos Vieira da Rosa

Orientação: Maria Luiza Rocco Duarte Pereira

Resumo:
Vinicius Valle Vianna Pinto – Bolsa: UFRJ/PIBIC
Polímeros conjugados como o
Área Temática: Físico-química poli(tiofeno) e seus derivados são de grande interesse tecnológico, devido às suas propriedades
optoeletrônicas, permitindo o seu uso em células fotovoltaicas (solares), transistores e diodos orgânicos emissores de luz (OLEDs).
Quando comparados aos mesmos dispositivos fabricados com materiais inorgânicos, os orgânicos possuem alta capacidade de
absorção e grande disponibilidade na natureza, tornando o processo de fabricação mais barato e permitindo o emprego de uma
menor quantidade de material. Para que o dispositivo tenha a melhor eficiência possível, é preciso aliar uma alta mobilidade de carga
à estabilidade ambiental, além de um ordenamento molecular elevado.
O emprego de técnicas espectroscópicas na caracterização e estudo destes materiais poliméricos é de extrema relevância, uma vez
que permitem conhecer a estrutura eletrônica ocupada e não ocupada do material, bem como o tempo de transferência de carga
através da espectroscopia Auger ressonante pelo método Core-Hole Clock (CHC), contribuindo para a fabricação de dispositivos
mais estáveis e eficientes.
Como parte de um estudo sistemático envolvendo materiais poliméricos, são apresentados neste trabalho espectros de fotoemissão
(valência e camada interna) e de fotoabsorção (NEXAFS ? Near-Edge X-ray Absorption Fine Structure) obtidos para filmes finos de
polímeros derivados do tiofeno e nanocompósitos de poli(3-hexil-tiofeno) com nanotubos de carbono em diferentes proporções. Pelo
espectro de NEXAFS na borda S 1s, o pico principal e mais intenso, abaixo do potencial de ionização do enxofre, é atribuído à
sobreposição de transições eletrônicas para orbitais pi e sigma antiligantes do enxofre. Quanto maior o ângulo de incidência, medido
em relação à superfície, maior a intensidade da transição sigma antiligante, o que sugere que as unidades tiofênicas destes
polímeros estão orientadas preferencialmente no plano molecular paralelo à superfície.
A partir do estudo do processo Auger ressonante, tanto qualitativo como quantitativo, culminando com o cálculo do tempo de
transferência de carga das diversas amostras, foi possível comparar as eficiências de filmes de PT e polibitiofeno (PBT), que
também são empregados como camada ativa em dispositivos fotovoltaicos orgânicos. O tempo de transferência de carga foi
calculado para ambos os polímeros através da razão entre os sinais Auger normal e espectador, usando 1.27 fs como tempo de vida
do buraco da camada S 1s. O filme de PT apresentou valores menores de tempo de transferência de carga quando comparados ao
filme de PBT, principalmente nas energias correspondentes às transições pi e sigma antiligantes. Este comportamento deve estar
associado à orientação molecular do PT, que apresenta uma estrutura mais organizada, acarretando em uma maior eficiência para a
transferência de carga e na reposta do dispositivo.


870 – ESTUDO DE CARNITINA LIVRE EM PACIENTES COM SUSPEITA DE ERROS INATOS DO METABOLISMO


Autor(es): Maria Clara da Costa Simas, Joyce Santos de Carvalho Nunes da Cunha

Orientação: Maria Lúcia Costa de Oliveira, Fernanda Bertão Scalco, Wanise Maria da Souza Cruz

Resumo:
A carnitina livre (L-carnitina) desempenha importante papel no metabolismo energético (transporte de ácidos graxos de cadeia longa
através da membrana interna mitocondrial sob a forma de acilcarnitina) e na remoção de produtos do metabolismo mitocondrial. A
deficiência de L-carnitina pode estar associada a diversas condições patológicas e indivíduos com concentrações plasmáticas
deficientes podem ser tratados através da suplementação com L-carnitina oral. Alguns erros inatos do metabolismo (EIM) causam
deficiência de L-carnitina por defeito no transportador celular (deficiência primária), ou quando associada ao metabolismo de ácidos
orgânicos, aminoácidos, glicídeos entre outros (deficiência secundária). Objetivo: Investigar a deficiência de L-carnitina em indivíduos
com suspeita de EIM e os principais sinais e sintomas clínicos associados. Metodologia: estudo retrospectivo; informações coletadas
do banco de dados do LABEIM/IQ/UFRJ. Foram avaliados formulários de encaminhamento de amostras de 2.508 pacientes com
suspeita clínica de EIM de um período de seis anos; todos aqueles encaminhados para dosagem de L-carnitina foram separados
para coleta de informações. Resultado: 277 amostras foram encaminhadas para dosagem de L-carnitina por método enzimático
espectrofotométrico, destas, 48,7% (n=135) apresentaram valores deficientes quando comparadas com a faixa de referência para
controles normais. Ao tabelar os dados clínicos dos deficientes, foi verificado que os sintomas mais freqüentes foram: convulsões
(55,5%), acidose (30,4%), hipertonia (30,4%), hepatomegalia (28,9%) e anemia (27,4). Nesta amostragem foram diagnosticadas
duas deficiências secundárias (acidúria orgânica e acidemia propiônica) e uma deficiência primária. Conclusões: A deficiência de
L-carnitina pode ser encontrada em pacientes com suspeita de EIM e um conjunto de sintomas foi identificado. Sugere-se a
investigação da L-carnitina na presença destes sintomas uma vez que a deficiência pode ser tratada.


981 – AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA SALINIDADE NA PRODUÇÃO E PROPRIEDADES TENSOATIVAS DE BIOSSURFACTANTES DO TIPO RAMINOLIPÍDEO


Autor(es): Victor Hugo Neves Almeida

Orientação: Luiz Fernando Dias Tavares, Bianca Cruz Neves

Resumo:
Biossurfactantes são compostos com propriedades tensoativas produzidos por micro organismos. Sua grande diversidade estrutural
pode variar em função do micro-organismo produtor e em função da composição do meio e das condições de cultivo. Em função de
suas potenciais vantagens em relação aos surfactantes químicos, biossurfactantes são vastamente utilizados em diversos ramos
industriais. Raminolipídeos são glicolipídeos formados por uma ou duas moléculas de L-raminose ligadas a uma ou duas moléculas
de ácido ?-hidroxialcanóico , sendo produzidos principalmente por Pseudomonas aeruginosa. No entanto, relatos indicam a
produção por outros gêneros, como Burkholderia. A caracterização físico-química de biossurfactantes permite a avaliação das
propriedades tensoativas deste composto, permitindo a prospecção de suas aplicações. Este trabalho tem por objetivo avaliar a
produção de raminolipídeos pelas cepas P. aeruginosa PA1, PAO1 e Bukholderia kururiensis LMM21, assim como o comportamento
de extratos purtificados dos biossurfactantes produzidos nestas cepas, na presença de diferentes concentrações salinas. Para a
avaliação da produção, as cepas foram cultivadas em meio LB contendo concentrações entre 5,0 e 35,0 g/L de NaCl, ao longo de
48h, a 30°C/ 170 rpm. Foi verificado o crescimento celular e a produção de biossurfactantes. Para a caracterização físico-química,
extratos purificados de biossurfactantes foram solubilizados em soluções contendo concentrações de 0 a 140 g/L de NaCl, sendo as
medidas de tensão superficial e interfacial sendo realizadas em tensiômetro, pelo método da gota pendente. Os resultados obtidos
até o momento indicam que o aumento da concentração de NaCl afeta o crescimento dos micro organismos em meio LB. Quando
analisados os extratos purificados, é observada uma melhoria das propriedades tensoativas destes compostos em função do
aumento da salinidade, com redução não somente da tensão superficial como da interfacial. Estes dados indicam que a salinidade
atua significativamente no comportamento dos micro-organismos testados, no que diz respeito ao cultivo em meio LB. No entanto, a
aplicação do surfactante purificado em ambientes com alta salinidade parece ser promissora, o que permite a prospecção para a
utilização destes compostos na indústria petrolífera, por exemplo.


3816 – EFEITO DA SALINIDADE SOBRE O CRESCIMENTO E O TEOR DE LIPÍDEOS NEUTROS


Autor(es): Tayná de Moraes Esteves, Wagner Gomes Pereira

Orientação: Anita Ferreira da Silva, Ricardo Moreira Chaloub

Resumo:
A produção de biocombustíveis a partir da biomassa de microalgas tem se apresentado como uma das opções de utilização
biotecnológica, visto que estes micro-organismos podem apresentar altas taxas de crescimento e sintetizar compostos de interesse
comercial. Algumas espécies apresentam altos teores de lipídios (de 20 a 50% do peso seco) e, além disso, o conteúdo em lipídeos
de algumas microalgas pode ser aumentado significativamente em função do estresse salino, dentre outros. O objetivo principal
deste trabalho consistiu no estudo do efeito do estresse salino sobre o crescimento celular e o teor de lipídeos neutros em Isochrysis
galbana. Assim, determinou-se a taxa específica de crescimento, o rendimento celular final e a produção de lipídeos neutros nesta
microalga em função da salinidade do meio de cultura em células aclimatadas e não aclimatadas a diferentes valores de salinidade.
A microalga foi cultivada a 20°C ± 2°C em meio f/2, sob irradiância de 50??mol fótons?m-2?s-1 e fotoperíodo de 12h. Cada
experimento foi iniciado pela adição de 5 x 104 células/mL em meio de cultura com salinidade compreendida entre 40 e 70?, sendo a
salinidade controle de 35?. Os experimentos foram realizados em duas condições distintas: estresse salino imediato (células não
aclimatadas), resultante da transferência de células cultivadas em salinidade controle (35?) para meio de cultura com salinidade
superior, e estresse salino não imediato, estudado em células previamente aclimatadas a diferentes salinidades antes das análises.
O crescimento celular foi acompanhado diariamente durante dez dias consecutivos através de contagens celulares com o auxílio da
microscopia óptica. Nas duas condições de cultivo estudadas observou-se que o aumento da salinidade de 35 para 70? resultou
numa diminuição, em torno de 60%, do rendimento celular no final do cultivo tanto das células aclimatadas quanto das não
aclimatadas. Nestas mesmas condições, a redução da taxa específica de crescimento foi de cerca de 33% nas células aclimatadas e
não aclimatadas. A análise qualitativa do teor lipídico foi realizada mediante utilização da sonda fluorescente ?Nile Red?, que emite
máximo de fluorescência entre 620 e 630nm ao ligar-se a lipídeos neutros, sob excitação em 480nm. Para que fosse possível a
determinação qualitativa do teor de lipídeos neutros em I. galbana realizou-se previamente a padronização do uso da sonda
fluorescente Nile Red, levando-se em consideração a concentração celular (cels/mL), o tempo de incubação (minutos) e
concentração de Nile red (µg/mL). Utilizando 6×105 cels/mL, 5min e 0,25µg/mL foi possível observar que o aumento da salinidade
resultou num aumento da intensidade de fluorescência sem diferença significativa entre os dois tipos de estresse salino estudados,
demonstrando que o estresse salino promoveu um aumento do teor de lipídeos neutros na microalga marinha Isochrysis galbana.
Financiamento: Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ)


37 – SÍNTESE DE NOVOS 1,4-DISUBSTITUÍDOS-1,2,3-TRIAZÓIS COM POTENCIAL AÇÃO DA INIBIÇÃO DA ALFA-AMILASE PANCREÁTICA.


Autor(es): Michel Vieira Menezes

Orientação: Carlos Roland Kaiser, Sabrina Baptista Ferreira

Resumo:
Certas doenças são responsáveis por uma considerável taxa de morbidade e mortalidade, estimando-se que atinjam um quarto da
população mundial, principalmente em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Dentre estas doenças está a diabete. De
acordo com a American Diabetes Association existem cerca de 6,2 milhões de pessoas não diagnosticadas e cerca de 41 milhões de
pessoas que poderiam ser consideradas pré-diabéticas. É uma doença que vendo merecendo destaque, pois segundo uma projeção
internacional, a população de doentes diabéticos a nível mundial vai aumentar até 2025 em mais de 50%. Os relatos descritos na
literatura e nossos resultados anteriores sobre a utilização de 1,2,3-triazóis glicoconjugados para inibição frente a enzima
?-glicosidase nos motivou. O objetivo deste trabalho é a síntese de duas novas séries de 1,2,3-triazóis com aplicabilidade no
tratamento da diabetes do tipo II e otimização da metodologia da para a síntese dos novos triazóis propostos abrangendo um estudo
da exposição à irradiação por microondas. A série de compostos propostos objetiva a simplificação molecular propostas dos
??D-ribofuranosil triazóis estudados anteriormente [J. Med. Chem.. 2010, 53, 2364] a partir da substituição do grupo glicídico (ribosil)
por fenil substituído (tipo 1) ou benzil, tiofenil e fenol (ou outros análogos contendo um átomo espaçador, separando o anel triazólico
da fenila) (tipo 2) ao mesmo tempo mantendo a inibição de ?-glicosidases. As séries foram propostas a partir dos dados de relação
estrutura-atividade (SAR) anteriormente publicados por nosso grupo onde foi observada a preferência e importância para atividade
antidiabética. Os derivados da série 1 puderam ser obtidos através de uma reação de formação do sal de diazônio de anilinas,
obtidas comercialmente, seguida de uma substituição do grupo diazônio pelo grupo azida. Foi realizada também a obtenção das
azidas através de derivados halogenados, obtidos comercialmente, através da reação de substituição nucleofílica com azida de
sódio em meio aquoso utilizando como fonte de energia o microondas. Na literatura esta substituição nucleofílica é descrita
utilizando-se diferentes tipos de solventes orgânicos e em tempos reacionais longos. Tendo-se as azidas foi realizada a reação de
cicloadição 1,3-dipolar de Huisgen como descrito na literatura entre os derivados azidos e os alcinos terminais, através do sistema
sulfato de cobre (II) e ascorbato de sódio utilizando o microondas e o método térmico convencional para obtenção dos triazóis
propostos em rendimentos de 70-90%. A reação em microondas se apresentou mais limpa e em um tempo bem menor (10min.)
comparado com o método convencional reacional (12-24h). A síntese dos derivados, análogos aos compostos descritos na literatura
com alta atividade, foi realizada em excelentes rendimentos onde o método utilizando microondas se mostrou mais eficiente. Os
compostos sintetizados (tipo 1) tiveram suas estruturas confirmadas por métodos espectroscópicos, tais como infravermelho (IV),
ressonância magnética nuclear de 1H e 13C e foram enviados para análise de sua atividade farmacológica. Concluímos que o
projeto está com um bom andamento e como perspectiva iremos realizar a preparação da segunda família proposta de triazóis.


196 – ESTUDO FOTOQUÍMICO DE DERIVADOS DE DIBENZO[B,I]XANTENOS


Autor(es): Rodolfo Inêz Teixeira, Iago Cerqueira dos Santos

Orientação: Simon John Garden, Nanci Camara de Lucas Garden

Resumo:
Xantenos e seus derivados ocupam uma importante posição entre as famílias de corantes devido as suas propriedades fotoquímicas
e fotofísicas.[1] Em especial, benzoxantenos têm mostrado propriedades terapêuticas e biológicas, tais como anti-bacteriana,
anti-viral, e anti-inflamatória.[2] Outra importante aplicação desta classe é o uso como fotossenssibilizador.[3] Na célula, por
exemplo, o fotossensibilizador ativado pode reagir por transferência de elétrons, ou hidrogênio, (reação do tipo I) ou por transferência
de energia ao oxigênio levando à produção de oxigênio singlete (reação do tipo II). Ambos os caminhos podem levar à morte
celular.[3] Desta forma, o objetivo deste trabalho foi estudar a fotorreatividade de derivados de
dibenzo[b,i]xanteno-5,7,12,14-tetraona (1a, 2a, 3a e 4a) e de dibenzo[b,i]xanteno-5,7,12,14-tetracetico (1b, 2b, 3b e 4b).
Para esses estudos foram empregados os métodos de espectroscopia na região do UV-Visível, fluorescência em estado
estacionário, fosforescência de oxigênio singlete e fotólise por pulso de laser (FLP).
Foram obtidos os espectros de absorção na região do UV-visível dos compostos 1-4a e 1-4b em acetonitrila e clorobenzeno. Foi
observado um efeito hipsocrômico, consistente com um caráter n,pi* da trasição S0->S1.
A análise da fluorescência mostrou emissão para os compostos 1-4b, com máximos entre 350-360nm. Usando esfera de integração
foi possível obter os valores de rendimento quântico de fluorescência(RQf) para 1b (RQf=0,23), 2b (RQf=0,30), 3b (RQf=0,16) e 4b
(RQf=0,25).
O valor do rendimento quântico de formação de oxigênio singlete (RQO) foi determinado a partir da inclinação de gráficos de
intensidade do sinal de fosforescência em 1272nm e comparado com uma solução padrão oticamente equivalente de perinaftenona
(RQo=1,0[4]). Os valores de RQo foram obtidos para 1a (RQo=0,50), 2a (RQo=0,16), 3a (RQo=0,24), 1b (RQo=0,02) e 3b
(RQo=0,03). 1d não mostrou formação de oxigênio singlete, e para 2b e 4b não foi possível obter o RQo devido à baixa intensidade
do sinal.
Experimento de FPL levou a formação de um transiente detectável para 1-3a com máximos de absorção na região de 380nm, que
decai com uma cinética de primeira ordem. Esse transiente é suprimido por oxigênio e beta-caroteno, o que consiste com o estado
excitado triplete. O triplete de 1a foi capaz de reagir com 2-propanol, DABCO, fenol, e éster metílico do N-acetiltriptofano (NATME).
Os experimentos de FPL demonstraram que os tripletes de 1-3a reagem fotoquimicamente por transferência de elétron e abstração
de hidrogênio, assim como podem transferir energia gerando oxigênio singlete. Já os compostos 1-4b são capazes de emitir
fluorescência. Estes resultados indicam que 1-3a pode atuar como fotossensibilizadores.
[1] Neckers D. C, Valdes-Aguilera O. M. Adv. Photochem. 1993, 18, p315
[2] Tisseh, Z. N. et al. Dyes and Pigs. 2008, 79, p273.
[3] Perussi, J. R. Quím. Nova. 2007, 30(4), p988.
[4] Nonell, S., M. Gonzalez, F. R. Trull. Afinidad. 1993, 50, p445.


2314 – OTIMIZAÇÃO DE MÉTODO PARA A DETERMINAÇÃO DE ZINCO EM AMOSTRAS DE FÓRMULAS INFANTIS PELA TÉCNICA DE ESPECTROMETRIA DE ABSORÇÃO ATÔMICA DE ALTA RESOLUÇÃO COM FONTE CONTÍNUA E FORNO DE GRAFITE (HR-CS GF AAS) USANDO A AMOSTRAGEM DIRETA DE SÓLIDOS


Autor(es): Camila de Azevedo Moura, Matheus Melo Mizrahi, Bernardo Ferreira Braz

Orientação: Aline Soares Freire, Ricardo Erthal Santelli

Resumo:
Nas primeiras semanas de vida, o leite materno é o único alimento que supre o recém-nascido com os nutrientes necessários ao seu
desenvolvimento que, em conjunto com fatores biológicos, garantem seu bem estar e saúde, sendo os organismos mais sensíveis às
deficiências de elementos essenciais. A Organização Mundial da Saúde recomenda o leite materno como o único alimento completo
para a manutenção do crescimento e boa nutrição do lactente nos seis primeiros meses de vida. Contudo, devido a uma série de
razões (mercado de trabalho feminino, doenças contagiosas, etc.) a administração de fórmulas infantis pode ser a principal, ou
mesmo a única fonte de alimentação do lactente, tornando sua importância inquestionável na vida dos mesmos e por isso, devem
possuir composição semelhante a ele. Dentre os elementos essenciais necessários ao bebê está o zinco, um elemento essencial
cuja ausência traz malefícios à saúde do indivíduo.
Devido a isto, métodos analíticos têm sido desenvolvidos para a determinação de metais-traço em amostras de leite, e dentre as
técnicas analíticas destaca-se a Espectrometria de Absorção Atômica com Fonte Contínua e de Alta Resolução (HR-CS AAS), uma
renovação da AAS convencional. As características da técnica, que incluem elevada capacidade de correção de fundo, visibilidade
de toda a região espectral na vizinhança da linha analítica e expansão do alcance linear, são especialmente atrativas para o
desenvolvimento de métodos tanto para amostragem líquida quanto para análise direta de sólidos.
Nesse contexto, a amostragem sólida acoplada à HR-CS GF AAS (com forno de grafite) pode trazer benefícios, como: melhores
limites de detecção (não há diluição da amostra); menores riscos de contaminação (não há manipulação das amostras com um
pré-tratamento); uso de pequenas quantidades de amostra (da ordem de sub-mg); poder depender de uma simples calibração com
soluções-padrão aquosas.
Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi o desenvolvimento de um método analítico para a determinação de zinco em amostras de
fórmulas infantis por HR-CS GF AAS utilizando a amostragem direta de sólidos. A validação foi realizada através do uso do material
de referência certificado (CRM) SRM NIST 1549 (Non Fat Milk Powder). Observou-se que a raia mais adequada foi 307,5900 nm,
que foi empregada para as determinações de Zn em soluções-padrão aquosas, no CRM e em amostras. As curvas de pirólise e de
atomização fixaram as temperaturas ótimas em 800 e 1900 ºC, respectivamente, e o resultado da análise do CRM foi obtido através
de curva analítica com 6 soluções-padrão aquosas e foi concordante com o valor apresentado no certificado. Os resultados
apresentados ainda são preliminares, visto que ainda é possível otimizar outros parâmetros (como o uso de modificadores químicos
e a diluição com pó de grafite) e ainda é preciso aplicar às amostras de fórmulas infantis.


725 – ESTUDO DE COMPLEXOS DE INCLUSÃO DE CICLODEXTRINA COM AMINO ÁCIDOS COMO MODELOS PARA COMPOSTOS DO TIPO “HOSPEDEIRO-CONVIDADO”


Autor(es): Octavio Grego Cardoso Junior

Orientação: Luiz Fernando Brum Malta

Resumo:
Entre os sistemas supramoleculares do tipo “hospedeiro-convidado” estudados, aqueles constituídos por ciclodextrinas estão em
maioria. A primeira geração de ciclodextrinas originou três formas, alfa, beta e gama-ciclodextrinas, compostas respectivamente por
seis, sete e oito unidades de D-glicose. A forma hidroxipropilada da ciclodextrina tem sido descrita como ideal para solubilização em
água de substâncias hidrofóbicas e em processos de separação, por exemplo, separação de moléculas quirais. O estudo dos
mecanismos de reconhecimento quiral com ciclodextrinas tem sido desenvolvido empregando amino ácidos como moléculas modelo
para a função de ?convidado?. Alguns amino ácidos, como o L-triptofano e a L-fenilalanina, possuem os requisitos para serem
utilizados na construção destes modelos de interação quiral.
Para caracterização dos complexos em estado sólido, pesou-se o equivalente a 0,18 x 10-3 mols do aminoácido e da ciclodextrina
com posterior mistura destes dois componentes em um almofariz de ágata até a obtenção de uma mistura homogênea. Parte das
misturas mecânicas assim obtidas foram dissolvidas em água destilada. As soluções foram mantidas sob agitação magnética
durante 24h, e o solvente foi evaporado a temperatura ambiente. Todas as amostras obtidas foram analisadas por espectroscopia no
infravermelho. Para caracterização dos complexos em solução, uma solução aquosa estoque 0,2 mol/L de ciclodextrina foi
preparada e a partir de diluições desta, soluções 50, 80, e 100 mmol/L de ciclodextrina foram preparadas mantendo-se a
concentração do amino ácido constante de 5 x 10-3 mol. Tais misturas foram analisadas por espectroscopia eletrônica no
ultravioleta.
O processo de inclusão foi primeiramente avaliado pela espectroscopia eletrônica no UV-vis. Foram monitoradas as bandas relativas
as transições pi ?pi* dos cromóforos indol (270 nm) e benzeno (254 nm) pertencentes, respectivamente ao triptofano e a fenilalanina.
Verificou-se um decréscimo progressivo na absorvância do L-triptofano a medida que se aumentou a concentração de ciclodextrina.
Este tipo de efeito hipocrômico é relatado como característico da inclusão do aminoácido na cavidade da ciclodextrina. De forma
semelhante, o emprego de quantidades crescentes de ciclodextrina também altera a absorvância associada a banda do cromóforo
benzeno na fenilalanina, entretanto de forma menos intensa.
Os espectros de IV permitem verificar que a banda estreita de alta intensidade em 3400 cm-1 relativa ao estiramento da ligação N-H
do triptofano desaparece no espectro do composto de inclusão com triptofano provavelmente sinalizando para a inclusão do
aminoácido. Comparando-se os espectros do triptofano e da mistura mecânica, observa-se a presença das bandas características
do amino ácido, compreendidas entre 1750 e 1250 cm-1 (deformação angular NH3+ , estiramentos COO- e C-C ) e entre 800 e 500
cm-1 (deformação ?out-of-plane? C-H aromático). No espectro do complexo, tais bandas não se fazem presentes, sendo este
identico ao espectro da ciclodextrina. Este resultado confirma a possível inclusão da molécula convidada na cavidade da
ciclodextrina. Para a fenilalanina, verificam-se as mesmas modificações: as bandas relativas a deformação angular do NH3+ e o
estiramento de COO-, então presentes no espectro da mistura mecânica, estão ausentes no espectro do complexo.


2914 – FILMES ELETROATIVOS À BASE DE P3HT E POMA OBTIDOS POR SPINCOATING


Autor(es): Ivo Aquino Lima

Orientação: Paulo Henrique de Souza Picciani, Nadia Maria Comerlato, Ricardo Cunha Michel

Resumo:
O poli (3-hexiltiofeno) (P3HT) é um polímero que tem despertado grande interesse devido às suas propriedades eletroativas,
ópticas e magnéticas. A poli(2-metoxi anilina) (POMA), que é um dos polímeros mais solúveis da família das polianilinas é também
bastante utilizado na construção de dispositivos poliméricos, devidos às suas características elétricas e ópticas sendo que a POMA
pode atuar como uma espécie aceptora de elétrons enquanto o poli (3-hexiltiofeno) (P3HT) é, por sua vez, um doador típico. Desta
forma a obtenção de uma mistura destes materiais em um único filme pode ser de grande interesse.
A síntese do poli(3-hexiltiofeno) (P3HT) foi realizada conforme descrito na literatura[1]. A caracterização do P3HT foi realizada
através dos espectros de UV-VIS e RMN-1H. O espectro de UV-Vis de uma solução em CHCl3 10-5 M apresentou uma banda muito
intensa em 432 nm relativa a transição eletrônica do tipo ?-?*. O espectro de RMN-1H do P3HT mostrou um singleto em 7 ppm
relativos aos prótons aromáticos. Também foram observados dois sinais alargados em 2.8 e 2.5 ppm referentes aos hidrogênios
metilênicos. Estes resultados indicaram que a regioregularidade da cadeia polimérica ( acoplamento cabeça/cauda, HT) é de 68%[1].
A poli (2 – metoxianilina) (POMA)[2] foi obtida a partir da oxidação de o-anisidina, utilizando 1 mol.L-1 de solução de HCl e de
persulfato de amônio como oxidante. O polímero foi obtido na forma de sal condutor de esmeraldina transformado em base de
emeraldina (EB) após tratamento com 0,1 mol L-1 de solução de NH4OH durante 18 horas. O sólido azul escuro típico foi filtrado,
lavado e seco sob vácuo até peso constante.
Os polímeros sintetizados foram usados para obtenção de filmes através da técnica de “spincoatig”, um processo que envolve a
deposição de uma pequena quantidade de um material fluido sobre o centro de um substrato e, em seguida, o substrato gira a alta
velocidade. A aceleração centrípeta irá fazer com o que a resina se espalhe por todo substrato, deixando uma fina película de
material sobre a superfície. Os filmes obtidos foram analisados por microscopia eletrônica de varredura (SEM) e apresentaram boa
homogeneidade.
1)Amou, S., Haba, O., Shirato, K., Hayakawa, T., Ueda, M., Takeuchi, K., Asai, M., Journal of Polymer Science Part A Polymer
Chemistry, 37, 13, 1943, 1998
2)Picciane, P.H.S., Pavinatto, F.J., Comerlato, N.M., Coutinho, G., OliveiraJr, O.N. RSC Advances, 33, 12835, 2012.


1091 – ALVOS PROTÉICOS PARA O CONTROLE DE AEDES AEGYPTI: ESTUDO DA EXPRESSÃO DIFERENCIAL DE PROTEÍNAS BASEADO NOS HÁBITOS ALIMENTARES DOS MOSQUITOS


Autor(es): Sheina Lea Najman

Orientação: Marcia Regina Soares da Silva, Daniele Silva de Oliveira, Ana Claudia do Amaral Melo, Monica Ferreira Moreira

Resumo:
As epidemias recorrentes de dengue tem sido motivo de preocupação para os órgãos de saúde pública no Brasil. O vírus é
transmitido durante o repasto sanguíneo pelas fêmeas do mosquito Aedes aegypti. Assim, o aumento do número de casos da
doença está intimamente relacionado à densidade populacional do mosquito naquela área. O reconhecimento do homem como a
fonte de alimentação de sangue é essencial para a transmissão do vírus. O mosquito reconhece as moléculas exaladas pelo seu
hospedeiro através de um sistema sensorial extremamente especializado. A área que abriga os tecidos responsáveis por este tipo de
reconhecimento é a região cefálica. Por esta razão, é muito importante conhecer todas as moléculas envolvidas no metabolismo
desta espécie. Neste estudo utilizou-se a abordagem proteômica para aumentar o conhecimento sobre a influência da alimentação
sanguínea no metabolismo dos tecidos da região da cabeça de fêmeas de A. aegypti. Com este propósito, o perfil protéico da
cabeça de fêmeas alimentadas exclusivamente com sangue ou açúcar foi investigado. Além disso, o perfil protéico das antenas de
150 fêmeas alimentadas com sague e sacarose, fêmeas alimentadas somente com sacarose e de 150 machos alimentados com
sacarose foram analisadas através de eletroforese unidimensional. Proteínas extraídas da cabeça de 60 fêmeas alimentadas com
sangue e 60 fêmeas alimentadas somente com açúcar foram hidrolisadas com tripsina e os peptídeos analisados em LTQ
XL-Orbitrap. Foi feita a quantificação ?label-free? utilizando a contagem dos espectros (ion counts). A identificação dos perfis MS/MS
foi realizada através do programa Scaffold, usando o banco de dados de proteínas não redundantes de A. aegypti
(www.vectorbase.org). Foram identificadas um total de 447 proteínas utilizando o banco de dados do NCBI
(http://www.ncbi.nlm.nih.gov/), dentre estas, 83 proteínas apresentaram expressão diferencial entre as fêmeas alimentadas com
sangue e açúcar. Através do banco de dados do UniProt (http://www.uniprot.org/) foi possível categorizar estas proteínas em 21
funções biológicas. Um maior número de proteínas superexpressas nas fêmeas alimentadas com sangue foi categorizado nas
funções biológicas de tradução, metabolismo de aminoácidos, metabolismo de ácidos graxos e metabolismo de nucleotídeos,
enquanto as fêmeas alimentadas com sacarose proteínas de citoesqueleto, defesa e atividade neuronal foram as que se
apresentaram em maior quantidade. Os resultados sugerem que a abordagem proteômica pode ser utilizada como uma excelente
ferramenta para a identificação e quantificação da expressão diferencial de proteínas da região cefálica de Aedes aegypti.


1187 – EXPRESSÃO E PURIFICAÇÃO DO DOMÍNIO RRM1-2 EM TANDEM DO REGULADOR PÓS-TRANSCRICIONAL HUR


Autor(es): Ana Cristina Araújo dos Santos

Orientação: Cristiane Dinis Ano Bom, Anderson de Sa Pinheiro

Resumo:
O antígeno R humano (HuR) é uma proteína ubíqua que controla o destino de tradução de diversas proteínas através do
reconhecimento de sequências específicas de RNAm presentes na região 3′ não-traduzida conhecidas como elementos ricos em
adenina e uracila (AREs). A interação da HuR com AREs estabiliza o RNAm e regula positivamente a tradução de citocinas e
mediadores da resposta inflamatória. Esta proteína é composta por três domínios distintos conhecidos como RRM1, RRM2 e RRM3.
Os domínios RRM1-2 estão dispostos em tandem e são responsáveis pela ligação específica ao RNAm. O presente trabalho tem
como objetivo expressar e purificar o domínio RRM1-2 da HuR, a fim de possibilitar a sua caracterização estrutural e dinâmica por
Ressonância Magnética Nuclear. A sequência de DNA referente ao domínio RRM1-2 da HuR foi clonada no vetor de expressão
RP1B fusionada a uma cauda de purificação de seis histidinas. Células de E. coli BL21(DE3) foram transformadas com o plasmídeo
recombinante RP1B-His6-RRM1-2. A cultura bacteriana foi crescida a 37oC até densidade ótica de 0,6. A indução da expressão da
proteína recombinante foi realizada a 18oC através da adição de isopropil-beta-D-tiogalactopiranosídeo (IPTG) 1 mM ao meio de
cultura. A expressão do domínio His6-RRM1-2 foi avaliada por eletroforese em gel de poliacrilamida sob condições desnaturantes
(SDS PAGE), que mostrou o aparecimento de uma banda proteica de aproximadamente 23 kDa correspondente à proteína de
interesse. Para avaliar a solubilidade da proteína expressa, as culturas bacterianas foram lisadas e centrifugadas e as frações
correspondentes ao sobrenadante e ao precipitado foram analisadas por SDS PAGE. O gel de eletroforese revelou uma banda
correspondente ao domínio RRM1-2 na amostras de sobrenadante do lisado celular, sugerindo que este domínio foi expresso de
forma solúvel. A proteína foi purificada por cromatografia de afinidade a níquel onde o sobrenadante contendo a proteína solúvel foi
aplicado em uma coluna cromatográfica. A amostra foi eluída através de um gradiente linear de imidazol que variou de 50 a 500 mM.
As frações correspondentes aos picos de eluição foram avaliadas por SDS PAGE e o resultado do gel de eletroforese revelou uma
banda com massa molecular de 23 kDa , referente ao domínio His6-RRM1-2. Em seguida, a cauda de His6 foi removida da proteína
de interesse por incubação com a protease TEV e o domínio RRM1-2 foi purificado por cromatografia de exclusão molecular. Os
resultados mostram que a estratégia aplicada permitiu a expressão solúvel e a purificação do domínio RRM1-2 da HuR. Esta
amostra de proteína será utilizada em estudos estruturais futuros, a fim de elucidar as bases moleculares do reconhecimento
específico de RNAm mediado por este regulador pós-transcricional.


3949 – HIDRÓLISE ENZIMÁTICA DA MICROALGA CHLORELLA PYRENOIDOSA PRÉ-TRATADA EM MOINHO DE BOLAS


Autor(es): Maria Fernanda dos Santos Mota

Orientação: Suely Pereira Freitas, Marcella Fernandes de Souza, Elba Pinto da Silva Bon, Marcoaurelio Almenara Rodrigues

Resumo:
As microalgas são utilizadas para diversos fins comerciais, como suplementos alimentares, fármacos e produção de
biocombustíveis, devido à sua composição química diversificada, podendo ser boas fontes de lipídios, carboidratos, proteínas,
pigmentos e carotenoides, dependendo da espécie. A hidrólise enzimática tem sido demonstrada como um bom método para
obtenção de açúcares redutores e pode ser utilizada como uma etapa preliminar na obtenção de compostos de interesse a partir da
biomassa algal. No entanto, devido ao alto custo das enzimas, uma etapa de pré-tratamento pode ser necessária para aumentar os
rendimentos de hidrólise e, consequentemente, a viabilidade do processo. Nesse trabalho, Chlorella pyrenoidosa, uma alga marinha
oleaginosa que apresenta parede celular rica em carboidratos, foi submetida à hidrólise enzimática usando celulases fúngicas e
enzimas acessórias para produzir açúcares monoméricos que podem ser usados como matéria-prima renovável em uma plataforma
de biorrefinaria. Foram realizados experimentos utilizando os sobrenadantes de cultura individuais de Trichoderma reesei RUT C30 e
Aspergllus awamori bem como misturas de ambos com diferentes proporções de ?-glicosidase e FPase (BGU:FPU de 20, 30 e 40).
Os experimentos foram conduzidos a 50°C, 200 rpm e pH 4,8 com 50g/L de biomassa (dw). A biomassa algal foi submetida à
hidrólise em sua forma ?in natura? e após tratamento em moinho de bola. A caracterização da biomassa da alga, por hidrólise ácida,
revelou um total de 23% de carboidratos, sendo 8% glucana, 7% manana e contendo menores quantidades de galactose e
arabinose, porém sem presença de xilose. Todos os preparados enzimáticos apresentaram rendimentos em glicose próximos de
65% e 94% após 6h e 48h, respectivamente, para a biomassa tratada em moinho de bola. Entretanto, nos experimentos com o
material não tratado, o rendimento máximo foi de 31,6% de glicose em 48h utilizando a mistura de T. reesei-A.awamori.
Curiosamente, o uso exclusivo da preparação enzimática de A. awamori, que carece de exoglucanases, foi eficiente para a hidrólise
da biomassa de Chlorella pyrenoidosa, demonstrando que esta atividade não é necessária à sacarificação de sua parede celular. Os
baixos rendimentos em manose e galactose ( 5% e 35%, respectivamente) após 48h de hidrólise enzimática da biomassa tratada em
moinho de bolas indicam uma deficiência em enzimas que atuem na galactomanana presente na parede celular. Esses resultados
demonstram que a microalga tratada em moinho de bolas é um substrato adequado para a hidrólise enzimática, porém estudos
sobre a hidrólise do galactomanana são necessários para aumentar a eficiência do processo.


238 – PROSPECÇÃO TECNOLÓGICA DO CARBONATO DE GLICERINA


Autor(es): Luciana da Cruz Machado

Orientação: Leonardo Peçanha Ozorio, Claudio Jose de Araujo Mota

Resumo:
O biodiesel é uma das principais fontes de energia renovável e uma boa alternativa aos combustíveis fósseis. Em geral, são obtidos
através do tratamento de óleos vegetais com metanol ou etanol pela ação de um catalisador. Este biocombustível é constituído de
ésteres metílicos ou etílicos dos ácidos graxos e para cada 100m3 de glicerol. Para esta rota, forma-se aproximadamente 10 m3 o
pleno sucesso do Programa Brasileiro de Tecnologia e Uso do Biodiesel se faz necessário que encontre soluções economicamente
viáveis para a glicerina produzida, de forma a se fechar o ciclo produtivo e obter-se o máximo de aproveitamento.
A produção de biocombustíveis contribui para a redução das emissões deste gás. Logo, a captura e conversão química do dióxido
de carbono são extremamente desejadas na produção do carbonato de glicerina. Uma vez que este é um dos principais gases do
efeito estufa gerado pela queima de combustíveis fósseis.
Este produto possui diversas aplicações. Este é utilizado como solvente não tóxico para indústrias de cosméticos e tintas; também,
como monômero no preparo de poliésteres, policarbonatos; como aditivo na emulsificação na indústria de cosméticos; e
intermediário químico no preparo de surfactantes, lubrificantes e glicidol.
Portanto, o objetivo deste trabalho é realizar a prospecção tecnológica do carbonato de glicerina, através de patentes e artigos.
Sendo possível a partir dessa pesquisa, a observação das rotas de produção; as atividades dos catalisadores heterogêneos; e
avaliação de mercado.


285 – ESTUDOS VISANDO A OTIMIZAÇÃO DA REAÇÃO DE HECK ENTRE HALOCOMPOSTOS E ENOLÉTERES


Autor(es): Ana Gabriela De Almeida Silva

Orientação: Joaquim Fernando Mendes da Silva

Resumo:
A dengue constitui-se em sério problema de saúde pública no mundo, especialmente nos lugares onde as condições ambientais
favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito. A principal forma de controle da doença é o combate ao vetor, que é
feita através de inseticidas. Entretanto, como o mosquito já apresenta resistência a inseticidas, novas estratégias são necessárias
para controle e prevenção da doença.
Como a fêmea utiliza a olfação para depositar seus ovos em locais em que eles possam se desenvolver, utilizar quimioatratores
ligados a estes estímulos, a fim de que a fêmea deposite seus ovos onde estes compostos se façam presentes, levando à
inutilização dos ovos, pode ser uma alternativa.
Na literatura já foram descritos quimioatratores que podem ser utilizados na armadilha contra o mosquito. São eles: enicosano,
1-octen-3-ol e 6-metil-5-hepten-2-ona. Eles já existem no mercado, mas apresentam um custo elevado, sendo a síntese destes
compostos uma solução.
No nosso projeto, a síntese desses quimioatratores baseia-se na reação de Heck, que utiliza como catalisador uma fonte de paládio
que pode ser separado e reciclado e, além disso, usa substratos de baixo custo.
Foram realizadas até o momento seis reações para se estudar as condições ideais para esta síntese. As reações foram feitas em
aquecimento em reator de micro-ondas durante duas horas, tomando-se alíquotas de 50?l a cada trinta minutos. Para análise e
identificação das amostras utilizou-se espectrometria de massas acoplada à cromatografia gasosa.
As quatro primeira reações foram feitas com Iodobenzo e 2-(trimetilsiloxi)propeno como substratos para originar fenilpropan-2-ona,
utilizando acetato de paládio como catalisador.Ao longo dessas reações, foram modificados o solvente, a base e a temperatura para
se chegar ao produto esperado. Porém, a partir da análise dos espectros e cromotogramas, percebeu-se que, mesmo modificando
as condições, as reações não originaram o produto esperado. Chegou-se à conclusão de que isso poderia ter ocorrido porque o
2-(trimetilsiloxi)propeno evaporava nas condições do reator d emicro-ondas e ele foi substituído por então por vinilbutiléter.
As duas reações seguintes foram feitas utilizando-se Iodobenzeno e vinilbutiléter como substratos, PPh3, DMF, Diisopropiletilamina,
aquecimento a 100°C, e modificou-se, apenas a fonte de paládio entre elas: uma utilizou acetato de paládio e a outra paládio
nanoencapsulado. A partir dos resultados, foi constatado que em ambas as reações houve formação de dois produtos, que por
análise por CG-EM são isômeros do produto de acoplamento C-C esperado. A otimização das condições reacionais prosseguirá ao
longo dos próximos meses do projeto.


2418 – DETERMINAÇÃO DE COBRE, FERRO, ZINCO, MANGANÊS E MAGNÉSIO EM HORTALIÇAS UTILIZANDO A METODOLOGIA DA EXTRAÇÃO SEQUENCIAL.


Autor(es): Natalia Rodrigues Mantuano

Orientação: Iracema Takase, Édira Castello Branco de Andrade Gonçalves

Resumo:
A técnica de especiação dos metais determina a concentração das formas físico-químicas individuais dos elementos que, em
conjunto, constituem a concentração total dos mesmos na amostra e possibilita a obtenção de novos dados para prever sua
absorção. Para a especiação em amostras sólidas, inicialmente deve ser aplicado um método de extração, que pode ser seletivo ou
sequencial. A extração sequencial consiste no uso de uma série de extratores com naturezas químicas distintas que são aplicados
de forma progressiva, de forma a obter espécies químicas com diferentes biodisponibilidades. São poucos os estudos relacionados à
especiação química nos alimentos. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar o teor de cobre, ferro, zinco, manganês e
magnésio em farinhas de hortaliça utilizando diferentes extratores. Foi preparada farinha das hortaliças inhame, cenoura, alface,
abobrinha e rúcula. A extração sequencial das amostras de farinha foi realizada com aplicação dos seguintes extratores: (I) /cloreto
de cálcio 1molL-1; (II) ácido acético 0, 1molL-1 / acetato de amônio 5% pH =5,0; (III) ácido acético 0,5molL-1; (IV) ácido clorídrico
0,5molL-1. Observou-se que, em media, das amostras apresentaram teores totais de cobre, ferro, manganês, magnésio e zinco
respectivamente, em mg/L, abobrinha(0,304; 1,943; 1,602; 1,830 e 2,075), cenoura(0,246; 0,361; 0,212; 1,749 e 0,705);
inhame(0,244; 1,125; 0,279; 1,704 e 0,792) e rúcula(0,220; 0,150; 0,797;1,730 e 0,415) e sendo a melhor eficiência nos extratores I e
II . Os resultados obtidos foram compatíveis com os encontrados em outras investigações.
Palavras-chave: Especiação química, Biodisponibilidade, Extração sequencial, Farinhas de fruta e hortaliça.


1305 – INFLUÊNCIA DA CONCENTRAÇÃO DO METAL NA OBTENÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE NÍQUEL


Autor(es): Roger de Souza Correa

Orientação: Marta Eloisa Medeiros, Francisco Manoel dos Santos Garrido

Resumo:
Como alternativa a produção de energia a partir de combustíveis fósseis não renováveis, as células a combustível têm se mostrado
uma possibilidade bastante promissora de obtenção de energia renovável e limpa. Diversas pesquisas têm sido conduzidas para o
desenvolvimento de materiais que aumentem a eficiência de eletrocatalizadores de células a combustível, sendo um desses
materiais as nanopartículas de metais de transição.
O objetivo de tal trabalho é aprimorar a metodologia de obtenção de nanopartículas de níquel desenvolvida em estudos anteriores,
averiguando a influência da concentração do sal metálico nos parâmetros se síntese.
A síntese foi realizada para diferentes concentrações de metais (0,0100 mol/L, 0,0250 mol/L, 0,0500 mol/L, 0,0750 mol/L e 0,0900
mol/L), utilizando como percursor NiCl2x6H2O, como agente redutor- NaBH4 e como surfactante o Triton X-100; as proporções
utilizadas entre o sal metálico e agente redutor foi de 1:10 e a proporção entre sal metálico e surfactante de 1:2,5. Os produtos
obtidos foram caracterizados pelas técnicas de espectroscopia vibracional na região do infravermelho e difratometria de raios-X.
Segundo os resultados das análises de espectroscopia de infravermelho, todos os produtos apresentaram uma banda larga centrada
em 3430 cm-1, característico do estiramento axial relacionados aos íons hidroxila interplanares do alfa-Ni(OH)2 ligado as moléculas
de água adsorvidas; indicando a co-formação da espécie de hidróxido em todas as sínteses. Entretanto, esta banda é menos intensa
na síntese referente a concentração de sal metálico igual a 0,0250 mol/L. Analisando-se então os difratogramas referentes a cada
produto, é possível observar que houve formação de Ni metálico e hidróxido de níquel, com formação preferencial de partículas de
níquel na síntese em que se usa concentração inicial do metal igual a 0,0250 e 0,075 mol/L, pois o pico referente ao níquel metálico
(2teta =45 graus) é o mais acentuado de todo difratograma. O difratograma dos produtos obtidos nas outras sínteses apresentam
picos referentes a fase ?-Ni(OH)2 bem mais significativos do que a fase de níquel metálico.
Deste modo pelos parâmetros estabelecidos na metodologia seguida, a concentração de sal metálico que apresentou melhor
condição na produção das nanopartículas de níquel foi a de 0,02500 mol/L.


3509 – INFLUÊNCIA DO PH NO COMPORTAMENTO ELETRÓDICO DA UREIA


Autor(es): Raíssa Carvalho Martins, Milton Souza Gomes

Orientação: Priscila Tamiasso-Martinhon, Rene Pfeifer, Celia Regina Souza da Silva

Resumo:
O objetivo deste trabalho consiste em investigar a influência do pH no comportamento eletródico da ureia, tendo por base os valores
de pH que correspondem à primeira urina do dia de indivíduos sadios.
A ureia, principal produto terminal do metabolismo proteico dos mamíferos, está presente em abundância na urina, que por sua vez é
uma matriz biológica importante. Apesar da relevância do estudo, teórico e experimental, das propriedades eletroquímicas da ureia,
a maioria dos trabalhos realizados tem sido dedicada ao desenvolvimento de biossensores para a sua determinação.
Neste trabalho foram realizadas voltametrias cíclicas (VC) empregando um potenciostato/galvanostato AUTOLAB PGSTAT 128N da
Metrohm, controlado pela interface Nova 1.8, e uma célula eletroquímica de três eletrodos. Os eletrodos de trabalho utilizados foram
platina e carbono vítreo. O eletrodo de calomelano foi a referência empregada e o contra-eletrodo foi uma rede de platina. As
medidas foram realizadas em diferentes tampões pHs de 4,0 a 7,5 e diferentes velocidades de varredura. A concentração máxima de
ureia empregada foi de 2.10-3mol.L-1 e a mínima de 4.10-4mol.L-1. O sistema foi desaerado com N2.
Os resultados obtidos nas diferentes faixas de pH para o eletrodo de trabalho de platina, apresentaram, na região anódica, os picos
referentes a oxidações irreversíveis da ureia em 932 mV e do hidrogênio em -457 mV. Já na região catódica, foram observados os
picos de redução irreversível do óxido de Platina (PT-O), em 123 mV, e adsorção irreversível de hidrogênio, em -712 mV.
Nos experimentos utilizando o eletrodo de carbono vítreo, não foi observada o pico de redução irreversível do hidrogênio, se
comparado aos resultados obtidos com o eletrodo de platina. Os resultados obtidos com os tampões de diidrogenofosfato de
potássio e hidróxido de sódio (pHs 6,0 a 7,5) não apresentaram sinais de eletroatividade da ureia com os eletrodos de platina e
carbono vítreo.
As soluções tampão na presença de ureia apresentam maior eletroatividade em pH 5,5 (tampão de biftalato de potássio e hidróxido
de sódio). As medidas com o eletrodo de carbono vítreo em tampão de acetato de sódio e ácido acético foram realizadas a fim de
verificar a influência do tampão neste pH 5,5 durante a voltametria cíclica da ureia. Observou-se que não há efeito de tampão na
eletroatividade da ureia.
Já as medidas com eletrodo de platina e com eletrodo de carbono vítreo, ambas em pH 5,5 mostram uma interferência significativa
da ureia no processo eletroquímico e esse resultado mostra a importância do estudo em diferentes sistemas. Para descrever
adequadamente os processos cinéticos do sistema é necessário associar técnicas de superfície e outras técnicas eletroquímicas,
que possam descrever os processos de adsorção observados.


1100 – CARACTERIZAÇÃO DAS PROTEÍNAS SOLÚVEIS ENVOLVIDAS NA OLFAÇÃO DE RHODNIUS PROLIXUS


Autor(es): Pedro Assunçao de Abreu

Orientação: Marcia Regina Soares da Silva, Daniele Silva de Oliveira, Ana Claudia do Amaral Melo, Monica Ferreira Moreira

Resumo:
A doença de Chagas é uma zoonose causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e é transmitida ao homem por insetos da família
Reduviidae, como o Rhodnius prolixus. Anualmente são registrados 18 milhões de casos na America Latina. A forma mais eficiente
de controle desta doença é o combate ao inseto vetor. Atualmente buscam-se formas alternativas de controle, com menor aplicação
de inseticidas. Neste contexto, estudar biomoléculas envolvidas na busca e localização dos hospedeiros tornou-se um desafio. Um
ponto chave neste processo é o sistema olfativo. Nos insetos a olfação ocorre nas sensilas, encontradas nas antenas. Várias
proteínas estão envolvidas no processamento da informação olfativa, dentre as quais se destacam as proteínas quimiosensorias
(OBPs e CSPs) que transportam moléculas de odor através da hemolinfa sensilar até os receptores olfativos, os quais são
responsáveis pela interpretação do sinal. Este estudo teve como objetivo descrever o mapa proteômico das antenas de adultos de
ambos os sexos de R. prolixus visando identificar possíveis alvos para o controle. As antenas de fêmeas (AF) e machos (AM) foram
dissecadas e, em seguida, as proteínas foram extraídas com tampão Hepes 25mM com inibidor de proteases. As proteínas foram
quantificadas pelo método de Bradford e submetidas a eletroforese em gel 2D. Os géis foram corados e as proteínas hidrolizadas
com tripsina. Em seguida os peptídeos foram submetidos à espectrometria de massa em LTQ Velos Orbitrap e Nano LC-MS/MS. A
identificação das proteínas foi feita pelo programa Mascot v2.3.02 usando o banco de proteínas de R. prolixus (www.vectorbase.org),
seguido da busca por proteínas homologas via BLASTp- NCBI. A anotação das funções foi realizada utilizando-se o banco de dados
UniProtKB, as sequências foram mapeadas e classificadas de acordo com a classificação do Gene Ontology (GO). A análise
filogenética foi executada no software Mega 6. Foram identificadas 858 proteínas, sendo 181 exclusivas de AM, 316 exclusivas de
AF e 361 comuns a ambos os sexos. Estas proteínas foram classificadas em diferentes funções biológicas: 25% metabolismo basal,
17% transdução de sinal, 15% proteínas estruturais, 23% envolvidas em funções gerais, 8% relacionadas com defesa e 11% com
função desconhecida. Proteínas envolvidas diretamente com a olfação também foram identificadas: 17 OBPs e 6 CSPs, sendo 1
OBP e 1 CSP expressas especificamente em AF. Os resultados obtidos são de extrema relevância, pois dão uma visão abrangente
a respeito das proteínas presentes nas antenas de R. prolixus e envolvidas no processo olfativo. Este estudo servirá como base para
outros trabalhos que envolvam, por exemplo, o silenciamento gênico o que permitirá encontrar alvos protéicos que possam ser
usados para o controle da população deste vetor.


1268 – ESTRATÉGIAS RACIONAIS DE EXPRESSÃO SOLÚVEL DO INIBIDOR DE QUORUM SENSING QTEE DE PSEUDOMONAS AERUGINOSA


Autor(es): Bruna Filippo Passos

Orientação: Cristiane Dinis Ano Bom, Anderson de Sa Pinheiro, Carolina Lixa

Resumo:
Pseudomonas aeruginosa é o patógeno responsável por até 60% dos óbitos causados por infecções hospitalares no Brasil. A maior
susceptibilidade de pacientes internados a infecções oportunistas por este micro-organismo, somada ao surgimento de bactérias
multirresistentes, ressaltam a importância de estudos sobre seus mecanismos de patogenicidade. A produção de fatores de
virulência e a formação de biofilme por P. aeruginosa são processos regulados pelo mecanismo de sinalização celular denominado
quorum sensing (QS). Recentemente, reguladores de QS capazes de bloquear a expressão gênica foram descritos em P.
aeruginosa. Dentre eles, o inibidor QteE (quorum-sensing threshold expression element), que não apresenta grau apreciável de
similaridade de sequência de aminoácidos com nenhuma outra proteína conhecida. Até o presente momento, nenhuma informação
estrutural acerca desta proteína consta da literatura. Por esta razão, o presente projeto visa determinar a estrutura tridimensional do
inibidor QteE por Ressonânica Magnética Nuclear. Para tal, a sequência gênica que codifica o inibidor QteE foi amplificada a partir
do DNA genômico de P. aeruginosa e clonada nos vetores de expressão bacterianos RP1B, que codifica uma cauda N-terminal de
seis histidinas (His6) seguida de um sítio de clivagem para a protease TEV, e pETM30-GST e pETM30-MBP, que codificam uma
cauda His6 seguida das respectivas proteínas glutationa-S-tansferase (GST) e proteína ligadora de maltose (MBP) e um sítio para
TEV. As construções do inibidor QteE foram transformadas em células de E. coli BL21 DE3 e expressas tanto a 37ºC quanto a 18oC.
Entretanto, em todas as condições testadas, as construções de QteE mostraram expressão insolúvel. A proteína QteE possui cinco
resíduos de cisteína em sua sequência primária, sendo quatro delas preditas de formarem pontes de dissulfeto. A má-formação das
pontes de dissulfeto poderia estar impedindo o enovelamento correto da proteína e acarretando a sua expressão insolúvel. Sendo
assim, na tentativa de aumentar os níveis de expressão solúvel, as construções do inibidor QteE foram transformadas nas cepas de
E . coli Origami 2 DE3, que é deficiente para o gene que codifica a enzima tioredoxina redutase, e Roseta 2 DE3, que expressa
tRNAs para códons raros em E. coli. Além disso, as construções do inibidor QteE foram clonadas em um plasmídeo contendo uma
sequência de endereçamento para o espeço periplásmico, que é sabidamente menos redutor que o citoplasma bacteriano. Estas
estratégias estão sendo utilizadas como alternativas para a obtenção de uma amostra de proteína solúvel e purificada que possa ser
utilizada futuramente para a realização dos estudos estruturais. A estrutura tridimensional do inibidor QteE possibilitará o
entendimento do mecanismo pelo qual esta proteína desempenha a sua função inibitória, viabilizando assim a proposição de novas
estratégias de inibição do mecanismo de QS.


4161 – REMOÇÃO DE MATÉRIA ORGÂNICA E NITROGÊNIO AMONIACAL EM SISTEMAS DE LODO GRANULAR AERÓBIO


Autor(es): Jessica Milagre Jorge

Orientação: João Paulo Bassin, Doralice Chagas Tavares, Marcia Walquiria de Carvalho Dezotti

Resumo:
O lançamento de efluentes no meio aquático acarreta em danos ambientais significantes. Entre esses danos, podemos citar,
aumento do consumo de oxigênio dissolvido, aumento da mortalidade de espécies aquáticas e surgimento de doenças patogênicas.
Sistemas convencionais de tratamento de esgoto visam, principalmente, à remoção de matéria orgânica, entretanto, efluentes
desses sistemas apresentam concentrações de nitrogênio e fósforo próximas às do esgoto bruto. De forma a minimizar os impactos
ambientais devido ao lançamento inadequado de esgotos domésticos busca-se alternativas adequadas e eficientes para o
tratamento do mesmo (AKABOCI, 2013).
O presente trabalho teve como objetivo estudar a remoção de matéria orgânica e nitrogênio amoniacal em efluentes sintéticos, por
meio de um sistema de lodo granular.
Para analisar quantitativamente a remoção dos mesmos, foram coletadas duas amostras por semana, sendo essas ao fim do
período de alimentação (t60) e de aeração (t80). Empregou-se o método de determinação de demanda química de oxigênio (DQO)
para determinar a remoção de matéria orgânica e ensaio de Nessler para determinar a remoção de nitrogênio amoniacal.
A concentração média de matéria orgânica, na entrada do reator é de 396,89 mg/L, ao fim do processo de alimentação esse valor é
reduzido a 207,63 mg/L, enquanto ao fim do processo completo é de 44,77 mg/L. A concentração média de nitrogênio amoniacal na
entrada do sistema é de 42,15 mg/L, enquanto ao fim do processo de alimentação é de 33,40 mg/L , já ao fim do processo de
aeração é de 27,59 mg/L.
Tendo em vista os resultados acima apresentados, podemos concluir que está havendo tanto a remoção da matéria orgânica quanto
de nitrogênio amoniacal.


2561 – PROCESSAMENTO DE PLACAS DE CIRCUITO IMPRESSO (PCI) EM MEIO CONTENDO HF


Autor(es): Felipe Reis Bernardes, Roger de Souza Correa

Orientação: Julio Carlos Afonso

Resumo:
O presente trabalho visou ao processamento de placas de circuito impresso (PCI) de equipamentos eletroeletrônicos (EEE) de
pequeno porte (como celulares e MP3) por meio de rotas compostas por uma etapa prévia de tratamento da placa com solução de
NaOH 6 mol L-1 (60ºC, 1-4 h, 4 mL g-1 placa), seguido de lixiviação da placa com solução contendo HF 10 mol L-1 e concentrações
variáveis de H2O2 (0 – 5 mol L-1) (4 mL g-1 placa). As placas não foram pré-moídas. Foram investigados o efeito da temperatura e
do tempo. Em todos os casos, procedeu-se à filtração dos resíduos insolúveis. A lixiviação alcalina removeu a capa de verniz
protetora sem praticamente atacar os metais, desempenhando assim o mesmo papel da moagem prévia das placas. Isso facilita o
ataque dos reagentes químicos na etapa subsequente. Em cerca de 2 h a 35-40 oC, a mistura HF 10 mol L-1 + H2O2 5 mol L-1
dissolveu quase totalmente cobre e elementos menos nobres que o hidrogênio na série de potenciais, obtendo-se um concentrado
(resíduo insolúvel) rico em metais nobres (ouro, prata, paládio, platina). Da solução fluorídrica se pode extrair o cobre seletivamente
com ácido (bis)2-etil-hexilfosfórico (D2EHPA) (10% vol. em querosene). É possível ainda separar dessa solução níquel e zinco. A
solução final pode ser neutralizada com NaOH ou NH3aq., obtendo-se fluoreto de sódio ou de amônio após evaporação lenta de 2/3
do volume inicial da solução seguido de resfriamento a 0 oC.
As vantagens da rota hidrometalúrgica descrita neste trabalho aplicadas a PCI de pequeno tamanho são: a) evitar a moagem prévia
das mesmas, e b) a separação praticamente total e imediata dos elementos de maior valor agregado dos demais componentes das
placas, facilitando o isolamento dos primeiros. Contudo, a aplicação deste processo a PCI de maior tamanho (como placas-mãe de
computadores) ainda é um desafio devido ao tamanho e à heterogeneidade das mesmas. Na qualidade de um material
multicomponente, a PCI é um exemplo da necessidade de conceber uma geração de um produto mais facilmente reciclável após o
fim de sua vida útil.


1318 – MÉTODO ELETROANALÍTICO PARA A QUANTIFICAÇÃO DE MORFOLINA UTILIZANDO ELETRODO IMPRESSO DE CARBONO COM DETECÇÃO AMPEROMÉTRICA ACOPLADA A FIA.


Autor(es): José Maurício Aldighieri Grigorovski Júnior, Cyrus Veiga Andriolo

Orientação: Eliane D’ Elia

Resumo:
Resumo JIC
O trabalho consiste no desenvolvimento de um método eletroanalítico para a quantificação de morfolina utilizando eletrodo impresso
de carbono com detecção amperométrica acoplada a FIA. O eletrodo impresso descartável utilizado (DropSens) é constituído por
três eletrodos: eletrodo de carbono como eletrodo de trabalho, prata como referência e outro de carbono como auxiliar.
Nas detecções amperométricas acopladas ao sistema FIA dois parâmetros são muito importantes: o fluxo e o potencial aplicado. Por
conta disso, um estudo foi realizado para se determinar qual o fluxo e potencial que apresenta a melhor resposta de corrente.
Para determinar o melhor fluxo na bomba peristáltica, Injeções, em triplicata de 30 µL de um padrão de morfolina a 70 mg L-1 foram
feitas no sistema FIA, utilizando eletrodo impresso de carbono e uma solução aquosa de KCl 0,1 mol L-1 como fluido carreador.
Pode-se observar, na analise dos dados, que o fluxo que apresenta a melhor resposta é a o fluxo de 1,5 mL min-1.
Para determinar o melhor potencial, um voltamograma hidrodinâmico foi realizado. Para tal, utilizou-se um padrão de morfolina a 70
mg L-1 e injetou-se em quadruplicata a diferentes potencias (0,7, 0,8, 0,9, 0,95, 0,975, 1,0, 1,025, 1,05, 1,075 e 1,1 V). Analisando o
fiagrama obtido, pode-se observar que nos potenciais 0,975, 1,0 e 1,025 V as correntes de pico ficaram muito próximas. Porém, o
que apresentou maior relação entre a corrente de pico e a de fundo foi 1,0 V, sendo assim este valor foi adotado no desenvolvimento
do método para a quantificação de morfolina.
Realizou-se então um estudo para determinar se os picos de morfolina são reprodutivos e se é linear a resposta da corrente com a
concentração.
Para observar a reprodutibilidade da medida, adicionou-se 10 vezes o padrão de morfolina a 20 e 120 mg L-1 com a vazão da
bomba de 1,5 mL min-1, utilizando o eletrodo impresso de carbono a 1,0 V e uma solução 0,1 mol L-1 de KCl como fluido carreador.
Pelo fiagrama foi possível observar que a medida é reprodutível com desvio padrão relativo de 6,6% e 3,9% para 20 e 120 mg L-1,
respectivamente. A linearidade foi vista injetando os padrões 20, 40, 60, 80, 100, 120 mg L-1 no sistema em fluxo (FIA).
Tendo estabelecido as melhores condições de analise, aplicou-se o método em diversas amostras, em especial o R227, inibidor de
corrosão comercial. Este inibidor (como os demais analisados) é à base de morfolina, molécula orgânica que adere à superfície do
duto.


380 – CLORAÇÃO E BROMAÇÃO DE ARILUREIAS COM USO DE ÁCIDOS TRIALO-ISOCIANÚRICOS


Autor(es): Bruno Bittar Simões Costa

Orientação: Lucia Cruz de Sequeira Aguiar, Marcio Contrucci Saraiva de Mattos

Resumo:
Arilureias bromadas ou cloradas no anel são possuidoras de diversas atividades biológicas (Bioorganic and Medicinal Chemistry
Letters, 14 (2004) 5569-5572), além de serem empregadas como substratos em reações de acoplamento, visando a síntese de
moléculas mais complexas. Recentemente, desenvolvemos uma metodologia que permite a preparação de arilureias iodadas ou
não, dependendo das condições reacionais empregadas. Entretanto, é também do nosso interesse a obtenção de arilureias
bromadas ou cloradas no anel. Dessa forma, o objetivo do presente estudo consiste em estudar a preparação de novas ureias
halogenadas a partir do uso de ácidos trialo-isocianúricos (TCCA e TBCA). Trabalhamos na maior parte do tempo com a
butil-fenilureia 2a, como substrato modelo. A escolha desse composto se baseou na necessidade de estudar reações mais simples
para o entendimento do mecanismo da reação de arilureias frente ao ácido tricloro-isocianúrico (TCCA), assim como do
estabelecimento das condições reacionais ideais. A uréia 2a, assim como as demais ureias utilizadas nesse projeto, foi preparada a
partir da reação da sua respectiva tioureia 1a com uso de solução aquosa de KICl2, segundo condições reacionais já estabelecidas
em nosso laboratório (Tetrahedron Letters, 2013, 54, 936-940 e Letters in Organic Chemistry, 2011, 8, 540). A primeira reação da
ureia 2a com e TCCA como reagente, resultou numa mistura de produtos de difícil separação, posteriormente caracterizados por
espectro de RMN 1H, revelando ser a mistura das ureias monocloradas nas posições orto e para, além da ureia biclorada nas
posições orto e para. Em condições menos enérgicas, com menos tempo de reação, foi possível obter apenas dois produtos na
reação, separados por cromatografia em placa preparativa, caracterizados como sendo as ureias monocloradas nas posições orto e
para. A mesma reação com a butil-benzilureia 2b como substrato e o TCCA como reagente não levou a nenhum produto, nos
motivando a investigar a reatividade desta mesma ureia frente a um reagente mais forte – ácido tribromo-isocianúrico (TBCA). Com o
uso do TBCA como reagente e do ácido trifluoroacético como solvente foi obtido um único produto, em cujo espectro de RMN 1H da
mistura reacional bruta pôde-se observar uma possível bromação seletiva (entrada do bromo na posição para do anel aromático).
Ainda há necessidade de otimização das condições reacionais, o que permitirá a preparação e caracterização dos diversos produtos
de interesse, assim como determinar seus rendimentos químicos.


531 – LIBERAÇÃO CONTROLADA DE ANTIMICROBIANOS: IMOBILIZAÇÃO DE CEFALEXINA MONOIDRATADA EM ARGILA DO TIPO MONTMORILONITA.


Autor(es): Taiana Lucia Emmanuel Pereira

Orientação: Daniel Lima Marques de Aguiar, Rosane Aguiar da Silva San Gil

Resumo:
Fármacos beta-lactâmicos são inibidores competitivos de enzimas que catalisam a construção da parede celular bacteriana, i.e.,
dependem de uma concentração sérica que garanta uma inibição efetiva. Deste modo, a liberação controlada de drogas assume um
papel vital para essa família de fármacos, já que implica em uma menor flutuação dos níveis séricos correspondentes. Argilas do tipo
montmorilonita podem apresentar-se como uma alternativa interessante para a liberação controlada de fármacos, através da
imobilização das drogas no espaço interlamelar (Neto e Neto, 2009). Neste trabalho foi utilizada uma montmorilonita brasileira
(Paraíba) para promover a imobilização da cefalexina monoidratada.
Inicialmente o material bruto foi peneirado e em seguida foram executadas metodologias de imobilização baseadas na literatura
(Zheng et al., 2007): ultrassom e agitação magnética (AM), ambas a 50°C. Foi empregada uma suspensão aquosa de 0,014 mol?L-1
de fármaco e 1% m/m de argila. Na abordagem por AM foi avaliada a influência do tempo de intercalação (1, 2 e 4 horas). A
eficiência da intercalação do fármaco foi avaliada por difração de raios X de pó (DRX), termogravimetria (TG/DTG) e espectroscopia
na região do infravermelho médio (IV).
Foi observado por DRX que em ambas as metodologias, ultrassom e agitação magnética, obtiveram-se os mesmos resultados. O
pico devido ao plano de difração d001 (que caracteriza a argila montmorilonita) apresentou a mesma distância basal. A análise por
TG/DTG mostrou perdas de massa correspondentes ao fármaco imobilizado. Bandas correspondentes a deformação axial da ligação
C-H (2927,1 cm-1) e da ligação C=O (1754,3 cm-1), do grupo beta-Lactâmico do fármaco (Aguiar et al., 2011) foram observadas nos
espectros de IV dos materiais preparados. Constatou-se qualitativamente que o tempo de intercalação influencia positivamente na
quantidade de fármaco imobilizado. A partir dos resultados obtidos pode-se concluir que apesar de não ter sido observado aumento
no d001 por DRX a imobilização do fármaco foi confirmada por termogravimetria e por infravermelho.
Referências:
AGUIAR, D.L.M; SAN GIL, R.A.S; BORRE, L.B.B; MARQUES, M.R.C.M.; GEMAL, A.L. Evaluation of polymorphs in cephalexin
medicines by 13C solid state NMR 3 (2011) 293-298.
NETO, E.T., NETO, A.T. Modificação química de argilas: desafios científicos e Tecnológicos para obtenção de novos produtos com
maior valor agregado, Quim. Nova 32 (2009) 809-817.
ZHENG, J.P., LUAN, L., WANG, H.Y., XI,L.F., YAO, K.D. Study on ibuprofen/montmorillonite intercalation composites as drug release
system, Applied Clay Science 36 (2007) 297-301.


3574 – RECUPERAÇÃO DE UM VISCOSÍMETRO COMERCIAL A PARTIR DO DESENVOLVIMENTO DE UM TECLADO DE MATRIZ DE BAIXO CUSTO


Autor(es): Antonio Paulo Medeiros Fonseca, Milton Souza Gomes

Orientação: Priscila Tamiasso-Martinhon, Celia Regina Souza da Silva

Resumo:
Neste trabalho foi feita a recuperação do controle do banho de um viscosímetro comercial a partir do desenvolvimento de um teclado
de matriz de baixo custo.
Apesar do crecente apoio por parte dos orgãos de fomento à manutenção regular e emergencial de equipapentos inseridos em
laboratórios de ensino e pesquisa, a bricolagem ainda faz parte do universo científico. Dentre os vários fatores que geram este
quadro destacam-se a velocidade com que as mudanças tecnológicas ocorrem, o encarecimento da mão-de-obra especializada e o
cumprimento de prazos.
Dentre as alternativas possíveis para a recuperação de equipamentos fadados ao decarte encontra-se a bricolagem. Os bricoleurs
apelam para uma variedade de recursos que lhes possibilitam resolver problemas do cotidiano.
Assim, na prática, não é raro grupos que ainda precisam fazer bricolagem em seus equipamentos, no intuito de manter o andamento
das atividades realizadas em seus laboratórios de ensino e pesquisa, dada por exemplo a inesistência de material para reposição.
O equipamento que sofreu manutenção passando pelo processo de bricolagem trata-se de um banho térmico marca SCHUTT
modelo CT-52. Tal equipamento possui como problema crônico o teclado de membrana, que com o passar dos anos apresenta
oxidação, vindo a ter seu funcionamento interrompido. Como trata-se de linha descontinuada, não há reposição fácil para os
componentes da parte eletrônica da cabeça térmica.
Tal teclado constitui-se de um circuito matricial, com sete linhas, onde em uma matriz linha-coluna, combina-se as linhas de modo a
enviar para a parte de controle o código do botão pressionado.
Teclados de comando baseados em matrizes linha-coluna são muito comuns em equipamentos diversos, domésticos ou industriais.
Fornos de microondas, telefones, teclados de computador, dentre outros, são construídos pela interposição linha-coluna de uma
matriz elétrica.
Dada a impossibilidade de adquirir um teclado original do equipamento, foi confeccionado um novo teclado de matriz linha-coluna
utilizando-se um teclado doado por outro equipamento mais barato. Uma vez que o teclado do CT52 também constitui-se na
serigrafia do seu painel de leds, tal teclado foi instalado externamente e recebeu um cabo multipar e um conector de soquete, e sua
matriz linha-coluna foi recodificada de modo a corresponder à codificação do teclado original do Banho. Ao final foi instalado em uma
caixa Patola PB de dimensões adequadas, obtida no comércio local.
Após a instalação do teclado doador, vários testes foram feitos, que constataram o perfeito funcionamento do teclado substituto. Por
tratar-se de um circuito robusto, não houve a necessidade de maiores cuidados afim de hevitar o ruído elétrico, como o uso de cabo
multipar blindado ou outro tipo de proteção.
Assim, através do aproveitamento de um teclado de equipamento doador e algumas horas de trabalho, foi possível recuperar um
equipamento bastante caro e importante para o desenvolvimento da pesquisa e ensino da Química.


1284 – EXPRESSÃO E PURIFICAÇÃO DO INIBIDOR DE QUORUM SENSING QSLA DE PSEUDOMONAS AERUGINOSA: IMPLICAÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DA ESTRUTURA TRIDIMENSIONAL


Autor(es): Thais Gomes da Silva

Orientação: Cristiane Dinis Ano Bom, Anderson de Sa Pinheiro, Carolina Lixa

Resumo:
Quorum sensing (QS) é o mecanismo pelo qual bactérias regulam a expressão de determinados genes em resposta a flutuações na
densidade populacional. A percepção da densidade celular é mediada por moléculas auto-indutoras produzidas pela própria célula.
Quando uma concentração celular crítica é alcançada, o auto-indutor se liga a um receptor intracelular e este complexo ativa a
transcrição de genes específicos. Em Pseudomonas aeruginosa, processos como produção de fatores de virulência e formação de
biofilmes são controlados por QS. Logo, o entendimento detalhado dos mecanismos moleculares que levam ao controle da
expressão gênica constitui um passo importante para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas contra as infecções
causadas por esta bactéria. Neste contexto, proteínas que regulam o mecanismo de QS foram recentemente identificadas em P.
aeruginosa. Dentre elas, o inibidor QslA (quorum sensing LasR anti-activator), que bloqueia a patogenicidade de células de P.
aeruginosa a baixa densidade populacional. A proteína QslA possui 113 aminoácidos e não apresenta similaridade de sequência
com nenhuma outra proteína conhecida, sugerindo um mecanismo de ação único. Este trabalho tem como objetivo determinar a
estrutura tridimensional do regulador de QS QslA, a fim de elucidar o mecanismo pelo qual esta poteína excerce a sua função
inibitória. Para tal, duas construções de QslA foram criadas, QslA1-113 e QslA11-113. Ambas as construções foram clonadas nos
vetores de expressão RP1B, que codifica uma cauda N-terminal His6 seguida de um sítio de clivagem para a protease TEV, e
pETM30-GST e pETM30-MBP, que codificam para uma cauda His6 seguida de GST ou MBP e um sítio para TEV. As proteínas
recombinantes foram superexpressas em células de E. coli BL21 DE3. A construção QslA11-133 fusionada a GST mostrou
expressão solúvel a temperatura de 18 oC e 0,2 mM de IPTG. A proteína recombinante His6-GST-QslA11-113 foi purificada por
cromatografia de afinidade a níquel. As frações correspondentes à proteína purificada foram eluidas da coluna de afinidade utilizando
um gradiente de imidazol e identificadas por SDS PAGE. A proteína purificada teve a sua cauda de expressão/solubilidade clivada
pela protease TEV e o inibidor QslA foi separado da cauda His6-GST e da protease His6-TEV por uma segunda etapa de
cromatografia de afinidade a níquel. Embora tenhamos estabelecido um protocolo de expressão e purificação para o inibidor QslA,
não obtivemos concentrações de proteína suficientes para a realização dos experimentos estruturais. Sendo assim, uma nova
abordagem está sendo realizada, onde diferentes caudas de solubilidade (GST, MBP, SUMO e GB1) em combinação com diferentes
hospedeiros de expressão (Origami 2 DE3, Rosetta 2 DE3 e BL21DE3pGro7) estão sendo empregados, a fim de aumentar os níveis
de expressão solúvel de QslA. Esperamos que a estrutura tridimensional de QslA, resolvida por Ressonância Magnética Nuclear,
revele informações cruciais sobre a mecanismo de ação desse inibidor.


1709 – AUTENTICIDADE DAS ESPÉCIES DE SARDINHA, COMERCIALIZADAS EM CONSERVA NO RIO DE JANEIRO,DETERMINADA POR SEQUENCIAMENTO DE DNA MITOCONDRIAL


Autor(es): Raphael Leonardo, Maria Fernanda da Silva Santos

Orientação: Eduardo Mere Del Aguila, Vania Margaret Flosi Paschoalin

Resumo:
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 200 casos de fraudes são identificadas a cada ano, em todos
os continentes. Métodos moleculares baseados na sequencia do DNA tem sido utilizados para a identificação inequívoca de
materiais de origem biológica em misturas complexas. A utilizaçao destes métodos tem particular interesse em aplicações forenses e
na indústria de alimentos para humanos e animais. A rotulagem fraudulenta de conteúdo em alimentos processados é um problema
generalizado e ocorre especialmente com produtos de alto valor agregado (produtos premium). Fraudes em pescado ocorrem de
maneira rotineira em mercados de varejistas, peixarias e entrepostos. As fraudes ocorrem no peso e na substituição do nome das
espécies, ou parte da espécie, para aumentar o valor de comercialização do pescado. No entanto , o principal problema ocorre no
processamento, uma vez que a identificação com base na morfologia de um peixe inteiro não pode mais ser usado. O estatuto
técnico para a identidade e qualidade de sardinhas determina que o termo sardinha, deve ser usado, exclusivamente, para as
espécies Sardinella brasilliensis, Sardinella aurita e Sardina pilchardus e sardinha do Pacífico deve ser usado, exclusivamente, para
as espécies Sardinops sagax, S. melanostictus, S. neopilchardus e S. caeruleus e sardinha laje pode ser usado, exclusivamente,
para a espécie Opisthoanema oglinum. Baseado nesta denominação, são consideradas fraudes em pescado processado, quando o
produto foi elaborado com espécies distintas de peixes daquelas declaradas no rótulo. O objetivo deste estudo foi analisar a
autenticidade de conservas de sardinha comercializadas na cidade do Rio de Janeiro. O DNA mitocondrial foi extraído do tecido
muscular de 20 amostras de sardinhas enlatadas e o uma sequencia do gene do citocromo C foi amplificada. O fragmento de 147
pb foi sequenciado e as sequências obtidas foram comparadas àquelas disponíveis no GenBank utilizando a ferramenta BlastN.
BioEdit e Clustal W softwares foram utilizados para alinhar as sequências. Metade das amostras de peixes (10/20) foram
identificadas em espécies que pertenciam às espécies de sardinha, e eram pertencentes a diferentes das espécies declaradas no
rótulo do produto. Os resultados preliminares obtidos demonstram a importância da identificação de espécies de peixes por
ferramentas moleculares antes do processamento industrial e envazamento de pescados.
Apoio financeiro: CNPq , CAPES e FAPERJ


4185 – CARACTERIZAÇÃO DA MOLÉCULA DE QUITINA NA MEMBRANA PERIMICROVILAR EM INTESTINO DO VETOR DA DOENÇA DE CHAGAS, RHODNIUS PROLIXUS


Autor(es): Sheila Barbara Gutierrez Lopez, Vívian Maciel dos Santos, Evelyn Seam Lima Alvarenga

Orientação: Ana Claudia do Amaral Melo, Monica Ferreira Moreira

Resumo:
O Rhodnius prolixus é um inseto hematófago restrito, mais conhecido como barbeiro, sendo hemimetábolo, em seu ciclo de vida
possui transformação incompleta passando por cinco estágios de ninfa até a fase adulta. O repasto sanguíneo é necessário para
que ocorra produção de ovos e passagem de estágio entre ninfas e ninfa adultas, troca de exoesqueleto. A doença de Chagas é
endêmica na América latina, seu ciclo inicia-se quando um triatomíneo realiza alimentação sanguínea na pele de um hospedeiro
vertebrado, eliminado suas fezes infectadas com as formas tripomastigotas metacíclicas do Tripanosoma cruzi. O hospedeiro ao
coçar a pele, facilita a entrada nas células da epiderme. O protozoário se transforma em amastigotas multiplicando-se
assexuadamente dentro das células, depois se transforma em formas tripomastigotas sanguíneos, rompendo as células, invadem
diferentes regiões do corpo se transformando em formas amastigotas. Ao realizar uma nova picada, as formas tripomastigotas
sanguíneas são absorvidas pelo vetor. No intestino deste, mudam mais uma vez de forma, multiplicam-se e tornam-se, novamente,
formas tripomastigotas metacíclicas que são eliminadas junto com as fezes do inseto, o que fecha o ciclo. A quitina, polímero de
N-acetil glicosamina, é um dos principais constituintes da matriz perimicrovilar (MP), composta também por proteínas e
proteoglicanos (LEHANE, 1997). Esta estrutura facilita o processo digestivo e protege o organismo contra a invasão de parasitas e
vírus. O barbeiro não apresenta MP, mas possui uma estrutura análoga que envolve as membranas das microvilosidades das
células epiteliais, conectando-as ao lúmen do intestino, tal estrutura é conhecida como membrana perimicrovilar (MPM), que é
composta por glicofosfolipídeos, proteínas, carboidratos, esteróis e enzimas digestivas. É na MPM que ocorre fenômenos
importantes como a replicação do parasita, a digestão e a formação de hemozoína, um mecanismo que evita o estresse oxidativo no
inseto. Apesar da semelhança funcional entre a PM e MPM, nesta última a quitina nunca foi descrita. A membrana perimicrovilar
(MPM) foi extraída e purificada como descrito por Atella et al, 2013. A extração de quitina foi feita semelhante ao descrito por Moreira
et. al. (2007), com duas modificações: após o tratamento com papaína, foi feita um incubação da MPM com KOH 1M a 65ºC e uma
etapa final de adição da mistura acetona: HCL (97,5: 2,5) com descrito por Bráz et. al. (2002). Os barbeiros foram tratados com dupla
fita de RNA (dsRNA CHS) para observar os efeitos do silenciamento do gene de quitina sintase (CHS) do intestino. O grau de
silenciamento gênico foi avaliado por PCR quantitativo e o conteúdo de quitina do intestino por sonda específica em técnica de
microscopia de fluorescência. Sessenta intestinos médios de fêmeas controle foram dissecados com o uso de pinças e lupa. Os
intestinos foram abertos, lavados com salina, o conteúdo luminal dos intestino foi removido e submetido a ultracentrifugação em
gradiente de sacarose como descrito por Atella et al, 2013. Em seguida, a fração do gradiente contendo a MPM foi submetida à
extração e à purificação como descrito antes. Após o procedimento de secagem do material não foi observado precipitado,
acreditamos que esse material pode ter sido perdido durante o longo procedimento de extração. Estamos repetindo este
procedimento para caracterização da quitina na MPM. Os insetos injetados com dsRNACHS apresentaram alteração da digestão, o
conteúdo luminal apresentou uma coloração de sangue vermelho viva quando comparado ao conteúdo luminal dos insetos controle.
Os intestinos destes insetos foram avaliados por sonda fluorescente para a detecção de quitina e foi observado que o conteúdo de
quitina estava reduzido quando comparados ao conteúdo dos intestinos controles. A redução do conteúdo de quitina no intestino
deve ser consequência da redução dos níveis de transcritos do gene de CHS, em torno de 80%, observada em insetos silenciados
quando comparado aos insetos controles.


1398 – ESTUDO DE METODOLOGIA DE SÍNTESE PARA A REDUÇÃO DE NÍQUEL(II) UTILIZANDO BOROHIDRETO DE SÓDIO.


Autor(es): Leandro Sodré de Abreu

Orientação: Rosa Cristina Dias Peres, Roberto Salgado Amado

Resumo:
A redução de íons metálicos com potenciais muito negativos por borohidreto é um método amplamente utilizado para a produção de
nanopartículas metálicas, como por exemplo o íon Ni2+(Eo = -0.257V). O?Connor [1] discute vários procedimentos para a
preparação de nanopartículas de Níquel que originaram produtos de diferente natureza e composição. Klabunde [2] relata a
preparação de nanopartículas de níquel em meios aquosos, mas o produto predominante foi boreto de níquel. Nosso grupo vem
estudando a redução de íons Ni2+ em meio aquoso e tem obtido principalmente compósitos de Ni/Ni(OH)2 [3]. Deste modo, o
objetivo deste trabalho é estudar diferentes procedimentos e metodologias para a redução do Ni2+. Foram realizados dois processo
de síntese: A) redução do acetato de níquel, Ni(Ac)2, com NaBH4 pela metodologia de micro-emulsão água/etanol/ciclohexano
estabilizada com Triton X100. Foi variada a relação molar BH4-:Ni2+ nas proporções de 1:1, 3:1, 5:1, 26:1; e B) redução do
complexo aniônico [NiCl4]2- com NaBH4, na proporção 1:5, em meio alcoólico e posterior adição de 1,0 mL água. Todas as
amostras foram caracterizadas por Difração de Raios X e Análise Termogravimétrica. No processo A, em baixas proporções
BH4-:Ni2+, obteve-se precipitados de coloração verde. Para a amostra obtida na proporção de 5:1, obteve-se um precipitado cinza
esverdeado, que de acordo com a análise de difração, trata-se de uma mistura de alfa e beta-Ni(OH)2 e uma pequena quantidade de
Níquel. O termograma da amostra, em atmosfera de ar sintético, mostra perda de massa entre 100 e 380°C, relativa à saída de H2O,
característica de hidróxidos, mas a 400°C há um pequeno ganho de massa que indica a formação de NiO, comprovando a existência
de Níquel. Na amostra sintetizada na proporção 26:1 (precipitado acinzentado), a análise de difração indica uma mistura de borato
de níquel e uma pequena quantidade alfa e beta-Ni(OH)2. No processo B, obteve-se um precipitado preto cujo difratograma mostrou
que a amostra é constituída predominante de Níquel e uma pequena quantidade alfa-Ni(OH)2. No termograma, percebe-se a perda
de massa entre 100 e 300°C e um ganho significativo de massa em 460°C, indicando a formação de NiO. Dentre as metodologias
estudadas, a redução do ânion complexo [NiCl4]2- demonstra ser a mais adequada pois apresentou uma maior quantidade de
Níquel formado.
Referências
[1] Cushing, B. L.; Kolesnichenko, V. L.; O?Connor, C. J.; Chem. Rev. 2004, 104, 3893.
[2] Glavee, G. N.; Klabunde, K. J.; Sorensen, C. M.; Hadjipanayis, G. C.; Langmuir 1994, 10, 4726.
[3] Rittmeyer, T. L.; Peres, R. C. D.; Amado, R. S.; Ribeiro, E. S.; Garrido, F. M. S.; Medeiros, M.E.; Revista Pesquisa Naval 2013,
25, 26.


2591 – AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DA INFLUÊNCIA DE SOLVENTES DE DILUIÇÃO SOBRE O EFEITO DE MATRIZ NA QUANTIFICAÇÃO DE SULFONAMIDAS EM MEL POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA ACOPLADA À ESPECTROMETRIA DE MASSAS SEQUENCIAL


Autor(es): Luana Epaminondas Soares

Orientação: Francisco Radler de Aquino Neto, Virginia Veronica de Lima

Resumo:
As sulfonamidas são antimicrobianos utilizados contra doenças que acometem as abelhas que podem resultar na presença de
resíduos no mel, podendo causar reações alérgicas em pessoas sensíveis. Portanto, a utilização de um método analítico para
detectar e quantificar esses resíduos torna-se relevante. A técnica da Cromatografia Líquida Acoplada à Espectrometria de Massas
Sequencial (CLAE-EM/EM), apesar da alta seletividade e sensibilidade, pode ser prejudicada pelo efeito de matriz (EFM),
dificultando a capacidade de detecção do analito de interesse. O EFM, caracterizado pelo aumento ou supressão iônica do sinal,
pode ser ocasionado pela presença de componentes da matriz que eluem em tempos próximos ao do analito, exigindo um clean-up
eficiente da amostra para a remoção destes coeluentes e pode também ser oriundo de componentes presentes na fase móvel
cromatográfica. Este trabalho apresentou uma análise da influência da diluição dos extratos das amostras de mel comercial sobre o
EFM na quantificação de sulfonamidas por CLAE-EM/EM. As sulfonamidas utilizadas para o estudo foram a sulfacetamida,
sulfadiazina e sulfaclorpiridazina. Amostras de mel pré e pós-fortificadas com 100 ug/kg dos compostos de interesse foram extraídas
com acetato de etila acidificado com ácido fórmico e os extratos foram reconstituídos com diferentes volumes de solução de
reconstituição (0,1% ácido fórmico:acetonitrila, 95:5 v/v). O melhor volume para a reconstituição dos extratos foi de 300 uL, onde a
porcentagem de recuperação dos analitos ficou entre 60-74%, com repetibilidade (CV) entre 3-8% e supressão iônica dos sinais
entre 26-33%. Com a reconstituição do extrato com 400 uL, o EFM negativo foi minimizado (5-8% de supressão iônica do sinal),
porém a repetibilidade da recuperação média de cada analito para 3 replicatas foi relativamente alta (CV entre 21-23%), onde o
máximo permitido é de 20%. O mesmo teste foi feito com o volume de 500 uL, resultando em supressão de sinal entre 20-23% e CV
entre 44-55% para a repetibilidade da recuperação. A diluição do extrato das amostras de 300 uL para 400 uL favoreceu a redução
da supressão do sinal, porém a sensibilidade e robustez do método de quantificação foram afetadas. Portanto, para a validação do
método de análise de sulfonamidas em mel, o volume ideal para reconstituir o extrato da amostra com a solução de reconstituição
avaliada é de 300 uL.


609 – PREPARAÇÃO DE ENZIMAS IMOBILIZADAS EM ARGILAS LAMELARES PARA UTILIZAÇÃO EM REAÇÕES DE ESTERIFICAÇÃO.


Autor(es): Evelin Battistella Ferreira

Orientação: Carlos Alexandre da Silva Rezende, Rosane Aguiar da Silva San Gil

Resumo:
Presente em abundância no Brasil dentre o vasto grupo de silicatos, a argila possui baixo custo de exploração e apresenta relevante
utilidade na indústria química por possibilitar diminuição de custos com catalisadores, tornando seu reuso viável ao facilitar
processos relacionados à sua separação após reações químicas. A motivação para o estudo de argilas como suporte para enzimas
veio da observação de características inerentes à sua estrutura como resistência mecânica, resistência microbial, termoestabilidade,
durabilidade química, funcionalidade (ou atividade) química, hidrofilicidade e regenerabilidade (KILARA, 1981). A argila objeto de
estudo é a Bentonita Chocolate que apresenta alta capacidade de troca catiônica (106 mEq K+/100g com área superficial de 111,8
m2/g), e a enzima teste foi a Lipase Cândida, extraída do organismo de produção Aspergillus níger , uma das enzimas que
apresentam melhor razão atividade/custo dentre as enzimas disponíveis no mercado (VIRTO, 1994). O método empregado para
realizar a imobilização foi o método físico, o mais comum e mais utilizado por ser relativamente o mais simples de aplicar, além de
mais barato, que consiste na interação de forças intermoleculares entre o suporte e a enzima, incluindo ligações de Hidrogênio,
forças Van Der Waals e interações hidrofóbicas (Burns, 1986). O produto resultante foi analisado por Difração de Raios X,
termogravimetria e infravermelho, e a atividade acompanhada por RMN de 1H. Os resultados demonstraram a eficiência do método,
pois houve clara variação entre o espaço interlamelar antes e após a imobilização (variação calculada de aproximadamente 0,94Å).
Após a imobilização, o produto enzima-argila foi testado como catalisador na reação de esterificação entre metanol e ácido
mandélico e a conversão de ácido em éster foi identificada por Ressonância Magnética Nuclear de hidrogênio, tendo sido obtidos
11,5% de conversão no mandelato de metila, a temperatura ambiente após duas horas de reação. Os testes até o momento
evidenciam a possibilidade de uso da argila brasileira como suporte para imobilização da lípase estudada.
Referências
Burns, RG., Interação de enzimas com minerais da terra e colóides orgânicos. In: Huang, P.M., Schnitzer, M (Eds.), Interação de
Minerais da Terra com Orgânicos Naturais e Micróbios. Sociedade da América de Ciências da Terra, Madison, WI (1986) 439-452.
Kilara, A., Proteases e lipases imobilizadas. Processo (1981)25-27.
Virto, M.D., Agud, I., Montero, S., Blanco, A., Solozabal, R., Lascary, J.M., Llama, M.J., Serra, J.L., Landeta, L.C., de Renobales, M.,.
Hidrólise de gorduras animais por lipase Candida rugosa imobilizada. Enzima Microb. Technol. 16(1994), 61-65.


888 – SÍNTESE DE AMIDAS CANDIDATAS A ADITIVOS VERDES PARA BIODIESEL


Autor(es): Victor Hugo Pimentel da Silva

Orientação: Michelle Jakeline Cunha Rezende

Resumo:
Biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido por diferentes processos tais como o
craqueamento, a esterificação ou pela transesterificação. Pode ser produzido a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais,
existindo dezenas de espécies vegetais no Brasil que podem ser utilizadas, tais como mamona, palma, girassol, amendoim, pinhão
manso e soja. A soja é a principal matéria-prima usada no Brasil.
Existe uma série de vantagens na utilização deste biocombustível, tais como ser de origem natural e renovável (ou seja, não
contribui para o efeito estufa); Outra vantagem é que com a incidência de petróleo em poços cada vez mais profundos, muito
dinheiro está sendo gasto na prospecção do óleo o que torna cada vez mais onerosa a exploração e o refino das riquezas naturais
do subsolo no Brasil. Com isso, há então a necessidade de se explorar os recursos da superfície o que pode ter um fim social melhor
para o país.
Entretanto, há algumas desvantagens quanto à sua utilização e manutenção, sendo um dos principais problemas a capacidade de
sofrer oxidação (devido à presença de insaturações ao longo das cadeias hidrocarbônicas dos óleos utilizados para sua obtenção) e
a sua biodegradabilidade, sendo bastante suscetível à infecção por micro-organismos. Desse modo, se faz necessário o estudo de
alternativas a fim de otimizar a vida útil do biodiesel, protegendo-o da oxidação e do ataque de micro-organismos. Para isto, vêm
sendo estudados aditivos verdes que não alterem o desempenho do combustível e ao mesmo tempo proteja-o das degradações.
O objetivo dessa pesquisa consiste no desenvolvimento de aditivos multifuncionais, a partir de matéria-prima de origem natural, que
permitam aumentar o tempo de estocagem de biodiesel, sem que o mesmo sofra oxidação ou ataque de micro-organismos.
Em estudo anterior realizado pelo grupo, ésteres de ácidos graxos contendo grupo nitro em sua estrutura apresentou atividade
biocida contra uma bactéria encontrada em biodiesel. A presença do aditivo não aumentou nem reduziu a oxidação do
biocombustível. Nesse trabalho, pretende-se sintetizar amidas contendo grupos nitro na cadeia hidrocarbônica a partir do óleo de
soja a fim de comparar os resultados obtidos com os dos ésteres. Foram realizadas até a presente data, a síntese de amidas a partir
de óleo de soja e diaminopropano, a epoxidação das ligações duplas presentes na cadeia graxa seguida das etapas de hidrólise e
de solvólise. Os rendimentos das reações variaram de 43 a 89 %. Os produtos das reações foram caracterizados por Espectroscopia
na região do Infravermelho e por Ressonância Magnética Nuclear de 13C e 1H. No espectro de IV da mistura de amidas,
observou-se o aparecimento de um sinal em 1637-1641 cm-1, referentes à deformação axial de carbonila de amida; e sinais em
3307 cm-1 referentes à deformação axial de N-H. A ausência de sinais em 4,34-4,10 ppm no espectro de RMN de 1H confirmou a
formação das amidas pois mostrou que a parte glicerol foi retirada das moléculas. A formação da mistura de epóxidos foi confirmada
pelo desaparecimento dos sinais em torno de 130 ppm no espectro de RMN de 13C, que são relativos aos carbonos da ligação
dupla. O produto de hidrólise foi confirmado pelo surgimento de uma banda característica de hidroxila em 3399 cm-1 no espectro de
IV e o produto da solvólise com metanol foi confirmado pelo surgimento de um sinal em 3,6 ppm no espectro de RMN de 1H relativo
aos hidrogênios do grupo metoxila. Serão realizadas ainda, as etapas de nitração e os testes de atividade antioxidante e biocida.


360 – SOLUBILIDADE VERSUS REATIVIDADE – UMA ABORDAGEM PRÁTICA SIMPLES PARA O ENSINO MÉDIO


Autor(es): Vinícius Lopes Tarouquella Rodrigues

Orientação: Lucia Cruz de Sequeira Aguiar

Resumo:
Dois conceitos muitas vezes confundidos pelos alunos são a Solubilidade e a Reatividade. Com o intuito de demonstrar a diferença
entre a capacidade de uma substância se dissolver ou não em outra e sua reatividade frente a outro reagente, com formação de
produtos, desenvolvemos uma prática simples a partir da vanilina natural (principal constituinte da baunilha) e sintética. A aula
prática foi desenvolvida baseando-se no uso de materiais baratos/fácil aquisição. Inicialmente foram realizados os testes de
solubilidade da vanilina sintética em álcool etílico; acetona; querosene e água. A demonstração da solubilização da vanilina em
acetona e etanol, assim como a não solubilização em querosene e água, permite a abordagem de diversos conceitos relacionados,
tais como: relação entre solubilidade e as interações intermoleculares presentes nos diferentes sistemas; polaridade das substâncias
orgânicas etc. Também foi verificada a solubilidade da vanilina sintética em gasolina aditivada que, por conter etanol e outros
aditivos polares, permitiu uma maior solubilização do que o querosene (ou hexano se disponível). A seguir, verificou-se a presença
dos diversos constituintes da solução escura de baunilha por cromatografia em camada fina, utilizando-se a vanilina sintética como
padrão e mistura de acetato de etila/hexano (3:7) como fase móvel. Também foram realizadas tentativas de substituição do hexano,
pelo querosene ou gasolina aditivada, mas como essas duas misturas de hidrocarbonetos contem substâncias aromáticas, ambas
escurecem a visualização da placa fina por UV. Entretanto, após destilação fracionada da gasolina aditivada, caso possível essa
etapa de purificação, as primeiras frações recolhidas (<1000C) já podem, agora, ser utilizadas como fase móvel. Além de eliminados os hidrocarbonetos aromáticos, a presença de um pouco de álcool nessas primeiras frações substitui, razoavelmente, o acetato de etila anteriormente empregado. Cabe ressaltar que a revelação da placa fina poderá ser feita tanto por utilização de uma câmara de UV, como pelo uso de um revelador químico - solução aquosa de KMnO4. O conceito de reatividade da vanilina foi explorado ao se misturar uma solução da mesma em acetona (e/ou do extrato de baunilha) com uma solução de KMnO4 em água. O desaparecimento da cor roxa característica deste sal, seguido do aparecimento de um precipitado de cor marrom, evidencia a redução do Mn+7 a Mn+4, levando à oxidação da vanilina ao ácido carboxílico correspondente. O consumo da vanilina nesta reação pôde ser acompanhado por ccf. A mancha referente à vanilina, tanto no extrato de baunilha comercial como na solução de vanilina sintética, diminuiu de intensidade na suspensão marrom. Entretanto, com a adição de mais solução de KMnO4, até a manutenção da cor violácea, pôde-se finalmente observar o consumo total da vanilina e aparecimento de um produto mais polar na placa correspondente ao ácido vanílico.


382 – AVALIAÇÃO DA DIFERENÇA DE REATIVIDADE ENTRE AMINAS ALIFÁTICAS E AROMÁTICAS A PARTIR DO USO DO ISOTIOCIANATO DE BENZILA NATURAL


Autor(es): Anderson Felipe Sant’Anna Moreira, Vitor dos Santos Nóbrega

Orientação: Gil Mendes Viana, Lucia Cruz de Sequeira Aguiar

Resumo:
Uma preocupação constante dos educadores é o emprego de metodologias capazes de tornar o processo ensino-aprendizagem
mais efetivo. Uma abordagem prática que pode facilitar na compreensão sobre a reatividade de diferentes tipos de aminas (alifáticas
x aromáticas) pode ser realizada a partir do uso do isotiocianato de benzila natural, presente no óleo de sementes de mamão. O
isotiocianato de benzila (BITC) é um produto natural formado a partir da ação da enzima mirosinase no glucosinolato de benzila,
quando sementes de mamão são trituradas. A aula prática desenvolvida permite não só a discussão dos conceitos teórico-práticos
sobre a diferença de nucleofilicidade das aminas, como outros relacionados com o uso de diferentes técnicas de extração (Soxhlet
versus destilação por arraste de vapor) e cromatografia em placa fina. Recentemente, foi desenvolvido um protocolo em nosso
laboratório para o preparo de benziltioureias, a partir do uso de rejeitos de sementes de mamão (Letters in Organic Chemistry, 2011,
8, 540-544). Verificou-se que os óleos vegetais obtidos podiam conter concentrações bem maiores de BITC, dependendo do método
de extração utilizado (94%BITC/arraste vapor; triglicerídeos/6%BITC/Soxhlet). Discute-se muito em aula que a nucleofilicidade de
aminas alifáticas é maior do que a de aminas aromáticas, devido à maior disponibilidade do par de eletrons do nitrogênio (não
envolvidos em ressonância como no caso das arilaminas). Entretanto, em aulas práticas, essa diferença de reatividade não é
demonstrada. Assim, foi idealizada uma prática que pudesse comprovar tanto a maior tendência de reatividade das aminas alifáticas,
em relação às arilaminas, assim como a maior nucleofilicidade do grupamento amino em relação ao grupamento hidroxila.
Inicialmente, as sementes frescas de 6 mamões papaia foram trituradas e transferidas para balão de fundo redondo, com cerca de
350mL de água. A seguir, foi montada uma aparelhagem de destilação simples. Pôde-se verificar uma turvação nas primeiras 2
horas de destilação, podendo-se acrescentar cerca de 30mL de hexano no frasco recolhedor do destilado para extração do BITC.
Após o término da turvação, as fases são separadas, sendo a aquosa lavada com mais hexano. Juntadas as fases orgânicas, foram
realizados os testes comparativos de reatividade das alquilaminas 2a-e e arilaminas 2f-g. Experimentalmente são observados
precipitados brancos se depositando nos tubos de ensaio contendo solução de BITC natural em hexano, após cerca de 5 minutos da
adição de 1-2 gotas das aminas alifáticas 2a-e. Entretanto, após a adição das arilaminas 2f-g, ou do álcool benzílico 2h, não ocorre
qualquer formação de precipitado, demonstrando a pouca reatividade desses substratos, nessas condições reacionais. Todas as
reações que levam (ou não) a tioureias podem ser acompanhadas por ccf.


2322 – ESTUDOS SOBRE O VALOR EPISTÊMICO DE UMA TECNOLOGIA EM PROJETOS INTERDISCIPLINARES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES


Autor(es): Natacha Cristina Cunha, Mariana Figueiredo da Silva, Danielle Costal de Castro, Laura Figueiredo Lima

Orientação: Francisco Artur Braun Chaves, Waldmir Nascimento de Araujo Neto

Resumo:
Área Temática: Ensino de Química
Uma das atividades centrais da pesquisa na área de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) é a busca das condições e das
características que suportam a integração das TIC nas salas de aula. Nessa busca, os pesquisadores descrevem as condições
situadas tanto no professor, quanto no nível escolar a que se destina ou está situada à atividade de ensino. A literatura descreve que
as características técnicas do dispositivo nem sempre são consideradas no processo de escolha de uma tecnologia para processos
de ensino. As escolhas remontam a um processo de valoração de uma tecnologia sobre a outra, estabelecendo-se assim a escolha
ou adoção de uma ferramenta tecnológica a partir de um processo de comparação, no qual prevalece o chamado ?valor epistêmico?
(1,2). No presente estudo toma-se como referencia a noção de valor epistêmico associada à decisão sobre o uso de tecnologia em
situações de ensino, para desenvolver sequencias de atividades voltadas para o ensino de química e para o ensino de física, que
considerem como suporte da ação os dispositivos existentes no Laboratório Interdisciplinar de Formação de Educadores
(LIFE/CAPES-UFRJ) do Núcleo de Educação a Distância (NEaD-UFRJ), com a participação de alunos e professores dos Institutos
de Química e de Física da UFRJ. Apresentamos aqui os primeiros resultados desde a implantação do LIFE na UFRJ, considerando a
incorporação de dois tipos de suporte tecnológico, a saber: um projetor 3D e uma superfície interativa. O objetivo do estudo é
verificar entre os professores em formação na licenciatura em química e na licenciatura em física quais são os supostos valores
usados por eles na decisão sobre o uso de uma tecnologia, e em que medida isso pode orientar o desenvolvimento das sequencias
de atividades que são construídas para as atividades no LIFE da UFRJ. As categorias de valor epistêmico utilizadas como guias para
a avaliação das respostas são: Poder Explanatório, Rastreamento da Verdade e Não-Revogabilidade. O poder explanatório está
associado à natureza semântica do atributo de valor e verifica se a prioridade nesse caso refere-se à capacidade da atividade com
tecnologia permitir entender (atribuir sentido) algo já aceito como verdade. No rastreamento da verdade a prioridade de valor é
conferida à capacidade da atividade com tecnologia revelar um aspecto ?escondido? do conteúdo em estudo e mudar o sentido
original de verdade, ou seja a tecnologia é capaz de mudar a verdade original. A não-revogabilidade é o valor epistêmico que
relaciona-se à estabilidade do conteúdo já entendido (atributo semântico) e aceito como verdade, ou seja, o uso da tecnologia ajuda
a manter o entendimento sobre um determinado conteúdo ou conceito. Os resultados iniciais indicam prioridade para o valor de
atribuição de sentido, ou seja, a prevalência para o uso de tecnologia em situações voltadas para o ensino como algo que ?permitir
entender como alguma coisa funciona? (trecho retirado do questionário). Nesse sentido, pode-se concluir que as atividades que
envolvem a tecnologia devem considerar os contextos locais e as características do grupo ao qual se destinam, sendo esse aspecto
prioritário em relação, por exemplo, à natureza do conteúdo.
(1) HEDMAN, J.; GIMPEL, G. The adoption of hyped technologies: a qualitative study. Information Technology Management, n. 11, p.
161?175, 2010.
(2) PRITCHARD, D. Recent work on epistemic value. American Philosophical Quarterly, v. 44, n. 2, p. 85-110, 2007.


2467 – AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE DAS OFICINAS TEMÁTICAS PARA A PROMOÇÃO DA INSTRUMENTALIZAÇÃO E DO ENSINO CONTEXTUALIZADO NAS AULAS DE CIÊNCIAS


Autor(es): Rafael Silva Moraes

Orientação: Tatiana Chaves Lorençatto, Iracema Takase

Resumo:
Em uma sociedade dinâmica e interativa, torna-se cada vez mais difícil manter o foco e a atenção dos alunos em sala de aula
utilizando o método de ensino clássico. Na busca por cativar o interesse dos alunos, a integração entre cotidiano e fundamentação
teórica tem se mostrado uma importante ferramenta. Para promoção desta integração o Museu Ciência e Vida (Duque de Caxias –
RJ), proporciona ao corpo docente do ensino básico oficinas temáticas, através de uma abordagem presente no cotidiano dos alunos
onde o conteúdo didático é inserido e instrumentalizado visando o alcance de um aprendizado significativo.
Dentro deste contexto, este trabalho visa avaliar as oficinas temáticas oferecidas aos professores pelo Museu Ciência e Vida, no
que concerne ao seu desenvolvimento, perfil dos docentes que procuram estas oficinas, qual parcela dos professores realmente
aplicam as oficinas em suas salas de aulas e de que forma.
A metodologia empregada para esta avaliação contou com a aplicação de dois questionários para um grupo de 58 professores
participantes de três oficinas. O primeiro, aplicado ao final de cada oficina, visava conhecer o perfil do profissional que procura às
oficinas como forma de atualização. O segundo questionário foi aplicado meses após a realização das oficinas, por ligação
telefônica, e tinha como objetivo saber se os professores reproduziram as oficinas em sala de aula, como esta proposta foi recebida
pelos alunos e qual foi o seu desempenho.
A pesquisa mostrou a predominância de professores jovens (65%), já motivados e dispostos a utilizar o ensino contextualizado, a
experimentação e a instrumentação. Boa parte dos participantes já tiveram experiências prévias aplicando esse modelo de aula
(80%), e relatam grande êxito, sendo esta a principal motivação que os leva às dependências do museu para participar das oficinas.
Apesar de haver motivação por parte dos professores em trabalhar com contextualização e instrumentalização de conceitos
abordados em sala de aula, poucos são os profissionais que de fato aplicam este modelo em suas aulas (17,4%). Além disso, a
pequena parcela que utilizou esta ferramenta, o fizeram como uma cópia exata da oficina assistida, negligenciando fatores impares
da escola em que lecionam e a sua própria bagagem cultural, mostrando assim que estes profissionais mesmo que dispostos ainda
não dominam plenamente o conhecimento das bases do ensino significativo.
Embora os professores sejam unanimes em afirmar que percebem um maior interesse e uma melhora no aprendizado por parte dos
alunos com este modelo de aula. De acordo com as respostas avaliadas, a falta de diálogo entre direção e professores, bem como a
falta de infraestrutura das escolas podem representar grandes barreiras para que este tipo de prática ganhe maior espaço nas salas
de aula. No entanto, a viabilidade das aulas contextualizadas é indiscutível, e o bom desempenho dos alunos deve ser levado em
consideração.
1- LOPES, A.R.C. Conhecimento escolar: ciência e cotidiano. Rio de Janeiro: EDUERJ, 1999.
2 – MARCONDES, M. E. R. (2008) Proposições metodológicas para o ensino de química: oficinas temáticas para a aprendizagem da
ciência e o desenvolvimento da cidadania. Revista Em Extensão, v.7, n. 1, p. 67 ? 77.


3721 – LICENCIATURA EM QUÍMICA E A OFERTA DE DISCIPLINAS INCLUSIVAS


Autor(es): Marcelle Santos Orlando

Orientação: Priscila Tamiasso-Martinhon, Celia Regina Souza da Silva

Resumo:
Esse trabalho analisa as grades curriculares do curso de licenciatura em química, de alguns dos principais estabelecimentos de
ensino superior do Estado do Rio de Janeiro, no ambito da oferda de disciplinas inclusivas.
Obteve-se uma visão geral sobre a situação atual do ensino, no ambito da inclusão de Portadores de Necessidades Educacionais
Especiais (PNEE), além de explorar o que vem sendo feito para tornar os futuros docentes de química capazes de lidar com
processos que envolvam inclusão, invocando na formação do futuro professor conceitos que abordem o ensino inclusivo.
A inclusão deficitária de PNEE na sociedade como um todo está relacionada não só a falta de administração dos recursos
disponíveis à educação, mas também na ausência de capacitação e na falta de orientação – aos docentes, discentes, funcionários e
familiares – que os tornem aptos a adaptar e contextualizar os conteúdos didáticos disponíveis às necessidades de cada indivíduo.
De fato, grande parte dos docentes possuem carência na formação, por seus respectivos estabelecimentos de ensino, para atuarem
em sala de aula junto a portadores de necessidades especiais (PNE). Tal panorama aponta para a importância de propostas que
considerem os valores de uma formação docente voltada para a educação inclusiva.
Como método de desenvolvimento do trabalho foi feita uma reconstituição dos principais fatos históricos e conceitos que
impulsionaram o processo de implantação da educação inclusiva. Para tal, foi realizada a coleta e leitura exploratória de um extenso
material bibliográfico, com a finalidade de adquirir informações relevantes envolvidos no processo de construção, montagem e
desenvolvimento dessa pesquisa.
Na sequencia foram investigadas as grades curriculares, bem como o ementário, dos principais estabelecimentos de ensino superior
autorizados pelo MEC a formar licenciados em química. Durante a coleta de dados foram utilizados recursos de busca da web.
Com base nos dados levantados pode-se concluir que a maioria das instituições de ensino estudadas tem se limitado a oferecer a
disciplina obrigatória LIBRAS, em atendimento às exigências legais, nos cursos de licenciatura em Química. As instituições que
oferecem outras disciplinas que abordam o tema inclusão/acessibilidade o fazem na forma de disciplina eletiva.
A estratégia adotada permitiu a obtenção de informações e estabeleceu critérios de análise sobre as disciplinas ofertadas de
maneira rápida e direta. Fornecendo informações importântes sobre a formação oferecida aos futuros docentes de Química, no que
tangencia o ensino inclusivo, além de nortear a possibilidade de estudos subsequentes.


3980 – INVESTIGAÇÃO TEÓRICA DO MECANISMO DE HIDRODESSULFURIZAÇÃO DE DBT CATALISADA POR CLUSTERS DE NIXSY.


Autor(es): Gabriel Caldeira de Castro Faria

Orientação: Thiago Messias Cardozo

Resumo:
Estudos sobre mecanismos de hidrodessulfurização (HDS) têm grande importância devido a larga utilização desse processo na
extração e refino do petróleo. O enxofre é um contaminante natural do petróleo e necessita ser retirado por questões ambientais e
por dificultar as etapas do refino. O dibenzotiofeno (DBT) é um importante composto de enxofre presente no petróleo cuja remoção é
particularmente desafiadora. As reações de HDS são feitas com o uso de catalisadores de sulfeto de molibdênio ou tungstênio
suportados em alumina. Sabe-se que a adição de níquel a esses catalisadores tende a promover as reações de HDS, porém o
mecanismo de ação do Ni é ainda desconhecido. Uma hipótese é que há a formação de clusters de NixSy na superfície dos
catalisadores e que estes podem atuar como sítios catalíticos. O presente trabalho é uma investigação teórica da atividade catalítica
dos clusters de NixSy na reação de HDS da molécula de DBT.
O estudo foi feito pela modelagem das rotas de reação de HDS com o método da Teoria do Funcional de Densidade (DFT). Esta
teoria está baseada no fato de que a energia eletrônica é um funcional univocamente determinado da densidade eletrônica deste
mesmo sistema. O método de trabalho consistiu em primeiramente realizar a escolha do funcional e da base a serem utilizados ao
longo da pesquisa. Para a escolha do funcional todas as espécies envolvidas na reação de HDS foram modeladas com os funcionais
B3LYP, M06, B3PW91, PWPW91 e X3LYP. Dentre estes, o funcional M06 apresentou os resultados mais consistentes com dados
experimentais obtidos na literatura. No que diz respeito à base, foram testadas as bases 6-311**+ e a base cc-PVTZ, obtendo-se os
melhores resultados com a base cc-PVTZ.
Após a escolha do funcional e da base foi dado início a modelagem das rotas de HDS do DBT sem a presença de catalisador. Há
duas rotas propostas na literatura, uma iniciada pela hidrogenação de um dos anéis do DBT e posterior liberação de H2S, e a outra
baseada na dessulfurização direta do DBT. Foram feitos cálculos de otimização de estrutura para todas as espécies envolvidas e
cálculos de busca por estados de transição. Também foram feitos cálculos de hessiana para que fossem caracterizados os estados
de transição e as estruturas correspondendo a mínimos na superfície potencial. Foi encontrado um estado de transição e uma
estrutura intermediária para a primeira etapa da rota de dessulfurização direta. Um segundo estado de transição ainda está sendo
procurado. Algumas estruturas para os clusters de NixSy foram modeladas e foi dado início a modelagem da reação de HDS com a
presença destes clusters. Com a modelagem completa da HDS com e sem os clusters poderá ser feita a comparação das barreiras
de reação e a avaliação da capacidade catalítica dos clusters.


1732 – AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE PROTEOLÍTICA DE METALOPROTEINASE DE CEPAS INDUSTRIAIS ISOLADAS DE PLANTA DE PROCESSAMENTO DE LATICÍNIOS


Autor(es): Wilson Rodrigues Pinto Jr, Júlia Mendes da Silva

Orientação: Eduardo Mere Del Aguila, Vania Margaret Flosi Paschoalin

Resumo:
Enzimas proteolíticas são associadas com a amargor no leite por causa da hidrólise das ligações dos peptídeos, enquanto as
enzimas lipolíticas hidrolisam as gorduras do leite e são associadas com o ranço. As enzimas proteolíticas são termorresistentes,
não sendo inativadas pelos tratamentos de esterilização e pasteurização. A digestão proteolítica do leite pode produzir a gelificação
e coagulação da caseína. Uma metaloprotease da família da serralisina, codificada pelo gene AprX, com alta atividade enzimática foi
caraterizada em Pseudomones fluorescens. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade caseinolitica dos microrganismos isolados
de uma planta industrial de produção de laticínios. Quinze microrganismos isolados em meio Pseudomonas agar foram isolados e
identificados por sequenciamento do gene 16S rDNA, sendo eles Pseudomonas corrugate, P. cedrina sub sp. Fulgida,
Stenotrophomonas maltophilia, P. taetrolens, P. japônica e P. fluorescens. Dentre estes, 07 microrganismos têm a sequencia aprX
em seus genomas. Os isolados foram crescidos em meio complex (CM) a 30°C por 72h, foram prepparados homogeneizados livres
de células e a concentração de proteína foi determinada. A atividade caseinolitica de cada um dos isolados foi determinada usando
azocaseina como substrato. Foi observado que os isolados P.corrugata, P. cedrina sub sp. fulgida e S. maltophilia apresentaram
atividade proteolítica 17,4%, 19,6% e 25,2%, respectivamente, superior à linhagem controle – P. fluorescens (ATCC 13525),
enquanto que P. taetrolens, P. japônica e P. fluorescens mostraram uma redução na atividade proteolítica de 90,8%, 82,3% e 72,1%,
respectivamente, comparado com a linhagem controle. Este estudo revelou uma grande heterogeneidade entre o gênero
Pseudomonas que pode ser encontrado na indústria de laticínios e alguns destes tem potencial de promover a proteólise de produtos
lácteos.
Keywords: metalo protease, Pseudomonas, deterioração de leite, atividade caseinolitica


2070 – ESTUDOS DE FITORREMEDIAÇÃO DE SOLOS CONTAMINADOS COM HIDROCARBONETOS POLICÍCLICOS AROMÁTICOS (HPA) POR MEDICAGO SATIVA L. E SIMBIONTE ATRAVÉS DA ANÁLISE PROTEÔMICA


Autor(es): Vivian Mota Rocha

Orientação: Marcia Regina Soares da Silva, Wilber de Sousa Alves

Resumo:
A fitorremediação ganhou aceitação nos últimos anos como uma rentável alternativa, não invasiva, sustentável ou tecnologia
complementar para os métodos baseados em engenharia de remediação. Esta técnica faz uso da capacidade natural das plantas e
microrganismos de degradar ou sequestrar compostos orgânicos e inorgânicos de ambientes aéreos, aquáticos e terrestres. Dentre
os compostos orgânicos, os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) apresentam sério risco para a espécie humana por
serem carcinogênicos e mutagênicos, de acordo com a EPA (U.S. Environmental Protection Agency). Uma saída eficaz para o
combate a essa classe de contaminantes está centrada no uso de plantas e microrganismos, atuando em conjunto como
ferramentas promissoras para aceleração, remoção e sequestro de poluentes orgânicos persistentes como HPA em solos
contaminados. Plantas como Medicago sativa L. e bactérias do gênero Rhizobium sp foram estudadas como potenciais
fitorremediadores de HPAs. Observamos que as plantas de alfafa foram eficazes na eliminação dos HPA do solo ao final do cultivo,
sendo eliminados cerca de 80% dos contaminantes. Plantas de alfafa foram tolerantes aos HPAs, as mesmas mostraram uma
tendência à diminuição da altura e Biomassa das partes aéreas conforme aumento da concentração de HPA. Os perfis proteicos das
plantas de alfafa crescidas em solo contaminado mostraram diferenças quando comparados com o controle. A identificação de
proteínas de alfafa está em andamento.


1413 – O USO DE EXTRATO AQUOSO DA ERVA MATE COMO INIBIDOR DE CORROSÃO DO AÇO-CARBONO 1020 EM MEIO ÁCIDO (HCL 1 MOL/L).


Autor(es): Taissa Ferreira de Oliveira Souza

Orientação: Eliane D’ Elia

Resumo:
A corrosão pode ser definida como a deterioração de um material, geralmente metálico, causada por ação química ou eletroquímica
do meio ambiente. Os problemas de corrosão são frequentes e ocorrem nas mais variadas atividades, como por exemplo, na
indústria petroquímica. Vários inibidores de corrosão vêm sendo estudados para conter o problema de oxidação em ligas metálicas
empregadas nas indústrias.
O extrato aquoso obtido pela infusão da erva mate foi escolhido para o presente trabalho como inibidor de corrosão por apresentar
espécies fenólicas, que podem acarretar a redução da dissolução metálica.
Foram realizados ensaios de perda de massa em HCl 1 mol/L com diferentes concentrações de extrato durante 4, 24 e 48 horas, a
fim de avaliar a eficiência de inibição (E.I.) do extrato nas diferentes concentrações e nos diferentes tempos. A eficiência de inibição
aumenta com a concentração do extrato e também com o tempo. Este último resultado é importante, pois mostra a estabilidade do
extrato com o tempo.
Com os valores do grau de recobrimento (? = E.I./100) obtidos para o sistema estudado foi construída a Isoterma de Langmuir, c/? =
1/Kads + c. Esta mostrou uma boa correlação linear (r=0,9999) e um coeficiente angular igual a 1,02, o que está consistente com a
isoterma escolhida, e apresentou um valor de 0,032 L/mg para Kads.
Ainda foram realizados ensaios de perda de massa, variando-se a temperatura, na concentração de 200 ppm em HCl 1 mol/L por 2
horas, a fim de analisar a influência deste parâmetro no sistema.
A partir das taxas de corrosão (g/cm2 h) a curva de Arrhenius foi obtida. Os valores de energia de ativação do processo de corrosão
do aço-carbono em meio de HCl 1 mol/L na ausência e na presença do inibidor foram 38,7 e 37,3kJ/mol, respectivamente. É
importante ressaltar que a E.I. aumentou ligeiramente com a temperatura.
Ensaios eletroquímicos de curvas de polarização e impedância eletroquímica, além de análise de superfície por MEV, estão sendo
realizados para o sistema em estudo.
O extrato da erva mate apresentou bons valores de eficiência de inibição, chegando até 94,2% de eficiência de inibição. O processo
de inibição ocorre pela adsorção de moléculas presentes no extrato e foi consistente com a isoterma de adsorção de Langmuir. Os
resultados obtidos a diferentes temperaturas sugerem que a adsorção é química.


3196 – SEPARAÇÃO DE PROTEÍNAS PRESENTES NO LEITE ATRAVÉS DA CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA


Autor(es): Ana Clara Oliveira Maia

Orientação: Ricardo Erthal Santelli

Resumo:
Este trabalho consiste na separação e identificação de proteínas presentes no leite através da cromatografia líquida de alta
eficiência, inserido no contexto das atividades de pesquisa desenvolvidas pelo Laboratório de Desenvolvimento Analítico do Grupo
de Pesquisa Espectroanalítica, Automação e Ambiental. A cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC, do inglês, High
Performance Liquid Cromatography) é a mais amplamente empregada cromatografia por eluição. É utilizada para separar e
determinar espécies em uma grande variedade de materiais orgânicos, inorgânicos e biológicos com alta resolução, eficiência e
sensibilidade. Dessa forma, tornou-se possível detectar a maioria dos compostos e análise de traços em amostras complexas, como
o leite. Essa técnica vem sendo realizada no laboratório com a ajuda do cromatógrafo ÄKTAexplorer (Fairfield, CT, USA), e
mostrou-se eficiente para o estudo que vem sendo feito, tendo viabilizado um método de separação de proteínas através dos
padrões utilizados. A partir dessa técnica, realizada por exclusão de tamanho, e com o estudo dos cromatogramas, nos foi permitido
realizar processos de reconhecimento de proteínas, como a Albumina e a ?-lactoglobulina. No primeiro processo, foram injetados
250 µL de ?-lactoglobulina 2,5 mg/mL e obtivemos um cromatograma semelhante ao cromatograma base, tendo seu pico em 16,07
mL, sendo analisado por um comprimento de onda de 280 nm. No segundo, foi feito um teste injetando 250 µL de Albumina 2 mg/mL
de soro bovino. Dessa forma, não foi obtido o pico desejado. Foi realizado novamente o trabalho para uma concentração maior, 8
mg/mL, a indicada pelo protocolo, e o resultado obtido foi então satisfatório, em que o pico se deu em 14,61 mL, para um
comprimento de onda de 280 nm. Além de proteínas, o processo foi estendido para outras substâncias presentes no leite, e o
fizemos para a vitamina B12, com a injeção de 250 µL desta a uma concentração de 0,1 mg/mL, obtendo um cromatograma com
pico em 21,16 mL de volume de coluna, um pico perfeito, observado também através do comprimento de onda 280 nm. Esse
processo de separação de proteínas e de outras substâncias é importante para que futuramente seja possível identificá-las através
de outros meios que serão utilizados no laboratório, como o futuro acoplamento com o espectrômetro de massas.


895 – AVALIAÇÃO DE CATALISADOR A BASE DE ARGILA NA PRODUÇÃO DE MONOOLEÍNA


Autor(es): Nikolas Bezerra Lima dos Santos, Michele Caldeira Magdalena, Patrícia Gomes de Toledo Piza

Orientação: Kenia de Paula Costa, Michelle Jakeline Cunha Rezende

Resumo:
Monoacilgliceróis são basicamente monoésteres formados por ácido graxo e glicerol. Esses compostos são amplamente utilizados
como surfactantes não-iônicos nas indústrias farmacêuticas, de alimentos e de cosméticos, representando cerca de 70 % de todos
os emulsificantes sintéticos utilizados. A sua obtenção a partir da glicerólise de triacilgliceróis, e também da esterificação de ácidos
graxos com glicerol, vem sendo alvo de estudos constantes (DOS SANTOS e REZENDE, 2012). A síntese via esterificação, mais
especificamente, vem sendo estudada tanto por catálise química quanto por catálise enzimática, sendo esta última a de maior
evidência . No que diz respeito ao uso de argilas como catalisador na síntese de monoacilgliceróis, poucos relatos foram
encontrados na literatura. Em estudo anterior o grupo preparou um catalisador a base de argila brasileira do tipo esmectita por
intermédio de tratamento ácido, caracterizou o catalisador e testou sua atividade catalítica na produção de monolaurina (DOS
SANTOS, PIZA e REZENDE, 2013). Nesse trabalho, o objetivo foi avaliar sua atividade catalítica na síntese de monooleína. Os
testes catalíticos foram conduzidos a pressão atmosférica e sem o uso de co-solvente por 4 horas. As variáveis avaliadas foram
razão molar ácido oleico:glicerol (0,75:1; 1:1 e 1:2) e temperatura (110 ºC, 140 ºC e 170 ºC). A conversão de ácido oleico em
monooleína foi acompanhada de forma qualitativa usando a técnica de cromatografia em camada delgada (CCD). Com base no perfil
por CCD, todas as condições apresentaram baixa conversão do ácido de partida. Nas reações conduzidas a 110 ºC e 140 ºC, a
mancha do monoacilglicerol apresentou baixa intensidade, mas mostrou seletividade para o produto alvo. Já a 170 ºC, o perfil por
CCD mostrou a presença de dioleína e trioleína. Outras condições de reação encontram-se em avaliação. O percentual de
conversão do ácido oleico em monooleína será determinado por Cromatografia Gasosa acoplada a Espectrometria de Massas
(CG-EM) e o método está em fase de ajuste.
Referências:
DOS SANTOS, N. B. L.; REZENDE, M. J. C. Produção de monoacilgliceróis: rotas e catalisadores, Revista Virtual de Química, v. 4,
n. 2, p. 118-129, 2012.
DOS SANTOS, N. B. L.; PIZA, P. G. T.; REZENDE, M. J. C. Caracterização de catalisador a base de argila e sua avaliação
preliminar na produção de monolaurina, XXXV Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural da
UFRJ, outubro, 2013.


917 – REAÇÃO DE HALOGENAÇÃO DE ALQUINOS COM ÁCIDOS TRIALO-ISOCIANÚRICOS EM PRESENÇA DE HALETOS DE POTÁSSIO


Autor(es): Mônica Rufino Senra

Orientação: Marcio Contrucci Saraiva de Mattos

Resumo:
Introdução
Compostos orgânicos halogenados são intermediários sintéticos importantes devido à possibilidade da sua transformação em uma
variedade de moléculas funcionais. Reações em carbonos insaturados com halogênios são amplamente utilizados para a preparação
de produtos halogenados.
Um dos métodos para a reação de halogenação de compostos insaturados utiliza como fonte de X+ halogênio molecular (X2). No
caso do Cl2 e do Br2 ambos são compostos perigosos, voláteis, tóxicos e de difícil manipulação. Outra fonte de X+ é o uso de
N-halosacarinas e de N-halo-succinimidas que tem o inconveniente de serem reagentes caros e importados. Como alternativa a
esses reagentes pode-se empregar os ácidos trialo-isocianúricos (TXCA) como fonte de X+.[2]
Já foi relatado em literatura que os ácidos trialo-isocianúricos transferem halogênios eletrofílicos, eficientemente, a compostos
orgânicos insaturados.[1-4]
O objetivo do trabalho é propor uma nova metodologia para a halogenação de alquinos usando o meio TXCA/KX.
Resultados e Discussão
O alquino reagiu com TXCA e KX à temperatura ambiente usando acetonitrila como solvente.
As análises das reações foram feitas por CGAR e os produtos caracterizados por espectrometria de massas.
Bromação:
2 mmol do alquino reagiram com 1,4 mmol de TBCA e 4 mmol e KBr em 25 mL de CH2Cl2 e 2 mL de H2O, à temperatura
ambiente por 24 horas.
Na reação com o 1-fenil-1-butino, obteve-se 75% do produto 1,2-dibromo-1-fenil-1-buteno e observou-se a formação de traços de
2-bromo-1fenil-1-butanona.
Usando o fenil-acetileno como substrato, conseguiu-se identificar, por cromatografia gasosa, a formação dos dois isômeros numa
proporção de 2:1. O produto da reação foi o 1,2-dibromo-1-fenil-1etileno com conversão de 73% (soma dos isômeros).
Com o difenil-acetileno como substrato também verificou-se a formação dos dois isômeros do composto dibromado na proporção
de 6:1. O produto da reação foi o dibromo-difenil-etileno com conversão de 66% (soma dos isômeros).
Na reação com o 1-hexino obteve-se como produto o 1,2-dibromo-1-hexeno com 85% de conversão e observou-se a formação
majoritária de um dos isômeros.
Usando o 3-hexino como substrato obteve-se como produto o 3,4-dibromo-3-hexeno com 86% de conversão, observou-se a
formação majoritária de um dos isômeros dibromados, e também temos a formação de 4,4-dibromo-3-hexanona em quantidades
traços.
Cloração
Usando a mesma proporção dos reagentes usados para a bromação, na reação com o 1-fenil-1-butino,com 4 horas de reação,
verificou-se a formação de 35% da 1,2-dicloro-1-fenil-1-buteno (soma dos isômeros), de 65% da 2-cloro-1fenil-1-butanona e um
consumo total do substrato.
Usando quantidades menores dos reagentes (2 mmol do alquino, 0,7 mmol de TBCA e 2 mmol e KBr), com três horas de reação,
observou-se a formação de 19% de 1,2-dicloro-1-fenil-1-buteno (soma dos isômeros), de 47% da 2-cloro-1fenil-1-butanona e o
substrato não foi totalmente consumido.
Conclusões
A metodologia empregada mostrou-se eficiente para a bromação de alquinos obtendo-se, majoritariamente, os alquenos
desejados. Já para a cloração dos alquinos usando o TCCA a reação ainda tem que ser melhor ajustada para se obter melhores
resultados. No momento ainda não se conseguiu atribuir as respectivas configurações.
Referências:
[1] Mendonça, G.F.; Senra, M.R.; Esteves, P.M.; de Mattos, M.C.S.; Appl. Catal. A: Gen. 2011, 401, 176.
[2] Sodré, L. R.; Esteves, P. M., de Mattos, M. C. S.; J. Braz. Chem. Soc. 2013, 24, 212.
[3] Tozetti, S. D. F.; de Almeida, L. S.; Esteves, P. M.; de Mattos, M. C. S.; J. Braz. Chem. Soc. 2007, 18, 675.
[4] Crespo, L. T. C.; Ribeiro, R. S.; de Mattos, M. C. S.; Esteves, P. M.; Synthesis 2010, 2379.


942 – AVALIAÇÃO DO FOSFATO DE ZIRCÔNIO E NIÓBIO NA ESTERIFICAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS COM METANOL


Autor(es): Camila Cristane Cordeiro, Daniel de Mattos Passy, Amanda N. C. Silami

Orientação: Jorge de Almeida Rodrigues Junior, Elizabeth Roditi Lachter

Resumo:
Os fosfatos de metais de transição são sólidos inorgânicos que apresentam atividade catalítica devido à natureza ácida atribuída aos
sítios de Lewis do centro metálico e aos sítios de Bronsted do grupo hidroxila. Os fosfatos de nióbio e zircônio, entre outros,
apresentam potencial aplicação em processos petroquímicos e na transformação de biomassa devido à regularidade dos tamanhos
de poros, à estabilidade térmica moderada, à alta área específica e à superfície altamente ácida, que são propriedades importantes
nos processos catalíticos industriais. Nosso grupo vem desenvolvendo trabalhos sobre a síntese, caracterização e atividade
catalítica de fosfato de nióbio em reações de esterificação de ácidos graxos. Neste trabalho o fosfato de zircônio foi sintetizado,
caracterizado e avaliado nas reações de esterificação do ácido oleico com metanol. O objetivo do estudo é comparar a atividade
catalítica do fosfato de zircônio com a do fosfato de nióbio, em uma reação de esterificação modelo, a reação do ácido oleico com
metanol. Posteriormente os catalisadores serão avaliados na produção de biodiesel a partir de rejeitos ricos em ácidos graxos livres.
O fosfato de zircônio foi obtido a partir de oxicloreto de zircônio e fosfato de amônio. O material obtido foi lavado e em seguida foi
seco a 100C. As reações de esterificação foram conduzidas na temperatura de refluxo da mistura (aproximadamente 65C) por 3
horas. Após o término da reação o produto foi extraído do meio e analisado por ressonância magnética nuclear de hidrogênio. Para
efeitos de comparação foram também realizadas reações na presença do ácido p-toluenossulfônico com os ácidos palmítico,
miristico, esteárico, oléico e com mistura de ácidos graxos provenientes do óleo de palma. Nas reações do ácido oleico com metanol
catalisada por fosfato de zircônio o rendimento em éster foi de 23% e com o fosfato de nióbio foi de 67%. Nas reações via catálise
homogênea, com o ácido p-toluenossulfonico, os rendimentos variaram de 95 a 85%. Embora os resultados obtidos via catálise
heterogênea tenham sido inferiores aos da catálise homogênea, os resultados com fosfato de nióbio foram promissores, uma vez
que existe a possibilidade de reutilização do catalisador
Gliozzi, G., Innorta, A., Mancini, A., Bortolo, R., Perego, C., Ricci, M., Cavani, F. Appl. Catal. B: Environmental, 145 (2014) 24.


4219 – COMPORTAMENTO ELETRÓDICO DO 2,4-D EMPREGANDO O ELETRODO DE CARBONO VÍTREO


Autor(es): Raissa Hypolito Campelo, Rohanna Oliveira Tavares de Pinho

Orientação: Priscila Tamiasso-Martinhon, Rene Pfeifer, Celia Regina Souza da Silva, Maria Rita Guinancio Coelho

Resumo:
Devido à sua utilização generalizada, à persistência, a natureza polar, e solubilidade em água, os resíduos de agrotóxicos e seus e
produtos de transformação podem estar presentes em matrizes incluindo a água, o solo, além dos produtos de origem vegetal, em
assim sendo, métodos analíticos de rotina sensíveis e validados para determinação de 2,4-D em amostras de água e solo são
altamente desejados. Neste trabalho é proposto um método eletroanalítico para determinação de 2,4-D utilizando voltametria cíclica,
empregando um potenciostato/galvanostato AUTOLAB PGSTAT 128N da Metrohm, controlado pela interface Nova 1.8, e uma célula
eletroquímica de três eletrodos. Os eletrodos de trabalho utilizados foram platina e carbono vítreo. O eletrodo de calomelano foi a
referência empregada e o contra-eletrodo foi uma rede de platina. As medidas foram realizadas em tampão Britton-Robinson em
diferentes valores de pH e velocidades de varredura. O sistema foi desaerado com gás nitrogênio. Os resultados obtidos apontam
para a necessidade do pré-tratamento catódico da superfície, afim de ativá-la. Levando a obtenção de sinais com boa resolução na
região de 0 a 1,4 V.


1741 – PRODUÇÃO DE PEPTIDEOS ANTIMICROBIANOS (PAMS) DERIVADOS DO FARELO DE SOJA (GLYCINA MAX)


Autor(es): Cyntia da Silva Freitas, Mayane da Silva Aniceto

Orientação: Eduardo Mere Del Aguila, Patricia Ribeiro Pereira, Vania Margaret Flosi Paschoalin

Resumo:
Doenças transmitidas por alimentos (DTA) é um termo em geral usado para descrever enfermidades causadas pela ingestão de
alimentos contaminados. Atualmente, há um grande debate sobre os métodos mais apropriados para a preservação de alimentos de
forma a evitar a contaminação e aumentar o tempo de prateleira dos alimentos. O farelo de soja, subproduto formado após a
prensagem do grão para produção de óleo, é uma fonte rica em proteínas e peptídeos, sendo que vários deles apresentam atividade
antimicrobiana (PAMs). Estes peptídeos são importantes componentes das defesas naturais da maioria dos organismos vivos,
animais e plantas, contra os patógenos invasores. Estas moléculas são, em sua maioria, anfipáticas tendo como um dos
mecanismos de ação a interação com a membrana celular dos microrganismos, inibindo ou retardando o seu crescimento. O objetivo
deste estudo foi obter peptídeos antimicrobianos do farelo de soja para serem usados como um aditivo para a preservação de
alimentos. O farelo de soja foi exposto a um tratamento térmico 50 °C por 24h. O sobrenadante obtido após centrifugação foi tratado
a 90 °C por 10 min. O extrato bruto obtido foi filtrado em membrana de 0.22?m e sua atividade foi testada contra diferentes
patógenos encontrados em alimentos. Este extrato bruto (em faixa de 0,7 a 3 mg de proteína) inibiu parcialmente o crescimento de
Listeria innocua e completamente o de Escherichia coli, Staphylococcus coagulase negative, Acinetobacter genomospecies 3,
Aeromonas hydrophila e Pseudomonas fluorescens. O extrato bruto foi fracionado em coluna de DEAE-Sepharose em tampão
fosfato de sódio 50mM pH 7.0 e as frações foram eluídas com 0,2M NaCl no mesmo tampão. Foram obtidos 2 picos de proteína,
sendo que 0,2 mg de proteína de cada um deles, apresentaram atividade inibitória de 18 e 57 %, respectivamente, no crescimento
de Acinetobacter genomospecies 3 (organismo modelo). Experimentos adicionais estão sendo realizados para caracterizar as
frações ativas. Baseados nestes resultados preliminares, pode-se afirmar que o método de obtenção de peptídeos antimicrobianos é
eficiente, simples e de baixo custo, feito a partir de subproduto da indústria alimentícia e gerando produto de alto valor agregrado. Os
peptídeos antimicrobianos poderão ser utilizados na indústria biomédica e na produção e conservação de alimentos.


2129 – CARACTERIZAÇÃO BIOQUÍMICA E ESTRUTURAL DA LIPASE HIPOTÉTICA DSM-14977 DE OCEANITHERMUS PROFUNDUS


Autor(es): Beatriz Rosa Penna

Orientação: Cristiane Dinis Ano Bom, Anderson de Sa Pinheiro, Danielle Maria Perpetua de Oliveira Santos, Fabio Ceneviva Lacerda de Almeida

Resumo:
Enzimas de organismos extremófilos possuem características importantes como a alta estabilidade em condições adversas sendo de
grande interesse biotecnológico. As lipases são biocatalisadores muito utilizados em diversos setores industriais, sendo a lipase B de
Candida antarctica (CALB) uma das mais utilizadas, principalmente, nas industrias farmacêuticas e do biodiesel. Entretanto, a
utilização da CALB em larga escala ainda é proibitiva para alguns bioprocessos devido ao seu alto custo. Assim, o objetivo principal
deste trabalho consiste nos estudos de caracterização bioquímica e estrutural de uma nova proteína homóloga à CALB a fim de
desenvolver novos biocatalisadores mais estáveis e ativos. Para isso, utilizamos a sequência primária da CALB como modelo para
selecionar novas proteínas em bancos de dados disponíveis. Dentre as enzimas prospectadas, selecionamos a fosfatase putativa
DSM-14977 de Oceanithermus profundus. As fosfatases são fundamentais em diversos mecanismos celulares como a diferenciação
e sinalização celular, sendo alvos biotecnológicos, principalmente, de indústrias farmacêuticas. A DSM-14977 foi clonada em
pET28a fusionada à uma cauda de histidina para facilitar a purificação. Testes de expressão foram realizados em diferentes
condições sendo o melhor resultado obtido com a expressão em BL21(DE3) a 37°C, induzida com 1mM de IPTG em D.O600nm de
0,9. Após a expressão da DSM-14977 foram realizados experimentos de purificação através de cromatografia de afinidade à níquel
utilizando concentrações crescentes de imidazol para eluição da proteína, na presença e ausência de NaCl e em diferentes pHs. Os
resultados mostraram que a proteína foi eluída em altas concentrações de imidazol (2M) indicando possuir alta afinidade à resina.
Posteriormente, a proteína foi submetida a cromatografia de gel filtração para a separação dos seus estados oligoméricos. Os
resultados referentes às purificações foram avaliados através de SDS-PAGE 15%. O monitoramento da atividade enzimática da
DSM-14977 foi realizado em cada etapa de captura utilizando substratos específicos para lipases e fosfatases. A DSM-14977
apresentou atividade fosfatásica e lipásica durante as diversas etapas de purificação. Entretanto, com o aumento do grau de pureza
da proteína foi possível observar um aumento significativo na atividade lipásica até a total anulação da atividade fosfatásica,
sugerindo que esta enzima pertença à família das lipases. Novos estudos de atividade serão realizados para identificar a
temperatura e pH ótimo para a caracterização bioquímica da lipase DSM-14977. Estudos estruturais preliminares utilizando
fluorescência intrínseca do triptofano na presença de uréia mostraram que a proteína é estável até aproximadamente 2M de ureia
mostrando resultados similares para o estado monomérico e oligomérico. Novos estudos estruturais utilizando dicroísmo circular e
fluorescência serão realizados para monitorarmos a estabilidade desta proteína em diversas condições.


289 – CARACTERIZAÇÃO DA QUALIDADE DO AR NA ÁREA DAS INSTALAÇÕES DOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2016


Autor(es): Bruno Cavalcanti da Cunha Araujo, Bruno Labanca Lopes

Orientação: Celeste Yara dos Santos Siqueira

Resumo:
Em todo o planejamento para a realização dos Jogos Olímpicos é demandado um rigoroso controle dos níveis de poluentes
interiores e exteriores. Somado a isso, níveis adequados de temperatura e umidade relativa também devem existir nas instalações
das competições, especialmente naquelas novas, devido a emissões de compostos voláteis de materiais como tintas, madeiras,
cimento.
Considerando a necessidade de se monitorar a qualidade do ar nos locais onde serão realizados os Jogos Olímpicos de 2016,
estudos diretamente relacionados a esse tema mostraram-se fundamentais na análise de riscos à saúde pela exposição humana a
poluentes tóxicos no ar, objeto deste projeto.
Assim, este trabalho possuiu como objetivo a caracterização da qualidade do ar em locais dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de
Janeiro. Os dados obtidos foram comparados com parâmetros de Meio Ambientes de Exteriores (MAE), a fim de servir de base para
a criação de um banco de dados de análises físico-químicas do ar desta região.
O sistema de amostragem do ar efetuou as análises de Compostos Orgânicos Totais (COVs), com bomba de baixo volume
conectada através de um tubo de Tygon a cartuchos de carvão e XAD-2.
Para a análise dos Compostos Orgânicos Voláteis foi realizada primeiramente a extração com solvente. Após a extração, os COVs
foram perfilados por Cromatografia Gasosa de Alta Resolução com detecção por Ionização em Chama (CGAR-DIC) e identificados
por Cromatografia Gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM).
Foram identificados por comparação com espectros de referência, os seguintes compostos: diclorometano, metil pentano, hexano,
acetato de etila, clorofórmio, metilciclopentano, benzeno, metilciclo-hexano, iso-octano, tolueno, octano, metiloctano, etilbenzeno,
xileno, nonano, dimetilbenzeno, dimetiloctano, dimetilciclo-hexanona, propilbenzeno, decano, ?-pineno, trimetilbenzeno, ?-limoneno,
propilbenzeno, dietilbenzeno, undecano, dodecano, tridecano, 2-metilnaftaleno, tetradecano, pentadecano e octano.
Foi observada a presença de benzeno, tolueno, xilenos (BTEX) característicos de sítios poluídos por motores a combustão. Foram
detectados, também alguns alquil-naftalenos como: Dimetilnaftaleno, dimetil-4-(1-metileno)-naftaleno,
1,2,3,4-tetra-hidro-1,6-dimetilnaftaleno que podem ter sido originados de derivados de petróleo e/ ou queimadas. Estão presentes
alguns terpenos (limoneno, pineno), e ésteres que podem ser oriundos da vegetação típica da região.
O estudo realizado mostrou que a maioria dos parâmetros estudados está em conformidade com a legislação (NIOSH, 1994; Aquino
Neto &Brickus, 1999) e os limites propostos de qualidade do ar. Contudo, os resultados obtidos ainda são insuficientes para
validação estatística dos mesmos. Novos estudos serão realizados nos mesmos locais e periodicamente, discutindo as melhorias
obtidas.
NIOSH: U.S. NationalInstitute for OccupationalSafetyand Health (1994). PoketGuidetoChemicalHazards. CDC Rep. 398.
Aquino Neto, F. R. Brickus, L.S.R (1999) Padrões Referenciais para Análise de resultados de Qualidade Físico-Química do Ar em
Interiores visando a Saúde pública. Revista Brasindoor, v.3, n.2, p.4-15.


1435 – CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE AREIA DE QUARTZO PARA USO COMO FONTE DE SILÍCIO SOLAR


Autor(es): Ranielle Souza da Silva Dias, Thamiris Pereira Cid

Orientação: Fernanda Arruda Nogueira Gomes da Silva, Adriana de Aquino Soeiro da Silva, João Alves Sampaio, Francisco Manoel dos Santos Garrido

Resumo:
O silício é o segundo elemento com maior abundância na crosta terrestre. É um metal semicondutor, e em seu estado puro, possui
cor cinza e não possui uma boa condutibilidade elétrica. Sua condutividade, parcialmente provém de impurezas e, também, do
próprio quartzo, do qual é obtido o silício grau metalúrgico (SiGM). Quando o SiGM é submetido a processos de purificação, tendo
como resultado um produto com aproximadamente 99,99% de pureza, origina o silício grau solar (SiGS). Este, com alto teor de
pureza, tem como finalidade a produção de células fotovoltaicas que podem, ser utilizados na conversão de energia solar em energia
elétrica. Portanto, este projeto pretende desenvolver um processo capaz de obter a matéria prima básica para obtenção do SiGM
melhorado, ideal para produção de células fotovoltaicas. Para tanto, utilizou-se uma pilha de homogeneização da amostra de uma
areia de quartzo usada para este fim. Após este procedimento, efetuou-se uma análise granulométrica da amostra homogeneizada e
logo em seguida calcinou-as nas temperaturas de 700 e 1000°C por 30 e 90 min. Após a calcinação, a amostra foi submetida a um
resfriamento rápido (quenching). Na etapa seguinte, a amostra foi filtrada e levada a uma estufa a temperatura de 50°C para que
fosse realizada a sua secagem. Quando secas, foram pulverizadas em um moinho revestido e enviadas a análise química por
emissão ótica por plasma indutivamente acoplado (ICP-OES) e a difração de raios X (DRX). As análises de DRX indicaram que as
amostras de areia de quartzo possuíam como impurezas os minerais microclína (KAlSi3O8), muscovita ((K, Na)(Al, Mg,
Fe)2(Si3.1Al0.9)O10(OH)2) e calcita (CaCO3). Por meio da avaliação dos resultados de ICP-OES pode-se informar que para as
amostras calcinadas a 700°C por 30 e 90 min, foi possível obter produtos com 99,8% e 99,5% de SiO2, respectivamente. Para as
amostras tratadas a 1000°C, nos mesmos intervalos de tempo, atingiram-se porcentagens de 99,6% e 99,8%, respectivamente. Em
relação às impurezas, não se obteve resultado satisfatório. Não constatou-se alterações nos teores de boro e os de cálcio e fósforo,
por exemplo, exibiram teores discrepantes comparando um procedimento com outro. Portanto, com base em resultados estatísticos
são necessários outros ensaios de calcinação para que se possa reduzir os níveis de impurezas encontrados nas amostras. Estes
ensaios encontram-se em andamento nos estudos atuais.


961 – TRANSESTERIFICAÇÃO DE ÓLEOS VEGETAIS COM METANOL CATALISADA POR SRO E SRO/SBA-15


Autor(es): Rodrigo Lannes Poubel

Orientação: Elizabeth Roditi Lachter

Resumo:
Recentemente a síntese de materiais contendo mesoporos com dimensões bem definidas tem tido destaque em aplicações onde é
necessário o escoamento de líquidos viscosos, por exemplo, na produção de biodiesel. Estes materiais podem ser obtidos através
de microemulsões, uso de microesferas de poliestireno ou co-surfactantes em conjunto com o direcionador de estrutura dos
mesoporos. O uso dos catalisadores sólidos ácidos ou básicos em reações orgânicas tem crescido atualmente e apresenta
vantagens como: a fácil separação do meio, ausência de problemas de corrosão e podem ser reutilizados. Na reação de
transesterificação de óleos vegetais podemos citar o uso de zeólitas, catalisadores à base de zircônio e iodeto de potássio suportado
em gama alumina. No entanto a utilização de catalisadores heterogêneos ainda é limitada devido à dificuldade de difusão dos
reagentes, e consequentemente maior tempo reacional. Em função disso, sílicas mesoporosas com alta área específica e diâmetro
de poros compatíveis com moléculas volumosas como a do triglicerídeo são promissoras como suporte para catalisadores básicos
heterogêneos. Resultados anteriores obtidos pelo nosso grupo mostraram que a sílica SBA-15, impregnada com carbonato de
potássio, se apresentou como um catalisador eficiente na reação de transesterificação do óleo de girassol com metanol. Poucos
trabalhos foram encontrados na literatura consultada sobre o uso de bases como sais estroncio suportados em sílicas mesoporosas.
Este trabalho apresenta a preparação, a caracterização e a avaliação de sílicas mesoporosas (SBA-15) impregnadas com nitrato de
estrôncio em reações de transesterificação de óleos vegetais com metanol para a produção de ésteres metílicos, isto é, biodiesel. As
reações foram conduzidas na temperatura de refluxo da mistura (aproximadamente 65ºC) e a proporção molar álcool/óleo foi de 24/1
por 8 horas. O produto foi extraído do meio com hexano e lavagem com solução saturada de NaCl e analisado por ressonância
magnética nuclear de hidrogênio. A conversão em éster foi baixa (11%) provavelmente devido ao entupimento dos poros durante a
impregnação. Para efeitos de comparação foi avaliado o óxido de estrôncio na transesterificação dos óleos de soja, girassol, palma,
pequi e buriti, e a conversão em biodiesel foi de 100% após 30min de reação com todos os óleos.
J. Dhainaut, J.P. Dacquim, A. f. Lee, K. Wilson, Green Chemistry 12 (2010) 296.


1005 – OXIDAÇÃO DE DIÓIS UTILIZANDO O ÁCIDO TRIBROMO-ISOCIANÚRICO


Autor(es): Raphael Cruz Alves

Orientação: Marcio Contrucci Saraiva de Mattos

Resumo:
Introdução
O ácido tribromo-isocianúrico é facilmente preparado e de forma segura a partir do ácido cianúrico, KBr e Oxone [1]. Este reagente é
bastante interessante do ponto de vista da química verde, uma vez que se apresenta como um sólido estável, de fácil manipulação e
fonte de íons Br+ que podem halogenar compostos orgânicos sem utilizar Br2 [1].
O projeto visa realizar uma metodologia alternativa para a oxidação de dióis utilizando-se o ácido tribromo-isocianúrico, comparando
o rendimento e a cinética com os resultados já existentes na literatura para o ácido tricloro-isocianúrico [2].
Resultados e Discussão
A reação de 2mmoles de cis-1,2-ciclo-hexanodimetanol com 2mmoles do ácido tribromo-isonianúrico em 10ml de diclorometano
como solvente por 4 h à temperatura ambiente levou à formação da respectiva lactona [2]. O produto foi analisado por cromatografia
gasosa de alta resolução com detector de ionização em chamas (padrão interno: pentadecano) e espectrometria de massas
obtendo-se o rendimento cromatográfico de 53%. Para o cálculo do rendimento da reação alguns aspectos operacionais precisam
ser melhorados, uma vez que ao se analisar o cromatograma verifica-se que o reagente cis-1,2-ciclo-hexanodimetanol é consumido
completamente.
Conclusão
Portanto, pode-se concluir que o ácido tribromo-isocianúrico pode ser utilizado para promover a lactonização de dióis sendo uma
alternativa segura, barata e sem a necessidade de condições severas.
Referências
[1] Tozetti. S. D. F.; de Almeida. L. S.; Esteves. P. M.; de Mattos. M. C. S.; J. Braz. Chem. Soc. 2007, 18, 675.
[2] Kondo. S.; Kawasoe. S.; Kunisada. H.; Yuki. Y.; Synth. Commun. 1995, 25, 719.


1113 – PERFIL CROMATOGRÁFICO DE FRUTAS EXÓTICAS BRASILEIRAS POR SPME-CG-EM


Autor(es): Luis Felipe Alves gomes Silva

Orientação: Thais Uekane, Claudia Moraes de Rezende

Resumo:
O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, com alto volume de exportação, principalmente para a União Européia. As
frutas exóticas ainda representam baixo volume no mercado internacional, entretanto no país está ocorrendo um aumento em sua
comercialização, devido ao seu sabor e aroma típicos. [1]
As frutas exóticas murici (Byrsonima crassifolia,Malpighiaceae ), sapodilla (Achras sapota, Sapotaceae), bacuri (Platonia insignis,
Clusiaceae) e abiu (Pouteria Caimito, Sapotaceae) podem ser encontradas na região Amazônica e em algumas regiões do Nordeste
brasileiros. São consumidas in natura, em doces, licores, geleias, sucos e sorvetes. [2-5] Alguns estudos apontam propriedades
antioxidantes da abiu e sapodilla. [6]
A literatura científica é escassa com relação aos componentes voláteis dessas frutas. Desta forma, o presente trabalho tem por
objetivo realizar um perfil das substâncias voláteis destas frutas utilizando a técnica de Cromatografia Gasosa com detector de
ionização em chama (DIC) e acoplada ao espectrômetro de massas (EM).
As frutas foram adquiridas na forma in natura higienizadas, despolpadas, alíquotadas e estocadas no freezer até análise. Para a
extração dos compostos voláteis, a técnica de Microextração em fase sólida (Solid Phase Microextration – SPME) com uma fibra
trifásica, composta por polidimetilsiloxano, divinilbenzeno e carboxen (PDMS/DVB/CAR) foi utilizada. Em um frasco de 40 mL, 2,0g
da amostra foram pesados, o headspace foi extraído pela fibra por 30 min a uma temperatura de 50°C. Após este período, a fibra foi
inserida no injetor do cromatógrafo gasoso a temperatura de 250°C para dessorção dos analitos. Para separação foi utilizada uma
coluna DB-5 (30 m x 0,25 µm d.i.x 0,25 mm e.f., natureza apolar) e uma Carbowax (30 m x 0,25 µm d.i.x 0,25 mm e.f., natureza
polar), ambas J&W e na seguinte programação de temperatura: forno a 40°C (1min) com uma taxa de aquecimento de 3°C/min até
250°C (5min). Os detectores foram: detector de ionização em chama a 270°C e espectrômetro de massas, em modo de varredura de
íons, m/z 50-550, com temperatura da fonte de íons e quadrupolo de 230°C e 150°C, respectivamente.
A identificação dos analitos foi realizada pelo cálculo do índice de retenção linear, em ambas as colunas cromatográficas e pelo uso
do espectrômetro de massas.
Como resultados preliminares, observou-se para murici a presença dos ácido butírico, ácido capróico e hexanoato de etila como
mais abundantes. Para bacuri, os principais compostos presentes no headspace foram terpenos, sendo o mais abundante o
monoterpeno linalol e para sapodilla, os alcoóis e ésteres apresentaram maior proporção no seu headspace.
O uso de colunas cromatográficas com polaridades diferentes auxilia na identificação de classes aromáticas diversas. A presença
dos ésteres e terpenos é comum em frutas exóticas, confirmadas pelo presente estudo.
Referências:
(1)Boletins Sebrae 2014 – PRODUZA E COMERCIALIZE FRUTAS QUE ESTÃO CONQUISTANDO O MERCADO
(2)GUIMARAES, Marília Mendonça and SILVA, Maria Sebastiana. 2008. Valor nutricional e características químicas e físicas de
frutos de murici-passa (Byrsonima verbascifolia). Ciênc. Tecnol. Aliment.vol.28, n.4, pp. 817-821.
(3)MACLEAOD, Alexander J. and TROCONIS, Nola Gonzales de. 1982. Volatile flavor components of sapodilla fruit (Achras sapota
L) J. Agric. Food Chem. 30 (3), pp 515?517
(4)Revista Ciencia hoje, edição 272, 2010. agronomia e ecologia, pag. 40-45
(5)EMBRAPA/Centro Nacional de Pesquisa de Agroindústria Tropical. Uso de Composto Orgânico de Lixo Urbano na Produção de
Mudas de Abieiro. Comunicado Técnico nº86 .Belém, PA. 2004
(6)Assis, Sandra Aparecida de; Vellosa, José Carlos Rebulgio VELLOSA and Brunetti, Iguatemy Lourenço. 2009. Antioxidant
Activity, ascorbic acid and total phenol of exotic fruits ocorring in Brazil. International Journal of Food Sciences and Nutrition; 60(5):
439 448.


1758 – SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DE POLÍMEROS DE QUITOSANA OBTIDOS POR QUÍMICA VERDE


Autor(es): Nara Borges Oliveira, Laidson Paes Gomes

Orientação: Eduardo Mere Del Aguila, Vania Margaret Flosi Paschoalin

Resumo:
A quitosana é um biopolímero com propriedades únicas com diferentes aplicações industriais. A quitosana é um polímero de
N-acetilglicosaminas obtido a partir da desacetilação da quitina. As aplicações de quitosana e seus derivados dependem de suas
estruturas químicas. Vários estudos têm mostrado que as propriedades das quitosanas são dependentes do peso molecular e grau
de acetilação (DA) dos biopolímeros, sendo que muitos efeitos são obtidos quanddo os polímeros tem baixos peso molecular (Mw) e
DA. A quitosana, de maneira geral, é produzida por desacetilação da quitina em meio alcalino e a altas temperaturas. O processo
termoquímico de obtenção de quitosanas gera grandes quantidades de produtos prejudiciais ao meio ambiente e as quitosanas
obtidas são heterogêneas. O desenvolvimento de processos visando a hidrólise controlada da quitina é importante devido ao
surgimento de novas aplicações na area biomédica e na indústria de alimentos para os quitooligossacarídeos. Este estudo teve por
objetivo caracterizar as quitosanas obtidas a partir de quitina cristalina de camarão usando um tratamento sequencial com duas
enzimas: hidrólise da quitina com quitinases, seguido por desacetilação dos polímeros obtidos com quitina deacetilase.
Espectrometria de infra-vermelho com derivada de Fourier (FT ? IR) foi utilizada para estimar o grau de acetilação (DA) das
quitosanas, que foi 85%. O índice de cristalinidade estimado por DRX da amostra de quitina que era de 57,6 % chegou a 15,9 % e o
peso molecular dos produtos hidrolisados e desacetilados foi estimado entre 7 e 10 kDa por cromatografia por exclusão de tamanho
(SEC).
Apoio financeiro: FAPERJ, CAPES e CNPq


2655 – CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR E BIOQUÍMICA DE CATEPSINA B DIGESTIVA DA LAGARTA DA SOJA ANTICARSIA GEMMATALIS: NÍVEIS DE EXPRESSÃO DA PROTEÍNA EM DIFERENTES CONDIÇÕES.


Autor(es): Luis Felipe Costa Ramos, Henrique dos Santos Seckler

Orientação: Cristiane Dinis Ano Bom, Danielle Maria Perpetua de Oliveira Santos, Fabio Mendonça Gomes, Carolina Macedo Koeller, Norton Heise, Ednildo de Alcantara Machado, Ana Paula Cabral de Araujo

Resumo:
O Brasil é um dos principais produtores de soja e prejuízos causados por ataques de insetos causam grandes perdas econômicas.
Investimentos em controle biológico têm sido realizados, entre os quais a utilização de toxinas Bt, derivadas de bactérias da espécie
Bacillus thuringiensis, que tem como alvo específico pragas agrícolas. As lagartas da mariposa Anticarsia gemmatalis são a principal
praga agrícola de soja no Brasil. No entanto, aspectos digestivos deste inseto foram pouco estudados. Dados anteriores mostram a
identificação de uma cisteíno protease do tipo catepsina B a partir de RNA do epitélio intestinal de lagartas, através de reações de
PCR. O fragmento amplificado (600 bp) foi clonado e a sequência foi identificada. A região 3′ da sequência foi amplificada por RACE.
O fragmento foi subclonado, e a proteína recombinante truncada foi expressa em bactérias. Esta proteína foi utilizada para
imunização de camundongos, e o antisoro foi utilizado em reações de western blotting (WB), sendo capaz de reconhecer a proteína
endógena. Este projeto tem como objetivo a caracterização bioquímica e analisar diferenças no padrão de expressão da catepsina B
de intestino da lagarta, mediante diferentes condições de alimentação. Neste trabalho, foram feitos bioensaios de 5 indivíduos cada
grupo, com 3 réplicas, grupos de lagartas alimentadas, ou em jejum de 72h, ou realimentadas após jejum de 24h foram analisadas
quanto à sua sobrevivência e aumento de peso durante 5 dias. Alguns indivíduos foram dissecados e extratos de intestinos foram
obtidos para análise de atividade específica de catepsina B e ensaios de WB, para testar os níveis de expressão da proteína. Os
resultados sugerem que a expressão e atividade em lagartas postas em jejum não se diferenciou das lagartas alimentadas. Já em
lagartas realimentadas, houve um aumento na expressão. Outros bioensaios realizados avaliaram os mesmos efeitos após a
ingestão dos inibidores de proteases E-64 e SBTI, além da ingestão de diferentes concentrações de toxina Bt, extraída de esporos.
Os resultados obtidos mostraram um aumento na expressão dessa proteína em lagartas expostas a baixas concentrações de Bt e,
conforme a concentração aumenta, a expressão aparentemente diminui, tornando-se semelhante ao padrão observado no controle,
sugerindo modulação da expressão. Com relação aos inibidores, não houve diferença. Ao testar a atividade endógena foi observado
o mesmo padrão. Além disso, foram realizados testes de expressão em diferentes cepas de Escherichia coli e em diferentes
condições, utilizando o plasmídeo pQE-30 contendo a proteína recombinante. Obtivemos como melhor resultado a expressão em
Origami2 com densidade óptica de 0,7 a 37 ºC e indução com 1 mM de IPTG. Como perspectivas, serão realizados novos
bioensaios para a confirmação dos resultados sobre a expressão da proteína e sua atividade frente aos desafios alimentares, o
fechamento da sequência na região 5′ do cDNA através da técnica de RACE e, também, testar diferentes técnicas de lise para
obtenção da proteína recombinante solúvel, purificá-la e analisar sua atividade enzimática para estudos posteriores estruturais.


1445 – SIMULAÇÃO DO ESPECTRO DE INFRAVERMELHO DO COMPLEXO [AL(FORMAMIDA)5]3+


Autor(es): Julio da Silva Wysard, Guilherme Rabelo Carneiro da Silva

Orientação: Wagner de Assis Alves, Sergio de Paula Machado

Resumo:
Interações metal-amida são importantes para alcançarmos uma melhor compreensão sobre o potencial catalítico de complexos
metálicos perante a hidrólise de ligações peptídicas. A presença do grupo ?CONH? torna então a formamida um bom modelo
estrutural para o estudo dessas interações. A análise vibracional quantitativa mostra que cinco moléculas desta amida estão ao redor
do íon metálico, podendo se coordenar pelos átomos de nitrogênio ou oxigênio, totalizando 22 isômeros possíveis. A partir destes 22
isômeros possíveis, foi feito um estudo teórico dos espectros vibracionais destes complexos, utilizando a Teoria do Funcional de
Densidade (DFT), com funcional B3LYP e função de base LANL2DZ, contidos no software Gaussian 09, com o objetivo de verificar
os deslocamentos das bandas de formamida quando coordenada ao metal, no complexo [Al(formamida)5]3+. Todos os complexos
estudados pertencendo a grupos de pontos de baixa simetria. Os resultados obtidos indicam um padrão de variação nos
deslocamentos de alguns modos vibracionais, quando comparados ao ligante não coordenado, possibilitando que se discuta não
apenas a reatividade destes complexos modelos, bem como os possíveis complexos formados, através da comparação entre os
espectros obtidos experimentalmente e os simulados por DFT.


1573 – SÍNTESE E MODIFICAÇÃO DA FASE ZEOLÍTICA SODALITA


Autor(es): Ranielle Souza da Silva Dias

Orientação: Fernanda Arruda Nogueira Gomes da Silva, Marta Eloisa Medeiros, Francisco Manoel dos Santos Garrido

Resumo:
Estudar procedimentos de sínteses de zeólitas a partir de caulins é promissor, pois esse material possui naturalmente uma relação
SiO2/Al2O3 próxima da requerida para síntese de zeólitas e é encontrado em muitos depósitos no Brasil. Dessa forma, o objetivo
deste trabalho é utilizar o caulim da região Borborema-Seridó (RN/PB) para a síntese da sodalita, assim como, modificar esta zeólita
com óxido de manganês, visando sua aplicação como adsorvente de metais pesados ou então na preparação de eletrodos
nanoestruturados. Para tanto, na síntese da sodalita foram utilizados como reagentes o caulim(Al2Si2O5(OH)4):Na2CO3:NaOH:H2O
na seguinte razão estequiométrica 1:1:10:65. A digestão foi realizada em vasos de pressão de aço inox, na temperatura de 170°C,
permanecendo nesta por 1h. As amostras sintetizadas foram encaminhadas para difração de raios X (DRX), IV e MEV. Para a
modificação da sodalita por óxido de manganês pelo método sol-gel foram utilizados 0,164 g de acetato de manganês, 10 ml de
água, 0,5 g de sodalita e 0,043 g de amido. A dispersão obtida foi levada para um banho a 65°C por 20 minutos, observando-se ao
final a formação de um gel homogêneo. O gel obtido foi calcinado a 300°C durante 2h. Nas análises de DRX, para a síntese da
zeólita, observam-se picos bem definidos referentes à sodalita. As amostras da síntese lavadas e não lavadas foram caracterizadas
por IV. Nos espectros, são observadas as bandas relacionadas à sodalita, ao redor de 990, 690, 660, 560, 430 cm-1. Dentre as
espécies contidas dentro das cavidades da sodalita estão os grupos OH, bandas entre 3.400 e 3.600 cm-1, moléculas de H2O,
banda próxima a 1.650 cm-1, e íons CO32-, bandas em 1.450 e 1.410 cm-1. Na amostra sem lavagem são observadas bandas
adicionais em 860 e 721 cm-1, que podem ser atribuídas a íons carbonato fora da estrutura da zeólita, possivelmente relacionados
ao excesso do reagente Na2CO3. A micrografia dos materiais obtidos nas sínteses comprova a formação da fase sodalita, que
apresenta partículas com formas arredondadas características de aglomerados de policristais, que crescem e se aglomeram como
novelos de lã. Os resultados da caracterização por IV da sodalita modificada com óxido de manganês indicam que a estrutura da
sodalita é preservada depois da calcinação a 300 0C, uma vez que são observadas as bandas relacionadas à sodalita, observa-se
ainda um aumento da intensidade da banda ao redor de 660 cm-1, o que é uma forte indicação da formação do óxido de manganês,
sendo que, não são observadas as bandas do acetato de manganês ou do amido. A síntese da fase sodalita foi realizada com
sucesso e os resultados preliminares, da modificação da sodalita com óxido de manganês, são bastante animadores. Os autores
agradecem ao CNPq e ao CETEM.


1120 – ISOLAMENTO DE CAFESTOL E CAVEOL A PARTIR DE GRÃOS DE CAFÉ ARÁBICA


Autor(es): Viviane Cristina Pereira de Azevedo

Orientação: Fabio Junior Moreira Novaes, Claudia Moraes de Rezende

Resumo:
Cafestol e caveol (C&K) são álcoois diterpênicos encontrados exclusivamente no café e interessantes por suas propriedades
anticarcinogênica, anti-inflamatória, antioxidante, hepatoquimioprotetora e hipercolesterolêmica. Essas e outras propriedades
conferem aos diterpenos C&K valor inestimável como possíveis materiais de partida para novos fármacos. Apesar de disponíveis
comercialmente, são onerosos e sinteticamente inviáveis, o que reforça a necessidade de isolamento por técnicas fitoquímicas. Os
métodos disponíveis na literatura mostraram-se inadequados para isolamento, pois são demorados*, dispendiosos e/ou pouco
eficientes, principalmente devido a foto e termosensibilidade desses compostos. MÉTODO: Frente a essas questões,
desenvolveu-se um procedimento de isolamento dos diterpenos C&K a partir de grãos cru de café arábica, iniciado por uma
saponificação em temperatura controlada, seguida de extração líquido-líquido e purificação em cromatografia flash (CF) (*).
RESULTADOS: Em uma condição ainda não otimizada, a partir de 10 g de amostra obteve-se cerca de 10 % p/p de extrato rico em
derivados de ácidos graxo e dos respectivos diterpenos. A submissão desse extrato em CF forneceu um concentrado diterpênico de
aspecto oleoso e coloração amarelada, pesando 151 mg, cuja pureza foi avaliada por CG-DIC e correspondeu a 82 %, equivalendo a
1,24 % da composição do grão de café verde arábica, resultado esse condizente com os descritos na literatura (0,2 a 1,9 %
p/p).CONCLUSÃO: O procedimento desenvolvido foi satisfatório não apenas pela quantidade de material isolado e a pureza obtida,
mas também pelo tempo curto gasto no isolamento (< 4 horas) e por não degradar os diterpenos C&K. *Soxhlet (4-24 hs) - concentração em rotaevaporador (± 1 h) - metanólise (3 min ? 2 hs) -concentração em rotaevaporador (± 1 h) - Cromatografia líquida em coluna aberta a pressão atmosférica (2-3hs)-Cromatografia líquida de alta eficiência preparativa (hs ? dias).


1240 – SÍNTESE DE CORANTES QUINAZOLINIL-IMIDAZÓLICOS MEDIANTE ESTRATÉGIAS DE ACOPLAMENTO C-C


Autor(es): Natalia Pinto de Almeida

Orientação: Andres Felipe Yepes Perez, Joaquim Fernando Mendes da Silva

Resumo:
Células fotovoltaicas são dispositivos capazes de captar a luz solar e converter em energia elétrica. É uma alternativa considerada
como fonte de energia limpa, já que não são utilizados recursos naturais não renováveis e não causa maiores danos ao meio
ambiente. O objetivo deste projeto é desenvolver novos corantes orgânicos sensibilizantes para essas células fotovoltaicas.
Nossa primeira proposta sintética era obter dois intermediários, uma alquinilquinazolina e um alquinilimidazol, para então realizar
uma reação de acoplamento entre os grupos alquinil de cada composto. Foram testadas quatro diferentes metodologias para a
reação de acoplamento. Nas condições testadas foram utilizados como reagentes: 1. NiCl2, TMEDA, CuI, e como solvente, THF. 2.
CuI, DMAP e como solvente, CH3CN. 3. Cu(OAc)2, H2O, Piperidina e como solvente, CH2Cl2. 4. CuCl2, DBU e como solvente,
THF. Nestas condições, o resultado foi que a reação não ocorreu da forma desejada.
Então uma nova rota de reação foi planejada. Agora, a obtenção da nova quinazolina ocorre a partir do 2-amino-3-nitrofenol, usando
uma série de reações consecutivas partindo deste reagente. Assim, a primeira reação é a proteção do amino utilizando o grupo -Boc,
seguida pela metilação do grupo -OH, bromação seguida de formilação do anel aromático. Depois, procede-se a uma proteção do
grupo aldeído e a redução do grupo nitro, necessário para a reação seguinte, que é a formação da 2,3-quinazolindiona, que em uma
reação posterior sofre uma halogenação na presença de POCl3. Este último produto obtido será submetido a uma reação do tipo
Sonogashira com um derivado do butadiino, seguido de acoplamento com uma 2-iodoimidazolina previamente preparada, para então
se obter o corante desejado. Até o momento foi possível obter a 2-iodoimidazolina. Na preparação da nova quinazolina,
conseguiu-se avançar, por enquanto, até a etapa de formilação do anel aromático.


1776 – REAÇÃO DE BROMAÇÃO DE TOLUENO POR TBCA EM PRESENÇA DE ARGILA ÁCIDA


Autor(es): Guilherme de Sousa Dantas

Orientação: Marcio Contrucci Saraiva de Mattos

Resumo:
Introdução
Ácidos trihalo-isocianúricos são reagentes estáveis, sólidos e não geram coprodutos corrosivos ou tóxicos. O Ácido
tribromo-isocianúrico (TBCA) possui em sua estrutura três átomos de bromo eletrofílico que podem reagir com compostos
aromáticos. A presença de catalisador ácido favorece a reação de halogenação e a conversão é quase total em presença de
H2SO4[1],[2]. A substituição do ácido sulfúrico por argilas ácidas permite uma catálise eficiente, admite a utilização de solventes
orgânicos e não gera coprodutos degradantes do ponto de vista ambiental.
O projeto aborda o estudo da reação de tolueno com TBCA em presença de Fulmont IV (argila ácida), utilizando CH3CN como
solvente. A caracterização foi realizada através do espectrômetro de infra-vermelho e cromatografia gasosa acoplada ao
espectrômetro de massas ou de ionização de chama.
Resultados e Discussão
Inicialmente, preparou-se o TBCA com a proporção de 1:3 de ácido cianúrico para NaOH e KBr. As quantidades foram de 12,5 mmol
de ácido cianúrico, 37,5 mmol de NaOH, 37,5 mmol de KBr, 37,5 mmol de oxone e 18,75 mmol de Na2CO3. O rendimento foi de
64%. O TBCA foi caracterizado por espectroscopia de infravermelho e sua pureza foi determinada por reações de bromação de
anisol.
A reação de bromação do tolueno foi preparada utilizando-se uma proporção de 1:3 de substrato para TBCA. Foram padronizadas
as quantidades de 5 mmol de tolueno, 1,66 mmol de ácido TBCA, 0,1g de Fulmont IV e 20 mL de solvente. A reação durou 2 horas,
a princípio com aquecimento, posteriormente optou-se por agitação magnética. A reação sem aquecimento não levou à formação de
nenhum produto, enquanto em refluxo obteve-se um rendimento de 31% de produtos monobromados.
Conclusões
Conclui-se pelos resultados que a reação de bromação de tolueno por TBCA em presença de argila ácida ocorre apenas em refluxo.
Referências Bibliográficas:
[1] Mendonca, G.F.; de Mattos, M.C.S.; Current Organic Synthesis, 2013, 10, 820.
[2] de Almeida, L.S.; Esteves, P.M.; de Mattos, M.C.S. Synthesis 2006, 221.


3624 – ESTUDO DE ADSORÇÃO DE CO2 UTILIZANDO HDLS MODIFICADOS


Autor(es): Rosana Drumond Gonçalves

Orientação: Dantiele Werneck de Souza Albuquerque, Luiza Cristina de Moura, Jussara Lopes de Miranda

Resumo:
Os hidróxidos duplos lamelares (HDL) constituem uma classe de compostos lamelares que, diferentemente das esmectitas, possuem
lamelas positivas e ânions nos espaços interlamelares. A estrutura das matrizes de HDLs é semelhante à hidrotalcita,
Mg6A?2(OH)16CO3.4H2O, que é derivada da brucita, Mg(OH)2, pela substituição isomórfica de alguns cátions de magnésio
divalentes coordenado octaedricamente por cátions de alumínio trivalentes. Os HDLs podem ser obtidos pelo método de
coprecipatação com diferentes densidades e podem ser representados pela fórmula geral [M1-x2+Mx3+(OH)2]x+[(An-)x/n.yH2O]x-,
onde M2+ e M3+ são metais divalentes e trivalentes, respectivamente e An- é um ânion de valência n (M2+= Mg2+, Zn2+ e Ni2+,
M3+= Al3+ e Fe3+ e An-= NO3-, CO32-, SO42- etc.). Diversos trabalhos mostram a utilização de HDLs na captura de CO2 [1,2].
Este trabalho tem como objetivo estudar a captura de CO2 pelos HDLs, em temperaturas variáveis.
Os HDL foram sintetizados pelo método de coprecipitação, nas proporções 2Mg2+:1Al3+ e 3Mg2+:1Al3+ com e sem carbonato no
meio reacional. Os produtos obtidos foram lavados até pH neutro e secos a 69°C/6h, posteriormente foram calcinados a 500°C e
650°C por duas horas. Todos os produtos foram caracterizados por difração de raios X e espectroscopia de absorção na região do
infravermelho.
A análise de DRX foi realizada na região de 2? de 5° a 70°. Os difratogramas dos HDLs apresentaram os picos em 2? iguais a 12°,
23° e 35°, os quais são indexados segundo os índices de Miller como sendo as reflexões basais (003), (006) e (009),
respectivamente. Os difratogramas dos produtos calcinados a 500 °C e 650 °C apresentaram picos em 2? iguais a 41° e 63°
indicando uma mudança estrutural do material. Na temperatura de 650 °C ocorre um aumento intensidade desses picos indicando
maior ordenamento da estrutura. Esta fase pode estar associada à formação de um óxido misto de alumínio e magnésio.
Os espectros de infravermelho obtidos na região de 4000 a 400 cm-1 apresentaram uma intensa banda de absorção em 3537-3428
cm-1, correspondentes as vibrações de estiramento O-H simétrico e assimétrico das moléculas de H2O e do HDL. Na região de
1000 a 400 cm-1 observa-se a modos de vibrações interno e externo dos grupos MgO6 e AlO6. Os espectros dos produtos
calcinados apresentaram uma diminuição das intensidades destas bandas.
Referências:
[1] Moura, L. C. de. Intercalação de Polioxometalatos em Hidróxidos Duplos Lamelares. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001.
[2] Hutson, Nick D. Chem. Master. v. 16, p. 4135-4143, 2004.
[3] Wang, Qiang et al. Applied Clay Science. v. 55, p. 18-26, 2012.


1750 – IDENTIFICAÇÃO E ENUMERAÇÃO DE STAPHYLOCOCCUS COAGULASE-POSITIVA EM SUSHI E SASHIMI – EAVALIAÇÃO DA SAÚDE DE MANIPULADORES EM TRÊS RESTAURANTES SELF SERVICE DOS MUNICÍPIOS DO RIO DE JANEIRO E NITERÓI


Autor(es): Josiane Marília do Carmo, Claudio Sabbatini Capella Lopes, Luiza Rosemberg Rodrigues

Orientação: Eduardo Mere Del Aguila, Vania Margaret Flosi Paschoalin

Resumo:
As doenças transmitidas por alimentos (DTAs) ocorrem com alta frequência entre a população brasileira. Com a introdução da
culinária japonesa notam-se mudanças nos hábitos alimentares da população de maneira que os pescados, que tradicionalmente
eram consumidos após cocção, são ingeridos crus. Preparações como sushi e sashimi apesar de muito apreciados, possuem um
alto risco a saúde do consumidor, devido às suas características organolépticas e composição química que os tornam perecíveis e
de rápida deterioração, requerendo maior controle durante o armazenamento, manipulação e oferta ao consumidor. Dentre os
microrganismos causadores de DTAs, o Staphylococcus spp é um dos principais agentes etiológicos. A manipulação de pescados
crus sem a higiene adequada das mãos é um fator determinante para a sua disseminação, visto que o manipulador pode ser um
portador assintomático desses microrganismos. O objetivo desse estudo foi identificar e enumerar através das provas bioquímicas
(coagulase, catalase e coloração por Gram) Staphylococcus coagulase positiva (SCP) em amostras de sushi e sashimi coletas em
três restaurantes self-service (EI, EII e EIII) nos municípios do Rio de Janeiro e Niterói e, caso houvesse contaminação, verificar se
os manipuladores desses alimentos seriam prováveis fontes de contaminação. Foram coletados aproximadamente 200 g de cada
amostra de sushi e sashimi de salmão, namorado e atum e também foram analisados o filé e a matéria-prima utilizada no preparo
desses pratos. Além disso, foi coletado material dos manipuladores por swabs das mãos, da orofaringe e nasofaringe direita e
esquerda dos manipuladores. Observou-se a presença de SCP em 100% das amostras avaliadas no EI, EII e EIII, sendo que 27%
(3/11) das amostras do EI e 60% (6/10) das amostras do EIII apresentaram contagem de S. aureus acima do estabelecido pela RDC
12 da ANVISA (5×10³UFC/g). Identificou-se o crescimento de colônias características de Staphylococcus aureus em 57% (17/30) das
amostras dos manipuladores que foram analisadas. Análises genotípicas por pulsed field gel eletrophoresis (PFGE) das amostras de
pescado e dos swabs estão sendo realizadas para estabelecer a relação clonal entre os patógenos isolados. Projeto de pesquisa
aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFRJ – parecer n° 353.290 de 08/08/2013.


2941 – REPARO AO DANO DE DNA NO GENOMA DE AEDES AEGYPTI


Autor(es): Rafael Alves Santos, Thayany Ferreira da Costa

Orientação: Rafael Dias Mesquita, Maria Beatriz dos Santos Mota

Resumo:
A estrutura do DNA está diariamente sujeita a danos, consequência de lesões provocadas pelo próprio ambiente celular, como erros
durante a replicação, ou induzida por fatores externos, como radiação UV. A capacidade do DNA em se manter integro está
relacionada à existência de mecanismos celulares que identifiquem e reparem as lesões. Os danos podem ser corrigidos por duas
grandes vias: reparo à fita simples e à fita dupla. Contudo, defeitos nos genes envolvidos nas vias podem levar a mutações graves
ou mesmo, a apoptose. Este estudo consiste na identificação das proteínas relacionadas as vias de reparo de DNA em Aedes
aegypti através da análise bioinformática. As proteínas deste mosquito já classificadas no banco de dados KEGG foram validadas e
as proteínas ausentes foram buscadas. As validações e buscas foram feitas nos bancos de proteínas preditas, genoma bruto e
transcriptoma de A. aegypti usando o BLAST e homólogos de organismos próximos, assim como os bancos de dados de sequências
e domínios conservados, como o nr, swiss-prot e Pfam. Com este método as 53 proteínas já anotadas foram validadas e de 28
proteínas não identificadas, foram identificadas 7 novos homólogos (LIG4a, LIG4b, XLF, ECT2, MCPH1, MDC1 and PARP1).
Também foi possível identificar 18 proteínas nos transcriptomas já disponíveis para Aedes (LIG4, Fen1, CDK7, XPD, BLM, BRCA2,
DSS1, Eme1, Mre11, Mus81, RAD50, Rad51, Rad54, RPA, TOP3, DNAFKas, Ku80, Rad27), sendo que a maioria delas pertence a
vias de reparo a danos em fita dupla.
Palavras chave: Reparo ao dano de DNA, DDR, transcriptoma, Aedes aegypti
Suporte: FAPERJ, CNPq-PIBIC and CAPES
Autores: Costa, T.F.1; Santos, R.A.1; Mota, M.B.S1; Sorgine, M.H.F.2; Paiva-Silva, G.O.2; Braz, G.R.C.1; Carvalho, M.A.3,4;
Mesquita, R.D.1
1Dep de Bioquímica, IQ-UFRJ, RJ, BR; 2Dep de Bioquímica Médica, IBqM-UFRJ, RJ, BR; 3Dep de Biotecnologia, IFRJ, RJ, BR;
4Dep de Farmacologia, INCA, RJ, BR;


2362 – “COMPORTAMENTO REDOX DE COMPLEXOS DA SÉRIE [CO(BEPA-R)2]+ CANDIDATOS A PRÓ-FÁRMACOS ATIVADOS POR HIPÓXIA”


Autor(es): Rafaella Rebecchi Rios

Orientação: Marciela Scarpellini

Resumo:
Os tumores sólidos apresentam regiões de baixos níveis de oxigênio (hipóxia ) resultantes do crescimento irregular dos vasos
sanguíneos, o que geralmente o torna resistente à quimio e radioterapias.[1] Visando o desenvolvimento de pró-fármacos ativados
por hipóxia [2], nosso objetivo é ajustar o comportamento redox de complexos mononucleares de Co3+ para avaliar a sua
possibilidade de atuar como pró-farmacos biorredutíveis [3]. Assim , as análises dos potenciais redox dos complexos da série
[Co(bepa-R)2]+ serão apresentadas e correlacionadas com o parâmetro de Hammett ( ?p ), sendo os complexos avaliados:
[Co(bepa-H)2]+ ; [Co(bepa-NO2)2]+; [Co(bepa-Br)2]+ e [Co(bepa-CH3)2]+ onde Hbepa = 2-((2-(piridin-2-il) etilamino)metil)fenol . Os
complexos foram analisados por voltametria cíclica em CH3CN e os processos de redução observados foram: [Co(bepa-H)2]+ : -0,39
V vs EPH ; [Co(bepa-NO2)2]+ : -0,19 V vs EPH ; [Co(bepa-Br)2]+ : -0,36 V vs EPH e [Co(bepa-CH3)2]+ : -0,42 V vs EPH.
Considerando-se o parâmetro de Hammett ( ?p ) para os diferentes substituintes : 0,00 para H; 0,78 para NO2 ; 0,23 para Br e -0,7
para CH3 , pode-se observar uma boa correlação linear com os potenciais de redução encontrados. A variação potencial para
valores mais positivos pode ser justificada pela retirada de densidade eletrônica pela modificação do substituinte do anel fenólico,
tornando o cátion complexo mais adequado para o processo de redução. Finalmente, os potenciais de pico catódico destes
complexos encontram-se próximos do potencial de redutases celulares (-0,20 para -0,40 mV vs NHE), sendo um dado de
significativa importância considerando-se a possibilidade de atuação dos complexos como pró-fármacos biorredutíveis.
1 Hambley , T. W. et al . Ciência Química, 2013 , 4, 3731-3739 .
2 Souza , E. T. et al ; Journal of Inorganic Biochemistry , 2009, 103, 1355-1365 .
3 Souza , E. T. et al . Journal of Inorganic Biochemistry , 2011, 105, 1767-1773 .
PIBIC / CNPq , CNPq , FAPERJ , CAPES, PRONEX2010 , PRONEM2011 .


1598 – ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO VOLÁTIL DE ARATICUM (ANNONA CRASSIFLORA MART.) POR TÉCNICAS DE MICROEXTRAÇÃO


Autor(es): Rafaela Gomes Cavalcanti

Orientação: Rafael Ferreira da Silva, Claudia Moraes de Rezende

Resumo:
A fruticultura brasileira tem crescido nos últimos anos, em grande parte devido ao aumento do consumo interno. Parte deste
aumento se deve a crescente procura por frutas tropicais não tradicionais, especialmente as nativas brasileiras, que impulsionam os
mercados regionais, sobretudo no campo do mercado de sucos de sabores excêntricos. Entretanto, poucos estudos são dedicados à
caracterização da fração volátil de tais frutas. Este conhecimento é essencial para subsidiar novos produtos relacionados aos
sabores e aromas. Deste modo, o presente trabalho é parte de um projeto que tem por objetivo estudar a composição da fração
volátil de frutas nativas brasileiras não tradicionais por meio de técnicas de microextração ? relacionadas à química verde. Aqui são
relatados os primeiros resultados com a fruta Araticum (Annona crassiflora Mart.), nativa do Cerrado brasileiro. Para a extração dos
voláteis por SPME, uma fibra de 50/30 µm CAR/DVB/PDMS foi usada. Foi colocada em um frasco lacrado 1,0 g da polpa
homogeneizada e deixado a temperatura ambiente (25 °C) por uma hora. A extração dos voláteis do headspace foi realizada em 15
minutos, em seguida foi realizada a análise em CG/DIC e CG/EM. Na extração por headspace dinâmico com adsorção em Porapak
Q, 10.0 g da polpa homogeneizada foram colocados em um frasco adaptado cujo aparato foi idealizado pelo Laboratório de Análise
de Aromas. Após a extração, os voláteis capturados pelo adsorvente Porapak Q foram eluídos com 60µL de diclorometano e em
seguida analisado em CG/DIC e CG/EM. Ao eluato foi adicionado 0,92µg de valerato de etila como padrão interno. A análise pelo
CG/DIC foi realizada em um cromatógrafo a gás Agilent 7890A equipado com uma coluna cromatográfica HP5MS (30 m X 0.25mm X
0.25 µm), usando hidrogênio como gás carreador a 1,0 mL/min; injetor à 250 °C, sem divisão de fluxo; detector à 280 °C. A
temperatura do forno de 40 °C (por 3 min) à 240 °C (por 10 min) e taxa de 3 °C/min. Para o CG/EM, amostras foram injetadas em um
cromatógrafo à gás Agilent 6890N acoplado a um detector de massa 5973N. O gás hélio foi usado como gás carreador (1.0 mL/min).
As condições cromatográficas e a coluna cromatográfica são as mesmas citadas anteriormente. A identificação de compostos foi
realizada pela comparação dos espectros de massa e índice de retenção linear com os apresentados na literatura e na biblioteca de
espectros.
Após as extrações, 15 compostos foram identificados, sendo 12 deles ésteres. Os compostos de maior massa molecular foram
melhor extraídos pelo método de headspace dinâmico e foram ausentes no método de SPME. Os compostos majoritários foram
hexanoato de metila, hexanoato de etila, octanoato de metila e octanoato de etila. Dando continuidade a este trabalho, está sendo
desenvolvido o método para sua quantificação.


2020 – SÍNTESE DE NOVOS 1,2,3-TRIAZÓIS GLICONJUGADOS COMO POTENCIAIS INIBIDORES DE GLICOSIDASE, ENZIMA-ALVO DE FÁRMACOS ANTIDIABÉTICOS.


Autor(es): Luana Leticia Teixeira Nunes

Orientação: Carlos Roland Kaiser, Floriano Paes Silva Junior, Sabrina Baptista Ferreira

Resumo:
A diabetes é uma doença comum no mundo todo que acomete grande parte da população adulta e que entre 2000 e 2010 foi
responsável por mais de 470 mil mortes em todo o Brasil. Nosso grupo desenvolveu um trabalho onde foram sintetizados triazóis
glicoconjugados inéditos os quais mostraram uma potente atividade inibitória sobre a maltase de Saccharomyces cerevisiae, uma
alfa-glicosidase. A partir dos resultados obtidos in vivo para os compostos sintetizados anteriormente, nosso grupo supõe que estes
efeitos são decorrentes da inibição da alfa-amilase pancreática. Esta última é uma alfa-glicosidase da família GH13, altamente
conservada entre mamíferos e que é alvo da acarbose (IC50 = 48,1 µmol/L), um pseudotetrassacarídeo natural usado atualmente na
clínica para o tratamento da diabetes do tipo II. O objetivo do trabalho foi a síntese de novos 1,2,3-triazóis glicoconjugados derivados
da frutose e ribose via química “click”.Essas estruturas foram propostas com base em estudos computacionais e estruturais com a
alfa-amilase pancreática (AAP). Para a síntese dos 1,2,3-triazóis glicoconjugados explorou de forma geral a química de carboidratos
com reações de proteção e desproteção e a síntese dos núcleos triazólicos realizando a reação de cicloadição 1,3-dipolar em
presença de ascorbato de sódio, catalisada por sulfato de cobre, o que favorece o processo de anelação de maneira regioseletiva o
que levará a obtenção do regioisômero 1,4. A síntese dos 1,2,3-triazóis glicoconjugados foi realizada iniciando-se pela etapa de
formação do acetonídeo da ribose e frutose, seguido da reação de tosilação para melhora do grupo de saída para a etapa seguinte
de formação do grupo azido. Os rendimentos variaram de 30-70% e as reações com a frutose tiveram tempos reacionais mais
longos devido o maior impedimento da porção a ser modificada. A última etapa consistiu na obtenção dos drivados triazólicos via
reação de cicloadição 1,3 dipolar levando a obtenção de regioisômeros 1,4 com diferentes alcinos terminais. Os produtos finais
foram obtidos com rendimentos de moderados a excelente, de 65-95% e suas estruturas foram confirmadas por métodos
espectroscópicos, tais como infravermelho (IV), ressonância magnética nuclear de 1H e 13C. Tendo como uma das características
de obtenção do anel triazólico o deslocamento químico do H do anel na faixa de 7,6-8,4 ppm. Todos os produtos sintetizados foram
obtidos em rendimentos de bons a moderados caracterizando rota proposta como viável. Os intermediários e os 1,2,3-triazóis
glicoconjugados foram enviados para sua caracterização farmacológica como agentes antidiabéticos.


2368 – O ESTUDO COMPARATIVO DA DINÂMICA DE FOTOFRAGMENTAÇÃO ENTRE AS MOLÉCULAS DE BENZENO, ANILINA E NITROBENZENO UTILIZANDO A ESPECTROMETRIA DE MASSA POR TEMPO DE VOO E LUZ SÍNCROTRON NA REGIÃO DO ULTRAVIOLETA


Autor(es): Cassia Guerra Marques dos Santos

Orientação: Antonio Carlos de Oliveira Guerra, Fernanda Arruda Nogueira Gomes da Silva

Resumo:
Este projeto tem por objetivo desenvolver um estudo comparativo dos processos de excitação eletrônica de camada interna e da
dinâmica de fotofragmentação entre as moléculas de benzeno (C6H6), anilina (C6H5NH2) e nitrobenzeno (C6H5NO2). Para tal,
foram obtidos os espectros de massa de cada molécula, através da espectrometria de massa por tempo de vôo (TOF-MS). A
detecção dos íons formados foi feita por meio de técnicas de multicoincidência entre os fragmentos criados no mesmo processo de
fotoionização. As técnicas utilizadas no presente trabalho foram: PEPICO ? ?PhotoEletron PhotoIon Coincidence?; PEPIPICO ou
PE2PICO ? ?PhotoEletron PhotoIon PhotoIon Coincidence?. Os espectros obtidos serão então analisados e comparados.
O processo de fragmentação foi induzido através da interação das moléculas em estudo, em fase gasosa, com a radiação síncrotron.
Espectros da produção parcial de íons (PIY) para os diferentes canais de fragmentação e suas contribuições percentuais
(?branching ratio?) serão gerados a partir dos espectros de coincidência e analisados. A questão central do trabalho é estudar como
os grupos nitro (NO2), no nitrobenzeno, e amina (NH2), na anilina, influenciam na dinâmica de fragmentação dos sistemas químicos
em questão. Os dados experimentais foram adquiridos no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas-SP, através
da Proposta de Pesquisa D80A-SGM-7250. A faixa de energia de interesse neste trabalho encontra-se na região do ultravioleta,
também chamada de ultravioleta de vácuo (UVV), que foi fornecida pela linha de luz de grade esférica (SGM – ?Spherical Gratting
Monochromator?) do LNLS.
Os dados experimentais sugerem que os grupos nitro a amina alteram a dinâmica de fotofragmentação do sistema molecular em
estudo. Os canais comuns de fragmentação apresentam diferentes rendimentos em função da energia ou borda de excitação, assim
como do grupo ligado ao anel aromático, corroborando com hipótese desses ligantes interferirem no processo de transferência de
carga intramolecular e, consequentemente, com a fragmentação das moléculas.


3162 – SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO E ATIVIDADE CITOTÓXICA DE COMPLEXOS DE CO3+ COM LIGANTES TRIDENTADOS CONTENDO GRUPO GALACTOSE


Autor(es): Maryanna de Melo Soledade

Orientação: Lidiane Cavalcante de Castro, Marciela Scarpellini

Resumo:
Nas últimas décadas, percebeu-se que as células de tumores sólidos possuíam uma característica particular, pois devido a rápida
progressão do tumor ocorre a formação de um gradiente na concentração de oxigênio gerando assim regiões de células em
hipóxia1. Com base nessa característica e a fim de obterem-se novos tratamentos mais eficientes, surgiu a proposta de
desenvolvimento de prófármancos que só teriam atividade após serem reduzidos pela açaõ das nitrorredutases celulares em
ambiente de hipóxia, classificados como PDAHs (Pró-Fármacos Ativadas por Hipóxia ? adaptado do inglês: Pro-Drugs Activated by
Hipoxia)2. Scarpellini e colaboradores estudaram complexos de Co3+ com ligantes N2O-doadores contendo anel piridínico que
mostraram atividade antitumoral após redução do centro metálico.3,4 Com base nesses estudos e no metabolismo de
reprogramação de células cancerígenas descrito na literatura, que reporta uma alta demanda de açúcares por estas células5. A
proposta de trabalho tem objetivo a síntese do 4-[1-?-D-2,3,4,6-tetra-O-acetilgalactosil)]benzaldeído6, além da síntese de novos
ligantes contendo o grupo galactose e seus respectivos complexos de Co3+. Neste trabalho serão apresentados dados de sínteses e
caracterização do ligante -[4-[1-?-D-(2,3,4,6-tetra-O-acetilgalactosil)]benzaldeído (HL1). O ligante HL1 foi obtido pela reação de in
situ do 2,3,4,6-tetra-O-acetil-D-galactopiranosil-bromo com 4-hidroxibenzaldeído, em acetonitrila e Ag2O, sob agitação. Após 4horas
a mistura reacional foi filtrada e o solvente evaporado sob pressão reduzida. O produto obtido foi purificado por CC (hexano/ éter 2:8)
isolando assim o HL1 que foi caracterizado por RMN-H 1 e IV.
Resultados
– 4-[4-[1-?-D-(2,3,4,6-tetra-O-acetilgalactosil)]benzaldeído
1) Espectroscopia de ressonância magnética nuclear de hidrogênio
No espectro de RMN de 1H para o 4-(1-?-D(2,3,4,6-Tetra-O-acetilgalactosil)benzaldeído em CDCl3 foram observados os seguintes
picos : ?: 9,86(s,1H,CHO), 7,81(d,2H, J=8,8 Hz,Ar), 7,19 (d, 2H,J=8,8 Hz, Ar), 5,40-5,50(m, 2H, galactose C1-H,
C4-H),5,03-5,12(m,2H,galactose C2-H, C3-H),4,01- 4,21(m,3H, galactose C5-H, C6-H2),2,0-2,12(s,12H, galactose- AcO) . Tais picos
estão de acordo com o observado na literatura.6
1SARTORELLI, A.C. Cancer Research, 1988.
2DENNY, W.A. European Journal of Medicinal Chemistry, 2001.
3SCARPELLINI, M. et al. Journal of Inorganic Biochemistry, 2009.
4SCARPELLINI, M. et al. Journal of Inorganic Biochemistry, 2011
5VALEJO, et al. Biochimie, 2013
6MILLER, P et al. European Journal of Medicinal Chemistry. 2012.


2100 – AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DOS EXTRATOS DE PSYCHOTRIA NUDA (CHAM. & SCHLTDL) (RUBIACEAE) FRENTE À ARTEMIA SALINA


Autor(es): Bernardo Nascimento Siqueira

Orientação: Paula Macedo Lessa dos Santos, Rosana Conrado Lopes, Joaquim Fernando Mendes da Silva

Resumo:
Introdução: O munícipio de Paty do Alferes possui apenas 3% de cobertura vegetal natural, apresentando um remanescente do
bioma Mata Atlântica, onde vegetam espécies da família Rubiaceae. Dentre as espécies de Rubiacea, Psychotria nuda foi
selecionada para estudos fitoquímicos no presente trabalho, uma vez que é considerada possível potencial medicinal (Farias et
al.,2009). Esta espécie está localizada na área de Proteção ambiental de Palmares, no município de Paty do Alferes, Rio de janeiro.
Objetivo: avaliar a toxicidade dos extratos das folhas de Psychotria nuda frente ao microcrustáceo Artemia salina pela determinação
da CL 50 e observar a possível correlação entre a toxicidade com a presença de alcalóides, fenóis e terpenos. Metodologia: As
folhas de P. nuda foram secas à sombra, maceradas em EtOH 95% e seu extrato bruto (PNE) foi concentrado em rotaevaporador.
Após a partição líquido/líquido em solventes de polaridade crescente foram obtidos os extratos em hexano (PNH), em diclorometano
(PND), precipitado (PNP) em acetato de etila (PNA), em butanol (PNB) e o resíduo aquoso (PNAq). A prospecção fitoquímica foi feita
através da cromatografia em camada delgada (CCD) utilizando-se reagentes cromogênicos e lâmpada UV para a identificação de
alcalóides, fénois e terpenos. Os reagentes cromogêncicos utilizados foram Dragendorff/NaNO2 para alcalóides, cloreto férrico para
fenóis, ácido sulfúrico 5% e vanilina 1% em etanol sob aquecimento para terpenos. Para o ensaio de toxicidade foi preparado um
meio de cultura em água do mar artificial (35 g/L, pH 8-9) onde os cistos de A. salina foram hidratados até a eclosão. Foram testadas
soluções de trabalho contendo o extrato PNE nas concentrações 50, 100, 200, 400, 600 e 1000 µg/mL em quadruplicata. Cada
solução de trabalho recebeu 10 náuplios de A. salina cuja letalidade foi verificada após 24 h. Resultados e conclusão: Após os testes
no CCD com revelador Dragendorff/NaNO2, apenas a o extrato PNB apresentou uma mancha amarelada característica de presença
de alcalóide. Já com o revelador H2S04 5% em etanol e vanilina 1%, os extratos PND, PNB e PNAq apresentaram manchas azuis e
roxas indicando a presença de terpenos. Na revelação com o cloreto férrico não foi detectada mancha característica de substâncias
fenólicas na concentração testada. No ensaio de toxicidade frente à A. salina, o extrato PNE não apresentou toxicidade em nenhuma
das concentrações testadas. Para continuidade do estudo, serão realizadas mais prospecções por CCD e os demais extratos serão
avaliados quanto à possível toxicidade .


2107 – CARACTERIZAÇÃO BIOQUÍMICA E ESTRUTURAL DOS OLIGÔMEROS FUNCIONAIS DA LIPASE PF2001D60 DE PYROCOCCUS FURIOSUS


Autor(es): Eric Rollemberg

Orientação: Cristiane Dinis Ano Bom, Anderson de Sa Pinheiro, Rafael Alves de Andrade, Rodrigo Volcan de Almeida

Resumo:
Os organismos extremófilos são fontes importantes de enzimas resistentes em condições adversas sendo utilizados para a busca de
novos biocatalisadores industriais. As enzimas hipertermofílicas, em especial as lipases, geralmente possuem uma tendência maior
a oligomerização do que suas homólogas mesófilas sendo este processo descrito omo um possível mecanismo de estabilização e
ativação destas enzimas. A lipase pf2001D60 de Pyrococcus furiosus foi prospectada, clonada, expressa em E. coli e purificada em
trabalhos desenvolvidos anteriormente pelo grupo sendo utilizada como modelo para o entendimento das características bioquímicas
e estruturais encontradas em lipases de hipertermófilos. Desta forma, a caracterização dos estados oligoméricos associado aos
estudos das características bioquímicas e estruturais desta enzima podem fornecer informações importantes relacionadas ao seu
oligômero funcional podendo ser extrapolado para o comportamento geral das enzimas extremófilas Assim o objetivo deste trabalho
consiste em identificar todas as formas oligoméricas experimentadas pela lipase Pf2001?60, avaliar a cinética de formação do
oligômero funcional e analisá-lo quanto a sua atividade enzimática e estabilidade estrutural utilizando fluorescência, espalhamento
de luz dinâmico e dicroísmo circular em comparação com o estado monomérico da enzima. Ensaios preliminares de cromatografia
de gel filtração em coluna superdex 75 mostraram que a lipase Pf2001?60 apresenta-se majoritariamente na forma oligomérica.
Entretanto, cabe ressaltar que com a adição de 3 M de ureia podemos observar um aumento significativo na forma monomérica da
enzima o que é de grande relevância para os estudos estruturais por RMN. As amostras contendo o monômero e o oligômero foram
submetidas aos ensaios de atividade enzimática que indicaram que a forma oligomérica apresenta o dobro da atividade enzimática
encontrada para a forma monomérica Novos experimentos utilizando uma coluna de gel filtração analítica superdex 200 estão sendo
realizados para avaliar o perfil de oligômeros encontrados para a lipase Pf2001?60. As diversas formas oligoméricas obtidas serão
avaliadas posteriormente quanto a sua atividade enzimática e a sua estabilidade. Desta forma, a caracterização bioquímica e
estrutural destes oligômeros podem gerar resultados importantes para o melhoramento de biocatalisadores e futuras aplicações
biotecnológicas.


2754 – EM BUSCA DE UMA ESTERASE HOMÓLOGA A ESTA DE PSEUDOMONAS AERUGINOSA EM BURKHOLDERIA KURURIENSIS


Autor(es): Giulia Pontes da Silva

Orientação: Marcelo Victor Holanda Moura, Rodrigo Volcan de Almeida

Resumo:
Esterases e lipases (E.C. 3.1.1.1 e E.C. 3.1.1.3) são enzimas versáteis e de uso disseminado em diversas áreas da indústria, como
farmacêutica e alimentícia. A capacidade de catalisar diferentes reações, tais como hidrólise, esterificação e transesterificação, entre
outras, as tornam capazes de atuar em diversos setores.
A bactéria Pseudomonas aeruginosa se apresenta como um dos microrganismos bem estudados, tendo seu genoma completamente
sequenciado, servindo de modelo para estudos em diversas áreas, como produção de biosurfactantes, biofilmes, entre outras. A
patogenicidade deste microrganismo todavia ainda leva a busca de alternativas para a P. aeruginosa. Uma destas alternativas é a
bactéria Burkholderia kururiensis, que apresenta grande similaridade com o gênero Pseudomonas, porém não é patogênica, o que
justifica o estudo de suas enzimas e rotas metabólicas. A esterase EstA de P. aeruginosa teve sua estrutura cristalográfica resolvida,
demonstrando que esta enzima está associada à sua membrana externa. Sendo assim, o presente trabalho objetiva buscar uma
esterase homóloga à EstA de P. aeruginosa em B. kururiensis, caracterizar esta proteína homóloga e identificar a sua localização
celular.
A B. kururiensis foi cultivada por 24h em meio rico contendo óleo de oliva para induzir a produção de lipases. Após a cultura foi
centrifugada e as células foram coletadas e submetidas a diversos processos de lise celular. Visava-se lisar as células sem
comprometer a atividade da proteína de interesse. O extrato passou por nova centrifugação e foi separado. A atividade lipásica e a
concentração de proteínas foram medidas nas frações de células lisadas e nos extratos brutos. SDS-PAGE também foi realizado. Foi
observado que a B. kururiensis apresenta resistência a lise. Como resultados parciais, foi visto que o método mais eficiente de lise
se mostrou o kit de extração de proteínas de membrana B-per, que aumentou a concentração de proteínas solúveis em 100%.


3168 – COMPARAÇÃO DE DIFERENTES SOLVENTES PARA EXTRAÇÃO DOS COMPOSTOS BIOATIVOS DA CASCA DA CASTANHA-DO-BRASIL (BERTHOLLETIA EXCELSA)


Autor(es): Rafael Pacheco Guimarães

Orientação: Alexandre Guedes Torres, Suellen Gomes Botelho

Resumo:
COMPARAÇÃO DE DIFERENTES SOLVENTES PARA EXTRAÇÃO DOS COMPOSTOS BIOATIVOS DA CASCA DA
CASTANHA-DO-BRASIL (BERTHOLLETIA EXCELSA)
Guimarães, R. P.; Gomes, S. M.; Torres, A. G.
Laboratório de Bioquímica Nutricional e de Alimentos, Instituto de Química, UFRJ. E-mail: getuliocrf@hotmail.com
Os resíduos gerados na indústria de alimentos representam um sério problema ambiental. No processamento de castanha-do-Brasil,
a casca corresponde a cerca de 50% do seu peso, o que gera grandes quantidades de resíduo. O estudo de compostos bioativos na
casca da castanha-do-Brasil pode contribuir para o desenvolvimento de novas aplicações a esse resíduo. Dessa forma, o objetivo
deste trabalho é investigar o melhor solvente para extração dos compostos bioativos da casca da castanha-do-Brasil e caracterizar
os extratos obtidos. Para a extração dos compostos bioativos da casca da castanha-do-Brasil foram testados quatro solventes (água,
etanol, metanol e acetona) e três combinações de solventes (etanol:água, metanol:água e acetona:água, ambas na proporção
40:60). A extração foi feita em agitador orbital (300 rpm, 1h e 60 ºC), seguido de centrifugação a 3000 rpm por 15 min. Foram
determinados nos extratos da casca da castanha-do-Brasil os teores de compostos fenólicos totais pelo método de Folin-Ciocalteau,
a 765 nm, e teores de flavonóides totais com cloreto de alumínio, a 420 nm. A capacidade antioxidante dos extratos foi avaliada
pelos ensaios de FRAP (Ferric reducing antioxidant power), TEAC (Trolox equivalent antioxidant capacity) e ORAC (Oxygen radical
absorbance capacity). As análises estatísticas foram feitas através de One-way ANOVA, seguida de pós-teste de Tukey (p<0,05) para determinar a diferença entre os solventes utilizados na extração. Em comparação aos extratos obtidos com os solventes puros (água, etanol, metanol e acetona), as três misturas de solventes (etanol:água, metanol:água e acetona:água) apresentaram os maiores teores de fenólicos totais (95,9 ± 3,36; 90,4 ± 5,87 e 146 ± 9,31 mg EAG/100 g, respectivamente) e flavonoides totais (208 ± 6,45; 190 ± 10,4 e 219 ± 13,7 mg Quercetina/100 g, respectivamente), assim como de capacidade antioxidante, pelos ensaios de FRAP (372 ± 31,1; 407 ± 8,09 e 493 ± 12,7 mmol de Fe+2/100 g, respectivamente); TEAC (5,6 ± 0,09; 5,49 ± 0,02 e 6,44 ± 0,19 mmol de Trolox/100 g, respectivamente); e ORAC (7,39 ± 0,31; 2,41 ± 0,17 e 3,44 ± 0,06 mmol de Trolox/100 g, respectivamente). A mistura de acetona:água (40:60) foi a que apresentou maiores teores de fenólicos totais e flavonoides totais, além de maior capacidade antioxidante da casca da castanha-do-Brasil. O estudo possibilitou a identificação da melhor combinação de solvente para extração dos compostos fenólicos da casca da castanha-do-Brasil. E permitiu a confirmação da presença de compostos fenólicos antioxidantes, o que potencializa o aproveitamento deste resíduo de modo a reduzir o descarte no meio-ambiente e agregar valor à castanha-do-Brasil. Palavras-chave: valoração de resíduo, casca da castanha-do-Brasil, capacidade antioxidante, compostos bioativos


1457 – ESTUDO TEÓRICO DA GEOMETRIA MAIS ESTÁVEL DE COMPLEXOS COM FÓRMULA GERAL [AL(FORMAMIDA)5]3+.


Autor(es): Julio da Silva Wysard, Guilherme Rabelo Carneiro da Silva

Orientação: Wagner de Assis Alves, Sergio de Paula Machado

Resumo:
Interações metal-amida são importantes para alcançarmos uma melhor compreensão sobre o potencial catalítico de complexos
metálicos perante a hidrólise de ligações peptídicas. A presença do grupo ?CONH? torna então a formamida um bom modelo
estrutural para o estudo dessas interações. A análise vibracional quantitativa mostra que cinco moléculas desta amida estão ao redor
do íon metálico, podendo se coordenar pelos átomos de nitrogênio ou oxigênio, totalizando 22 isômeros possíveis. A partir destes 22
isômeros possíveis, foi feito um estudo teórico dos espectros vibracionais destes complexos, utilizando a Teoria do Funcional de
Densidade (DFT), com funcional B3LYP e função de base LANL2DZ, contidos no software Gaussian 09, com o objetivo de verificar
os deslocamentos das bandas de formamida quando coordenada ao metal, no complexo [Al(formamida)5]3+. Todos os complexos
estudados pertencendo a grupos de pontos de baixa simetria. Os resultados obtidos indicam um padrão de variação nos
deslocamentos de alguns modos vibracionais, quando comparados ao ligante não coordenado, possibilitando que se discuta não
apenas a reatividade destes complexos modelos, bem como os possíveis complexos formados, através da comparação entre os
espectros obtidos experimentalmente e os simulados por DFT.


3526 – SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DO NOVO COMPLEXO [CO(BHA-Cℓ)2]CℓO4


Autor(es): Juliana Loiola dos Santos

Orientação: Lidiane Cavalcante de Castro, Marciela Scarpellini

Resumo:
Síntese e Caracterização do Novo Complexo [Co(bha-C?)2]C?O4
JULIANA LOIOLA DOS SANTOS (IC/PIBIC)
Área Básica: QUÍMICA BIOINORGÂNICA
Orientação: MARCIELA SCARPELLINI
Co-orientação: LIDIANE CAVALCANTE CASTRO
A necessidade de desenvolvimento de novas formas de tratamento para o câncer tem feito com que a pesquisa por novos
metalofármacos antitumorais com atividade sele-tiva para a região em hipóxia (baixa concentração de oxigênio) seja cada vez mais
valori-zada. Estudos anteriores sobre pró-fármacos ativados por hipóxia, classificados como PDAHs (adaptado do inglês: Pro-Drugs
Activated by Hypoxia) sugerem que por meio da biorredução Co3+ ? Co2+ ocorra a liberação de agentes antitumorais.
Neste trabalho são apresentados os primeiros resultados de síntese e de caracteri-zação dos ligantes1 hbhi-C? (HL1) e hbha-C?
(HL2) e do complexo [Co(bha-C?)2]C?O4 (C1), com o objetivo de avaliar a atividade citotóxica, onde hbhi-C? =
2-((2-(1H-imidazol-4-il)etilamino)metil)-4-clorofenol e hbha-C? = 2-((2-(1H-imidazol-4-il)etilamino)metil)-4-clorofenol. O ligante HL1 foi
obtido pela reação de condensação entre histamina e 4-cloro-2-hidroxibenzaldeído em meio metanólico, com agitação magnética e
banho de gelo, por 4 h. O ligante HL2 foi obtido a partir do HL1 pela reação com borohidreto de sódio, in situ. O complexo C1 foi
sintetizado pela reação do HL2 com Co(C?O4)2?6H2O, em meio metanólico, à 40°C, e isolado na forma de monocristais por
recristalização em solução metanol/isopropanol (1:1). A técnica de Voltametria Cíclica (VC) aplicada ao complexo C1 apresentou Epc
= ? 0,77v vs EPH relativo ao processo Co3+ ? Co2+, seguido de dois processos de oxidação, os quais apresentaram Epa1 = + 0,84v
vs EPH e Epa2 = + 1,07v vs EPH. O valor obtido é próximo ao do complexo [Co(bha-Br)2]C?O4, cujo Epc = ? 0,74v vs EPH,
conforme o esperado segundo os Parâmetros de Hammet ?p = 0,227 para o cloro e ?p = 0,232 para o bromo2. O complexo C1
apresentou comportamento eletrolítico 1:1 em solução metanólica e ? = 57 µS cm?1. O espectro na região do UV-Vis do complexo
C1 em solução metanólica apresentou uma banda com ?max = 605 nm, ? = 610 mol?1.L.cm?1 atribuída à transição do tipo d?d,
uma banda com ?max = 395 nm, ? = 2446 mol?1.Lcm?1 atribuída à transferência de carga ligante?metal e uma banda com ?max =
259 nm, ? = 18760 mol?1.Lcm?1 atribuída à transferência de carga intraligante.
O complexo C1 apresenta, portanto, resultados similares ao do complexo [Co(bha-Br)2]C?O4. Serão realizados experimentos de
avaliação citotóxica tão logo todos os com-plexos da série hbha-R (R = OCH3, CH3, H, C?, Br e NO2) sejam isolados e
caracterizados.
1SOUZA, E. T. Síntese e caracterização de novos complexos modelos para metaloenzi-mas de cobre aplicados como catalisadores
em processos oxidativos ? Tese de Doutora-do: Universidade Federal do Rio de Janeiro; Rio de Janeiro, 2012.
2MAIA, P.J.S. ? Síntese, Caracterização e Estudos Biológicos de Complexos de Co(III) como Possíveis Metalofármacos Antitumorais
? Tese de Mestrado:, Universidade Federal do Rio de Janeiro; Rio de Janeiro, 2012.


2274 – AVALIAÇÃO DO FOSFATO DE NIÓBIO COMO CATALISADOR NA HIDRÓLISE DE UM CETAL-ÉSTER DO GLICEROL


Autor(es): Thamires Collares de Brito

Orientação: Vera Lucia Pereira Soares, Vera Lucia Pereira Soares, Elizabeth Roditi Lachter

Resumo:
Surfactantes derivados de polisobutileno- anidrido succínico (PIBSA) e aminas são conhecidos e encontram aplicação na indústria
de explosivos para a formação de emulsões estáveis dos agentes explosivos (nitrato de amônio), que permitem seu armazenamento
e transporte com segurança (Lopes, 2011). Neste projeto tem sido desenvolvidos surfactantes de PIBSA com glicerol objetivando
uma aplicação em larga escala deste co-produto de biodiesel (Monteiro e Brito, 2013). Os surfactantes, preparados em diferentes
proporções de reagentes, foram avaliados quanto à sua capacidade de redução da tensão interfacial óleo e água antes de serem
hidrolisados e apresentaram resultados promissores. Na etapa atual estuda-se a preparação de monoglicerídeo de PIBSA
partindo-se do cetal de glicerol ((2,2-dimetil-1,3-dioxolan-4-il)-metanol) para evitar a di- e tri-esterificação e de tal modo a se obter,
após a hidrólise do grupo cetal, um surfactante com “cabeça” bem mais polar. Para a hidrólise do cetal foi estudada a eficiência do
catalisador ácido fosfato de nióbio que é um reagente bem disponível no Brasil, não sendo muito utilizado para fins de hidrólise.
Inicialmente foi sintetizado e hidrolisado o composto modelo octanoato de (2,2´dimetil-1,3-dioxolan-4-il)-metila. Este foi preparado
pela transesterificação do éster metílico com o cetal de glicerol catalisada pelo carbonato de potássio, com rendimento de 74%, e,
em seguida, foi hidrolisado em etanol 95% na presença de fosfato de nióbio. Os produtos e intermediários foram caracterizados por
IV e RMN-H e/ou C. A presença de banda de carbonila de éster no espectro no IV confirmou a preparação do produto cetal-éster. No
produto de hidrólise do composto-modelo a presença da banda referente ao estiramento do grupo hidroxila do glicerol (3300 cm-1) e,
no RMN, a ausência do sinal de carbono do cetal (em 110ppm) confirmou que a hidrólise foi completa. Os estudos da hidrólise dos
produtos provenientes do PIBSA estão em andamento.
Lopes, L.R.; Mansur, C.; Barcelos, M. T.; Soares, V.L.P., ?Desenvolvimento de Surfactantes para Aplicação na Indústria de
Explosivos?, Anais do 11°CBPOL, out. 2011, Campos de Jordão, SP.
Monteiro, Alex e Brito, Thamires C., ?Desenvolvimento de surfactantes derivados de poliisobutileno, glicerol e acetal de glicerol?
Jornada de Iniciação Cientifica, UFRJ, CCMN, IQ- 2013


2276 – MONITORAMENTO DA QUALIDADE DE CAFÉS ARÁBICA DO ESTADO DO PARANÁ -ANÁLISE DE ÁCIDOS CLOROGÊNICOS


Autor(es): Ana Laura Macedo Brand

Orientação: Claudia Moraes de Rezende, Anna Tsukui

Resumo:
O Estado do Paraná é uma região histórica no plantio de cafés arábica no Brasil, com importante participação no mercado brasileiro.
Recentemente, os cafés da região do Norte Pioneiro/PR receberam selo de qualidade. A produção paranaense de cafés arábica visa
desde grãos para o preparo do café simples ao café especial, que proporciona ao consumidor uma bebida de maior qualidade.
O café é uma das principais fontes de ácido clorogênico na dieta humana, que representa uma classe de compostos considerados
como antioxidantes e que estão presentes tanto no café cru quanto na bebida. A literatura descreve várias técnicas analíticas para
esta análise, conforme descrito anteriormente por De Maria (1).
Este trabalho tem como objetivo a quantificação de ácido clorogênico de cafés arábica verdes (Coffea arabica L.) plantados do
Paraná, oriundos de diferentes cidades como Apucarana, Londrina, Mandaguari, Carlópolis, Cornélio Procópio e Ribeirão Claro.
Nesta proposta, são empregadas duas técnicas extrativas: MAE- extração assistida por micro-ondas e por ultrassom, com o objetivo
de simplificação do procedimento experimental. A quantificação dos ácidos clorogênicos foi realizada por cromatografia líquida de
alta eficiência (CLAE).
A extração dos ácidos clorogênicos foi realizada via extração por ultrassom e partiu de 1 grama de grão moído com emprego de
metanol PA por 20 minutos, seguido da filtração e posterior diluição do extrato para análise em CLAE. As análises por MAE
encontram-se, neste momento, em processo de otimização das condições experimentais.
As condições utilizadas na análise por CLAE foram: pré-coluna e coluna Regis ODS-1, 4,6 x 250mm, 5µm. Fase móvel isocrática de
ácido acético/H2O (5:95 v/v) e MeCN em proporção de 95:5 (v/v), detecção UV-Vis em 330nm para o ácido 5-cafeoilquinico (ácido
clorogênico). Foram investigados os parâmetros de validação do método como precisão, exatidão, limite de detecção (LD) e
quantificação (LQ), recuperação e linearidade.
Como resultado preliminar da quantificação de ácido 5-cafeoilquínico (5-CQA) foi possível estabelecer um método de quantificação
satisfatório em linearidade ( r2 = 0,9956) e precisão (CV < 3,7 %). O teor representativo de uma das amostras para o 5-CQA foi de 2,07 g / 100 de grão, valor coerente aos apresentados na literatura (2,3). Em grãos de café verde, os ácidos clorogênicos apresentam variações quanto à espécie, cultivar e ao processamento do grão, bem como é sensível à regionalidade de cultivo (1). Este trabalho pretende contribuir para o conhecimento do teor de ácidos clorogênicos presentes no café dos diferentes microclimas do estado do Paraná. Referencias Bibliográficas: 1. de Maria, C.A.B; Moreira, R.F.A. Métodos para análise de ácido clorogênico. Química Nova, 27, 586-592, 2004. 2. Farah, A.; Paulis, T.; Trugo, L.C.; Martin, P.R. Effect of roasting on the formation of chlorogenic acid lactones in coffee. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 53, 1505-1513, 2005. 3. Farah, A.; Monteiro, M.C.; Calado, V.; Franca, A.S.; Trugo, L.C. Correlation between cup quality and chemical attributes of Brazilian coffee. Food Chemistry, 98, 373-380, 2006.


2124 – ESTUDOS ESTRUTURAIS E BIOQUÍMICOS DE UMA LIPASE HIPOTÉTICA BASEADA NA SEQUÊNCIA DA LIPASE B DE CANDIDA ANTARCTICA (CALB)


Autor(es): Bianca G. Rizo

Orientação: Cristiane Dinis Ano Bom, Anderson de Sa Pinheiro, Fabio Ceneviva Lacerda de Almeida, Rafael Alves de Andrade

Resumo:
As lipases são enzimas capazes de catalisar a hidrólise de triglicerídeos de cadeias longas em uma interface água-lipídeo,
tornando-se biocatalisadores utilizados em diversos setores industriais por serem altamente versáteis e específicas. Dentre as
lipases utilizadas como importante biocatalisador, podemos destacar a lipase B de Candida antarctica (CALB), entretanto, a sua
utilização ainda é limitada devido ao seu alto custo, principalmente, em bioprocessos de larga escala. Dessa forma, a busca por
novas lipases mais eficientes que as disponíveis no mercado tornam-se cada vez mais relevante. Sendo assim, o objetivo geral
deste projeto consiste na busca e caracterização bioquímica e estrutural de novas lipases de organismos extremófilos. Para isso,
utilizamos a sequência primária da CALB como modelo em bancos de dados disponíveis para a seleção de novas proteínas. Dentre
as enzimas prospectadas, selecionamos a lipase putativa HB27 de Thermus thermophilus. O gene que codifica a lipase HB27 foi
clonado em pET-28a fusionado à uma cauda de histidina. Os testes de expressão foram realizados em diferentes condições A
proteína apresentou melhor expressão em BL21(DE3) a 37°C, induzida com 0,5 mM de IPTG em D.O600nm de 0,6. Após a
expressão da HB27 foram realizados experimentos de purificação através de cromatografia de afinidade à níquel utilizando
concentrações crescentes de imidazol para eluição da proteína, na presença e ausência de NaCl. Os resultados mostraram que a
proteína foi eluída nas frações de 200 e 300 mM de imidazol na presença de NaCl. Posteriormente, a proteína foi submetida a
cromatografia de gel filtração para a separação dos seus estados oligoméricos, entretanto, os resultados indicaram que a proteína
encontra-se totalmente oligomerizada. Estes dados indicam a necessidade da otimização de protocolos que estabilizem o estado
monomérico desta proteína para os estudos de determinação estrutural por RMN. Todos os testes de expressão e purificação foram
monitorados através de SDS-PAGE. Ensaios enzimáticos preliminares indicaram que HB27 possui alta atividade para substratos de
cadeia longa, sugerindo que a proteína pertença à família das lipases. Entretanto, novos estudos bioquímicos serão realizados
utilizando outros substratos específicos para lipases para a confirmação dos resultados obtidos. Ensaios de estabilidade da HB27
serão realizados por dicroísmo circular e fluorescência para monitorar o comportamento estrutural da proteína em diferentes
condições.


2903 – IMOBILIZAÇÃO DA LIPASE B DE CANDIDA ANTARTICA EXPRESSA EM PICHIA PASTORIS UTILIZANDO REATOR DE LEITO FIXO


Autor(es): Isabella Cristina S do Nascimento

Orientação: Evelin Andrade Manoel, Denise Maria Guimarães Freire

Resumo:
O uso de lipases em biocatálise tem se tornado cada vez mais promissor, principalmente devido a grande aplicabilidade em
processos industriais. Estas enzimas são eficientes na resolução cinética de moléculas quirais que são comumente empregadas na
síntese de diversas substâncias biologicamente ativas como fármacos. Dentre inúmeras vantagens, a técnica de imobilização de
biocatalisadores permite a reutilização, a utilização de sistemas contínuos e a estabilidade da enzima. Novos métodos para a
obtenção de biocatalisadores imobilizados vem sendo desenvolvidos. O objetivo do trabalho foi analisar a influência de diferentes
pré-tratamentos sob a imobilização da lipase B de Candida antartica expressa em Pichia pastoris no suporte comercial Accurel® MP
1000 utilizando coluna de leito fixo para, posteriormente, realizar a resolução cinética de derivados de mio-inositol. Para isso, foi
realizada a imobilização do meio fermentado da seguinte forma: 1) meio sem pré-tratamento algum; 2) meio liofilizado e 3) meio
liofilizado e dialisado. A imobilização feita com o meio liofilizado foi a que apresentou melhor adsorção proteica e enzimática
apresentando maior velocidade de adsorção. O rendimento de imobilização encontrado foi de 79,5% em apenas 0,15h. Para os
demais tratamentos, meio fermentado sem pré-tratamento o rendimento foi de 79% em 1,5h. Para o meio fermentado liofilizado, com
dialise, o rendimento de 78% só foi obtido somente após 3h. A diferença nos pré-tratamentos do material fermentado mostrou
influenciar o processo de imobilização do biocatalisador


3294 – ESTUDO DO POTENCIAL DE BIORREMEDIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO PLANTA-BACTÉRIA ATRAVÉS DA ANÁLISE PROTEÔMICA


Autor(es): Giselli Cristini Domiciano Abrahão

Orientação: Marcia Regina Soares da Silva, Rosane de Oliveira Nunes, Wilber de Sousa Alves, Aline Intorne Chaves

Resumo:
Para evitar a contaminação dos ecossistemas e eliminar poluentes, tais como metais pesados e os Hidrocarbonetos Aromáticos
Policíclicos do solo, uma das estratégias utilizadas é a biorremediação, que utiliza microrganismos com capacidades de metabolizar
estes compostos em substâncias inertes, como CO2 e água. A presença de condições ambientais desfavoráveis a estes
microrganismos é uma das limitações desta técnica, por esta razão outras biotecnologias foram desenvolvidas, entre elas a
fitorremediação devido à sua eficiência na descontaminação dos solos, ao baixo custo e fácil acesso. Estudos sobre a
fitorremediação estão sendo desenvolvidos visando uma série de benefícios para o meio ambiente e para as futuras gerações. O
número de poluentes cresce a cada dia, trazendo algum tipo de dano para todo o ecossistema. Dessa forma, esta pesquisa torna-se
interessante pois as plantas possuem maneiras específicas para remoção, imobilização ou transformação de poluentes específicos.
O estudo e a subsequente avaliação da interação entre o solo, a planta e o poluente é bastante necessário e promissor.
Neste projeto, avaliamos a interação entre o solo, a planta, um microrganismo e o poluente, utilizando a abordagem proteômica,
tendo em vista que mais estudos nessa área são necessários para a melhor compreensão da capacidade fitorremediadora de
plantas para o combate à poluição. As espécies vegetais selecionadas para o presente estudo, foram escolhidas para testes, devido
aos estudos do nosso grupo demostrarem que ocorre a interação planta-bactéria, a Arabidopsis thaliana e o Pennisetum purpureum
(Capim Elefante), que apresenta o sistema radicular bem desenvolvido, uma elevada produção de matéria seca e responder bem a
diferentes tipos de manejo e condições do solo. O microorganismo associado será a bactéria endofítica Gluconacetobar
diazotrophicus, devido a sua característica endofítica e seu potencial de colonização e promoção do crescimento.
No primeiro momento estudamos o efeito do zinco ao vegetal Arabdopsis thaliana. O cultivo vegetal foi feito em placas contendo
meio MS (Murashige Skoog, Sigma-Aldrich), já tendo passado pelo protocolo de esterelização e condicionado durante 21 dias, em
estufa B.O.D. com controle de temperatura e fotoperíodo. As plantas contendo apenas a roseta foram retiradas das placas de Petri e
transferidas para um recipiente contendo 200 mL de uma solução nutritiva (Hoagland & Arnon, 1950). Em cada recipiente foram
colocadas 15 plantas, mantendo as raízes em contato com a solução nutritiva. Passados 3 dias, foi acrescido na solução as
seguintes concentrações (0, 16, 160 e 320 µmol/L) aplicados por meio de sulfato de Zinco (ZnSO4.7H2O), juntamente com a
bactéria de interesse. As plântulas permaneceram 15 dias em contato apresentando resultados distintos na presença e ausência da
bactéria, mostrando a tolerância ao metal pela planta. Os ensaios com o Capim Elefante estão em andamento com os testes para a
produção de toletes para o cultivo.


1693 – PREPARAÇÃO DE COMPÓSITO NI/NIO PARA APLICAÇÃO EM PILHAS A COMBUSTÍVEL


Autor(es): Kassiane Francisco Baptista de Oliveira, Leonardo Santos Silva

Orientação: Marta Eloisa Medeiros, Francisco Manoel dos Santos Garrido

Resumo:
Pilha a combustível é um dispositivo eletroquímico, que realiza a conversão de energia gerada numa reação eletroquímica em
energia elétrica, sendo um método altamente eficiente de geração de eletricidade. O desempenho do material anódico de uma pilha
a combustível depende do tamanho das partículas e de seus poros, ou seja, tem uma forte dependência com a sua microestrutura,
assim como, das propriedades elétricas e eletroquímicas do material. Neste trabalho são apresentadas sínteses utilizando o método
sol-gel assistido por amido, sendo que, a presença deste no meio reacional permite a formação de um gel polimérico. A síntese do
material para anodo de óxido de níquel foi realizada buscando controlar a formação de níquel metálico, através da adição de
hidróxido de amônio 1M ou 2M. Durante o processo de secagem há a formação do xerogel, que dependendo das condições do
processo pode ser um material homogêneo e altamente poroso. Dependendo das condições de formação deste gel, e
posteriormente do xerogel, é possível então se controlar a próxima etapa da síntese – processo de aquecimento do xerogel – que
pode prosseguir através de um método do tipo combustão, onde o amido é o combustível. Na reação de combustão utilizando o
amido como combustível vários efeitos positivos são esperados como: uma propagação sem violência, uma combustão com
produção de gases não tóxicos (principalmente CO2 e H2O), o desenvolvimento de poros durante a liberação dos gases e também o
polissacarídeo poderia atuar como complexante de cátions metálicos, durante o processo de formação do gel, garantindo sua
homogeneidade. Inicialmente o trabalho concentrou-se na síntese de nanopartículas de NiO utilizando-se o método sol-gel em
presença de amido solúvel, sendo utilizada uma proporção molar 1:5, um mol de unidades básicas de amido solúvel (C6H10O5)
para cinco mols de íons nitrato: Este material foi preparado com o seguinte procedimento: em um bécher de 100 mL
homogeneizou-se 0,006 mols (1,0g) de unidades básicas de amido ((C6H10O5)n) solúvel (Mallincknodt) e 0,015 mols (4,36g) de
nitrato de níquel hexahidratado (Vetec, 97%), em 10 mL de água destilada a temperatura ambiente. Essa solução foi levada para
banho-maria, onde permaneceu por 2 horas na temperatura de 65ºC, para a formação do gel. A seguir foi obtido o xerogel, em um
micro-ondas acompanhando a perda de massa até massa constante, logo depois foi calcinado a 200 °C. Novas amostras foram
feitas com a adição de hidróxido de amônio, durante a formação do gel, tendo como objetivo controlar a formação de níquel metálico,
juntamente com o óxido. A caracterização das amostras foi feita por difração de raios X (DRX) e IV. Os resultados de DRX
confirmaram a presença de uma mistura de NiO e Ni metálico, sendo que a quantidade relativa de cada foi função da proporção
amido/nitrato de Ni (II)/NH4OH. A maior quantidade de Ni metálico foi obtida com a adição de NH4OH 2 Mol/L.


3798 – EXTRATOS DA SEMENTE DE MAMÃO PAPAIA (CARICA PAPAYA) COMO INIBIDOR DE CORROSÃO PARA O AÇO-CARBONO 1020 EM MEIO ÁCIDO.


Autor(es): Vanessa Vasconcelos Torres, Kelly Cristina Ribeiro Ferreira, Gabrielle Borges Cabral

Orientação: Eliane D’ Elia

Resumo:
Talita Araujo de Oliveira – Bolsa: Sem Bolsa
A corrosão é um processo resultante
Área Temática: Química Inorgânica da ação do meio sobre um determinado material, causando sua deterioração total, parcial,
superficial ou estrutural por um ataque eletroquímico, químico ou eletrolítico. Os inibidores de corrosão são muito utilizados em
indústrias para retardar e até eliminar o processo corrosivo, porém a maioria desses inibidores possuem em sua composição química
elementos pesados, além de uma mistura de compostos orgânicos e inorgânicos. A preocupação com a sustentabilidade e o elevado
custo do uso de inibidores sintéticos tem motivado a busca por alternativas menos dispendiosas e ecologicamente corretas tais como
inibidores derivados de produtos naturais [1]. Neste sentido, o presente trabalho visa investigar a semente do mamão papaia como
um inibidor natural. Todos os experimentos realizados nos ensaios de perda de massa e medidas eletroquímicas de curvas de
polarização e impedância eletroquímica utilizaram aço-carbono 1020, cuja a composição (% em massa) é C: 0.18, P: 0.04, S: 0.05,
Mn: 0.30, Si: traço, e Fe: balanço, em meio de HCl 1 mol L-1. O extrato estudado foi obtido através da infusão de 10 g da semente
do mamão papaia em 200 mL de água destilada recém-fervida. Após 60 minutos, a mistura foi filtrada e o filtrado liofilizado. Foram
realizados ensaios de perda de massa nos intervalos de 6, 24 e 48 horas a 25 °C, em solução de HCl 1 mol L-1, na ausência e
presença de 300 e 400 mg L-1 do extrato aquoso, obtendo-se eficiências de inibição (EI%) de 80% e 92%(em 6h de imersão); de
94% e 94% (em 24 h de imersão); e de 93% e 94% respectivamente. O efeito da temperatura foi estudado na concentração de 200
mg L-1 nas temperaturas de 35, 45, 55 e 65 ºC por um período de 2 horas mostrando que há uma diminuição da eficiência de
inibição com o aumento da temperatura e aumento da energia de ativação quando comparado com o ensaio em branco,
caracterizando ser uma adsorção física. Foram realizados também ensaios eletroquímicos nas concentrações de 10 a 1000 mg L-1 ,
apresentando um aumento da eficiência de inibição com a concentração do extrato. Nas curvas de polarização verificou-se que o
potencial de corrosão foi deslocado para potenciais mais negativos quando comparado com o ensaio em branco. As densidades de
corrente diminuíram tanto na região anódica quanto catódica, sendo esta diminuição mais significativa na polarização catódica.
Todos os resultados obtidos neste trabalho mostram que o extrato da semente do mamão papaia é um inibidor bastante promissor
na corrosão ácida do aço-carbono 1020.
[1] V. V. Torres, R. S. Amado, C. F. de Sa, T. L. Fernandez, C. A. S. Riehl b, A. G. Torres , E. D?Elia, Corros. Sci. 53 (2011) 2385-92.


2357 – SÍNTESE DE DIHIDROPIRIMIDINONAS UTILIZANDO SOLVENTE VERDE


Autor(es): Rebecca Jorge Cervasio

Orientação: Flavia Martins da Silva, Josué Sebastián Bello Forero, July Andrea Hernandez Muñoz, Joel Jones Junior

Resumo:
Introdução
A reação de Pietro Biginelli foi reportada primeiramente em 1893, no qual o método consistia em utilizar ácidos minerais, além dos
reagentes, para a síntese das di-hidropirimidinonas [1]. Nos últimos anos, cada vez mais métodos verdes estão emergindo, devido à
necessidade de componentes menos tóxicos e reutilizáveis. O desenvolvimento do método, o qual está para ser mostrado, está
imerso no âmbito da química verde, pois o solvente utilizado, carbonato de propileno, tem as características mencionadas acima. Da
mesma forma, o catalizador utilizado, iodo molecular, é importante para as sínteses orgânicas por ser econômico e acessível.
O interesse em desenvolver um método sustentável para a síntese de Biginelli vem do fato de que os derivados de
di-hidropirimidinonas possuem importantes atividades farmacêuticas [2]. Entre estas estão a atividade anti-tumoral [3], antiviral,
antibacteriana, anti-inflamatoria e atuação como inibidores nos canais de cálcio [4].
Objetivo
O objetivo do projeto é utilizar uma metodologia que esteja de encontro com a Química Verde [5], com o uso de solventes menos
tóxicos.
Metodologia
Adiciona-se 3 mmol de benzaldeído substituído com a mesma estequiometria de uréia e acetoacetato de etila, iodo 10mmol% e 2 ml
de carbonato de propileno. A reação é deixada sob aquecimento e agitação por quatro horas. A purificação inclui tratamento com
tiossulfato sob agitação em erlenmeyer e algumas lavagens com água quente. A mistura é filtrada, obtendo-se um sólido puro.
A caracterização do produto foi realizada através de IV, CG/MS e RMN.
Resultados:
Até o momento, foram sintetizados 12 compostos:
6-metil-2-oxo-4-fenil-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
4-(4-cloro fenil)-6-metil-2-oxo-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
4-(4-metóxi fenil)-6- metil-2-oxo-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
6-metil-4-(4-nitrofenil)-2-oxo-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
6-metil-4-(2-nitrofenil)-2-oxo-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
4-(4-bromofenil)-6-metil-2-oxo-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
4-(4-hidroxi-3-metóxi fenil)-6-metil-2-oxo-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
4-(3,4-dimetóxifenil)-6-metil-2-oxo-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
6-metil-2-oxo-4-(3,4,5-trimetóxifenil)-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
4,4′-(1,4-fenileno)bis(6-metil-2-oxo-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de dietila)
4-(3-etóxi-4-hidroxifenil)-6-metil-2-oxo-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
6-metil-4-(3-nitrofenil)-2-oxo-1,2,3,4-tetrahidropirimidina-5-carboxilato de etila
Conclusão
O método proposto mostrou-se ser a união ideal entre síntese orgânica e química verde, já que permite a obtenção de várias
di-hidropirimidinonas de uma forma completamente sustentável. Com cada vez mais estudos mostrando o potencial das atividades
biológicas desses compostos, a reação se torna uma poderosa ferramenta no desenvolvimento das di-hidropirimidinonas.
Referências Bibliográficas:
[1] Biginelli, P. Gazz. Chim. Ital., 1893, 23, 360?416.
[2] Wang, G.; Yan, C.; Lu, Y. Exploring DNA binding properties and biological activities of dihydropyrimidinones derivatives, Colloids
and Surfaces B: Biointerfaces, 2013, 106, 28? 36.
[3] a) Mayer, U. T.; Kapoor, M. T.; Haggarty, J. S.; King, W. R.; Schreiber, L. S.; Mitchison, J. T., Small Molecule Inhibitor of Mitotic
Spindle Bipolarity IdentiÞed in a Phenotype-Based Screen, Science, 1999, 286, 971-4. b) Ramos, L.; Guido, B.; Nobrega, C.; Corrêa,
J.; Silva, S.; Oliveira, H.; Gomes, A.; Gozzo, F.; Neto, B. The Biginelli Reaction with an Imidazolium?Tagged Recyclable Iron Catalyst:
Kinetics, Mechanism, and Antitumoral Activity, Chem. Eur. J., 2013, 19, 4156 ? 4168.
[4] a) Kappe, C.O.; Fabian, W.M.; Semones, M.A.; Tetrahedron, 1997, 53, 2803. b) Kumar, B. R. P.; Masih, P.; Karthikeyan, E.;
Bansal, A. Synthesis of novel Hantzsch dihydropyridines and Biginelli dihydropyrimidines of biological interest: a 3D-QSAR study on
their cytotoxicity, Med. Chem. Res., 2010, 19, 344 ? 363.
[5] Da Silva, F. M.; De Lacerda, P. S. B.; Jones Jr, J. Desenvolvimento Sustentavél e Química Verde. Quim. Nova, v. 28, n. 1, 2005,
p. 103-110.


2497 – ESTUDO DOS METABÓLITOS PRODUZIDOS PELO FUNGO TALAROMYCES SP.


Autor(es): Jéssica de Oliveira Costa

Orientação: Ligia Maria Marino Valente

Resumo:
Fungos filamentosos do gênero Talaromyces produzem corantes amarelos derivados de antraquinonas, azafilonas e/ou felanenonas
(1,2) com propriedades químicas e biológicas relevantes, constituindo-se, entre outras aplicações, numa alternativa para os
mediadores eletroquímicos sintéticos (de alto custo e toxicidade elevada) usados atualmente em Biocélulas a Combustível (BCC).
O objetivo do trabalho é isolar e caracterizar corantes excretados por uma cepa do fungo Talaromyces sp., isolada de solos da
Caatinga do Brasil e com propriedades eletroquímicas, a serem utilizados posteriormente como transportadores de elétrons em
bioeletrodos de BCCs.
Neste trabalho, os meios de cultura liofilizados (990,6 mg) foram ressolubilizados em 100 mL de água destilada. A mistura foi
particionada com AcOEt (100 mL, 6 vezes) gerando 42,1 mg de fração AcOEt. Essa fração foi submetida à cromatografia em coluna
(CC) por exclusão em Sephadex LH-20, usando-se como fase móvel CH2Cl2/Hexano 1:1 até MeOH. Foram obtidas 29 sub-frações
que foram reunidas por similaridade por cromatografia em camada delgada (CCD) em gel de sílica. As sub-frações reunidas foram
ressubmetidas à CCD em gel de sílica evidenciando em todas elas uma mistura complexa de metabólitos. Uma das sub-frações (6,3
mg) foi submetida à técnicas de ressonância magnética nuclear (RMN), 500 MHz (1H, COSY, HSQC e HMBC). A análise detalhada
dos espectros confirmou a complexidade da mistura, mostrando indícios de substâncias de estruturas correlatas. Observou-se sinais
de átomos de hidrogênio e carbono aromáticos e carbinólicos. Em seguida, em função da similaridade dos perfis cromatográficos em
CCD e às baixas quantidades, optou-se por reunir as sub-frações menos polares (18,4 mg) submetendo-as a CC em gel de sílica
utilizando como fase móvel CHCl3/AcOEt 7:3 à AcOEt/MeOH 1:1. Foram geradas 22 sub-frações que se encontram em fase de
análise.
Colaboração: Camilo E. La Rotta, P. H. Silva e G. M. C. Takaki (UNICAP-PE)
(1) Elsebai, M.F.; Saleem, M.; Tejesvi, M.V.; Kajula, M.; Mattila, S.; et al.; Nat. Prod. Rep. 2014, 31, 628; (2) Suzuki, S.; Hosoe,
T.; Nozawa, K.; Yaguchi, T.; et al.; J. Nat. Prod. 1999, 62, 1328.


3464 – IDENTIFICAÇÃO E INATIVAÇÃO DA EXPRESSÃO DE GENES QUE CODIFICAM NEUROPEPTÍDEOS NO CARRAPATO BOVINO


Autor(es): Raquel Lima Logullo de Oliveira, Francisca Diana Paiva Melo, Giovana Carniel de Oliveira

Orientação: Larissa Rezende Vieira, Jean Ribeiro Moreira, Gloria Regina Cardoso Braz

Resumo:
O carrapato Rhipicephalus microplus é um ectoparasita que provoca grandes perdas econômicas na pecuária mundial, afetando a
produção de carne e leite e causando danos ao couro do gado. Atualmente, esse vetor de patógenos tais como Babesia bovis e
Anaplasma marginale, é controlado principalmente por meio de manejo do pasto e dos animais, e pelo uso de vacinas e acaricidas.
O uso de acaricidas resulta no surgimento de carrapatos resistentes, contamina o ambiente, e pode tornar a carne e o leite
impróprios para o consumo humanos por um período. Além disso, acaricidas (carrapaticidas) não afetam igualmente as diferentes
fases de vida dos carrapatos, o que diminui sua eficiência e são tóxicos para outras espécies. Assim, tornou-se necessário o
desenvolvimento de alternativas para o controle deste artrópode e, para isso, o entendimento da fisiologia deste organismo é
essencial. Neuropeptídeos são moléculas altamente específicas para os organismos que as produzem funcionando como
mediadores na comunicação neural. Estão envolvidos em numerosos processos fisiológicos, muitas vezes funcionando como
hormônios. No caso de invertebrados, a maioria dos hormônios peptídicos que se conhece foi identificada por análises proteômicas,
mas suas funções permanecem desconhecidas. Por desempenharem funções chave, os neuropeptídeos são um alvo para o controle
do carrapato bovino R. microplus. Neste trabalho buscamos identificar a presença de moléculas similares a neuropeptídeos, por
meio de bioinformática, em fêmeas partenóginas, teleóginas e embriões do carrapato bovino, visto que as informações disponíveis
sobre neuropeptídeos não incluem o nosso objeto de estudo. As sequências das bibliotecas normalizadas Illumina de R. microplus
em diferentes fases de desenvolvimento foram comparadas com as sequências depositadas no banco de dados NCBI usando os
programas do pacote blast. Identificamos sequências com potencial de codificarem neurohormônios, e aquelas codificantes para
Alatostatina, Proctolina e 2 isoformas de Orcokininas em singânglio, tecido produtor de hormônios no carrapato bovino, foram
amplificadas. Visando ampliar a gama de hormônios estudados desenhamos pares de iniciadores específicos para sequencias
super-expressas no singânglio que aparentemente codificam os neuropeptídeos Vasopressina, Perivicerikinina, Alatotropina,
Elevenina, Bursicon e Hormônio hiperglicêmico. Todas as sequências foram amplificadas em uma ou mais fases de desenvolvimento
com exceção de Bursicon e Hormônio hiperglicêmico de crustáceos. Novos primers visando amplificar estas sequências foram
desenhados e serão testados. Constatamos que, a partir de cDNA de singânglio, todas as sequências são expressas em fêmeas
teleóginas e / ou em fêmeas partenóginas. Os primers específicos também foram testados com sucesso em material genético
extraído de tecidos como o ovário em ambas as fases reprodutivas da fêmea do carrapato bovino.


3496 – DETERMINAÇÃO DE CONDIÇÕES ÓTIMAS REACIONAIS E AVALIAÇÃO DA TERMOESTABILIDADE DE CELULASES, HEMICELULASES E BETA-GLICOSIDASES SECRETADAS PELO FUNGO TRICHODERMA SP. 422.


Autor(es): Miguel Sartori Panaro

Orientação: Ricardo Sposina Sobral Teixeira, Ayla Sant’Ana da Silva, Marcella Fernandes de Souza, Elba Pinto da Silva Bon

Resumo:
O crescimento da população mundial originou uma demanda crescente de energia, fornecida principalmente por fontes não
renováveis, especialmente vindas do petróleo. No entanto, o esgotamento progressivo desta fonte de carbono fóssil tornou-se uma
grande preocupação para a sociedade moderna. Com isso, a necessidade de novas fontes de energia, principalmente renováveis e
limpas, não agressivas ao meio ambiente, tem se tornado cada vez maior. Nesse contexto, a utilização de biomassa lignocelulósica
como matéria-prima é uma boa opção na produção de etanol de segunda geração (2G), devido a sua abundância, especialmente no
Brasil, e a grande quantidade de açúcares presente em sua composição. Esse processo de produção em escala industrial esbarra
nos altos custos de pré-tratamento da biomassa e produção de enzimas. A otimização nas condições de uso dessas enzimas visa
aumentar sua estabilidade e atividade catalítica e, por consequência, aumentar o rendimento do processo, reduzindo seu custo. Este
trabalho visa determinar as condições reacionais ideais para as principais enzimas celulolíticas e hemicelulolíticas produzidas pelo
fungo filamentoso Trichoderma sp. 422, selecionado em trabalhos anteriores como um bom produtor de enzimas dentre várias
linhagens isoladas da Floresta Amazônica, através das dosagens de atividades enzimáticas de celulase total (FPase ? filter paper
activity) ,beta-glicosidase e xilanase. Foi possível encontrar um modelo para calcular a atividade de beta-glicosidase sob diferentes
faixas de pH (3,0 a 9,0) e temperatura (37,2°C a 80°C).De acordo com o delineamento composto central rotacional (DCCR) 2², o
ponto ótimo de pH e temperatura para essa enzima foi de 5,86 e 54,12°C, respectivamente, resultando numa atividade de 2,62 UI/ml.
Analisando a superfície de resposta e as curvas de contorno, pode-se verificar a existência de uma região ótima para atividade
enzimática em uma faixa de combinações de pH de 4,5 a 7 e temperatura de 45°C a 65°C. Esses resultados serão validados, assim
como serão avaliadas a termoestabilidade e as condições ótimas para as celulases e hemicelulases.


4029 – ESTUDO DA CONVERSÃO DE CO2 A DIETILCARBONATO COM CATALISADORES DE CEO2-AL2O3 E SUPRESSORES QUÍMICOS DE ÁGUA.


Autor(es): Nádila Maria Corrêa da Cunha Esteves, Thaís Gadiole Schöntag

Orientação: Jussara Lopes de Miranda

Resumo:
Introdução
O CO2 é considerado o principal gás do efeito estufa por estar em maiores concentrações, tendo já alcançado os 400 ppm na
atmosfera[1]. O armazenamento e captura do CO2 já é uma realidade em algumas indústrias, porém em escala relativamente
pequena[2]. Uma corrente de estudo que ganha força a cada dia é a conversão do CO2, ou seja, torná-lo um produto com maior
valor agregado. Várias rotas de conversão já foram desenvolvidas, como, por exemplo, a obtenção em escala industrial de ureia
através de reação direta do CO2 com amônia[3]. Este trabalho visa o estudo e a otimização do rendimento da conversão de CO2 a
dietilcarbonato (DEC). O uso do supressor químico de água é necessário para inibir a desativação do catalisador pela água e
também desloca o equilíbrio da reação favorecendo a produção de DEC.
Metodologia
O catalisador CeO2?Al2O3 foi sintetizado a partir da impregnação com alumina no sal Ce(NO3)3.6H2O, a temperatura de 60ºC
durante 24h. A água foi retirada utilizando um evaporador rotatório, e os produtos foram calcinados a 600°C durante 3 horas. Os
mesmos foram caracterizados por espectrometria na região do infravermelho médio, DRX e análise termogravimétrica (TGA).
Os testes catalíticos foram realizados em reator Parr 4560 de 100 mL de volume. Os produtos líquidos obtidos são analisados em
um cromatógrafo de gás (Agilent 7890A) acoplado a um espectrômetro de massas (Agilent 5975C). Os catalisadores são analisados
por DRX e infravermelho médio.
Os catalisadores são caracterizados por DRX, onde pelos picos obtemos os Índices de Miller, caracterizando uma estrutura cristalina
compatível com a literatura. Utiliza-se a espectrometria na região do infravermelho médio, onde é possível identificar a ligação
metal-oxigênio nas bandas com menor número de onda, e nota-se também a presença de água na banda próxima a 3500 cm-1
referente ao estiramento OH. A análise termogravimétrica mostra a perda de massa desde o início do aquecimento (20ºC) até
128,13ºC provavelmente referente a perda de água, de acordo com os dados observados na espectrometria na região do
infravermelho médio.
Após os testes catalíticos os catalisadores foram analisados pelas mesmas técnicas de caracterização, que se mostraram
coincidentes com os resultados iniciais, o que indica que não houve mudança na estrutura cristalina do catalisador.
Os resultados mostraram que houve a conversão de CO2 DEC sem o supressor químico de água trimetilfosfato, mas, que, na sua
presença, foi aumentada em dez vezes. Os percentuais de conversão, no entanto, ainda estão muito baixos, razão pela qual outros
catalisadores e supressores também estão sendo investigados.
Conclusão
Pode-se afirmar que houve a conversão de CO2 a dietilcarbonato, pois o mesmo foi identificado nos produtos. A presença do
supressor químico de água favorece a formação do dietilcarbonato, mas, os percentuais de conversão ainda estão muito baixos.
Bibliografia
IPCC. Summary for Policymakers. In: Climate Change 2013: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the
Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Cambridge: Cambridge University Press. 2013.
2 Carbon Capture and Storage. Disponível em:< http://www.iea.org/topics/ccs/>
3 F. Rizzotti, Sintesi del dietilcarbonato con CO2 supercritica come solvente e reagente, attivata con ldhs ed ossidi di metalli.
Unversita Degli Stuti Di Padova, 2010-2011, p. 1


3956 – ESPECTROSCOPIA DE FOTOABSORÇÃO DE CAMADA INTERNA DE COMPOSTOS DO TIPO PUSH-PULL – TRATAMENTO DE DADOS


Autor(es): Michelle Paula Santos de Jesus

Orientação: Cassia Curan Turci

Resumo:
As nitroanilinas são moléculas aromáticas contendo os grupos substituintes amino (NH2), que se comporta como um doador de
elétrons, e nitro (NO2), que se comporta como um receptor de elétrons. Devido à presença desses dois grupos, as nitroanilinas são
denominadas como moléculas do tipo push-pull. Nestas moléculas, os grupos substituintes interagem com o sistema conjugado de
elétrons pi do anel aromático, resultando em um processo de transferência de carga (TC) e conferindo propriedades ópticas não
lineares às mesmas. A para-nitroanilina é o modelo molecular clássico utilizado no estudo dos sistemas do tipo push-pull.
Este trabalho visa o estudo dos espectros de fotoabsorção de camada interna das nitroanilinas isoméricas nas regiões do C1s e N1s
. Através deste estudo espera-se obter algumas respostas sobre a dependência da transição C 1s —> pi* com a natureza do
modelo de dupla substituição (orto versus meta versus para).
Os espectros de fotoabsorção, adquiridos no Canadian Light Source (CLS) Laboratory foram tratados utilizando-se os programas
não-comerciais BAN e BGAUSS, desenvolvidos por pesquisadores da McMaster University (Hamilton-Ontario-Canada). Esse
tratamento consiste nas seguintes etapas: correção de background (correção de fundo), média dos espectros originais, calibração,
desconvolução das bandas e normalização pela força do oscilador atômico. Todas as etapas serão mostradas e discutidas.
1.Hitchcock, A.P. e Neville, J.J., ?Chemical Applications of Synchrotron Radiation? (T.K. Sham, ed) (Word Scientific, 2001).
2.TURCI, C.C., Excitação Eletrônica de camada Interna de Moléculas por Impacto de Elétrons. Rio de Janeiro: UFRJ/IQ, 1996.
253p. Tese (Doutorado em Química).


2553 – INVESTIGAÇÃO DA REAÇÃO DE NITRAÇÃO DO MONOCLOROBENZENO


Autor(es): Isabelle Lemos Liesner

Orientação: Sabrina Teixeira Martinez, Bárbara Vasconcellos da Silva, Angelo da Cunha Pinto

Resumo:
A nitração do anel benzênico é uma reação de substituição eletrofílica aromática. Estas reações são caracterizadas pela adição de
um eletrófilo ao anel aromático, com posterior eliminação de um próton, levando ao produto substituído. Os halogênios possuem
efeito indutivo atraente de elétrons que influencia a reatividade, porém o efeito de ressonância, que cede elétrons, governa
aorientação da substituição.
Neste trabalho, foi investigada a reação de nitração do monoclorobenzeno, utilizando nitrato de sódio e ácido sulfúrico em diferentes
condições. Variaram-se as quantidades de reagentes e o tempo de aquecimento. A evolução da reação foi acompanhada por
cromatografia em camada delgada e cromatografia a gás acoplada a espectrometria de massas.
Quando se utilizou 3,2 mL de ácido sulfúrico, 3,4 g de nitrato de sódio e 3 mL de substrato com aquecimento de 24 horas, obteve-se
uma mistura do o-nitro-clorobenzeno (íon molecular de m/z 157) e 1-cloro-2,4-dinitrobenzeno (íon molecular de m/z 202), sendo o
produto mononitrado o majoritário.
O passo seguinte foi aumentar a proporção de ácido sulfúrico (15 mL) e nitrato de sódio (7,6 g) para verificar se ocorreria apenas a
formação do produto dinitrado. O meio de reação permaneceu sob aquecimento em refluxo durante 58 horas, e foi observada a
formação do 2-cloro-1,3,5-trinitrobenzeno (íon molecular de m/z 247), além do 1-cloro-2,4-dinitrobenzeno.Utilizando as mesmas
condições, alterando o tempo em aquecimento para 34 horas, obteve-se uma mistura do o-nitro-clorobenzeno e de
1-cloro-2,4-dinitrobenzeno.
Desta forma, a temperatura, o tempo de reação e a relação molar dos reagentes influenciam na formação dos produtos. Este estudo
servirá de base para as reações de nitração do para-diclorobenzeno, um dos intermediários sintéticos para preparação de fármacos.


2690 – REATIVIDADE FOTOQUÍMICA DA BETA-NAFTOFLAVONA


Autor(es): Caio Sereno Gaspar

Orientação: Nanci Camara de Lucas Garden

Resumo:
? beta-Naftoflavona (1), é um derivado sintético de flavonoides naturais que possui ação farmacológica como inibidores enzimáticos.
Estudos recentes mostram que 1 induz estresse oxidativo em fígados de ratos, que foi associado a um aumento de espécies reativas
de oxigênio (EROs). Danos oxidativos em sistemas biológicos é a maior causa de morte celular.[1] Em particular, a morte celular
pode ser induzida pela combinação do uso de um composto fotoativo, chamado fotossensibilizador, e luz. Este processo pode
envolver a geração de EROs capazes de causar danos aos componentes celulares.[2-4]
O objetivo deste trabalho é o estudo fotoquímico de 1 visando buscar informações sobre a sua capacidade em atuar como
fotossensibilizador.
Experimentos de fotólise por pulso de laser (355 nm) de 1 em acetonitrila levou a formação de um transiente (absorção em 500 nm e
tempo de vida de 10 microssegundos) o qual foi caracterizado como o estado excitado triplete. Este triplete reage eficientemente
com fenóis, indol e com o éster metílico do N-acetiltriptofano (kq ? 10e9 L mol-1 s-1). Em todos os casos a supressão levou a
formação de novos transientes, os quais foram associados ao par de radicais correspondente, resultante de uma transferência inicial
de elétron, seguida por uma rápida transferência de próton.
A eficiência de formação de oxigênio singlete para 1, em acetonitrila, foi determinada empregando-se estudos de fosforescência
resolvida no tempo na região do IV, obtendo-se o valor de 0,51.
Estes resultados mostram que o estado excitado triplete de 1 pode reagir eficientemente com modelos de substâncias biológicas,
assim como transferir energia para o oxigênio molecular, gerando oxigênio singlete, o que demostra que 1 pode atuar como
fotossenbilizador.
Bibliografia
[1] J.L. Martindale, N.J. Holbrook, Cellular response to oxidative stress: Signaling for suicide and survival, J. Cell. Physiol., 192 (2002)
1-15.
[2] Y. Dewa, J. Nishimura, M. Jin, M. Kawai, Y. Saegusa, T. Harada, M. Shibutani, K. Mitsumori, Molecular expression analysis of
beta-naphthoflavone induced hepatocellular tumors in rats. , Toxicol. Pathol. , 37 (2009) 446-455.
[3] Y. Dewa, J. Nishimura, M. Muguruma, M. Jin, Y. Saegusa, T. Okamura, M. Tasaki, T. Umemura, K. Mitsumori, Beta
-Naphthoflavone enhances oxidative stress responses and the induction of preneoplastic lesions in a diethylnitrosamine-initiated
hepatocarcinogenesis model in partially hepatectomized rats., Toxicology 244, 179?189., 244 (2008) 179?189.
[4] Y. Shimada, Y. Dewa, R. Ichimura, T. Suzuki, S. Mizukami, S. Hayashib, M. Shibutania, K. Mitsumori, Antioxidant enzymatically
modified isoquercitrin suppresses the development of liver preneoplastic lesions in rats induced by beta-naphthoflavone., Toxicology,
268 (2010) 213-218.


2802 – AVALIAÇÃO DO USO DE SOLVENTE NA REAÇÃO DE SULFONAÇÃO DE COPOLÍMEROS À BASE DE ESTIRENO E DIVINILBENZENO


Autor(es): Giovane Lourenço Robertson

Orientação: Viviane Gomes Teixeira, Tatiana Chaves Lorençatto

Resumo:
O poli(estireno-co-divinilbenzeno) (PSDVB) é utilizado como suporte polimérico para diversas resinas de troca iônica, incluindo-se as
sulfônicas, as quais apresentam inúmeras aplicações na indústria nas áreas de separação de metais e catálise. Tendo em vista a
aplicação dessas resinas como catalisadores ácidos heterogêneos em diversos tipos de reação, buscou-se avaliar a utilização do
solvente 1,2-dicloroetano (DCE) na reação de sulfonação do PSDVB com H2SO4, que confere as características de trocador iônico a
esse material. Neste trabalho, foi sintetizado, através da técnica de polimerização em suspensão, um suporte polimérico mesoporoso
de PSDVB, usando-se a relação molar de 3:1 entre S e DVB. Durante a síntese, utilizou-se o n-heptano como solvente, com grau de
diluição dos monômeros de 100%. O material obtido foi purificado e fracionado em diferentes faixas de tamanho de partícula. A
fração de tamanho entre 45 e 80 mesh foi sulfonada em 3 condições diferentes: (I) sem o emprego de solventes; (II) adicionando-se
DCE segundos antes do início da reação; (III) adicionando-se DCE 24 h antes do início da reação. A extensão da sulfonação ao
longo da rede polimérica foi medida por meio determinação da capacidade de troca iônica das resinas obtidas nas três diferentes
condições estudadas. Para isso, os produtos foram tratados com HNO3 2,0 mol.L-1, neutralizados, secos em estufa. Posteriormente
foram colocados em contato com excesso de solução padrão de NaOH 0,1 mol.L-1. Foi realizada uma titulação de retorno da
solução de NaOH com solução padrão de HCl 0,1 mol.L-1, utilizando fenolftaleína como indicador. O maior rendimento dentre as três
condições testadas foi obtido na condição III, o que pode ser atribuído ao maior inchamento da rede polimérica, que torna os sítios
ativos do suporte mais acessíveis e, portanto, mais suscetíveis à reação com H2SO4.Tanto o suporte polimérico como a resina
sulfonada foram caracterizados quanto às suas densidades aparentes. Foi constatado um aumento de densidade significativo após a
inserção dos grupos ácido sulfônico na estrutura polimérica. Desta forma, definiu-se a condição ideal de utilização do solvente para a
sulfonação dos suportes poliméricos em experimentos futuros que serão realizados a fim de tentar avaliar o desempenho destas
resinas funcionalizadas como catalisadores para reações de esterificação.


3567 – INFLUÊNCIA DA FONTE DE CARBONO NA PRODUÇÃO DE ENZIMAS POR UMA LINHAGEM DE TRICHODERMA ISOLADA NA AMAZÔNIA


Autor(es): Anna Carla Gama Costa

Orientação: Marcella Fernandes de Souza, Elba Pinto da Silva Bon

Resumo:
A obtenção de etanol a partir de biomassas lignocelulósicas é a principal tecnologia para produção de combustíveis renováveis. O
alto custo de etapas anteriores à fermentação, como o pré – tratamento da biomassa e a produção de enzimas, é o principal motivo
que dificulta a sua aplicação em escala industrial. A busca por uma mistura enzimática (celulases, beta-glicosidases, xilanases e
enzimas acessórias) de alta atividade é primordial para uma hidrólise efetiva da biomassa e para redução de custos. Em um
trabalho anterior realizado com fungos filamentosos selecionados na Amazônia, a linhagem Trichoderma sp.422 se destacou ao
alcançar atividades enzimáticas de FPase e beta-glicosidase superiores às do fungo T. reesei Rut C-30, um dos mais estudados
para produção de celulases. Neste trabalho, foram avaliadas as atividades das misturas enzimáticas produzidas através de cultivos
da linhagem Trichoderma sp.422 em diferentes fontes de carbono, a saber: celulose microcristalina (Avicel), bagaço de
cana-de-açúcar “in natura” e bagaço de cana-de-açúcar pré-tratado hidrotermicamente. A lactose foi utilizada como controle por ser
indutora da produção de celulases em fungos do gênero Trichoderma. Os ensaios foram conduzidos com 30g/L de fonte de carbono,
cada um com um pré-inóculo de 3 dias, e com tampão fosfato de sódio 100mM pH 6,0. O cultivo foi realizado por sete dias a 200 rpm
e 30°C. As dosagens para verificação da atividade de ?-glicosidade foram feitas com celobiose como substrato e a atividade de
FPase, com papel filtro de celulose. Resultados preliminares indicam atividades de FPase e beta-glicosidase do cultivo com avicel
próximos ao cultivo com lactose. No entanto, baixas atividades para ambas as enzimas foram alcançadas nos cultivos com o bagaço
“in natura” e bagaço tratado hidrotermicamente. Experimentos serão realizados para confirmar os resultados preliminares.


3707 – ISOLAMENTO E CULTIVO DE DIFERENTES CEPAS DE MICROALGAS COLETADAS DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (ETE-UFRJ)


Autor(es): Carlos Mauricio de Siqueira Junior

Orientação: Anita Ferreira da Silva, Graciela Diniz dos Santos, Ricardo Moreira Chaloub

Resumo:
Os países industrializados geram um grande volume de águas residuais urbanas e industriais que, passam por tratamentos antes de
serem despejados em corpos hídricos. No entanto, tais tratamentos, muitas vezes, são ineficazes na remoção de compostos
inorgânicos e o lançamento no corpo receptor pode levar à eutrofização. Atualmente existe grande procura por novas tecnologias
para tratamento desses efluentes e as microalgas têm sido apontadas como promissoras devido à capacidade de absorção destes
compostos na presença de luz e gerar biomassa. O presente trabalho teve como objetivo o isolamento e análise do crescimento das
espécies presentes no efluente sanitário, com tratamento secundário, da estação de tratamento de esgoto da UFRJ. Foram
coletadas amostras do efluente sanitário e as microalgas presentes foram cultivadas em meio de cultura WC e no esgoto filtrado e
autoclavado, a 20°C±1,0°C e sob 50 µmol fótons/m2/s. Para isolamento das espécies, utilizou-se crescimento em meios seletivos e
citometria de fluxo. Para que houvesse a seleção de procariotos, foi adicionada cicloheximida na cultura e para seleção de
eucariotos, utilizou-se penicilina. Após repiques sucessivos, as culturas foram submetidas à citometria de fluxo, visando obter cultivo
uniclonal. Foram isoladas 9 cepas distintas, sendo 4 diatomáceas e 5 clorófitas. Destas, 3 pertencem à classe Chlorophyceae e 2 à
classe Trebouxiophyceae. Após isolamento, as espécies foram estudadas quanto a sua produtividade, sendo analisado tanto o
rendimento final após 10 dias de cultivo, através de contagem celular (número de células.ml-1) e peso seco (g/l), quanto a taxa de
crescimento (µ, d-1). Para análise do crescimento, as espécies foram submetidas a agitação constante (shaker), irradiância de 150
µmol fótons/m2/s (ciclo claro:escuro 12:12) e temperatura de 30ºC. As diatomáceas não apresentaram crescimento satisfatório nos
meios utilizados, sendo, então, descartadas deste estudo. Duas espécies de Chlorophyceae não apresentaram diferença significativa
entre a densidade final de células quando cultivadas em meio WC ou diretamente no efluente sanitário (esgoto), mas tiveram sua
biomassa aumentada em 15% e 10%, bem como taxa específica de crescimento incrementada de 20% e de 5%, quando cultivadas
no efluente. Contrariamente, uma das espécies de Trebouxiophyceae apresentou 42% mais biomassa quando cultivada em meio
WC, enquanto a outra espécie desta classe não foi capaz de crescer no efluente e, após 6 dias de cultivo, a cultura entrou em
senescência. As espécies que cresceram diretamente no efluente permaneceram 2 dias em fase exponencial de crescimento e
quando cultivadas em meio WC permaneceram 3 dias nesta fase. De modo geral, as espécies de clorófitas isoladas da ETE-UFRJ
apresentam crescimento satisfatório quando cultivadas no efluente sanitário.
Financiamento: Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Instituto Virtual
Internacional de Mudanças Globais – IVIG/COPPE/UFRJ


3818 – EXTRATO DA POLPA DE JUÇARA COMO INIBIDOR NATURAL DE CORROSÃO PARA O AÇO CARBONO ASTM 1020 EM HCL 1 MOL L-1


Autor(es): Alex de Melo Monteiro

Orientação: Daniel Perrone Moreira, Alexandre Guedes Torres, Eliane D’ Elia

Resumo:
Inibidores de corrosão são utilizados nos mais diversos segmentos industriais no combate à corrosão. São materiais estratégicos
para a realização com segurança e continuidade operacional de diversas etapas das atividades de produção, transporte e refino.
Dentre eles, é possível citar extratos naturais como inibidores verdes. O presente trabalho investigou a ação inibidora da polpa
liofilizada da fruta Juçara (Euterpe edulis) na corrosão do aço-carbono 1020 em meio de HCl 1 mol L-1 em diferentes concentrações
do extrato. Foram realizados ensaios de perda de massa em diversas concentrações durante 4, 24 e 48 horas à temperatura
ambiente, obtendo-se uma eficiência de inibição máxima de 94% utilizando 1000 ppm do extrato. Os resultados dos ensaios
mostram que a eficiência de inibição (E.I.) aumenta com a concentração do extrato e com o tempo. O aumento da E.I. com o tempo
atesta a estabilidade do extrato. Os ensaios de perda de massa em solução HCl 1 mol L-1 contendo 200 mg L -1 do inibidor por 2 h
também foram realizados com variação da temperatura: 25, 35, 45 e 55 °C. A partir das curvas de Arrhenius é possível calcular a
energia de ativação (Ea) do processo de corrosão do aço-carbono em solução ácida na ausência e na presença do inibidor. Estes
resultados sugerem um processo de adsorção química, uma vez que a Ea do branco (35,5 kJmol-1) é maior ao valor encontrado na
presença do inibidor (30,9kJ mol-1) e E.I teve um ligeiro aumento com a temperatura. Os diagramas de impedância eletroquímica
foram obtidos para o aço-carbono 1020 em solução de HCl 1 mol L-1, na ausência e presença de 100 a 1000 mg L-1 do extrato de
Juçara, após uma hora de imersão. Os diagramas mostram um único arco capacitivo, que com a presença do extrato aumentou
substancialmente de tamanho, mostrando um sistema bem mais resistivo. Este arco capacitivo pode ser atribuído a uma constante
de tempo de transferência de carga e à capacitância da dupla camada elétrica. As eficiências de inibição são calculadas a partir dos
valores de resistência de transferência de carga, mostrando seu aumento com a concentração do extrato. Os ensaios mostram que o
extrato de Juçara atua como bom inibidor natural, sendo bastante promissor no meio estudado. Além da técnica de impedância
eletroquímica, serão obtidas as curvas de polarização anódica e catódica empregando-se a técnica de polarização potenciodinâmica.
Em tais análises eletroquímicas são utilizados o eletrodo de aço-carbono 1020 como eletrodo de trabalho, o eletrodo de referência e
um fio de platina de grande área superficial como contra-eletrodo.
[1]Gentil, V. Corrosão. Rio de Janeiro: LTC ? Livros Técnicos e Científicos Editora, 1994.
[2]V. V. Torres, R. S. Amado, C. F. de Sa, T. L. Fernandez, C. A. S. Riehl b, A. G. Torres , E. D’Elia, Corrosion Science 53 (2011)
2385-92


4252 – CONVERSÃO DE CO2 À DIMETILCARBONATO UTILIZANDO CATALISADORES DE ZIRCÔNIO IMPREGNADO EM ALUMINA


Autor(es): Igor Antunes Vogel Maldonado, Thaís Gadiole Schöntag

Orientação: Heitor Breno Pereira Ferreira, Jussara Lopes de Miranda

Resumo:
Conversão de CO2 a dimetilcarbonato utilizando catalisadores de zircônio impregnado em alumina
Introdução: O CO2 é o principal gás estufa de origem antropogênica na atmosfera. A sua concentração na atmosfera aumentou em
38% desde 1750, já tendo ultrapassado a marca de 400 ppm[1]. Sabendo das consequências do aquecimento global, é de grande
importância o desenvolvimento de novos meios de captura a fim de diminuir a concentração desse gás na atmosfera. Como a
captura de CO2 é um processo caro, a conversão de CO2 a produtos de valores agregados, como o dimetilcarbonato (DMC), se
torna bastante interessante. O DMC possui diversas aplicações industriais na produção de polímeros [2], farmacêuticos[3], e de
químicos. A sua vantagem está em ser substituto do fosgênio, que possui grande toxicidade. O presente trabalho tem por objetivo a
conversão de CO2 a DMC utilizando catalisadores com diferentes quantidades de zircônio impregnado em alumina, e observar a
influência do óxido de zircônio na conversão.
Procedimento experimental: Os catalisadores foram sintetizados a partir da impregnação da alumina com o sal ZrO(NO3)2 a 60°C
por 24 horas. O produto foi seco e calcinado a 600°C durante 3 horas. Os catalisadores foram analisados por DRX, espectroscopia
por infravermelho médio e B.E.T. Os testes catalíticos foram realizados a temperatura de 170°C, a 700 psi de pressão de CO2,
durante 3 horas, utilizando 0,5g de catalisador. Todos os testes foram realizados em um reator Parr 4569 de 100 mL de volume.
Após a reação, os catalisadores foram analisados por DRX (Fig.1) e espectroscopia por infravermelho médio. A análise dos produtos
foi realizada em um cromatógrafo gasoso (Agilent 7890A) acoplado a um espectrômetro de massas (Agilent 975C).
Resultados e Discussão: Os espectros dos catalisadores na região do infravermelho apresentaram bandas características da
vibração da hidroxila (O-H) na região próxima a 3400 cm-1, assim como a banda em 1630 cm-1, referente à deformação angular da
água. No espectro na região do infravermelho do óxido de zircônio observaram-se, na região de 400 a 750 cm-1, as bandas
referentes às ligações do zircônio com o oxigênio. E no espectro da Zr- Al2O3, foram observadas as bandas referentes às ligações
Zr-O e Al-O, na região de 400 a 1000 cm-1. A partir dos difratogramas, observou-se que a cristalinidade da alumina e da zeólita
NH4+ZSM5 diminuiu após o método da impregnação, pois a intensidade dos picos ficou menor. A partir do DRX, foram observados
os picos referentes ao óxido de zircônio em 2? em 30o,30o [7], 500,59o e 60o,34o. Concluiu-se, então, que os suportes ficaram mais
amorfos após a impregnação.
Quanto à conversão do CO2, pôde-se constatar que os catalisadores Zr-Al2O3 e ZrxOy apresentaram conversão e seletividade total
a DMC. Apesar da área do catalisador Zr-Al2O3 ser bem maior que a do catalisador ZrxOy, ele não apresentou uma conversão
muito maior, a partir desse fato, pôde-se concluir que os dois devem apresentar o mesmo número de sítio ativos. O fato pode estar
relacionado a quantidade de zircônio presente nos dois catalisadores, entretanto para fazer essa conclusão, são necessários mais
testes. Já o catalisador Zr-ZSM5 não apresentou boa atividade catalítica, sendo a sua conversão abaixo do limite de quantificação,
formando dimetiléter ao invés de DMC.
Referências Bibliográficas
[1] AR5, QUINTO RELATÓRIO DO IPCC, www.ipcc.org
[2] Ferreira, H. B. P.; Vale, D. L.; Mota, C. J. A.; Miranda, J. L., B.J.P.G. 2012, 6, n. 3, 93.
[3] S.C. Stinton, C&EN 79 (2001) 15.


4072 – ESTUDO TEÓRICO DOS POLIMORFOS DO ÁCIDO MEFENÂMICO


Autor(es): Gabriel dos Passos Gomes

Orientação: Magaly Girao Albuquerque, Fernanda Guedes Oliveira

Resumo:
O polimorfismo pode ser definido como a habilidade de um mesmo material sólido existir em mais de uma forma cristalina. Na
Indústria Farmacêutica, isto pode ser um problema, porque as diferentes formas polimórficas de um fármaco podem ter propriedades
físico-químicas, como ponto de fusão e solubilidade, completamente distintas, podendo afetar a qualidade, a segurança e a eficácia
do medicamento [Brittain HG (2005) J Pharm Sci, 96:705; Saurabh G, Kaushal C (2011) J Chem Pharm Res, 3:6].
O ácido mefenâmico [acido 2-[(2,3-dimetilfenil)amino]benzoico], um anti-inflamatório não esteroidal, apresenta duas formas no
estado sólido. A estrutura cristalina da forma I, a mais estável, foi resolvida em 1976 [McConnell JF, Company FZ (1976) Cryst Struct
Commun, 5:861], enquanto que a forma II, metaestável, em 2006 [Lee EH, Byrn SR, Carvajal MT (2006) Pharm Res, 23:2375].
As duas formas apresentam ligação hidrogênio intramolecular, onde o grupo amino (Ar-NH-Ar) funciona como doador de ligação
hidrogênio, o grupo carbonila da carboxila na forma I é o aceptor e o grupo hidroxila também da carboxila na forma II é o aceptor. Em
ambos os cristais, há a formação de dímeros pela interação entre os grupos carboxila de cada molécula via ligação hidrogênio
intermolecular.
O objetivo deste trabalho é analisar o processo de nucleação do ácido mefenâmico, visando identificar diferenças no mecanismo
para a formação de cada uma das formas cristalinas.
Os métodos utilizados foram Teoria do Funcional de Densidade (DFT) e Dinâmica Molecular (DM) clássica. Os cálculos DFT e de
DM foram realizados com os programas GAUSSIAN?09 e GROMACS 4.5.5, respectivamente. Todas as estruturas foram
construídas e otimizadas com o auxílio dos programas ChemCraft, GaussView 5 e GAUSSIAN?09. Os cálculos DFT foram feitos
utilizando o funcional M06-2X e a base 6-311G*.
Nos cálculos DFT, observou-se que a nucleação do ácido mefenâmico na forma I depende da alta estabilidade conferida pelas
ligações hidrogênio intra- e intermoleculares. A barreira de rotação da forma I do ácido mefenâmico para a forma II foi estimada em
cerca de 3 kcal/mol. Esta barreira corresponde à rotação do grupo carboxila e está relacionada ao rompimento da interação por
ligação hidrogênio intramolecular.
No estudo de DM do ácido mefenâmico em dimetilformamida (DMF) (na proporção de 1:44), foi possível observar que, inicialmente,
ocorre a formação de dímeros do ácido mefenâmico e, posteriormente, a agregação de dois dímeros, formando um tetrâmero, via
interações de van der Waals e empilhamento-pi (?pi-stacking?), além de uma interação entre os elétrons-pi do anel aromático com o
hidrogênio de outro anel.
Como perspectiva, pretendemos realizar cálculos DFT com os dímeros e tetrâmeros do ácido mefenâmico para avaliar as diferenças
das interações inter- e intramoleculares.


4097 – USO DE PENEIRAS MOLECULARES ORGÂNICAS (COFS) COMO CATALISADORES HETEROGÊNEOS PARA ACOPLAMENTOS CRUZADOS


Autor(es): Paula Dias Barboza

Orientação: Pierre Mothe Esteves, Raoni Schroeder Gonçalves Borges

Resumo:
A formação de ligações carbono-carbono são centrais na síntese de novas moléculas. A reação de acoplamento de Suzuki,
catalisada por sais de paládio, é bastante importante para a formação de ligação entre átomos de carbono e usualmente necessita
de compostos halogenados como intermediários.
Para reduzir o teor de paládio no produto das reações de acoplamento cruzado e reduzir a formação de paládio “black”, é
importante a busca por versões heterogêneas desta reação. Para isso, foram utilizados materiais microporosos nanorreticulados
chamados de COFs (covalent organic frameworks). São formados por blocos de montagem orgânica e ligações covalentes fortes.
Por possuir a função imina, o COF-300 pode ser modificado de forma que os átomos de nitrogênio formem um sítio de coordenação
com íons metálicos, como o paládio, por exemplo. Esta incorporação pode aumentar a eficiência catalítica do paládio em reações de
acoplamento cruzado.
O objetivo deste trabalho é sintetizar os precursores o Pd@COF-300 e testar sua eficiência catalítica em reações de acoplamento
cruzado de Suzuki-Miyaura
A síntese do COF-300 foi feita em várias etapas, partindo do trifenilmetanol.
Para a complexação do COF300 com o acetato de paládio, foram utilizados os átomos de nitrogênio como sítio de coordenação
para o metal. A relação de Pd(OAc)2 e COF-300 foi de 5% (m/m). Após a preparação de Pd@COF-300, foi testada sua eficiência
catalítica nas reações de acoplamento de Suzuki, cujo resultados estão mostrados na tabela a seguir:
#R1ArX X t(min) Conversão (%)
1HH Cl202%
2HH Cl6011%
3HH Br20100%
4 HH I20100%
5Hp-CHOCl2015%
6Hp-CHOCl6020%
7Hp-CHOBr2099%
8Ho-CN Br2017%
9Ho-CN Br6034%
10Hp-COCH3Br20100%
11Hp-CH3Br2096%
12Hp-OCH3Br2099%
13Hm-OHBr2082%
14Hm-OHBr2091%
15Hp-OH I2092%
16Hp-OH I12097%
Pode-se observar o bom desempenho do catalisador para a maior parte dos substratos. Alguns substratos, especialmente os
clorados, não deram rendimentos bons devido à menor reatividade desses compostos para reações de acoplamento de Suzuki. Os
substratos com nitrila também não deram bons rendimentos, possivelmente devido a algum papel de coordenação do grupamento
nitrila, visto que em fase homogênea o acoplamento também é dificil.
Conclusões
Foi possível sintetizar todo o material de partida para obter o COF-300 com bons rendimentos, assim como a incorporação de
Pd(OAC)2 ao COF-300. O Pd@COF-300 preparado foi utilizado nas reações de acoplamento cruzado de Suzuki-Miyaura, onde se
mostrou um eficiente catalisador, obtendo boas conversões nas reações e sem a formação de paládio “black”.
Agradecimentos
CNPq, UFRJ, FAPERJ, PIBIC-UFRJ.


4232 – ESTUDO DA ACETILAÇÃO DOS ACETAIS E CETAIS DE GLICERINA CATALISADOS POR ÁCIDOS HETEROGÊNEOS PARA FORMAÇÃO DE POTENCIAIS ADITIVOS ANTIOXIDANTES PARA MISTURA EM BIODIESEL


Autor(es): Nathália dos Santos Pontes

Orientação: Jennifer Dodson, Claudio Jose de Araujo Mota

Resumo:
O biodiesel destaca-se dentre os combustíveis renováveis mais promissores para o setor de transporte. Produzido a partir de
biomassa renovável, ele possui o balanço de emissão de dióxido de carbono mais favorável do que o do diesel, se a biomassa for
cultivada adequadamente.
A produção de biodiesel gera glicerina como coproduto, numa proporção de 10 m3 de glicerina para 90 m3 de biodiesel. A principal
aplicação da glicerina ocorre na indústria de cosméticos e fármacos, setores incapazes de absorver o alto volume de glicerina
produzido. Além disso, a glicerina oriunda da cadeia do biodiesel teria que ser purificada para posterior utilização, tornando o
processo desfavorável economicamente para essas indústrias. Assim, a utilização de glicerina é essencial para a viabilidade
econômica do biodiesel.
O objetivo do trabalho é a obtenção dos produtos de acetilação dos acetais de glicerina/formaldeído e cetais de glicerina/acetona
catalisados por ácidos heterogêneos para serem avaliados como aditivos antioxidantes para o uso em misturas de biodiesel.
Compostos oxigenados são utilizados em combustíveis para melhorar suas propriedades físico-químicas. A glicerina não pode ser
utilizada diretamente em misturas com combustíveis devido à sua polaridade, necessitando ser funcionalizada. O desenvolvimento
de compostos oxigenados derivados do glicerol para mistura em combustíveis constitui-se numa aplicação de grande potencial para
o excedente de glicerina. Esse trabalho visa fornecer opções de utilização da glicerina da cadeia do biodiesel e, simultaneamente,
gerar um produto alternativo aos aditivos utilizados, sendo de grande relevância para o setor de petróleo e biocombustíveis.
O processo foi otimizado através do estudo do efeito de reagente de acetilação (ácido acético e anidrido acético) , as relações
molares dos reagentes e uma variedade de catalisadores ácidos sólidos comerciais (Amberlyst-15, Zeólita beta, K-10 Montmorilonita
e Fosfato de Nióbio).
Foram observadas conversões elevadas (72-95 %) e alta seletividade (86 – 99%) para os produtos desejados usando anidrido
acético como reagente de acetilação e uma razão molar de 1:1 com todos os catalisadores . Em geral, houve uma interação
complexa entre o catalisador sólido, a proporção de reagentes e o agente de acetilação nas conversões, seletividade e subprodutos
formados.


371 – RESPOSTA ADAPTATIVA A DIFERENTES ESTRESSES EM SACCHAROMYCES CEREVISIAE


Autor(es): Daniel Grananto da Costa Lima

Orientação: Elis Cristina Araujo Eleutherio, Daiane Mazzola

Resumo:
A geração de Espécies Reativas de Oxigênio (ERO) acontece por um processo fisiológico no metabolismo aeróbico ou de forma
exógena através da exposição ao estresse, podendo causar um desequilíbrio redox e dano celular. No entanto, quando a célula é
exposta a concentrações sub-letais de ERO, apresenta maior resistência a altas concentrações de estressores químicos. Esta
resposta adaptativa é mediada por um mecanismo de defesa bastante complexo e ainda não completamente compreendido. Desse
modo, o objetivo deste estudo é analisar mecanismos distintos de ativação que podem regular genes protetores específicos a
determinados tipos de estresse usando como modelo o microrganismo eucarioto Saccahromyces cerevisiae. Nosso foco é o papel
desempenhado por Yap2, cujo papel na tolerância celular está pouco esclarecido. Em S. cerevisiae, os fatores de transcrição da
família Yap participam da resposta ao estresse oxidativo e a metais pesados, entre outros. O fator de transcrição Yap1 regula a
maioria dos genes de resposta antioxidante e possui um importante papel na resposta adaptativa ao estresse oxidativo. Seu
mecanismo de ativação por peróxido de hidrogênio (H2O2) e agentes reativos a tióis é bem documentado e resulta na regulação de
genes específicos para cada tipo de estresse. Nesse contexto, células em metabolismo fermentativo, portanto sensíveis ao estresse
oxidativo, foram submetidas a um tratamento com concentrações sub-letais de estressores (0,3 mM de peróxido, 0,5 mM de
menadiona ou 0,2 mM de CdII) por 1 hora a 28°C/160 rpm antes de serem expostas aos oxidantes menadiona (fonte de radical
superóxido), na concentração de 40 mM, ou peróxido de hidrogênio, 4 mM, por 1 hora a 28°C/160 rpm. Para efeito de comparação,
parte do cultivo foi diretamente exposta aos oxidantes. Os resultados mostram que menadiona ativa um sub-conjunto de genes
relacionados com a defesa contra o H2O2 que parece ser diferente do conjunto ativado pelo próprio H2O2 e pelo CdII, pois o
tratamento com 0,5 mM de menadiona não aumentou a tolerância a 4 mM H2O2 ao contrário dos tratamentos com doses sub-letais
de peróxido ou CdII. No entanto, os pré-tratamentos com CdII ou H2O2 foram capazes de ativar genes específicos para aquisição de
tolerância a 40 mM de menadiona. Estão em andamento experimentos para verificar a resposta ao estresse causado pelo CdII e o
efeito da deficiência de Yap2 nesta resposta.


978 – ENGENHARIA METABÓLICA PARA A PRODUÇÃO E DESIGN DE BIOSSURFACTANTES EM BURKHOLDERIA THAILANDENSIS – ESTUDO DA ORFE264 COMO GENE ALVO


Autor(es): Laís Oliveira Leal

Orientação: Luiz Fernando Dias Tavares, Rodrigo Volcan de Almeida, Bianca Cruz Neves

Resumo:
Biossurfactantes são surfactantes produzidos por rota biológica, sintetizados por micro-organismos. Suas aplicações como
detergentes, emulsificantes e dispersores de fases, são as mesmas dos surfactantes obtidos por derivados do petróleo, com a
vantagem da possibilidade de serem utilizados no ramo alimentício e cosmético devido ao sua baixa toxicidade. Os raminolipídeos
são uma classe de biossurfactantes produzidos majoritariamente por espécies de Pseudomonas e Burkholderia. Pesquisadores
descobriram uma proteína que estaria envolvida com a produção de raminolipídeos em P. aeruginosa, nomeando-a de EstA. P.
aeruginosa é um patógeno oportunista, o que encarece a produção destes biossurfactantes, sendo desejável obter-se uma boa
produção de raminolipídeos por bactérias não patogênicas. Este trabalho tem como objetivo estudar a superexpressão de um
homólogo de EstA em Burkholderia tailandensis, uma espécie produtora, avaliando os níveis de produção dos biossurfactantes como
também suas características físico-químicas e estruturais. A partir das análises de bioinformática encontramos um gene homólogo
ao estA em B. thailandensis. Um fragmento de DNA contendo esse gene homólogo foi obtido por síntese química e posteriormente
clonado no vetor de expressão pUCP26. Desta forma, foram obtidos 6 clones de B. thailandensis transformados com essa
construção pUCP26-orfE264. Em uma primeira cinética de produção, em meio LB, observou-se que o clone 1 apresentou uma
produção de raminolipídeos competitiva com a cepa selvagem. Já em uma segunda cinética o mesmo clone 1 produziu níveis
significativamente superiores de biossurfactante, quando comparado à cepa selvagem, sendo este um clone interessante para
estudo. Como etapas futuras do trabalho estão, estudar mais profundamente o clone 1 que apresentou melhores resultados frente
aos demais, realizando outras análises de produção de biossurfactantes e a caracterização estrutural deste biossurfactante
produzido, através de espectrometria de massas (LC-ESI-MS/MS).


1576 – UMA NOVA SÍNTESE E APLICAÇÃO DO LUMINOL-UFRJ NO COMBATE A CONTAMINAÇÃO HOSPITALAR E NA ELUCIDAÇÃO DE CRIMES CONTRA A VIDA USANDO UM LUMINÔMETRO PORTÁTIL.


Autor(es): Mayara Amorim Romanelli Ferreira

Orientação: Leticia Gomes Ferreira, Claudio Cerqueira Lopes, Rosangela Sabbatini Capella Lopes

Resumo:
Desde 2002, através de uma interação científica entre o IQ-UFRJ e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o nosso grupo têm
provido gratuitamente o ?kit luminol ? UFRJ? à polícia técnica desta instituição e de outros estados da federação, para a detecção de
resíduos de sangue oculto em cenas de crimes contra a vida.
No presente trabalho foi desenvolvida uma formulação que permite a detecção de sangue oculto associada ao uso de um
luminômetro portátil, evitando-se condições de escuridão total. Esta abordagem analítica constitui uma ferramenta de combate a
contaminação hospitalar e de auxílio na elucidação de crimes de homicídio. Neste kit para a detecção de sangue oculto foi utilizado o
reagente Luminol, obtido através de um novo processo de síntese. A partir do ácido 3-nitro-ftálico o qual foi transformado no
correspondente anidrido 3-nitro-ftálico na presença de anidrido acético sob refluxo, após a remoção de uma mistura de solventes
constituída de ácido acético e anidrido acético, seguido da adição de uma solução de hidróxido de sódio 0,3M, 1.15 equivalentes de
ditionito de sódio e um excesso de hidrazina 20%, o Luminol foi obtido em 57% de rendimento global. Este procedimento é inédito
em contraste com os descritos na literatura para a mesma substância, não produz resíduos de metais pesados ou substâncias
tóxicas ao meio ambiente (CHANTRE, 2014).
Este trabalho também descreve a obtenção de oito corantes fluorescentes com estruturas químicas análogas ao corante o 9,10 –
difenil-antraceno, composto já descrito na literatura por seu efeito ?enhancer?, e a avaliação destas estruturas químicas no
comportamento no sistema quimioluminescente do Luminol na detecção de sangue oculto.
As substâncias, 5-(9-benzo[d][1,3]dioxola-5il) antraceno-10-il-benzo[d][1,3]dioxola, 9,10-bis (3,4-dimetoxifenil)antraceno,
9,10-bis(3,5-dimetoxifenil)antraceno, 9,10-bis(2,3-dimetoxifenil)antraceno, 9,10-bis(2-metoxifenil)antraceno,
2-(9-(furano-2-il)antraceno-10-il- furano e 4-(9-(piridina-4-il)antraceno-10-il- piridina, foram sintetizadas através da reação de
acoplamento cruzado, entre o 9,10 – dibromo-antraceno e ácidos aril e heteroaril borônicos, conduzindo a formação de isômeros
conformacionais cis e trans destes bisaril-antracenos substituídos. O sistema reacional desenvolvido neste trabalho emprega o
catalisador de Pd(0), paládio tetraquis-trifenilfosfina, carbonato de potássio em solução aquosa formando um sistema bifásico com
tolueno e um agente de transferência de fase, o brometo de tetrabutilamónio, com consumo de catalisador de 5% mol fornecendo
rendimentos globais em torno de 71%.
Anteriormente, em nossas formulações contendo o reagente Luminol adicionamos com sucesso na detecção de sangue oculto o
corante fluorescente 9,10-difenilantraceno como ?enhancer?. Os oito corantes fluorescentes sintetizados neste trabalho serão
adicionados em novas formulações contendo este mesmo reagente em meio básico e água oxigenada, permitindo detectar no visível
através de um luminometro portátil, a presença de sangue oculto em diluições de 1:1000 até 1:40.000, de maneira semiquantitativa,
em função das leituras dos valores expressos em URLs no visor do aparelho.
CHANTRE, L. G. F., Processo de síntese do luminol em uma única etapa de reação. Produção de um kit luminol para ser usado no
combate a contaminação hospitalar e na detecção de sangue oculto queimado. 2014. 273f. Tese de doutorado, Instituto de Química,
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014.
CHANTRE, L. G. F., LOPES, C. C., LOPES, R. S. C., Brazilian Patent 10 2014 014163 4, Processo de síntese do luminol, kit para a
detecção de resíduos de sangue oculto e seus usos, depositada em 11/06/2014.


239 – SÍNTESE DE 4-QUINOLINA-CARBOXAMIDAS E AMINONAFTOQUINONAS COM POTENCIAL ATIVIDADE ANTIMALARIAL


Autor(es): Kamilla Paes Perez

Orientação: Sabrina Teixeira Martinez, Bárbara Vasconcellos da Silva, Angelo da Cunha Pinto

Resumo:
A isatina é frequentemente empregada como material de partida para a obtenção de heterociclos bioativos, como indóis e quinolinas.
Substâncias com o núcleo quinolínico possuem diversas atividades biológicas, principalmente antimalarial. 1-3
Neste trabalho, a isatina foi utilizada como substrato para a obtenção do ácido 4-quinolinocarboxilico e de seus derivados de
natureza amídica. Inicialmente, realizou-se uma reação de acetilação da isatina, utilizando Ac2O, previamente destilado, e o
catalisador 4-dimetilaminopiridina, gerando a N-acetil-isatina em 78% de rendimento.
Em seguida, a N-acetil-isatina foi tratada com solução aquosa de NaOH 0,4 mol/L e o meio de reação permaneceu em agitação
magnética e aquecimento sob refluxo durante 30 minutos para a formação do ácido 4-quinolinocarboxílico em 68% de rendimento.
Posteriormente, o ácido 4-quinolinocarboxílico foi tratado com cloreto de tionila para a obtenção do cloreto de ácido, que reagiu com
a N-Boc-1,3-propanodiamina e com o N, N-dietiletano-1,2-diamino a 0 °C para formação das respectivas 4-quinolina-carboxamidas.
Sendo as naftoquinonas substâncias de considerável importância na química medicinal,4 destacando-se também por sua atividade
antimalarial, outra parte deste trabalho consistiu na preparação de aminonaftoquinonas. Para isto, a metóxi-lausona reagiu com a
N-Boc-1,3-propanodiamina e com o N, N-dietiletano-1,2-diamino em etanol, aquecimento sob refluxo, gerando os produtos em 76 e
70% de rendimento, respectivamente.
Todas as substâncias obtidas foram caracterizadas por espectroscopia na região do infravermelho e ressonância magnética nuclear
de 1H e 13C.
Vale ressaltar que a malária desenvolveu resistência a muitos dos fármacos disponíveis atualmente no mercado, e estes, por sua
vez, provocam efeitos colaterais indesejados. Logo, o estudo de substâncias com potencial atividade antimalarial ainda é um desafio,
e tanto as 4-quinolina-carboxamidas quantos as aminonaftoquinonas são compostos líderes para o desenvolvimento de agentes
antimalariais.
Referências Bibliográficas:
1-SILVA, B. V. Journal of Brazilian Chemical Society, 24(5), p. 707-720, 2013.
2-ROEPE, P. D. Future Microbiology, 4(4), p. 441-55, 2009.
3-ZHU, H. et al. Chinese Chemical Letters, 21(1), p.35-38, 2010.
4-Martinez, S. T. et al. Química Nova, 35(4), p. 858-860, 2012.


1430 – ESTUDO DE CARACTERIZAÇÃO E BENEFICIAMENTO DE BAUXITA COM ELEVADO TEOR DE FERRO


Autor(es): Pedro Henriques Cardoso dos Santos

Orientação: Fernanda Arruda Nogueira Gomes da Silva, João Alves Sampaio, Francisco Manoel dos Santos Garrido

Resumo:
A camada de bauxita nodular (BN) do NE do Pará, considerada marginal devido ao elevado conteúdo de impurezas, foi estudada
com o objetivo de aproveitá-la pelo processo Bayer (PB). A amostra foi preparada seguindo etapas de britagem, classificação,
remoção da fração fina (-37 µm), homogeneização e quarteamento, obtendo-se a amostra BNAT. Na etapa seguinte, a amostra foi
submetida a ensaios de moagem a úmido durante 5, 10, 15, 20 e 25 min, seguidos de análise granulométrica a úmido com peneiras
(1.200 ? 37 µm). Ensaios de separação magnética a úmido foram conduzidos com as amostras BNAT e BNPB (resultante da
moagem da BNAT por 20 min). As amostras BN, BNAT, BNPB e as frações magnética e não magnética foram caracterizadas por
DRX, MEV, IV e FRX. As fases mineralógicas desta rocha foram determinadas por DRX. Assim, esta bauxita é gibbsítica e
encontra-se associada à caulinita e a hematita. A análise dos resultados obtidos por MEV revelou, para a BNAT e BN, picos mais
intensos relacionados ao Al e menores para o Si, O, Fe e Ti. Observou-se que nas partículas lisas, os picos associados ao Al são
mais intensos que os de Si, indicando predomínio da gibbsita, ao passo que às partículas rugosas são atribuídas maiores
intensidades de Si, indicando predomínio da caulinita. Em todas as amostras analisadas, foram identificados Fe e Ti associados às
partículas minerais. A análise de DRX da BNAT e de suas frações granulométricas evidenciou que nas frações mais grossas, os
picos associados à gibbsita são mais intensos quando comparados aos dos minerais caulinita e hematita. A intensidade dos picos
relacionados à caulinita aumenta significativamente com a redução da granulometria. Já a intensidade dos picos relacionados à
hematita varia pouco entre as frações, indicando que este mineral encontra-se distribuído de forma homogênea. A avaliação dos
resultados da FRX da BNAT e de suas frações granulométricas demonstra que os teores (%) de Al2O3, SiO2 e Fe2O3, variam de
39,2 a 49,7; 6,2 a 25,8; e 15,9 a 20,2, respectivamente. As frações acima de 208 µm possuem elevado teor de alumina enquanto as
inferiores a 104 µm maiores teores de sílica. Os resultados da DRX estão de acordo com os adquiridos por FRX e IV. Os DRX das
frações magnética e não magnética tanto da amostra BNAT quanto da BNPB, evidenciam menor intensidade dos picos associados à
caulinita e a gibbsita no concentrado magnético, comparado ao não magnético. O pico associado à hematita é maior no produto
magnético, indicando a separação deste mineral da amostra original. Pela FRX, observou-se uma diminuição no teor de Fe2O3 de
17,7 para 13,3% na BNAT, confirmando a remoção de parte do ferro. A baixa eficiência é explicada pela MEV que indica uma
associação entre as três fases minerais gibbsita, caulinita e hematita de modo que não há liberação suficiente do ferro para que esta
separação seja eficaz.


1808 – OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE LIPASE RECOMBINANTE (CALB) EM PICHIA PASTORIS


Autor(es): Julia de Macedo Robert

Orientação: Antônio Carlos de Oliveira Machado, Denise Maria Guimarães Freire

Resumo:
As enzimas lipolíticas possuem enorme potencial biotecnológico seja para formulação de detergentes, na indústria de couro, na
produção de cosméticos, fármacos, aromas, biodiesel, entre outros (Jaeger et al, 2002). A expressão heteróloga é uma ferramenta
fundamental da biotecnologia, pois permite a produção de enzimas interessantes comercialmente, como é o caso da CalB, em
organismos mais fáceis de manipular. Para este trabalho a levedura metilotrófica Pichia pastoris, modificada geneticamente
(Licenciado pela patente PI0905122-8) foi escolhida como hospedeiro para expressão heteróloga de CalB, pois é capaz de: utilizar o
glicerol como única fonte de carbono gerando cultivos com elevada densidade celular; expressar a proteína recombinante
extracelular; crescer em meio de cultivo simples além de não apresentar patogenicidade ou contaminação por endotoxinas.
Em estudos anteriores, fermentações conduzidas em bateladas com a levedura Pichia pastoris foram efetuadas a fim de se definir o
meio de cultivo, fonte de carbono com melhor custo/benefício, temperatura de trabalho e concentração inicial do substrato. Já o
objetivo do trabalho atual foi o de avaliar o efeito de diferentes concentrações da glicerina bruta (fonte de carbono definida) na
alimentação dos processos conduzidos em batelada alimentada, bem como a influência da substituição da adição de ar por oxigênio
puro no crescimento e produção de lipase pela levedura recombinante.
As fermentações tiveram controle de temperatura e pH ajustados automaticamente, a agitação e vazão de ar variaram na faixa entre
250-700 rpm e 0-1 vvm, respectivamente, de acordo com necessidade definida por uma cascata a fim de tentar manter um nível de
30% de saturação de oxigênio dissolvido no meio.
Dentre os resultados obtidos, a utilização de modo de cultivo em batelada alimentada resultou num aumentou de 35% a
produtividade e 46% na atividade específica. Com a aplicação de um pulso de 100g/L (de glicerol) no meio da fase exponencial de
crescimento foram obtidos 32.178 U/L de atividade lipásica
Por outro lado, o uso de oxigênio puro ao invés de ar para manter a saturação de oxigênio em 30% não se mostrou eficiente pois
resultou em diminuição da produtividade, atividade especifica e rendimento celular, indicando um possível ambiente de estresse
oxidativo prejudicial ao microrganismo.
Referências
Jaeger, K. E., Eggert, T. ? Lipases for Biotechnology. ? Current Opinion in Biotechnology, (2002) v.13, p.390-397.


1903 – OLIGOMERIZAÇÃO DA ALFA-SINUCLEÍNA INDUZIDA POR DOPAL (3,4-DIHIDRÓXIFENILACETALDEÍDO) E SUAS IMPLICAÇÕES NA NEUROPATOGÊNESE DA DOENÇA DE PARKINSON


Autor(es): Mariana Freire Ribeiro Teixeira

Orientação: Eduardo Coelho Cerqueira, Cristian Follmer

Resumo:
A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa associada à perda seletiva de neurônios dopaminérgicos na região
da substantia nigra, sendo caracterizada histologicamente pela presença de agregados intracelulares da proteína alfa-sinucleína
(aS). Embora aS com estrutura fibrilar seja observada em pacientes com DP, importantes evidências sugerem que os intermediários
do processo de fibrilação da proteína (oligômeros solúveis) são as espécies tóxicas geradas pela agregação da proteína. Além disso,
tem sido demonstrado que a toxicidade associada aos produtos da degradação da dopamina (DA) tem um papel crucial na
neurodegeneração. Neste contexto, tem sido sugerido que a origem da degeneração seletiva dos neurônios dopaminérgicos esteja
relacionada à interação da alfa-sinucleína com as diferentes moléculas geradas no metabolismo da DA e que levam a estabilização
de oligômeros proteicos potencialmente tóxicos. Uma destas moléculas é DOPAL (3,4-dihidróxifenilacetaldeído), o qual causa perda
de neurônios dopaminérgicos acompanhado pela formação de oligômeros de aS in vivo. Assim, este projeto tem como objetivo
principal investigar as bases moleculares da interação entre DOPAL e aS. Demonstrou-se que DOPAL interage fortemente com aS,
induzindo à formação de pequenos oligômeros solúveis que não evoluem para fibras. Os principais estados oligoméricos da aS,
estabilizados por DOPAL, são monômeros, dímeros e trímeros. A formação destes oligômeros é dependente da oxidação do DOPAL
à sua forma quinona, um processo que é inibido por ácido ascórbico. No entanto, a incubação da aS com formas pré-oxidadas do
DOPAL não foi capaz de induzir a oligomerização da proteína, sugerindo que a oxidação do DOPAL deve ocorrer na presença de aS
para que a oligomerização seja promovida. Além disso, os efeitos do DOPAL na mutante aS-A30P, ligada à forma familiar da DP,
bem como a neurotoxicidade dos oligômeros gerados a partir das formas selvagem e A30P, na presença de DOPAL, foram
avaliados. Assim, espera-se que os resultados obtidos nestes estudos sejam de grande relevância no entendimento do real papel do
DOPAL e dos produtos de sua oxidação na origem da seletividade da neurodegeneração na DP.


1438 – ESTUDO DE SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DAS FASES ZEOLÍTICAS SODALITA E CANCRINITA


Autor(es): Cassia Guerra Marques dos Santos, Fabiano Augusto da Costa Mafra Passos

Orientação: Fernanda Arruda Nogueira Gomes da Silva, Adriana de Aquino Soeiro da Silva, João Alves Sampaio, Francisco Manoel dos Santos Garrido

Resumo:
A aplicação de aluminossilicatos é muito utilizada na remoção de metais pesados em decorrência do seu baixo custo, fácil obtenção
e a possibilidade de reutilização destes materiais. A cancrinita e a sodalita são consideradas materiais zeolíticos devido a sua
estrutura porosa e por esse motivo, apresentam alta capacidade de adsorção, conferindo a esses sistemas a possibilidade de
aplicação em processos de adsorção. Para a síntese hidrotermal das fases zeolíticas sodalita e cancrinita foi utilizado como fonte de
alumínio e silício o caulim da região Borborema-Seridó (PB/RN), peneirado na malha 37 ?m. A fração fina (-37 ?m) foi submetida a
tratamento térmico (700 e a 900°C) por 2 h para formar a metacaulinita. Por meio de um estudo estatístico de planejamento
experimental, foram investigadas as melhores condições reacionais, bem como as variáveis mais importantes para formação da fase
sodalita e para a transição à fase cancrinita. Os ensaios, realizados em reatores pressurizados de aço inox, com a temperatura entre
150 e 230°C, cujo tempo de aquecimento variou entre 30 a 270 min, com rampa de aquecimento de 10°C/min. Os reagentes
escolhidos para a reação com o caulim calcinado foram o NaOH e o Na2CO3, o primeiro com o objetivo de simular as condições do
processo Bayer, usado na produção da alumina com base na bauxita, visto que as fases zeolíticas se formam durante este processo.
E o segundo como modelo (template) para a formação das cavidades existentes nas zeólitas. Os produtos das sínteses foram
caracterizados por difração de raios X e espectroscopia vibracional no infravermelho. Ao analisar os resultados foi possível observar
que a formação da fase sodalita com menor quantidade de impurezas ocorre com a temperatura no limite máximo do planejamento,
ou seja, 230°C, bem como a proporcionalidade entre a quantidade de metacaulinita e NaOH. Observou-se que o limite do tempo
necessário estabeleceu uma relação inversamente proporcional à quantidade de NaOH utilizada na reação. Por outro lado, para
ocorrer a formação da cancrinita exige-se maior tempo de síntese, maior quantidade de NaOH, proporcionalmente à metacaulinita.
Os resultados para as sínteses realizadas com o caulim calcinado a 900°C serão analisados futuramente.


2532 – RECUPERAÇÃO DE ZINCO E MANGANÊS DE PILHAS ZN-C VIA FUSÃO ALCALINA COM HIDRÓXIDO DE POTÁSSIO


Autor(es): Carolina Leão Quintanilha, Renan Azevedo da Rocha, Thayná Viana Lanxin

Orientação: Julio Carlos Afonso

Resumo:
Área Temática: Química Analítica
O presente trabalho (1) foca o processamento das partes eletroativas (pasta eletrolítica, catodo, anodo) de pilhas Zn/C (Leclanché e
alcalinas) usadas via fusão alcalina com hidróxido de potássio (KOH), a fim de converter o manganês em manganato de potássio
(K2MnO4) e o zinco em uma espécie hidrossolúvel, [Zn(OH)4]2-, enquanto a maioria dos outros metais permanece na forma de
compostos insolúveis. A massa fundida resfriada foi dissolvida em solução de KOH. Os metais em solução foram determinados por
espectrometria de absorção atômica, enquanto a fluorescência de raios x foi utilizada no caso de amostras sólidas. Foram
otimizados os parâmetros operacionais razão mássica KOH/amostra, temperatura e tempo. A fusão foi conduzida sob fluxo de ar
para maximizar a oxidação do manganês ao estado de oxidação +6. Os melhores resultados foram obtidos quando a fusão foi
conduzida a 250 oC em três estágios (3 h no primeiro estágio e 1 h nos demais) com uma razão mássica 1.4:1. 30-44% do zinco e
70-80% do manganês foram solubilizados. As pilhas alcalinas deram melhores resultados por possuírem menos elementos
interferentes. Apenas traços de chumbo e alumínio foram solubilizados juntamente com os metais de interesse. O resíduo insolúvel
contém além do manganês e zinco não dissolvidos, chumbo, ferro e silício, e seu difratograma de raios x acusa a presença de fases
correspondentes a K2MnO4.K2MnO3.KOH (pilhas alcalinas) e ZnMnxO4 (pilhas Leclanché).
O manganês foi isolado como BaMnO4 por adição de sal de Ba2+. Chumbo e bário (excesso) foram isolados como sulfatos
mediante adição de K2SO4. O Zinco foi precipitado como hidróxido após neutralizar a solução com H2SO4. O controle do pH é
essencial para evitar a decomposição dos íons manganato e para a separação sequencial dos demais elementos em solução. Cerca
de 75% dos íons potássio e sulfato foram recuperados como K2SO4 após evaporação parcial da solução neutralizada.
O processamento de pilhas Zn-C usadas por fusão alcalina se mostrou particularmente apropriada para isolar o manganês como
manganato, matéria-prima para a síntese industrial do permanganato de potássio (KMnO4) (2).
(1) Quintanilha, C. L.; Rocha, R. A.; Lanxin, T. V. et al; Journal of Power Sorces, 2014, aceito para publicação.
(2) The Kirk-Othmer Encyclopedia of Chemical Technology, 5a ed., Jowh Wiley & Sons: Nova Iorque, 1999, vol. XIII, p. 260-265.


1047 – SÍNTESE TOTAL DO PRODUTO NATURAL 6,8-DIMETOXI-7-(3′,7′-DIMETILOCTA-2′,6′-DIENILOXI)CUMARINA, UM ATIVADOR DE SIRT1.


Autor(es): Anna Claudia Silva

Orientação: Claudio Cerqueira Lopes, Rosangela Sabbatini Capella Lopes

Resumo:
A cromatina é a barreira primária de transcrição de genes e sua estrutura básica, o nucleossomo, consiste em um DNA enovelado ao
redor de proteínas denominadas histonas. A cromatina pode mudar sua conformação estrutural de acordo com as modificações
epigenéticas que podem ocorrer no DNA e na cauda da histona.
As histonas desacetilases fazem parte de uma família de enzimas responsáveis pela remoção do grupo acetila do grupamento
?-amino de resíduos de lisina em histonas. Elas foram classificadas em quatro subgrupos de acordo com a homologia delas com a
enzima presente em leveduras. As classes I, II e IV são definidas como clássicas e são zinco-dependentes, enquanto as da classe III
são denominadas sirtuinas e são NAD+-dependentes. As sirtuinas são divididas em sete subgrupos de acordo com a expressão
delas em diversos tecidos. As SIRTs 1, 2 e 6 se localizam no núcleo, enquanto as SIRTs 3, 4 e 5 se localizam na mitocôndria. Essas
enzimas são constituídas de dois domínios centrais que combinados formam o centro catalítico com resíduo de histidina que está
presente na maior parte dos organismos, sendo proposto que funcione como um centro enzimático flanqueado por N- e C-terminais
que variam entre as sirtuínas.
A SIRT1 pode ser encontrada em diversos tecidos no corpo humano. Existem estudos mostrando que a mesma é altamente
expressa em diversas regiões do cérebro, rins, fígado, pâncreas, músculo esquelético, baço e tecido adiposo branco. Por esta razão,
a mesma vem sendo correlacionada a diversas condições humanas, como O gasto energético, sobrevivência celular, memória e
aprendizado, câncer, doenças cardiovasculares e sensibilidade a insulina. Em estudo recente, a
6,8-dimetoxi-7-(3?,7?-dimetilocta-2?,6?-dieniloxi)cumarina (5) foi comparada ao Resveratrol, o mais potente ativador da SIRT1 de
origem, onde comprovou-se atividade similar entre as substâncias no que tange a transcrição e atividade. Sendo assim, este
trabalho descreve uma síntese inédita deste produto natural através de uma rota simples com 5 etapas a partir do
2,4-diidroxi-benzaldeído (1), utilizando as seguintes reações: bromação nas posições 3 e 5 de (1) formando o 2,4-diidroxi-
3,5-dibromo-benzaldeído (2), metoxilação desta substância via ataque do tipo “ypso” nas posições 3 e 5 gerando o 2,4-diidroxi,
3,5-dimetoxi-benzaldeído (3), uma reação de condensação-ciclisação-descarboxilação, em uma única etapa, através da utilização de
dimetil malonato em meio básico na presença de (3), observou-se a formação da 6,8-dimetoxi-7-hidroxi-cumarina (4), finalmente
através de uma alquilação do tipo Mitsunobu na hidroxila da posição 7 de (4), utilizando geraniol como agente alquilante, foi
preparada a 6,8-dimetoxi-7-(3?,7?-dimetilocta-2?,6?-dieniloxi)cumarina (5), em 25% de rendimento global. O produto final obtido
nesta síntese apresentou dados de RMN ¹H e ¹³C idênticos aos descritos na literatura para a substância natural.
Agradecimentos: Ao MCT pelo apoio financeiro através do programa Ciência Sem Fronteiras ? CNPq e a University of East Anglia-
UK pelo uso dos equipamentos e estrutura.


1446 – ESTUDO DE CARACTERIZAÇÃO E REATIVIDADE DE BAUXITA


Autor(es): Karoline Kaiser Ferreira

Orientação: Fernanda Arruda Nogueira Gomes da Silva, Adriana de Aquino Soeiro da Silva, João Alves Sampaio, Marta Eloisa Medeiros, Francisco Manoel dos Santos Garrido

Resumo:
Para uma bauxita ser considerada aproveitável pelo processo Bayer a razão mássica entre Al2O3dispoível/SiO2reativa deve ser
maior ou igual a 10, caso contrário, a rocha é considerada imprópria à produção de alumina pelo processo. No entanto, somente
30% dos depósitos de bauxita são explorados comercialmente. As outras camadas possuem elevados teores de impurezas, sendo
consideradas marginais, cujo aproveitamento carece de tecnologias especiais. Dentre as impurezas contidas na bauxita,
destacam-se a caulinita e a hematita. O propósito deste trabalho consiste num estudo de caracterização da bauxita e estudo de
beneficiamento por meio de ativação mecanoquímica com o objetivo de remover as impurezas, tornando a bauxita aproveitável pelo
processo Bayer. As amostras de bauxita comercial (BC) e marginal (BCA) foram preparadas segundo as exigências do processo
Bayer. Para tanto, alíquotas de 1,0 kg foram tratadas por ativação mecanoquímica, num reator com 1,0 L de água deionizada. Um
reagente alcalino foi adicionado à polpa, variando a porcentagem mássica (0,5 e 4,5%), e o tempo de atrição (5 e 20 min). O produto
final passou por um processo de peneiramento a úmido, com um conjunto de peneiras com aberturas de 37 a 20 µm. As frações
obtidas foram então encaminhadas para análise pelas técnicas de DRX, FRX e IV. Ao analisar os resultados de caracterização
obtidos pode-se observar que a BCA possui maior teor de caulinita, e que esse mineral se concentra nas frações finas nos dois tipos
de bauxita. Os resultados obtidos após a ativação mecanoquímica indicaram que quanto maior o tempo de condicionamento e a
concentração do reagente alcalino, maior a concentração de caulinita e hematita nas frações abaixo de 37 µm. De modo igual,
observou-se que os melhores resultados foram obtidos com 4,5% de reagente e 20 min de agitação. Os resultados de DRX
revelaram que o pico referente à caulinita (14,42º=2?) é mais intenso que o da gibbsita (23,62º=2?) na fração abaixo de 20 µm. No
entanto, ao compararmos com as amostras sem tratamento, esse pico diminui, apesar da variação do percentual retido em -20 µm
de SiO2 de 11 a 10,3% para a BC e a BCA respectivamente. Pode-se atribuir a isso a formação da fase katoite, que reage
principalmente com a caulinita. Segundo as análises dos resultados de infravermelho (IV) pode-se afirmar que as frações mais finas
possuem bandas bem definidas em 3.695, 1.035 e em 914 cm-1, referentes aos estiramentos de ligações existentes na caulinita, e a
banda em 3.525 cm-1 é mais intensa na fração acima de 37 µm, atribuída ao estiramento OH da gibbsita, o que corroboram com os
resultados de DRX e balanço metalúrgico.


2539 – CLONAGEM DA LIPASE TERMOESTÁVEL PF2001 DE PYROCOCCUS FURIOSUS PARA EXPRESSÃO CONSTITUTIVA EM PICHIA PASTORIS


Autor(es): Mariana Fernandes Augusto

Orientação: Marcelo Victor Holanda Moura, Gabriela Coelho Brêda, Rodrigo Volcan de Almeida

Resumo:
Lipases são biocatalisadores com alto potencial biotecnológico possuindo ampla utilização e destaque no cenário industrial, como na
composição de detergentes e produção de fármacos. No entanto, a utilização de enzimas em bioprocessos é limitada pelo alto custo
destes biocatalisadores. Assim, para otimizar a relação custo-benefício do uso das mesmas, a busca por novos catalisadores
enzimáticos que possam ser utilizados para propósitos industriais está em constante aumento. Partindo do princípio de que as
proteínas de micro-organismos extremófilos também poderiam ser estáveis em condições adversas de temperatura, pressão,
salinidade e pH, nosso grupo de trabalho identificou, clonou e expressou em Escherichia coli a lipase Pf2001 da arqueia extremófila
Pyrococcus furiosus. Posteriormente, foi realizada a clonagem e expressão em Pichia pastoris através de uma construção gênica
induzida por metanol (pPICZ?Pf). No presente trabalho foi realizada a clonagem e expressão constitutiva, que dispensa o uso de
metanol, substância tóxica, como indutor na expressão. Cepas de Escherichia coli DH5? que continham a construção pPICZ? com o
gene pf2001 e de E. coli JM109 que continham a construção pGAPZ?B contendo o promotor constitutivo, foram submetidas a
extração de DNA plasmidial, com posterior digestão dos plasmídeos pelas enzimas XbaI e XhoI. Os fragmentos correspondentes ao
inserto pf2001 e ao vetor pGAPZ? foram separados eletroforeticamente, posteriormente purificados e submetidos a reação de
ligação com a enzima T4-DNA ligase. Células competentes de E. coli TOP10 foram transformadas com a construção proveniente da
reação de ligação e crescidas em meio de cultivo sólido contendo o antibiótico seletivo Zeocina (50 µg/mL). O plasmídeo pGAPZ?Pf
foi confirmado pela digestão com as enzimas XbaI e XhoI. Células de P. pastoris X33 foram transformadas com a nova construção
pGAPZ?Pf linearizada por AvrII. Após a transformação, as células de levedura foram crescidas em meio sólido e posteriormente em
meio líquido, ambos contendo Zeocina (200 µg/mL), tendo sido selecionadas 19 colônias que foram estocadas em ultrafreezer a
-80°C testes de expressão foram realizados em frascos agitados em meio BMGY a 30°C e 250 RPM, por 72 horas. Durante os
testes, alíquotas foram retiradas a cada 24 horas. As alíquotas retiradas foram centrifugadas e seu sobrenadante, contendo a lipase
de interesse, foi estocado entre 4 e 10°C para posterior medição de atividade enzimática. Após as análises dos resultados obtidos
para as 19 cepas recombinantes, as quatro que apresentaram as melhores atividades lipásicas foram selecionadas para escolha da
melhor cepa produtora da lipase PF2001.


1836 – PRODUÇÃO DE BIODIESEL UTILIZANDO LIPASES PRODUZIDAS POR FERMENTAÇÃO EM ESTADO SÓLIDO COMO CATALISADORES


Autor(es): Daniele Saluti Nunes de Barros

Orientação: Erika Cristina Gonçalves Aguieiras, Denise Maria Guimarães Freire

Resumo:
O principal tipo de catálise utilizada atualmente na produção de biodiesel é a homogênea básica (KOH ou NaOH), que apresenta
desvantagens como glicerol com alto teor de impurezas e necessidade de utilização de óleos refinados. A utilização de lipases como
catalisadores alternativos apresenta, não só uma alternativa aos problemas observados na catálise química, como uma possibilidade
de aplicação de óleos ácidos de baixo custo para a produção desse biocombustível. O objetivo deste trabalho foi estudar a utilização
de lipases do fungo Rhizomucor miehei produzidas por fermentação em estado sólido (FES) em tortas de oleaginosas como
biocatalisadores para a produção de biodiesel. A produção de lipases por FES possibilita agregar valor às tortas vegetais que são
abundantes no Brasil e consideradas, a princípio, como resíduos agrícolas. A utilização do preparado enzimático sólido (PES) obtido
por FES como catalisador direto das reações reduz os custos com etapas de extração e purificação da enzima, o que pode contribuir
para viabilizar o biodiesel obtido por via enzimática. O PES foi obtido a partir da FES nas tortas da amêndoa do dendê e de algodão.
A umidade ideal para a FES foi de 65% (m/m) para a torta de dendê e de 50% (m/m) para a torta de algodão. Nos ensaios
preliminares utilizando PES de dendê e de algodão em reações de esterificação do ácido oleico com etanol, conversões de 78%
foram obtidas em 48 h com razão molar etanol:ácido de 1:1 e a 40°C, utilizando o PES obtido por FES na torta de algodão. No
entanto, com o PES obtido por FES na torta de dendê, as conversões obtidas foram baixas (inferiores a 6%) para o mesmo tempo de
reação. A cinética de produção de lipases na torta de algodão foi estudada nos tempos de fermentação de 24, 48, 72, 96 e 120 h. Os
melhores valores de atividade hidrolítica foram obtidos em 72 e 96 h de fermentação (85 e 95 U/g, respectivamente). Com relação à
conversão do ácido oleico, o melhor resultado foi obtido para um tempo de fermentação de 72 h empregando razão molar
etanol:ácido oleico de 2:1 e a 40°C (75% em 4 h de reação).


2035 – SÍNTESE DO REAGENTE 2-IODÓXI-BENZOICO (IBX) A PARTIR DA ANILINA


Autor(es): Jean Marcell Marcelino Pena

Orientação: Sabrina Teixeira Martinez, Bárbara Vasconcellos da Silva, Gabriel Freitas do Rio, Angelo da Cunha Pinto

Resumo:
A importação de reagentes químicos de uso cotidiano em laboratórios de síntese é um processo lento e a causa de muitos
atrasos no desenvolvimento de projetos de pesquisa na área de química.
O ácido 2-iodóxi-benzóico (IBX) é um oxidante suave capaz de oxidar álcoois a aldeídos sem a posterior oxidação para o ácido
carboxílico correspondente.[1] Este reagente é intermediário sintético da periodinana de Dess-Martin,[2] o qual é obtido a partir da
acetilação do IBX. Existe uma importante diferença entre os dois reagentes, a solubilidade. Enquanto o IBX é solúvel em água, o
Dess-Martin é solúvel em solventes orgânicos apolares.
O objetivo deste projeto foi a síntese do oxidante 2-iodóxi-benzoico (IBX) através de uma rota sintética simples e de baixo custo.
Usando a anilina como material de partida obteve-se através da reação de Sandmeyer a isatina (1H-indol-2,3-diona) em 77% de
rendimento.[3] A oxidação da isatina com H2O2 na presença de solução de NaOH levou à formação de ácido antranílico (ácido
2-aminobenzoico), em 87% de rendimento.
O grupo amino do ácido antranílico foi transformado no respectivo sal de diazônio com HNO2 gerado in situ. Em seguida,
procedeu-se ao deslocamento de nitrogênio pelo íon iodeto, obtendo-se o ácido orto-iodobenzoico, em 81% de rendimento.[4]
O produto final foi sintetizado a partir do ácido orto-iodobenzoico, que foi tratado com uma suspensão de oxone® em água
resultando na obtenção do IBX em 83% de rendimento.[5]
Para testar a eficiência oxidativa do IBX sintetizado, foi realizada a oxidação do mentol, observando conversão de 100% deste
monoterpeno em mentona.[6]
1. Nicolaou, K. C. et al. J. Amer. Chem. Soc.2002, 124, 2245.
2. Dess, D. J. et al. J. Amer. Chem. Soc.1991, 113, 7277.
3. Silva, R. B. et al. A. C. Quim. Nova 2008, 31, 924.
4. Atwell, G. J. et al. Eur. J. Med. Chem.2002, 37, 825.
5. Frigerio, M. et al. Org. Chem.1999, 64, 4537.
6. More, J. D. et al. Org. Lett. 2002, 4, 3001.


2629 – DOCAGEM DE INIBIDORES 4-AMINO-7-CLORO-QUINOLINAS NA SERINO-PROTEASE DO VÍRUS DA HEPATITE C


Autor(es): Thaissa Ramos Souza de Barros

Orientação: Ricardo Bicca de Alencastro, Magaly Girao Albuquerque, Emmerson Corrêa Brasil da Costa, Camilo Henrique da Silva Lima, Gil Mendes Viana, Lucia Cruz de Sequeira Aguiar, Amilcar Tanuri

Resumo:
A hepatite C é uma doença contagiosa resultante da infecção pelo vírus da hepatite C (HCV). No mundo, existem 11 subtipos do
HCV e os mais comuns no Brasil são os tipos 1, 2 e 3. Atualmente, o tratamento contra a hepatite C emprega interferon peguilado
(um produto biotecnológico) e ribavirina (um análogo de nucleosídeo), sendo comum a sua interrupção devido aos efeitos colaterais.
Este tratamento, apesar de ser inespecífico, é muito eficaz contra os tipos 2 e 3, porém, é pouco eficaz contra o HCV-1, estimulado,
assim, o desenvolvimento de novos agentes antivirais.
Neste sentido, derivados 4-amino-7-cloro-quinolinas foram sintetizados e testados como potenciais inibidores da serino-protease
NS3/4A do HCV [1], caracterizada pela presença de uma serina nucleofílica no sítio ativo, que ?e um dos resíduos da tríade
catalítica (Ser139-His57-Asp81). Os compostos 32 e 36 são os mais ativos contra a protease do HCV, enquanto que 34, 37 e 38 são
os menos ativos [1].
O objetivo deste trabalho é avaliar o modo de ligação destes compostos no sítio ativo desta enzima por docagem molecular para
propor um modelo que possa distinguir entre os compostos mais e menos ativos que será útil no planejamento de novos antivirais.
As estruturas dos compostos foram construídas e otimizadas por mecânica molecular (MMFF94) no Spartan?10 [www.wavefun.com],
considerando as formas neutra, monoprotonada e diprotonada e os possíveis tautômeros. A estrutura da proteína foi obtida no
?Protein Data Bank? (PDB), sob o código 4A1X [2]. A docagem foi realizada no Molegro Virtual Docker [www.molegro.com] e as
interações ligante-proteína foram analisadas no LPC/CSU [ligin.weizmann.ac.il/lpccsu]. As poses obtidas foram avaliadas de acordo
com as energias MolDock e intramolecular e as interações por ligação hidrogênio (LH).
Os compostos 32 (tautômero A neutro) e 36 (tautômero A diprotonado 1) foram os que obtiveram melhor resultado, interagindo com
a tríade catalítica por LH, mantendo interações intramoleculares do tipo pi-pi e com energia intramolecular baixa. Não possuem
restrição conformacional em relação aos seus respectivos tautômeros B neutro, favorecendo interações intramoleculares, fazendo
com que a energia MolDock seja menor.
Os compostos 34 e 37 (tautômero A neutro) tiveram resultados de acordo com o esperado, perdendo interação com a tríade
catalítica. O composto 38, apesar de interagir com a tríade, apresenta energia intramolecular relativamente alta.
Neste trabalho, pode-se concluir que os compostos mais ativos como inibidores da serino-protease do HCV são os que apresentam
interação via LH ao menos com os resíduos de aminoácidos da tríade catalítica.
Referências: [1] Viana, G.M. (2013) Tese de Doutorado. IQ-UFRJ. [2] Kügler et al. (2012) J. Biol. Chem., 287(46):39224.


2652 – AVALIAÇÃO DO USO DE POLIURETANAS A BASE DE ÓLEO DE FRITURA PARA REMOÇÃO DE ÓLEOS DERRAMADOS ACIDENTALMENTE EM CORPOS HÍDRICOS.


Autor(es): Thalyta Priswa de Souza Andrade

Orientação: Thais Delazare

Resumo:
Esta pesquisa teve como propósito sintetizar poliuretanas que serão avaliadas na capacidade de sorver óleo de meios aquosos no
intuito de minimizar o impacto ambiental por derramamentos acidentais. Essas resinas foram sintetizadas a partir de rejeitos
produzidos em larga escala no Brasil, como a glicerina e o óleo de fritura. Foi usado o óleo de soja utilizado na fritura de pastéis para
a obtenção de polióis, através das insaturações em sua estrutura que podem passar pelo processo de hidroximetilação, a fim de
inserir grupos funcionais ativos capazes de reagir posteriormente na síntese das poliuretanas. Esse consiste em um ataque do ácido
perfórmico à dupla ligação do óleo, com formação de um intermediário epóxido, ocorrendo à abertura do anel ficando um grupo
hidroxila e um grupo formiato ligados à estrutura do triacilglicerol. Foi misturado em um béquer de 250 mL à temperatura ambiente o
óleo de soja de fritura 0,7 mol ao ácido fórmico 9,5 mol levando em consideração 1 mol de ligações duplas para 3,0 mol de ácido.
Logo após foi adicionado o peróxido de hidrogênio 4,7 mol sob agitação mecânica por mais 120 min. Feito isto, aquece-se a mistura
a 65 ºC por 3 h 30 min. A reação foi terminada ao adicionar uma solução de bissulfito de sódio a 10% para eliminar o excesso de
peróxidos e de perácidos formados. Adicionou-se éter etílico à fase orgânica e depois lavou esta fase com uma solução de
carbonato de sódio a 10% até a neutralização. Após este processo, secou-se a fase orgânica com sulfato de sódio e extraiu-se o éter
por aquecimento a 40 ºC. Uma amostra do óleo de fritura modificado obtido a partir do processo descrito acima foi enviada à análise
de infravermelho, assim como o óleo de fritura, não modificado, para fins de comparação na inserção da hidroxila. A análise do
gráfico gerado pelo infravermelho mostra que houve uma intensificação na banda de 3462cm-1 que é característica da vibração e
estiramentos dos grupos hidroxila, levando à conclusão de que o processo de hidroximetilação ocorreu com sucesso. Além da
conclusão sobre a banda de absorção das hidroxilas, também foi observado que os demais picos nos dois gráficos gerados pelo
infravermelho foram coerentes entre si. A segunda etapa do experimento foi à realização do processo de transesterificação do óleo
hidroximetilado com um álcool polifuncional no intuito de obter um poliol com maior índice de hidroxilas e menor viscosidade. Para
tanto foi pesado 64,2 mmol de óleo de fritura e foi adicionado 0,5% de NaOH em relação à massa total da mistura, sendo aquecida
até 70 ºC, a seguir foi adicionado 60 mmol de glicerina, aqueceu-se até 170 ºC por 2 h 30 min com agitação. O gráfico do
infravermelho deste óleo apresentou uma banda mais larga e intensa em 3355 cm-1 característica da vibração e estiramento dos
grupos OH. Após esta confirmação, seguiremos com a próxima etapa de produção das poliuretanas, para posterior etapa da
aglomeração do petróleo em água.


2036 – INCORPORAÇÃO DA 1,4-NAFTOQUINONA À ISATINA


Autor(es): Daniela Rodrigues de Oliveira

Orientação: Sabrina Teixeira Martinez, Bárbara Vasconcellos da Silva, Angelo da Cunha Pinto

Resumo:
A isatina é uma molécula de grande versatilidade sintética. Na literatura há vários relatos de atividades biológicas descritos para esta
substância3. Essa molécula possui um anel aromático suscetível a reações de substituição eletrofílica, um grupamento N-H passível
de reações de alquilação ou acilação e duas carbonilas com reatividades diferentes, sendo uma de amida e outra de cetona.
A 1,4-naftoquinona é uma molécula simétrica derivada do naftaleno. Ela pertence à classe das quinonas e é amplamente citada na
literatura por ter uma vasta atividade farmacológica1. Possui um anel aromático vizinho a duas carbonilas cetônicas e sofre adição
de Michael na posição 2.
O objetivo deste trabalho é a condensação de um derivado de isatina à 1,4-naftoquinona para a obtenção de análogos do alcaloide
olivacina que têm ação antimalarial.2
Neste trabalho, foi realizada a síntese da 5-nitro-isatina, em 72% de rendimento com H2SO4-HNO3, a partir da isatina e,
posteriormente, foi feita a proteção da carbonila cetônica, utilizando etilenoglicol e ácido p-toluenossulfônico em tolueno, para
formação de 5`-nitro-espiro(2,5-dioxa-ciclopentano-1,3`-indolino-2`-ona), em 80% de rendimento. Em seguida, o grupo nitro foi
reduzido a amino por hidrogenação catalítica, na presença de Pd/C como catalisador, levando a 5`-amino-espiro
(2,5-dioxa-ciclopentano-1,3`-indolino-2`-ona), em 92 % de rendimento.4
Nas etapas seguintes, o 5`-amino-espiro(2,5-dioxa-ciclopentano-1,3`-indolino-2`-ona) foi condensado à 2-metóxi-1,4-naftoquinona e
a 1,4-naftoquinona levando à incorporação do núcleo da quinona à isatina, em 72 % e 70 % de rendimento, respectivamente.5 Na
reação com a 2-metóxi-1,4-naftoquinona foi necessária a adição de quantidades catalíticas de ácido p-toluenossulfônico e de cloreto
de magnésio
Foi realizada também a condensação da 2,3-dicloro-1,4-naftoquinona ao cetal 5`-amino-espiro
(2,5-dioxa-ciclopentano-1,3`-indolino-2`-ona) levando à formação do produto de condensação.
A escolha das diferentes 1,4-naftoquinonas para obtenção do derivado condensado tem por objetivo encontrar os melhores
rendimentos nas reações de ciclização para a obtenção do esqueleto benzocarbazol, que está em curso.
As estruturas de todos os produtos foram confirmadas por espectroscopia de infravermelho e ressonância magnética nuclear de 1H
e 13C.
1 Freire, C.P.V. et al. Med.Chem.Comm. 2010, 1, 229.
2 Silva-Jr, E. N. et al. J. Med.Chem. 2010, 53, 504.
3 Silva, B. V. J. Braz. Chem. Soc. 2013, 24, 707.
4 Silva, B. N. M. et al. J. Braz. Chem. Soc. 2013, 24, 1.
5 Martinez, S. T. Quim. Nova 2012, 35, 858.


2458 – PRODUÇÃO DE ÁCIDO FUMÁRICO POR FERMENTAÇÃO EM ESTADO SÓLIDO


Autor(es): Bruno de Oliveira Dias, Arthur Lima e Silva

Orientação: Bernardo Onagar Yépez Silva Santisteban, Denise Maria Guimarães Freire

Resumo:
O ácido fumárico (AF) é produzido industrialmente pela isomerização do ácido maleico e pode ser empregado como um importante
material iniciador de reações de polimerização e esterificação. Ele é naturalmente sintetizado em sistemas biológicos, sendo um dos
intermediários do ciclo de Krebs, podendo ser obtido por meio de processos fermentativos. Fungos filamentosos do gênero Rhizopus
tem sido reportados como produtores de ácido fumárico por fermentação no estado sólido (FES).
Desta forma, o objetivo do presente trabalho é a avaliação da produção de ácido fumárico por FES usando como substrato sólido
resíduos sólidos industriais (Agropalma) oriundos da extração do óleo da amêndoa (T) e da polpa (P) dos frutos de dendê (70% torta
/ 30% polpa). Esta proporção T/P foi determinada em trabalhos do LaBiM como a melhor para obtenção de enzimas hidrolíticas e
será utilizada (sem suplementação) na seleção de microrganismos produtores de AF. Os microrganismos que serão avaliados como
produtores deste ácido serão: Rhizopus arrhizus NRRL 2582 e Rhizopus oryzae NRRL1526. Este último foi descrito por trabalhos
do LabiM e divulgado em primeiro relatório de acompanhamento de projeto intiluado por Produção de enzimas hidrolases e
monômeros bifuncionais (1,3-PDO; 2,3-BDO e ácido fumárico) visando a obtenção de produtos petroquímicos com resultados de
produção de AF por fermentação submersa com produção de 107 g/L, rendimento de 0,82 g/g de glicose/AF e produtividade de
2g/Lh.
Paralelamente a condução da FES foram determinados Procedimentos Operacionais Padrões (POPs) de dosagem de ácido
fumárico por método enzimático e cromatográfico (HPLC) . As metodologias de pré-tratamento de amostras e curva padrão já foram
estabelecidas com R2 >0,993 em uma faixa de concentração de 0 a 15 nmol de ácido fumárico. Desta forma, torna-se fundamental
uma metodologia de quantificação com eficácia comprovada, para que esta seja adotada em processo biotecnológico.


2714 – PRÉ-TRATAMENTO DA BIOMASSA DE CANA-DE-AÇÚCAR COM MOINHO DE BOLAS EM MEIO SECO E MEIO ÚMIDO.


Autor(es): Miguel Sartori Panaro

Orientação: Ricardo Sposina Sobral Teixeira, Rodrigo da Rocha Olivieri de Barros, Elba Pinto da Silva Bon

Resumo:
A crescente preocupação com os níveis de emissão de gases poluentes ao ambiente e o esgotamento de reservas energéticas tem
gerado uma grande procura por fontes de energia limpas e renováveis. Nesse contexto, destaca-se a produção de etanol através de
resíduos da agroindústria, conhecido como etanol de segunda geração (2G). Essa tecnologia possui grande potencial de exploração
no Brasil, devido a sua extensa área agrícola dedicada à cana de açúcar, uma das principais matérias-primas utilizadas, devido ao
alto teor de açúcares em sua composição. Nesse processo de produção, os resíduos da cana de açúcar (bagaço e palha) são
pré-tratados, visando maior acessibilidade das enzimas ao substrato na etapa de hidrólise, onde são gerados açúcares redutores e
glicose, que em seguida são fermentados por microrganismos, produzindo o etanol. Esse processo ainda enfrenta barreiras para
implementação em escala industrial, principalmente por causa do alto custo de produção, especialmente nas etapas de
pré-tratamento e de produção de enzimas. Diversos estudos têm procurado aumentar o rendimento do processo e reduzir seu custo,
e várias alternativas de pré-tratamento têm sido avaliadas. Dentre essas alternativas, o pré-tratamento por moagem em moinho de
bolas tem se mostrado uma opção interessante, apresentando altos rendimentos na hidrólise de açúcares, gerada por uma maior
acessibilidade das enzimas ao substrato de interesse, causado principalmente pelo aumento da área superficial e pela diminuição da
cristalinidade celulose. Este trabalho procura avaliar a influência do pré-tratamento de biomassa lignocelulósica por moinho de bolas,
quando tratado em diferentes faixas de tempo selecionadas (0:30 h, 1:00 h, 1:30 h, 2:00 h,2:30h e 3:00h) utilizando biomassa em
meio seco e em meio úmido com água. A biomassa in natura(sem tratamento) hidrolisada durante 72 horas gerou 9,6 g/L de glicose.
Já a concentração encontrada para os materiais pré-tratados por 30 minutos, 1 h e 1:30 h foi de 11 g/L, 23 g/L e 30,5 g/L
respectivamente, atingindo neste último um rendimento de 70% em conversão de glicose. Os resultados para os demais tempos de
pré-tratamento em meio seco e o comportamento em meio úmido serão avaliados, bem como a caracterização do material
pré-tratado.


1587 – PREPARO DE RESINAS A PARTIR DE REJEITOS INDUSTRIAIS PARA REMOÇÃO DE ÓLEOS


Autor(es): Elisa de Lima Barreto

Orientação: Thais Delazare

Resumo:
Produção de resinas fenólicas a partir de rejeitos industriais de baixo valor agregado, dando destino aos rejeitos e produzindo
material de interesse comercial biodegradável é o objetivo do projeto, que tem por método a catálise básica. Para definição do
método da síntese e composição das resinas foram testados diferentes proporções de reagentes (formaldeído e lignina) e catalisador
(hidróxido de potássio), mantendo-se a concentração de cardanol constante. Baseado no processo de catálise básica, as resinas de
diferentes composições foram sintetizadas em agitação constante a uma temperatura de 80°C.Após a definição de melhor
composição segundo tempo de reação e aspecto final da resina, foi produzida uma resina com lignina em substituição ao cardanol
nas seguintes proporções: Resinas L01 – Cardanol (80%) e Lignina (20%), L02 – Cardanol (60%) e Lignina (40%), L03 – Cardanol
(40%) e Lignina (60%), L04 – Cardanol (20%) e Lignina (80%), L05 – Cardanol (0%) e Lignina (100%). Como resultado parcial, foram
obtidas as bioresinas, termorrígidas, de coloração castanha escura de intensidade variada. Todas as resinas foram pulverizadas e
submetidas à espectroscopia de infravermelho e teste de aglomeração de petróleo da Bacia Espadarte. Todas as resinas produzidas
com lignina apresentaram capacidade de aglomeração, porém o resultado foi notavelmente mais expressivo na resina L04, que foi
triturada em gral e não em pulverizador como as outras. A diferença na granulometria da resina pode ser responsável pela variação
nos resultados, gerando nova característica a ser analisada na extensão do projeto, a influência da granulometria das resinas na
sorção de óleo. Analisando os espectros foi observado que nas resinas contendo cardanol, as características alifáticas e aromáticas
foram mantidas, enquanto nas resinas contendo lignina, quanto maior a presença desse reagente, maior a característica aromática
foi notada. Este projeto ainda está em andamento, com objetivos futuros de análise de volume de poros das resinas produzidas e
determinação de granulometria, investigação da granulometria como agente influente na sorção de óleo, inserção de nanopartículas
magnéticas na síntese da resina para possibilitar remoção com uso de imã de neodímio, teste de sorção de óleos de diferentes
campos de extração, contendo diferentes frações de aromáticos e alifáticos, análise quantitativa da remoção do óleo e
posteriormente, análise da água após a remoção do óleo por análise de UV-Vis.


3600 – ESTUDO DA UTILIZAÇÃO DE SUPRESSORES QUÍMICOS DE ÁGUA NA OBTENÇÃO DE DIMETILCARBONATO A PARTIR DE CO2 E METANOL COM CATALISADORES DE ESTANHO (IV)


Orientação: Thaís Gadiole Schöntag, Jussara Lopes de Miranda

Resumo:
Recentemente foi divulgado que a emissão global de CO2 oriundo da queima de combustíveis fósseis atingiu 31,6 bilhões de
toneladas, de acordo com um balanço preliminar da Agência Internacional de Energia. Segundo esse levantamento, em 2011, a
principal fonte do CO2 emitido foi a queima de carvão, que respondeu por 45% das emissões, seguida, por petróleo e gás natural,
responsáveis por 35% e 20% das emissões, respectivamente. Na avaliação do IPCC de 2013, muitos aspectos da mudança
climática vão persistir durante muitos séculos mesmo se as emissões de gases-estufa cessarem. É muito provável que mais de 20%
do CO2 emitido permanecerá na atmosfera por mais de mil anos após as emissões cessarem, afirma o relatório. Assim, torna-se
premente o desenvolvimento de tecnologia segura e viável economicamente para a captura, armazenamento e uso de CO2.
Atualmente, têm sido desenvolvidos diversos processos para a captura de CO2, principal gás poluente causador do agravamento do
efeito estufa e das mudanças climáticas recentes.
Além da captura, pode-se também fixar ou funcionalizar o CO2 em compostos de maior valor agregado, como produtos orgânicos de
grande uso na indústria. Já foram desenvolvidas diversas rotas para conversão de CO2, podendo-se citar a obtenção industrial da
ureia através da reação direta com a amônia.
Este trabalho tem como objetivo o aumento do rendimento da conversão de CO2 a dimetilcarbonato (DMC). A reação ocorre em
presença de catalisadores de estanho (IV) e pode ser expressa por: CO2 + MeOH ? DMC + H2O, processo termodinamicamente
limitado.
O emprego de supressores químicos de água irá favorecer a produção de DMC e reduzir a desativação do catalisador.
Procedimento experimental e resultados:
Foram realizados testes de conversão em reator Parr para produzir dimetilcarbonato a partir de metanol e CO2 pressurizado, durante
3 horas, utilizando catalisador de óxido de butilestanho e os supressores apontados na literatura como benéficos para a reação:
diciclohexilcarbodiimida (DCC)(1), trimetilfosfato (TMP)(1), óxido de butileno (BuO)(2) e dimetoxipropano (DMP)(3).
Após a reação, a parte líquida foi analisada por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas, onde foi possível
observar a presença de DMC como produto formado. Os melhores supressores utilizados foram o TMP, que além de aumentar em 5
vezes o rendimento da reação, não gerou subprodutos; e o DMP, que aumentou o rendimento em 16 vezes, no entanto houve
geração de subprodutos.
Novos testes estão sendo realizados utilizando estes aditivos, variando os catalisadores, o tempo reacional e a quantidade de
supressor utilizado.
Referências:
[1] KIZLINK, J.; PASTUCHA, I. Collect. Czech. Chem. Commun., v. 60, p. 687-692, 1995.
[2] Eta V. Mäki-Arvela P. Wärnå J. Salmi T. Mikkola J. Murzin D. Elsevier B.V. v. 404. p 39? 46, 2011.
[3] TOMISHIGE, K.; KUNIMORI, K. Applied Catalysis A: General, v. 237, p. 103?109, 2002.


2861 – INVESTIGAÇÃO MIMÉTICA DE UM COMPOSTO DE COORDENAÇÃO DE MANGANÊS


Autor(es): Fagner da Silva Moura

Orientação: Annelise Casellato, Giselle G. Azzolini Bussi

Resumo:
°Introdução
É recorrente na literatura o uso de alguns compostos de coordenação que mimetizem características físico-químicas, estruturais e/ou
funcional de enzimas e proteínas. Sendo este, o alvo de estudo da Química Bioinorgânica. Compostos de coordenação com o centro
metálico de manganês têm sido usados como miméticos da enzima catalase e, muitos deles, são reportados na literatura como
possíveis miméticos de outras enzimas dentre elas a catecol oxidase.
Em vista da atividade biológica de compostos de coordenação com o centro metálico de manganês, este trabalho propõe a síntese,
caracterização e avaliação da atividade de catalase de um composto de coordenação contendo o íon manganês.
°Parte Experimental
Em um bequer de 50 mL foram solubilizados 0,25 g (0,5 mmol, 494,54 g mol-1) do ligante
2,6-bis(2-hidroxibenzil-2-carboximetilamino)metil-4-metilfenol (L1) em metanol sob agitação. Lentamente adicionou-se uma solução
metanólica contendo 0,24 g (1 mmol, 240 g mol-1) de Mn(OAc)2.4H2O e 0,74 g (10 mmol, 74 g mol-1) de cloreto de potássio. O
sistema reacional foi mantido sob agitação e à temperatura ambiente por aproximadamente 2 horas e deixada em repouso por 24
horas, ocorrendo a formação de um precipitado marrom escuro. A solução foi filtrada e o precipitado lavado com álcool isopropílico
gelado e éter dietílico.
°Resultados e Discussão
O composto foi analisado por técnicas espectroscópicas (infravermelho e UV-Vis) e eletroquímicas. Ao analisar o espectro do ligante
livre observou-se uma banda de intensidade média em 1382 cm-1 referente ao estiramento da ligação O-H de fenóis. No espectro do
complexo há o desaparecimento dessa banda indicando a complexação dos centros metálicos ao fenol na condição desprotonada
(como fenolato) formando, dessa maneira, uma ponte fenóxido nos complexos. O espectro no infravermelho do complexo MnL1
apresenta bandas similares àquelas obtidas para o ligante livre, com alguns deslocamentos como a banda característica de (?C-N),
que no ligante livre está em 1097cm-1 e no complexo aparecem em 1022cm-1. Esta alteração indica que a ligação C-N pode ter sido
alterada, tornando-se mais rígida, pela influência da ligação do N ao metal. A banda larga na região acima de 3000 cm-1 no
complexo e no ligante pode ser atribuída à presença de moléculas de solvente de cristalização (H2O) ou umidade da matriz (KBr),
podendo encobrir algumas bandas. A deformação angular da ligação C-H aromático no ligante aparece em 897cm-1 e no complexo
em 764cm-1.
A análise por espectroscopia eletrônica revelou a presença de um ?máx de 377nm atribuída à transferência de carga do ligante para
o metal (fenolato-Mn2+). O comportamento redox do complexo apresentou um processo redox irreversível, onde ocorre a oxidação
do manganês a 1,06V e 1,21V vs Ag/Ag+. Os valores estão dentro do que já foi observado na literatura para complexos
semelhantes.


2472 – AUMENTO DE VALOR AGREGADO DA CADEIA DO DENDÊ PELA UTILIZAÇÃO DE TORTAS RESIDUAIS PARA PRODUÇÃO DE COMPLEXOS ENZIMÁTICOS E MEIOS DE CULTIVO RICOS EM NITROGÊNIO


Autor(es): Bruno de Oliveira Dias, Arthur Lima e Silva

Orientação: Aline Machado de Castro, Bernardo Onagar Yépez Silva Santisteban, Denise Maria Guimarães Freire

Resumo:
A produção dos complexos multienzimáticos a partir de biomassas sólidas residuais deve ocorrer para que a agregação de valor à
cadeia produtiva possa efetivamente acontecer. Em processos biotecnológicos, uma técnica para a realização de etapas de
conversão microbiológica a baixo custo e aproveitamento de resíduos sólidos é a fermentação no estado sólido (FES), na qual
utiliza-se em grande maioria como agentes os fungos filamentosos .
Esse projeto visa à investigação de utilização das tortas residuais da Indústria de obtenção do óleo da palmácea do dendê . Estes
resíduos ainda são pouco reportados na literatura, como substratos sólidos para a obtenção de complexos multienzimáticos
(amilases, proteases e xilanases) e sua utilização em processos de autólise /hidrólise para obtenção de hidrolisados ricos em
nitrogênio (FAN) passiveis de serem utilizados como componentes de meio de cultivo na obtenção de bioprodutos de interesse da
indústria petroquímica.
A produção de complexos multienzimáticos (CMEs) foi realizada por Fermentação no Estado Sólido (FES) a partir de resíduos da
extração do óleo de dendê da amêndoa (torta) e da polpa do fruto de dendê (na proporção 70:30).O fungo filamentoso Aspergillus
awamori, foi utilizado como microrganismo para a FES realizada em um reator de tambor rotatório(Terrafors IS, Infors) com 1kg de
resíduo sólido com aeração e agitação intermitente. Após a obtenção dos CMEs foi realizado um processo simultâneo de hidrólise e
autólise da biomassa microbiana e do resíduo sólido fermentado visando a obtenção de meios de cultivo genéricos ricos em
nitrogênio orgânico (FAN)
As amostras obtidas ao longo das cinéticas de fermentação foram analisadas quanto a produção dos complexos multienzimáticos,
ao passo que as amostras obtidas ao longo do processo simultâneo de hidrólise e autólise foram analisadas quanto aos teores de
açúcares redutores totais (ART) e nitrogênio aminoacídico livre (FAN).
Os melhores resultados de atividade dos CMEs obtidos foram: 11,6 U/g de atividade proteolítica; 4,97 U/g de atividade celulolítica,
14,16 U/g de atividade amilolítica e 110,19 U/g de atividade xilanolítica para processos fermentativos submetidos a etapas de
agitação intermitente. O processo simultâneo de hidrólise e autólise dessas biomassas fermentadas geraram em média 10g/L de
glicose e 300mg/L de FAN, que representam cerca de 12% de grau de hidrólise da biomassa. Esta concentração de nitrogênio
corresponde a 151,63% e 406,56% do teor presente em fontes de nitrogênio, de elevado custo, como peptona e extrato de malte,
respectivamente. Deste modo, o presente processo pode representar uma excelente alternativa para obtenção de meios de cultivo
genéricos ricos em nitrogênio orgânico que contribuirão para agregar valor a cadeia produtiva do dendê.
Palavras-chave: Complexos multienzimáticos (CMEs), Fermentção no estado sólido, Aspergillus awamori e Torta de Dendê.


2923 – PRÉ-TRATAMENTO DE BAGAÇO DE CANA-DE-AÇÚCAR POR EXTRUSÃO


Autor(es): Maristela Fujimoto

Orientação: Ricardo Sposina Sobral Teixeira, Mariana Kuster Moro, Elba Pinto da Silva Bon

Resumo:
A pesquisa e desenvolvimento do processo de produção de etanol de segunda geração vem sendo intensificado com o objetivo de
aproveitar todo o potencial energético fornecido pela biomassa da cana-de-açúcar. Neste contexto, o estudo de diferentes processos
de pré-tratamentos, efetivos na desconstrução da estrutura rígida da biomassa, é necessário para viabilizar a hidrólise enzimática,
que irá liberar os açúcares fermentescíveis. O pré-tratamento físico por extrusão é um processo contínuo, sob temperatura e
velocidade controladas, que desfibrila a biomassa e aumenta sua área de superfície, sem modificar sua composição. A extrusão é
usualmente descrita associada a tratamentos químicos da biomassa. No entanto, existe pouca informação disponível sobre o
tratamento de biomassa lignocelulósica por extrusão e nenhuma publicação utilizando biomassa da cana-de-açúcar. O objetivo do
presente trabalho é avaliar o desempenho do pré-tratamento da biomassa da cana-de-açúcar em uma extrusora de dupla rosca.
Três aditivos, com afinidade por celulose, foram testados para viabilizar o transporte da biomassa no processo, a saber, glicerol,
tween 80 e etileno glicol. A eficiência do tratamento da biomassa foi avaliada por sua hidrólise enzimática, a 50 °C, 200 rpm e com
carga enzimática de 10 FPU/g de biomassa. O bagaço de cana com glicerol tratado por extrusão apresentou rendimento de
conversão de celulose em glicose de 43%, contra 26% e 18% para os aditivos tween 80 e etilenoglicol, respectivamente, após 72
horas de hidrólise. Após a seleção do glicerol como aditivo, foi avaliada qual seria a melhor proporção bagaço:glicerol sendo
testadas as razões 1:1, 1:0,75, 1:0,5 e 1:0,25. Altos teores de glicerol facilitaram o transporte do bagaço, entretanto reduziram o
cisalhamento e, consequentemente, diminuíram a eficiência do pré-tratamento. Estão sendo realizados estudos de ciclos de extrusão
para definir as condições de pré-tratamento a serem utilizadas nos experimentos de otimização do processo por planejamento
fatorial completo. Neste experimento serão avaliados os parâmetros temperatura e velocidade de rotação dos parafusos durante a
extrusão.


1594 – PRODUÇÃO DE RESINAS A PARTIR DE RESÍDUOS: ÓLEO DE FRITURA E GLICERINA PARA CONTENÇÃO DE ACIDENTES AMBIENTAIS CAUSADOS POR ÓLEOS


Autor(es): Lizandra V M da Rocha

Orientação: Thais Delazare

Resumo:
Este projeto versa sobre a obtenção de uma bioresina magnética para remediação de acidentes ambientais causados por
derramamento de petróleo. Tal resina alquídica, sintetizada a partir de resíduos de óleo de fritura e glicerina de biodiesel, além de
aglomerar o petróleo derramado é ecologicamente correta por conferir utilidade a rejeitos cujo descarte é prejudicial ao ambiente.
Primeiramente, o óleo de fritura foi hidroxilado através do método perácido ?in situ?, com ácido fórmico e peróxido de hidrogênio.
Logo após a mistura, aqueceu-se por aproximadamente 3h, a reação foi terminada pela adição de uma solução de bissulfito de sódio
para eliminar o excesso de peróxido e perácidos formados. Acrescentando éter etílico à fase orgânica, e depois se lavando esta fase
com uma solução de carbonato de sódio, alcançando a neutralização. A fase orgânica foi seca com sulfato de sódio e o éter
adicionado foi extraído com evaporador rotatório. Em seguida, o óleo foi transesterificado com um álcool polifuncional levando à
obtenção de um poliol com maior índice de hidroxilas e menor viscosidade. Após pesagem, foi adicionado NaOH e aqueceu-se a
mistura até 70°C, adicionou-se glicerol lentamente, após esta etapa, a mistura foi aquecida a 240°C por um período de 2,5 a 4,5h,
sob agitação magnética. Para a obtenção das resinas alquídicas será realizado um planejamento experimental 2², testando os
seguintes reagentes: anidrido ftálico, ácido maleico, ácido málico e ácido glutárico, em atmosfera inerte e temperatura de 230°C, por
4 horas. Após os testes de aglomeração com o petróleo em água, as melhores resinas alquídicas verdes serão usadas como matriz
de compósitos com nanopartículas magnéticas, formando compósitos magnetizáveis. A preparação das nanopartículas de óxidos de
ferro consistiu na coprecipitação dos íons metálicos em soluções alcalinas. Nanopartículas de maghemita foram obtidas pela
oxidação de magnetita. Sendo caracterizadas por difração de raios -X, nesse difratograma mostra os picos característicos de
maghemita.Os polímeros obtidos após a hidroxilação foram levados para a análise IV e nos mesmos foram observados uma banda
intensa na região dos 3500 cm-1, característico de estiramento da hidroxila. Com esse resultado positivo, essa matriz poderá ser
utilizada para o estudo da obtenção de resinas alquídicas na sorção de petróleo em corpos hídricos.


3267 – SÍNTESE DO MOF MIL-53(AL) : UM MOF PARA CAPTURA DE CO2


Autor(es): Elisângela de Souza Costa, Tatiana Pereira de Abreu

Orientação: Jussara Lopes de Miranda

Resumo:
A remoção de CO2 de efluentes de refinarias, principais fontes de emissão, tem sido realizada mediante o seu resfriamento e
pressurização ou através do uso de solventes aquosos de aminas, como por exemplo, a MEA (monoetanolamina), sendo ambos
considerados custosos e ainda pouco eficientes. Como alternativa a esses processos, as estruturas metalorgânicas (MOFs) estão
sendo estudadas com o intuito de obter processos de captura eficiente de CO2 e separação gasosa mais econômicos e com menor
consumo energético. A síntese das estruturas metalorgânicas consiste em um método solvotérmico realizada em uma autoclave. Os
reagentes são misturados, junto com um solvente, colocados na autoclave e em seguida em um forno, com a temperatura e tempo
estimados para cada síntese. Em seguida o produto é caracterizado através das técnicas de Espectroscopia no Infravermelho,
Difração de Raio-X e Análise Termogravimétrica. Como se trata de um material poroso, após a síntese, o excesso de ligante fica
nos poros. Para retirada do ligante residual é feita a ativação do MOF. Após a ativação são realizados testes de adsorção de CO2,
com o intuito de verificar se o MOF sintetizado é eficiente para captura de CO2.
No presente trabalho, as sínteses do MOF MIL-53(Al) foram realizadas em tempos diferentes – 24h e 72h. A ativação do material foi
feita por dois procedimentos distintos: (i) utilizando DMF (Dimetilformamida) seguido de aquecimento a 250ºC/48h; e (ii) aquecimento
sem tratamento prévio a 300°C/72h. Esses procedimentos foram realizados com o intuito de verificar qual tempo e ativação teria o
melhor resultado para adsorção de CO2. Os reagentes utilizados foram o Ácido Tereftálico (ligante) e o sal do metal (Nitrato de
Alumínio Nonahidratado). O difratograma de Raio-X em pó das sínteses apresentaram concordância entre si e com a literatura. As
curvas Termogravimétricas, entre 275°C e 420°C, mostram perda de ligantes residuais localizados dentro dos poros. O material
apresenta alta estabilidade térmica, se decompondo em 560°C. Os espectros de Infravermelho, apresentam bandas em 1703cm-1,
que podem ser atribuída ao estiramento carboxilato do ligante não coordenado. As bandas 1601cm-1 e 1509cm-1 ; 1438cm-1 e
1416cm-1 podem ser atribuídas aos estiramentos assimétrico e simétrico, respectivamente, de ?CO2. Nas três caracterizações os
espectros apresentaram concordância entre si e com a literatura. Ao decorrer do trabalho estão sendo feitas as ativações das duas
formas distintas e verificando sua capacidade para adsorção de CO2.


4089 – COFS: NANOREATORES MOLECULARES


Autor(es): Geisa Pires Nogueira de Lima, Rodrigo dos Santos Costa

Orientação: Pierre Mothe Esteves, Raoni Schroeder Gonçalves Borges

Resumo:
Nos dias atuais, processos químicos são de fundamental importância para o desenvolvimento da sociedade como a conhecemos.
Estudam-se novos catalisadores que atuem nesses processos para otimizá-los. Uma nova classe de materiais são peneiras
moleculares orgânicas, os COFs (Covalent Organic Framework), que são polímeros com estrutura espacial definida e porosa, o que
os dá características físicas e químicas especiais para a aplicação de catálise, entre outras, como armazenamento de gases e
propriedades fotoeletrônicas. Um desses COFs é o COF300, que tem sua estrutura formada a partir da síntese do
tetrakis(4-aminofenil)metano e aldeído tereftálico, ele sido estudado e, por suas características de área superficial alta e sítios de
coordenação devido aos grupamentos iminas formados, mostrou sua boa atividade como catalisador heterogêneo. Nesse trabalho
foi explorado o uso do paládio como ligante no COF300 para uso catalítico em reações de acoplamento C-C de Suzuki.
Procedimento experimental da síntese do COF300.
Em um tubo selado, adicionou-se 0,3066g de tetrakis(4-aminofenil)metano e 0,1870g de aldeído tereftálico. O reator foi fechado com
um septo e teve sua atmosfera trocada por argônio. Adicionou-se, com o auxílio de uma seringa, 15,3mL de 1,4-dioxana previamente
destilada e 3mL de solução de ácido acético 3M preparada. Foi observada a formação de um precipitado amarelo. O reator foi
fechado e deixado em agitação em um banho de óleo à 120°C por 72h. Após este tempo, o conteúdo do reator foi filtrado à vácuo, e
lavado com dioxana e THF. O sólido foi deixado imerso em 30mL de THF por uma semana, e após o solvente foi evaporado.
– Procedimento experimental da reação de Suzuki.
Em um tubo de vidro com volume de aproximadamente 4mL, adicionou-se 0,004g de Pd(OAc)2@COF300 (0,1 mol % de Pd). Neste
mesmo tubo, adicionou-se 1 eq (equivalente) do haleto de arila utilizado solubilizado em 1mL de metanol, 1 eq de ácido fenilborônico
solubilizado em 1mL de metanol e 0,121g de K2CO3. A mistura foi deixada sob agitação e aquecimento a 70 ºC durante o tempo
reacional observado.
Resultados e discussões:
As conversões vão de 40 à 100% para os substratos usados e tempos reacionais que vão de 20 à 120 minutos, mostram que, para
a maioria dos substratos utilizados, o Pd(OAc)2@COF300 foi eficiente como catalisador.
O paládio não é lixiviado para a mistura reacional, indicando que a reação ocorre dentro dos poros do COF300, não formando
paládio black (a formação desse composto desativa o catalisador). Esse é um indício de que Pd(OAc)2@COF300 é superior aos sais
de paládio para como catalisador dessas reações.
Conclusões:
– A síntese do COF300 mostrou-se eficiente sendo obtida em bom rendimento;
– As reações de acoplamento C-C catalisadas pelo Pd(OAc)2@COF300 mostraram-se eficientes e rápidas nas condições reacionais
utilizadas.
Referências:
1.Côté, A. P.; El-Kaderi, H. M.; Furukawa, H.; Hunt, J. R.; Yaghi, O. M. J. Am. Chem. Soc. 2007, 129, 12914.
2.Miyaura, N.; Suzuki, A. Chemical Reviews; 1995, 95, 7, 2457.


2577 – ESTUDOS MECANÍSTICOS DA ATIVAÇÃO DE HIDROCARBONETOS SOBRE CATALISADORES DE GÁLIO SUPORTADOS EM ZEÓLITAS HZSM5.


Orientação: Fábio Jorge de Vasconcellos Júnior, Victor de Oliveira Rodrigues

Resumo:
A aromatização de alcanos leves foi extensivamente estudada, devido à sua importância econômica e estratégica em termos da
exploração das reservas de gás natural e valorização das correntes hidrocarbônicas leves obtidas no refino do petróleo, mas muitas
questões fundamentais não foram solucionadas. Comercialmente, existe o processo ?Cyclar?[1], que usa catalisadores de Ga
suportados em zeólita MFI. A maioria dos estudos na literatura data da década de 90, porém, recentemente, houve uma renovação
do interesse no estudo destes catalisadores devido à crescente importância das tecnologias GTL (Gas-To-Liquid)[2,3].
Este trabalho visa a investigar os mecanismos de ativação de hidrocarbonetos nos catalisadores através de reações de troca H-D
entre diferentes hidrocarbonetos e D2, de maneira a caracterizar a natureza dos intermediários formados e a reatividade destes em
função de suas estruturas. Simulações Monte Carlo da distribuição inicial de produtos são comparadas às distribuições
experimentais, a fim de racionalizá-las em termos mecanísticos por associação de probabilidades de dessorção e propagação de
troca H-D. Para tal, empregou-se softwares próprios do nosso grupo de pesquisa.
Materiais Ga/HZSM5 com 2 e 3% de Ga (p/p) foram preparados a partir de zeólitas HZSM5 com valores de SAR diferentes (HZ24 e
HZ35) por impregnação ao ponto úmido, seguida de tratamentos de ativação. Reações de troca H-D (a 430°C e razão D/H = 11) com
propano sobre catalisadores Ga/HZSM5 e resultados de simulação mostram que a atividade catalítica pode ser explicada como
resultado de 3 processos paralelos: a) Troca simples (geração de C3H7D – D1), b) Troca múltipla com alta probabilidade de
dessorção, responsável pela formação de D1 a D4 e c) Troca múltipla com baixa probabilidade de dessorção (D7 e D8). Em reações
sobre HZ24 e HZ35 (na ausência de Ga) os produtos foram compatíveis com a ocorrência dos mesmos processos ?a? e ?c?.
Pôde-se observar também propeno como subproduto.
O processo ?a? foi atribuído aos sítios ácidos de Bronsted da zeólita [3], enquanto que o processo ?b? deve-se a presença de Ga+
em sítios de troca-iônica da zeólita. O processo ?c? é provavelmente devido espécies de Al extra-rede formadas durante preparo dos
materiais. Análise dos materiais por RMN 27Al será realizada.
Reação com isobutano foi realizada sobre catalisador HZ24, onde se observou predominantemente reações de troca H-D; De novo
observou-se essencialmente D1 e pequena fração de produtos altamente deuterados. Isobuteno e produtos de craqueamento
também foram observados.
Referências:
1-J. R. Mowry, R. F. Anderson, J. A. Johnson, Oil Gas J. 83 (1985) 128-131.
2-V. B. Kazansky, I. R. Subbotina, R. A. van Santen, E. J. M. Hensen, J. Catal. 233 (2005) 351-358.
3-Rodrigues, V.O.; Faro Jr, A.C. Estudos mecanísticos através de reações de troca H-D: Aromatização do propano em catalisadores
de Ga/HZSM5. In: XVII CBCat, 2013, Gramado, Rio Grande do Sul. Anais do XVII Congresso Brasileiro de Catálise, 2013.


1670 – REMOÇÃO DE ÓLEO DERRAMADO ACIDENTALMENTE EM AMBIENTES AQUÁTICOS UTILIZANDO BIOPOLÍMEROS VERDES.


Autor(es): Michel Cosme Ferreira da Silva, Ramyro Monnerat Macedo

Orientação: Thais Delazare

Resumo:
O petróleo é uma substância tóxica que causa diversos tipos de poluição ambiental. Dessa forma, o derramamento de petróleo nos
mares e oceanos causa danos profundos ao meio ambiente, matando milhares de peixes, aves e corais, além de contaminar a água.
O projeto tem como objetivo a síntese, a caracterização e a avaliação do uso de resinas fenólicas para a remoção de petróleo
derramado acidentalmente em ambientes aquáticos. As resinas são obtidas a partir da reação de um aldeído com um fenol em
catálise ácida. O fenol é substituído pelo cardanol e pela lignina, ambos obtidos através de matéria prima renovável, sendo o
cardanol obtido do rejeito da indústria da castanha de caju (LCC) e a lignina, substância encontrada em muitas plantas, conferindo
rigidez à parede das células dos vegetais, obtida do rejeito da indústria de celulose. O cardanol é um fenol com uma cadeia
carbônica na posição meta e a lignina é uma substância complexa que tem alguns grupos fenólicos em sua estrutura, sendo assim,
ambos são rejeitos com grande potência para substituir o fenol (matéria prima de fonte não-renovável) na reação de obtenção das
resinas. O aldeído usado nessa reação foi o glutaraldeído, molécula com baixa massa molar e grupos funcionais altamente reativos.
A reação só acontece em meio fortemente ácido, para isso é usado como catalisador ácido, o ácido sulfúrico. Como o LCC e a
lignina podem substituir o fenol, de início diferentes sínteses foram realizadas, sem sucesso, com o uso de LCC como substituinte do
fenol, até se obter uma resina termorrígida com as seguintes proporções: 20 mL de LCC, 6 mL de glutaraldeido e 6 mL de ácido
sulfúrico, em seguida foram feitas outras resinas substituindo apenas o LCC pela lignina nas frações de 20, 40, 60, 80 e 100%,
aumentando assim o caráter arómatico das resinas fenólicas. As resinas obtidas foram maceradas com gral e pistilo e em seguida
foram testadas com petróleo Jubarte, a fim de serem analisadas quanto à interação com o petróleo, o qual denominamos teste de
aglomeração. O teste de aglomeração foi feito adicionando-se 0,5g de petróleo em um recipiente com água e em seguida foi
adicionado lentamente 0,5g de resina macerada em cima do petróleo, tendo como resultados preliminares, apenas dados
qualitativos. Os resultados preliminares obtidos foram satisfatórios, pois as resinas interagiram de forma instantânea com o petróleo.
Todas as resinas interagiram de forma parecida com o petróleo, porém a resina que melhor interagiu com o petróleo foi a resina com
60% de lignina. Além do teste de aglomeração também serão realizados análises no infravermelho para a caracterização das resinas
e ensaios de área superficial no equipamento BET para medidas de volume de poros. Na resina com 60% de lignina, resina que
melhor interagiu com o petróleo, serão feitos os testes quantitativos; para isso na preparação da resina serão adicionadas também
nanopartículas de maghemita/magnetita/hematita a fim de se estudar a remoção magnética do petróleo com ajuda de um campo
externo. Como resultado teremos a massa de petróleo removida (gravimetria) e a quantidade de resíduos de petróleo na
água(UV-visível).


2760 – ENRIQUECIMENTO NUTRICIONAL DO ÓLEO DE COCO (COCOS NUCIFERA) PELA INCORPORAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS POLI-INSATURADOS POR VIA ENZIMÁTICA


Autor(es): Arthur Ribeiro de Souza

Orientação: Joab Sampaio de Sousa, Denise Maria Guimarães Freire

Resumo:
Geralmente, as lipases apresentam alguma seletividade particular, e a maioria delas apresenta especificidade pelo substrato,
podendo ser empregada de forma vantajosa para o enriquecimento específico ou isolamento de um tipo ou de uma classe de lipídio.
Uma forma de aplicação das lipases de interesse tecnológico para a indústria de alimentos se dá na síntese de lipídios estruturados,
que são triacilgliceróis re-estruturados ou modificados por meio da interesterificação química ou enzimática, com a finalidade de
alterar sua composição em ácidos graxos e/ou sua distribuição na molécula de glicerol (Lee e Akoh, 1998).
Neste estudo, comparamos o perfil em ácidos graxos do óleo de coco tradicional obtido em mercado local (antes da reação de
acidólise) e enriquecido nutricionalmente (após a reação de acidólise com os ácidos graxos poli-insaturados oriundos do óleo de
peixe). Essas reações foram catalisadas pela lipase comercial de Candida antarctica B (Novozym® 435) e pela Lip. B recombinante
(lipase home made produzida no Laboratório de Biotecnologia Microbiana – LaBiM).
O perfil lipídico do óleo de coco, com relação as famílias de ácidos graxos (AG), esta distribuído da seguinte forma: ~92% em ácidos
graxos saturados (AGS), ~7,3% em ácidos graxos insaturados (AGI) e ~1% em ácidos graxos poli-insaturados (AGPI). Após a
reação de acidólise o percentual de AGS foi reduzido em 10 e 20%, com a utilização das lipases comercial e home made,
respectivamente. Com relação aos AGI, a mudança no perfil de AG não foi significativa com a utilização da lipase home made. Já
para a comercial, este percentual passou de 7,29% para 11,83%, ou seja, um aumento de 62% para esta família.
A mudança mais significativa foi observada na família de AGPI. Neste caso, o percentual subiu de 1,05% para 7,39 a 13,15% com a
utilização das lipases comercial e home made, respectivamente. Isto representa um aumento que varia de 700 a 1250% para este
tipo de AG, onde podemos destacar a incorporação de 1,58 a 2,80% do ácido eicosapentaenóico (EPA) e de 3,32 a 5,48% do ácido
docosahexaenóico (DHA), que não estavam presentes no óleo de coco antes da reação de acidólise.
De uma forma geral, o óleo gerado neste processo contém uma mistura de todas as classes de AG, sendo eles de cadeia média,
longa, saturados, insaturados e poli-insaturados.
Esta combinação pode garantir tanto o provimento de ácidos graxos essenciais como a possibilidade da fácil absorção e
digestibilidade dos AG de cadeia média como descrito por Osborn & Akoh (2002).


2830 – IMPREGNAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE UM COMPLEXO DE NÍQUEL (II) EM VULCAN-X PARA UTILIZAÇÃO EM ELETRODOS DE PILHAS A COMBUSTÍVEL


Autor(es): Guilherme Amoglia Priori, Gabriela Souza Rego

Orientação: Annelise Casellato, Rachel Dias dos Santos

Resumo:
Pilhas a combustível, assim como as pilhas e baterias, são dispositivos eletroquímicos que realizam a conversão de energia gerada
por uma reação eletroquímica em energia elétrica. [1,2,3]. As reações que ocorrem nos eletrodos das pilhas a combustível são
reações típicas de catálise heterogênea onde ocorre transferência de carga entre o reagente e o substrato. A reação de redução
catódica do oxigênio (ORR) apresenta uma cinética muito lenta e desta forma tem papel fundamental no desempenho destes
dispositivos [4,5,6]. A platina é o principal metal utilizado como eletrocatalisador e ocasiona um aumento considerável da cinética
dessas reações. Muitos compostos têm sido descritos na literatura como possíveis substituintes da platina entre eles compostos
macrociclos como porfirinas e ftalocianinas e compostos que possuem grupos nitrogenados. Para utilização como eletrodos estes
compostos são suportados em outros materiais que apresentem alta área superficial e testados frente à ORR nas condições de
funcionamento das diferentes pilhas.[7,8] Desta forma, o objetivo deste trabalho foi testar duas metodologias de impregnação de um
complexo de níquel em Vulcan-X e caracterizar os materiais obtidos pelas técnicas de difração de raios x e espectroscopia na região
do infravermelho. A primeira metodologia consistiu na síntese do ligante HBGi (2,12mmol) seguido pelo gotejamento lento de uma
solução de acetato de níquel(II), permanecendo sob agitação durante 30 minutos. Após esse período, 0,5g de Vulcan X foram
adicionados a fim de se obter um material na proporção 1:1 em massa entre o complexo e o suporte. A suspensão foi mantida sob
aquecimento (40°C) e agitação durante 30 minutos e em seguida foi sonicada durante mais 30 minutos mantendo a temperatura a
(40°C). O solvente foi retirado por evaporação sob aquecimento brando. Na segunda metodologia foi realizada utilizando as mesmas
massas de complexo e material suporte, entretanto o carvão foi adicionado diretamente a solução do ligante, e mantido sob
aquecimento (40°C) e agitação durante 30 minutos. Em seguida foi gotejada a solução de acetato de níquel e o procedimento seguiu
como descrito na primeira metodologia. Pelos espectros de infravermelho foi possível identificar, para as duas amostras, as bandas
características do complexo isolado, as quais se mostraram deslocadas em relação às bandas características do ligante, indicando a
presença do complexo no material suporte. Estão sendo realizadas medidas de difração de raios X dos materiais impregnados para
fins de comparação dos perfis obtidos para o suporte e o complexo isolado.


1718 – SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DE CÉRIAS COMO ELETROCATALISADORES PARA PILHA A COMBUSTÍVEL


Autor(es): Vinícius Alevato Neves

Orientação: Luiz Fernando Brum Malta, Marta Eloisa Medeiros

Resumo:
O dióxido de cério(IV) (CeO2), ou céria, é um material condutor iônico e isolante eletrônico, que possui aplicações como eletrólito
sólido para sensores de oxigênio e pilhas a combustível, além de suporte para nanopartículas metálicas, o que potencializa sua
aplicação como eletrocatalisador. As pilhas a combustível são dispositivos eletroquímicos de alta eficiência para geração de energia
elétrica e vêm sendo bastante estudadas como fontes alternativas de energia. O presente trabalho visa a obtenção de materiais a
base de céria e sua caracterização.
Os géis de céria foram obtidos com a precipitação em pH=14 do hidróxido a partir da solução aquosa do precursor (NH4)2Ce(NO3)6
ou Ce(SO4)2 utilizando-se NaOH 1M, 2,5M ou 5M. Quando dopada a céria com cálcio, foi adicionado à solução do precursor
Ca(NO3)2, para co-precipitação. Após a síntese das cérias, elas passaram, ou não, por tratamento hidrotérmico, e isolou-se o sólido
por filtração. Os materiais foram caracterizados por espectroscopia vibracional no infravermelho (IV), difratometria de raios-X (DRX),
reflectância difusa no UV/Vis, microscopia eletrônica de varredura (MEV) e espectroscopia por dispersão de energia de
raios-X(EDS).
Os espectros IV apresentam bandas em: 3400 cm-1 relativas aos modos vibracionais de estiramento da água; em 1632 cm-1 modos
vibracionais de deformação da água; em 1504 cm-1 e 1341 cm-1 modos vibracionais relativos ao estiramento CO do CO3-,
indicando a adsorção de carbonato nas condições de síntese. Podemos verificar que os espectros IV obtidos, de todas as sínteses
realizadas, apresentam o perfil semelhante de bandas e intensidade.
A análise por DRX nos permitiu verificar primeiramente os picos característicos de céria. Foi verificado um maior tamanho de
cristalito médio para cérias provenientes do sulfato, em relação ao precursor nitrato, e também a partir do aumento da concentração
do agente mineralizante e do tempo de tratamento hidrotérmico. E observou-se que as cérias dopadas com 10% e 20% de cálcio
mantiveram solução sólida.
A partir da reflectância difusa foi possível calcular o band gap de cerca de 3,31eV para todas as cérias sintetizadas. Os espectros
também permitem verificar deslocamento da banda da céria para o azul, principalmente na região entre 450-500nm, com a
efetivação de tratamento hidrotérmico dinâmico e dopagem com Ca2+.
Por fim, as visualizações por MEV permitiram verificar menores tamanhos de partícula para cérias de maior cristalito médio, devido a
menor aglomeração.


1619 – CONFECÇÃO DE KITS PARA AULAS EXPERIMENTAIS E DETECÇÃO DE FENÓIS E AÇÚCARES REDUTORES EM FRUTAS: UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA O ENSINO MÉDIO


Autor(es): Gabriel Siqueira de Abreu

Orientação: Lucas Terêncio Soares Alves Azeredo, Bárbara Vasconcellos da Silva, Angelo da Cunha Pinto

Resumo:
Não é novidade que o ensino de ciências, em particular o de Química, não vai bem e que faltam professores dessa disciplina no
Ensino Médio. Entre os muitos fatores que contribuem para agravar, a cada ano, este quadro, cujo resultado mais visível é o baixo
desempenho dos estudantes brasileiros no maior exame mundial de ciências para estudantes de 15 anos, aplicado pelo Programa
Internacional de Alunos (PISA-Programme for International Student Assessment), [1] pode-se destacar a falta de laboratórios de
ciências e de material didático para as aulas experimentais de Química.
O livro didático impresso, apesar de toda a sua importância para o ensino de Química, não é suficiente para motivar a maior parte
dos estudantes a aprender esta disciplina. Por este motivo, os objetivos deste trabalho foram a confecção de kits contendo material
básico de laboratório e a utilização destes materiais para a detecção de substâncias fenólicas e de açúcares redutores em frutas
com a intenção de incrementar as aulas de Química, tornando-a mais atrativa.
Os kits foram confeccionados em caixas de madeira com divisórias e contêm pipetas Pasteur, peras para pipetas, proveta, balão,
béquer, óculos de segurança, espátula, tubo capilar, tubos de ensaio e vidro de relógio. Este material didático foi distribuído para
diversas escolas públicas, possibilitando a execução de experimentos simples.
Uma proposta de experimento foi a detecção de fenóis na casca e na polpa da banana, laranja e manga. Estas frutas foram
colocadas sobre uma vidro de relógio e, em seguida, foram adicionadas algumas gotas de uma solução de cloreto férrico (FeCl3)
diretamente na casca e polpa de cada fruto. Após o tratamento com cloreto férrico, as cascas e a polpa das frutas tornaram-se
verdes, indicando a presença de substâncias fenólicas. Isto ocorre porque os fenóis reagem com os íons ferro, gerando um
complexo de cor verde.
Para a detecção de açúcares redutores foram separados 5 tubos de ensaio e, a cada um, foram adicionados 10 mL de sucos de
laranja, manga, banana, mel e açúcar refinado. Posteriormente, os sucos foram mantidos durante 10 minutos em banho-Maria a 60
°C, e foram adicionadas algumas gotas da solução de Fehling. Após mais 10 minutos de aquecimento foi observado a formação de
um precipitado colorido que indicou a presença de açúcares redutores.
Os resultados obtidos foram reunidos em uma cartilha, que contém a descrição detalhada dos experimentos e propostas de
questões para discussão em aula. Os experimentos químicos tornam as aulas mais atrativas e dinâmicas, permitindo a observação,
a análise e o questionamento dos resultados obtidos. A detecção de substâncias orgânicas nas frutas, em especial, auxilia os
estudantes a valorizar o conhecimento e os benefícios que estes alimentos nos proporcionam. Afinal, neste caso, não é o professor
quem transmite a informação, mas o próprio aluno é quem a comprova através dos ensaios.
[1] Pinto, A. C. Programa de aceleração do crescimento: ensino de ciências. Journal of the Brazilian Chemical Society 2007, 18,
editorial.


1170 – SEMIÓTICA E ENSINO DE QUÍMICA: MULTIMODALIDADE E O DESENVOLVIMENTO DE CONTEÚDOS DIGITAIS SUPORTADOS EM PALATAFORMAS MÓVEIS


Autor(es): Gustavo Alves Bastos, Marcelo Tavares Lima, Fernanda Cigagna Boechat

Orientação: Waldmir Nascimento de Araujo Neto

Resumo:
Área Temática: Ensino de Química
O uso de conteúdos digitais em sala de aula é considerado uma ferramenta poderosa, e capaz de colaborar para a aprendizagem
em situações que envolvem processos de representação e que operam na confluência entre os requerimentos de habilidade espacial
e do conhecimento específico em química. Neste cenário , o uso do conceito de Expressão Simbólica , realizado em sintonia com a
semiótica cultural de Ernst Cassirer , fornece amplo suporte teórico e filosófico para uma série de estudos e pesquisas, voltadas para
o desenvolvimento de conteúdos que possam ser suportados em plataformas móveis e que estejam situados no ensino médio e no
ensino superior de química.
Neste trabalho, apresentamos os resultados de um estudo que considera a semiótica de Cassirer (1) para desenvolver conteúdo
educacional aberto, com endereçamento de suporte em plataformas móveis, a respeito do processo de representação estrutural em
química, voltado para o ensino de graduação. A metodologia do trabalho envolve três etapas: (i) avaliação do conteúdo existente, (ii)
produção de novos conteúdos, (iii) estudo da recepção de conteúdo. Cada ciclo da pesquisa (2) tem início com o reconhecimento de
diferentes modos de representação utilizados em repositórios de conteúdo digital. Como elementos do quadro analítico dos
conteúdos desses repositórios são usados os conceitos de mimese, analogia e expressão simbólica.
Os resultados de nossa análise revelam maior confluência com a modalidade mimética (58%). O conteúdo desenvolvido refere-se à
animação de um mecanismo conhecido como pseudo-rotação de Berry. O vídeo foi originalmente desenvolvido em Adobe Flash e
representa a conversão de uma superfície bipiramidal trigonal a um piramidal quadrada. O modo de representação usa uma paleta
de cores e destaca a inter-conversão entre ligantes na posição equatorial e axial. A animação também contém dois níveis de áudio
(música e narrador), e também uma versão legendada.
Argumenta-se que o uso de uma abordagem semiótica leva a algumas novas implicações para a educação científica, como por
exemplo, a suposição de que a modalidade visual é apenas uma das modalidades que deve ser considerada na criação de signos
que operam como mediadores dos conteúdos de química, em sentido direcional. O estudo de recepção nos leva à conclusão de que
o “formato de série” é mais bem aceito, indicando a prioridade de conteúdos de curta duração em diferentes episódios. Esta
observação também é confluente com a semiótica de Cassirer, mantendo sua indicação teórica acerca da eficiência do caráter de
incompletude durante a semiose (ação do signo) em processos representativos com uso de atributos intencionais (3).
(1) Nöth, W. Handbook of Semiotics. Indiana: Indiana University Press, 1995.
(2) Holliman, R. Media coverage of cloning: a study of media content, production and reception. Public Understanding of Science, v.
13, p. 107?130, 2004.
(3) Weber, A. Mimesis and Metaphor: the biosemiotic generation of meaning in Cassirer and Uexküll. Sign System Studies, v. 32, n.
2, p. 298-307, 2004.


2059 – OBTENÇÃO DE CAFEÍNA POR EXTRAÇÃO DA BORRA DE CAFÉ E DA CAFIASPIRIA®: UMA PROPOSTA DE AULAS DE LABORATÓTÓRIO PARA O ENSINO DE QUÍMICA


Autor(es): Andressa Barcelos Pereira da Silva

Orientação: Bárbara Vasconcellos da Silva, Angelo da Cunha Pinto

Resumo:
O profissional ligado à área de ensino conhece a complexidade de relacionar a Química com a vivência cotidiana dos estudantes. É
de suma importância que o educador utilize recursos que facilite a construção dos conceitos químicos e que desenvolva no
estudante uma visão abrangente dos fenômenos da natureza que ocorrem ao seu redor. Através de aulas práticas contextualizadas
é possível aliar a motivação do aluno ao aprendizado de conceitos químico.[1] Diante dessa realidade, esse trabalho teve como
objetivo o desenvolvimento de um experimento sobre a extração da cafeína de borra de café e do medicamento
Cafiaspirina®,utilizando materiais de fácil obtenção e de baixo custo para ser reproduzido por estudantes do ensino médio, técnico
em Química e áreas afins.
Para a extração de cafeína da borra de café, foram adicionados 15 g de borra de café, 5 g de Na2CO3 e 180 mL de água destilada
em um recipiente de alumínio e a mistura foi aquecida por uma lamparina a 100 °C durante 30 minutos. O suporte da lamparina foi
uma lata de achocolatado de 400 g.
Em seguida, foi realizada uma filtração simples em um funil para remoção da borra. O próximo passo foi a extração líquido-líquido da
água-mãe em um funil de separação adaptado (garrafa plástica, utilizando como torneira improvisada um grampo de sargento tipo c
nº 1, vendido em casa de ferramentas), empregando o acetato de etila como solvente. A fase orgânica foi seca em CaCl2 e o
solvente evaporado naturalmente. Após o processo de extração, foi obtido um óleo marrom impuro contendo cafeína. Por este
motivo, a cafeína foi purificada por sublimação a 178 °C.
Para a extração da cafeína da CafiAspirina®, 4 comprimidos (3,3 g) foram macerados e solubilizados em acetato de etila. No
passo seguinte foi realizada uma extração ácido-base com solução de NaHCO3 5 %, usando o mesmo funil de separação adaptado
descrito no experimento anterior. O solvente da fase orgânica, contendo a cafeína, foi evaporado naturalmente. A fase aquosa foi
tratada com HCl 10 %, em banho de gelo, para a precipitação do ácido acetilsalicílico, que foi filtrado em peneira coberta com coador
de papel.
Os experimentos realizados são relativamente simples e podem ser inseridos em cursos práticos, valorizando a química do
cotidiano. Cabe ressaltar que a borra de café normalmente é descartada e o experimento proposto permite reaproveitar este
material.
REFERÊNCIAS
1 GUIMARÃES, C. C. Experimentação no Ensino de Química: Caminhos e Descaminhos Rumo à Aprendizagem Significativa.
Química nova na escola, 2009, 31.


4065 – ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS INCLUSIVAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS: O USO DA SEMIÓTICA EM SITUAÇÕES COM AUTISTAS


Autor(es): José Antônio Casais Casais

Orientação: Waldmir Nascimento de Araujo Neto

Resumo:
Os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID) são um grupo de doenças que se caracterizam por deficiências em múltiplas
áreas do desenvolvimento neuro-psicomotor, incluindo perda na interação social e na comunicação, além de apresentarem
comportamentos, interesses e atividades estereotipadas (1). Existem muitas dúvidas com relação aos limites que separam algumas
doenças das outras, sendo que o quadro mais marcante desse grupo é o do autismo infantil. O presente trabalho faz parte de um
projeto, sobre o desenvolvimento de processos que favoreçam a inclusão de alunos com TID, em situações de aprendizagem que
focalizem o ensino de ciências e o ensino de química. Propõe-se a construção de sequencias de atividades que promovam
educação inclusiva em uma escola municipal de Duque de Caxias, município do estado do Rio de Janeiro, que possui 4 alunos com
TID nas séries iniciais do Ensino Fundamental II. Buscou-se formular uma sequencia de atividades que pudessem considerar o uso
da semiótica em um contexto didático que envolvesse a apresentação de filmes, fazendo-se uso do ambiente da sala de vídeo da
escola. O cinema é, por muitas vezes, a simbolização daquilo que escapa à fala (2), e nessa direção procuramos construir atividades
que pudessem explorar essa habilidade dos autistas de se fixarem nos detalhes de uma referência visual, mas que mantivesse
também o vínculo de atenção e pertencimento em relação ao grupo como todo. Escolhemos aplicar o plano de aula numa classe do
7º ano do Ensino Fundamental constituída por 31 alunos e uma aluna inclusa, com hipótese diagnóstica atribuída pelo Centro de
Atenção Psicossocial Infanto Juvenil de Duque de Caxias, que a acompanha. Constatamos que ela é portadora de Autismo Infantil
com Leve Déficit Cognitivo, conforme descrito pelo CID 10 (10 ª Edição da Classificação Internacional de Doenças) nos códigos
F84.0 e F70.1, dados pelo laudo do Psiquiatra Infantil na documentação escolar dessa aluna. Os outros alunos especiais não tinham
diagnóstico devido às questões sociais e de seus familiares na aceitação do problema e não eram acompanhados pelo Centro. O
projeto está cadastrado na Plataforma Brasil. Foi feito o registro de áudio e vídeo das aulas e o material foi organizado em um mapa
de eventos. A partir do mapa de eventos, os turnos de fala foram transcritos e avaliados quanto ao processo inclusivo em curso. Os
resultados obtidos indicam a classificação de trinta e dois eventos em uma aula, dos quais a aluna inclusa participa de três. Sob o
ponto de vista da qualidade da interação realizada pela aluna tem-se que em alguns momentos ela interagiu com outros alunos
próximos, mas um sintoma desse tipo de autismo é a ecolalia (repete o mesmo som que ouviu), que dificulta avaliar o que realmente
foi aprendido. Não foi possível realizar um estudo comparado com outras turmas e formar grupos de controle na pesquisa. Todavia,
percebe-se a importância da família dos alunos no processo de inclusão na escola e de que toda comunidade escolar esteja
envolvida nessa tarefa. Como conclusão é importante destacar a necessidade de se superar o isolamento imposto ao aluno autista.
O ensino inclusivo para alunos com TID necessita de uma equipe interdisciplinar (Psicólogo, Psiquiatra, Fonoaudiólogo, Terapeuta
Ocupacional, Enfermeiro, Assistente Social, Técnico de Enfermagem), pois esses profissionais fornecem intervenções e suporte com
informação sobre o autismo, e cada autista é único.
(1) RUTTER, M. Autism research: Prospects and priorities. Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 26, n. 2, p. 257-275,
1996.
(2) RABELO, A.M.V. Não é apenas um filme: a semiótica psicanalítica versus o esgotamento de sentido. São Paulo: Leitura
Flutuante, n. 5 v. 2, pp. 83-101, 2013.